Eis que a faca que corta o bolo das empresas públicas chega à fatia da TAP. A TAP senhores ? A TAP era a empresa onde o meu pai começou a trabalhar, a TAP era esperar o meu pai às chegadas internacionais e a cumplicidade do segurança que me piscava o olho e me deixava ir ter com ele ainda antes de recolher a malas, a TAP era a varanda do aeroporto para ver os aviões levantar, a TAP foi uma crónica do Miguel Esteves Cardoso sobre a nossa mania de limpar tudo o que era oferecido nos aviões desde o pacote de açúcar aos toalhetes, a TAP eram os baralhos de cartas lá de casa e um cinzeiro verde horrivel em forma de triângulo, a TAP foi a primeira viagem de avião e o certificado a comprová-lo, a TAP foi a viagem de avião sem os pais e o cuidado com que fui acompanhado até à chegada em Londres, a TAP foi a visita ao cockpit de um comandante com ar estranhamente tranquilo rodeado
por milhares de botões e instrumentos de medição, a TAP foi aterrar na Madeira numa pista que parecia demasiado pequena para tanto avião, a TAP foi uma entrevista de emprego, a TAP é o sorriso desde o check-in ao desejar de boa estadia, a TAP é a certeza de que estamos em boas mãos quando decidimos ter asas nos pés.
por milhares de botões e instrumentos de medição, a TAP foi aterrar na Madeira numa pista que parecia demasiado pequena para tanto avião, a TAP foi uma entrevista de emprego, a TAP é o sorriso desde o check-in ao desejar de boa estadia, a TAP é a certeza de que estamos em boas mãos quando decidimos ter asas nos pés.
A sério que é para vender ? Segue-se quem? A televisão ou Caixa Geral de Depósitos? Senhores, os anéis já acabaram, vocês estão a pôr os dedos à venda.




