Manel - Pai. Eu quero trocar o meu nome.
Eu – Trocar de nome Manel ?
Manel – Sim. Eu quero trocar de nome.
Eu – Não pode ser. Manel. Não se pode trocar de nome assim só porque se quer.
Manel – É o Jesus que não deixa ?
Eu – Não Manel, não é o Jesus. É um juiz que só deixa trocar de nome se for mesmo muito importante.
Manel – Mas é que é mesmo muito importante.
Eu - Mas é mesmo muito importante porquê Manel?
Manel – Quero chamar-me Ronaldinho ... Ronaldinho Maria.
quinta-feira, julho 20, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Vidas
A seguir a Camões, José Cid é o poeta zarolho mais conhecido deste país. Este homem não salvou os Lusíadas, mas salvou-nos a todos de uma infância e juventude a ouvir António Calvário e Madalena Iglésias. Este homem é um herói. Para quem não acredita em jornalismo sério, a TVI ontem entrevistou-o, e o resultado foi o melhor momento televisivo do ano.
Para quem já sabia que o Rui Veloso é pai do Rock Português, ficou a saber que o Camões do século XXI é a mãe. Não consegui nenhuma imagem do momento da concepção (ainda bem porque não prometia ser nada bonito), mas temos imagens, gentilmente cedidas pela Funda São (desde já aviso que os conteúdos deste blog podem ferir os leitores mais impressionáveis), do momento logo a seguir ao parto. Uma imagem ternurenta com o recém nascido rock português em cima do (baixo) ventre de sua mãe, ocultando-lhe as vergonhas.
Para quem já sabia que o Rui Veloso é pai do Rock Português, ficou a saber que o Camões do século XXI é a mãe. Não consegui nenhuma imagem do momento da concepção (ainda bem porque não prometia ser nada bonito), mas temos imagens, gentilmente cedidas pela Funda São (desde já aviso que os conteúdos deste blog podem ferir os leitores mais impressionáveis), do momento logo a seguir ao parto. Uma imagem ternurenta com o recém nascido rock português em cima do (baixo) ventre de sua mãe, ocultando-lhe as vergonhas.
segunda-feira, julho 17, 2006
Devotos
Quem sai do meu prédio, se virar à direita e andar uns cinquenta metros, depara-se com as IURD (ex cinema Império) frequentada maioritariamente por brasileiros e africanos, se virar à esquerda e andar uns cinquenta metros, depara-se com uma igreja ortodoxa frequentada por maioritariamente por emigrantes de leste. Esta última, tem mais ar de igreja que a primeira, e fica em frente às paragens de autocarro.
Foi na paragem de autocarro, que encontramos a vizinha e que nos detivemos uns minutos à conversa. O António ao nosso colo, o João Maria e o Manel com alguma soltura de rédea. Resolveram entrar na igreja e ficaram-se pelos primeiros metros do templo ainda ao alcance da vista, de quem conversa junto à paragem. A conversa distrai-me dos Marias mais velhos. Retomo-lhes a atenção porque já os ouço a discutir quase a roçar a agressão física. Discutem alegremente os rituais religiosos. “Primeiro tens que te benzer” Grita o João “Fazes assim. E lá ensina o Manel a benzer-se”. O Manel está ajoelhado já de mãos unidas, à entrada da Igreja e respondia-lhe “Não é preciso nada disso. É assim que se reza.” O João insistia que ele é que sabia porque ele é que ia à catequese. Interrompi a discussão e levei-os dali para fora antes que as posições se extremassem. Ainda tentei dizer-lhes que a forma não era muito importante e que mais importante para o Jesus era eles não discutirem tanto e serem amigos. O Jesus é um personagem estranho para eles, porque além de ser o rapaz que teve aquele azar da cruz, também é o homem da muleta que arruma carros lá na rua e que de manhã está sóbrio, mas à tarde nem por isso. Depois, o João insiste que a catequista Gina, lhe diz que a forma é importante e que se deve benzer. Eu nem sabia que era permitido às catequistas chamarem-se Gina, e não confio muito naquela mulher de óculos. As catequistas deviam chamar-se Marta, Maria, Maria de Fátima, na pior das hipóteses Madalena. Gina não. Gina é o nome da histórica revista, totalmente impressa a cores, que durante décadas, antes dos canais da TV Cabo, da Internet, e dos festivais eróticos, manteve acesa a chama da pornografia em Portugal.
Para o ano ou a mulher muda de nome, ou a paróquia muda de catequista ou o João muda de paróquia. Amen.
Foi na paragem de autocarro, que encontramos a vizinha e que nos detivemos uns minutos à conversa. O António ao nosso colo, o João Maria e o Manel com alguma soltura de rédea. Resolveram entrar na igreja e ficaram-se pelos primeiros metros do templo ainda ao alcance da vista, de quem conversa junto à paragem. A conversa distrai-me dos Marias mais velhos. Retomo-lhes a atenção porque já os ouço a discutir quase a roçar a agressão física. Discutem alegremente os rituais religiosos. “Primeiro tens que te benzer” Grita o João “Fazes assim. E lá ensina o Manel a benzer-se”. O Manel está ajoelhado já de mãos unidas, à entrada da Igreja e respondia-lhe “Não é preciso nada disso. É assim que se reza.” O João insistia que ele é que sabia porque ele é que ia à catequese. Interrompi a discussão e levei-os dali para fora antes que as posições se extremassem. Ainda tentei dizer-lhes que a forma não era muito importante e que mais importante para o Jesus era eles não discutirem tanto e serem amigos. O Jesus é um personagem estranho para eles, porque além de ser o rapaz que teve aquele azar da cruz, também é o homem da muleta que arruma carros lá na rua e que de manhã está sóbrio, mas à tarde nem por isso. Depois, o João insiste que a catequista Gina, lhe diz que a forma é importante e que se deve benzer. Eu nem sabia que era permitido às catequistas chamarem-se Gina, e não confio muito naquela mulher de óculos. As catequistas deviam chamar-se Marta, Maria, Maria de Fátima, na pior das hipóteses Madalena. Gina não. Gina é o nome da histórica revista, totalmente impressa a cores, que durante décadas, antes dos canais da TV Cabo, da Internet, e dos festivais eróticos, manteve acesa a chama da pornografia em Portugal.
Para o ano ou a mulher muda de nome, ou a paróquia muda de catequista ou o João muda de paróquia. Amen.
sexta-feira, julho 14, 2006
Eu googlo, tu googlas, ele googla ...
Ainda me surpreendo quando descubro que algumas das visitas da caixa de costura, o fazem após googlar coisas estranhas. Na mais recente investigação descubro duas pesquisas que as enviaram para aqui
“Fotos de mulheres a fazer chichi”
“Pôr-se sócio do Noddy”
Tenho dificuldades em descobrir qual a mais estranha, mas opto pela segunda. O Noddy é um personagem de ficção, da mesma autora dos cinco, dos sete, do colégio das quatro torres e das gémeas. O Noddy é um taxista, uma espécie de Zé Manel, mas menos perspicaz. Nunca vi o Noddy cobrar dinheiro pelo transporte dos passageiros pelo que a ideia de ser sócio de um boneco, ainda é mais triste, pelo facto deste não apresentar rendimentos decorrentes da sua actividade.
Quanto às fotos das mulheres a fazer chichi tenho algumas reservas. Experimente googlar com “fotos de mulheres a fazer xixi”, pode ser que tenha mais sorte na pesquisa. Informo-o que as mulheres urinam sentadas (a menos que tenham adquirido o magnífico funil à venda na D-mail que lhes permite fazer xixi como os homens: de pé e com as mãos ocupadas) e que uma pesquisa por “mulheres sentadas” lhe devolverá resultados com o mesmo tipo de conteúdos. Entretanto, aproveite e pesquise “Psicanalista” juntamente com o nome da região onde vive, pode ser que encontre a ajuda que ouso sugerir que necessita.
“Fotos de mulheres a fazer chichi”
“Pôr-se sócio do Noddy”
Tenho dificuldades em descobrir qual a mais estranha, mas opto pela segunda. O Noddy é um personagem de ficção, da mesma autora dos cinco, dos sete, do colégio das quatro torres e das gémeas. O Noddy é um taxista, uma espécie de Zé Manel, mas menos perspicaz. Nunca vi o Noddy cobrar dinheiro pelo transporte dos passageiros pelo que a ideia de ser sócio de um boneco, ainda é mais triste, pelo facto deste não apresentar rendimentos decorrentes da sua actividade.
Quanto às fotos das mulheres a fazer chichi tenho algumas reservas. Experimente googlar com “fotos de mulheres a fazer xixi”, pode ser que tenha mais sorte na pesquisa. Informo-o que as mulheres urinam sentadas (a menos que tenham adquirido o magnífico funil à venda na D-mail que lhes permite fazer xixi como os homens: de pé e com as mãos ocupadas) e que uma pesquisa por “mulheres sentadas” lhe devolverá resultados com o mesmo tipo de conteúdos. Entretanto, aproveite e pesquise “Psicanalista” juntamente com o nome da região onde vive, pode ser que encontre a ajuda que ouso sugerir que necessita.
quinta-feira, julho 13, 2006
Coupling
Já aqui falei desta série que apanho ao acaso no "People and Art's". O site da série contém frases dos personagens. A partilhar:

"Jane’s breasts scare me. They’re like Mickey Mouse’s ears. Whichever way she turns, they’re still facing you."

"You’ve never understood about bottoms, Jane. Having a bottom is like living with the enemy. Not only do they spend their lives slowly inflating, they flirt with men while we’re looking the other way."

"He works in pizza delivery, which just answers all your prayers, doesn’t it? Man, motorbike, has own food!"

"If I don’t like a woman, if there’s no chemistry, if I’m not attracted to her, then I don’t lead her on, I just get out of there... every time, before she even wakes up."

"We are men. We are different. We have only one word for soap. We do not own candles. We have never seen anything of any value in a craft shop. We do not own magazines full of photographs of celebrities with their clothes on."

"I need breasts with brains. I don’t mean individual brains, obviously... I mean, not a brain each. You know, I like intelligent women, but you’ve got to draw the line somewhere... I think breast brains would be over-egging the woman pudding."
"Jane’s breasts scare me. They’re like Mickey Mouse’s ears. Whichever way she turns, they’re still facing you."
"You’ve never understood about bottoms, Jane. Having a bottom is like living with the enemy. Not only do they spend their lives slowly inflating, they flirt with men while we’re looking the other way."
"He works in pizza delivery, which just answers all your prayers, doesn’t it? Man, motorbike, has own food!"
"If I don’t like a woman, if there’s no chemistry, if I’m not attracted to her, then I don’t lead her on, I just get out of there... every time, before she even wakes up."
"We are men. We are different. We have only one word for soap. We do not own candles. We have never seen anything of any value in a craft shop. We do not own magazines full of photographs of celebrities with their clothes on."
"I need breasts with brains. I don’t mean individual brains, obviously... I mean, not a brain each. You know, I like intelligent women, but you’ve got to draw the line somewhere... I think breast brains would be over-egging the woman pudding."
Sem palavras
Foi como o homem ficou depois da cabeçada do careca ao italiano. Esteve a ver a final do campeonato do mundo com o filho e explicou-lhe que aquele jogador genial se ia retirar. O rapaz não percebia bem porquê. Ele falou-lhe no mérito de saber escolher a hora de saída, encontrar a derivada nula na linha da carreira para evitar o desconforto do declínio, marcar retinas com grandes exibições, tornar-se um modelo, um ícone, como Maradona, Platini, Eusébio, Pélé. Admirados e respeitados por milhões. Valorizar a imagem construída durante mais do que uma década. Nem de propósito, dez minutos depois, o careca é expulso por agressão. O pai atrapalhado olhou para o filho que resolveu nem dizer nada. Naquela idade, os filhos não confessam que já passaram a fase d' "o meu pai sabe tudo sobre todas as coisas".

Nota: Obrigado ao Pedro pelo envio da imagem que é fabulosa.

Nota: Obrigado ao Pedro pelo envio da imagem que é fabulosa.
sexta-feira, julho 07, 2006
Milagre
Ontem foi retirada uma chucha espanhola do mercado porque os furos da coroa não tinham todos o mesmo diâmetro e porque a corrente se podia partir. Num só produto risco de asfixia e de estrangulamento.
Congratulo-me pela maioria de nós ter sobrevivido quase intacta à infância em situações extremas. Recordo que os nossos pais não usufruíram do precioso auxilio das entidades que zelam pela segurança dos mais novos.
Nós sobrevivemos por milagre. Se aqui estamos à volta de um blog foi por intervenção divina Dele (que ainda me há-de explicar aquele penalty contra Portugal). As tampas das nossa canetas nunca tiveram furos, o plástico, a tinta das paredes dos quartos e dos móveis eram tóxicos, crescemos em casa cheias de alcatifas (algumas tinham 5 cms de altura), não tívemos aparelhos de aerossóis, as nossa fraldas foram de pano e fechavam-se com alfinetes de dama, andámos de carro sem cadeiras, sem cintos e não havia cá monovolumes (se um casal tinha 5 filhos iam os 5 enfiados no banco de trás), no carnaval tivemos acesso a bombas de pequeno e médio porte, as carrinhas das escolas não estavam preparadas para nos transportar, não tivemos joelheiras, cotoveleiras, e capacetes para andar de bicicleta e de patins, nascemos em maternidades que nunca estariam abertas à luz dos actuais padrões, a maioria dos produtos que ingeríamos não tinha prazo de validade, muitos de nós chegaram a provar o UHU, os nossos filetes sempre foram fritos em óleo e chegavam a ter espinhas (nada de douradinhos da Iglo confeccionados no forno), tívemos que tomar Óleo de Fígado de Bacalhau, as seringas e as agulhas com que fomos vacinados eram reutilizáveis e as alergias, a existir, eram à penicilina.
Parabéns, somos uma geração de sobreviventes. Termino com um apelo encarecido às autoridades:
Por favor, obriguem a UHU a colocar o prazo de validade na embalagem. Se algum desses pequenos mais afoitos, quiser provar cola tudo, ao menos que o faça com material dentro do prazo.
Congratulo-me pela maioria de nós ter sobrevivido quase intacta à infância em situações extremas. Recordo que os nossos pais não usufruíram do precioso auxilio das entidades que zelam pela segurança dos mais novos.
Nós sobrevivemos por milagre. Se aqui estamos à volta de um blog foi por intervenção divina Dele (que ainda me há-de explicar aquele penalty contra Portugal). As tampas das nossa canetas nunca tiveram furos, o plástico, a tinta das paredes dos quartos e dos móveis eram tóxicos, crescemos em casa cheias de alcatifas (algumas tinham 5 cms de altura), não tívemos aparelhos de aerossóis, as nossa fraldas foram de pano e fechavam-se com alfinetes de dama, andámos de carro sem cadeiras, sem cintos e não havia cá monovolumes (se um casal tinha 5 filhos iam os 5 enfiados no banco de trás), no carnaval tivemos acesso a bombas de pequeno e médio porte, as carrinhas das escolas não estavam preparadas para nos transportar, não tivemos joelheiras, cotoveleiras, e capacetes para andar de bicicleta e de patins, nascemos em maternidades que nunca estariam abertas à luz dos actuais padrões, a maioria dos produtos que ingeríamos não tinha prazo de validade, muitos de nós chegaram a provar o UHU, os nossos filetes sempre foram fritos em óleo e chegavam a ter espinhas (nada de douradinhos da Iglo confeccionados no forno), tívemos que tomar Óleo de Fígado de Bacalhau, as seringas e as agulhas com que fomos vacinados eram reutilizáveis e as alergias, a existir, eram à penicilina.
Parabéns, somos uma geração de sobreviventes. Termino com um apelo encarecido às autoridades:
Por favor, obriguem a UHU a colocar o prazo de validade na embalagem. Se algum desses pequenos mais afoitos, quiser provar cola tudo, ao menos que o faça com material dentro do prazo.
quinta-feira, julho 06, 2006
Paris
terça-feira, julho 04, 2006
Meias Finais
João – Quem é que ainda está no campeonato ?
Eu – A França, Portugal, a Alemanha e a Itália.
Manel – A Alemanhia joga com Portugal ?
Eu – Ainda não se sabe.
Manel – Eu gosto desse nome. Agora sou da Alemanhia.
João – E se a Alemanha jogar com Portugal ?
Manel – Sou de quem ganhar.
Eu – A França, Portugal, a Alemanha e a Itália.
Manel – A Alemanhia joga com Portugal ?
Eu – Ainda não se sabe.
Manel – Eu gosto desse nome. Agora sou da Alemanhia.
João – E se a Alemanha jogar com Portugal ?
Manel – Sou de quem ganhar.
segunda-feira, julho 03, 2006
domingo, julho 02, 2006
Fora de Jogo
À medida que Portugal avança no campeonato do Mundo, cresce o entusiasmo à volta da equipa das quinas. Em casa, já somos cinco a torcer com igual entusiasmo. Os tempos de perguntas do estilo “Quais são os nossos ?”, ou “Como é possível ficar assim por causa de um jogo? Afinal de contas é só um jogo.” já lá vai. Desde os oitavos, que todos lá em casa se assemelham em tudo a verdadeiros adeptos do desporto rei. Eu, a Ana e o João Maria adeptos convictos de Portugal. O Manel Maria, que tende a ser insistentemente do contra, já foi adepto do Brasil, do Togo, da Argentina, de Espanha e da Holanda. Aderiu à causa lusa após ameaça de expulsão de casa e de humilhação pública com arremesso de ovos, caso fosse para a janela festejar algum golo Holandês. O António não faz a mínima ideia do que é Portugal, nem qualquer outro país, não sabe distinguir a relva do estádio, da relva do País dos Teletubbies, mas se os irmãos estão ao pé dos pais aos berros para a televisão, não há razão aparente para que ele não esteja.
Ontem, na sequência de um aniversário de uma tia velhota, vimos o jogo entre tios e primos e amigos dos tios. Foi então que cheguei a uma brilhante conclusão: a escolha de parceiros para assistir a um jogo de futebol deve, pelo menos, ser tão cuidadosa como a escolha de parceiros para umas férias, ou a escolha de parceiros sexuais. O resultado pode ser desastroso se não tomarmos todas as precauções. O pontapé de baliza, o pontapé de canto, os cartões amarelos na mesma partida, os cartões amarelos nas partidas anteriores, o árbitro e os fiscais, os lançamentos de linha lateral, o castigo máximo e o fora de jogo. Ai o fora de jogo. O infeliz que inventou o fora de jogo deve ter-se suicidado quando o tentou explicar a algumas pessoas. E ontem, quando estava tudo a correr assim assim, o Hélder Postiga tinha que marcar um golo em fora de jogo para animar ainda mais, o sofrimento do próprio jogo. Hélder obrigadinho, nem tenho palavras. Para quem não queira interferir com a demais assistência aqui vão algumas palavras:
Não guinche quando a equipa adversária estiver prestes a marcar;
Lembre-se : depois do intervalo as equipas trocam de campo;
Para identificar a equipa de Portugal, assista ao hino. Quando tocar a Portuguesa são os que estão no meio da relva a abrir e a fechar a boca;
Não insulte os jogadores da sua equipa. As paredes têm ouvidos, e nessa frequência ainda os têm mais;
Se o jogo lhe causa irritação, tome uns Valiums umas duas horas antes. Vai ver que nem dá pela irritação;
O golo de ouro já não existe pelo que não vale a pena tentar recordar as respectivas regras;
O futebol não é um jogo de azar e de sorte;
As decisões por penaltys, envolvem uma série de cinco grandes penalidades, depois logo se vê. Cada equipa marca um alternadamente e não cinco de enfiada;
Por muito estranho que possa parecer, no prolongamento as equipas voltam a trocar de campo e no intervalo do prolongamento também;
Não, o Baía já não joga pela selecção;
Valha-nos que não acabou mal, porque juro que cheguei a temer o pior.
Ontem, na sequência de um aniversário de uma tia velhota, vimos o jogo entre tios e primos e amigos dos tios. Foi então que cheguei a uma brilhante conclusão: a escolha de parceiros para assistir a um jogo de futebol deve, pelo menos, ser tão cuidadosa como a escolha de parceiros para umas férias, ou a escolha de parceiros sexuais. O resultado pode ser desastroso se não tomarmos todas as precauções. O pontapé de baliza, o pontapé de canto, os cartões amarelos na mesma partida, os cartões amarelos nas partidas anteriores, o árbitro e os fiscais, os lançamentos de linha lateral, o castigo máximo e o fora de jogo. Ai o fora de jogo. O infeliz que inventou o fora de jogo deve ter-se suicidado quando o tentou explicar a algumas pessoas. E ontem, quando estava tudo a correr assim assim, o Hélder Postiga tinha que marcar um golo em fora de jogo para animar ainda mais, o sofrimento do próprio jogo. Hélder obrigadinho, nem tenho palavras. Para quem não queira interferir com a demais assistência aqui vão algumas palavras:
Não guinche quando a equipa adversária estiver prestes a marcar;
Lembre-se : depois do intervalo as equipas trocam de campo;
Para identificar a equipa de Portugal, assista ao hino. Quando tocar a Portuguesa são os que estão no meio da relva a abrir e a fechar a boca;
Não insulte os jogadores da sua equipa. As paredes têm ouvidos, e nessa frequência ainda os têm mais;
Se o jogo lhe causa irritação, tome uns Valiums umas duas horas antes. Vai ver que nem dá pela irritação;
O golo de ouro já não existe pelo que não vale a pena tentar recordar as respectivas regras;
O futebol não é um jogo de azar e de sorte;
As decisões por penaltys, envolvem uma série de cinco grandes penalidades, depois logo se vê. Cada equipa marca um alternadamente e não cinco de enfiada;
Por muito estranho que possa parecer, no prolongamento as equipas voltam a trocar de campo e no intervalo do prolongamento também;
Não, o Baía já não joga pela selecção;
Valha-nos que não acabou mal, porque juro que cheguei a temer o pior.
segunda-feira, junho 26, 2006
Comunicado Real
Hoje o Reino está em festa por ocasião do trigésimo e tal aniversário da Rainha. Neste contexto príncipes, rei, rainha e o resto da corte vão oferecer um porto de honra no palácio real. Os festejos encerram com uma soirée gastronómica dos Reis num restaurante do reino. Durante o jantar, os príncipes ficarão entregues à Rainha Mãe..
As fadas estão convidadas a comparecer ao evento, contudo, as bruxas más, deverão equacionar a ausência dos festejos.
Viva a Rainha.
As fadas estão convidadas a comparecer ao evento, contudo, as bruxas más, deverão equacionar a ausência dos festejos.
Viva a Rainha.
quarta-feira, junho 21, 2006
11 de Setembro
Se bem me lembro, a minha longínqua odisseia pela feira de São Pedro de Sintra rendeu-me um porta chaves com lanterna, alicate, abre garrafas e canivete. O abre cápsulas nunca funcionou, a lanterna está sem pilha, o alicate nunca teve uso e o canivete duvido que alguma vez tenha.
No embarque para Paris, e para evitar os apitos do detector de metais, despejei os bolsos para o cesto de plástico que passou no aparelho de raio-x. Passo pela porta, sou revistado e volto a encher os bolsos. Deparo-me com o objecto adquirido na feira de São Pedro. Se há mais algum controlo aquele canivete ainda me traz problemas. Vou ter com o homem da segurança.
- Eu não devia embarcar com isto.
Mostro-lhe o canivete
- Ah pois não.
Estamos de acordo e ele fica a olhar para aquilo e acaba por dizer.
- Mas agora já passou pelo controlo. Da próxima vez não traga isso.
Manda-me seguir. Faço-o ainda confuso com o diálogo.
No regresso de Paris o porta chaves já foi na mala do porão para evitar cenas. Foi por muito pouco que os disparadores de foguetões de espuma dos Power Rangers adquiridos na Loja Disney , não foram apreendidos pela segurança de Charles de Gaulle. Tiveram direito a apreensão, reunião com o chefe de segurança do aeroporto e foram devolvidos com a frase:
- Há seis meses atrás não teriam passado.
Au revoir.
No embarque para Paris, e para evitar os apitos do detector de metais, despejei os bolsos para o cesto de plástico que passou no aparelho de raio-x. Passo pela porta, sou revistado e volto a encher os bolsos. Deparo-me com o objecto adquirido na feira de São Pedro. Se há mais algum controlo aquele canivete ainda me traz problemas. Vou ter com o homem da segurança.
- Eu não devia embarcar com isto.
Mostro-lhe o canivete
- Ah pois não.
Estamos de acordo e ele fica a olhar para aquilo e acaba por dizer.
- Mas agora já passou pelo controlo. Da próxima vez não traga isso.
Manda-me seguir. Faço-o ainda confuso com o diálogo.
No regresso de Paris o porta chaves já foi na mala do porão para evitar cenas. Foi por muito pouco que os disparadores de foguetões de espuma dos Power Rangers adquiridos na Loja Disney , não foram apreendidos pela segurança de Charles de Gaulle. Tiveram direito a apreensão, reunião com o chefe de segurança do aeroporto e foram devolvidos com a frase:
- Há seis meses atrás não teriam passado.
Au revoir.
sexta-feira, junho 09, 2006
Mimos
- Então o Sr nega que na sua instituição sejam por vezes utilizadas formas violentas de repreender as crianças ?
- Isto aqui, meu amigo, não funciona como uma instituição. Isto é uma família. Onde as crianças, recebem muito amor. Naturalmente, como em qualquer lar, de vez em quando dão-se uns açoites. Mas ainda agora estou aqui com esta criancinha ao colo a dar-lhe beijinhos e abraços. Isto é Amor meu amigo. Passe lá na sua rádio que aqui as crianças crescem com amor. “Agora sai daqui, vai ter com os mais velhinhos que estão ali a jogar à bola”
- Mas há acusações graves de maus tratos a crianças verificadas nesta instituição.
- Maus tratos ??? Pegar numa criança ao colo e dar-lhe abraços e beijos é mau trato ?
- Mas após uma auditoria ...
- Mas quais auditoria quais o caraças. Esses gajos vieram aqui e não verificaram nada. Aliás se voltam a pôr os pés aqui dentro, levam uma tareia de pau de marmeleiro que até saltam. “Já te disse para saíres daqui miúdo, vai lá ter com os outros da bola. Raio do puto.”
- Então o senhor não confirma os maus tratos.
- Ó meu amigo, conforme lhe disse, de vez em quando é necessário castigar as crianças. Muito raramente. Tavez um açoite. Sabe como são as crianças. Parece que há dias em que só lá vão à porrada. Como este aqui. Cabrão do gaiato, não me deixa em paz. “Anda cá que já vais levar um chuto nos dentes. Toma que é para aprenderes. Vê lá agora se ainda te apetece chatear o senhor entrevistador?”
- Mas o senhor acabou de mandar um pontapé na cabeça de uma criança !!!
- Lá estão estes jornalistas a exagerar. Eu agora, com o Mundial, de vez em quando tenho este tique dos remates. E quem meteu a cabeça aqui mesmo ao alcance foi o menino. Coitadinho ali a sangrar. Já se sabe que isto do futebol é desporto para homens. Se isto fosse à séria, era falta a meu favor, punível com livre indirecto. O rapaz fez jogo perigoso.
- Mas eu vi o senhor a dar-lhe um pontapé.
- Ai isso é que não viu. O senhor nos tempos livres deve ser daqueles árbitros aldrabões. Aqueles gatunos. Andam há décadas a explorar o adepto e a viajar à borla com tudo pago pelos dirigentes. Você é um malandro.
- Então o miúdo está ali desmaiado a sangrar...
- Ai ele é assim mesmo. De um momento para o outro, adormece. Estas crianças quando vêm para cá trazem muitos problemas. Ainda onteonte estava ali à minha volta há uns bons dez minutos enquanto eu regava a minhas plantinhas, e de um instante para o outro adormeceu com a cabeça mesmo debaixo do regador. E o que ele sangra. Até já lhe disse que ele devia consultar um médico. Jorra sangue como se não houvesse amanhã. Tanta gente a precisar de sangue e aquele infeliz a desperdiçá-lo daquela maneira. São muito carentes. Fazem tudo para chamar a atenção.
- Mas não será melhor levá-lo ao posto?
- Ai também já ouviu falar da história do poste? É outra invenção, que não sei como apareceu. Não temos nenhum poste onde penduramos os meninos.
- Mas olhe que ele não está a acordar. Não tem uma enfermaria.
- Está a fazer fita senhor. Quer ver como ele acorda ? Ouve lá ó miúdo, se não acordas já, ficas o fim de semana no poste... Tá a ver como acordou ? Lá vai ele a correr agarradinho à cabecinha. Tem aquela mania o raça do fedelho.
- Afinal sempre existe um poste...
- É o poste da baliza. Estes miúdos gostam muito de futebol, mas ninguém quer ir à baliza. Eu naquela idade também era assim. Queria era marcar golos. Assim que se fala de ficarem à baliza fogem a sete pés. São vivaços os estafermos dos putos.
- O senhor acha que bater numa criança e amarrá-las a um poste são as atitudes correctas para educar crianças ?
- Oh homem. Olhe que já me está a fazer perder a paciência. Está aqui, está com o microfone encastrado nas cordas vocais, nunca mais entrevista ninguém. Ponha a andar daqui para fora. Olhe que ainda nos falta um guarda redes. Vá lá ver se não vais tu para o poste. Está um gajo aqui a dar conversa a estes palerma. Toma lá um estaladão seu desenvergonhado e põe-te a andar.
- Isto aqui, meu amigo, não funciona como uma instituição. Isto é uma família. Onde as crianças, recebem muito amor. Naturalmente, como em qualquer lar, de vez em quando dão-se uns açoites. Mas ainda agora estou aqui com esta criancinha ao colo a dar-lhe beijinhos e abraços. Isto é Amor meu amigo. Passe lá na sua rádio que aqui as crianças crescem com amor. “Agora sai daqui, vai ter com os mais velhinhos que estão ali a jogar à bola”
- Mas há acusações graves de maus tratos a crianças verificadas nesta instituição.
- Maus tratos ??? Pegar numa criança ao colo e dar-lhe abraços e beijos é mau trato ?
- Mas após uma auditoria ...
- Mas quais auditoria quais o caraças. Esses gajos vieram aqui e não verificaram nada. Aliás se voltam a pôr os pés aqui dentro, levam uma tareia de pau de marmeleiro que até saltam. “Já te disse para saíres daqui miúdo, vai lá ter com os outros da bola. Raio do puto.”
- Então o senhor não confirma os maus tratos.
- Ó meu amigo, conforme lhe disse, de vez em quando é necessário castigar as crianças. Muito raramente. Tavez um açoite. Sabe como são as crianças. Parece que há dias em que só lá vão à porrada. Como este aqui. Cabrão do gaiato, não me deixa em paz. “Anda cá que já vais levar um chuto nos dentes. Toma que é para aprenderes. Vê lá agora se ainda te apetece chatear o senhor entrevistador?”
- Mas o senhor acabou de mandar um pontapé na cabeça de uma criança !!!
- Lá estão estes jornalistas a exagerar. Eu agora, com o Mundial, de vez em quando tenho este tique dos remates. E quem meteu a cabeça aqui mesmo ao alcance foi o menino. Coitadinho ali a sangrar. Já se sabe que isto do futebol é desporto para homens. Se isto fosse à séria, era falta a meu favor, punível com livre indirecto. O rapaz fez jogo perigoso.
- Mas eu vi o senhor a dar-lhe um pontapé.
- Ai isso é que não viu. O senhor nos tempos livres deve ser daqueles árbitros aldrabões. Aqueles gatunos. Andam há décadas a explorar o adepto e a viajar à borla com tudo pago pelos dirigentes. Você é um malandro.
- Então o miúdo está ali desmaiado a sangrar...
- Ai ele é assim mesmo. De um momento para o outro, adormece. Estas crianças quando vêm para cá trazem muitos problemas. Ainda onteonte estava ali à minha volta há uns bons dez minutos enquanto eu regava a minhas plantinhas, e de um instante para o outro adormeceu com a cabeça mesmo debaixo do regador. E o que ele sangra. Até já lhe disse que ele devia consultar um médico. Jorra sangue como se não houvesse amanhã. Tanta gente a precisar de sangue e aquele infeliz a desperdiçá-lo daquela maneira. São muito carentes. Fazem tudo para chamar a atenção.
- Mas não será melhor levá-lo ao posto?
- Ai também já ouviu falar da história do poste? É outra invenção, que não sei como apareceu. Não temos nenhum poste onde penduramos os meninos.
- Mas olhe que ele não está a acordar. Não tem uma enfermaria.
- Está a fazer fita senhor. Quer ver como ele acorda ? Ouve lá ó miúdo, se não acordas já, ficas o fim de semana no poste... Tá a ver como acordou ? Lá vai ele a correr agarradinho à cabecinha. Tem aquela mania o raça do fedelho.
- Afinal sempre existe um poste...
- É o poste da baliza. Estes miúdos gostam muito de futebol, mas ninguém quer ir à baliza. Eu naquela idade também era assim. Queria era marcar golos. Assim que se fala de ficarem à baliza fogem a sete pés. São vivaços os estafermos dos putos.
- O senhor acha que bater numa criança e amarrá-las a um poste são as atitudes correctas para educar crianças ?
- Oh homem. Olhe que já me está a fazer perder a paciência. Está aqui, está com o microfone encastrado nas cordas vocais, nunca mais entrevista ninguém. Ponha a andar daqui para fora. Olhe que ainda nos falta um guarda redes. Vá lá ver se não vais tu para o poste. Está um gajo aqui a dar conversa a estes palerma. Toma lá um estaladão seu desenvergonhado e põe-te a andar.
quarta-feira, junho 07, 2006
Aula Magna 1983
Procuro na gaveta dos CD’s companhia para as próximas horas. Livre Trânsito 1983. Longínquo registo de um concerto do Trovante. Eu fui. E depois da ida, as memórias até ao próximo. Desde aí o Combóio como preferida “Cada apitadela tem uma história para contar ...” e uma outra canção a que me habituara o Sérgio. O Namoro. Teve direito a lado B de single e usei-a para pedir namoro à minha primeira namorada. Ela ia numa viagem de estudo de camioneta. Gravei uma cassete e fiz um cartão “num canto sim noutro canto não”. Com a cumplicidade de um amigo comum, a cassete foi parar ao som da camioneta e o cartão às mãos dela com anúncio do remetente. E no canto do sim dobrou.
O Viriato da Cruz é o culpado pela letra, o Fausto pela música, o Sérgio por tantas canções e o Trovante por esta e por outras boas lembranças os tais “sorrisos que queremos rever devagar”. Fica aqui a letra do Viriato da Cruz
"Namoro"
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando
de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas
Sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, cheirando a rosas
Seus seios, laranjas - laranjas do Loje
Mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
Pedindo e rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei á Avo Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Andei barbado, sujo e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
"-Não viu...(ai, não viu...?) não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
Para me distrair
levaram-me ao baile do Sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso
às moças mais lindas do Bairro Operário.
Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim !"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim
segunda-feira, junho 05, 2006
10 Anos
Eu já sabia que era alérgico a cavalos. Ainda assim arrisquei. A princesa, que nesse dia foi rainha, queria mesmo tudo o que uma rainha tem direito e os dois quilómetros de charrete faziam parte dos requisitos. Ninguém contou com a ventania que me atirou o cheiro do cavalo direito às narinas e, findos os tais dois quilómetros, os meus olhos estavam inchados e lacrimejantes e o meu nariz parecia um torneira mal vedada. As velhas tias, ainda hoje, relembram o quanto eu me comovi depois daquele passeio de charrete. Não era para menos. O dia do meu casamento com a agora rainha. Meia hora para me recompor enquanto recebia os convidados. Verdade seja dita que, lamechas como eu sou, já me tinha comovido quando ela entrou agarrada ao braço do baixote bochechudo que também estava a modos que para o nervoso com tanta emoção.
Um de Junho de 1996. Agora, três príncipes depois, chegámos aos 10 anos de casado. A rainha levou-nos a Paris para comemorar. Quando eu digo que nos levou, quero mesmo dizer que nos levou. Literalmente, porque tratou de tudo. Tratou de marcar a viagem, de combinar a estadia, de redistribuir os príncipes na nossa ausência, de perder o BI na véspera de viajarmos e de conseguir um BI novo em menos de 8 horas. 10 anos depois, lá estamos em Paris. É impressionante a capacidade de organização das mulheres e este tema foi, aqui e ali, motivo de conversa. Ultrapassam-se, excedem-se, e isso pode ser considerado genericamente bom.
Nestes dez anos, em vizinhanças tão próximas, tanta mudança. Afinal aquela história de “na alegria e na tristeza” não é invenção. É mesmo a sério. O homem das vestes estranhas que celebrou o nosso casamento, bem que nos avisou que esta coisa da felicidade não eram favas contadas. O Chefe dele que está em todo o lado e sempre por perto, tem um sentido de humor difícil de entender. E tem aquela mania irritante de ora fechar portas, ora abrir janelas, e a malta que se aguente a evitar as correntes de ar. Isto de ver chegar e partir pessoas de quem gostamos tanto dá cabo dos nervos a qualquer um.
A viagem a Paris há-de dar ainda que mostrar e escrever aqui na Caixa. Ficam, por ora, alguns agradecimentos pertinentes. Aos avós Tó, Guga, Tété e Manel a quem fizemos uma distribuição equitativa da criançada e que os devolveram, tal qual a selecção, com excelentes níveis anímicos e de confiança. Aos tios M. e E, nossos anfitriões, que sábia e simpaticamente nos receberam e acolheram na cidade luz, e que nos fizeram sentir como rei e rainha. Enfim, estragaram-nos com mimos. Ainda há o Gastão, meu cúmplice das cigarradas nocturnas, sempre pronto a ir passear à rua.
Um de Junho de 1996. Agora, três príncipes depois, chegámos aos 10 anos de casado. A rainha levou-nos a Paris para comemorar. Quando eu digo que nos levou, quero mesmo dizer que nos levou. Literalmente, porque tratou de tudo. Tratou de marcar a viagem, de combinar a estadia, de redistribuir os príncipes na nossa ausência, de perder o BI na véspera de viajarmos e de conseguir um BI novo em menos de 8 horas. 10 anos depois, lá estamos em Paris. É impressionante a capacidade de organização das mulheres e este tema foi, aqui e ali, motivo de conversa. Ultrapassam-se, excedem-se, e isso pode ser considerado genericamente bom.
Nestes dez anos, em vizinhanças tão próximas, tanta mudança. Afinal aquela história de “na alegria e na tristeza” não é invenção. É mesmo a sério. O homem das vestes estranhas que celebrou o nosso casamento, bem que nos avisou que esta coisa da felicidade não eram favas contadas. O Chefe dele que está em todo o lado e sempre por perto, tem um sentido de humor difícil de entender. E tem aquela mania irritante de ora fechar portas, ora abrir janelas, e a malta que se aguente a evitar as correntes de ar. Isto de ver chegar e partir pessoas de quem gostamos tanto dá cabo dos nervos a qualquer um.
A viagem a Paris há-de dar ainda que mostrar e escrever aqui na Caixa. Ficam, por ora, alguns agradecimentos pertinentes. Aos avós Tó, Guga, Tété e Manel a quem fizemos uma distribuição equitativa da criançada e que os devolveram, tal qual a selecção, com excelentes níveis anímicos e de confiança. Aos tios M. e E, nossos anfitriões, que sábia e simpaticamente nos receberam e acolheram na cidade luz, e que nos fizeram sentir como rei e rainha. Enfim, estragaram-nos com mimos. Ainda há o Gastão, meu cúmplice das cigarradas nocturnas, sempre pronto a ir passear à rua.
quinta-feira, maio 25, 2006
Rui
Em princípio, o Rui Costa é hoje apresentado como jogador do Benfica. Lembro-me, de aqui há uns anos, numa reportagem do Expresso, o Rui Costa e o Figo falarem da sua vida e da relação que tinham com a cidade em que viviam. Florença e Barcelona respectivamente. O Rui conhecia a história, as pessoas, a cidade, os monumentos e a cultura. Impressionou-me naquela bitola habitual dos futebolistas.
Não me agrada toda esta euforia pelo regresso de um jogador. Parece-me da mesma natureza da euforia com a vitória presidencial do Cavaco. Não acredito em salvadores da pátria nem em Dons Sebastiões. Este homem, que uma vez chorou quando marcou um golo contra o Benfica, vale sobretudo pela pessoa que é, e nesse aspecto, de boas pessoas, estamos muito necessitados. Portugal entenda-se.
Que, à semelhança do whisky, a ausência por 12 anos, seja ganho de qualidade.
Não me agrada toda esta euforia pelo regresso de um jogador. Parece-me da mesma natureza da euforia com a vitória presidencial do Cavaco. Não acredito em salvadores da pátria nem em Dons Sebastiões. Este homem, que uma vez chorou quando marcou um golo contra o Benfica, vale sobretudo pela pessoa que é, e nesse aspecto, de boas pessoas, estamos muito necessitados. Portugal entenda-se.
Que, à semelhança do whisky, a ausência por 12 anos, seja ganho de qualidade.
terça-feira, maio 23, 2006
Hoje vão umas amigas lanchar lá a casa ...
Companhia privilegiada, no meu bólide de fabrico francês, no percurso até ao trabalho, a TSF noticiou a realização da primeira tuppersex em Portugal. Em tudo igual às reuniões da tupperware, a menos das caixas de plástico, que se vêem substituídas por brinquedos eróticos. Além de garantirem umas reuniões mais animadas, aposto que não se perdem tantas tampas como nas malditas caixas de plástico. Ainda há lugar para muita promotora destas novas reuniões femininas. Detalhes, para quem quiser, aqui.
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