Nem de propósito, O Big Brother, regressou ao panorama
televisivo nacional. Por ora num registo muito semelhante ao de tantos
portugueses confinados em casa, em tempos em que a nossa vida também se
assemelha a um Big Brother.
É mesmo assim, esta casa é um verdadeiro Big Brother. Entre estudantes e trabalhadores à distância em tele trabalho somos cinco, e somando o número de telemóveis com o número de câmeras dos portáteis com o número de câmeras do sistema de alarme dá uma dúzia. Uma casa, cinco pessoas, doze câmaras, um cão. Bem vindos a uma das casas mais vigiadas do país. Na verdade isto é em tudo muito semelhante ao Big Brother, mas sem a Teresa Guilherme. Um aparte sobre o programa da televisão, acho muito mal que não tratem o Cláudio Ramos por Teresa Guilherme, sempre se mantinha um certa tradição. Dizia então das semelhanças. A marquise, porque também é dos poucos sítios da casa que tem rede, foi transformada em confessionário e é dali que, ao telefone com colegas ou amigos a quem chamamos sempre Teresa Guilherme, nos lamentamos sobre a ansiedade destes tempos e chegamos a fazer nomeações.
É mesmo assim, esta casa é um verdadeiro Big Brother. Entre estudantes e trabalhadores à distância em tele trabalho somos cinco, e somando o número de telemóveis com o número de câmeras dos portáteis com o número de câmeras do sistema de alarme dá uma dúzia. Uma casa, cinco pessoas, doze câmaras, um cão. Bem vindos a uma das casas mais vigiadas do país. Na verdade isto é em tudo muito semelhante ao Big Brother, mas sem a Teresa Guilherme. Um aparte sobre o programa da televisão, acho muito mal que não tratem o Cláudio Ramos por Teresa Guilherme, sempre se mantinha um certa tradição. Dizia então das semelhanças. A marquise, porque também é dos poucos sítios da casa que tem rede, foi transformada em confessionário e é dali que, ao telefone com colegas ou amigos a quem chamamos sempre Teresa Guilherme, nos lamentamos sobre a ansiedade destes tempos e chegamos a fazer nomeações.
Já ouvi uma pessoa cá de casa no confessionário à beira de
um ataque de nervos: “Isto aqui dentro é muito intenso, uma hora parece um dia
e um dia parece uma semana. Sabe Teresa, estamos 24 horas por dia uns com os outros e às
vezes já não temos discernimento para avaliar as situações” Para já esta merda
desta matemática está toda errada e essa frase é uma estupidez. Um dia tem 24
horas. Portanto se uma hora parece um dia, um dia tem que parecer 3 semanas e
meia. Não se muda a escala assim a meio da frase, com franqueza. Outras frases
que se ouvem muito são “Eu sozinho faço mais pela casa do que outros todos
juntos. Nem a porcaria da bancada sabem limpar. Todos os dias, todo o santo
dia, chego à cozinha e a tampa do microondas está fora do microondas. Eu só
arrumo, Teresa, porque não consigo viver assim no meio da chafurdice.” ou “Mandem-me lá
para fora, que eu já não aguento estar aqui fechado. Ó produção, posso sair ?”
Hoje é dia de nomeações e como só estamos cinco só podemos
nomear um. Estou com dificuldades na escolha. Podia nomear o Manuel F. porque
na verdade ele está farto da casa e quer ir surfar e por outro lado o quarto
dele tem a melhor secretária da casa e dá-me jeito para trabalhar em paz.
Também podia nomear o João F. porque é o que contribui menos e não tem os
horários dos outros concorrentes. Faz comida a meio da noite, deixa tudo sujo,
deita-se quase de madrugada e foi dos últimos a entrar no concurso. Se não fosse
esta coisa da covid ele estava em Erasmus na Alemanha.
Enfim, vou ter que decidir até ao directo de logo à noite.
Agora tenho que ir que o António F. precisa da minha ajuda. Resolveu mudar a
disposição do quarto e como aquilo é pequeno, a cama está encastrada na porta e
o rapaz há 3 horas que não sai da solitária.