Segunda-feira, Março 19, 2012

Não há coincidências

... em conversas de fim de semana, comentava-se o actual estado da blogosfera doméstica. De há meia dúzia de anos a esta parte, em que se transformou o animado mundo dos blogues. Em que blogosfera crescemos e em que blogosfera vivemos. Parece ser mais pobre do que outrora foi. Não me queixo. Continuo a escrever o que me apetece e quando me apetece. Mesmo que os sinais sejam, de que a blogosfera, convergiu para pontos semelhantes aos da literatura, jornalismo, política, televisão e música.
Se a Margarida vende tantos livros, o Correio da Manhã tantos jornais, o Aníbal convence tanta gente, o Tony faz carreira de sucesso, e a Casa dos Segredos assegura audiências, qual o espanto do mundo dos blogues domésticos girar em torno de um casal com tiques de Heidi e Pedro suburbanos?

Quinta-feira, Março 15, 2012

Para acabar de vez com a confusão entre há e à

Há muito tempo que te não escrevo. Fazer-me à caneta e ao papel e deixar as palavras fluírem à vez, até à folha vazia. Há sempre tanta coisa a acontecer à nossa volta, que dias há, em que à tarde, já merecíamos ser noite. Há-de ser à tua beira, à beira mar, que descubro que ainda há sonho por sonhar. Há noites em que às vezes te sonho às cores, porque os invades, ainda que à minha revelia. Nem sequer ficas à boca de cena, fazes à tua maneira, e eu assim, rendido à tua presença. Hás-de ser assim. Há que ser assim, à descarada. Como um cheque mate. Como um ás de trunfo.

Quarta-feira, Março 14, 2012

Em vez dum blog ...

... eu gostava mesmo era de escrever prefácios, como o nosso presidente. É uma forma elegante de encerrar casos mal resolvidos e de publicitar novos desenvolvimentos. As entrevistas são muito interactivas e democráticas e os prefácios adequam-se mais ao Cavaquismo.
Com o afecto que nutre por Sócrates e com estas crises de azia, não me estranha que o Aníbal seja o resultado do cruzamento da Manuela Moura Guedes com o Miguel Sousa Tavares (Deus me proteja de sequer imaginar o momento da concepção). Pena que além da estima da mãe pelo ex primeiro ministro, não tenha também herdado a boca. Faz-lhe tanta falta para a entrada de bolo rei e para a saída de barbaridades sobre as reformas.

Segunda-feira, Março 12, 2012

A seguir ao Benfica, é o Sporting o meu clube do coração

Hoje de manhã o Manel Maria pediu para lhe levar o Record. Acedo, claro está. O meu Sportinguista mais lindo, depois do resultado de ontem, acordou com a intenção de se estrear na leitura de jornais desportivos. Esta vontade decorre de uma conversa em que lhe expliquei que um jogo bem saboreado, só acaba com a leitura de um diário desportivo do dia seguinte. É como a sobremesa de uma refeição apreciada.
Para evitar a censura e a tesourada no diário desportivo, sinceramente rezo para que o Record, além das novidades de cariz competitivo, não exiba anúncios de senhoras sós, sem tabus e de bumbum gostoso.
O Sporting ontem ganhou de mão cheia a uma equipa de reconhecido valor. E em cada golo marcado, o do meio, explodia de felicidade, incentivava os jogadores a marcarem só mais um e cantava coisas como “só eu sei porque não fico em casa” (paradoxal porque estávamos em casa) e “o Sporting é o nosso grande amor”. Este rapaz sabe pouco sobre o tema “a diferença entre ver jogos em casa e jogos no estádio”, e se não tenho cuidado, ainda me começa a lançar fumos verdes e brancos no meio da sala.
Não é a primeira vez que me desarmo perante a felicidade do petiz quando o Sporting vai de feição, mas verdade seja dita, o rapaz loiro de caracóis emociona-se mesmo. A ponto de me contagiar em euforia. O rapaz é do Sporting à mesma razão que os músicos são dos instrumentos que tocam e que os poetas são das canções bonitas. Se calhar foi de ter caído para a barriga da mãe quando o médico que fazia a cesariana o largou ao saber do empate do Sporting com o Santa Clara. Se calhar foi de ter levado uma palmada na fralda que o deixou quase partido ao meio, quando o Benfica sofreu o golo da derrota a dois minutos do fim e o estupor do miúdo, desde o início da segunda parte, não se cansava de jogar à espada com a televisão. Se calhar foi só porque sim. O que quer que tenha sido, todo aquele rapaz é às listas verdes e brancas, e como quem meus filhos ama, minha boca adoça, a seguir ao Benfica, o Sporting é o meu clube do coração (Obrigado Wolfswinkel, Matías, Izmailov e Jeffrén pelos 5 doces de ontem).
Não o digo com ironia, por ser um clube que dá muitas alegrias aos adeptos adversários, nem por ser casado com uma Sportinguista, nem como bofetada com luva branca aos sportinguistas que sofrem de anti-benfiquismo, tampouco por compaixão da actual e pouco saudável situação desportiva e financeira do eterno rival. Digo-o por clubismo. Digo-o por gostar mesmo de ver o Sporting ganhar, excepto nas duas ou três ocasiões por época em que defrontam a minha primeira opção. Nisto dos clubes, a seguir ao Benfica o Sporting é o meu grande amor.
Meu amor, hoje levo o Record para casa, e vamos vê-lo juntos. Começamos por dar notas de 1 a 20 aos rabos e às mamas que por lá aparecerem e depois lemos o resumo, os comentários e as declarações sobre o CINCAZERO de ontem.

Sexta-feira, Março 09, 2012

Faltas-me

Gosto de chuva. Além de molhar tolos, quebra rotinas e traz cheiros. Terra acabada de molhar. Gosto das gotas nos vidros e do barulho que faz. Ainda que na cidade. Ainda que sem lareira, sem mantas e sem livro ao fim de tarde. Ainda assim gosto-a e de me embalar nos sons. São fáceis de entender. Não chove muito há tanto. Há que tempos. Há tempos assim. Secam-me os sentidos.

Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

Aula do Sirenes

Às vezes isto também pode ser um baby blog ou lá como é que isso se chama.
A escola do mais novo promove, todos os anos, o dia em que os pais visitam as salas de aula dos respectivos filhos. Há 10 anos que participo nestes eventos e anos houve em que fui a três aulas, o que, maledicência à parte, roçava os limites da seca descomunal. Este ano foi só o mais novo pelo que o programa foi encarado como light.
Esta aulas são normalmente preparadas com algum cuidado pelas professoras (o que não evita alguns deslizes sobretudos nas matemáticas, ou pelo menos é nesta área que eu dou mais pela gafe), e são férteis em baba paternal e maternal. A de ontem contou com a presença do pai da Ana, que é figura televisiva de relevo e transborda simpatia o que animou ainda mais as mães, divididas entre as proezas dos filhos e o charme do rapaz giro e simpático.
A professora fazia perguntas aos alunos que na excitação da presença dos pais se atropelavam em braços no ar e em respostas dadas antes da autorização da professora. Até que chegou a vez da pergunta para o sirenes:
Professora - António. Então sete vezes quatro serão quantos ?
(eu para o António em surdina que ele é meu filho e tem que fazer boa figura) - vinte e oito
António para a Professora baixinho - vinte e oito
O João para a Professora mais alto - são vinte e oito
A professora não ligando ao contributo do João - Então António sete vezes quatro ?
António - Já disse
A professora para o António - Sim o João já disse, mas não quer dizer que esteja bem e portanto o António vai dizer quanto é sete vezes quatro.
António para a professora - eu disse mas não foi por o João já ter dito, foi o meu pai quem me disse baixinho. VINTE E OITO
Eu - não sei onde este miúdo anda a aprender a mentir. Em casa não é de certeza. Parece parvo. Agora o pai vai sair que tem que ir trabalhar. Bom dia a todos.

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Feira da Ladra

... na passada Terça Feira. O objectivo era comprar Vinis para a parede da zona audio e vídeo lá da casa.
A animação foi muito para além disso. Porque eles nunca lá tinham ido, porque o do meio saiu de lá com a certeza de voltar para vender a casa se for caso disso e o recheio se preciso for, porque o mais novo encontrou brinquedos giros de há 30 anos atrás, porque o mais velho teve que ser afastado à força, de uma banca carregadinha de revistas e de filmes com muitas imagens de gosto duvidoso e de poucos diálogos. Além de artigos em segunda mão, também se estendiam na estrada e nos passeios, memórias das idas à feira para ganhar uns trocos. Foi com dinheiro dos meus dias de feirante, que fui tantas vezes acampar e que consegui comprar o bilhete para ver ver o Benfica perder por 4 a 1 com o Liverpool. Se o resultado financeiro sabia bem, a jornada de feirante regateador sabia ainda melhor.
Como há anos atrás regressámos a casa com a sensação de dever cumprido. E olha que a parede não ficou nada mal

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

A gente não semos a Grécia

Sempre assim foi, desde pequeno. Cada tentativa que fazia de me comparar com quem quer que fosse para justificar comportamento ou desempenho, morria à nascença com uma frase tipo "As comparações não servem de argumento" ou "Acontece que o x não é nosso filho" se a comparação fosse do tipo "Mas o x pode fazer isto". Aprendi e pratico regularmente. Evito sempre na vida pessoal ou profissional, fazer comparações. As variáveis são tantas que as comparações com uma variável, só dão argumentos a quem as ouve e nunca a quem as faz. Se algum dos meus selvas se tenta fazê-las para justificar uma acção, uma nota na escola ou para enquadrar um pedido sobre o qual tenho dúvidas, já sabe que o mais certo é a nega.
Nos últimos tempos, a comparação pela negativa tem aparecido entre os nossos governantes e a vítima é sempre a mesma: a Grécia. Cavaco, Passos, Portas e seus discípulos têm insistido na lógica do “Nós não somos a Grécia”. A propósito disso, um grupo de personalidades lançou um manifesto contra a tendência cada vez mais recorrente em Portugal de fugir às críticas com a frase «nós não somos a Grécia».
Eu também sou contra esta argumentação. Primeiro por uma questão linguística, depois por uma questão desportiva e por fim por uma questão cultural.
Do ponto de vista linguístico, e aproximando-me da linguagem popular, é mais que sabido que a frase “Nós não somos a Grécia” não tem qualquer efeito sobre a opinião pública. A não ser a exclamação: “Que vergonha!!! Este primeiro ministro não sabe falar. Parece que não foi à escola. Coitado, vive em Massamá, já se vê. Então, está-se mesmo a ver que o que ele quer dizer é ‘ A gente não semos a Grécia’ . E é este ingnorante nosso Primeiro Ministro”
Desportivamente “Nós não somos a Grécia”, corresponde a mexer numa ferida ainda não cicatrizada. A do Euro2004. Pois não somos, não. Se fossemos, tínhamos ganho o caneco. Não tínhamos passado por aquela vergonha na Catedral. Estádio cheio, ruas inundadas de gentes que aguardavam explodir o golo do Rui, do Luís ou do Cristiano. Ao invés, implodiram de desilusão para casa. Não sermos a Grécia, relembra-nos o fracasso e isso é desnecessário nos tempos que correm.
Finalmente, “Nós não somos a Grécia” é culturalmente uma verdade La Paliciana. Os Gregos têm muito mais orgulho do Sócrates deles, que nós do nosso. E com toda a razão.

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

Efeitos Colaterais

Ele anda apreensivo com a situação do seu clube. Meu rico loiro dos caracóis sportinguista. Que fado o teu.
No regresso de um treino de andebol estivemos a falar sobre a situação do seu clube. O resultado, em jeito indignado, foi este comentário que ele colocou no facebook, no mural do grupo "Quantos SPORTINGUISTAS Somos ?":
"Então no domingo não havia razões nenhumas para mandar o treinador fora e segunda já há?! O que é isto ?! São os homens que vão reclamar e protestar no aeroporto que mandam na direção ?! Isto é que é o Sporting ?! Isto é que é o Sporting ?! Assim vamos longe vamos... Continuem assim que é isso que devem fazer..."
Meu rico leãozinho. Até tenho vontade que o Sporting seja depressa campeão, só para te ver em festejos.
O Sporting não é o meu grande amor, mas tenho um grande amor pelos Sportinguistas lá de casa.

Que trapalhada

A mesma dor, o mesmo fim. A mesma doença que teimam dizê-la prolongada. Prolongada uma merda. Antes cruel, fria e despida de todos os escrúpulos. Injusta e desequilibrada como as forças numa alavanca.
E esse mesmo local, as mesmas lágrimas. Que trapalhada dizias tu. Que trapalhada amigo.
Havia de ser um acorde de Keith Jarrett em Colónia, ou uma canção do Fanhais, ou uma carta lida em voz alta. Ouviam-se mal as palavras ali atrás. Diziam da força com que te agarraste no convés do navio varrido pelas vagas imensas. Essa mesma força que te arrancaram à bruta e se fez estéril no brutal confronto. Havia de ser mais fácil. Que trapalhada.

Sábado, Fevereiro 04, 2012

Silicone no sítio certo

Para os que menos frequentam casas de banho masculinas, ou para os que, frequentando, se preocupam mais em olhar para o lado do que para baixo, informo aqui que, de há largos anos a esta parte, as redes de metal e as bolas de naftalina, têm vindo a ser substituídas por placas de silicone que libertam agradáveis odores e que são anti-bacterianas.
Fica a informação portanto.
O silicone, se colocado em sítio próprio, pode ser muito útil.
A propósito. Quantos buracos tem a maioria dos urinóis ?

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012

Passos Coelho às Compras

Li uma notícia que dava conta de uma ida às compras de Pedro Passos Coelho. A notícia relatava que as compras de Passos Coelho num hipermercado se traduziram num litro de leite, numa garrafa de Coca-cola, comida para o cão e sumos.
Então isto justifica uma ida ao hipermercado ? A sério. Imagine-se ele em família, na sua casa de Massamá e o sítio mais à mão para ir às compras é no Continente da Amadora. Mesmo com cartão do continente e com cupões de desconto, aquelas 4 coisas não justificam IC19 e cabos de Ávila. É a este homem que entregámos os destinos do nosso país? E além da distância, as grandes opções para o cabaz de compras são um desastre:
- comida para o cão - Pedro: faça como o Aníbal, dê-lhe restos que os cães são como os portugueses. Habituam-se a tudo e mesmo que os trate mal, continuam a adorá-lo.
- sumos. Sumos ??? Mas lá estamos em tempos de sumo ? Compre fruta nacional e esprema-a. Como faz com as reformas. Assim muito espremidinhas.
- 1 pacote de Leite. Sinceramente. Bem sei que o Aníbal gosta de ver as vacas a sorrir e que ultimamente o Pedro não gosta de ver o Aníbal a sorrir. Mas as vacas não têm culpa. Compre seis litrinhos, que com um litro de leite não vai longe. Estamos a falar de leite, não é de gasóleo que custa o triplo, nem é de leite de chocolate com iva a nãoseiquantos.
- Coca Cola ? Com esta é que se arruinou. Num cabaz de 4 produtos, um é de uma empresa estrangeira ? Ainda por cima a água suja do imperialismo americano ? Mas onde é que o Pedro anda com a cabeça ? Então o Pedrinho de São Bento aposta nas exportações e o Pedrinho de Massamá quer é enviar dinheirinho da sua conta para o estrangeiro ? Francamente.
É a este génio, que vai de Massamá aos Cabos de Àvila, comprar quatro cenas que o destino do nosso país está entregue. Da próxima vez ao menos convide o Vitor Gaspar para o almoço que sempre pode pedir uma ou outra coisa de caminho e ele sempre lhe ensina uns conceitos básicos de economia doméstica.

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

A reforma de Cavaco Silva II

O país futebolístico está agitado e o tema domina as conversas e notícias desta segunda feira de manhã.
De benfiquistas eufóricos por terem aumentado a diferença pontual para o Porto, a Sportinguistas satisfeitos por terem ganho o primeiro jogo de 2012 a portistas revoltados por terem sido roubados pela arbitragem ao mesmo tempo que o Benfica foi beneficiado.
Cavaco Silva, sempre atento ao desconforto alheio, já veio deitar água na fervura, com as seguintes declarações:
"Os adeptos do Porto não têm razões para considerarem que o Benfica foi beneficiado. O golo do Feirense na realidade foi inválido, porque é precedido de um golo mal anulado ao Feirense."
"É verdade que o Porto foi prejudicado, mas em tempos de crise temos que respeitar prioridades. Pinto da Costa, tal como eu, apercebeu-se que a sua reforma não vai dar para as despesas e naturalmente começou a cortar nas luvas aos árbitros."
"As vitórias são como o bolo Rei. Sabem melhor em Janeiro"

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Reforma de Aníbal Cavaco Silva

"Exmo Sr Aníbal:

Junto enviamos o orçamento solicitado para transformar em marquises todas as varandas do palácio de Belém.

Cientes de que a sua reforma não é suficiente para fazer face às despesas apresentadas, temos uma linha de crédito muito jeitosa, capaz de atenuar em suaves prestações tão avultado investimento.

Com os melhores cumprimentos

ALV Lda Alúminios Lacados e Vidros"

Quarta-feira, Janeiro 18, 2012

Ai Portugal Portugal


Era uma vez, há muitos anos atrás, um Navio muito muito grande. Não tinha grandes condições e por isso mesmo, o comandante desse navio recebeu muito dinheiro para o modernizar. Motores, leme e casco tinham que ser renovados e depois disso, mas só depois, deveria o dinheiro servir para melhorar os camarotes, as infra estruturas e dotar o navio de serviços de boa qualidade que atraíssem os futuros passageiros. Acontece que o comandante desse navio, preferiu gastar o dinheiro com o embelezamento do navio e fez uma sala de jantar enorme, e um centro cultural, e pintou muitas coisas e colocou marquises em tudo o que era varanda para o mar. Depois dele outros comandantes vieram. Uns investiram muito na educação e nos salários dos tripulantes, outros pediram mais dinheiro emprestado para promover o navio, outros acharam que o navio devia ser escoltado por dois lindos submarinos, outros continuaram a adornar o navio esquecendo-se que o leme, o motor e o casco, embora com bom ar, não conseguiam suportar grandes viagens.
Era uma vez uma ilha onde havia gente que queria ver o navio de perto, em especial uma gorda alemã e um anão francês. E pediram e exigiram e ordenaram que o navio se aproximasse da ilha e que para tal ser possível, o navio tinha que conseguir passar no estreito Deficit que tinha águas muito baixas e portanto o navio tinha que conseguir manobrar muito bem.
O comandante do navio aproximou-se da ilha e fez um rombo no casco. Para tornar o navio mais leve começou por atirar borda fora bens essenciais do navio. E fê-lo uma, duas, três vezes, e quando chegou a quarta vez foi ele próprio atirado borda fora e substituído por outro comandante. Este outro comandante ainda é mais bruto que o anterior e atira fora tudo o que encontra pela frente. A tripulação inclusive.
A embarcação não consegue navegar no estreito Deficit, o rombo no casco é imenso, o navio já tombou e com ele grande parte da tripulação. O motor está encravado, e o leme desgovernado. A gorda e o anão gritam ordens para o comandante que parece não saber o que fazer. Para ajudar, o bote salva vidas, vem-se a descobrir, tem um rombo proporcionalmente maior que o do navio e o comandante do bote parece ter perdido o discernimento, se é que alguma vez o teve.
Até hoje, nenhum dos comandantes do navio está acusado de coisa alguma ou em prisão domiciliária, e o primeiro até é comandante honoris causa da embarcação. Os outros operam em companhias estrangeiras em lugares de maior ou menor destaque e parece que um deles está na ilha ao lado da gorda e do anão a dar ordens para o navio.

Terça-feira, Janeiro 10, 2012

Declaraçon

É só uma ideia. Ás tantas até meia parva. A verdade é que o tema não convida a grande seriedade, e tem-se gasto tanto tempo a discutir se fulano e sicrano é Maçon ou não, que não me parece mal pensado, mais não seja para poupar tempo.
Aparentemente, só nas tais reuniões é que usam os aventais, os colares e uns títulos meios estranhos que incluem adjectivos em graus superlativos. Parece que o problema é identificar Maçons, e os ditos não envergam t-shirts com a frase "Para sua inforMaçon, eu sou". Isto leva-me à teoria que isto de ser Maçon é coisa com pronúncia do norte, ao estilo de "O Porto é uma naçon". Se fosse coisa aqui de Lisboa, seriam Mações ou Maçãos. Maçons é coisa do Porto. Só pode. Dizia eu, que talvez não fosse má ideia, uns óculos que permitissem distinguir os Maçons dos restantes indivíduos. Punham-se os óculos e quem fosse Maçon aparecia de avental, ou a preto e branco, ou a 2D, ou assim mais alto ou qualquer coisa.
E pronto. Era isto.
Palavra de honra, acabava-se com a agitaçon, e em caso de dúvida, tínhamos a confirMaçon.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2012

Agradecimento

Só para dizer que quarta feira vou ver o Sporting. Além de levar o do meio ao futebol, aproveito para lhes agradecer o empate de Sábado. Levo uma rede à volta para minha segurança, e se forem espertos ainda põem a minha foto nos corredores de acesso aos balneários.

Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

Ainda 2012

Nunca houve um ano tão maltratado à nascença. Se Santana Lopes comentasse o início deste ano diria que era um bebé na incubadora, em que todos passavam por lá só para lhe espetar com um par de bofetadas nas fuças. Salvo raras excepções, todos se referem a este ano, com um dos que “mais vale que passe depressa que será de más memórias”. Ora caramba e só para embirrar vai ter um dia a mais que os passados três. Bem feito, é bissexto.
A vantagem de se nascer assim, feio e indesejado, vem da história do patinho feio. O que vier de bom será sempre um ganho, e às tantas dá cisne em 2012. Até parece que 2011 foi uma beleza. O Pedro foi para o lugar do José, e o Aníbal substitui-se a si próprio com o extra de comunicar por Facebook, não obstante passámos a ser governados pela gorda alemã e pelo anão francês, o Benfica não foi campeão, o verão começou em Setembro e acabou em Outubro, o Miguel Sousa Tavares publicou um livro, as empresas faliram, houve rádios que ainda passaram Delfins, o número de desempregados cresceu exponencialmente, Alcochete só vai ser conhecido pela Academia do Sporting e pelo Outlet, TGV continua a ser a sigla de Tequilla Gin e Vodka, a TVI continuou a fazer televisão TVI, a geração Diolinda indignou-se com a triste condição que já se previa há anos, os BRIC foram BRIC e os PIG foram PIG, não ganhámos o festival da canção, e o fado foi património imaterial esgotando o plafond de uma década da capacidade para ouvir fado.
Posto isto, não há razões evidentes para não inverter a derivada deste ano. 2012 há-de ser bom e não merece tanta falta de consideração. Um ano novo é isso mesmo. Novo. Por estrear. Fazê-lo melhor compete-nos a nós. Deolindos e não deolindos. Se os Maias previram o fim do mundo para 2012, deixo já a ressalva que a Maia (que pelo apelido deve ser familiar) também prevê muita coisa que não acontece. Ainda por cima, na altura dos Maias não havia silicone, pelo que não deviam ser grande espingarda no que toca a previsões.
Toca lá a fazer de 2012 um ano simpático antes que ele se transforme num ano trisexto, e antes que aumentam o IVA e acabem com dois feriados civis, dois religiosos e vendam mais cenas a empresas geridas por pessoas com olhos pequenos e semi cerrados.

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

Jantar animado

O Sirenes tem esta tendência de imitar as piadas dos mais velhos. Mesmo quando são parvas, como é o caso. Quando perguntam a alguém
- Quantos anos tens?
Perante a resposta, e quando estão na parvoeira, resolvem perguntar "Anos com U ou com O?" E riem-se muito.
O Sirenes tentou fazer a graça com o do meio:
- Que idade tens?
- 10
- Idade com O ou com U?
Além dos risos, o mais velho ainda comentou:
- António, estás no ponto para ser concorrente da casa dos segredos.

Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

Olé 2012

Desta vez nem passas, nem subir para uma cadeira, nem roupa interior azul. O azul não combina com as minhas vergonhas, as passas desagradam-me e estava com o Sirenes às cavalitas, e subir para a cadeira era um número arriscadíssimo. Desta vez, em boa companhia de família, amigos e conhecidos, só o champanhe, muitos votos de Feliz 2012, tanta música, boa disposição e poucos excessos. A novidade, porque a região assim convida, foi a arena e terem soltado uma vaca.
Eu nem sou fã da tauromaquia e deixei-me ficar entre barreiras. Houve quem arriscasse o capote para enfrentar a vazia, e não fosse a vaca afeitada, outra sorte correria. Alguns adultos no toureio e tantas crianças a sujeitar. Foram elas que se divertiram com a largada, sob o olhar atento e recomendações lançadas à arena por pais e mães apreensivos. A vaca cumpriu o seu papel. Investiu quando era altura e recolheu em boa hora.
Bem divertido este arranque de 2012. Houve festa e corrida. Olééé !!!!!

Terça-feira, Dezembro 27, 2011

Ménage à Trois

Isto do frio matinal é chato porque influi na vontade já diminuta de sair da cama. A família toda de férias e eu a ir trabalhar. Está bem que exagerei no verão e tirei quatro semanas seguidinhas, e a fábula da formiga e da cigarra ensina-nos a equilibrar verões com invernos. É verdade que ao fim das quatro semanas já não nos podíamos ver uns aos outros e agora, que me apetece ficar em férias com os Marias e a rainha, devia engolir o que disse na altura: "Eu quero é ir trabalhar que estou com uma overdose familiar". Tudo isso é muito certo, mas apetecia-me ficar em casa, pronto. E o frio. Estupor do frio.
Isto das temperaturas diminutas ou é para me lembrar que este ano não vou à neve, ou é obra dos "três gargantas" para nos obrigar a consumir mais energia. Palavra de honra, não nos bastava as visitas da troika financeira, ainda temos que aturar uma troika de gargantas. É muita bem feita para os defensores do ménage à trois. Com tanta troika, o que não há-de faltar são ménage à trois. Com tanto aquecimento ligado, quando chegar a factura, seja em modo chop soy seja em modo agre e doce, vou ficar com os olhos em bico e decreto o modo de hibernação lá em casa. Adormecemos todos e só acordamos lá para Maio para não gastar mais electricidade, ou então em Maio de 2014 quando a crise só aparecer no retrovisor.

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Comunicação

Já por várias vezes, tive familiares no hospital e garanto-vos que nunca recebi tanta informação sobre o respectivo estado de saúde, como estou a receber sobre o do Eusébio. Aparentemente a imprensa consegue três coisas muito importantes, que não estão à mão de qualquer um:
- encontrar um médico
- fazer com que ele diga coisas
- fazer com que ele diga coisas perceptíveis
Proponho que haja boletins clínicos à imprensa nacional sobre todos os pacientes de todos os hospitais.

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Aos três de uma só vez

O presépio cá de casa faz inveja a qualquer benfiquista. Tem três Jesus. Um para cada selvagem, para evitar confusões. Nem nesta quadra parecem grandes adeptos da partilha, triplicar o salvador foi a solução escolhida. E pensando bem o Benfica devia fazer o mesmo. Um que soubesse treinar, um que soubesse falar e um só para mascar pastilha elástica.

Domingo, Dezembro 18, 2011

Maratona - Shoping

Goela abaixo, o Domingo para as compras de Natal. Menos gente do que em anos anteriores, sinais claros dos novos tempos, contudo o mesmo frenesim e igual cansaço. Notei alguma originalidade na oferta o que faz sentido, que as escolhas são mais cuidadosas, e a oferta tem que lutar muito mais pela procura. Quando a senhora ao me mostrar um artigo, me disse "É lindooooo" não esperava que eu lhe respondesse "Obrigado. A senhora também não é nada de se deitar fora." Compras são chatas e cansativas, e uma pessoa tem que criar uns momentos mais animados. Também não era preciso ficar de trombas até eu sair da loja. Foi ela que começou. Eu posso não ser lindo, mas deixa lá que ela até era de se deitar fora.

Terça-feira, Novembro 29, 2011

Eu x Sporting em 10 passos

Há quase dois anos fui ver um Sporting Benfica, que acabou com esta troca de mails entre mim e o Sporting

Mail 1
10 de Fevereiro 2010
Eu -> Sporting


A pedido do meu filho do meio, sportinguista convicto, resolvi fazer uma ida em família ao futebol. Estreia para o meu filho mais novo de cinco anos. Aconteceram dois casos insólitos:
1. A senhora da bilheteira não vendia mais que dois bilhetes por comprador e a sugestão que deu foi a de entrar e sair da fila o nº de vezes suficientes até completar os 5 bilhetes. Acabou por vender os 5 bilhetes depois de eu lhe dizer que faria isso se ela me garantisse 5 bilhetes em lugares contíguos.
2. Cheguei à porta do estádio às 19:55 que estava barrada pela policia para deixar entrar a claque do Benfica. Este bloqueio prolongou-se por muito tempo e quando me sentei faltavam 10 minutos para o final da primeira parte. Dois adultos e três crianças e outros tantos adeptos de futebol à espera que deixem entrar claques organizadas mas não reconhecidas oficialmente. Não entendo. O mais novo acabou por adormecer ao meu colo durante a espera e para estreia num jogo de futebol não ficou com grandes simpatias pela modalidade. Lamento o fraco contributo que deram para que o futebol seja um jogo para ser vivido em família.

Mail 2
26 Fevereiro 2010
Sporting -> Mim


Exmo(a) Sr(a) André Frazão,
Desde ja agradecemos o seu contacto
Serve a presente para informar que procedemos ao reencaminhamento da sua mensagem para o departamento do clube mais adequado.
Agradecemos a sua preferencia.
Continue a visitar-nos em www.sporting.pt
Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 3
26 Fevereiro 2010
Eu -> Sporting


Bom dia
Aguardo pacientemente a análise da reclamação efectuada. Mais informo, que em função dos eventos relatados pela minha reclamação, decidi não aceder ao pedido do meu filho de o levar a assistir ao jogo desta jornada.
Com os melhores cumprimentos

Contacto meu com a linha do Sporting a perguntar pela resposta
4 de Fevereiro de 2011.
Registo do meu contacto:

Data: 04.Fev.11
Nome:ANDRE FRAZAO

Detalhe:ENVIOU MAIL A EFECTUAR RECLAMACAO
A SEGUIR AO SCP X BENFICA. SO ENTROU NO ESTADIO PASSADO 30 MINUTOS. DERAM PRIORIDADE AOS SOCIOS DO BENFICA AGUARDA RESPOSTA

Mail 4
4 Fevereiro 2011
Sporting -> Mim

Prezado André Frazão,
Desde já agradecemos o seu contacto.

No seguimento da sua solicitação junto da Linha Sporting, vimos por este meio indicar que, após consulta nos nosso registos de mensagens, não verificamos qualquer comunicação anterior com o seu nome ou endereço electrónico relativo ao assunto infra.

Face ao exposto, queira por favor indicar para qual contacto do Sporting Clube de Portugal enviou a sua reclamação e/ou expor novamente o assunto que deseja ver esclarecido ou respondido.

Aguardamos a sua resposta.

Agradecemos a sua preferência.
Continue a visitar-nos em www.sporting.pt

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e
Saudações Leoninas,

Mail 5
4 Fevereiro 2011
Eu -> Sporting


Boa Tarde
Junto envio o mail por vós enviado para esta mesma conta.
Cumprimentos
(anexei o mail 2 e o mail 1)

Mail 6
15 Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim

Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde, pedimos que nos esclareça da sua reclamação, dado que o jogo SCP vs SLB apenas será disputado dia 21.02.2011.

À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 7
15 Fevereiro de 2011
Eu -> Sporting

Bom dia:

Recordo que a reclamação a que se refere o mail ocorreu na época 2009-2010 (Fevereiro de 2010). Foi nessa altura que enviei o mail e desde então que aguardo uma resposta da vossa parte. Anexo o mail enviado aquando dos acontecimentos.

Cumprimentos
(novo anexo do mail 1, 2 e 3)

Mail 8
17 Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim


Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde, apresentamos os seguintes esclarecimentos em face da sua reclamação:

No que se refere à 1ª reclamação, precisamos que nos informe do nome do bilheteiro que lhe forneceu as informações proferidas.

Em relação à 2ª questão, esclarecemos:
• a demora dos Adeptos do Sporting no acesso à porta 1 foi devido ao corte que a PSP efectuou enquanto entraram as claques do SLB;
• a responsabilidade destas medidas, por regulamentação própria é, sempre, da exclusiva competência da PSP, que detém autoridade para fazer cumprir a mesma;
• o Sporting Clube de Portugal, para obviar este inconveniente, parametrizou a porta 4 para a entrada dos Adeptos com bilhete de Sector B3 e fez publicar a noticia no Site ( ver anexo ), bem como enviar sms a notificar para esse propósito, para todos aqueles sócios que assim detêm nº na nossa base de dados;
À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 9
17 de Fevereiro de 2011
Eu -> Sporting


Boa tarde:

Desde já agradeço a resposta à reclamação efectuada, embora registe que só a obtive por insistência e passado quase um ano após o jogo.
A ideia da reclamação é a de vos ajudar a identificar oportunidades de melhoria, mais do que obter justificações para o sucedido.

Passado um ano, só consigo lembrar-me que efectuei a compra dos bilhetes no Sábado de manhã pelas 11 horas na bilheteira principal – subindo a escadaria exterior voltada para o campo grande.

Em relação à entrada, a informação prestada foi manifestamente insuficiente, uma vez que se tivesse acesso à mesma ter-me-ia deslocado mais cedo ao estádio. Não obstante tentei aceder por um lado e quando verifiquei que estava vedada a passagem dei a volta toda ao estádio e tentei aceder pelo outro. Acresce que também esta volta ao estádio foi repleta de incidentes uma vez que os meus três filhos vestiam equipamentos da equipa de que são adeptos e nem todos são do Sporting. Insultos e aconselhamento de polícia:”Vão passar perto da zona da Juve Leo, pelo que os meninos que estão de benfica devem esconder as referências”. Isto para concluir que nem tentando entrar por um lado nem pelo outro conseguimos entrar atempadamente no jogo e não fomos informados em nenhuma altura antes do jogo que deveríamos optar por uma hora mais cedo ou por uma porta mais conveniente.

Mais uma vez e conforme o mail original não foi prestado um bom serviço no que concerne ao incentivo de tornar o futebol um jogo ser assistido em família, e é nesse sentido que vos alerto para a necessidade de fazerem melhor. Quando sentir que há um esforço sério para que as famílias se sintam em segurança assistir a um derby, terei todo o gosto em voltarmos os 5 ao vosso estádio. Infelizmente não é ainda o caso.

Com os melhores cumprimentos

Mail 10
18 de Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim


Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde já, informo que iremos, naturalmente fazer chegar as suas ideias, comentários e reclamações, para o Departamento interno competente.
Será devidamente analisado e levado em atenção. Reiteramos as nossas desculpas pelo atraso, bem como, a situação em que se viu envolvido.

Reforçamos os nossos agradecimentos pela disponibilidade que demonstrou na apresentação do seu e-mail.

À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.



Notas Finais:
Sou Benfiquista, mas não sou consócio de coisa nenhuma ligada ao futebol, por muito prezado que seja, dispenso o título.
Não sei qual dos dois finais de mail gosto mais, se do "Saudações Leoninas" se do "Até já" da operadora móvel.
Também em Alvalade perdi quase a primeira parte de um jogo que paguei por inteiro. Eu e mais uns mil (na maioria adeptos do Sporting) para não atrapalhar a entrada de uma claque ilegal.
Ainda assim, a ideia da caixa de segurança é triste e inoportuna.

Domingo, Novembro 27, 2011

Luzes

à muralha do castelo de São Jorge, e desta vez com imagens que celebram a distinção pela UNESCO do fado como Património Imaterial da Humanidade. Eu que até por vezes engraço com o fado, já o ouvi em casa do dito, e já o ouvi em modo vadio numa taberna, confesso que nestas últimas semanas atingi a minha cota de fado de 2011 e já esgotei a de 2012 e estou a meio da de 2013.
Que me perdoem os mais puristas, mas estou convencido que a candidatura do fado a património imaterial foi pouco ambiciosa. Devia ser como as misses, com direito a primeira e a segunda dama de honor. E assim iam em trio candidatar-se a património imaterial. A acompanhar a miss "fado", gostava de ver a miss "coçar os tomates" e a miss "ritual da escarreta". Ainda ficam bem colocadas nesta lista, a candidata miss "palito no canto da boca" e a candidata miss "fato de treino ao domingo no shoping". Uma candidatura mais consistente com um trio de patrimónios imateriais catapultava para as luzes da ribalta, ícones da nossa identidade que merecem tratamento digno e reconhecimento de todos. Não há museu da escarreta nem se promove o coçanso dos tomates ao desafio e contudo eles são tanto do nosso património.

Quarta-feira, Novembro 23, 2011

1 <=> 25 leia-se equivalente

Que Alberto João Jardim é bom em contas, já todos sabíamos. Não há buraco, há buraco mas é uma covinha, afinal é um buraco de um milhão, estava a reinar porque não confio no Sócrates são 5,8 mil milhões, afinal são 6 qualquer coisa mil milhões. Pronto. O homem percebe de matemática, e não é à toa que ele se parece com o Manelinho da Mafalda.
Além do domínio da progressão geométrica no que toca a buracos, Alberto João revoluciona a álgebra e faz aprovar uma lei que permite que um deputado vote por vinte e cinco. Isto, que à primeira vista parece um retrocesso na democracia, é na realidade a fórmula mágica para poupar em deputados. Fazem-se eleições, elegem-se deputados, e depois cada partido que elege deputados só coloca na assembleia um deputado cujos votos valem pelo número de deputados eleitos. Só em salários e despesas com deputados poupa-se uma fortuna, com a vantagem de se poder vender a assembleia regional, e fazer as reuniões à volta de uma mesa de café ou de uma sala de condomínio de um qualquer prédio de 10 fracções. Qual é o espanto? Nos clubes, não há sócios que valem um voto e outros que valem 20? É assim mesmo Alberto. Bem gerida, consegues que esta regra se aplique ao pagamento da dívida. Um euro há-de valer 25, e assim sendo só tens um buraco de 250 milhões, que é uma ninharia. Nem uma covinha é. É um furinho.

Sexta-feira, Novembro 18, 2011

Unhate

... é o nome da campanha Benetton, ilustrada com beijos entre líderes mundiais que tendencialmente andam de candeias às avessas. E olhando para o nosso pequeno país, que bonitos ficavam os nossos outdoors com:
- Paulo Bento e Bosingwa
- Paulo Bento e Ricardo Carvalho
- Carlos Queiroz e Luís Horta
- Miguel Sousa Tavares e Zé Diogo Quintela
- Manuela Moura Guedes e José Sócrates
- Teresa Guilherme e Júlia Pinheiro
- Ricardo Sá Pinto e Artur Jorge
- Pinto da Costa e Carolina Salgado
- Manuela Ferreira Leite e José Sócrates
- Alberto João Jardim e Pedro Passos Coelho
- Cavaco Silva e Mário Soares
- Mário Soares e Manuel Alegre
... a lista parece infindável .... Ronaldo e Messi

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

Era só o que faltava

Desde Setembro que às segundas e quartas vou com os três selvas à natação. Piscina Municipal já se vê, para que a conta não seja imoral e ainda assim, sabe Deus. A logística está em tudo simplificada e nada tem a ver com o post da natação do início deste blog. Começa o do meio, depois preparo o mais novo que entra meia hora depois do do meio, e mais quinze minutos entramos eu e o mais velho, exactamente à hora a que sai o do meio, que assegura o comando assim que sai o mais novo e enquanto eu e o mais velho não chegamos aos balneários. A coisa tende a correr bem se ninguém perder a chave do cacifo, se as roupas estiverem arrumadas por ordem de chegada, se a roupa do mais novo não cair no piso molhado e se este não estiver a cantar o hino durante a aula e a gritar “Viva Portugal” durante o duche de maneira que se oiça mesmo a meio de 25 metros costas. Se tudo correr bem, quando entrar no balneário, o do meio está quase pronto e mais novo está a tentar acertar com os botões da camisa. Isso permite-me tomar banho descansado na companhia do mais velho, e como aquilo é uma piscina municipal, há para ali muita vergonha à mostra, pois muito tudabanitudareja. E não é que se me deparo com um fenómeno que nunca vira antes? Não é que anda muita gente na pintelhódepilação ? Ó cruzes valham-me os Deuses, que até passei a tomar banho de calções que é para não me sentir uma espécie de Rosa Mota no meio de modelos depiladas. Então uma significa percentagem de homens agora vai de depilar a genitália? E a coisa parece estar evoluída, já ao nível da barba, que ainda ontem estava lá um com pelos púbicos de três dias, que deve ficar mais sexy. E eu que só tinha feito aquilo na altura do cateterismo, e sei que dá umas comichões que Deus me livre, agora tornou-se moda. Não quero saber. Eu. Careca que sei lá, ia armar-me em metrosexócoiso e andar aí de pintelhos de três dias só porque sim? Nem pensar. E aquilo vai de máquina, ou de lâmina, ou de creme? Ouvi uma vez uma história que envolvia cera e que terminou muito muito mal…. Ai que até se me arrepio todo

Domingo, Outubro 30, 2011

Em que caixote está ....

... no início deste blog também em época de mudança de casa, não pereço ter aprendido grande coisas em oito anos.
Em que raio de caixote está o papel higiénico ? Se não for esse, o dos rolos de cozinha ou lenços de papel também serve. O único rolo que me aparece é o da fita-cola gigante de fechar os caixotes. Por motivos óbvios prefiro nem experimentar.

22 de Outubro

Quase uma semana depois, príncipe do meio. Nem se pode dizer que tenha sido por falta de oportunidade, antes por indisponibilidade. Já se sabe que não ajudou coincidir com a altura ds casa nova, e com as mudanças à pressa para que o aluguer daquela em estivemos provisoriamente desde Fevereiro se concretizasse. O mundo em caixotes de cartão que nos transportou para um universo parecido ao do Chapi Chapo, com a particularidade que nestes caixotes cor de cartão, o que é curiosos uma vez que se trata de caixotes de cartão, habitam seres como serviços de chá, pokemons, dinossauros, banda desenhada, cassetes audio e VHS, escudos, fondues, fichas triplas, caixas de arfix, dóminós, pasta de dentes e de sardinha. Percebes portanto a indisponibilidade mental para escrever sobre o teu aniversário, o primeiro a ser festejado na nova casa ainda antes mesmo de nos termos mudado, mas já com tudo prontinho.
Desta vez, são precisas duas mãos cheias de dedos para mostrar a tua idade, o teu irmão mais novo vai admirar-te em dois dígitos e o mais velho vai-te ensinando tudo o que já aprendeu e sabe. De resto é tudo teu, a persistência, a teimosia, o charme, o mau feitio, o coração de manteiga e os sonhos a atropelarem-se uns aos outros a um ritmo alucinante, capazes de fazer a cabeça em água dos teus pais.
Fazes 10 anos e mais que merecidos sonhos feitos reais em prendas mimos e alegrias. Parabéns (atrasados) meu Amor