Sobre os incêndios pouco terei a acrescentar, tamanha a proliferação
de especialistas na matéria que surgem após cada catástrofe. Pudessem nascer árvores
à razão a que nascem entendidos em responsabilidades políticas, em ordenamento
florestal, em prevenção e em combate aos incêndios. Pudessem crescer essas árvores
à velocidade a que cresce o aproveitamento político da tragédia. Depois deste
verão e outono, urgia convocar a chuva, a política competentes e a honestidade
política. A chuva foi, evidentemente, a primeira a aparecer.
sexta-feira, outubro 20, 2017
terça-feira, outubro 03, 2017
Vamos a votos
O bochechas votou
E lá foi ele. Sem os pais, mas não sozinho. Bem o tentei convencer apelando ao coração, que quando ele era pequeno o levava comigo para a mesa de voto e que até o deixei votar no boletim das sondagens à boca da urna. Nada feito. “Vou com amigos”. O bochechas foi votar e ainda por cima sozinho. Sozinho no sentido de acompanhado, mas sem ser pelos pais. Só faltou dizer “mais vale só que mal-acompanhado”. O incauto deve ter feito asneira, deve ter votado mal, ou branco, ai Meu Deus ou pior ainda, será que votou nulo? N
ulo_que_coisa_horrível_malcriadão_a_desenhar_vergonhas_no_boletim, ou pior ainda, terá votado à direita? Deus me perdoe, antes um zé bastos com um testículo no PCTP MRPP e o outro no PAM, que um voto à direita. Parece impossível. Inconsciente que lhe tentei explicar tudo, os três boletins, cada um de sua cor, os órgãos para os quais ia votar e as competências de cada órgão. Confesso que tive dificuldade em explicar-lhe as propostas de cada força para a cidade e para a freguesia. Mas também, bolas, ele havia de as saber procurar. Enfim votou, no Filipa de Lencastre. Por falar em Filipa de Lencastre, estranhei que o movimento “Chega de Moradas Falsas” do agrupamento escolar não tenha marcado qualquer ação de protesto durante o dia das eleições. É que deve haver muita gente com morada falsa só para poder votar no Filipa. Pareceu-me uma oportunidade perdida para o movimento se fazer ouvir e para acrescentar mais uns quantos nomes à queixa crime entregue ao DIAP. Eu, pessoalmente, até acho que o critério da proximidade deve ser considerado para colocar alunos numa escola. Por outro lado, não sei se prefiro que os meus filhos tenham como colegas uns miúdos que moram um bocado mais longe e que têm uns pais xicos-espertos com imaginação para mudar a morada ou arranjar um encarregado de educação residente no bairro, ou se, por outro lado,
prefiro que eles tenham como colegas os filhos de uns pais meio assanhados com a xica-espertice dos outros, que apelam ao respeito pelas regras em comunicados nos carros, nos postes da rua, na caixa do correio, e que entregam uma queixa crime contra os xicos-espertos. Tenho cá as minhas dúvidas se não seria melhor critério, uma entrevista aos pais das crianças que pretendem frequentar a escola. Uns psicotécnicos parentais. Cheira-me que os meus iam parar à C+S de Paio Pires ou coisa que o valha.
ulo_que_coisa_horrível_malcriadão_a_desenhar_vergonhas_no_boletim, ou pior ainda, terá votado à direita? Deus me perdoe, antes um zé bastos com um testículo no PCTP MRPP e o outro no PAM, que um voto à direita. Parece impossível. Inconsciente que lhe tentei explicar tudo, os três boletins, cada um de sua cor, os órgãos para os quais ia votar e as competências de cada órgão. Confesso que tive dificuldade em explicar-lhe as propostas de cada força para a cidade e para a freguesia. Mas também, bolas, ele havia de as saber procurar. Enfim votou, no Filipa de Lencastre. Por falar em Filipa de Lencastre, estranhei que o movimento “Chega de Moradas Falsas” do agrupamento escolar não tenha marcado qualquer ação de protesto durante o dia das eleições. É que deve haver muita gente com morada falsa só para poder votar no Filipa. Pareceu-me uma oportunidade perdida para o movimento se fazer ouvir e para acrescentar mais uns quantos nomes à queixa crime entregue ao DIAP. Eu, pessoalmente, até acho que o critério da proximidade deve ser considerado para colocar alunos numa escola. Por outro lado, não sei se prefiro que os meus filhos tenham como colegas uns miúdos que moram um bocado mais longe e que têm uns pais xicos-espertos com imaginação para mudar a morada ou arranjar um encarregado de educação residente no bairro, ou se, por outro lado,
prefiro que eles tenham como colegas os filhos de uns pais meio assanhados com a xica-espertice dos outros, que apelam ao respeito pelas regras em comunicados nos carros, nos postes da rua, na caixa do correio, e que entregam uma queixa crime contra os xicos-espertos. Tenho cá as minhas dúvidas se não seria melhor critério, uma entrevista aos pais das crianças que pretendem frequentar a escola. Uns psicotécnicos parentais. Cheira-me que os meus iam parar à C+S de Paio Pires ou coisa que o valha.
quarta-feira, setembro 13, 2017
50 e então ? (Parte II)
Um tipo tem uma data de apelidos. Porque fica bem e contribui para a igualdade do género, ter dois do lado mãe e dois do lado do pai. E mais uns "de" e "do" pelo meio, só para acamar. Tudo junto, com o primeiro nome e sem contar os espaços em branco, são 32 caracteres. Isto dá 20 segundos para escrever o meu nome em vez dos 2 que demoraria se eu me chamasse Zé Sá. Ora 50 anos, a escrever o nome completo umas duas vezes por semana…. é fazer as contas. 26 horas que o estupor do Zé Sá, que nasceu no meu ano, teve para fazer outras coisas que não fossem escrever o nome completo. Em compensação, tem um nome que parece ser filho de um casal de receitas de bacalhau. Infância infeliz a deste Zézito. Filiação: Zé do Pipo e Maria Gomes de Sá.
Ora como se não bastasse e exagero do nome, bem sei que há maiores, um tipo chega a esta idade e cada vez que tem que escolher a data de nascimento num formulário on-line, faz um scroll de umas trinta voltas da roda do rato para encontrar o bendito 1967. Já o adolescente que cresceu rodeado por tecnologia, encontra à primeira o seu irritante dois mil e qualquer coisa. Chegamos a esta idade e só à conta dos formulários online sujeitamo-nos a arranjar uma tendinite e uma artrite no indicador da mão que usa o rato. Dá jeito, porque aos quarenta passámos a usar óculos e a vigiar a próstata (e vigiar aqui é um termo muito simpático face aos actos médicos envolvidos na vigilância prostática), depois a coluna começa a dar de si, aparecem as lombalgias que nos fazem acreditar que deve ser agradável acordar com garfos de fondue espetados na coluna, isto para não falar do cabelo que esse, graças a Deus, desde os 18 que começou a peregrinação da minha cabeça sabe-se lá para onde, dos dentes que têm que ir à revisão duas vezes por ano e de tudo aquilo que nos acontece porque, incautos, ainda nos achamos com a agilidade e a destreza dos 20. Dos 30 vá. Quedas de bicicleta do passadiço abaixo por exemplo, ou o torcicolo à conta do pino cambalhota na praia. Quem disser que os cinquenta são os novos trinta ou quarenta está só a ser… Como dizer isto? Parvo? Os cinquenta, são é os novos cinquenta. Iguaizinhos aos anteriores, mas com a tendinite no indicador da mão do rato graças à tal da user experience de que tanto se fala.
No outro prato da balança, havia de estar a sabedoria que, inevitavelmente, vem com a idade. Acontece que, no meu caso, está atrasada, o que por si só explica e enquadra a queda da bicicleta, o pino cambalhota, aquela tendência absurda para cair vestido dentro de água, o jogo de padel que quase rebento a rótula com uma raquetada mal calculada e outras coisas menores e melhores como noitadas de copos e amigos, a gastronomia farta em excessos ou esta montanha russa que é o Benfica capaz de me levar da euforia à depressão e vice-versa em poucos dias. Enfim, nalgumas coisas a sabedoria há-de chegar, nas outras há-de tardar, porque convenhamos, asneirar também tem as suas virtudes e a vida também se faz destes pequenos prazeres, preferencialmente bem acompanhado. Afinal de contas 50 é só um número redondo que adquire aquele élan por ser tendencialmente o único múltiplo de cinquenta que um tipo celebra. Tomara mesmo que seja, porque o tubo da algália embrulhado com a corrente do triciclo da 3ª idade deve, além da queda aparatosa, dar umas dores capazes de fazer inveja às lombalgias dos jovens de 50.
Ora como se não bastasse e exagero do nome, bem sei que há maiores, um tipo chega a esta idade e cada vez que tem que escolher a data de nascimento num formulário on-line, faz um scroll de umas trinta voltas da roda do rato para encontrar o bendito 1967. Já o adolescente que cresceu rodeado por tecnologia, encontra à primeira o seu irritante dois mil e qualquer coisa. Chegamos a esta idade e só à conta dos formulários online sujeitamo-nos a arranjar uma tendinite e uma artrite no indicador da mão que usa o rato. Dá jeito, porque aos quarenta passámos a usar óculos e a vigiar a próstata (e vigiar aqui é um termo muito simpático face aos actos médicos envolvidos na vigilância prostática), depois a coluna começa a dar de si, aparecem as lombalgias que nos fazem acreditar que deve ser agradável acordar com garfos de fondue espetados na coluna, isto para não falar do cabelo que esse, graças a Deus, desde os 18 que começou a peregrinação da minha cabeça sabe-se lá para onde, dos dentes que têm que ir à revisão duas vezes por ano e de tudo aquilo que nos acontece porque, incautos, ainda nos achamos com a agilidade e a destreza dos 20. Dos 30 vá. Quedas de bicicleta do passadiço abaixo por exemplo, ou o torcicolo à conta do pino cambalhota na praia. Quem disser que os cinquenta são os novos trinta ou quarenta está só a ser… Como dizer isto? Parvo? Os cinquenta, são é os novos cinquenta. Iguaizinhos aos anteriores, mas com a tendinite no indicador da mão do rato graças à tal da user experience de que tanto se fala.
No outro prato da balança, havia de estar a sabedoria que, inevitavelmente, vem com a idade. Acontece que, no meu caso, está atrasada, o que por si só explica e enquadra a queda da bicicleta, o pino cambalhota, aquela tendência absurda para cair vestido dentro de água, o jogo de padel que quase rebento a rótula com uma raquetada mal calculada e outras coisas menores e melhores como noitadas de copos e amigos, a gastronomia farta em excessos ou esta montanha russa que é o Benfica capaz de me levar da euforia à depressão e vice-versa em poucos dias. Enfim, nalgumas coisas a sabedoria há-de chegar, nas outras há-de tardar, porque convenhamos, asneirar também tem as suas virtudes e a vida também se faz destes pequenos prazeres, preferencialmente bem acompanhado. Afinal de contas 50 é só um número redondo que adquire aquele élan por ser tendencialmente o único múltiplo de cinquenta que um tipo celebra. Tomara mesmo que seja, porque o tubo da algália embrulhado com a corrente do triciclo da 3ª idade deve, além da queda aparatosa, dar umas dores capazes de fazer inveja às lombalgias dos jovens de 50.
domingo, setembro 10, 2017
50 e então ?
Gosto de Agosto. Gosto pronto. Pelas férias, pela Lisboa
deserta sem trânsito, pela praia que nem gosto tanto, mas que sabe bem no
começo e no fim do dia e na hora da bola de Berlim, pelos amigos nas férias, as
festas e, pasme-se, as feiras. Essa de São Mateus ou a deste ano em Grândola
sempre morena e da fraternidade. Gosto do fim de Agosto porque se aproxima dos
recomeços, dos regressos e das rentrées. Porque faço anos também e desta vez,
palavra de honra que foram 50. Redondo o raio do número e veio com direito a
festa com os que estavam por perto e prendas carregadas de histórias. Sobretudo
um livro. Um livro feito de histórias e contributos e memórias. Um livro feito
de trabalho muito trabalho, feito de amor, tanto amor. As histórias tiradas
deste blog, as fotos tiradas ao longo das 5 décadas, os contributos escritos por tantos que as partilharam comigo e me escreveram como se de poesia se tratasse. E foram tantos
contributos, tantas peças costuradas com cuidado neste livro
capaz de me arrancar risos, lágrimas, saudades e amor. Tanto amor. Obrigado a
todos. Obrigado meu Amor.domingo, junho 11, 2017
Ir à lua e voltar
Então toca lá a reunir família para a exposição Cosmos Discovery, porque o tema é leve, o fim de tarde à beira rio também apetece, e vai daí o mais novo dos Marias leva amigo para compor o ramalhete de família numerosa. Foi preciso arranjar um nome à pressa para o amigo do António porque para o bilhete família tinha tudo que ser filho e o miúdo chama-se João como o mais velho. Fica André e resolve-se o assunto. Papéis distribuídos e a ida envolveu dissertações imensas sobre as inúmeras vantagem de ir ao Jardim Zoológico ver animais em vez de ir à tenda branca ver capacetes do século passado, algálias e arrastadeiras com sucção. Ora uma vez lá chegados ao Cabo Canaveral da marina de Belém lá entrevistámos vários visitantes acabadinhos de chegar de Marte, só para confirmar se valia a pena o dinheiro do bilhete familiar para o conteúdo da exposição. A única coisa que descobrimos é que o bilhete familiar só inclui descendentes menores que 12 e que os 18 do João e os 15 do Manel jamais estariam incluídos. "Eu sempre disse que o melhor era o Jardim Zoológico" pareceu-me ouvir no grupo de jovens adultos e adolescentes. Acontece que a senhora fechou os olhos à idade dos Marias e embevecida pelo casal com coragem para gerar aqueles 4 entusiastas do Jardim Zoológico.
Valha-nos que a exposição envolvia uma cadela e um chimpanzé que foram passear à volta do planeta azul e a coisa até tinha alguma graça. Mais um passeio até ao padrão dos descobrimentos e até se pode comer um gelado, mas a bem a bem era jantar ali que a fome que temos não vai lá com Cornetos, e os segways é que ia ser giro porque o mais certo era ficarem mais em conta que a porcaria da exposição do espaço e o camandro.
Enfim, pais à beira dos cinquenta e filhos adolescentes dá uma animação extra a estes programas familiares. Do programa a que não fomos, o do Jardim Zoológico, trouxemos algumas trombas para casa, do programa a que fomos, o do Cosmos, trouxemos aquela vontade de os mandar estagiar uns dias no espaço.
Chegados a casa e a coisa já acalmou, já estamos a planear o próximo programa em família. Diz que há a exposição das sardinhas de Lisboa. Bem sei que não é uma ida ao Jardim Zoológico, mas 10 anos de sardinhas devem ser umas 1000 sardinhas. Praticamente uma ida ao oceanário.
segunda-feira, setembro 12, 2016
Drª Constança Engº João
O jantar de ontem foi marcado a contas com o nervoso
miudinho. O óbvio nervoso de quem vê os filhos à entrada da estreita porta para
novos vôos. Cabeça e coração feitos loucos, porque isto de ser pai é tanta
coisa e que de poetas e loucos todos temos um pouco. É que ainda ontem choravam
com fome ou com cólicas ou com o que quer que fosse, é que as médias de entrada
são altas, é que mal sabem andar, e os exames até trouxeram boas notas, e eles entraram
na cresce hoje não foi?, e estudaram tanto estes miúdos, mal chegam às
carteiras da primária, são tantos para os mesmos cursos, é que ainda agora … Os
pais são assim. Estúpidos, nervosos, preocupados, babados, ansiosos, fanáticos.
Vocês fazem-nos assim, nós fizemos-vos assim.
E eis que o calendário do ministério nos troca as voltas, e
na véspera do jantar de dois pares de pais, saem os resultados. Telefonemas
para cá, mensagens para lá, perguntas, mails, consultas a sites. “No meu tempo
era uma interminável listagem nos vidros da reitoria”. Risos. Entraram. Entraram. Entraram. O jantar
da espera dos resultados, fez-se jantar de festejo. Pela Constança da Catarina
e do João. Pelo João Maria da Ana e do André.
Ontem festejámos com eles de sorrisos escancarados. Ontem,
só por magia, só por um jantar, ela já era médica e ele já era engenheiro.
Ontem, só por um instante ela acorda todos os dias com a vontade de salvar
vidas e caramba, se ela sabe da importância de uma vida salva, minha querida
Constança. Ontem, só por um sonho ele acorda todos os dias com a vontade de
fazer um mundo mais feliz e caramba, se há homem feliz nas nossas vidas, meu
querido João. Ontem brindámos com copos cheios de orgulho e abraçámo-los como
se cada um deles fosse o Éder a marcar à França. Ontem fomos recriminados por
eles pela hipérbole dos festejos, como crianças mal comportadas. Ontem fomos
metade poetas metade loucos e felizes.
Felizes por inteiro.
quinta-feira, junho 02, 2016
Estes asteriscos e as letras pequenas ...
... dos contratos que nos surpreendem sempre.
O texto original da renovação do contrato era tão bom, e vai daí que tive que me sujeitar a asteriscos. Também não vou embirrar com um ou outro *. O que era assim:
____
De acordo com os termos definidos a 1 de Junho de 1996, pelos outorgantes do contrato ainda em vigor, nomeadamente nos versículos 4 a 7 do capítulo 13 dos Coríntios:
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
E ainda pelos termos declarados “até que a morte vos separe”, “cenas na alegria e na tristeza” e “na saúde e na doença” e outros que tais, comprometem-se os mesmos outorgantes a renovar os votos por novo período de duração igual ou superior a 20 anos.
Mais declaram os outorgantes, que não constituem precedência para este novo período, os factos ocorridos na dupla década que antecede a assinatura desta renovação, a saber:
• Trocar de casa com a periodicidade com que se troca de carro
• Garantir descendência nos primeiros sete anos de vigência à razão de uma unidade por cada período de três anos
• Transporte de uma parcela da casa superior a 70% sempre que se vai de viagem mesmo que seja por uma noite
• Outros
Por serem a melhor escolha nestas bodas_sai_me_da_frente_que_já_não_te_posso_ver_nem_pintado declaram os outorgantes ser por sua livre vontade a renovação do supra citado contrato celebrado pelos mesmos em 1 de Junho de 1996.
1º Outorgante, benovente e cônjuge
______________________________
2º Outorgante, benovente e cônjuge
_______________________________
Lisboa 1 de Junho de 2016
____
Ficou assim:
O texto original da renovação do contrato era tão bom, e vai daí que tive que me sujeitar a asteriscos. Também não vou embirrar com um ou outro *. O que era assim:
____
Renovação
De acordo com os termos definidos a 1 de Junho de 1996, pelos outorgantes do contrato ainda em vigor, nomeadamente nos versículos 4 a 7 do capítulo 13 dos Coríntios:
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
E ainda pelos termos declarados “até que a morte vos separe”, “cenas na alegria e na tristeza” e “na saúde e na doença” e outros que tais, comprometem-se os mesmos outorgantes a renovar os votos por novo período de duração igual ou superior a 20 anos.
Mais declaram os outorgantes, que não constituem precedência para este novo período, os factos ocorridos na dupla década que antecede a assinatura desta renovação, a saber:
• Trocar de casa com a periodicidade com que se troca de carro
• Garantir descendência nos primeiros sete anos de vigência à razão de uma unidade por cada período de três anos
• Transporte de uma parcela da casa superior a 70% sempre que se vai de viagem mesmo que seja por uma noite
• Outros
Por serem a melhor escolha nestas bodas_sai_me_da_frente_que_já_não_te_posso_ver_nem_pintado declaram os outorgantes ser por sua livre vontade a renovação do supra citado contrato celebrado pelos mesmos em 1 de Junho de 1996.
1º Outorgante, benovente e cônjuge
______________________________
2º Outorgante, benovente e cônjuge
_______________________________
Lisboa 1 de Junho de 2016
Ficou assim:
quarta-feira, maio 11, 2016
FMI - Futebol, Malas e Imbecis
À semelhança da grande maioria das mulheres, Portugal tem um relacionamento sério com malas. Perde-se de amores por elas.
Começou com Linda De Suza e a sua "Valise en carton sur la terre de France". Já lá vão tantos anos, tanta valise. Depois, há um par de anos atrás, Filipa Xavier - Pepa e a sua Chanel fizeram furor nos media - redes sociais incluídas. Finalmente, desde a semana passada e a propósito deste emocionante final de campeonato, um responsável Benfiquista insinuando incentivos financeiros oferecidos pelo Sporting para os adversários do Benfica lhes roubarem pontos, resolveu escrever no Twitter "O jogo da Mala segue para a Madeira".
Esta tradição lusa no que a malas diz respeito, configura um clássico caso de excesso de bagagem, o que em qualquer lowcost dá direito a encargos que ultrapassam o valor da própria passagem.
A Linda de Suza tinha mau gosto mas era esforçada, a Pepa tinha bom gosto e foi descuidada, o responsável Benfiquista limitou-se a ser um responsável de um clube de futebol na época 2015 - 2016. E palavra de honra que se sofresse de vergonha alheia no futebol, teria vergonha da maioria dos dirigentes e responsáveis do Benfica e do Sporting durante este ano. a saber João Gabriel, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva pelo Benfica. Bruno de Carvalho, Inácio e Octávio Machado pelo Sporting.
Meus senhores:
Vivo numa família onde há sportinguistas e benfiquistas. Eu sou do Benfica, a minha mulher do Sporting, os meus três filhos são dois do Benfica e um do Sporting. Se cá em casa fossemos 10 milhões, e mantendo a proporção, seríamos 6 milhões do Benfica e 4 milhões do Sporting. E teríamos alguns 2 milhões de cães. Todos teimosos.
Gosto de ir ao futebol em família, todos juntos ou alguns juntos conforme as possibilidades, mas gosto sempre. Vou à Luz e a Alvalade e torço sempre pela equipa da casa exceto quando jogam uma com a outra e, nesse caso, torço sempre pelo Benfica. A seguir ao Benfica, o Sporting é o meu clube do coração.
Ao longo destes anos todos esforcei-me por ensinar os meus filhos a respeitar os rivais, a defenderem o seu clube, mas nunca retirando valor ao clube adversário. Insisti no respeito mesmo quando fomos a um derby vestidos a rigor e nos aconselharam a esconder os símbolos do clube visitante e ainda nos sugeriram que víssemos o jogo em bancadas separadas do estádio porque estávamos vestidos de Benfica e de Sporting. Ensinei a orgulharem-se do seu clube sem agredirem o adversário porque afinal de contas os dois clubes têm história e valor suficiente para serem motivo de orgulho dos seus adeptos. E este ano, palavra de honra, merecem estar a disputar o campeonato até ao último minuto, até à última gota de suor. Já festejei e ensinei a festejar campeonatos dos adversários e foi assim desde 2000. Festejamos dois campeonatos do Sporting e quatro do Benfica. Juntos.
Meus senhores parabéns. No que a esta casa diz respeito, vocês tornaram quase impossível a pacífica convivência entre rivais. Acusam, insinuam, insultam, desvalorizam, enxovalham e desrespeitam os vossos adversários como se esse fosse o único caminho para o almejado título para a imensa glória. Se o tema fosse religião, e por vezes até se confunde, o João, o Pedro, o Rui, o Bruno, o Augusto e o Octávio acabariam alistados nas mais radicais facções da sua religião, almejando fazer-se explodir em território alheio. Por mim, meus caros, podem explodir a vossa visão tolhida do que é o futebol e do que é ser do Benfica e do Sporting.
João Gabriel, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva, Bruno de Carvalho, Augusto Inácio e Octávio Machado, às 19 horas de Domingo saberemos quem é o campeão e eu sinceramente espero, que cada um de vós, seja de alegria por ser campeão, seja por desespero pelo adversário ser campeão, bata com a cabeça numa porra de um teto baixo qualquer e fique com uma perturbação de memória que vos faça acordar na pele do mais ferranho adepto do clube rival.
Cá em casa, quem quer que seja campeão, haverá lugar a festejos e vamos todos buzinar por essa Lisboa fora e gritar bem alto "Campeões, campeões nós somos campeões".
Caso não tenham a tal perturbação de memória, lembrem-se, daqui para a frente, que o futebol não é sobre insultar o adversário, é sobre valorizar e festejar o nosso clube. Há muitas famílias como a minha em que benfiquistas e sportinguistas vivem juntos, comem juntos e amam-se. Deixem-se de merdas e cresçam.
Ao campeão desta época. Parabéns.
Começou com Linda De Suza e a sua "Valise en carton sur la terre de France". Já lá vão tantos anos, tanta valise. Depois, há um par de anos atrás, Filipa Xavier - Pepa e a sua Chanel fizeram furor nos media - redes sociais incluídas. Finalmente, desde a semana passada e a propósito deste emocionante final de campeonato, um responsável Benfiquista insinuando incentivos financeiros oferecidos pelo Sporting para os adversários do Benfica lhes roubarem pontos, resolveu escrever no Twitter "O jogo da Mala segue para a Madeira".
Esta tradição lusa no que a malas diz respeito, configura um clássico caso de excesso de bagagem, o que em qualquer lowcost dá direito a encargos que ultrapassam o valor da própria passagem.
A Linda de Suza tinha mau gosto mas era esforçada, a Pepa tinha bom gosto e foi descuidada, o responsável Benfiquista limitou-se a ser um responsável de um clube de futebol na época 2015 - 2016. E palavra de honra que se sofresse de vergonha alheia no futebol, teria vergonha da maioria dos dirigentes e responsáveis do Benfica e do Sporting durante este ano. a saber João Gabriel, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva pelo Benfica. Bruno de Carvalho, Inácio e Octávio Machado pelo Sporting.
Meus senhores:
Vivo numa família onde há sportinguistas e benfiquistas. Eu sou do Benfica, a minha mulher do Sporting, os meus três filhos são dois do Benfica e um do Sporting. Se cá em casa fossemos 10 milhões, e mantendo a proporção, seríamos 6 milhões do Benfica e 4 milhões do Sporting. E teríamos alguns 2 milhões de cães. Todos teimosos.
Gosto de ir ao futebol em família, todos juntos ou alguns juntos conforme as possibilidades, mas gosto sempre. Vou à Luz e a Alvalade e torço sempre pela equipa da casa exceto quando jogam uma com a outra e, nesse caso, torço sempre pelo Benfica. A seguir ao Benfica, o Sporting é o meu clube do coração.
Ao longo destes anos todos esforcei-me por ensinar os meus filhos a respeitar os rivais, a defenderem o seu clube, mas nunca retirando valor ao clube adversário. Insisti no respeito mesmo quando fomos a um derby vestidos a rigor e nos aconselharam a esconder os símbolos do clube visitante e ainda nos sugeriram que víssemos o jogo em bancadas separadas do estádio porque estávamos vestidos de Benfica e de Sporting. Ensinei a orgulharem-se do seu clube sem agredirem o adversário porque afinal de contas os dois clubes têm história e valor suficiente para serem motivo de orgulho dos seus adeptos. E este ano, palavra de honra, merecem estar a disputar o campeonato até ao último minuto, até à última gota de suor. Já festejei e ensinei a festejar campeonatos dos adversários e foi assim desde 2000. Festejamos dois campeonatos do Sporting e quatro do Benfica. Juntos.
Meus senhores parabéns. No que a esta casa diz respeito, vocês tornaram quase impossível a pacífica convivência entre rivais. Acusam, insinuam, insultam, desvalorizam, enxovalham e desrespeitam os vossos adversários como se esse fosse o único caminho para o almejado título para a imensa glória. Se o tema fosse religião, e por vezes até se confunde, o João, o Pedro, o Rui, o Bruno, o Augusto e o Octávio acabariam alistados nas mais radicais facções da sua religião, almejando fazer-se explodir em território alheio. Por mim, meus caros, podem explodir a vossa visão tolhida do que é o futebol e do que é ser do Benfica e do Sporting.
João Gabriel, Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva, Bruno de Carvalho, Augusto Inácio e Octávio Machado, às 19 horas de Domingo saberemos quem é o campeão e eu sinceramente espero, que cada um de vós, seja de alegria por ser campeão, seja por desespero pelo adversário ser campeão, bata com a cabeça numa porra de um teto baixo qualquer e fique com uma perturbação de memória que vos faça acordar na pele do mais ferranho adepto do clube rival.
Cá em casa, quem quer que seja campeão, haverá lugar a festejos e vamos todos buzinar por essa Lisboa fora e gritar bem alto "Campeões, campeões nós somos campeões".
Caso não tenham a tal perturbação de memória, lembrem-se, daqui para a frente, que o futebol não é sobre insultar o adversário, é sobre valorizar e festejar o nosso clube. Há muitas famílias como a minha em que benfiquistas e sportinguistas vivem juntos, comem juntos e amam-se. Deixem-se de merdas e cresçam.
Ao campeão desta época. Parabéns.
domingo, março 20, 2016
Cavaco para o Planalto
Em conversa com um brasileiro há muito residente em Portugal, perguntei-lhe sobre estes tempos de conturbação no Brasil. Ele puxou da fácil definição: "O Brasil é um Portugal sem travões". Faltou-lhe dizer que Portugal é um Fiat 500 e o Brasil um Cadillac. Ambos com fugas de óleo, folgas na direção, consumos exagerados e a precisarem de ir rapidamente à oficina, mas a ostentação Brasileira contrasta com a modéstia Lusa.
Nos últimos anos assistimos em Portugal ao mais cinzento período de que tenho memória. Um condutor obcecado pelo consumo, e ao seu lado, no lugar do morto, a figura pálida de um passageiro que alterna entre o dormir e o babar-se durante toda a viagem. Durante esses tempos de governo a preto e branco e de presidência a cinzento claro e escuro, muitos Portugueses contestaram a presença daqueles nos lugares da frente de Portugal. Acontece que, quer um quer outro, foram colocados pelos mecanismos previstos pela nossa democracia e saíram no final dos respetivos mandatos. Hoje, ao volante, temos um condutor que guia de outra forma, contestado por não ter sido o mais votado, lícito por ser escolhido pela maioria dos deputados. Ao seu lado a figura é um atento co-piloto, feito às cores e adepto confesso de afetos. Se o Fiat faz o sinuoso trilho que tem pela frente é uma interrogação para a qual não há certezas, mas caramba, pelo menos o bólide anda. As fugas vão sendo diagnosticadas, algumas descobertas e dessas , algumas são resolvidas com a lentidão de uma oficina pouco ágil e habituada à morosidade da justiça.
No Cadillac do Brasil, espanta-me a possibilidade do condutor ser retirado à força do volante. Há mecanismos previstos para que o presidente seja afastado da presidência, mas a força nunca será um deles. A corrupção devia ser o alvo a abater e os brasileiros andam entretidos em batalhas de rua entre apoiantes da corrupção e apoiantes da corrupção alternativa à corrupção. Diz-se que um povo tem os políticos que merece, mas, palavra de honra mesmo perdendo 7-1 com a Alemanha, o Brasil não merece estes políticos. Nem sei o que diga sobre o que se assiste do lado de lá do oceano. Lula já foi nomeado e suspenso e suspendido na suspensão da nomeação umas trezentas vezes, a justiça participa em manifestações, Lula questiona-se sobre o paradeiro das mulheres de grelo duro e as pessoas não podem andar de encarnado porque podem ser alvos de violência. Esta é que me deixou de rastos. Eu até pensei que fosse uma espécie de questão futebolística como aqui acontece. Como ser arriscado ir vestido de Benfica para o meio da JuveLeo. Mas não. É só litigio da cor da corrupção. Ainda por cima, num país em que muita gente consegue na mesma indumentária juntar verde e amarelo, com que moral resolvem espancar quem anda de vermelho? Tenham paciência. Com as combinações de cores que se vêem por ali eu acredito que haja gente que só à pancada. Mas por causa do vermelho ?
Eu acho que a solução óbvia é pegar no nosso ex presidente e enviá-lo para o Brasil. Cavaco jamais perguntará "Onde andam as mulheres de grelo duro?" . O máximo que Cavaco pode perguntar é "Aqui não há bolo rei mesmo que seja duro?". Depois Cavaco não é corrupto. Pode ter amigos que são, mas esses têm a mania de fugir para o Brasil, portanto, para Cavaco, ir para o Brasil não é mais que ir visitar amigos. Por último Cavaco é muito amigo do Carnaval, já desde o tempo em que era primeiro ministro e portanto aquilo do País do Carnaval era como peixe na água.
Eu sinceramente acho que ia ser bom para ele, para os Brasileiros e já agora para nós. Assim do ponto de vista do cinzentismo exibicionismo do bolo alimentar.
Nos últimos anos assistimos em Portugal ao mais cinzento período de que tenho memória. Um condutor obcecado pelo consumo, e ao seu lado, no lugar do morto, a figura pálida de um passageiro que alterna entre o dormir e o babar-se durante toda a viagem. Durante esses tempos de governo a preto e branco e de presidência a cinzento claro e escuro, muitos Portugueses contestaram a presença daqueles nos lugares da frente de Portugal. Acontece que, quer um quer outro, foram colocados pelos mecanismos previstos pela nossa democracia e saíram no final dos respetivos mandatos. Hoje, ao volante, temos um condutor que guia de outra forma, contestado por não ter sido o mais votado, lícito por ser escolhido pela maioria dos deputados. Ao seu lado a figura é um atento co-piloto, feito às cores e adepto confesso de afetos. Se o Fiat faz o sinuoso trilho que tem pela frente é uma interrogação para a qual não há certezas, mas caramba, pelo menos o bólide anda. As fugas vão sendo diagnosticadas, algumas descobertas e dessas , algumas são resolvidas com a lentidão de uma oficina pouco ágil e habituada à morosidade da justiça.
No Cadillac do Brasil, espanta-me a possibilidade do condutor ser retirado à força do volante. Há mecanismos previstos para que o presidente seja afastado da presidência, mas a força nunca será um deles. A corrupção devia ser o alvo a abater e os brasileiros andam entretidos em batalhas de rua entre apoiantes da corrupção e apoiantes da corrupção alternativa à corrupção. Diz-se que um povo tem os políticos que merece, mas, palavra de honra mesmo perdendo 7-1 com a Alemanha, o Brasil não merece estes políticos. Nem sei o que diga sobre o que se assiste do lado de lá do oceano. Lula já foi nomeado e suspenso e suspendido na suspensão da nomeação umas trezentas vezes, a justiça participa em manifestações, Lula questiona-se sobre o paradeiro das mulheres de grelo duro e as pessoas não podem andar de encarnado porque podem ser alvos de violência. Esta é que me deixou de rastos. Eu até pensei que fosse uma espécie de questão futebolística como aqui acontece. Como ser arriscado ir vestido de Benfica para o meio da JuveLeo. Mas não. É só litigio da cor da corrupção. Ainda por cima, num país em que muita gente consegue na mesma indumentária juntar verde e amarelo, com que moral resolvem espancar quem anda de vermelho? Tenham paciência. Com as combinações de cores que se vêem por ali eu acredito que haja gente que só à pancada. Mas por causa do vermelho ?
Eu acho que a solução óbvia é pegar no nosso ex presidente e enviá-lo para o Brasil. Cavaco jamais perguntará "Onde andam as mulheres de grelo duro?" . O máximo que Cavaco pode perguntar é "Aqui não há bolo rei mesmo que seja duro?". Depois Cavaco não é corrupto. Pode ter amigos que são, mas esses têm a mania de fugir para o Brasil, portanto, para Cavaco, ir para o Brasil não é mais que ir visitar amigos. Por último Cavaco é muito amigo do Carnaval, já desde o tempo em que era primeiro ministro e portanto aquilo do País do Carnaval era como peixe na água.
Eu sinceramente acho que ia ser bom para ele, para os Brasileiros e já agora para nós. Assim do ponto de vista do cinzentismo exibicionismo do bolo alimentar.
segunda-feira, janeiro 25, 2016
Só eu sei porque não fico em casa
quinta-feira, novembro 12, 2015
Help On Line
Aníbal:
Para quem "nunca se engana, raramente tem dúvidas e não perde mais que 5 minutos por dia a ler jornais", está a parecer demoradito encontrar a solução. Como eu sou boa pessoa, resolvi dar algumas sugestões que eventualmente possam estar a escapar-te:
- partir o país em dois países com duas maiorias absolutas diferentes e logo se via se a Comporta do Ricardo Salgado ficava na Coelhoportazâmbia ou na Costosousamartinica
- nomear o José Sócrates para primeiro ministro, porque está habituado a ambientes diferentes e é um político que, sendo do PS, tem a mania de fazer coisas à moda do PSD
- dividir isto em semanas e fazer uma espécie de timesharing da governação - o Coelho governava nas semanas pares, o Costa nas ímpares e havia umas 10 semanas, ali por alturas de férias, para dividir entre o Portas, o Jerónimo e a Catarina.
- decidir isto através da marcação de grandes penalidades
- decidir por um governo 24x7 . Numa semana o PS assegurava a governação das 8 às 16 , PSD das 16 às 24 e os partidos mais pequenos faziam as noites. Depois, na semana seguinte, trocavam os turnos. O país está longe de estar bem, pelo que, um governo com os horários dos serviços de urgências, é o mínimo que se espera.
Isto foi só assim num repente, a pensar um bocadinho. Ora o meu amigo, tem tido tempo de sobra para pensar, razão mais que suficiente para fazer a sua escolha. Olha que se isto estivesse nas mãos do Marcelo Rebelo de Sousa, a coisa já estava mais que resolvida. O homem está acordado algumas 20 horas por dia. Vinteeeeee Aníbal, vinte. Ele, quando chegar aos dois anos de presidência, já leva mais horas de presidência acordado que tu.
Nem precisas agradecer, se não gostares de nenhuma destas alternativas avisa-me que eu tento arranjar mais soluções.
Para quem "nunca se engana, raramente tem dúvidas e não perde mais que 5 minutos por dia a ler jornais", está a parecer demoradito encontrar a solução. Como eu sou boa pessoa, resolvi dar algumas sugestões que eventualmente possam estar a escapar-te:
- partir o país em dois países com duas maiorias absolutas diferentes e logo se via se a Comporta do Ricardo Salgado ficava na Coelhoportazâmbia ou na Costosousamartinica
- nomear o José Sócrates para primeiro ministro, porque está habituado a ambientes diferentes e é um político que, sendo do PS, tem a mania de fazer coisas à moda do PSD
- dividir isto em semanas e fazer uma espécie de timesharing da governação - o Coelho governava nas semanas pares, o Costa nas ímpares e havia umas 10 semanas, ali por alturas de férias, para dividir entre o Portas, o Jerónimo e a Catarina.
- decidir isto através da marcação de grandes penalidades
- decidir por um governo 24x7 . Numa semana o PS assegurava a governação das 8 às 16 , PSD das 16 às 24 e os partidos mais pequenos faziam as noites. Depois, na semana seguinte, trocavam os turnos. O país está longe de estar bem, pelo que, um governo com os horários dos serviços de urgências, é o mínimo que se espera.
Isto foi só assim num repente, a pensar um bocadinho. Ora o meu amigo, tem tido tempo de sobra para pensar, razão mais que suficiente para fazer a sua escolha. Olha que se isto estivesse nas mãos do Marcelo Rebelo de Sousa, a coisa já estava mais que resolvida. O homem está acordado algumas 20 horas por dia. Vinteeeeee Aníbal, vinte. Ele, quando chegar aos dois anos de presidência, já leva mais horas de presidência acordado que tu.
Nem precisas agradecer, se não gostares de nenhuma destas alternativas avisa-me que eu tento arranjar mais soluções.
terça-feira, novembro 10, 2015
E morreram felizes ...
domingo, novembro 01, 2015
Porque sim
Porque hoje morreu um cineasta Português ... porque em jeito de coincidência hoje me lembro de quem me ensinou sobre Jazz, sobre cinema e sobre a doçura que podemos trazer à nossa vida . La Dolce Vita
terça-feira, outubro 13, 2015
Costa Concordia
Os resultados eleitorais são o que são e sobre eles não vale a pena tecer grandes considerações. O PaF ganhou as eleições sem maioria absoluta e o PS perdeu. Posto isto, Pedro é chamado a Belém e António à comissão política. Pedro promete a Aníbal procurar uma base de sustentação para formar um governo que dure quatro anos, Costa promete ao PS dialogar em 360º para procurar consensos. Pedro teve duas reuniões com António e levou Paulo com ele. António conversou com Pedro, com Paulo, com Catarina, com Jerónimo e com o André. Eis que então começa a surgir a possibilidade de António formar governo com ou com o apoio do Bloco e / ou a CDU.
Este cenário, que não passa disso mesmo, de um cenário está a deixar muita gente nervosa, a desenterrar muitos fantasmas, muito irritada e sobretudo numa excitação descontrolada perto da histeria que lhes está a tirar algum discernimento de raciocínio.
Percebo alguma irritação porque António está a procurar outros consensos enquanto Pedro e Paulo continuam fascinados pelo umbigo um do outro, pouco mais fazendo que reunir com António em tom de quem anda a toque de caixa para não perderem o comboio. Convém lembrar a estes senhores que ganharam as eleições e que têm um governo e um programa a apresentar e que colocarem-se como espetadores não abona muito a favor deles.
Percebo alguma frustração e desencanto da direita com a coligação, porque votaram num programa da continuidade, e agora Pedro e Paulo querem governar pelo programa do António.
Já o nervosismo com as conversas que António tem à sua esquerda, é-me muito difícil entender.
Alguma vez Aníbal chamaria António para formar Governo?
Alguma vez o PCP faria parte de um governo PS ou apoiaria um governo PS durante toda uma legislatura? Axandrem-se. Nem o PCP cede tanto, nem o PS muda tanto.
Com certeza que não, mas esta possibilidade de, passados 40 anos, a esquerda poder entender-se torna tudo muito incómodo.
Pessoalmente, dá-me um gozo bestial que haja maior entendimento entre os partidos de esquerda e ainda maior ao ver a cara de caso de Paulo e Pedro e o nervosismo disparatado de quem os acha uma escolha razoável.
Também gosto de saber que o PCP e o BE, em pouco mais que uma semana, passaram a fazer parte do arco de governação e que Paulo inventou um novo arco: o arco europeu. Só ainda não percebi qual é que tem maior diâmetro: o da governação ou o europeu?
Só espero que o António seja um tudo nada mais divertido na liderança deste processo, já que parece ser o único com vontade de o fazer. Ao menos que o faça em grande.
A meu ver, o António não é homem não é nada, se na próxima reunião com o Pedro e Paulo não trouxer o TGV e o novo Aeroporto para a mesa das negociações.
E a libertação do preso político.
E o carro eléctrico.
E as novas oportunidades.
A terceira travessia do Tejo não é preciso, porque com o atual diâmetro do arco da governação, basta colocar o CDS-PP no barreiro e o Bloco no Terreiro do Paço. No ministério das finanças por exemplo.
segunda-feira, outubro 05, 2015
Portugal Capaz
Somos um povo de brandos costumes, do cala e do consente,
das Amélias dos olhos doces, das Marias vida fria à espera que a vida lhes dê a
oportunidade das Marias Capaz. As mulheres da porrada de todos os dias, da
violência, do insulto, do sexo à bruta, da ameaça, das promessas quebradas, dos
sonhos desfeitos, das marcas no corpo, das feridas da alma, da vergonha, do
medo, da vida desfeita. O que as separa da fuga? O que lhes impede a denúncia?
O que as faz reféns? Porque foi só uma vez, porque no namoro ele lhe dizia
coisas tão bonitas e a respeitava tanto, porque tem andado a beber, porque a
ama daquela maneira tão peculiar e além desse amor não tem outro, porque não
tem para onde ir, porque ele ia arranjar maneira de lhe por as mãos em cima,
porque ele ia ficar tão desesperado, porque os filhos precisam deles juntos,
porque ele está desempregado e nem sequer é violento, porque o que é que os
outros iam dizer, porque ia viver do quê, do ar? E até quando? Até ficar sem
dinheiro e precisar dele outra vez?
Não, não são elas as cobardes. Em cada uma delas há uma
capacidade infinita para sofrer, para amar, para perdoar, e para lá de tudo
isso para um dia se tornarem numa Maria Capaz. A cobardia está em cada um
deles. Pelo poder da besta, pelas frases de chantagem, pelas promessas
quebradas, pelas falsas declarações de amor, pelo medo que as diminui, pelas
marcas no corpo e na alma.
Agora preciso de muito cuidado com a figura de estilo porque
o assunto é demasiado sério para ser usado como argumento. Faço-o porque
abomino a argumentação do medo, da chantagem, das falsas promessas, da vergonha
dos outros. Faço-o porque acredito com todas as forças que houve quem tivesse
feito escolhas sob um clima criado para condicionar essas escolhas. Faço-o
porque de cada vez que ouvi estas frases, me lembrei das Marias Capaz. E
ouvi-as ao longo dos últimos meses, ditas pelos nossos governantes.
“Têm duas escolhas, ou manter o caminho que nos trouxe aqui
ou voltar aos tempos que vos levaram à desgraça, porque sem nós este país volta
ao despesismo. Mas acham que nós gostamos de austeridade? Não fomos nós que a
quisemos, foram aqueles que estiveram antes, aqueles que vocês escolheram que
nos obrigaram a fazer o que fizemos. Fizemo-lo por amor. Porque mais importante
que os nossos interesses é o interesse de Portugal. Olhem para aquela galdéria
da Grécia que decidiu que não queria mais austeridade. O que é que lhe
aconteceu? Vocês é que sabem. Tanta coragem para eleger um grupo de radicais e
olhem como está agora. Debaixo de um novo programa de ajustamento ainda mais
duro, comentada pelo mundo e massacrada pelos mercados. É isso que querem? Se
for isso, votem nos outros. Querem seguir o rumo que nos tirou do pântano ou
embarcar em aventuras para voltarmos a ter a Troika? Quatro anos a por a casa
em ordem e agora acham que vamos novamente para a caos? A escolha é simples. A
estabilidade e o rigor, ou mais uma aventura que só vai conduzir a mais
austeridade. Prometemos que agora não vamos bater, a casa já está em ordem. A
partir de agora tenho tanto carinho para te dar. Foi tudo por amor a Portugal.”
Claro que as distâncias têm que ser devidas. Claro que dos
39 % (dos menos de 60% que foram às urnas), muitos houve que votaram na coligação pelas melhores
razões. Por acreditarem na ideologia, por concordarem com as propostas, por
gostarem dos líderes, por confiança no projeto e nas pessoas. Mas muitos, e
estou certo disto, fizeram-no porque o clima do medo, da chantagem, do racional "sem mim não serás ninguém", resultou.
Um dia o meu país, tenho a certeza, há-de ser um Portugal capaz.
quinta-feira, outubro 01, 2015
Aniceto Taxista
Aquilo era demais, parecia uma perseguição. A tal da globalização
de que falam com tanto entusiasmo, o infinito leque de oportunidades, parecia
existir tão-somente para lhe arruinar a vida. Irra que parecia de propósito. Tudo
começou com o clube de Vídeo, e só Deus sabe o quanto lhe custou arranjar
aquele 2º emprego. O dinheiro que ganhava a distribuir listas telefónicas não
era muito e sempre ganhava mais uns trocos ali no clube de vídeo da zona, horário
noturno já se vê. Até às 10 a coisa era animada e entre as 10 e a meia noite aparecia
um ou outro cliente com umas preferências mais ousadas. Esses foram os primeiros
a desaparecer. A TV Cabo começou com os canais de adultos e em pouco tempo, a
freguesia das sessões contínuas começou a rarear. Nem foi preciso esperar muito
tempo até o fenómeno se estender aos restantes géneros. Maldita internet. Nem
chegou a dois anos para assistir à debandada da mais fiel clientela do aluguer
de filmes. O inevitável aconteceu e o clube acabou por fechar.
Mas um homem nunca desiste e já que os filmes estavam na rua
da amargura, e as listas telefónicas rendiam pouco, o cunhado era taxista e
podia dar-lhe uma ajuda. E assim foi. Às seis da tarde pegava no táxi do cunhado
e fazia umas corridas até que o sono deixasse. E ia assim a vidinha até que ao
dia em que a firma da distribuição das listas, … enfim, já se sabe. “Agora já
não há muito telefone fixo, e mesmo os que têm, espalham-se por vários
operadores, e já ninguém usa as listas, pesquisam tudo na net. A bem a bem, só
os vendedores de castanhas e as empresas de sondagens em tempos de campanha
eleitoral para escolherem amostras representativas…. Não temos espaço para si
na empresa”. Tantos anos a carregar listas, escada abaixo escada acima, deixa
uma recolhe a velha, tanto degrau tanto papel e, de quando em vez, lá havia um
assinante que dava uma ajuda mais generosa. Ora bolas outra vez a net e as
novas tecnologias a pregarem-lhe uma partida.
Mas um homem nunca desiste e passou a fazer todo o turno da
noite no táxi do cunhado. O dinheiro não era muito mas, palavra de honra que
era dinheiro honesto. Pelas conversas que ouvia na praça, lá se ia apercebendo
de umas trafulhices que os seus colegas faziam, e dos azares de serviços
pequenos depois de horas na fila do aeroporto, e de clientes que estão mesmo a
pedi-las, muitos deles nem gorjeta davam. Nada disso lhe interessava, o seu
trabalho era transportar pessoas e era isso e apenas isso que fazia, com a
simpatia que lhe era possível. As gorjetas que quase sempre recebia pareciam-lhe
um sinal de que fazia o que devia ser feito. E logo agora, não é que agora aparecem
uns tipos de carros imaculados, todos bem vestidos, muitos deles bem-falantes e
educados a transportar pessoas de um lado para o outro. Tudo por causa de uma
aplicação vinda, pasme-se o azar do homem, da internet. E ainda por cima o
pagamento é feito pela aplicação e o percurso é monitorizado e gravado. Maldita
tecnologia. Os colegas já lhe tinham falado daquilo, mas foi ver com os
próprios olhos. Sim senhora, carros topo de gama, impecáveis e asseados, com
motoristas que pareciam executivos. Aquilo deu-lhe que pensar. E os colegas a
quererem fazer a folha aos tais motoristas, tanto mais que havia uma decisão do
tribunal que decidia sobre a ilegalidade deste novo serviço. Querem lá ver que
a tal da tecnologia lhe ia fazer de novo a folha?
Não, nada disso. É que um homem nunca desiste. Aniceto foi
tratar do assunto e desta vez resolveu fazer justiça pelas próprias mãos.
Apanhou um desses seus colegas de praça a jeito, e disse-lhe das boas “Tu és
mesmo uma besta. Andas com o carro que mais parece uma pocilga, gabas-te dos
trajetos mais longos que propositadamente fazes, irritas-te com os clientes que
te pedem percursos pequenos, tens uma figura tão cuidada quanto a viatura,
insultas quando te dão gorjetas a que chamas miseráveis, diriges-te com
palavrões aos outros condutores e conduzes como se fosses dono da estrada. Achas mesmo que são estes senhores que te
estão a arruinar o negócio? Queres bater-lhes e destruir-lhes o automóvel? Achas
que a atividade deles é ilegal? E aquilo que fazes aos teus clientes, é o quê? Queres
mesmo impedir que eles tenham clientes, nem que seja ao estalo? És tu o culpado
do sucesso deles. Vai-te esbofeteando até teres consciência do que andas fazer
aos teus colegas que têm brio no que fazem. É que se essas pessoas resolvessem
fazer o tipo de justiça que tu fazes, tu, e os outros como tu, iam passar
tempos muito duros. Cretino.”
quinta-feira, janeiro 22, 2015
Bárbara e Manuel
Este casal não pára de surpreender. Desta vez, Carrilho ameaçou publicar na Net fotos de Bárbara. Os tempos que se avizinham não serão fáceis nem para Manuel, nem para Bárbara, nem para todos nós que assistimos passivamente a este enredo que se passeia entre a novela e o Big Brother famosos.
Bárbara é menina para responder à altura, ameaçando também publicar fotos de Carrilho todo nu, o que, convenhamos, roçava o terrorismo. Pelo sim pelo não, o melhor é prepararmo-nos para uma grande jornada de apoio aos protagonistas desta história, pelo que vou começar a comercializar t-shirts adequadas a esta novela, de acordo com as preferências de cada um :
Bárbara é menina para responder à altura, ameaçando também publicar fotos de Carrilho todo nu, o que, convenhamos, roçava o terrorismo. Pelo sim pelo não, o melhor é prepararmo-nos para uma grande jornada de apoio aos protagonistas desta história, pelo que vou começar a comercializar t-shirts adequadas a esta novela, de acordo com as preferências de cada um :
quarta-feira, janeiro 07, 2015
As Janeiras
O dia de Reis é sempre pretexto para festa rija em Belém. Cavaco ouviu Soares com atenção e ficou incomodado com o recado do seu ante-antecessor. É a consciência. Soares disse-lhe que ele devia reagir à prisão de Sócrates e Aníbal não vai de modas. Ai é? É para reagir à prisão do José, não seja lá por isso e se o homem está preso em Évora, este ano as janeiras são em cante Alentejano. Até a Maria ficou admirada:- Kant alentejano? É que não fazia ideia. Eu às vezes sinto-me tão burrinha. É das más companhias, só pode.
terça-feira, dezembro 30, 2014
Vende-se
... bateria em muito bom estado. Ofereço um par de baquetas e três aspirantes a "John Bonhan Maria" com fraco desempenho e elevado potencial.Compra-se: Tampões de ouvidos e ansiolíticos.
Procura-se: Representante para a próxima reunião de condomínio. Os candidatos devem ter elevada competência de comunicação oral e devem estar fisicamente aptos para o caso da coisa dar para o torto. Devem também preparar um dossier com casos de bateristas famosos que, no início de carreira, tiveram problemas com os vizinhos.
segunda-feira, dezembro 22, 2014
A estátua
O melhor jogador do mundo tem uma estátua de alguns três metros de altura no centro do Funchal. Sobre este assunto, Ronaldo afirmou ser apologista das homenagens durante a vida dos homenageados.
Sobre as estátua, e olhando com alguma atenção para a dita, parece-me que o escultor confundiu conceitos. As bolas de ouro que o craque tem, não são aquelas que estão representadas na estátua. A bola de ouro é um troféu atribuído pela FIFA ao melhor jogador do ano.
Cristiano Ronaldo tem uma parede abdominal invejável e bem definida. Mas ao contrário do que seria de esperar, a parede abdominal de CR7 mal se nota na escultura de bronze. Já a pila .... Bem, pelo menos, esta estátua tem duas virtude:
- o mulherio que aprecia a obra de arte, fica com aquele ar guloso que a foto documenta
- Ronaldo acrescentou "apologista" ao seu vocabulário
Sobre as estátua, e olhando com alguma atenção para a dita, parece-me que o escultor confundiu conceitos. As bolas de ouro que o craque tem, não são aquelas que estão representadas na estátua. A bola de ouro é um troféu atribuído pela FIFA ao melhor jogador do ano.
Cristiano Ronaldo tem uma parede abdominal invejável e bem definida. Mas ao contrário do que seria de esperar, a parede abdominal de CR7 mal se nota na escultura de bronze. Já a pila .... Bem, pelo menos, esta estátua tem duas virtude:
- o mulherio que aprecia a obra de arte, fica com aquele ar guloso que a foto documenta
- Ronaldo acrescentou "apologista" ao seu vocabulário
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