Gastronomia II
O problema de hoje continua a ser de solução desconhecida, ao jeito de enigma. Trata-se da confecção de chamuças. Não do recheio propriamente dito, do qual consigo aproximar-me se a vizinhança for generosa. Mas da massa. É que por muito que tente, não lhe consigo chegar perto. As minhas tentativas duraram seis meses e adiei o projecto.
Vencido pelo cansaço e pelo enjôo de comer uns triângulos manufacturados por mim, com uma massa que ora parecia tenra, ora parecia de rissol, ora parecia de pedreiro. Cheguei a dizer a um vendedor de flores que só as comprava se além das rosas, me vendesse um pacote que incluisse a receita da massa dos triângulos.
Retomo o assunto na forma de apelo. Dois impulsos para a retoma.
1. Hoje almocei com uma pessoa que veio da India. Toda a gente perguntava sobre o povo, os costumes, a arquitectura. Eu perguntava-lhe sobre o processo de fabrico da massa das chamuças.
2. No país dos matraquilhos, a Ana relatou o intercâmbio gastronómico promovido pelos pais, em tempos de viagem até à Índia. Pensei escrever-lhe a meter uma cunha mas não há como o fazer (referência ao movimento na net para que a Ana implemente a reciprocidade).
Haja neste mundo quem me ajude a descobrir o segredo do triângulo mais misterioso do mundo (logo seguido pelo das Bermudas).
quarta-feira, janeiro 14, 2004
terça-feira, janeiro 13, 2004
PCP
Pode ser preconceito, mas achei curioso o PCP ter uma loja on-line.
Neste site propõe-se a aquisição de artigos com o mural da sede do Partido Comunista Português, pins, t-shirt's e várias edições discográficas que incluem versões da Internacional, do Avante Camarada e da Carvalhesa.
A oferta não parece muito diversificada, mas com um pouco de imaginação, acho que os camaradas poderiam torná-la bem mais interessante.
Não resisto a sugerir que pequenas réplicas da Odete Santos teriam, com certeza, muita saída.
Uma questão que me parece pertinente é a seguinte:
"Quiosque ? Mas porque raio se chama quiosque à loja on-line?" Quiosques há muitos por aí, replectos de jornais fascizóides. Banca on-line fica muito parecido com on-line banking. Vejamos .... Comité de vendas on-line. Isto sim parece-me um nome jeitoso.
Pode ser preconceito, mas achei curioso o PCP ter uma loja on-line.
Neste site propõe-se a aquisição de artigos com o mural da sede do Partido Comunista Português, pins, t-shirt's e várias edições discográficas que incluem versões da Internacional, do Avante Camarada e da Carvalhesa.
A oferta não parece muito diversificada, mas com um pouco de imaginação, acho que os camaradas poderiam torná-la bem mais interessante.
Não resisto a sugerir que pequenas réplicas da Odete Santos teriam, com certeza, muita saída.
Uma questão que me parece pertinente é a seguinte:
"Quiosque ? Mas porque raio se chama quiosque à loja on-line?" Quiosques há muitos por aí, replectos de jornais fascizóides. Banca on-line fica muito parecido com on-line banking. Vejamos .... Comité de vendas on-line. Isto sim parece-me um nome jeitoso.
Panados
1. Arrancam-se os pés aos cogumelos frescos e grandes.
2. Picam-se os pés dos cogumelos e refogam-se com cebola picada, bacon picado (cubos minusculos), sal e uma gota de molho picante. Deve-se obter um refogado consistente.
3. Recheiam-se os cogumelos (o pé, quando tirado deixa espaço para o recheio) com o refogado.
4. Passam-se por ovo batido e pão ralado e fritam-se em óleo.
Aldrabados - em caso falta de ovo, falta de pão ralado ou falta de pachorra para panar cogumelos.
Substituir o passo 4 por
4. Colocam-se num tabuleiro com o recheio voltado para cima e tapa-se o recheio com umas farripas ou um quadradinho de queijo. Levar ao forno (180 º) durante 20 minutos.
Já estou a aguar ...
1. Arrancam-se os pés aos cogumelos frescos e grandes.
2. Picam-se os pés dos cogumelos e refogam-se com cebola picada, bacon picado (cubos minusculos), sal e uma gota de molho picante. Deve-se obter um refogado consistente.
3. Recheiam-se os cogumelos (o pé, quando tirado deixa espaço para o recheio) com o refogado.
4. Passam-se por ovo batido e pão ralado e fritam-se em óleo.
Aldrabados - em caso falta de ovo, falta de pão ralado ou falta de pachorra para panar cogumelos.
Substituir o passo 4 por
4. Colocam-se num tabuleiro com o recheio voltado para cima e tapa-se o recheio com umas farripas ou um quadradinho de queijo. Levar ao forno (180 º) durante 20 minutos.
Já estou a aguar ...
TSF
O ticker da TSF informa:
AVEIRO - Tribunal prossegue julgamento sobre aborto ............................... ESTUDO - Lares de idosos sem condições .......................................................... FINANÇAS - David Justino esqueceu-se de declarar rendimentos ..................................................
Alguém me sabe dizer onde fica a fronteira do país civilizado a que pertencemos ?
O ticker da TSF informa:
AVEIRO - Tribunal prossegue julgamento sobre aborto ............................... ESTUDO - Lares de idosos sem condições .......................................................... FINANÇAS - David Justino esqueceu-se de declarar rendimentos ..................................................
Alguém me sabe dizer onde fica a fronteira do país civilizado a que pertencemos ?
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Caro Sr Bush:
Apesar da perspicácia que todos lhe reconhecemos, sinto ser meu dever comunicar-lhe que Sadam Hussain continua em liberdade, escondido numa pequena ilha atlântica. Junto, publico foto para que os seus homens possam, uma vez mais com sucesso, devolver ao mundo a paz tão desejada.
Obrigadinho George (posso tratá-lo assim ?). Um grande abraço.
Apesar da perspicácia que todos lhe reconhecemos, sinto ser meu dever comunicar-lhe que Sadam Hussain continua em liberdade, escondido numa pequena ilha atlântica. Junto, publico foto para que os seus homens possam, uma vez mais com sucesso, devolver ao mundo a paz tão desejada.
Obrigadinho George (posso tratá-lo assim ?). Um grande abraço.
No cantinho do Sofá
já existe uma Madalena. No cantinho do nosso coração já está um espaço reservado para ela. No canto de um sorriso já existe o sal de um canto de olho de mãe, sinal de encantamento. Parabéns.
já existe uma Madalena. No cantinho do nosso coração já está um espaço reservado para ela. No canto de um sorriso já existe o sal de um canto de olho de mãe, sinal de encantamento. Parabéns.
domingo, janeiro 11, 2004
Beatriz
quando me questiono sobre as mais bonitas canções que conheço, salta-me invariavelmente do baú das canções amadas, daquelas que se redescobre sempre que se escuta, a "Beatriz"de Chico Buarque e Edu Lobo. A Sofia da Operação Triunfo cantou-a, e é tão difícil cantar bem esta canção. Deixo por aqui a letra:
Olha,
Será que ela é moça,
Será que ela é triste,
Será que é o contrário,
Será que é pintura o rosto da actriz?
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Olha,
Será que é de louça,
Será que é de éter,
Será que é loucura,
Será que é cenário A casa da actriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Sim,
Me leva para sempre Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz.
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão,
Diz se é perigoso a gente ser feliz,
Olha,
Será que é uma estrela,
Será que é mentira,
Será que é comédia,
Será que é divina A vida da actriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis,
E se um arcanjo passar o chapéu,
E se eu pudesse entrar na sua vida...
quando me questiono sobre as mais bonitas canções que conheço, salta-me invariavelmente do baú das canções amadas, daquelas que se redescobre sempre que se escuta, a "Beatriz"de Chico Buarque e Edu Lobo. A Sofia da Operação Triunfo cantou-a, e é tão difícil cantar bem esta canção. Deixo por aqui a letra:
Olha,
Será que ela é moça,
Será que ela é triste,
Será que é o contrário,
Será que é pintura o rosto da actriz?
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Olha,
Será que é de louça,
Será que é de éter,
Será que é loucura,
Será que é cenário A casa da actriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Sim,
Me leva para sempre Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz.
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão,
Diz se é perigoso a gente ser feliz,
Olha,
Será que é uma estrela,
Será que é mentira,
Será que é comédia,
Será que é divina A vida da actriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis,
E se um arcanjo passar o chapéu,
E se eu pudesse entrar na sua vida...
A Madalena...
estás prestes a chegar ao mundo. A Titas do Canto do Sofá vai completar o trio tão desejado. O pai prometeu-lhe que no ano que nascesse, o Benfica ia ser campeão, e a menos que atrasem o parto umas dezenas (ou centenas de semanas) não me parece que vá conseguir cumprir a promessa. Não te preocupes homem, afinal o ano do centenário vai no décimo segundo dia e a nossa sala de troféus já conta com uma derrota, um empate e uma crise directiva. Isto é animador porque a maior parte das pessoas que completam 100 primaveras não consegue distinguir uma bola de futebol de uma arrastadeira.
Voltando à Madalena, tudo indica que vem via cesariana, tal qual os meus dois príncipes. Felizmente a direcção do hospital não autoriza que os pais assistam ao momento, por necessitar de prestar mais cuidados de enfermagem aos pais do que às mães das criancinhas e às próprias criancinhas. Portanto rapaz, ficas descansado na sala de espera à espera que os especialistas tratem do assunto.
Eu confesso que assisti às respectivas cesarianas e que também tenho um empate e uma derrota nesse capítulo. Vou deixar os detalhes para um post posterior.
Que corra tudo bem Titas e Madalena, que a malta está toda aqui à tua espera, ansiosa para te conhecer. Os rapazes já estão com as hormonas aos saltos pela chegada da primeira menina das redondezas.
estás prestes a chegar ao mundo. A Titas do Canto do Sofá vai completar o trio tão desejado. O pai prometeu-lhe que no ano que nascesse, o Benfica ia ser campeão, e a menos que atrasem o parto umas dezenas (ou centenas de semanas) não me parece que vá conseguir cumprir a promessa. Não te preocupes homem, afinal o ano do centenário vai no décimo segundo dia e a nossa sala de troféus já conta com uma derrota, um empate e uma crise directiva. Isto é animador porque a maior parte das pessoas que completam 100 primaveras não consegue distinguir uma bola de futebol de uma arrastadeira.
Voltando à Madalena, tudo indica que vem via cesariana, tal qual os meus dois príncipes. Felizmente a direcção do hospital não autoriza que os pais assistam ao momento, por necessitar de prestar mais cuidados de enfermagem aos pais do que às mães das criancinhas e às próprias criancinhas. Portanto rapaz, ficas descansado na sala de espera à espera que os especialistas tratem do assunto.
Eu confesso que assisti às respectivas cesarianas e que também tenho um empate e uma derrota nesse capítulo. Vou deixar os detalhes para um post posterior.
Que corra tudo bem Titas e Madalena, que a malta está toda aqui à tua espera, ansiosa para te conhecer. Os rapazes já estão com as hormonas aos saltos pela chegada da primeira menina das redondezas.
sexta-feira, janeiro 09, 2004
A Titas ...
está quase a dar de si e anda descaradamente a comentar os meus posts.
Ora já se sabe que já está na altura da Panças estar com contrações de 2 em 2 minutos e com, pelo menos, uma mão cheia de dedos de dilatação aos berros pela mãe, pelo pai, pelo marido e por um político conhecido da nossa praça (é preciso explicar que só a vi chamar aos berros por 2 homens. O marido por estar desatento aos filhos. E o político por solidariedade.)
Em vez de estar a fazer estas figuras para expelir a menina princesa, anda por aqui alegremente a comentar os meus posts. Est'agora !!!
Para a frente Panças, que a coisa faz-se.
está quase a dar de si e anda descaradamente a comentar os meus posts.
Ora já se sabe que já está na altura da Panças estar com contrações de 2 em 2 minutos e com, pelo menos, uma mão cheia de dedos de dilatação aos berros pela mãe, pelo pai, pelo marido e por um político conhecido da nossa praça (é preciso explicar que só a vi chamar aos berros por 2 homens. O marido por estar desatento aos filhos. E o político por solidariedade.)
Em vez de estar a fazer estas figuras para expelir a menina princesa, anda por aqui alegremente a comentar os meus posts. Est'agora !!!
Para a frente Panças, que a coisa faz-se.
A prenda mais desejada.
Tarde, muito mais tarde que a maioria. Pressão, resistências e dúvidas. A cidade que nunca dorme. A enorme maçã. Serena no olho do furacão. Tudo tão depressa. O local mais tranquilo é bem ao centro da confusão. Genética, fascinação e os tesouros. Entrega total. Identidade. Eu existo e sou assim. Trabalho, trabalho e trabalho. Consegue-se viver sem cantar? Mãe e mito. Menina da lua, “Vá escovar seus dentes Maria Rita.” Comparações e canções. Memórias poucas e só dela. “Prefiro não falar”. Muita sorte em tanto azar. Morre cedo demais, vive e vive e vive. Pai e mãe e muito eu. Risada fácil. Óculos que atrapalham, mais o suor e a maquilhagem. Respeito e cumplicidade. Simbiose. Olhos menina. Olhos nos olhos. Olhos de água. Os sapatos saltam fora, a voz que salta imensa. Nem toda a feiticeira é corcunda. Filho de peixe sabe é voar. Hoje no coliseu.
Tarde, muito mais tarde que a maioria. Pressão, resistências e dúvidas. A cidade que nunca dorme. A enorme maçã. Serena no olho do furacão. Tudo tão depressa. O local mais tranquilo é bem ao centro da confusão. Genética, fascinação e os tesouros. Entrega total. Identidade. Eu existo e sou assim. Trabalho, trabalho e trabalho. Consegue-se viver sem cantar? Mãe e mito. Menina da lua, “Vá escovar seus dentes Maria Rita.” Comparações e canções. Memórias poucas e só dela. “Prefiro não falar”. Muita sorte em tanto azar. Morre cedo demais, vive e vive e vive. Pai e mãe e muito eu. Risada fácil. Óculos que atrapalham, mais o suor e a maquilhagem. Respeito e cumplicidade. Simbiose. Olhos menina. Olhos nos olhos. Olhos de água. Os sapatos saltam fora, a voz que salta imensa. Nem toda a feiticeira é corcunda. Filho de peixe sabe é voar. Hoje no coliseu.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Molha tolos
... chamam à chuva que tem caído hoje por aqui. O café onde tomei a italiana tinha um cartaz que dizia “Vende-se este estabelecimento”. Os donos tinham o ar desgastado de quem quer definitivamente vender o estabelecimento. Paguei com uma nota de cinco euros e estou convencido que podia escolher entre receber o troco ou ficar com o trespasse comercial. Precisava de moedas para o parquímetro e por ora os parquímetros não aceitam estabelecimentos nem porta moedas electrónicos como pagamento.
Saí com as minhas moedas. O parquímetro estava fora de serviço.
Fui até às finanças pagar uma dívida das antigas. Dos tempos em que, por engano, o sujeito passivo B da declaração do IRS era o meu filho mais velho. Foi um trabalhão convence-los que era casado com a minha mulher e não com o João Maria. Se isto chega aos ouvidos de alguém ainda tenho problemas com a justiça.
Voltei para o carro. Encharcado. Raios parta esta chuva.
... chamam à chuva que tem caído hoje por aqui. O café onde tomei a italiana tinha um cartaz que dizia “Vende-se este estabelecimento”. Os donos tinham o ar desgastado de quem quer definitivamente vender o estabelecimento. Paguei com uma nota de cinco euros e estou convencido que podia escolher entre receber o troco ou ficar com o trespasse comercial. Precisava de moedas para o parquímetro e por ora os parquímetros não aceitam estabelecimentos nem porta moedas electrónicos como pagamento.
Saí com as minhas moedas. O parquímetro estava fora de serviço.
Fui até às finanças pagar uma dívida das antigas. Dos tempos em que, por engano, o sujeito passivo B da declaração do IRS era o meu filho mais velho. Foi um trabalhão convence-los que era casado com a minha mulher e não com o João Maria. Se isto chega aos ouvidos de alguém ainda tenho problemas com a justiça.
Voltei para o carro. Encharcado. Raios parta esta chuva.
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Televisão
Numa entrevista ao director de programas da dois, e à pergunta "O que é a televisão?", disse-se "É uma fogueira electrónica. Para uns é uma companhia, para outros uma necessidade."
Lembrei-me de outras fogueiras e acrescentava "Para uns uma tortura. Para outros uma condenação."
Não deve ser possível assar linguiça ou morcela na televisão. A coisa mais parecida com uma televisão em que é possível cozinhar algo é o micro-ondas. E já se sabe que não é, nem de longe nem de perto, um bom aparelho para esse fim.
Numa entrevista ao director de programas da dois, e à pergunta "O que é a televisão?", disse-se "É uma fogueira electrónica. Para uns é uma companhia, para outros uma necessidade."
Lembrei-me de outras fogueiras e acrescentava "Para uns uma tortura. Para outros uma condenação."
Não deve ser possível assar linguiça ou morcela na televisão. A coisa mais parecida com uma televisão em que é possível cozinhar algo é o micro-ondas. E já se sabe que não é, nem de longe nem de perto, um bom aparelho para esse fim.
terça-feira, janeiro 06, 2004
Pendentes
Antes que o Ano comece a sério, alguns recados atrasados.
Bom Ano Adriana, Ivan, João e Leo.
A panças fez anos e já na altura eXtra Large e gostámos muito. Parabéns e muito muito obrigado.
O almoço de primos lá por casa foi muito bom. Gostei muito da história da pronunchia do norte. Pochas, carachas e chicha penico. Gostei ainda da história da avó a pedir café ao Eduardo no único dia em que a máquina não estava operacional e a avó estava. Há dias assim.
Já em 2k4 jantar de tios e primos. Animado e saboreado. Comida e companhia.
Antes que o Ano comece a sério, alguns recados atrasados.
Bom Ano Adriana, Ivan, João e Leo.
A panças fez anos e já na altura eXtra Large e gostámos muito. Parabéns e muito muito obrigado.
O almoço de primos lá por casa foi muito bom. Gostei muito da história da pronunchia do norte. Pochas, carachas e chicha penico. Gostei ainda da história da avó a pedir café ao Eduardo no único dia em que a máquina não estava operacional e a avó estava. Há dias assim.
Já em 2k4 jantar de tios e primos. Animado e saboreado. Comida e companhia.
A dois
fazem-se tantas coisas e geralmente fazem-se com muito gosto. Ontem, e ao que parece com algum gosto, fizeram da RTP2 a Dois. Sete palmos de terra para começo de conversa ("sete que pena, chorai-as"). Abram alas par o Noddy e também Peanuts - Charlie Brown e Cª. Gosto de Charlie Brown e da voz da professora primária. Mais detalhes por aqui e a dois.
fazem-se tantas coisas e geralmente fazem-se com muito gosto. Ontem, e ao que parece com algum gosto, fizeram da RTP2 a Dois. Sete palmos de terra para começo de conversa ("sete que pena, chorai-as"). Abram alas par o Noddy e também Peanuts - Charlie Brown e Cª. Gosto de Charlie Brown e da voz da professora primária. Mais detalhes por aqui e a dois.
segunda-feira, janeiro 05, 2004
2004
Bom Ano a todos.
Ouvi hoje na rádio que a forma como passamos os doze primeiro minutos do ano indiciam o que se vai passar nos doze meses do ano que então se inicia.
Isso seria interessante se o primeiro minuto do ano não tivesse sido passado na total ignorância sobre o facto do ano já ter começado. No segundo segundo minuto apoderou-se de mim a desconfiança que algo importante estava a acontecer e que a barulheira na rua e o fogo de artifício no céu não correspondiam à precipitação dos restantes 9999988 portugueses. O terceiro minuto passei-o a percorrer que nem um louco tudo o que era canal de televisão para confirmar segundos, minutos, horas, dia, mês e ano. Os festejos ficaram algures entre o terceiro e o quarto minuto.
Segundo a teoria, o primeiro trimestre do ano vai ser inesquecível. Vivido entre a ignorância, a desconfiança e a loucura de zapping. Vou já comprar pilhas para o comando à distância.
Bom Ano a todos.
Ouvi hoje na rádio que a forma como passamos os doze primeiro minutos do ano indiciam o que se vai passar nos doze meses do ano que então se inicia.
Isso seria interessante se o primeiro minuto do ano não tivesse sido passado na total ignorância sobre o facto do ano já ter começado. No segundo segundo minuto apoderou-se de mim a desconfiança que algo importante estava a acontecer e que a barulheira na rua e o fogo de artifício no céu não correspondiam à precipitação dos restantes 9999988 portugueses. O terceiro minuto passei-o a percorrer que nem um louco tudo o que era canal de televisão para confirmar segundos, minutos, horas, dia, mês e ano. Os festejos ficaram algures entre o terceiro e o quarto minuto.
Segundo a teoria, o primeiro trimestre do ano vai ser inesquecível. Vivido entre a ignorância, a desconfiança e a loucura de zapping. Vou já comprar pilhas para o comando à distância.
quarta-feira, dezembro 31, 2003
2003
Agora que eu começava a ganhar alguma simpatia pelo rapaz, ele resolve sair de cena. Tempo de balanços. Escuso-me que balançar enjoa. Aposto que o próximo é par, e bisexto e cheio de peneiras. Só falta estar convencido que é o ano da retoma, já que os antecessores foram mais do "toma que é para aprenderes" (parece texto de revista popular). Tenho tantos desejos para este, e não vou dizê-los agora. Alguns, à medida que forem acontecendo ou esmurecendo, vou deixando aqui pela Caixa. Bom Ano Novo.
Agora que eu começava a ganhar alguma simpatia pelo rapaz, ele resolve sair de cena. Tempo de balanços. Escuso-me que balançar enjoa. Aposto que o próximo é par, e bisexto e cheio de peneiras. Só falta estar convencido que é o ano da retoma, já que os antecessores foram mais do "toma que é para aprenderes" (parece texto de revista popular). Tenho tantos desejos para este, e não vou dizê-los agora. Alguns, à medida que forem acontecendo ou esmurecendo, vou deixando aqui pela Caixa. Bom Ano Novo.
sexta-feira, dezembro 26, 2003
A PSP
... parte para o iraque já em Janeiro. Começo a desconfiar que preparamos a transferência de Portugal para aquelas bandas. Os Israelitas fizeram algo semelhante e a coisa não parece ser nada fácil. Mais a mais acabei de mudar de casa e não tenciono repetir a graça na próxima década. A como está o metro quadrado numa zona classe média em Bagdad?
... parte para o iraque já em Janeiro. Começo a desconfiar que preparamos a transferência de Portugal para aquelas bandas. Os Israelitas fizeram algo semelhante e a coisa não parece ser nada fácil. Mais a mais acabei de mudar de casa e não tenciono repetir a graça na próxima década. A como está o metro quadrado numa zona classe média em Bagdad?
terça-feira, dezembro 23, 2003
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Protestos estudantis
... na Alemanha, a propósito dos cortes orçamentais para a educação.
Trazidos pela "Semana em Imagens" na página da SIC com o seguinte comentário:
"De recordar que por cá a política educativa também é contestada..."
Não tenho nada a acrescentar sobre o assunto...
Bem, talvez acrescente.
E se a moda pega, e o governo resolver cortar nos gastos da RTP.
A propósito. O preço certo em euros da RTP 1 é apresentado por quem?
Ai meu Deus que horror. Acho que vou apagar este post.
... na Alemanha, a propósito dos cortes orçamentais para a educação.
Trazidos pela "Semana em Imagens" na página da SIC com o seguinte comentário:
"De recordar que por cá a política educativa também é contestada..."
Não tenho nada a acrescentar sobre o assunto...
Bem, talvez acrescente.
E se a moda pega, e o governo resolver cortar nos gastos da RTP.
A propósito. O preço certo em euros da RTP 1 é apresentado por quem?
Ai meu Deus que horror. Acho que vou apagar este post.
domingo, dezembro 21, 2003
O fim do mundo ...
... deve estar mesmo para breve. À saída de um intervalo da operação triunfo, passei pela SIC e deparei-me com o José Cid aos berros no meio de uma pista de circo montado num cavalo branco. Agora não sei se hei-de voltar para a OT, ou em alternativa, ficar na expectativa de ver o Joel Branco a na jaula dos leões a cantar-lhes "O mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão ...." ou o Vitor Espadinha no trapézio "Sim eu sei... que tudo são recordações" ou ainda a Mara Abrantes a rodopiar suspença pela trança "Diga em que dia em que mês voçê nasceu, para ver se o seu signo combina com o meu e o meu coração será seu".
... deve estar mesmo para breve. À saída de um intervalo da operação triunfo, passei pela SIC e deparei-me com o José Cid aos berros no meio de uma pista de circo montado num cavalo branco. Agora não sei se hei-de voltar para a OT, ou em alternativa, ficar na expectativa de ver o Joel Branco a na jaula dos leões a cantar-lhes "O mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão ...." ou o Vitor Espadinha no trapézio "Sim eu sei... que tudo são recordações" ou ainda a Mara Abrantes a rodopiar suspença pela trança "Diga em que dia em que mês voçê nasceu, para ver se o seu signo combina com o meu e o meu coração será seu".
sexta-feira, dezembro 19, 2003
Lisboa
A cidade voltou a velar-se em névoa, disfarçam-se os cansaços. Vizinha de fim de semana e deixa-se confundir nas nuvens e no rio. Por dentro, traçam-se contornos de luz geométricos, paralelos nos carris dos eléctricos e nas janelas feitas molduras. Os reflexos. Garante de formosura ao reflectido. Maluda também nos disse. Diz-lhe espelho meu, que não existe cidade mais bonita. Quando não se lhe vê a imensidão, torna-se mais aldeia. Quase aposto, que ainda há uma vizinha a emprestar um raminho de salsa à mais descuidada. E roupa pendurada junto às ruas.
A cidade voltou a velar-se em névoa, disfarçam-se os cansaços. Vizinha de fim de semana e deixa-se confundir nas nuvens e no rio. Por dentro, traçam-se contornos de luz geométricos, paralelos nos carris dos eléctricos e nas janelas feitas molduras. Os reflexos. Garante de formosura ao reflectido. Maluda também nos disse. Diz-lhe espelho meu, que não existe cidade mais bonita. Quando não se lhe vê a imensidão, torna-se mais aldeia. Quase aposto, que ainda há uma vizinha a emprestar um raminho de salsa à mais descuidada. E roupa pendurada junto às ruas.
terça-feira, dezembro 16, 2003
Medicina do Trabalho
Dez e meia da manhã. Hora marcada para mais uma sessão de medicina do trabalho. Para que o processo seja mais expedito, a empresa resolveu improvisar duas salas de consultório em salas de reuniões. Assim que bato à porta recebo de uma técnica de saúde, uma caixinha com um frasquinho de plástico lá dentro:
“Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?”. A frase pareceu-me estranha. Vamos recolher não significa uma actividade a dois em que ela recolhesse a minha urina, nem duas actividades a um em que cada um de nós ia com o seu frasquinho recolher a própria urina. “Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?” significa “Eu fico aqui sentada à espera e tu vais recolher o teu bocadinho de urina”.
Até aí tudo bem, pareceu-me a hipótese mais sensata. O problema foi que eu tinha antecipado a necessidade da dita recolha, e portanto desde as 7:30 que não dava alívio à bexiga. Devia precisar de uns 37 frasquinhos daqueles para o que ia na bexiga. Como a senhora não me pareceu muito interessada em dar-me 37 frasquinhos, lá fui eu com a minha dúvida existencial. Que tinha que praticar o urinar interrompido, não havia dúvidas, a questão prendia-se do timing da interrupção. Logo ao início para despachar a questão, lá para o meio para aliviar a pressão incial mas tendo que interromper duas vezes, ou tentar acertar só no fim porque é mais fácil mas correndo o risco de já não ter nada para despejar no frasco. No meio é que está a virtude e vai disto. Interrupção aos 5 segundos de jogo. “Ai Jesus que isto é muito pior do que parece”. Lá consegui. Agora muito devagarinho para dentro do frasco. Isso. Nova interrupção. Não fui feito para isto. E já me estou a contorcer todo. Pousar o frasco no autoclismo, acabar o processo muito mais descansado. Puxar o autoclismo e fechar o frasco.
A alavanca do autoclismo estava mal colocada, e acabo por pregar uma estalada no frasco que caiu aberto no chão. Porra e agora? O chão está uma vergonha, a mulher está lá fora à minha espera e eu não tenho nada para lhe entregar. E não estamos a falar de recolha de esperma em que é suficiente uma desculpa do tipo, “Olhe não consegui nada, paciência, fica para a próxima”. Limpo o chão com as tolhas de papel das mãos e ainda pensei expreme-las para o frasco, mas ainda acusava a presença de detergente ou algo semelhante.
Entra um colega do marketing da empresa. Olha que se lixe, não há-de ser nada:
“Desculpa lá, estou aqui numa embrulhada. Não me emprestas um bocado da tua urina?” A reacção foi mais natural do que eu podia pensar, e a cultura de empresa é um conceito muito mais lato do que eu esperava.
O exame à urina acusou um valor elevadíssimo de ácido úrico e parece que o colega do marketing deve evitar o marisco e a cerveja entre outras dezenas de alimentos. Não sei se lhe dê as boas novas.
Dez e meia da manhã. Hora marcada para mais uma sessão de medicina do trabalho. Para que o processo seja mais expedito, a empresa resolveu improvisar duas salas de consultório em salas de reuniões. Assim que bato à porta recebo de uma técnica de saúde, uma caixinha com um frasquinho de plástico lá dentro:
“Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?”. A frase pareceu-me estranha. Vamos recolher não significa uma actividade a dois em que ela recolhesse a minha urina, nem duas actividades a um em que cada um de nós ia com o seu frasquinho recolher a própria urina. “Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?” significa “Eu fico aqui sentada à espera e tu vais recolher o teu bocadinho de urina”.
Até aí tudo bem, pareceu-me a hipótese mais sensata. O problema foi que eu tinha antecipado a necessidade da dita recolha, e portanto desde as 7:30 que não dava alívio à bexiga. Devia precisar de uns 37 frasquinhos daqueles para o que ia na bexiga. Como a senhora não me pareceu muito interessada em dar-me 37 frasquinhos, lá fui eu com a minha dúvida existencial. Que tinha que praticar o urinar interrompido, não havia dúvidas, a questão prendia-se do timing da interrupção. Logo ao início para despachar a questão, lá para o meio para aliviar a pressão incial mas tendo que interromper duas vezes, ou tentar acertar só no fim porque é mais fácil mas correndo o risco de já não ter nada para despejar no frasco. No meio é que está a virtude e vai disto. Interrupção aos 5 segundos de jogo. “Ai Jesus que isto é muito pior do que parece”. Lá consegui. Agora muito devagarinho para dentro do frasco. Isso. Nova interrupção. Não fui feito para isto. E já me estou a contorcer todo. Pousar o frasco no autoclismo, acabar o processo muito mais descansado. Puxar o autoclismo e fechar o frasco.
A alavanca do autoclismo estava mal colocada, e acabo por pregar uma estalada no frasco que caiu aberto no chão. Porra e agora? O chão está uma vergonha, a mulher está lá fora à minha espera e eu não tenho nada para lhe entregar. E não estamos a falar de recolha de esperma em que é suficiente uma desculpa do tipo, “Olhe não consegui nada, paciência, fica para a próxima”. Limpo o chão com as tolhas de papel das mãos e ainda pensei expreme-las para o frasco, mas ainda acusava a presença de detergente ou algo semelhante.
Entra um colega do marketing da empresa. Olha que se lixe, não há-de ser nada:
“Desculpa lá, estou aqui numa embrulhada. Não me emprestas um bocado da tua urina?” A reacção foi mais natural do que eu podia pensar, e a cultura de empresa é um conceito muito mais lato do que eu esperava.
O exame à urina acusou um valor elevadíssimo de ácido úrico e parece que o colega do marketing deve evitar o marisco e a cerveja entre outras dezenas de alimentos. Não sei se lhe dê as boas novas.
TSF
Idas e vindas para o local dos afazeres. Tantas vezes a mesma companhia. Telefonia sem fios. Telefonia sem fim. Tempo sem fim. Na partida e no regresso, a mesma sabedoria, ora em sinais, ora em entrevistas. Os sinais de ontem falaram sobre o Sadam. As barbas que escondiam o gasto ditador, tão longe do simbolismo que as barbas têm. O respeito, a sabedoria, um ancião cheio de saber de vida. Nada disto nas barbas de um ás de espadas fora do baralho. Pensei nos baralhos, que por vezes têm Jokers. A ser verdade, neste baralho, há dois. Bush e Blair.
No regresso a entrevista com Adriana Lisboa. Escritora carioca. Prémio José Saramago. No percurso musical, a flauta transversal atravessou-se no emaranhado das letras e palavras que ela trasnforma com simplicidade.
Idas e vindas para o local dos afazeres. Tantas vezes a mesma companhia. Telefonia sem fios. Telefonia sem fim. Tempo sem fim. Na partida e no regresso, a mesma sabedoria, ora em sinais, ora em entrevistas. Os sinais de ontem falaram sobre o Sadam. As barbas que escondiam o gasto ditador, tão longe do simbolismo que as barbas têm. O respeito, a sabedoria, um ancião cheio de saber de vida. Nada disto nas barbas de um ás de espadas fora do baralho. Pensei nos baralhos, que por vezes têm Jokers. A ser verdade, neste baralho, há dois. Bush e Blair.
No regresso a entrevista com Adriana Lisboa. Escritora carioca. Prémio José Saramago. No percurso musical, a flauta transversal atravessou-se no emaranhado das letras e palavras que ela trasnforma com simplicidade.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Natal
Ouve-se tantas vezes "Natal é quando um homem quiser, como diz o Poeta". Para sabermos do que falamaos aqui está. O Poeta é o José Carlos Ary dos Santos, e o poema é este:
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Ouve-se tantas vezes "Natal é quando um homem quiser, como diz o Poeta". Para sabermos do que falamaos aqui está. O Poeta é o José Carlos Ary dos Santos, e o poema é este:
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
domingo, dezembro 14, 2003
Por vezes
... tudo pára numa canção. É invulgar dar-se o corpo a desvaneios e a alma ao infinito. A canção toma-nos os sentidos e faz-nos dela como se não soubessemos em que escala vamos parar. Cantá-la e ouvi-la é tudo o mesmo e se eu pudesse tocá-la, era assim mesmo transbordante. E quando se ouve de novo, não é só a cadência, as notas que se refaz em nós. Tudo o que ela fez sentir, nem que duma ténue sensação, vem da pauta à voz, do refrão ao suspiro do ultimo verso. Há algumas assim. Felizmente.
... tudo pára numa canção. É invulgar dar-se o corpo a desvaneios e a alma ao infinito. A canção toma-nos os sentidos e faz-nos dela como se não soubessemos em que escala vamos parar. Cantá-la e ouvi-la é tudo o mesmo e se eu pudesse tocá-la, era assim mesmo transbordante. E quando se ouve de novo, não é só a cadência, as notas que se refaz em nós. Tudo o que ela fez sentir, nem que duma ténue sensação, vem da pauta à voz, do refrão ao suspiro do ultimo verso. Há algumas assim. Felizmente.
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Fora de Horas
Ao princípio nem a via. Lisboa estava envolta em nevoeiro. Deixo-os para trás. Já o sol ia pelo menos um palmo acima da linha do horizonte, ainda a lua se passeava descarada no céu.
Esta miúda anda a fazer uns horários pouco próprios. A que horas é que ela pensa iluminar os amores nos outros lados do mundo?
Ao princípio nem a via. Lisboa estava envolta em nevoeiro. Deixo-os para trás. Já o sol ia pelo menos um palmo acima da linha do horizonte, ainda a lua se passeava descarada no céu.
Esta miúda anda a fazer uns horários pouco próprios. A que horas é que ela pensa iluminar os amores nos outros lados do mundo?
quinta-feira, dezembro 11, 2003
Shot Televisivo
Pasme-se o que aconteceu ontem entre as 11 e a meia noite. Podia ficar uma semana a ver televisão e dificilmente conseguia ver tantas coisas boas e invulgares. Fiquei zonzo, bêbado de emoções, zap zap zap zap.
O Jorge Palma canta sóbrio no primeiro, e envia uma mensagem de Natal (estaria mesmo sóbrio ?). Até penteado o homem estava. Essa miúda é um exagero, prende-se à mente e põe-se a falar ...
Na SIC mulher o Nuno Markl fala sobre a sua vida, e confessa a sua admiração pelo Guia Galáctico do Pendura. Acho que é dos poucos que duvida que o relógio digital foi uma boa invenção.
No GNT, Ana Carolina canta ao som de isqueiros e fala com o Jô Soares. Aquele gordo sabe entrevistar, não tem o péssimo hábito de interromper os convidados, deixa-os fluir. Ana Carolina canta grosso mas bem. Com o Chico Buarque tiram o par ou impar das letras de palavras e frases. Par é ímpar e ímpar também. Par e ímpar é par.
Pasme-se o que aconteceu ontem entre as 11 e a meia noite. Podia ficar uma semana a ver televisão e dificilmente conseguia ver tantas coisas boas e invulgares. Fiquei zonzo, bêbado de emoções, zap zap zap zap.
O Jorge Palma canta sóbrio no primeiro, e envia uma mensagem de Natal (estaria mesmo sóbrio ?). Até penteado o homem estava. Essa miúda é um exagero, prende-se à mente e põe-se a falar ...
Na SIC mulher o Nuno Markl fala sobre a sua vida, e confessa a sua admiração pelo Guia Galáctico do Pendura. Acho que é dos poucos que duvida que o relógio digital foi uma boa invenção.
No GNT, Ana Carolina canta ao som de isqueiros e fala com o Jô Soares. Aquele gordo sabe entrevistar, não tem o péssimo hábito de interromper os convidados, deixa-os fluir. Ana Carolina canta grosso mas bem. Com o Chico Buarque tiram o par ou impar das letras de palavras e frases. Par é ímpar e ímpar também. Par e ímpar é par.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
Volta...
não volta, vêm parar aqui à caixa pessoas desorientadas que ao pesquisarem as palavras Bey Blade são direccionadas para este site. Ora uma das coisas mais irritantes nos motores de busca é enviarem-nos para páginas que nada têm a ver com o que procuramos. Um dia, à procura de golfinhos do Sado, fui parar a sites de sadomasoquismo. Ainda há quem não acredite nesta versão.
1. Se alguém vier aqui parar à procura de bey blade siga viagem para BEY BLADE
2. Se veio aqui parar, por pesquisar o termo sadomasoquismo. Fez muito bem. É aqui mesmo. Aguarde só um momento que eu já chamo uma das nossas assistentes dominadoras para o atender.
3. Se veio para aqui propositadamente. Pegue na linha e agulha e ajude-me aqui nas baínhas.
4. Se nenhuma das anteriores, olhe também lhe digo que não é o pior dos sítios para ir parar. Podia ser bem pior. Volte sempre.
não volta, vêm parar aqui à caixa pessoas desorientadas que ao pesquisarem as palavras Bey Blade são direccionadas para este site. Ora uma das coisas mais irritantes nos motores de busca é enviarem-nos para páginas que nada têm a ver com o que procuramos. Um dia, à procura de golfinhos do Sado, fui parar a sites de sadomasoquismo. Ainda há quem não acredite nesta versão.
1. Se alguém vier aqui parar à procura de bey blade siga viagem para BEY BLADE
2. Se veio aqui parar, por pesquisar o termo sadomasoquismo. Fez muito bem. É aqui mesmo. Aguarde só um momento que eu já chamo uma das nossas assistentes dominadoras para o atender.
3. Se veio para aqui propositadamente. Pegue na linha e agulha e ajude-me aqui nas baínhas.
4. Se nenhuma das anteriores, olhe também lhe digo que não é o pior dos sítios para ir parar. Podia ser bem pior. Volte sempre.
terça-feira, dezembro 09, 2003
Estádio
Virámos o relógio para a parede. Pusémos de castigo as horas de ires para a cama. Fomos às caixas dos brinquedos buscar o estádio da Lego.
Ao contrário dos outros estádios do Euro, começámos pelo relvado, depois as balizas e guarda redes, a bancada e por fim os jogadores e a bola. Ficaste com os vermelhos e eu com os verdes. Deve ter sido por isso que não joguei grande espingarda. Perdi 10 a 6 e foste para a cama com um sorriso vitorioso. Ainda tiveste tempo para mais um desarme: "Não fiques triste pai. Jogar é que é bom. Pode ser que ganhes amanhã." . Não sei quem é que lhe ensina estas lamechices.
Virámos o relógio para a parede. Pusémos de castigo as horas de ires para a cama. Fomos às caixas dos brinquedos buscar o estádio da Lego.
Ao contrário dos outros estádios do Euro, começámos pelo relvado, depois as balizas e guarda redes, a bancada e por fim os jogadores e a bola. Ficaste com os vermelhos e eu com os verdes. Deve ter sido por isso que não joguei grande espingarda. Perdi 10 a 6 e foste para a cama com um sorriso vitorioso. Ainda tiveste tempo para mais um desarme: "Não fiques triste pai. Jogar é que é bom. Pode ser que ganhes amanhã." . Não sei quem é que lhe ensina estas lamechices.
Rubén Gonzáles
deixou de tocar por estes lados. Foi para salões maiores onde o tempo para o ouvir é infindável. Ouvi-o já tão tarde, e sobrava ritmo, emoção e magia.
Aos anjos mais modernaços, um conselho. Arranjem uns pianos e dêem um intervalo às arpas. É que o velho que está aí a chegar é um mestre do Jazz Latino e o paraíso com uma outra sonoridade, não sei, a mim parecia-me mais atraente.
deixou de tocar por estes lados. Foi para salões maiores onde o tempo para o ouvir é infindável. Ouvi-o já tão tarde, e sobrava ritmo, emoção e magia.
Aos anjos mais modernaços, um conselho. Arranjem uns pianos e dêem um intervalo às arpas. É que o velho que está aí a chegar é um mestre do Jazz Latino e o paraíso com uma outra sonoridade, não sei, a mim parecia-me mais atraente.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Neste Natal ...
ofereça um blog aos amigos e família. Há-os para todos os gostos e feitios. Se não esgotarem vou oferecer estes:
quarto_crescente.blogspot.com um blog em forma de lua (necessita de 2 pilhas AA não incluídas)
o_meu_ultimo_sonho.blogspot.com (um blog para quem tem dificuldade em lembrar-se dos sonhos, inclui artigos como a queda interminável e a fuga sem qualquer hipótese de vir a ser bem sucedida)
musica_de_encantar.blogspot.com (blog surround 5.1)
perlimpimpim.blogspot.com (blog de magia, o primeiro de 100 passos para se envolver com uma famosa modelo ou participar na festa do próximos estádio do dragão)
nuvem_algodão_doce.blogspot.com (algodão doce para diabéticos em barras de blog)
(versões em português também disponíveis para todos os modelos).
ofereça um blog aos amigos e família. Há-os para todos os gostos e feitios. Se não esgotarem vou oferecer estes:
quarto_crescente.blogspot.com um blog em forma de lua (necessita de 2 pilhas AA não incluídas)
o_meu_ultimo_sonho.blogspot.com (um blog para quem tem dificuldade em lembrar-se dos sonhos, inclui artigos como a queda interminável e a fuga sem qualquer hipótese de vir a ser bem sucedida)
musica_de_encantar.blogspot.com (blog surround 5.1)
perlimpimpim.blogspot.com (blog de magia, o primeiro de 100 passos para se envolver com uma famosa modelo ou participar na festa do próximos estádio do dragão)
nuvem_algodão_doce.blogspot.com (algodão doce para diabéticos em barras de blog)
(versões em português também disponíveis para todos os modelos).
domingo, dezembro 07, 2003
Panquecas
Arranque do dia a frio. A massa das panquecas não ficou consistente e para ajudar à festa o maple syroup não estava em condições, pelo que foi directo para o caixote do lixo. Preciso urgentemente disto
Olhando bem para a imagem, reparo que as panqucas em questão são muito mais altas e fofas que aquelas que eu faço. E não se trata de uma questão meramente estética, é que estas panquecas da figura parecem capazes de absorver uma quantidade imensa de syroup e de manteiga. Aceito sugestões e receitas de panquecas.
Arranque do dia a frio. A massa das panquecas não ficou consistente e para ajudar à festa o maple syroup não estava em condições, pelo que foi directo para o caixote do lixo. Preciso urgentemente disto
Olhando bem para a imagem, reparo que as panqucas em questão são muito mais altas e fofas que aquelas que eu faço. E não se trata de uma questão meramente estética, é que estas panquecas da figura parecem capazes de absorver uma quantidade imensa de syroup e de manteiga. Aceito sugestões e receitas de panquecas.
sábado, dezembro 06, 2003
Frio
...algum e muita chuva a espaços com o sol ineficaz. O dia passa devagar. Faz lembrar um gato gordo a gerir a distância à lareira. Preguiça. Deixei-a entrar logo a seguir à natação dos príncipes e temos estado de braço dado desde então. Talvez tenha vindo passar o fim de semana. Se abusar da minha paciência, ou se o tempo melhorar, dou-lhe um pontapé no rabo.
...algum e muita chuva a espaços com o sol ineficaz. O dia passa devagar. Faz lembrar um gato gordo a gerir a distância à lareira. Preguiça. Deixei-a entrar logo a seguir à natação dos príncipes e temos estado de braço dado desde então. Talvez tenha vindo passar o fim de semana. Se abusar da minha paciência, ou se o tempo melhorar, dou-lhe um pontapé no rabo.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Quero
todas as notas da escala do olhar. Quero o sabor e o reino, e o tempo de te olhar de perto sem que percebas. Quero andar ás avessas dos compassos ininterruptos, quero o tempo todo do beijo, dos olhos nos olhos, das juras secretas. Quero a espiral de emoções em que bailamos incautos, a ida às luas de um planeta distante e a órbitra no teu corpo. Quero a letra de uma canção para te dar de presente embrulhada em papel de estrelas.
todas as notas da escala do olhar. Quero o sabor e o reino, e o tempo de te olhar de perto sem que percebas. Quero andar ás avessas dos compassos ininterruptos, quero o tempo todo do beijo, dos olhos nos olhos, das juras secretas. Quero a espiral de emoções em que bailamos incautos, a ida às luas de um planeta distante e a órbitra no teu corpo. Quero a letra de uma canção para te dar de presente embrulhada em papel de estrelas.
Termómetros
O Paulo do Blogo Social Português deu-se a conhecer e deparei-me com uma componente que me deixou roído de inveja. Este blog tem termómetros online. Nunca hei-de perceber o meu fascínio por termómetros. Qual será a graça de saber a temperatura de tudo e mais alguma coisa? Não faço ideia, mas que eu acho graçam, e muita, acho. No carro, no forno, no telemóvel, no lado de fora da janela, no lado de dentro da janela, no banho, no frigorífico, à porta dos apartamentos da neve, nas piscinas, na praia, junto à relva, debaixo do braço, na virilha das crianças e agora nos blogues, termómetros. Vivam os termómetros.
O Paulo do Blogo Social Português deu-se a conhecer e deparei-me com uma componente que me deixou roído de inveja. Este blog tem termómetros online. Nunca hei-de perceber o meu fascínio por termómetros. Qual será a graça de saber a temperatura de tudo e mais alguma coisa? Não faço ideia, mas que eu acho graçam, e muita, acho. No carro, no forno, no telemóvel, no lado de fora da janela, no lado de dentro da janela, no banho, no frigorífico, à porta dos apartamentos da neve, nas piscinas, na praia, junto à relva, debaixo do braço, na virilha das crianças e agora nos blogues, termómetros. Vivam os termómetros.
Lideranças - Batotas
Fiz o teste dos líderes históricos que encontrei na Pensativa. Juro que não fiz qualquer batota. Deu isto:
Parece que conheço esta cara aqui das redondezas...
Se, por uma infeliz coincidência, não conseguirem a combinação de respostas que dão o meu resultado, podem ir aqui ver todas os resultados possíveis. Há alguns muito bons.
Fiz o teste dos líderes históricos que encontrei na Pensativa. Juro que não fiz qualquer batota. Deu isto:
Parece que conheço esta cara aqui das redondezas...
Se, por uma infeliz coincidência, não conseguirem a combinação de respostas que dão o meu resultado, podem ir aqui ver todas os resultados possíveis. Há alguns muito bons.
quinta-feira, dezembro 04, 2003
Campismo Selvagem
Ontem na TSF ouvi uma notícia que me deixou, de alguma forma, mais animado. Vão retirar os parques de campismo da Costa da Caparica. Parece-me muito boa ideia, daquelas que só peca por tardia, e acho que para além dos parques deviam tirar muita da construção que por lá se faz. A ideia (não há bela sem senão) é recolocar os campistas (os campistas a sério que me perdoem o abuso) num megaparque no pinhal da Arueira. Há quem não goste da ideia, sobretudo aqueles que por lá têm casa e se preparam para partilhar o espaço com cerca de 17000 (dezassete mil sim) campistas, que além da roulote, transportam o avançado, a cozinha, a parabólica, o tanque da roupa, a cerca do canteiro, o canteiro, o grelhador, a casa de banho, a capoeira e toda a criação.
Estes rapazes parece que têm um espírito do desenrasca bem desenvolvido e poderiam ser preciosos na reconstrução do Iraque, em vez dos GNR que tanta falta nos fazem.
Ontem na TSF ouvi uma notícia que me deixou, de alguma forma, mais animado. Vão retirar os parques de campismo da Costa da Caparica. Parece-me muito boa ideia, daquelas que só peca por tardia, e acho que para além dos parques deviam tirar muita da construção que por lá se faz. A ideia (não há bela sem senão) é recolocar os campistas (os campistas a sério que me perdoem o abuso) num megaparque no pinhal da Arueira. Há quem não goste da ideia, sobretudo aqueles que por lá têm casa e se preparam para partilhar o espaço com cerca de 17000 (dezassete mil sim) campistas, que além da roulote, transportam o avançado, a cozinha, a parabólica, o tanque da roupa, a cerca do canteiro, o canteiro, o grelhador, a casa de banho, a capoeira e toda a criação.
Estes rapazes parece que têm um espírito do desenrasca bem desenvolvido e poderiam ser preciosos na reconstrução do Iraque, em vez dos GNR que tanta falta nos fazem.
quarta-feira, dezembro 03, 2003
O que é que se passa com a TVI ?
Os padrões de qualidade dos programas que passam nesta e noutras estações são efectivamente discutíveis, mas com a saga Big Brother, estamos a assistir a algo perfeitamente inédito: o desperdício de horas semanais de horário dito "nobre" gastos com um programa em coma profundo, moribundo, gasto e, pelo menos nesta série, condenado ao fracasso e à morte. Os directos de Terça Feira parecem autênticos velórios e a Teresa Guilherme transformou-se numa variação de Fernando Rocha mas sem a menor piada ou capacidade de provocar um sorriso que seja.
Há umas semanas atrás, numa das terças feiras, existia uma banca montada a aceitar inscrições para uma semana de férias na casa. A procura desenfriada de qualquer evento capaz de atrair um espectador que seja é triste e deprimente. Os concorrentes que saiem da casa transportam as ilusão da notariedade alcançada na primeira série. Que angústia vê-los a minutos de se aperceberem da tremenda ilusão.
Em situações semelhantes, a SIC denota alguma inteligência adicional, quando coloca as más apostas (entenda-se com pouca audiência) fora da grelha ou a horas de insónias nem que seja para ceder lugar à n-ésima reposição dos malucos do riso.
Que país este, em que a repetição de um episódio dos malucos do riso é o programa mais visto de televisão.
Os padrões de qualidade dos programas que passam nesta e noutras estações são efectivamente discutíveis, mas com a saga Big Brother, estamos a assistir a algo perfeitamente inédito: o desperdício de horas semanais de horário dito "nobre" gastos com um programa em coma profundo, moribundo, gasto e, pelo menos nesta série, condenado ao fracasso e à morte. Os directos de Terça Feira parecem autênticos velórios e a Teresa Guilherme transformou-se numa variação de Fernando Rocha mas sem a menor piada ou capacidade de provocar um sorriso que seja.
Há umas semanas atrás, numa das terças feiras, existia uma banca montada a aceitar inscrições para uma semana de férias na casa. A procura desenfriada de qualquer evento capaz de atrair um espectador que seja é triste e deprimente. Os concorrentes que saiem da casa transportam as ilusão da notariedade alcançada na primeira série. Que angústia vê-los a minutos de se aperceberem da tremenda ilusão.
Em situações semelhantes, a SIC denota alguma inteligência adicional, quando coloca as más apostas (entenda-se com pouca audiência) fora da grelha ou a horas de insónias nem que seja para ceder lugar à n-ésima reposição dos malucos do riso.
Que país este, em que a repetição de um episódio dos malucos do riso é o programa mais visto de televisão.
Vizinhos:
Hoje nas vizinhanças aparecem:
O Mundo Visto do Sofá
Olhos nos olhos
Este não está por perto, mas tem um irresistível ar de Danoninho.
Hoje nas vizinhanças aparecem:
O Mundo Visto do Sofá
Olhos nos olhos
Este não está por perto, mas tem um irresistível ar de Danoninho.
Que filme romântico representa a minha vida amorosa ?
Deu Casablanca

"You must remember this, a kiss is still a
kiss". Your romance is Casablanca. A
classic story of love in trying times, chock
full of both cynicism and hope. You obviously
believe in true love, but you're also
constantly aware of practicality and societal
expectations. That's not always fun, but at
least it's realistic. Try not to let the Nazis
get you down too much.
What Romance Movie Best Represents Your Love Life?
brought to you by Quizilla
"Play it again ... "
Deu Casablanca
"You must remember this, a kiss is still a
kiss". Your romance is Casablanca. A
classic story of love in trying times, chock
full of both cynicism and hope. You obviously
believe in true love, but you're also
constantly aware of practicality and societal
expectations. That's not always fun, but at
least it's realistic. Try not to let the Nazis
get you down too much.
What Romance Movie Best Represents Your Love Life?
brought to you by Quizilla
"Play it again ... "
terça-feira, dezembro 02, 2003
Dois para a frente, três para trás
A propósito da máquina do tempo de alguns artigos atrás, fui consultar o Vol II do guia galáctico do pendura para ver o que ele tem para nos dizer sobre o assunto:
"Um dos maiores problemas das viagens através do tempo não é o de nos podermos acidentalmente tornar-nos o nosso próprio pai ou mãe. O facto de isso acontecer não constitui dificuldade para qualquer família sem preconceitos e bem integrada. (...) O problema base é, muito simplesmente, de gramática, e a obra a consultar sobre este assunto chama-se Guia Prático das Mil e Umas Formas Verbais para o Viajante no Tempo, do Dr. Dan Guiador. O livro ensina-lhe, por exemplo, a descrever qualquer coisa que ia acontecer-lhe no passado, e que você evitou dando um salto de dois dias no futuro. "
"O Restaurante no Fim do Universo" de Douglas Adams
Isto dá que pensar, sobretudo por ter sido escrito astes do George Bush ser presidente dos EUA, não tendo sido, no entanto, o candidato mais votado. Segundo o que o livro indica Bush provavelmente não é o Presidente dos EUA. O tempo correcto do verbo ser a usar neste caso, é o futuro semicondicional modificado subinvertido do conjuntivo passado : Bush sereá sido o presidente dos EUA.
Digo eu, como nota do editor, que o melhor a fazer é não dizer nada ao senhor e deixá-lo convencido que é o tal de presidente eleito democraticamente. Parece que o pobre homem reage mal às pequenas contrariedades.
A propósito da máquina do tempo de alguns artigos atrás, fui consultar o Vol II do guia galáctico do pendura para ver o que ele tem para nos dizer sobre o assunto:
"Um dos maiores problemas das viagens através do tempo não é o de nos podermos acidentalmente tornar-nos o nosso próprio pai ou mãe. O facto de isso acontecer não constitui dificuldade para qualquer família sem preconceitos e bem integrada. (...) O problema base é, muito simplesmente, de gramática, e a obra a consultar sobre este assunto chama-se Guia Prático das Mil e Umas Formas Verbais para o Viajante no Tempo, do Dr. Dan Guiador. O livro ensina-lhe, por exemplo, a descrever qualquer coisa que ia acontecer-lhe no passado, e que você evitou dando um salto de dois dias no futuro. "
"O Restaurante no Fim do Universo" de Douglas Adams
Isto dá que pensar, sobretudo por ter sido escrito astes do George Bush ser presidente dos EUA, não tendo sido, no entanto, o candidato mais votado. Segundo o que o livro indica Bush provavelmente não é o Presidente dos EUA. O tempo correcto do verbo ser a usar neste caso, é o futuro semicondicional modificado subinvertido do conjuntivo passado : Bush sereá sido o presidente dos EUA.
Digo eu, como nota do editor, que o melhor a fazer é não dizer nada ao senhor e deixá-lo convencido que é o tal de presidente eleito democraticamente. Parece que o pobre homem reage mal às pequenas contrariedades.
Frio
caramba. O que hoje andou de frio por essas ruas, por essas vidas. Encolhem e escondem-se os rostos atrás de agasalhos. Passos sempre mais curtos apressados até ao conforto mais próximo. Chegar a casa é melhor do que o costume. Apetece-me um cigarro para aquecer e esquecer o frio de todo o dia. E o sono que não me largou? Acho mesmo que me vou enroscar e deixar-me levar até amanhã. Tomara que aqueça.
caramba. O que hoje andou de frio por essas ruas, por essas vidas. Encolhem e escondem-se os rostos atrás de agasalhos. Passos sempre mais curtos apressados até ao conforto mais próximo. Chegar a casa é melhor do que o costume. Apetece-me um cigarro para aquecer e esquecer o frio de todo o dia. E o sono que não me largou? Acho mesmo que me vou enroscar e deixar-me levar até amanhã. Tomara que aqueça.
segunda-feira, dezembro 01, 2003
Dia Mundial da Luta contra a SIDA
Ainda deixamos pessoas morrer sós. Ainda deixamos países morrerem aos poucos. Ainda achamos que só acontece aos outros.
Linka think.
Ainda deixamos pessoas morrer sós. Ainda deixamos países morrerem aos poucos. Ainda achamos que só acontece aos outros.
Linka think.
2004
Recebi a primeira agenda do ano que aí vem. Dezembro é o mês delas. Dezembro é o mês de tantas coisas, tudo em poucas dezenas de dias. As agendas portam-se como as máquina do tempo, dentro dos seus limites coitadas. Andamos umas páginas para a frente e outras tantas para trás, antevemos o que vai acontecer, revisitamos as que passaram. Nesta agenda não quero marcar reuniões, ou gastos, ou telefones, ou planos, ou projectos, ou listas de tarefas. Quero marcar os filmes que quero ver, as pessoas com quem quero estar, os abraços que quero dar, quero ter um capítulo de música, outro de sonhos, outro dos sorrisos das pessoas. Este ano só quero marcar compromissos com a vontade de sermos felizes.
Recebi a primeira agenda do ano que aí vem. Dezembro é o mês delas. Dezembro é o mês de tantas coisas, tudo em poucas dezenas de dias. As agendas portam-se como as máquina do tempo, dentro dos seus limites coitadas. Andamos umas páginas para a frente e outras tantas para trás, antevemos o que vai acontecer, revisitamos as que passaram. Nesta agenda não quero marcar reuniões, ou gastos, ou telefones, ou planos, ou projectos, ou listas de tarefas. Quero marcar os filmes que quero ver, as pessoas com quem quero estar, os abraços que quero dar, quero ter um capítulo de música, outro de sonhos, outro dos sorrisos das pessoas. Este ano só quero marcar compromissos com a vontade de sermos felizes.
domingo, novembro 30, 2003
sexta-feira, novembro 28, 2003
Curtíssimas
- PS ultrapassa PSD em queda livre - Lá em cima está o tiroliroliro, cá em baixo o tiroliroló.
- Abriu uma Grande Superfície por estas bandas - por mim faço lá todas as compras de Natal
- Recebi um Comment da Rita. Anunciaram-me que um dia ia ter direito a umas letrinhas da pensativa. Chegaram em elogio e souberam muito bem. Um destes dias retríbuo.
- Tenho um telemóvel novo com máquina fotográfica. Acho que vou, de vez em quando, ilustrar a Caixa de Costura.
- PS ultrapassa PSD em queda livre - Lá em cima está o tiroliroliro, cá em baixo o tiroliroló.
- Abriu uma Grande Superfície por estas bandas - por mim faço lá todas as compras de Natal
- Recebi um Comment da Rita. Anunciaram-me que um dia ia ter direito a umas letrinhas da pensativa. Chegaram em elogio e souberam muito bem. Um destes dias retríbuo.
- Tenho um telemóvel novo com máquina fotográfica. Acho que vou, de vez em quando, ilustrar a Caixa de Costura.
quinta-feira, novembro 27, 2003
Sofá
Sentou-se no sofá e deixou-se abraçar lentamente por ele até tornar imperceptível onde o corpo começa e o sofá acaba. As mãos embrulhavam a caneca de chá, calor de corpo e alma. Abriu o livro e entrou devagar, pé ante pé numa história de gente feliz. A música, sempre a música, compassava-lhe as frases lidas. O sorrir ténue alternado com maré cheia no olhar. Semáforos acesos sobre o que o livro conta, encruzilhadas de emoções, trânsito proibido ao real, sentido único para o sonho. Aproximei-me a medo para não a expulsar para o dia a dia. Sentei-me tão perto. Tomei-lhe o abraço e o corpo, deu-me uma boleia até à imaginação. No regresso apanhamos o primeiro beijo que por aqui passar.
Sentou-se no sofá e deixou-se abraçar lentamente por ele até tornar imperceptível onde o corpo começa e o sofá acaba. As mãos embrulhavam a caneca de chá, calor de corpo e alma. Abriu o livro e entrou devagar, pé ante pé numa história de gente feliz. A música, sempre a música, compassava-lhe as frases lidas. O sorrir ténue alternado com maré cheia no olhar. Semáforos acesos sobre o que o livro conta, encruzilhadas de emoções, trânsito proibido ao real, sentido único para o sonho. Aproximei-me a medo para não a expulsar para o dia a dia. Sentei-me tão perto. Tomei-lhe o abraço e o corpo, deu-me uma boleia até à imaginação. No regresso apanhamos o primeiro beijo que por aqui passar.
quarta-feira, novembro 26, 2003
Valência
Cidade eleita para a Taça da América. Confesso que até há uns tempos atrás nunca tinha ouvido falar deste evento. Ao que parece, além de marinheiros e veleiros, carrega consigo desenvolvimento, promoção, investimentos e postos de trabalho.
Faço votos que, apesar dos marinheiros e veleiros largarem amarras lá pelas Espanhas, a fértil imaginação dos nossos timoneiros, mantenha içadas as velas do desenvolvimento, investimentos e postos de trabalho. "Navegar é preciso" por estes lados, mesmo sem Taça América.
Nota: Existem outros instrumentos de navegação para lá da bussola do défice.
Cidade eleita para a Taça da América. Confesso que até há uns tempos atrás nunca tinha ouvido falar deste evento. Ao que parece, além de marinheiros e veleiros, carrega consigo desenvolvimento, promoção, investimentos e postos de trabalho.
Faço votos que, apesar dos marinheiros e veleiros largarem amarras lá pelas Espanhas, a fértil imaginação dos nossos timoneiros, mantenha içadas as velas do desenvolvimento, investimentos e postos de trabalho. "Navegar é preciso" por estes lados, mesmo sem Taça América.
Nota: Existem outros instrumentos de navegação para lá da bussola do défice.
terça-feira, novembro 25, 2003
Os mosqueteiros
deram por cumprida a sua missão. A árvore de Natal já está no local de eleição. Para agradecer a dica ao 100nada aqui ficam três poses da mesma árvore, criada por um dos mosqueteiros:


deram por cumprida a sua missão. A árvore de Natal já está no local de eleição. Para agradecer a dica ao 100nada aqui ficam três poses da mesma árvore, criada por um dos mosqueteiros:
Zap
Série interminável de publicidade. Oportunidade para percorrer uma escala de canais de televisão. No meio de tanto entulho, por vezes consegue-se um pouco de televisão. Numa série, num filme, numa conversa. No parapeito de um estúdio qualquer, conversas com adolescentes para quem ser mãe já não é a brincar. Um empurrão na meninice atira-as, quase perdidas, para a vida adulta. Falta-lhes compreensão, a doçura da gravidez vivida a dois, a emoção dos avós. Ao invés fazem quase sós o percurso lindo, feito dor. Há quem as ajude a estabelecer alguns dos equilíbrios, quem lhes dê as mãos e lhes devolva sorrisos ainda traquinas. Aprendem o amor o orgulho das mães, acreditam na felicidade e que da próxima vez vão ter direito a tudo o que as futuras mães têm direito. Festas e beijos na barriga, amor e um enorme sorriso.
“Espalhem a notícia do mistério, da delícia desse ventre ...”
Série interminável de publicidade. Oportunidade para percorrer uma escala de canais de televisão. No meio de tanto entulho, por vezes consegue-se um pouco de televisão. Numa série, num filme, numa conversa. No parapeito de um estúdio qualquer, conversas com adolescentes para quem ser mãe já não é a brincar. Um empurrão na meninice atira-as, quase perdidas, para a vida adulta. Falta-lhes compreensão, a doçura da gravidez vivida a dois, a emoção dos avós. Ao invés fazem quase sós o percurso lindo, feito dor. Há quem as ajude a estabelecer alguns dos equilíbrios, quem lhes dê as mãos e lhes devolva sorrisos ainda traquinas. Aprendem o amor o orgulho das mães, acreditam na felicidade e que da próxima vez vão ter direito a tudo o que as futuras mães têm direito. Festas e beijos na barriga, amor e um enorme sorriso.
“Espalhem a notícia do mistério, da delícia desse ventre ...”
segunda-feira, novembro 24, 2003
A um mês ...
... da véspera de Natal, deve estar na altura de mandar acender as luzes que a mãe espalhou pela cidade. O João, o Manel e eu somos os três mosqueteiros da raínha lá de casa. Por esta altura, costuma espalha magia por toda a cidade e sobra sempre uma mão cheia de encantos para uso doméstico.
Mosqueteiros. Esta é a hora da guarda real escalar a inacessível torre, que encerra a magia da quadra que se aproxima. Temos que voar em silêncio para não acordar o temível dragão Tectus Falsus Prestes a Desabarium. Só assim alcançaremos a poderosa fonte de energia Arvorium Natalias de Plasticum, essencial para os encantamentos da rainha.
Este post nada tem a ver com o recado deixado aqui ao acaso.
... da véspera de Natal, deve estar na altura de mandar acender as luzes que a mãe espalhou pela cidade. O João, o Manel e eu somos os três mosqueteiros da raínha lá de casa. Por esta altura, costuma espalha magia por toda a cidade e sobra sempre uma mão cheia de encantos para uso doméstico.
Mosqueteiros. Esta é a hora da guarda real escalar a inacessível torre, que encerra a magia da quadra que se aproxima. Temos que voar em silêncio para não acordar o temível dragão Tectus Falsus Prestes a Desabarium. Só assim alcançaremos a poderosa fonte de energia Arvorium Natalias de Plasticum, essencial para os encantamentos da rainha.
Este post nada tem a ver com o recado deixado aqui ao acaso.
domingo, novembro 23, 2003
Operação Triunfo
Na televisão, o Gonçalo vive o (meu) sonho antigo. Canta ao vivo com o Luis e com os seus músicos. No meu sonho os músicos, quase todos, eram diferentes e o Represas era um dos sete magníficos. Com o Manuel, o Artur, o José, o João, o Fernando e o José foram terra firme na linha do meu horizonte.
Na televisão, o Gonçalo vive o (meu) sonho antigo. Canta ao vivo com o Luis e com os seus músicos. No meu sonho os músicos, quase todos, eram diferentes e o Represas era um dos sete magníficos. Com o Manuel, o Artur, o José, o João, o Fernando e o José foram terra firme na linha do meu horizonte.
Estatísticas
Por cada vinte residentes em Portugal um é estrangeiro. Vêm, regra geral, à procura de melhores condições de vida e de emprego. A estória de tantos continua a ser feita de sonhos desfeitos e de vidas aos pedaços por colar. As angústias e tragédias vividas dia a dia por muitos deles dificilmente aparecem nas estatísticas.
Por cada vinte residentes em Portugal um é estrangeiro. Vêm, regra geral, à procura de melhores condições de vida e de emprego. A estória de tantos continua a ser feita de sonhos desfeitos e de vidas aos pedaços por colar. As angústias e tragédias vividas dia a dia por muitos deles dificilmente aparecem nas estatísticas.
sexta-feira, novembro 21, 2003
quinta-feira, novembro 20, 2003
511
As mudanças para a nova casa já foram há algum tempo. Para lá de um mês. Na secretária apareceu-me um livro chamado "Pequeno Livro de Instruções para a Vida - 511 sugestões, observações e advertências para viver uma vida feliz e compensadora". O que é que faz um livro destes por aqui ? Deve ser o resultado de um daqueles jantares de Natal em que se trocam prendas de valor pré-estabelecido entre amigos secretos. Folheio-o e não me parece que as 511 sugestões sejam suficientes para o objectivo a que se propõe:
Sugestão nº 112 Nunca discutas com agentes da polícia e trata-os por "Sr. Agente" - Com certeza "Sr. Livro"
Sugestão nº 226 Quando alguém te abraçar nunca sejas o primeiro a afastar-te. - Espero que não haja muita gente com este livro na cabeça ou um abraço corre o risco de tender para o infinito.
Sugestão nº 387 Usa sempre gravatas, sapatos e cintos que sejam caros, mas compra-os nos saldos. - Começo a desconfiar de algumas pessoas capazes de oferecer este livro.
Sugestão nº 418 Canta para os teus filhos. - Esta agora?!!! Já têm dias tão difíceis.
Sugestão nº 501 Quando negociares o teu salário, pensa no montante que desejas e pede 10% mais. - Se os sindicatos adoptam esta pérola de sabedoria vamos ter um inverno animado.
Mas afinal como é que isto veio parar cá a casa?
As mudanças para a nova casa já foram há algum tempo. Para lá de um mês. Na secretária apareceu-me um livro chamado "Pequeno Livro de Instruções para a Vida - 511 sugestões, observações e advertências para viver uma vida feliz e compensadora". O que é que faz um livro destes por aqui ? Deve ser o resultado de um daqueles jantares de Natal em que se trocam prendas de valor pré-estabelecido entre amigos secretos. Folheio-o e não me parece que as 511 sugestões sejam suficientes para o objectivo a que se propõe:
Sugestão nº 112 Nunca discutas com agentes da polícia e trata-os por "Sr. Agente" - Com certeza "Sr. Livro"
Sugestão nº 226 Quando alguém te abraçar nunca sejas o primeiro a afastar-te. - Espero que não haja muita gente com este livro na cabeça ou um abraço corre o risco de tender para o infinito.
Sugestão nº 387 Usa sempre gravatas, sapatos e cintos que sejam caros, mas compra-os nos saldos. - Começo a desconfiar de algumas pessoas capazes de oferecer este livro.
Sugestão nº 418 Canta para os teus filhos. - Esta agora?!!! Já têm dias tão difíceis.
Sugestão nº 501 Quando negociares o teu salário, pensa no montante que desejas e pede 10% mais. - Se os sindicatos adoptam esta pérola de sabedoria vamos ter um inverno animado.
Mas afinal como é que isto veio parar cá a casa?
Cinema Just For The Jazz
Perdemos, descaradamente de propósito, o concerto de Jazz e fizemos o óbvio percurso para a sala de cinema. Um filme só pelo puro prazer do entretenimento, lamechas para nos espevitar os superficiais risos e nós na garganta. Sabe tão bem ir ao cinema Just for the Jazz.
O amor acontece inevitavelmente entre homens e mulheres apaixonados, entre irmãos, entre amigos, entre estranhos, entre linhas, entre nós. A ideia é tranquilizadora. O amor predomina sobre o ódio e para isso basta consultar as chegadas de um qualquer aeroporto, ou os registos das chamadas feitas a partir dos aviões do ataque ao World Trade Center.
Preocupante a imagem que passa dos portugueses e de Portugal. Décadas de esforço de todos nós, para alterar o preconceito Fátima, Futebol e Fado, destruídos em 10 minutos de filme. Não adianta ter a Teresa Patrício Gouveia nos negócios estrangeiros, pelo que vi no filme a mulher portuguesa de meia idade será sempre, se não igual, muito parecida à camarada Odete Santos se rechonchuda ou à Manuela Ferreira Leite se subnutrida. Segundo o filme, os homens em Portugal beijam na boca. Que susto ! Resta-me um consolo. A Maria João casou com um inglês neste último verão. Se o casamento fosse depois da estreia deste filme, o estupor do bife que à saída, me prespegou um beijo na cara, ia de certezinha beijar-me na boca. Argggghhhhhh.
Perdemos, descaradamente de propósito, o concerto de Jazz e fizemos o óbvio percurso para a sala de cinema. Um filme só pelo puro prazer do entretenimento, lamechas para nos espevitar os superficiais risos e nós na garganta. Sabe tão bem ir ao cinema Just for the Jazz.
O amor acontece inevitavelmente entre homens e mulheres apaixonados, entre irmãos, entre amigos, entre estranhos, entre linhas, entre nós. A ideia é tranquilizadora. O amor predomina sobre o ódio e para isso basta consultar as chegadas de um qualquer aeroporto, ou os registos das chamadas feitas a partir dos aviões do ataque ao World Trade Center.
Preocupante a imagem que passa dos portugueses e de Portugal. Décadas de esforço de todos nós, para alterar o preconceito Fátima, Futebol e Fado, destruídos em 10 minutos de filme. Não adianta ter a Teresa Patrício Gouveia nos negócios estrangeiros, pelo que vi no filme a mulher portuguesa de meia idade será sempre, se não igual, muito parecida à camarada Odete Santos se rechonchuda ou à Manuela Ferreira Leite se subnutrida. Segundo o filme, os homens em Portugal beijam na boca. Que susto ! Resta-me um consolo. A Maria João casou com um inglês neste último verão. Se o casamento fosse depois da estreia deste filme, o estupor do bife que à saída, me prespegou um beijo na cara, ia de certezinha beijar-me na boca. Argggghhhhhh.
quarta-feira, novembro 19, 2003
Insónia
Hoje de madrugada o meu filho chamou-me. Quando começou a falar, tentei ensinar-lhe que a mãe se chamava mãe e o pai se chamava Ana. Assim quando precisasse de alguém durante a noite, nunca me calharia a mim.
- PAAAAAAIIIIIIII
Deve-se ter esquecido dos ensinamentos. O pesadelo de hoje envolvia picadas de abelhas e a vontade envolvia dormir entre o pai e a mãe. Lá o pousei mais ou menos a meio da cama. Estava lá o mais novo que deve ter chamado pela mãe, sem que eu desse por isso. Refilou claro está. Refilaram os dois na disputa do espeço e passados uns minutos dormiam como anjos. Eu não consegui adormecer.
Fui até à cozinha beber um leite e fumar um cigarro. As tartarugas devem andar com um problema de intestinos.
Deitei-me na cama de um deles, e no silêncio da casa descobri que um dos vizinhos tem um relógio que dá as horas e as meias horas. Demorei tanto a adormecer. Ainda hei-de sentir falta do tempo que perdi.
Hoje de madrugada o meu filho chamou-me. Quando começou a falar, tentei ensinar-lhe que a mãe se chamava mãe e o pai se chamava Ana. Assim quando precisasse de alguém durante a noite, nunca me calharia a mim.
- PAAAAAAIIIIIIII
Deve-se ter esquecido dos ensinamentos. O pesadelo de hoje envolvia picadas de abelhas e a vontade envolvia dormir entre o pai e a mãe. Lá o pousei mais ou menos a meio da cama. Estava lá o mais novo que deve ter chamado pela mãe, sem que eu desse por isso. Refilou claro está. Refilaram os dois na disputa do espeço e passados uns minutos dormiam como anjos. Eu não consegui adormecer.
Fui até à cozinha beber um leite e fumar um cigarro. As tartarugas devem andar com um problema de intestinos.
Deitei-me na cama de um deles, e no silêncio da casa descobri que um dos vizinhos tem um relógio que dá as horas e as meias horas. Demorei tanto a adormecer. Ainda hei-de sentir falta do tempo que perdi.
Errata
Não foi a ver a página do público que me deparei com as imagens que publiquei no post de ontem. Foi a ver a página da TSF. O seu a seu dono. O lapso foi meu, o reparo pertinente foi da Marina a quem agradeço.
Vou editar e corrigir o próprio post.
Não foi a ver a página do público que me deparei com as imagens que publiquei no post de ontem. Foi a ver a página da TSF. O seu a seu dono. O lapso foi meu, o reparo pertinente foi da Marina a quem agradeço.
Vou editar e corrigir o próprio post.
terça-feira, novembro 18, 2003
As coisas que me passam pela cabeça
Ao ver a página da TSF , apercebi-me que este homem, que respeito e que admiro pela defesa das suas convicções e inteligência
esteve, pelo menos, 15 anos sem conhecer este rato, por quem nutro alguma simpatia
.
Ao ver a página da TSF , apercebi-me que este homem, que respeito e que admiro pela defesa das suas convicções e inteligência
esteve, pelo menos, 15 anos sem conhecer este rato, por quem nutro alguma simpatia
Se eu fizesse parte de um filme,
era do...

Lion King!
What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla
Não resisti a fazer o teste, afinidades com o cinema. Se lá por casa me descobrem, tentam enfiar-me dento do video.
era do...
Lion King!
What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla
Não resisti a fazer o teste, afinidades com o cinema. Se lá por casa me descobrem, tentam enfiar-me dento do video.
segunda-feira, novembro 17, 2003
Olhar em volta
Entre a serra e o mar agitado, depois de Colares, ao virar para a praia que é grande, encontra-se a casa, o ribeiro e a velha ponte. Na casa, o início das escada, anuncia a chegada ao mundo da minha infância. É lá que a Graça Pinto Basto mostra os seus quadros, e a sala no fim das escadas, além das linhas e das cores, expõe as minhas memórias.
Até aos meus 6 anos, a Graça sempre foi para mim, a polícia sinaleira que ri. No quintal lá de casa ocupava o redondel e dirigia o trânsito por aquelas bandas. A minha irmã de bicicleta, e eu de carrinho de pedais. Nunca chocámos. Graças à perícia da polícia Graça (gosto do som desta frase).
Uns anos mais tarde, ia com os meus pais visitá-los a uma pequena casa em Campolide. É daí que vêm as memórias do estirador no fim do corredor, e de todas as tintas e pincéis ao dispor da nossa imaginação. Por uma noite eu e a Maria éramos pintores. A casa de Campolide era engraçada e tinha encanto. Tanto mais que um cavalo nas traseiras vinha comer à nossa mão. O jantar, muitas vezes era fondue e isso era genericamente considerado muito bom.
Na sala, lá estão as memórias. A polícia sinaleira que ri e os pincéis de Campolide. A polícia sinaleira recebe-nos e entrega-nos um guião feito postal. Palavras doces para reconcilio de traços e cores em telas. Palavras que “com as cores se confundem tal e qual o camaleão”. Muitas Dulcineias para um só D. Quixote. Revelam-nos segredos que imaginei contados, paixões, cenas criadas, cumplicidades com as cores. Revelam-nos livros. O que eu gosto do cheiro dos livros. Prendeu-se a Ana à senhora do romance. Tenho a impressão que a hei-de ver mais vezes. Eu ficava com o segredo e guardava-o para sempre.
Entre a serra e o mar agitado, depois de Colares, ao virar para a praia que é grande, encontra-se a casa, o ribeiro e a velha ponte. Na casa, o início das escada, anuncia a chegada ao mundo da minha infância. É lá que a Graça Pinto Basto mostra os seus quadros, e a sala no fim das escadas, além das linhas e das cores, expõe as minhas memórias.
Até aos meus 6 anos, a Graça sempre foi para mim, a polícia sinaleira que ri. No quintal lá de casa ocupava o redondel e dirigia o trânsito por aquelas bandas. A minha irmã de bicicleta, e eu de carrinho de pedais. Nunca chocámos. Graças à perícia da polícia Graça (gosto do som desta frase).
Uns anos mais tarde, ia com os meus pais visitá-los a uma pequena casa em Campolide. É daí que vêm as memórias do estirador no fim do corredor, e de todas as tintas e pincéis ao dispor da nossa imaginação. Por uma noite eu e a Maria éramos pintores. A casa de Campolide era engraçada e tinha encanto. Tanto mais que um cavalo nas traseiras vinha comer à nossa mão. O jantar, muitas vezes era fondue e isso era genericamente considerado muito bom.
Na sala, lá estão as memórias. A polícia sinaleira que ri e os pincéis de Campolide. A polícia sinaleira recebe-nos e entrega-nos um guião feito postal. Palavras doces para reconcilio de traços e cores em telas. Palavras que “com as cores se confundem tal e qual o camaleão”. Muitas Dulcineias para um só D. Quixote. Revelam-nos segredos que imaginei contados, paixões, cenas criadas, cumplicidades com as cores. Revelam-nos livros. O que eu gosto do cheiro dos livros. Prendeu-se a Ana à senhora do romance. Tenho a impressão que a hei-de ver mais vezes. Eu ficava com o segredo e guardava-o para sempre.
sábado, novembro 15, 2003
sexta-feira, novembro 14, 2003
Retornos
O bom do blog trouxe-me, na volta do correio, a mensagem de uma velha amiga. Com ela veio a imagem da própria felicidade. Pequenos tesouros que a fazem feliz. A Maria Ana está adolescente, tem um cão a sério para brincar, e um jardim. A caixa agora já não é geral dos depósitos, antes de costura. Os amigos cirili e tóló têm sempre espaço por aqui.
O bom do blog trouxe-me, na volta do correio, a mensagem de uma velha amiga. Com ela veio a imagem da própria felicidade. Pequenos tesouros que a fazem feliz. A Maria Ana está adolescente, tem um cão a sério para brincar, e um jardim. A caixa agora já não é geral dos depósitos, antes de costura. Os amigos cirili e tóló têm sempre espaço por aqui.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Chegou há dias um mail da Adriana. Esta mania de nos apegarmos uns aos outros só nos traz chatices. Tenho tantas saudades vossas. Nem me lembro bem da cara do Leo. O Rock-in-Rio vai ser em Lisboa. Apanhem boleia numa canção e venham até cá. O Euro 2004 também. Tenho bilhetes Follow My Team – Portugal para o Ivan.
O Benfica? É para o ano que vem, claro.
Chegou há dias um mail da Adriana. Esta mania de nos apegarmos uns aos outros só nos traz chatices. Tenho tantas saudades vossas. Nem me lembro bem da cara do Leo. O Rock-in-Rio vai ser em Lisboa. Apanhem boleia numa canção e venham até cá. O Euro 2004 também. Tenho bilhetes Follow My Team – Portugal para o Ivan.
O Benfica? É para o ano que vem, claro.
Os bey-blade ......
são peões nas mãos de crianças. Vêm desmontados e o primeiro desafio que nos colocam passa por juntar 6 a 8 peças até obter algo semelhante à figura. Vêm com uma corda dentada e um lançador. A maioria gira no sentido dos ponteiros do relógio, embora haja os que giram no sentido inverso. Neste último caso, o mecanismo que lhes dá vida é mais complexo. Distinguem-se ainda uns dos outros pela aparência, agressividade e capacidade de lidar com a agressividade alheia. Arrasam os rodapés das casas.
são peões nas mãos de crianças. Vêm desmontados e o primeiro desafio que nos colocam passa por juntar 6 a 8 peças até obter algo semelhante à figura. Vêm com uma corda dentada e um lançador. A maioria gira no sentido dos ponteiros do relógio, embora haja os que giram no sentido inverso. Neste último caso, o mecanismo que lhes dá vida é mais complexo. Distinguem-se ainda uns dos outros pela aparência, agressividade e capacidade de lidar com a agressividade alheia. Arrasam os rodapés das casas.
terça-feira, novembro 11, 2003
Cores
Desconfio que a palete a que o canto do sofá se refere é sobre a minha casa nova. Não sei, é uma espécie de pressentimento. Há alguns dias que o tema das cores é abordado de forma muito subtil nas conversas de casal. Frases como:
- O João adorou ter o Gui cá em casa.
têm respostas como
- Gostou muito, têm muito espaço para brincar. O quarto está muito alegre e colorido. É pena, o nosso quarto e o escritório estarem tão sóbrios.
Parece-me ouvir entre dentes
- Um framboesa era capaz de ficar bem catita.
- Diz amor.
- Não disse nada, andas a ouvir coisas.
Quando se juntam as três, a coisa tende a piorar. Devem recordar as recepções na embaixada de Espanha. A sala verde, a sala azul, a sala amarela, a bebida, as batatas fritas, a bebida, o pata negra, a bebida e as caixas de chocolate. O sermão do Garimpo aos Peixes. A bebida.
Ora com casas mais modestas o melhor é fazer a sala verde, a sala azul e a sala amarela tudo na mesma sala. E quem diz verde, diz verde mar caraíbas, e o azul amaciador confort também é lindo, e o rosa José Castello Branco, o laranja cherne, o anil cabelo de professora primária. Temo chegar demasiado tarde. Hoje nem quis saber a que horas é que eu chego. O que vale é que, ao que parece, a vítima vai ser o escritório. Sempre fico com o refúgio do quarto, que está em branco marfim, imaculado e lindo.
Desconfio que a palete a que o canto do sofá se refere é sobre a minha casa nova. Não sei, é uma espécie de pressentimento. Há alguns dias que o tema das cores é abordado de forma muito subtil nas conversas de casal. Frases como:
- O João adorou ter o Gui cá em casa.
têm respostas como
- Gostou muito, têm muito espaço para brincar. O quarto está muito alegre e colorido. É pena, o nosso quarto e o escritório estarem tão sóbrios.
Parece-me ouvir entre dentes
- Um framboesa era capaz de ficar bem catita.
- Diz amor.
- Não disse nada, andas a ouvir coisas.
Quando se juntam as três, a coisa tende a piorar. Devem recordar as recepções na embaixada de Espanha. A sala verde, a sala azul, a sala amarela, a bebida, as batatas fritas, a bebida, o pata negra, a bebida e as caixas de chocolate. O sermão do Garimpo aos Peixes. A bebida.
Ora com casas mais modestas o melhor é fazer a sala verde, a sala azul e a sala amarela tudo na mesma sala. E quem diz verde, diz verde mar caraíbas, e o azul amaciador confort também é lindo, e o rosa José Castello Branco, o laranja cherne, o anil cabelo de professora primária. Temo chegar demasiado tarde. Hoje nem quis saber a que horas é que eu chego. O que vale é que, ao que parece, a vítima vai ser o escritório. Sempre fico com o refúgio do quarto, que está em branco marfim, imaculado e lindo.
Errar é divino.
(para o Ivan)
"Logo quem me julgava morta,
me esquecendo a qualquer custo,
vai morrer de medo e susto,
quando abrir a porta"
"Quando o espectáculo terminou, o público do Canecão, no Rio de Janeiro, ficou alguns segundos em silêncio profundo. Algumas pessoas enxugavam as lágrimas, outras pareciam aturdidas. Tinham acabado de viver uma experiência curiosa: durante o «show» de mais de duas horas, ficaram com a impressão de que, vinte anos depois da morte, a sua cantora preferida voltara ao palco da casa de espectáculos que a consagrara. Por obra da genética, a ilusão fora criada por Maria Rita Mariano, filha de Elis Regina. (...)"Texto de Iza de Salles Freaza no Expresso.
Ouvi o disco. Sobre ela, tenho a certeza. Deus percebeu que se tinha precipitado há 20 anos atrás, a Maria Rita é a divina forma de ocupar o tremendo vazio criado.
(para o Ivan)
"Logo quem me julgava morta,
me esquecendo a qualquer custo,
vai morrer de medo e susto,
quando abrir a porta"
"Quando o espectáculo terminou, o público do Canecão, no Rio de Janeiro, ficou alguns segundos em silêncio profundo. Algumas pessoas enxugavam as lágrimas, outras pareciam aturdidas. Tinham acabado de viver uma experiência curiosa: durante o «show» de mais de duas horas, ficaram com a impressão de que, vinte anos depois da morte, a sua cantora preferida voltara ao palco da casa de espectáculos que a consagrara. Por obra da genética, a ilusão fora criada por Maria Rita Mariano, filha de Elis Regina. (...)"Texto de Iza de Salles Freaza no Expresso.
Ouvi o disco. Sobre ela, tenho a certeza. Deus percebeu que se tinha precipitado há 20 anos atrás, a Maria Rita é a divina forma de ocupar o tremendo vazio criado.
Regresso
... do Brasil. Como quem traça o Outono com uma semana de Verão, ao jeito de "Pedimos desculpa por esta interrupção, os dias de chuva e frio seguem dentro de momentos". Trouxe um pedaço de jet lag, um tom de pele desfasado, e uma felicidade sem enquadramento legal nos dias que correm. Na mala de viagem trouxe-me uma encomenda. O disco da Maria Rita. Vou ouvir, acho que hei-de escrever sobre ela.
... do Brasil. Como quem traça o Outono com uma semana de Verão, ao jeito de "Pedimos desculpa por esta interrupção, os dias de chuva e frio seguem dentro de momentos". Trouxe um pedaço de jet lag, um tom de pele desfasado, e uma felicidade sem enquadramento legal nos dias que correm. Na mala de viagem trouxe-me uma encomenda. O disco da Maria Rita. Vou ouvir, acho que hei-de escrever sobre ela.
segunda-feira, novembro 10, 2003
O seu médico ou farmacêutico podem ajudá-la a deixar de Blogar ???
Esta pergunta é para a autora do 100nada que anda descompensada com o problema da conciliação da vida pessoal e profissional com a vida de blogger. A menina já deu à luz e sabe que aquela centena e picos de dias são essenciais para a conciliação uma nova estrela com a vida. Ora a vida não é número primo, divisível apenas por si próprio e pela unidade. A vida é divisível por todas as estrelas. Bloggar não é um vicío como os cigarros, é um equilíbrio e mantém-nos tão mais atentos aos detalhes. Arranje uma cresce para o 100nada, entrego-o durante o dia aos cuidados dos avós, arranje-lhe uma ama, telefpone para a Segurança Social a pedir apoio, mas por tudo o que é sagradinho não o abandone à porta de uma qualquer instituição. Dê-lhe atenção, mas não lhe dê toda a atenção. Ponha-o de castigo de vez em quando mas mime-o. Mime-o menina. Arranje uma disciplina, escreva 100 palavras por dia, ou mil. Discipline-se. Mas à séria.
Um dia cheguei a casa dos meus pais e estava uma caixa de chocolates na última prateleira da estante dos livros. Mal escondida, quase a cair por ali a baixo. No chão, estava um escadote suficientemente alto para tornar acessível a tentação dos chocolates. Perguntei à minha mãe o que era aquilo. Respondeu-me, escondendo as pratas dos chocolates, que tinha resolvido pôr ali a caixa para resistir à tentação de os comer. Nem perguntei para que era o escadote. Menina do 100 nada, tire o escadote quando é para tirar e vá aos chocolates quando é para ir.
Esta pergunta é para a autora do 100nada que anda descompensada com o problema da conciliação da vida pessoal e profissional com a vida de blogger. A menina já deu à luz e sabe que aquela centena e picos de dias são essenciais para a conciliação uma nova estrela com a vida. Ora a vida não é número primo, divisível apenas por si próprio e pela unidade. A vida é divisível por todas as estrelas. Bloggar não é um vicío como os cigarros, é um equilíbrio e mantém-nos tão mais atentos aos detalhes. Arranje uma cresce para o 100nada, entrego-o durante o dia aos cuidados dos avós, arranje-lhe uma ama, telefpone para a Segurança Social a pedir apoio, mas por tudo o que é sagradinho não o abandone à porta de uma qualquer instituição. Dê-lhe atenção, mas não lhe dê toda a atenção. Ponha-o de castigo de vez em quando mas mime-o. Mime-o menina. Arranje uma disciplina, escreva 100 palavras por dia, ou mil. Discipline-se. Mas à séria.
Um dia cheguei a casa dos meus pais e estava uma caixa de chocolates na última prateleira da estante dos livros. Mal escondida, quase a cair por ali a baixo. No chão, estava um escadote suficientemente alto para tornar acessível a tentação dos chocolates. Perguntei à minha mãe o que era aquilo. Respondeu-me, escondendo as pratas dos chocolates, que tinha resolvido pôr ali a caixa para resistir à tentação de os comer. Nem perguntei para que era o escadote. Menina do 100 nada, tire o escadote quando é para tirar e vá aos chocolates quando é para ir.
... Sábado e depois Domingo ...
com sabor de fim de semana, almoços tardios perto da praia, paredes meias com as dunas, com a família, com amigos. Saborear o tempo todo. Cozinhar sem pressas temperos e temperamentos saborosos, crianças sempre crianças, sobretudo felizes e cheias de risos cúmplices, adormecer de cansaço sem pensar em nada. Não saber se acordo com a chuva, se com um beijo de amor, se com um pedido para brincar. Apenas acordo e percorro o Domingo sem contar os minutos todos em sentido contrário ao da vontade. Trapézios do Jorge Palma na televisão, para agarrar seguro o balanço da semana. Duplo salto mortal com uma ou duas piruetas ou as que me der na real telha.
com sabor de fim de semana, almoços tardios perto da praia, paredes meias com as dunas, com a família, com amigos. Saborear o tempo todo. Cozinhar sem pressas temperos e temperamentos saborosos, crianças sempre crianças, sobretudo felizes e cheias de risos cúmplices, adormecer de cansaço sem pensar em nada. Não saber se acordo com a chuva, se com um beijo de amor, se com um pedido para brincar. Apenas acordo e percorro o Domingo sem contar os minutos todos em sentido contrário ao da vontade. Trapézios do Jorge Palma na televisão, para agarrar seguro o balanço da semana. Duplo salto mortal com uma ou duas piruetas ou as que me der na real telha.
sexta-feira, novembro 07, 2003
Fim de Semana
Agitados os últimos dias, com tanta coisa a rodear-me. Nestes dias, mais do que sentir tudo à minha volta, senti-me na órbitra de todos os afazeres. Estou tonto e torto num espaço qualquer. Vou alinhar a direcção e apanhar uma boleia para a galáxia. Um destes dias falamos sobre o guia (galáctico do pendura pois então).
So long and thanks for all the fish.
Agitados os últimos dias, com tanta coisa a rodear-me. Nestes dias, mais do que sentir tudo à minha volta, senti-me na órbitra de todos os afazeres. Estou tonto e torto num espaço qualquer. Vou alinhar a direcção e apanhar uma boleia para a galáxia. Um destes dias falamos sobre o guia (galáctico do pendura pois então).
So long and thanks for all the fish.
Viver é melhor que sonhar ...
De repente, não mais que de repente, o almoço foi iluminado pela música dela. Transversal do tempo, perpendicular à alma, de quem acha que "o amor é ausência de engarrafamento". Fazias-me ficar por ali tanto tempo.
De repente, não mais que de repente, o almoço foi iluminado pela música dela. Transversal do tempo, perpendicular à alma, de quem acha que "o amor é ausência de engarrafamento". Fazias-me ficar por ali tanto tempo.
quinta-feira, novembro 06, 2003
Blognited Colors of 100nada
Eis que o absolutamente vazio se trasnformou nisto.
Esquivo-me a comentar, mas conheço casas assim.
Eis que o absolutamente vazio se trasnformou nisto.
Esquivo-me a comentar, mas conheço casas assim.
Ninja
No meio de brinquedos, roupas, jogos e livros novos eis que surge uma tartaruga com um aquário ridículo em forma de bidé, um ilhéu e uma palmeira de plástico espetada. Fui ver um site sobre este tipo de animais e descubro que comem camarões, vegetais, carne picada, que podem engasgar-se com tudo e mais alguma coisa, e ainda corremos o risco de sofrerem do stress da viagem e da loja. Stress vai ter a bicha cá em casa, a aturar a Dona Fernanda todas as manhãs. Ainda assim o João gostou muito e o Manel entusiasmou-se. Quando ponho ameijoas a depurar, o Manel também se entusiasma. Um destes Domingos, tartarura à Bolhão Pato.
No meio de brinquedos, roupas, jogos e livros novos eis que surge uma tartaruga com um aquário ridículo em forma de bidé, um ilhéu e uma palmeira de plástico espetada. Fui ver um site sobre este tipo de animais e descubro que comem camarões, vegetais, carne picada, que podem engasgar-se com tudo e mais alguma coisa, e ainda corremos o risco de sofrerem do stress da viagem e da loja. Stress vai ter a bicha cá em casa, a aturar a Dona Fernanda todas as manhãs. Ainda assim o João gostou muito e o Manel entusiasmou-se. Quando ponho ameijoas a depurar, o Manel também se entusiasma. Um destes Domingos, tartarura à Bolhão Pato.
quarta-feira, novembro 05, 2003
Curtas
Os nomes dos peixes que fugiram eram "Batatinha" e "Companhia". Acho que o primeiro a sair de casa foi mesmo o "Companhia".
O Gui escreveu-te a dar-te os parabéns e diz que são os melhores amigos. Desconfio que é bem verdade.
Não sei o que se passou, talvez entusiasmo do aniversário. Hoje a meio da noite quando a mãe se levantou, estavas a dormir no chão, encostadinho à parede. Fazes ideia do preço da cama em que supostamente deves dormir?
Os nomes dos peixes que fugiram eram "Batatinha" e "Companhia". Acho que o primeiro a sair de casa foi mesmo o "Companhia".
O Gui escreveu-te a dar-te os parabéns e diz que são os melhores amigos. Desconfio que é bem verdade.
Não sei o que se passou, talvez entusiasmo do aniversário. Hoje a meio da noite quando a mãe se levantou, estavas a dormir no chão, encostadinho à parede. Fazes ideia do preço da cama em que supostamente deves dormir?
terça-feira, novembro 04, 2003
João Maria
Agora já esticas todos os dedos de uma mão para dizer a tua idade. Ensinas-me sempre o orgulho de pai, o amor incondicional, surpreendes-me todos os dias com um sorriso feliz , abraços e beijos quando chego a casa. Hoje tinhas cambalhotas para a frente para me mostrar. Ainda acreditas em tudo o que dizemos. Acreditas que o peixe encarnado do aquário fugiu e que o laranjinha foi atrás dele, acreditas que existem elefantes e cobras voadoras em São Martinho, e apesar de tantos perigos vais à caça deles, acreditas que a Mãe manda pôr todas as luzes de Natal e que o Pai as manda acender (ainda faltam uns dias, já te disse), acreditas que as prendas abertas antes de tenpo se transformam todas em batatas, acreditas que se pode ser do Sporting e do Benfica ao mesmo tempo, acreditas que o Manel quando nasceu trouxe a biciclete encarnada da barriga da mãe (por isso era tão grande), acreditas que és o Homem Aranha, o Rei Leão, o Capitão Hook, o Power Ranger encarnado, e um Digimon que eu não sei o nome. Para mim és todos os heróis do mundo. Parabéns meu amor.
Agora já esticas todos os dedos de uma mão para dizer a tua idade. Ensinas-me sempre o orgulho de pai, o amor incondicional, surpreendes-me todos os dias com um sorriso feliz , abraços e beijos quando chego a casa. Hoje tinhas cambalhotas para a frente para me mostrar. Ainda acreditas em tudo o que dizemos. Acreditas que o peixe encarnado do aquário fugiu e que o laranjinha foi atrás dele, acreditas que existem elefantes e cobras voadoras em São Martinho, e apesar de tantos perigos vais à caça deles, acreditas que a Mãe manda pôr todas as luzes de Natal e que o Pai as manda acender (ainda faltam uns dias, já te disse), acreditas que as prendas abertas antes de tenpo se transformam todas em batatas, acreditas que se pode ser do Sporting e do Benfica ao mesmo tempo, acreditas que o Manel quando nasceu trouxe a biciclete encarnada da barriga da mãe (por isso era tão grande), acreditas que és o Homem Aranha, o Rei Leão, o Capitão Hook, o Power Ranger encarnado, e um Digimon que eu não sei o nome. Para mim és todos os heróis do mundo. Parabéns meu amor.
Hoje ...
... devo ter clonado no rosto a cara de imbecil que me olhou no espelho pela manhã. Várias pessoas perguntam-me que raio de trombas são estas.
Pode haver um fundo de razão nestes comentários.
1. O shampô hoje era diferente do costume
2. O Benfica perdeu no Domingo e começo a acreditar que realmente aconteceu
3. Marcação cerrada pela noite fora sobre a respiração do Manel que fazia aflição
Urge tomar atitudes. Regressar ao shampô de ontem, acreditar que para o ano é que é, assim como assim, há nove anos que o faço. Acrescentar umas gotas aos aerossóis do Manel.
... devo ter clonado no rosto a cara de imbecil que me olhou no espelho pela manhã. Várias pessoas perguntam-me que raio de trombas são estas.
Pode haver um fundo de razão nestes comentários.
1. O shampô hoje era diferente do costume
2. O Benfica perdeu no Domingo e começo a acreditar que realmente aconteceu
3. Marcação cerrada pela noite fora sobre a respiração do Manel que fazia aflição
Urge tomar atitudes. Regressar ao shampô de ontem, acreditar que para o ano é que é, assim como assim, há nove anos que o faço. Acrescentar umas gotas aos aerossóis do Manel.
segunda-feira, novembro 03, 2003
Brisa
... muito leve vinda de um coração com pinceladas aqui e ali. Diz-se por lá, que a Caixa é um blog doce. Ás tantas !!! Vejo muitas pinceladas e lembro-me da Eva que está sempre em casa, a aconchegar uma sala como quem dá as boas vindas. A minha Eva tem um gato ao colo - O Jacinto, o único que posso ter por casa, à conta das alergias. Já lhe pedi que um dia me pintasse um cavalo.
... muito leve vinda de um coração com pinceladas aqui e ali. Diz-se por lá, que a Caixa é um blog doce. Ás tantas !!! Vejo muitas pinceladas e lembro-me da Eva que está sempre em casa, a aconchegar uma sala como quem dá as boas vindas. A minha Eva tem um gato ao colo - O Jacinto, o único que posso ter por casa, à conta das alergias. Já lhe pedi que um dia me pintasse um cavalo.
A contas ...
... com um fim de semana mal dormido.
Os pingos estão na mesa de cabeceira ao teu lado, o desentupidor nasal (conceito nada interessante) também, a boca está mesmo por baixo do teu nariz. Meu filho, quando não conseguires respirar pelo nariz, tenta uma destas soluções antes de desatares aos berros pelos pais.
Obrigadinho
... com um fim de semana mal dormido.
Os pingos estão na mesa de cabeceira ao teu lado, o desentupidor nasal (conceito nada interessante) também, a boca está mesmo por baixo do teu nariz. Meu filho, quando não conseguires respirar pelo nariz, tenta uma destas soluções antes de desatares aos berros pelos pais.
Obrigadinho
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