terça-feira, maio 01, 2012

Pingo Doce Venha Cá e Fique pelo menos umas 12 Horas

Em cada estação televisiva, no respectivo noticiário das oito, o tema Pingo Doce ocupou pelo menos 15 minutos. Desde ontem à noite que raras foram as conversas que tive e que não envolveram o desconto de 50% que o Pingo Doce fez a compras de valor superior a 100 euros. Uma volta pelo Facebook e pelo Twitter confirmam o tema do dia. Até a blogosfera se rendeu ao tema da cadeia de super mercados. Começaram com as receitas e com o “sítio do costume”, continuaram com a canção irritante cantada por empregados que têm três vezes mais dentição que os verdadeiros e com o “sabe bem pagar tão pouco” e agora conseguem ser visitados falados e escritos durante pelo menos uns dois ou três dias. As opiniões coincidem no escândalo de pedir aos colaboradores para trabalharem no 1º de Maio, no crime de vender abaixo do preço de custo, no facto dos super mercados não terem infra estruturas para aguentar a afluência de pessoas que se verificou, nas horas perdidas nas filas, nas prateleiras vazias, nas cenas de pugilato entre clientes e nos artigos espalhados pelo chão da loja. No outro prato da balança está a possibilidade de, em tempos de crise, fazer compras a metade do preço. Para outros a satisfação de terem sobrevivido a uma ida ao supermercado é um motivo de orgulho e satisfação. Não me apetece fazer juízo de valores, teria ido fazer compras que precisava à mistura com outras que não precisava tanto, se a confusão não fosse tanta. Descobri que a Comissão Nacional de Eleições é pouco imaginativa e que uma cadeia de super-mercados consegue mobilizar mais portugueses que a dita Comissão para umas eleições ao Domingo. Confirmei que esta coisa faz parte de nós. Tudo o que cheire a grátis é irresistível. Sejam amostras de mini queijos, sejam brindes, sejam descontos de 50%. Eu por mim estendia esta campanha e fazia um desconto de 50% na legislatura deste governo, e as eleições, em vez de serem nas escolas e nas juntas de freguesia, eram nas mercearias, nos super-mercados e nas grandes superfícies. Quem votasse ganhava um vale desconto e habilitava-se a um novo governo.

segunda-feira, abril 30, 2012

Estreia da bicicleta

O primeiro passeio foi por aqui 
Não tem grande graça mostrar num mapa a volta que se deu, mas queria perceber esta tecnologia por isso resolvi publicar o mapa. Andar de bicicleta fica entre cansativo, chato, divertido e relaxante. A melhor parte é cumprimentar quem se cruza connosco e assustar os peões da ciclovia. A segunda melhor parte é que o capacete esconde a careca, mas agrava a cara de parvo. A terceira melhor parte é perceber que Lisboa é mais pequena do que se imagina e que ir à Feira do Livro, ao estádio da Luz ou à Expo leva pouco mais que uma centena de calorias.

Faça-se luz

A coisa parecia ser simples. Trocar a lâmpada da escada. Tirar o olho-de-boi substituir a lâmpada e voltar a colocar o olho-de-boi. Bem sei que eu tenho o dom de arruinar as mais simples tarefas e transformar a troca de uma lâmpada numa chamada para o piquete da EDP, é um cenário viável quando a tarefa me cabe a mim. Foi neste contexto, que aceitei de bom grado a disponibilidade do meu amigo para executar a tarefa. Afinal de contas, ainda na sexta-feira e porque fui ao mercado das flores do MARL, enchi-lhe a casa de flores o que, segundo ele, elevou para patamares difíceis a fasquia das surpresas florais que ele faz à sua mulher. Estava portanto na hora de ele retribuir o mimo e elevar a fasquia da bricolage, envergonhando-me na substituição de uma lâmpada. E a verdade é que ficou lá perto. Mea culpa que comecei por lhe dar uma lâmpada de dimensões exageradas para o olho de boi, e claro está, quando colocou o olho de boi, estalou o vidro da dita e o baixo consumo transformou-se em consumo nenhum. Nada demais, uma lâmpada partida. Venha outra, agora de dimensões adequadas. Aquilo não é fácil. Envolve estar em cima do escadote, lâmpada numa mão, chave de parafusos na outra, tirar o olho de boi, ainda por cima com o acordo ortográfico ele não sabia se havia de colocar hífens no olho-de-boi, e irritou-se com aquilo de tal maneira que, com estrondo, partiu o olho de boi e por pouco, os cacos não foram parar ao patamar da escada onde está o aquário dos vizinhos com uns 5 discos que valem centenas de euros. Antes assim que ia ser difícil explicar ao vizinho, que aquele novo ornamento em vidro ficava a matar no aquário. Ora sem a questão do acordo ortográfico tudo ficou mais simples. Lá está mesmo por cima da minha porta, um casquilho com uma lâmpada sem essas mariquices de olho de boi. Não fosse a lâmpada ser de 25 w, que a outra mais poderosa partiu-se no processo de troca, e o meu patamar ficava com tanta luz que parecia o estádio da Luz. Lá está. Outra razão para o homem estar enervado, logo ontem o glorioso entregou o título ao rival nortenho (tomara que o sistema de rega e a iluminação dos aliados estejam afinados). Não me inquieto, a coisa está bonita sem olho de boi e a minha mulher está convencida que afinal eu tenho alguma perícia para a troca de lâmpadas.

terça-feira, abril 24, 2012

25 Abril Sempre

Se o festejo, se o lembro, se o celebro, se me vem à memória a anti-aérea que eu e a minha irmã montámos no quintal lá de casa para abater os aviões que levavam os fascistas para fora do país é porque me apetece. Ninguém tem nada com isso. Terá tido alguns excessos e pode-se-lhe apontar o dedo porque tanta liberdade permite que o Miguel Sousa Tavares tenha simultâneamente livros de culinária editados e crises de azia na televisão e que a Alexandra Lencastre e a Bárbara Guimarães estejam em directo ao mesmo tempo o que é um exagero de copas para Domingo à noite. Mesmo com estes exageros, o 25 de Abril será sempre uma lição de determinação e um motivo de orgulho.

domingo, abril 22, 2012

Ciclovias de Lisboa

Não há ninguém tão precoce como o Sirenes. Aos 6 anos consegue largar as rodinhas da bicicleta e existe uma forte possibilidade de largar as braçadeiras aos 7. Por este andar é capaz de largar as fraldas aos 8, aprender a ler aos 9 e a usar os talheres antes dos 12. É um fenómeno, o mais novo dos Marias. À conta de uma ascensão meteórica na arte de bem pedalar, podemos estrear a cinco, uma passeata de bicicleta pelas ciclovias de Lisboa. Uns inacabáveis 11 quilómetros que nos levaram ao Campo Pequeno, Campo Grande, Rotunda do Relógio, Feira do Relógio (aqui temi que o itinerário fosse abruptamente interrompido pela superior interesse da estreia na visita à feira. Prevaleceu o bom senso e continuámos a pedalar), Lumiar, Estação do Oriente e Expo. Tanta caloria queimada justifica que o passeio na zona da Expo tivesse como único propósito a descoberta de um local adequado à gastronomia e assim foi. Passeámos numa zona que mais parecia a alameda dos rodízios, o que provocou algum frenesim na putalhada, mas lá nos detivemos numa pizzaria que os hidratos de carbono são essenciais a quem faz tanto exercício. O regresso, e porque com o estômago cheio não convém pedalar para prevenir indigestões, foi feito de metro. Não saiu barata a brincadeira (quase o preço do almoço) e colocar 5 bicicletas numa carruagem é um puzzle de dificuldade equivalente a um sudoku de três estrelas. Chegámos a casa mais mortos que vivos que as estações de metro têm elevadores, mas não operam muito que a manutenção está pela hora da morte e a receita dos bilhetes aparentemente não chega para estes luxos. Tamanho cansaço que o sofá nos adormeceu a quase todos e, para compensar o esforço. no final do jantar, a ingestão de açucares aconteceu com naturalidade (à conta de pastéis de Nata da Aloma que ganharam recentemente importante distinção). Concluindo, e entre os 5, a aventura ciclista conferiu-nos uns 10 quilos extra, e outros tantos euros a menos na aquisição dos títulos de transporte do Metropolitano de Lisboa. A ciclovia é nossa amiga, porque nos dá muito semáforo para atravessar, muita pizza, muitos lisboa vivas, muitas calorias e sobretudo muito divertimento.

quarta-feira, abril 11, 2012

Extinção da MAC

Antes deste Pedro, o último primeiro ministro social democrata também se chamava Pedro. Este é mais Coelho o anterior é mais Lopes. Acontece que a dada altura do seu mandato, Pedro Santana Lopes comparou o seu governo com um bebé numa incubadora, e dizia ele, quem passava pela incubadora, ao invés de cuidar do indefeso recém-nascido, aproveitava para espetar uns tabefes no prematuro. Chamemos-lhe a síndrome da incubadora.
Este Pedro ficou impressionado com a metáfora, e resolveu, à semelhança do pai da bela adormecida que mandou destruir todas as rocas de fuso, mandar extinguir com todos os locais onde haja incubadoras. E não há melhor local para começar do que a maior maternidade do país: a MAC. E para os mais distraídos, MAC não quer dizer Medida À Coelho nem Merda à Coelho, significa Maternidade Alfredo da Costa. E pasme-se, sendo a maior do país, é exemplo pela qualidade e eficácia do serviço que presta. Pode não ter tanto glamour como a Auto-Europa, mas é também um centro de excelência e tendo em conta o número de pessoas que emigra hoje em dia, deve ser dos mais importantes exportadores do país.
Francamente Pedro, que ideia mais parva esta de acabar com a MAC, nem o Bill Gates te compreende. E olha que não há ninguém que saiba mais sobre “vontade súbita de extinguir MAC’s” que o Bill Gates. Combinamos assim Pedro, tiras esta ideia da cabeça, mas em vez de a tirares através dos métodos tradicionais, o melhor é provocar um parto desta ideia. Assim daqueles tão rápidos que já nem dá para levares epidural. Quando estiveres com contracções de dois em dois minutos e alguns dez dedos de dilatação, vais descobrir que esta ideia afinal são gémeos: um grande equívoco e um tremendo disparate.

quarta-feira, abril 04, 2012

Quaresma

No final da quaresma é sempre a mesma história. A via sacra. O calvário.
Contando com as substituições, este Jesus teve uns 14 discípulos mas sem centrais de raiz.
Mas o que conta mesmo, é que este, depois de crucificado, tem até segunda feira para a ressurreição. Cinco dias. Cinco. Mais dois que o outro. Não há desculpas.

segunda-feira, março 26, 2012

Mudança da Hora

Alternativas à noite de Sábado para Domingo para a mudança da hora:
- na Sexta Feira uma hora antes de sair do trabalho. "Daqui uma hora saio, já está. Bom fim de semana"
- na segunda feira à noite durante o prós e contras
- num discurso do Victor Gaspar "Sr Ministro, já leva uma hora de atraso para o próximo compromisso. É melhor apressar-se"
- na eventualidade do Benfica estar a ganhar injustamente a uma hora do fim do jogo.
- quando me sento na cadeira do dentista. Próximo paciente se faz favor.
- quando começa um bloco de publicidade na TVI
- na noite do Domingo para Segunda, de preferência se estiver a dar aquela coisa. Já vi estas fuças nalgum sítio. Se é para estragar o dia a seguir que se estrague a segunda que já vem sempre azeda.

quarta-feira, março 21, 2012

O Ponto Ginásio

Ao que parece, a tvi andou a investigar e descobriu que as mulheres têm orgasmos no ginásio. Ora porra para isto. Um tipo não tem descanso. Primeiro o vaginal, depois o clitoriano. Sim senhor. Tudo muito bem, não há nada como ter um plano B.
Depois vem esta história do ponto G. Que é dois dedos acima assim como quem vai, entre isto e aquilo, na parede do lado de cá .... e anda um tipo feito doido há que tempos à procura do tal do ponto G, a ouvir notícias que se calhar não existe, que se trata de um mito urbano e eis que num repente pumba. Afinal também é no ginásio.
Isso fica onde ? Pelo nome deve ser difícil de encontrar. Já há livros sobre o tema ? "Descubra o ginásio da sua parceira em 21 simples passos" ... "Torne-se o maior ginasta da sua companheira" ... "Flick flack à retaguarda e ela até vê estrelas"

segunda-feira, março 19, 2012

Não há coincidências

... em conversas de fim de semana, comentava-se o actual estado da blogosfera doméstica. De há meia dúzia de anos a esta parte, em que se transformou o animado mundo dos blogues. Em que blogosfera crescemos e em que blogosfera vivemos. Parece ser mais pobre do que outrora foi. Não me queixo. Continuo a escrever o que me apetece e quando me apetece. Mesmo que os sinais sejam, de que a blogosfera, convergiu para pontos semelhantes aos da literatura, jornalismo, política, televisão e música.
Se a Margarida vende tantos livros, o Correio da Manhã tantos jornais, o Aníbal convence tanta gente, o Tony faz carreira de sucesso, e a Casa dos Segredos assegura audiências, qual o espanto do mundo dos blogues domésticos girar em torno de um casal com tiques de Heidi e Pedro suburbanos?

quinta-feira, março 15, 2012

Para acabar de vez com a confusão entre há e à

Há muito tempo que te não escrevo. Fazer-me à caneta e ao papel e deixar as palavras fluírem à vez, até à folha vazia. Há sempre tanta coisa a acontecer à nossa volta, que dias há, em que à tarde, já merecíamos ser noite. Há-de ser à tua beira, à beira mar, que descubro que ainda há sonho por sonhar. Há noites em que às vezes te sonho às cores, porque os invades, ainda que à minha revelia. Nem sequer ficas à boca de cena, fazes à tua maneira, e eu assim, rendido à tua presença. Hás-de ser assim. Há que ser assim, à descarada. Como um cheque mate. Como um ás de trunfo.

quarta-feira, março 14, 2012

Em vez dum blog ...

... eu gostava mesmo era de escrever prefácios, como o nosso presidente. É uma forma elegante de encerrar casos mal resolvidos e de publicitar novos desenvolvimentos. As entrevistas são muito interactivas e democráticas e os prefácios adequam-se mais ao Cavaquismo.
Com o afecto que nutre por Sócrates e com estas crises de azia, não me estranha que o Aníbal seja o resultado do cruzamento da Manuela Moura Guedes com o Miguel Sousa Tavares (Deus me proteja de sequer imaginar o momento da concepção). Pena que além da estima da mãe pelo ex primeiro ministro, não tenha também herdado a boca. Faz-lhe tanta falta para a entrada de bolo rei e para a saída de barbaridades sobre as reformas.

segunda-feira, março 12, 2012

A seguir ao Benfica, é o Sporting o meu clube do coração

Hoje de manhã o Manel Maria pediu para lhe levar o Record. Acedo, claro está. O meu Sportinguista mais lindo, depois do resultado de ontem, acordou com a intenção de se estrear na leitura de jornais desportivos. Esta vontade decorre de uma conversa em que lhe expliquei que um jogo bem saboreado, só acaba com a leitura de um diário desportivo do dia seguinte. É como a sobremesa de uma refeição apreciada.
Para evitar a censura e a tesourada no diário desportivo, sinceramente rezo para que o Record, além das novidades de cariz competitivo, não exiba anúncios de senhoras sós, sem tabus e de bumbum gostoso.
O Sporting ontem ganhou de mão cheia a uma equipa de reconhecido valor. E em cada golo marcado, o do meio, explodia de felicidade, incentivava os jogadores a marcarem só mais um e cantava coisas como “só eu sei porque não fico em casa” (paradoxal porque estávamos em casa) e “o Sporting é o nosso grande amor”. Este rapaz sabe pouco sobre o tema “a diferença entre ver jogos em casa e jogos no estádio”, e se não tenho cuidado, ainda me começa a lançar fumos verdes e brancos no meio da sala.
Não é a primeira vez que me desarmo perante a felicidade do petiz quando o Sporting vai de feição, mas verdade seja dita, o rapaz loiro de caracóis emociona-se mesmo. A ponto de me contagiar em euforia. O rapaz é do Sporting à mesma razão que os músicos são dos instrumentos que tocam e que os poetas são das canções bonitas. Se calhar foi de ter caído para a barriga da mãe quando o médico que fazia a cesariana o largou ao saber do empate do Sporting com o Santa Clara. Se calhar foi de ter levado uma palmada na fralda que o deixou quase partido ao meio, quando o Benfica sofreu o golo da derrota a dois minutos do fim e o estupor do miúdo, desde o início da segunda parte, não se cansava de jogar à espada com a televisão. Se calhar foi só porque sim. O que quer que tenha sido, todo aquele rapaz é às listas verdes e brancas, e como quem meus filhos ama, minha boca adoça, a seguir ao Benfica, o Sporting é o meu clube do coração (Obrigado Wolfswinkel, Matías, Izmailov e Jeffrén pelos 5 doces de ontem).
Não o digo com ironia, por ser um clube que dá muitas alegrias aos adeptos adversários, nem por ser casado com uma Sportinguista, nem como bofetada com luva branca aos sportinguistas que sofrem de anti-benfiquismo, tampouco por compaixão da actual e pouco saudável situação desportiva e financeira do eterno rival. Digo-o por clubismo. Digo-o por gostar mesmo de ver o Sporting ganhar, excepto nas duas ou três ocasiões por época em que defrontam a minha primeira opção. Nisto dos clubes, a seguir ao Benfica o Sporting é o meu grande amor.
Meu amor, hoje levo o Record para casa, e vamos vê-lo juntos. Começamos por dar notas de 1 a 20 aos rabos e às mamas que por lá aparecerem e depois lemos o resumo, os comentários e as declarações sobre o CINCAZERO de ontem.

sexta-feira, março 09, 2012

Faltas-me

Gosto de chuva. Além de molhar tolos, quebra rotinas e traz cheiros. Terra acabada de molhar. Gosto das gotas nos vidros e do barulho que faz. Ainda que na cidade. Ainda que sem lareira, sem mantas e sem livro ao fim de tarde. Ainda assim gosto-a e de me embalar nos sons. São fáceis de entender. Não chove muito há tanto. Há que tempos. Há tempos assim. Secam-me os sentidos.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Aula do Sirenes

Às vezes isto também pode ser um baby blog ou lá como é que isso se chama.
A escola do mais novo promove, todos os anos, o dia em que os pais visitam as salas de aula dos respectivos filhos. Há 10 anos que participo nestes eventos e anos houve em que fui a três aulas, o que, maledicência à parte, roçava os limites da seca descomunal. Este ano foi só o mais novo pelo que o programa foi encarado como light.
Esta aulas são normalmente preparadas com algum cuidado pelas professoras (o que não evita alguns deslizes sobretudos nas matemáticas, ou pelo menos é nesta área que eu dou mais pela gafe), e são férteis em baba paternal e maternal. A de ontem contou com a presença do pai da Ana, que é figura televisiva de relevo e transborda simpatia o que animou ainda mais as mães, divididas entre as proezas dos filhos e o charme do rapaz giro e simpático.
A professora fazia perguntas aos alunos que na excitação da presença dos pais se atropelavam em braços no ar e em respostas dadas antes da autorização da professora. Até que chegou a vez da pergunta para o sirenes:
Professora - António. Então sete vezes quatro serão quantos ?
(eu para o António em surdina que ele é meu filho e tem que fazer boa figura) - vinte e oito
António para a Professora baixinho - vinte e oito
O João para a Professora mais alto - são vinte e oito
A professora não ligando ao contributo do João - Então António sete vezes quatro ?
António - Já disse
A professora para o António - Sim o João já disse, mas não quer dizer que esteja bem e portanto o António vai dizer quanto é sete vezes quatro.
António para a professora - eu disse mas não foi por o João já ter dito, foi o meu pai quem me disse baixinho. VINTE E OITO
Eu - não sei onde este miúdo anda a aprender a mentir. Em casa não é de certeza. Parece parvo. Agora o pai vai sair que tem que ir trabalhar. Bom dia a todos.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Feira da Ladra

... na passada Terça Feira. O objectivo era comprar Vinis para a parede da zona audio e vídeo lá da casa.
A animação foi muito para além disso. Porque eles nunca lá tinham ido, porque o do meio saiu de lá com a certeza de voltar para vender a casa se for caso disso e o recheio se preciso for, porque o mais novo encontrou brinquedos giros de há 30 anos atrás, porque o mais velho teve que ser afastado à força, de uma banca carregadinha de revistas e de filmes com muitas imagens de gosto duvidoso e de poucos diálogos. Além de artigos em segunda mão, também se estendiam na estrada e nos passeios, memórias das idas à feira para ganhar uns trocos. Foi com dinheiro dos meus dias de feirante, que fui tantas vezes acampar e que consegui comprar o bilhete para ver ver o Benfica perder por 4 a 1 com o Liverpool. Se o resultado financeiro sabia bem, a jornada de feirante regateador sabia ainda melhor.
Como há anos atrás regressámos a casa com a sensação de dever cumprido. E olha que a parede não ficou nada mal

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

A gente não semos a Grécia

Sempre assim foi, desde pequeno. Cada tentativa que fazia de me comparar com quem quer que fosse para justificar comportamento ou desempenho, morria à nascença com uma frase tipo "As comparações não servem de argumento" ou "Acontece que o x não é nosso filho" se a comparação fosse do tipo "Mas o x pode fazer isto". Aprendi e pratico regularmente. Evito sempre na vida pessoal ou profissional, fazer comparações. As variáveis são tantas que as comparações com uma variável, só dão argumentos a quem as ouve e nunca a quem as faz. Se algum dos meus selvas se tenta fazê-las para justificar uma acção, uma nota na escola ou para enquadrar um pedido sobre o qual tenho dúvidas, já sabe que o mais certo é a nega.
Nos últimos tempos, a comparação pela negativa tem aparecido entre os nossos governantes e a vítima é sempre a mesma: a Grécia. Cavaco, Passos, Portas e seus discípulos têm insistido na lógica do “Nós não somos a Grécia”. A propósito disso, um grupo de personalidades lançou um manifesto contra a tendência cada vez mais recorrente em Portugal de fugir às críticas com a frase «nós não somos a Grécia».
Eu também sou contra esta argumentação. Primeiro por uma questão linguística, depois por uma questão desportiva e por fim por uma questão cultural.
Do ponto de vista linguístico, e aproximando-me da linguagem popular, é mais que sabido que a frase “Nós não somos a Grécia” não tem qualquer efeito sobre a opinião pública. A não ser a exclamação: “Que vergonha!!! Este primeiro ministro não sabe falar. Parece que não foi à escola. Coitado, vive em Massamá, já se vê. Então, está-se mesmo a ver que o que ele quer dizer é ‘ A gente não semos a Grécia’ . E é este ingnorante nosso Primeiro Ministro”
Desportivamente “Nós não somos a Grécia”, corresponde a mexer numa ferida ainda não cicatrizada. A do Euro2004. Pois não somos, não. Se fossemos, tínhamos ganho o caneco. Não tínhamos passado por aquela vergonha na Catedral. Estádio cheio, ruas inundadas de gentes que aguardavam explodir o golo do Rui, do Luís ou do Cristiano. Ao invés, implodiram de desilusão para casa. Não sermos a Grécia, relembra-nos o fracasso e isso é desnecessário nos tempos que correm.
Finalmente, “Nós não somos a Grécia” é culturalmente uma verdade La Paliciana. Os Gregos têm muito mais orgulho do Sócrates deles, que nós do nosso. E com toda a razão.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Efeitos Colaterais

Ele anda apreensivo com a situação do seu clube. Meu rico loiro dos caracóis sportinguista. Que fado o teu.
No regresso de um treino de andebol estivemos a falar sobre a situação do seu clube. O resultado, em jeito indignado, foi este comentário que ele colocou no facebook, no mural do grupo "Quantos SPORTINGUISTAS Somos ?":
"Então no domingo não havia razões nenhumas para mandar o treinador fora e segunda já há?! O que é isto ?! São os homens que vão reclamar e protestar no aeroporto que mandam na direção ?! Isto é que é o Sporting ?! Isto é que é o Sporting ?! Assim vamos longe vamos... Continuem assim que é isso que devem fazer..."
Meu rico leãozinho. Até tenho vontade que o Sporting seja depressa campeão, só para te ver em festejos.
O Sporting não é o meu grande amor, mas tenho um grande amor pelos Sportinguistas lá de casa.

Que trapalhada

A mesma dor, o mesmo fim. A mesma doença que teimam dizê-la prolongada. Prolongada uma merda. Antes cruel, fria e despida de todos os escrúpulos. Injusta e desequilibrada como as forças numa alavanca.
E esse mesmo local, as mesmas lágrimas. Que trapalhada dizias tu. Que trapalhada amigo.
Havia de ser um acorde de Keith Jarrett em Colónia, ou uma canção do Fanhais, ou uma carta lida em voz alta. Ouviam-se mal as palavras ali atrás. Diziam da força com que te agarraste no convés do navio varrido pelas vagas imensas. Essa mesma força que te arrancaram à bruta e se fez estéril no brutal confronto. Havia de ser mais fácil. Que trapalhada.

sábado, fevereiro 04, 2012

Silicone no sítio certo

Para os que menos frequentam casas de banho masculinas, ou para os que, frequentando, se preocupam mais em olhar para o lado do que para baixo, informo aqui que, de há largos anos a esta parte, as redes de metal e as bolas de naftalina, têm vindo a ser substituídas por placas de silicone que libertam agradáveis odores e que são anti-bacterianas.
Fica a informação portanto.
O silicone, se colocado em sítio próprio, pode ser muito útil.
A propósito. Quantos buracos tem a maioria dos urinóis ?

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Passos Coelho às Compras

Li uma notícia que dava conta de uma ida às compras de Pedro Passos Coelho. A notícia relatava que as compras de Passos Coelho num hipermercado se traduziram num litro de leite, numa garrafa de Coca-cola, comida para o cão e sumos.
Então isto justifica uma ida ao hipermercado ? A sério. Imagine-se ele em família, na sua casa de Massamá e o sítio mais à mão para ir às compras é no Continente da Amadora. Mesmo com cartão do continente e com cupões de desconto, aquelas 4 coisas não justificam IC19 e cabos de Ávila. É a este homem que entregámos os destinos do nosso país? E além da distância, as grandes opções para o cabaz de compras são um desastre:
- comida para o cão - Pedro: faça como o Aníbal, dê-lhe restos que os cães são como os portugueses. Habituam-se a tudo e mesmo que os trate mal, continuam a adorá-lo.
- sumos. Sumos ??? Mas lá estamos em tempos de sumo ? Compre fruta nacional e esprema-a. Como faz com as reformas. Assim muito espremidinhas.
- 1 pacote de Leite. Sinceramente. Bem sei que o Aníbal gosta de ver as vacas a sorrir e que ultimamente o Pedro não gosta de ver o Aníbal a sorrir. Mas as vacas não têm culpa. Compre seis litrinhos, que com um litro de leite não vai longe. Estamos a falar de leite, não é de gasóleo que custa o triplo, nem é de leite de chocolate com iva a nãoseiquantos.
- Coca Cola ? Com esta é que se arruinou. Num cabaz de 4 produtos, um é de uma empresa estrangeira ? Ainda por cima a água suja do imperialismo americano ? Mas onde é que o Pedro anda com a cabeça ? Então o Pedrinho de São Bento aposta nas exportações e o Pedrinho de Massamá quer é enviar dinheirinho da sua conta para o estrangeiro ? Francamente.
É a este génio, que vai de Massamá aos Cabos de Àvila, comprar quatro cenas que o destino do nosso país está entregue. Da próxima vez ao menos convide o Vitor Gaspar para o almoço que sempre pode pedir uma ou outra coisa de caminho e ele sempre lhe ensina uns conceitos básicos de economia doméstica.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A reforma de Cavaco Silva II

O país futebolístico está agitado e o tema domina as conversas e notícias desta segunda feira de manhã.
De benfiquistas eufóricos por terem aumentado a diferença pontual para o Porto, a Sportinguistas satisfeitos por terem ganho o primeiro jogo de 2012 a portistas revoltados por terem sido roubados pela arbitragem ao mesmo tempo que o Benfica foi beneficiado.
Cavaco Silva, sempre atento ao desconforto alheio, já veio deitar água na fervura, com as seguintes declarações:
"Os adeptos do Porto não têm razões para considerarem que o Benfica foi beneficiado. O golo do Feirense na realidade foi inválido, porque é precedido de um golo mal anulado ao Feirense."
"É verdade que o Porto foi prejudicado, mas em tempos de crise temos que respeitar prioridades. Pinto da Costa, tal como eu, apercebeu-se que a sua reforma não vai dar para as despesas e naturalmente começou a cortar nas luvas aos árbitros."
"As vitórias são como o bolo Rei. Sabem melhor em Janeiro"

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Reforma de Aníbal Cavaco Silva

"Exmo Sr Aníbal:

Junto enviamos o orçamento solicitado para transformar em marquises todas as varandas do palácio de Belém.

Cientes de que a sua reforma não é suficiente para fazer face às despesas apresentadas, temos uma linha de crédito muito jeitosa, capaz de atenuar em suaves prestações tão avultado investimento.

Com os melhores cumprimentos

ALV Lda Alúminios Lacados e Vidros"

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Ai Portugal Portugal


Era uma vez, há muitos anos atrás, um Navio muito muito grande. Não tinha grandes condições e por isso mesmo, o comandante desse navio recebeu muito dinheiro para o modernizar. Motores, leme e casco tinham que ser renovados e depois disso, mas só depois, deveria o dinheiro servir para melhorar os camarotes, as infra estruturas e dotar o navio de serviços de boa qualidade que atraíssem os futuros passageiros. Acontece que o comandante desse navio, preferiu gastar o dinheiro com o embelezamento do navio e fez uma sala de jantar enorme, e um centro cultural, e pintou muitas coisas e colocou marquises em tudo o que era varanda para o mar. Depois dele outros comandantes vieram. Uns investiram muito na educação e nos salários dos tripulantes, outros pediram mais dinheiro emprestado para promover o navio, outros acharam que o navio devia ser escoltado por dois lindos submarinos, outros continuaram a adornar o navio esquecendo-se que o leme, o motor e o casco, embora com bom ar, não conseguiam suportar grandes viagens.
Era uma vez uma ilha onde havia gente que queria ver o navio de perto, em especial uma gorda alemã e um anão francês. E pediram e exigiram e ordenaram que o navio se aproximasse da ilha e que para tal ser possível, o navio tinha que conseguir passar no estreito Deficit que tinha águas muito baixas e portanto o navio tinha que conseguir manobrar muito bem.
O comandante do navio aproximou-se da ilha e fez um rombo no casco. Para tornar o navio mais leve começou por atirar borda fora bens essenciais do navio. E fê-lo uma, duas, três vezes, e quando chegou a quarta vez foi ele próprio atirado borda fora e substituído por outro comandante. Este outro comandante ainda é mais bruto que o anterior e atira fora tudo o que encontra pela frente. A tripulação inclusive.
A embarcação não consegue navegar no estreito Deficit, o rombo no casco é imenso, o navio já tombou e com ele grande parte da tripulação. O motor está encravado, e o leme desgovernado. A gorda e o anão gritam ordens para o comandante que parece não saber o que fazer. Para ajudar, o bote salva vidas, vem-se a descobrir, tem um rombo proporcionalmente maior que o do navio e o comandante do bote parece ter perdido o discernimento, se é que alguma vez o teve.
Até hoje, nenhum dos comandantes do navio está acusado de coisa alguma ou em prisão domiciliária, e o primeiro até é comandante honoris causa da embarcação. Os outros operam em companhias estrangeiras em lugares de maior ou menor destaque e parece que um deles está na ilha ao lado da gorda e do anão a dar ordens para o navio.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Declaraçon

É só uma ideia. Ás tantas até meia parva. A verdade é que o tema não convida a grande seriedade, e tem-se gasto tanto tempo a discutir se fulano e sicrano é Maçon ou não, que não me parece mal pensado, mais não seja para poupar tempo.
Aparentemente, só nas tais reuniões é que usam os aventais, os colares e uns títulos meios estranhos que incluem adjectivos em graus superlativos. Parece que o problema é identificar Maçons, e os ditos não envergam t-shirts com a frase "Para sua inforMaçon, eu sou". Isto leva-me à teoria que isto de ser Maçon é coisa com pronúncia do norte, ao estilo de "O Porto é uma naçon". Se fosse coisa aqui de Lisboa, seriam Mações ou Maçãos. Maçons é coisa do Porto. Só pode. Dizia eu, que talvez não fosse má ideia, uns óculos que permitissem distinguir os Maçons dos restantes indivíduos. Punham-se os óculos e quem fosse Maçon aparecia de avental, ou a preto e branco, ou a 2D, ou assim mais alto ou qualquer coisa.
E pronto. Era isto.
Palavra de honra, acabava-se com a agitaçon, e em caso de dúvida, tínhamos a confirMaçon.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Agradecimento

Só para dizer que quarta feira vou ver o Sporting. Além de levar o do meio ao futebol, aproveito para lhes agradecer o empate de Sábado. Levo uma rede à volta para minha segurança, e se forem espertos ainda põem a minha foto nos corredores de acesso aos balneários.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Ainda 2012

Nunca houve um ano tão maltratado à nascença. Se Santana Lopes comentasse o início deste ano diria que era um bebé na incubadora, em que todos passavam por lá só para lhe espetar com um par de bofetadas nas fuças. Salvo raras excepções, todos se referem a este ano, com um dos que “mais vale que passe depressa que será de más memórias”. Ora caramba e só para embirrar vai ter um dia a mais que os passados três. Bem feito, é bissexto.
A vantagem de se nascer assim, feio e indesejado, vem da história do patinho feio. O que vier de bom será sempre um ganho, e às tantas dá cisne em 2012. Até parece que 2011 foi uma beleza. O Pedro foi para o lugar do José, e o Aníbal substitui-se a si próprio com o extra de comunicar por Facebook, não obstante passámos a ser governados pela gorda alemã e pelo anão francês, o Benfica não foi campeão, o verão começou em Setembro e acabou em Outubro, o Miguel Sousa Tavares publicou um livro, as empresas faliram, houve rádios que ainda passaram Delfins, o número de desempregados cresceu exponencialmente, Alcochete só vai ser conhecido pela Academia do Sporting e pelo Outlet, TGV continua a ser a sigla de Tequilla Gin e Vodka, a TVI continuou a fazer televisão TVI, a geração Diolinda indignou-se com a triste condição que já se previa há anos, os BRIC foram BRIC e os PIG foram PIG, não ganhámos o festival da canção, e o fado foi património imaterial esgotando o plafond de uma década da capacidade para ouvir fado.
Posto isto, não há razões evidentes para não inverter a derivada deste ano. 2012 há-de ser bom e não merece tanta falta de consideração. Um ano novo é isso mesmo. Novo. Por estrear. Fazê-lo melhor compete-nos a nós. Deolindos e não deolindos. Se os Maias previram o fim do mundo para 2012, deixo já a ressalva que a Maia (que pelo apelido deve ser familiar) também prevê muita coisa que não acontece. Ainda por cima, na altura dos Maias não havia silicone, pelo que não deviam ser grande espingarda no que toca a previsões.
Toca lá a fazer de 2012 um ano simpático antes que ele se transforme num ano trisexto, e antes que aumentam o IVA e acabem com dois feriados civis, dois religiosos e vendam mais cenas a empresas geridas por pessoas com olhos pequenos e semi cerrados.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Jantar animado

O Sirenes tem esta tendência de imitar as piadas dos mais velhos. Mesmo quando são parvas, como é o caso. Quando perguntam a alguém
- Quantos anos tens?
Perante a resposta, e quando estão na parvoeira, resolvem perguntar "Anos com U ou com O?" E riem-se muito.
O Sirenes tentou fazer a graça com o do meio:
- Que idade tens?
- 10
- Idade com O ou com U?
Além dos risos, o mais velho ainda comentou:
- António, estás no ponto para ser concorrente da casa dos segredos.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Olé 2012

Desta vez nem passas, nem subir para uma cadeira, nem roupa interior azul. O azul não combina com as minhas vergonhas, as passas desagradam-me e estava com o Sirenes às cavalitas, e subir para a cadeira era um número arriscadíssimo. Desta vez, em boa companhia de família, amigos e conhecidos, só o champanhe, muitos votos de Feliz 2012, tanta música, boa disposição e poucos excessos. A novidade, porque a região assim convida, foi a arena e terem soltado uma vaca.
Eu nem sou fã da tauromaquia e deixei-me ficar entre barreiras. Houve quem arriscasse o capote para enfrentar a vazia, e não fosse a vaca afeitada, outra sorte correria. Alguns adultos no toureio e tantas crianças a sujeitar. Foram elas que se divertiram com a largada, sob o olhar atento e recomendações lançadas à arena por pais e mães apreensivos. A vaca cumpriu o seu papel. Investiu quando era altura e recolheu em boa hora.
Bem divertido este arranque de 2012. Houve festa e corrida. Olééé !!!!!

terça-feira, dezembro 27, 2011

Ménage à Trois

Isto do frio matinal é chato porque influi na vontade já diminuta de sair da cama. A família toda de férias e eu a ir trabalhar. Está bem que exagerei no verão e tirei quatro semanas seguidinhas, e a fábula da formiga e da cigarra ensina-nos a equilibrar verões com invernos. É verdade que ao fim das quatro semanas já não nos podíamos ver uns aos outros e agora, que me apetece ficar em férias com os Marias e a rainha, devia engolir o que disse na altura: "Eu quero é ir trabalhar que estou com uma overdose familiar". Tudo isso é muito certo, mas apetecia-me ficar em casa, pronto. E o frio. Estupor do frio.
Isto das temperaturas diminutas ou é para me lembrar que este ano não vou à neve, ou é obra dos "três gargantas" para nos obrigar a consumir mais energia. Palavra de honra, não nos bastava as visitas da troika financeira, ainda temos que aturar uma troika de gargantas. É muita bem feita para os defensores do ménage à trois. Com tanta troika, o que não há-de faltar são ménage à trois. Com tanto aquecimento ligado, quando chegar a factura, seja em modo chop soy seja em modo agre e doce, vou ficar com os olhos em bico e decreto o modo de hibernação lá em casa. Adormecemos todos e só acordamos lá para Maio para não gastar mais electricidade, ou então em Maio de 2014 quando a crise só aparecer no retrovisor.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Comunicação

Já por várias vezes, tive familiares no hospital e garanto-vos que nunca recebi tanta informação sobre o respectivo estado de saúde, como estou a receber sobre o do Eusébio. Aparentemente a imprensa consegue três coisas muito importantes, que não estão à mão de qualquer um:
- encontrar um médico
- fazer com que ele diga coisas
- fazer com que ele diga coisas perceptíveis
Proponho que haja boletins clínicos à imprensa nacional sobre todos os pacientes de todos os hospitais.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Aos três de uma só vez

O presépio cá de casa faz inveja a qualquer benfiquista. Tem três Jesus. Um para cada selvagem, para evitar confusões. Nem nesta quadra parecem grandes adeptos da partilha, triplicar o salvador foi a solução escolhida. E pensando bem o Benfica devia fazer o mesmo. Um que soubesse treinar, um que soubesse falar e um só para mascar pastilha elástica.

domingo, dezembro 18, 2011

Maratona - Shoping

Goela abaixo, o Domingo para as compras de Natal. Menos gente do que em anos anteriores, sinais claros dos novos tempos, contudo o mesmo frenesim e igual cansaço. Notei alguma originalidade na oferta o que faz sentido, que as escolhas são mais cuidadosas, e a oferta tem que lutar muito mais pela procura. Quando a senhora ao me mostrar um artigo, me disse "É lindooooo" não esperava que eu lhe respondesse "Obrigado. A senhora também não é nada de se deitar fora." Compras são chatas e cansativas, e uma pessoa tem que criar uns momentos mais animados. Também não era preciso ficar de trombas até eu sair da loja. Foi ela que começou. Eu posso não ser lindo, mas deixa lá que ela até era de se deitar fora.

terça-feira, novembro 29, 2011

Eu x Sporting em 10 passos

Há quase dois anos fui ver um Sporting Benfica, que acabou com esta troca de mails entre mim e o Sporting

Mail 1
10 de Fevereiro 2010
Eu -> Sporting


A pedido do meu filho do meio, sportinguista convicto, resolvi fazer uma ida em família ao futebol. Estreia para o meu filho mais novo de cinco anos. Aconteceram dois casos insólitos:
1. A senhora da bilheteira não vendia mais que dois bilhetes por comprador e a sugestão que deu foi a de entrar e sair da fila o nº de vezes suficientes até completar os 5 bilhetes. Acabou por vender os 5 bilhetes depois de eu lhe dizer que faria isso se ela me garantisse 5 bilhetes em lugares contíguos.
2. Cheguei à porta do estádio às 19:55 que estava barrada pela policia para deixar entrar a claque do Benfica. Este bloqueio prolongou-se por muito tempo e quando me sentei faltavam 10 minutos para o final da primeira parte. Dois adultos e três crianças e outros tantos adeptos de futebol à espera que deixem entrar claques organizadas mas não reconhecidas oficialmente. Não entendo. O mais novo acabou por adormecer ao meu colo durante a espera e para estreia num jogo de futebol não ficou com grandes simpatias pela modalidade. Lamento o fraco contributo que deram para que o futebol seja um jogo para ser vivido em família.

Mail 2
26 Fevereiro 2010
Sporting -> Mim


Exmo(a) Sr(a) André Frazão,
Desde ja agradecemos o seu contacto
Serve a presente para informar que procedemos ao reencaminhamento da sua mensagem para o departamento do clube mais adequado.
Agradecemos a sua preferencia.
Continue a visitar-nos em www.sporting.pt
Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 3
26 Fevereiro 2010
Eu -> Sporting


Bom dia
Aguardo pacientemente a análise da reclamação efectuada. Mais informo, que em função dos eventos relatados pela minha reclamação, decidi não aceder ao pedido do meu filho de o levar a assistir ao jogo desta jornada.
Com os melhores cumprimentos

Contacto meu com a linha do Sporting a perguntar pela resposta
4 de Fevereiro de 2011.
Registo do meu contacto:

Data: 04.Fev.11
Nome:ANDRE FRAZAO

Detalhe:ENVIOU MAIL A EFECTUAR RECLAMACAO
A SEGUIR AO SCP X BENFICA. SO ENTROU NO ESTADIO PASSADO 30 MINUTOS. DERAM PRIORIDADE AOS SOCIOS DO BENFICA AGUARDA RESPOSTA

Mail 4
4 Fevereiro 2011
Sporting -> Mim

Prezado André Frazão,
Desde já agradecemos o seu contacto.

No seguimento da sua solicitação junto da Linha Sporting, vimos por este meio indicar que, após consulta nos nosso registos de mensagens, não verificamos qualquer comunicação anterior com o seu nome ou endereço electrónico relativo ao assunto infra.

Face ao exposto, queira por favor indicar para qual contacto do Sporting Clube de Portugal enviou a sua reclamação e/ou expor novamente o assunto que deseja ver esclarecido ou respondido.

Aguardamos a sua resposta.

Agradecemos a sua preferência.
Continue a visitar-nos em www.sporting.pt

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos e
Saudações Leoninas,

Mail 5
4 Fevereiro 2011
Eu -> Sporting


Boa Tarde
Junto envio o mail por vós enviado para esta mesma conta.
Cumprimentos
(anexei o mail 2 e o mail 1)

Mail 6
15 Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim

Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde, pedimos que nos esclareça da sua reclamação, dado que o jogo SCP vs SLB apenas será disputado dia 21.02.2011.

À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 7
15 Fevereiro de 2011
Eu -> Sporting

Bom dia:

Recordo que a reclamação a que se refere o mail ocorreu na época 2009-2010 (Fevereiro de 2010). Foi nessa altura que enviei o mail e desde então que aguardo uma resposta da vossa parte. Anexo o mail enviado aquando dos acontecimentos.

Cumprimentos
(novo anexo do mail 1, 2 e 3)

Mail 8
17 Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim


Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde, apresentamos os seguintes esclarecimentos em face da sua reclamação:

No que se refere à 1ª reclamação, precisamos que nos informe do nome do bilheteiro que lhe forneceu as informações proferidas.

Em relação à 2ª questão, esclarecemos:
• a demora dos Adeptos do Sporting no acesso à porta 1 foi devido ao corte que a PSP efectuou enquanto entraram as claques do SLB;
• a responsabilidade destas medidas, por regulamentação própria é, sempre, da exclusiva competência da PSP, que detém autoridade para fazer cumprir a mesma;
• o Sporting Clube de Portugal, para obviar este inconveniente, parametrizou a porta 4 para a entrada dos Adeptos com bilhete de Sector B3 e fez publicar a noticia no Site ( ver anexo ), bem como enviar sms a notificar para esse propósito, para todos aqueles sócios que assim detêm nº na nossa base de dados;
À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.

Mail 9
17 de Fevereiro de 2011
Eu -> Sporting


Boa tarde:

Desde já agradeço a resposta à reclamação efectuada, embora registe que só a obtive por insistência e passado quase um ano após o jogo.
A ideia da reclamação é a de vos ajudar a identificar oportunidades de melhoria, mais do que obter justificações para o sucedido.

Passado um ano, só consigo lembrar-me que efectuei a compra dos bilhetes no Sábado de manhã pelas 11 horas na bilheteira principal – subindo a escadaria exterior voltada para o campo grande.

Em relação à entrada, a informação prestada foi manifestamente insuficiente, uma vez que se tivesse acesso à mesma ter-me-ia deslocado mais cedo ao estádio. Não obstante tentei aceder por um lado e quando verifiquei que estava vedada a passagem dei a volta toda ao estádio e tentei aceder pelo outro. Acresce que também esta volta ao estádio foi repleta de incidentes uma vez que os meus três filhos vestiam equipamentos da equipa de que são adeptos e nem todos são do Sporting. Insultos e aconselhamento de polícia:”Vão passar perto da zona da Juve Leo, pelo que os meninos que estão de benfica devem esconder as referências”. Isto para concluir que nem tentando entrar por um lado nem pelo outro conseguimos entrar atempadamente no jogo e não fomos informados em nenhuma altura antes do jogo que deveríamos optar por uma hora mais cedo ou por uma porta mais conveniente.

Mais uma vez e conforme o mail original não foi prestado um bom serviço no que concerne ao incentivo de tornar o futebol um jogo ser assistido em família, e é nesse sentido que vos alerto para a necessidade de fazerem melhor. Quando sentir que há um esforço sério para que as famílias se sintam em segurança assistir a um derby, terei todo o gosto em voltarmos os 5 ao vosso estádio. Infelizmente não é ainda o caso.

Com os melhores cumprimentos

Mail 10
18 de Fevereiro de 2011
Sporting -> Mim


Prezado Consócio André Frazão,

Na sequência do seu contacto, o qual agradecemos desde já, informo que iremos, naturalmente fazer chegar as suas ideias, comentários e reclamações, para o Departamento interno competente.
Será devidamente analisado e levado em atenção. Reiteramos as nossas desculpas pelo atraso, bem como, a situação em que se viu envolvido.

Reforçamos os nossos agradecimentos pela disponibilidade que demonstrou na apresentação do seu e-mail.

À sua melhor atenção, estamos disponíveis para qualquer necessidade de esclarecimento adicional.
Apresentamos os nossos cumprimentos e Saudações Leoninas.



Notas Finais:
Sou Benfiquista, mas não sou consócio de coisa nenhuma ligada ao futebol, por muito prezado que seja, dispenso o título.
Não sei qual dos dois finais de mail gosto mais, se do "Saudações Leoninas" se do "Até já" da operadora móvel.
Também em Alvalade perdi quase a primeira parte de um jogo que paguei por inteiro. Eu e mais uns mil (na maioria adeptos do Sporting) para não atrapalhar a entrada de uma claque ilegal.
Ainda assim, a ideia da caixa de segurança é triste e inoportuna.

domingo, novembro 27, 2011

Luzes

à muralha do castelo de São Jorge, e desta vez com imagens que celebram a distinção pela UNESCO do fado como Património Imaterial da Humanidade. Eu que até por vezes engraço com o fado, já o ouvi em casa do dito, e já o ouvi em modo vadio numa taberna, confesso que nestas últimas semanas atingi a minha cota de fado de 2011 e já esgotei a de 2012 e estou a meio da de 2013.
Que me perdoem os mais puristas, mas estou convencido que a candidatura do fado a património imaterial foi pouco ambiciosa. Devia ser como as misses, com direito a primeira e a segunda dama de honor. E assim iam em trio candidatar-se a património imaterial. A acompanhar a miss "fado", gostava de ver a miss "coçar os tomates" e a miss "ritual da escarreta". Ainda ficam bem colocadas nesta lista, a candidata miss "palito no canto da boca" e a candidata miss "fato de treino ao domingo no shoping". Uma candidatura mais consistente com um trio de patrimónios imateriais catapultava para as luzes da ribalta, ícones da nossa identidade que merecem tratamento digno e reconhecimento de todos. Não há museu da escarreta nem se promove o coçanso dos tomates ao desafio e contudo eles são tanto do nosso património.

quarta-feira, novembro 23, 2011

1 <=> 25 leia-se equivalente

Que Alberto João Jardim é bom em contas, já todos sabíamos. Não há buraco, há buraco mas é uma covinha, afinal é um buraco de um milhão, estava a reinar porque não confio no Sócrates são 5,8 mil milhões, afinal são 6 qualquer coisa mil milhões. Pronto. O homem percebe de matemática, e não é à toa que ele se parece com o Manelinho da Mafalda.
Além do domínio da progressão geométrica no que toca a buracos, Alberto João revoluciona a álgebra e faz aprovar uma lei que permite que um deputado vote por vinte e cinco. Isto, que à primeira vista parece um retrocesso na democracia, é na realidade a fórmula mágica para poupar em deputados. Fazem-se eleições, elegem-se deputados, e depois cada partido que elege deputados só coloca na assembleia um deputado cujos votos valem pelo número de deputados eleitos. Só em salários e despesas com deputados poupa-se uma fortuna, com a vantagem de se poder vender a assembleia regional, e fazer as reuniões à volta de uma mesa de café ou de uma sala de condomínio de um qualquer prédio de 10 fracções. Qual é o espanto? Nos clubes, não há sócios que valem um voto e outros que valem 20? É assim mesmo Alberto. Bem gerida, consegues que esta regra se aplique ao pagamento da dívida. Um euro há-de valer 25, e assim sendo só tens um buraco de 250 milhões, que é uma ninharia. Nem uma covinha é. É um furinho.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Unhate

... é o nome da campanha Benetton, ilustrada com beijos entre líderes mundiais que tendencialmente andam de candeias às avessas. E olhando para o nosso pequeno país, que bonitos ficavam os nossos outdoors com:
- Paulo Bento e Bosingwa
- Paulo Bento e Ricardo Carvalho
- Carlos Queiroz e Luís Horta
- Miguel Sousa Tavares e Zé Diogo Quintela
- Manuela Moura Guedes e José Sócrates
- Teresa Guilherme e Júlia Pinheiro
- Ricardo Sá Pinto e Artur Jorge
- Pinto da Costa e Carolina Salgado
- Manuela Ferreira Leite e José Sócrates
- Alberto João Jardim e Pedro Passos Coelho
- Cavaco Silva e Mário Soares
- Mário Soares e Manuel Alegre
... a lista parece infindável .... Ronaldo e Messi

quinta-feira, novembro 17, 2011

Era só o que faltava

Desde Setembro que às segundas e quartas vou com os três selvas à natação. Piscina Municipal já se vê, para que a conta não seja imoral e ainda assim, sabe Deus. A logística está em tudo simplificada e nada tem a ver com o post da natação do início deste blog. Começa o do meio, depois preparo o mais novo que entra meia hora depois do do meio, e mais quinze minutos entramos eu e o mais velho, exactamente à hora a que sai o do meio, que assegura o comando assim que sai o mais novo e enquanto eu e o mais velho não chegamos aos balneários. A coisa tende a correr bem se ninguém perder a chave do cacifo, se as roupas estiverem arrumadas por ordem de chegada, se a roupa do mais novo não cair no piso molhado e se este não estiver a cantar o hino durante a aula e a gritar “Viva Portugal” durante o duche de maneira que se oiça mesmo a meio de 25 metros costas. Se tudo correr bem, quando entrar no balneário, o do meio está quase pronto e mais novo está a tentar acertar com os botões da camisa. Isso permite-me tomar banho descansado na companhia do mais velho, e como aquilo é uma piscina municipal, há para ali muita vergonha à mostra, pois muito tudabanitudareja. E não é que se me deparo com um fenómeno que nunca vira antes? Não é que anda muita gente na pintelhódepilação ? Ó cruzes valham-me os Deuses, que até passei a tomar banho de calções que é para não me sentir uma espécie de Rosa Mota no meio de modelos depiladas. Então uma significa percentagem de homens agora vai de depilar a genitália? E a coisa parece estar evoluída, já ao nível da barba, que ainda ontem estava lá um com pelos púbicos de três dias, que deve ficar mais sexy. E eu que só tinha feito aquilo na altura do cateterismo, e sei que dá umas comichões que Deus me livre, agora tornou-se moda. Não quero saber. Eu. Careca que sei lá, ia armar-me em metrosexócoiso e andar aí de pintelhos de três dias só porque sim? Nem pensar. E aquilo vai de máquina, ou de lâmina, ou de creme? Ouvi uma vez uma história que envolvia cera e que terminou muito muito mal…. Ai que até se me arrepio todo

domingo, outubro 30, 2011

Em que caixote está ....

... no início deste blog também em época de mudança de casa, não pereço ter aprendido grande coisas em oito anos.
Em que raio de caixote está o papel higiénico ? Se não for esse, o dos rolos de cozinha ou lenços de papel também serve. O único rolo que me aparece é o da fita-cola gigante de fechar os caixotes. Por motivos óbvios prefiro nem experimentar.

22 de Outubro

Quase uma semana depois, príncipe do meio. Nem se pode dizer que tenha sido por falta de oportunidade, antes por indisponibilidade. Já se sabe que não ajudou coincidir com a altura ds casa nova, e com as mudanças à pressa para que o aluguer daquela em estivemos provisoriamente desde Fevereiro se concretizasse. O mundo em caixotes de cartão que nos transportou para um universo parecido ao do Chapi Chapo, com a particularidade que nestes caixotes cor de cartão, o que é curiosos uma vez que se trata de caixotes de cartão, habitam seres como serviços de chá, pokemons, dinossauros, banda desenhada, cassetes audio e VHS, escudos, fondues, fichas triplas, caixas de arfix, dóminós, pasta de dentes e de sardinha. Percebes portanto a indisponibilidade mental para escrever sobre o teu aniversário, o primeiro a ser festejado na nova casa ainda antes mesmo de nos termos mudado, mas já com tudo prontinho.
Desta vez, são precisas duas mãos cheias de dedos para mostrar a tua idade, o teu irmão mais novo vai admirar-te em dois dígitos e o mais velho vai-te ensinando tudo o que já aprendeu e sabe. De resto é tudo teu, a persistência, a teimosia, o charme, o mau feitio, o coração de manteiga e os sonhos a atropelarem-se uns aos outros a um ritmo alucinante, capazes de fazer a cabeça em água dos teus pais.
Fazes 10 anos e mais que merecidos sonhos feitos reais em prendas mimos e alegrias. Parabéns (atrasados) meu Amor

segunda-feira, outubro 24, 2011

Sorriso

Reparo nos cartazes que anunciam literatura do Miguel Sousa Tavares. Não me causa espécie os dotes de escrita dele, antes o ar ternurento e sorridente do autor. Não casa. É como se de repente aparecessem cartazes de Cavaco Silva a comer bolo rei de boca fechada e sem exibir o bolo alimentar. Qualquer coisa não bate certo.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Já fechou?

O OE 2012 já fechou ou ainda vou a tempo? É que perante as dificuldades do governo eu queria dar umas sugestões, e espero ainda chegar a tempo. De maneiras que derivado da profunda reflexão... aqui vai.
Na coluna da Receita Acrescentar:
Taxar coisas. É necessário taxar coisas que nos fartam. As inaugurações do Alberto João Jardim, os discursos do Presidente da República, os golos do Futebol Clube do Porto, os programas televisivos de fraca qualidade, as galas da TVI, as canções do Tony Carreira, os azedumes do Miguel Sousa Tavares, as derrotas da selecção, as declarações do Cristiano Ronaldo (o menino é bom a jogar à bola, mas desligava-se a seguir aos jogos que não há cú), as variações do Carlos Queirós, os erros de português do Jorge Jesus e a utilização de título de Dr e Drª por quem não seja médico, advogado ou doutorado.
As comunicações do Vitor Gaspar são muito más. Forma e conteúdo esgrimam argumentos para ganhar o título do pior. Deviam ser taxadas também, mas muito.
Animação de Festas. A Cristas dá ares de Heidi suburbana, podia animar festas de crianças e fazia de Heidi. O Pedro pode fazer de Pedro. Tirando os óculos, passa bem por pastor de Massamá.
Os submarinos e os carros anti motim estão subaproveitados. Podiam fazer festas de anos temáticas para adolescentes: "Carrega sobre a Manif" e "20 mil euros submarinos".
A troika deve pagar a peso de ouro as horas que os portugueses gastam à conta da troika. A quantidade de reuniões, relatórios, mapas e auditorias que se fazem para a troika ou por causa da troika é gigantesca. Conheço tanta gente que já gastou tempo por causa da troika que devemos ajustar uma rate horária para lhes cobrarmos. Às tantas ia dar ela por ela, no que toca aos 75 mil milhões de euros.

Na coluna da Despesa:
Os ministros e secretários de estado passavam todos a trabalhar no mesmo edifício. Deixava de haver motoristas e carros e passava a haver carrinha. Como nos colégios. Apanhava-os a todos às 8, eles vinham de bibe para não gastarem dinheiro em fatos e tailleurs e assim, e traziam cesta com marmita e refeição.
Os deputados também iam e vinham de carrinha ou de bicicleta pronto.
O diário da república, passava a semanário da república. Neste país só a Bola é que tem fregueses suficientes para justificar uma tiragem diária.
Não fazer recepções oficiais depois das 11 da manhã nem depois das seis da tarde, senão com os atrasos, temos sempre que oferecer almoço ou jantar. Nem que seja por cerimónia, mas o pior é que os convidados aceitam sempre.
Os Magalhães andam aonde ? Os ministros não os usam porquê? Têm que vender os portáteis que usam no Cash Converters e voltar a usar os Magalhães. Não gostam do wallpaper do Teixeira dos Santos ? Não faz mal nenhum, mudam de wallpaper. Ponham umas laranjinhas assim muito espremidas.

Espero que algumas destas ideias contribuam para melhorar os números da nossa economia. Obrigados.

terça-feira, setembro 27, 2011

Ano Lectivo

Eu gosto muito do Outono porque as folhas das árvores ficam com cores laranjas e castanhas e depois caiem. O Outono traz-nos as primeiras chuvas, os cadernos da escola por estrear e as castanhas assadas.
Por outro lado o Outono traz-nos o traje académico e as praxes o que me chateia. Sendo eu de Lisboa e achando que a missão dos estudantes do segundo ano e seguintes é fazer com que a integração dos caloiros seja tranquila e divertida, tenho alguma dificuldade em reconhecer competência para garantir a integração de quem quer que seja onde quer que seja, a atrasados mentais trajados como estudantes de Coimbra e que provavelmente nem metade das cadeiras do primeiro ano tem concluídas. Porque escrever CALOIRO a marcador na testa de um recém chegado e fazê-lo fazer figura de parvo, para divertimento de outros tantos ditos veteranos não eleva o estatuto de qualquer um, mesmo que envergue um traje apinguinzado. Serão veteranos na frequência universitária e muito pouco mais que isso. São pagantes de propinas e frequentadores das salas de alunos. Estudantes serão poucos.
Quando atravesso a Alameda com os meus filhos e vejo os desgraçados caloiros às ordens parvas dos veteranos, explico sempre:
Os maus e que estão a fazer figuras de parvo são os de capa preta. Eles chegam a lavar os trajes alguma vez ?

segunda-feira, setembro 26, 2011

Estreia

E se ela gostar do colar que lhe fizeste ?
E se ela te aceita as flores e te agradece com um beijo?
A determinação ganha-te à vergonha e hoje para a escola, levas um sorriso, um nervoso miudinho, um colar feito por ti e um ramo de flores. Assim pequeno, que escolheste com a mãe, porque a "mãe é que é perita" nestas coisas.
Loiro dos caracóis mais lindo, se ela, que faz anos hoje, não ficar da cor de um tomate e não te agradecer com um beijinho tu não te rales muito. A natureza das mulheres é um mistério indecifrável e reagem de uma maneira nunca evidente.
As mulheres são como o teu Sporting, nunca vais saber se vão reagir bem, se vais ter uma enorme alegria ou se sais com a aquela sensação frustrante do "fica para a próxima". Mas tomam sempre conta do nosso coração.
Boa estreia.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Não há mal que dure sempre ...

... nem bem que nunca acabe. Falar em bem.
A bem a bem era que o Outono além das castanhas, das folhas a cair das árvores e dos satélites a cair do espaço, nos presenteasse com o Jorge mais feliz que o Vitor.
Assim um 0 a algo maior que zero. Para variar. A noite acabava com este sisudo

e este a rir.


PS: Se por uma infelicidade o Benfica não ganhar, venho aqui e apago este post.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Agressões

Contou-me aquilo com os olhos rasos de água. Voz trémula e as mãos sobre as minhas. "Ai André nem queira saber agora deu em bater-me ... depois nega tudo se a minha Anabela o confronta. Anda com um feitio ... e então se bebe. Depois destes anos todos. Eu nem sei como lidar com ele."
Logo ele. Aquele homem que eu tanto respeitei. Aquele casal que sempre admirei. Não há vez que lhes falte a visita, se calha estar lá. Logo aqueles dois. É da doença, é da bebida, é da idade ! Nem sabia o que lhe dizer. Prometi não tocar no assunto à frente dele. Gosto deles e fez-me tanta espécie depois de lhes saber tanto respeito e amor.
E depois saio da aldeia e não vejo doença, nem idade, nem bebida nem amor, nem amor próprio, nem respeito, nem vergonha. Quando a meio do percurso já se está assim, que raio de fim há que esperar?

quinta-feira, setembro 15, 2011

Sugestão

Aposto que o Passos Coelho ainda não se lembrou desta. Era se podia haver uma taxa para quem utilizasse a 4ª pessoa do singular. Que achas Pedro? Gostastes ? (Ui, 1 euro para o estado. Já estavas a ganhar. Vistes ? Ai, que já lá vão dois. Tramadinha esta taxa.)

Vista Cansada

Estas coisas da oftalmologia continuam a desagradar-me... e aparentemente a degradar-me. É a merda dos cartões matrizes segurança do homebanking. Aqueles algarismos são muito pequenos e depois de ter sido expulso do site porque falhei 2 vezes seguidas a porcaria do código de segurança, resolvi ir ver se era caso de ajustar as lunetas ou pedir ao banco um cartão com números mais óbvios.
O homem fez-me passar por umas três maquinetas, daquelas queixo_aqui_encoste_a_testa_e_olhe_para_a_luz e mostrou-me a minha vista de todas as formas e feitios. Nada mau, não fosse o discurso. "Tem astigmatismo, mais um coisótrofia qualquer e pela sua idade está a perder visão. A boa notícia é que este processo começa aos 40 mas aos 60 tende a diminuir drasticamente"
Aos quem ? Aos sessenta deixo de piorar da vista ? Mas que excelentes novas que o doutor me dá. Quando eu já não conseguir distinguir o tubo da algália com o do soro, o guardanapo da fralda e a arrastadeira da chaise longue, é que o processo tende a parar ? Tenha paciência homem !!!
E como se não bastasse, se vejo mal ao longe, de perto então é que não vejo nada e "essa diferença está mesmo a pedir uns óculos com lentes progressivas. É mais que normal na meia idade" Meióquantas ? Olha que estupor. Bem vistas as coisas (como se eu pudesse falar em bem vistas as coisas antes de mudar de lentes) até pode estar certo, mas fico doente com esta gente que a única vez na vida que compreende o conceito de fracção é para dizer meia idade.
Saído da consulta, vai que descubro que as actuais lunetas, não têm espaço para lentes progressivas. Tenho que comprar uma armação nova também. O homem que almoçou ao meu lado tinha umas armações jeitosas de massa com um raio de alguns 10 cm, estava capaz de lhe gamar os óculos mas ele nunca os tirou. Uma fortuna é o que me vai sair esta revisão. Ainda disse à mulher da loja "esqueça as lentes, mande vir o cão guia e a bengala e os óculos escuros sempre me sai mais em conta".
Há dias em que mais vale não ver um palmo è frente do nariz.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Regresso

Politicamente e com o contributo do Gaspar, este ano pareceu-me perfeito para regressar, passadas mais que duas épocas, à Festa do Avante. Naqueles dias, ainda havia muro de Berlim e bloco de Leste e muitas representações da Hungria, Checoslováquia, Polónia, Jugoslávia e associações de amizade Portugal União Soviética. Hoje o mundo mudou, o Partido Comunista nem por isso, e a Festa mudou de cenário, ganhou algumas virtudes, perdeu outras e manteve alguns defeitos (a saber em infraestruturas e organização - filas sempre filas para tudo, casas de banho abaixo do limiar do aceitável, e espaços estreitos para passagem de tanta gente).
O meu regresso acompanhou o regresso do Trovante, e a noite de Sábado foi assim mesmo, memórias e saudade do futuro. A dar sabor a este regresso, comida saboreada, e canções dos Clã e de Sérgio Godinho. Muita gente feliz. Gente a rir. Umas porque sim outras porque ganzas. No fim muita animação e fogo de artifício.
Gostei deste regresso. Desta vez não espero tantos anos para regressar.

quarta-feira, julho 27, 2011

Euro2004

Senhores investigadores que há 7 anos desmantelaram uma célula que se preparava para fazer um ataque ao estádio do Dragão (até me custa escrever este nome):
Muito obrigado. É que o atentado ia ser no único dia em que eu fui ao estádio coiso. E a coisa correu tão mal. Jogo de abertura do euro. Uns pompons azuis que é uma cor que não vai nada bem comigo no que toca a futebol. A descoberta que o estado do coiso é o mais bonito de todos. Uma equipa grega armada em parva que resolveu ganhar doisaum, e que depois ainda viria a repetir a graça na Catedral. Muita bem feita, levaram o caneco do Euro2004, mas agora andam às aranhas com a crise, o défice e a Moody’s que graças a Deus, são coisas que a nós portugueses, não afectam. Um dia para esquecer portanto, e só faltava mesmo ser apanhado num atentado e esticar o pernil nos escombros do estádio coiso. Eu já sofro pouco com o que ali se passa, seria de uma estúpida ironia, que tamanha desgraça me acontecesse.
Confesso que a mim também já me apeteceu implodir o estádio coiso sobretudo por causa daquela estranha mania que eles têm de ganhar tudo como se não houvesse amanhã que eles têm. E até pensei falar com a Sónia Brazão a ver se ela tinha alguma ideia de como implodir aquilo. Agora que ninguém me convence que ela e o Lord Voldemort não são a mesma pessoa, achei que um feitiçozinho a coisa fazia-se. É certo que me passaram essas ideias pela cabeça, mas rapidamente as afastei e acho por bem que o estádio do coiso fique por lá a ver se um dia eles desligam as luzes e ligam a relva quando o Glorioso ganhar lá um campeonatozinho.
Neste contexto queria agradecer portanto aos ilustres investigadores que desmantelaram a célula terrorista e deitaram por terra os planos de um ataque terrorista ao estádio coiso. Da única vez em que eu queria muito que a equipa da casa ganhasse. Pumba.

segunda-feira, julho 18, 2011

Berças

Este fim de semana fomos às berças. Berças de beiras, de berço, de origens, de tantos verões, de outras tantas Páscoas. Gosto de os ver parecidos comigo a passear na aldeia, sem rumo certo, a ver de cães e galinhas que por ali andam e a dizer bom dia a toda a gente. Gosto da conversa com quem gosto. No café que foi taberna, na casa do lado, na casa de cima. Gosto de casas com sotãos, adegas, histórias e afectos. Divirto-me nas dúvidas deles:
- Já estamos no meio rural? As pessoas aqui já se conhecem todas ?
- Tibaldinho com tanta coisa, abastece Lisboa ?
A ida ao rio, três quilómetros de estrada até às termas, ainda é o que mais entusiasma. Tantas idas a pé até lá, tantas vindas cansados a sonhar com a boleia de um tractor ou de um carro com espaço para muitos. Hoje, a ideia de pedirem boleia a estranhos até me arrepia. Há trinta e cinco anos era a mais desejada das ajudas, nem que fosse no último quilómetro.
Como qualquer ida às berças, o regresso fez-se com a companhia de sacas de legumes. Trouxemos batatas, cebolas e abóbora na saca, sorrisos na cara e cansaço no corpo.

quarta-feira, julho 13, 2011

Medicina do Trabalho II

A culpa foi da enfermeira da medicina do trabalho:
"Vamos então despir da cintura para cima"
ao que não resisti a responder
"Vamos sim senhora. Quem é que começa? Eu ou você?"
"Não era isso que eu queria dizer !!!"
"Mas juro-lhe que foi isso que ouvi."
"É hábito da profissão."
"Antes assim, então dispo só eu."
Estranhamente a simpatia inicial desapareceu, mas aposto que vai ter muito mais atenção na conjugação verbal. O que é curioso é que há uns anos atrás com o "Vamos fazer xixi para este frasquinho, aconteceu a mesma coisa."

terça-feira, julho 12, 2011

Viagens nos meus sentidos

Máquina do tempo. Memória a percorrer distâncias e num infinitésimo, estamos outra vez numa marca do tempo. São os sentidos que a disparam. Um cheiro, um som, uma imagem, um nó na garganta e depois um turbilhão de lembranças a construir um passado. Num passe de mágica as 5000 peças do puzzle da memória reúnem-se em encaixe perfeito no instante imensurável. E de puzzle feito entramos nele e despertam outros sentidos. Com a força da alavanca dura o tempo de um abraço. Sorrisos e nós na garganta. E nós sem sabermos que força é aquela. É a máquina do tempo, sem aviso. Apressada. Hoje estou que não me tenho

quarta-feira, julho 06, 2011

Grande Mulher

Os dois últimos deputados a abandonar o parlamento estão em extremos tão opostos e contudo integravam o mesmo grupo parlamentar. Ela íntegra, ele um fantoche político, ela a lutar para lá do que a força lhe permitia, ele a desistir à primeira contrariedade, ela fiel aos princípios, ele nos princípios da infidelidade ideológica, ela política a abraçar de forma imensa as causas sociais, ele desastrado na política a abandonar a função cívica. Ela a deixar-nos uma lição de vida e de força, ele a deixar-nos um tremendo equívoco. Ela foi tudo o que um político deve ser, ele não. Como sempre, brutal e arrasadora, a doença arrancou-a à força de uma vida plena. Genial e incomum. Grande Homem esta Maria José Nogueira Pinto.

quarta-feira, junho 29, 2011

Programa Paternal

Numa leitura casual do programa do governo, acabo de me deparar com a seguinte frase “O Governo desenvolverá uma relação adulta com os Portugueses por forma a superar a cultura dos paternalismos e das dependências”
Não querendo ser infantil, isto cheira a raspanete: “Meu rico filho, acabou a borga! Se queres estar cá em casa portas-te como adulto e ganhas o teu próprio dinheirinho, e pensando melhor até já devias ter vergonha de cada vez que pões a chave na porta para entrar em casa. Onde é que já se viu, um matulão desse tamanho a viver em casa dos pais? Cresce mas é, e vamos lá acabar com os paternalismos e com a dependência.”
Cabe aqui esclarecer, que não reconheço em Passos Coelho nenhum traço de figura paternalista. Mesmo que reconhecesse, viver em Massamá estava completamente fora de questão. Eu já teria saído de casa há séculos e jantares de família seriam algures em Lisboa. Só o que me faltava. Em segundo lugar, não estamos a falar da mesma dependência. Eu farto-me de por dinheiro nas mãos do Passos Coelho, e se é para ser adulto, ele que me explique muito bem em que é que gasta esse dinheiro que eu lhe coloco todos os meses nas mãos. Até pode gastá-lo com quem precisa, mas não se ponha a inventar submarinos e coisas que o valha que eu bem o conheço. A ele e mais ao tio Paulo que não pode passar numa montra de submarinos que começa logo a arfar. Também não adiantam as conversas que a Tia Troika tem muito mau feitio e já não vai para nova. Quem resolveu metê-la lá em casa não fui eu e quem concordou com a velha instalada no sofá cama da sala também não fui eu.
Portanto Pedrinho, ninguém aqui lhe pede para ser Pai de coisa nenhuma. Trate mas é de ser responsável que tem muito boa idade para isso e veja lá se gasta como deve ser a mesada que muitos lhe dão e aproveite para reclamar a mesada daqueles que insistem em não lha dar na proporção que deviam. Faça o que quiser à velha Troika, mas por mim, ela nem sequer metia o nariz onde não era chamada. E se não se importa não se preocupe tanto com as aparências e trate de ser responsável. Olhe, e mande um beijinho à tia Assunção Cristas que tem um je ne sais quoi que me agrada.

terça-feira, junho 14, 2011

Quando


Quando o céu se escancara assim vê-se a ilha grande com o farol. Da minha janela, dos teus olhos vê-se todo o horizonte. Quando o mar se faz assim à nossa frente, é quando nos mostram o paraíso. E é vê-lo no farol, no casario, nos reflexos dos barcos na baía, na ida à praça para peixe fresco e flores, no fogo de artifício de Santo António, no passadiço de madeira por entre as dunas, nos passeios a cavalo. O paraíso tem um farol no horizonte, quando o céu se escancara, quando as memórias e o quotidiano se entrelaçam, quando um sorriso ...

sábado, junho 04, 2011

Janela Indiscreta

A televisão e as redes sociais têm sido canal de divulgação de imagens da violência do nosso quotidiano. O espacamento entra-nos casa dentro em versão de adolescente de liceu, de soldado na recruta, de crianças na creche. A novidade não está na pancadaria, mas na possibilidade de ser filmada, e na divulgação das imagens. Não nos revoltamos com a educação que temos, só o fazemos quando nos esfregam na cara as miseráveis evidências das tantas falhas na nossa própria educação. E havemos de assistir chocados à mulher espancada pelo marido, ao aluno que agride o professor, à violência sexual sobre a empregada, e havemos de condenar em uníssono tamanhos horrores.
E é sempre educação. É sempre a educação que nos falta. Somos fraquinhos no que toca a educar. Eduquemo-nos e eduquemo-los pois melhor.
Quanto à senhora da creche, se me pudesse mandar um mail sobre a forma de os manter naquele modo Zen, eu agradecia. É que enquanto escrevia esta posta, fui interrompido à razão de 200 vezes por linha e dava-me jeito que eles se comportassem como monges tibetanos. Chegou a passar-me pela cabeça dar-lhes um correctivo, mas ainda era apanhado por alguma camera indiscreta e tenho um fim de semana complicado pelo que detenções e tribunal iam ser uma maçada.

sexta-feira, junho 03, 2011

Sem palavras

Nem sei o que diga quando o desespero tem o rosto de um amigo. Resta-me divulgar este pedido de ajuda. O Luís não sabe dos pais desde Sábado passado.
Divulguem se faz favor. Obrigado.

segunda-feira, maio 30, 2011

Dieta

A campanha eleitoral maça-me. Acho que os candidatos a primeiro ministro, para demonstrar quão melhor é o produto nacional, deviam incluir na gastronomia das comitivas da campanha, um produto espanhol. Pepinos por exemplo.

terça-feira, maio 24, 2011

Sócrates no País das Maravilhas

Sócrates é uma Alice. E como a Alice, vive no país das maravilhas. O país do défice em franca recuperação, das contas em dia, do desemprego a contrair, do trabalho não precário, da saúde para todos, da educação Tintin - dos 7 aos 77, da justiça célere e eficaz, da justiça social, do estado social e socialista. Sócrates vive no país das maravilhas que ninguém conhece. E o pior de tudo isto, é que, à semelhança da Alice, Sócrates se depara com um Coelho louco, stressado, histérico, africano, maledicente, massamaico, pascal, e que tem pressa. Este coelho tem muita pressa do poder. Quase urgência.
Esta engenheira Alice e este coelho histérico merecem-se e o que lamento que o sonho deles seja a nossa realidade. Acordem se faz favor que a urgência é nossa.

terça-feira, maio 17, 2011

Fora de Pé

Ainda que nada me digas, ainda que nada me sejas, ainda que só te conheça de simpatia, ainda assim fazes sonhos do tamanho de bonecas. Ainda que nada te saiba, excepto o sorriso, é o anúncio displicente do que te consome corpo que me deixa sempre sem pé, sem forças. Aqui estamos, nas vizinhanças a ajudar na cruel e desigual luta, e que desta vez, se dobre e se quebre a imensa puta. Aqui estamos, ainda que os sonhos tenham o tamanho de uma boneca.

sexta-feira, maio 13, 2011

Seis éfes e um pê

Um mês de estadia da troika na pátria lusa, e o resultado foi um empréstimo de 78 mil milhões de euros. Terão os notáveis senhores realmente cá estado? Provaram pastéis de Belém? Falaram com a Alexandra Solnado? Viram a maior árvore de Natal da europa ? Foram a algum concerto do Tony Carreira? Festejaram os Santos Populares com sardinhas e alhos-porros? Participaram nalguma arruada? Consultaram a página do Facebook do nosso presidente? Ouviram José Cid cantar favas com chouriço? Viram ao menos o preço certo em Euros ou o quem quer ser milionário? Receio que a resposta a estas perguntas seja sempre a mesma. Não. A troika não conheceu Portugal. E se o tivesse feito, o resultado era simples. Pegavam no dinheirinho e davam-no de olhos marejados com a nossa pobre e triste condição.
Em vez disso emprestaram-no, e a taxas pouco simpáticas. Também é verdade que ninguém conta com a simpatia da troika, mas sejamos honestos, contamos com discernimento e nesse contexto todos esperamos que tenham tido a lucidez de não entregarem o guito de mão beijada ao Sócrates. Dinheirinho fresco nas mãos do engenheiro? Vai logo fazer um TGV LISBOA – NÂO INTERESSA ONDE com duas faixas para cada lado e um aeroporto em Beja. Ai já há um? Não faz mal, faz-se outro, que esse deve estar quase a esgotar a capacidade.
Agora a sério, estou preocupado porque acabei de fazer uma consulta de saldo e não me apareceu nada que não tivesse a contar. Somos 5 lá por casa o que, à razão de 7800 por pessoa, dá 39000 mil euros. Nem um cêntimo ainda. Aguardo portanto o rápido depósito desta quantia na conta. Se for caso disso eu mando o NIB de cada elemento do agregado para poupar maçadas e contratempos.
A troika esperava encontrar o país dos três F´s: Fado Futebol e Fátima, e em vez disso descobre um país de seis F’s e um P. F de Fado, F de Futebol, F de Fátima, F de Freeport, F de Facebook, F de Futre e P de Pentelhos. O P surgiu depois do memorando de entendimento, e tenho para mim, que os rapazes da troika devem estar a lamentar terem sido tão sovinas no empréstimo, depois de ouvir as doutas palavras de Catroga. Só este P seria suficiente para estender o empréstimo aos 100 mil milhões, para dar lugar ao debate das verdadeiras questões nacionais como submarinos e carros blindados em vez andarmos a falar tanto de Penauts (palavra que os ingleses usam para pentelhos). Neste aspecto, estou com o Catroga, não se percebe por exemplo que a comunicação social, gaste tanto tempo e tanta tinta a falar da final da taça europa entre o Braga e o Porto. Deixem-se de penautices pá. Falem do que é importante.
Voltem senhores da troika e olhem-nos com olhos de gente. Nós podemos estar à beira da banca rota, mas francamente somos uma tremenda emoção. Aproveitem e assistam à campanha. Vão ver que darem-nos o guito até parece pouco. E divirtam-se.

domingo, maio 08, 2011

Insiste Insiste

Esta teimosia do Jorge Jesus irrita-me. Deve ser o meu mau feitio, e a minha permeabilidade à opinião dos opinion makers, mas cada vez que o vejo a insistir no Roberto como guarda redes titular, fico irritado, muito irritado. E intrigado também. Faço a mesma pergunta que José Mourinho. Porquê? Porquê? Porquê? Existe pelo menos uma opção válida para ocupar aquele lugar, mas o homem insiste no Roberto. E é vê-lo inseguro, inquieto, a repetir asneiras, a conduzir, ao ritmo de golos sofridos, a equipa a mais um falhanço. E os desaires encarnados têm este condão de me irritar. Nada a fazer. Sou assim.
Esta sensação de "mas não se está mesmo a ver que isso é uma grande asneirada" não é exclusiva do futebol. Quando Cavaco Silva foi reeleito, a mesma dúvida Mourinhense inquietou-me durante uns tempos ? Porquê, só me pergunto porquê? Agora quando olho para sondagens que indicam que Sócrates pode vir a ser o futuro primeiro ministro, ou se o não for, não há-de perder por muitos, e mais uma vez faço minhas as palavras de Mourinho esse grande pensador moderno, Porquê Porquê? Cavaco e Sócrates são capazes dos maiores frangos e perús, quando se trata de defender a baliza da nossa pátria. A bola escorrega-lhes das mãos direitinha para o fundo das redes, marcam auto golos a partir de um pontapé de baliza e parecem ter a flexibilidade de um esparguete cru. E contudo ou são reeleitos como o adepto do Facebook ou são líderes nas sondagens como o engenheiro. E o Mourinho a martelar-me a cabeça. E nestes casos somos nós, eleitores deste país, quem faz de Jorge Jesus. Insistimos na asneirada.
Como atenuante temos o facto de não existir, nas fileiras da actual oposição, nenhum Moreira, nem mesmo um Roberto Carlos. Estamos fracos de guarda redes e por isso entregámos a estratégia defensiva a uma troika estrangeira. Passos Coelho não tem potencial para guarda redes nem do Massamá Futebol Clube, e Paulo Portas pode ser bom a sair, mas é péssimo entre os postes. Jerónimo e Francisco nem parecem conhecer as regras. Afinal Jorge Jesus é mais teimoso porque , ao contrário de nós, possui alternativas válidas.

segunda-feira, abril 25, 2011

Dia da Liberdade

"Conta-me como foi" levou-me ao 25 de Abril de 1974. Já aqui o disse como foi o meu 25 de Abril. Da alegria de não ir ao colégio, a um certo nervoso da tia Zé ter ido para a rua ver a revolução.
Estar colado ao rádio como os meus pais, não era para mim. Eu queria acção. Fui direitinho para o quintal lá de casa, e com a ajuda da estrutura de um baloiço, montei ali mesmo, uma bateria anti aérea capaz de eliminar qualquer avião cheio de Pides que ousasse entrar no espaço aéreo de Campo de Ourique.

sábado, abril 23, 2011

Também me mata Barcelona

Há algo que não se explica nesta cidade. Porto de sonhos erguidos em arquitectura, em formas pintadas na tela, em entrelaçadas de tapeçaria, em bronze de tantas estátuas. Arte, magia, traço de arquitectos. A inacabável obra prima a roçar o impossível céu. E uma diagonal como o jogador a rasgar a defesa, e um arco como o golo do génio e um estádio imenso em festa como uma rambla. Esta cidade das marcas ímpares dos atletas, do facho olímpico, do mercado em exageros de cores e formas. A cidade das paisagens todas, do fora de jogo impossível, de um número 10 em cada rua, no topo de cada edifício.
Ainda me lembro da provas de saltos para a água e de me como te impressionava a cidade como pano de fundo. Fui lá ver e era mesmo assim. A cidade cenário das múltiplas piruetas com duplo mortal empranchado. Entrar na água como uma lança num movimento traçado por Gaudi.

sexta-feira, abril 15, 2011

Regressos

Há muitos anos atrás, uma aventura nas férias. Cinco amigos, vinte dias em autocaravana de Lisboa a Itália. Arles, Avignon, Marselha, Cannes, Mónaco, Porto Fino - o lugar mais improvável para uma autocaravana, Pizza, Florença, Siena, Roma, Veneza, Lago do Como. Um turbilhão de emoções e peripécias, 20 dias inesquecíveis com o Marce, a Sofia, a Fátima e a Cristina.
A primeira paragem de todas: Barcelona. Uma noite inteira a conduzir, em turnos bem organizados, sempre alguém a fazer companhia ao condutor, com turnos de duas horas. A cidade recebe-nos imensa e genial. Amor à primeira vista. Estacionamos a autocaravana e antes das descobertas, um duche para disfarçar o sono:
- Andrééééé ! Pára o duche a água está a escorrer pela autocaravana.
- Porra estamos numa subida e o ralo está para mais acima.
- Agarra-te que virar a caravana para baixo.
Foi a única vez que tomei banho durante uma inversão de marcha (e isto nem soa muito bem mas foi literalmente assim).
Passados todos estes anos, regresso hoje à cidade de tantos encantos. Barcelona!!!

segunda-feira, abril 11, 2011

Sugestões

10 locais onde Fernando Nobre pode estar e bem
1. à porta de Portugal a receber os senhores do FMI
2. na TVI a fazer o programa "As tardes do Nando"
3. no Sporting a dirigir o departamento do Chinês
4. na RTP a apresentar o preço certo em Euros
5. na presidência da AMI
6. na reunião de condomínio
7. no programa de férias da Inatel
8. no facebook
9. aos comandos da água e da luz do estádio de Benfica
10. na kidzania

sábado, abril 09, 2011

Havia de voar na bicicleta


Subimos a medo, cada um na sua bicicleta com asas, e já lá em cima encontrámos um velho hábil nas engenhocas , curioso da dimensão do tempo. E eis que nos transporta ao passado recente: a 27 de Abril de 74 o Expresso respira liberdade, e a edição sai das rotativas ali mesmo à nossa frente. Feitiço do tempo e a pequenez das nossas questões perdidas na imensidão do universo a chuva e o limoeiro que dava papel. As laranjas podem ser de ananás mas o sumol deve ser de laranja.
Hoje levaste-me a um cinema paraíso, onde há uma livraria e na livraria um velho com máquinas de sonhar. Reparei que se fuma na imensa livraria. Havíamos de gostar de o levar ali. E ele havia de gostar de por lá estar. Dois anos caramba.

quarta-feira, abril 06, 2011

Redes Sociais

... são mais rápidas nestas noites agitadas. Na contrapartida, dificultam este estranho hábito de reler o que já se leu ou se escreveu.
Do Facebook de hoje à noite, a propósito da ajuda financeira pedida por Portugal:
"Vai vir charters de ajudas" do Rui Gasparinho
"PS apaga as luzes da assembleia e liga o sistema de rega"
"Se fosse o Sócrates, punha o Futre a negociar as medidas de austeridade !!!"
"Acho mal estarmos como a Grécia, mas sem o caneco do Euro2004"
Do Twitter
"Pergunta da noite: o primeiro-ministro fica bem ou não, afinal?" do Dita Dura
"Cada vez mais acredito que o Sócrates deve acreditar naquela treta do calendário dos Maias que ia até 2012..." do Nuno Cardoso

terça-feira, abril 05, 2011

Ninguém me passa a bola ...

Meu querido Sirenes, bem sei que não era suposto ouvir a entrevista do demissionário Sócrates, mas verdade é que ouvi e por um infortúnio lembrei-me de ti quando jogas futebol. O pai também é um nabo a jogar futebol, com a agravante que não tem seis anos, pelo que não se espera vir a melhorar muito neste campo. E como nabo que é, também faz asneira atrás de asneira dentro de campo e por isso escolheu uma carreira longe dos relvados. Quando joga, faz o melhor que sabe e diverte-se com a própria nabice. Ora essa tua postura de acumular a nabice com o amuo, logo seguida de um "Ninguém me passa a bola" balbuciado entre soluços e cara fechada, lamento informar-te, mas é igual à do Sócrates. Ele também é assim um tanto quanto nabo, e faz asneiras atrás de asneiras. Acresce que, ainda assim, resolveu fazer carreira na área em que é nabo (a bem da verdade há uma história sobre uma possível carreira de engenharia, que também não parece ser muito feliz), e por fim, equidistante entre a irritação e a postura Calimero, vem dizer "Ninguém me passa a bola !!!", "Os outros são maus. Não dialogam comigo!!!", "Eu faço o meu melhor."
Eu amo-te do fundo do meu coração Sirenes, e sei que o Loiro e o Bochechas te torram a paciência, mas não gostava nada de ter um mini Sócrates em casa, pelo que te peço para abandonares essa postura (ou levas um par de estalos no meio do relvado que é coisa que por vezes apetece fazer ao outro). Joga com alegria se faz favor e vais ver que aos poucos vais ficar um craque e que a bola, como que por magia, vai parar aos teus pés.
(Nota Mental que surgiu a escrever este post: "Sócrates prefere a posição demissionário")

domingo, abril 03, 2011

São os trapos ...

É o cabelo. É aquela gadelha imoral, que lhe retira mais que uma década ao que consta no bilhete de identidade. E as horas de ginásio caramba. A mise-en-scène, parecendo que não, também ajuda. Isso mesmo, os adereços de adolescente, compõem o ramalhete. É pá mas o cabelo, aquela farta cabeleira, ninguém me convence que não é o cabelo. E o tipo não stressa com nada !!! Vive tudo como se nada fosse. Ele vive numa eterna adolescência, e isso conta. E a quantidade de comprimidos que ele toma. Só vitaminas são mais que as letras do abecedário, e os cremes e os revitalizantes e os energéticos. É tudo isso. Mas o cabelo, caramba. Não fosse o filho da puta daquele cabelo.
Dissertávamos sobre o elixir da eterna juventude de um Sansão grisalho, e por pouco não tropeçámos nas banalidades do que o que conta é a idade de espírito, e que o bilhete de identidade nada determina. Resvalou a conversa para zonas menos óbvias e mais interessantes. Afinal quando nos apercebemos que estamos velhos ? Haverá uma idade a partir da qual é óbvio ?
Mas se hoje em dia, homens e mulheres mais que feitos, sentimos o mesmo de há vinte anos atrás, recém saídos de adolescências animadas, será que daqui a vinte anos a sensação vai ser a mesma? A julgar pelo eterno adolescente grisalho gadelhudo, não há-de ser grande a diferença.
Não é possível. Alguma vez daremos por ela. Alguma vez havemos de dizer: estou velho.
A velhice não parece ser fácil de detectar. Não se chega lá por auto-exame. Li uma vez que o que mais custa no envelhecimento é perder um gesto todos os dias. Como se em cada dia, nos despedíssemos de um gesto, que não mais conseguiremos fazer. Como atar os cordões do sapato, ou subir degraus de dois em dois, ou saltar um obstáculo. Mas há-de haver algo mais. Talvez o gesto do sonho e do futuro. Poderão ser esses os limites? Se calhar é isso mesmo. Estar velho é despedir-nos de um gesto maior. Como o de nos preocuparmos com o futuro. Estar velhos é esquecer-mo-nos de sonhar.

sábado, março 26, 2011

Um chinês para todos nós



Pessoalmente, tenho uma imensa fé que a candidatura que integra Paulo Futre, seja a vencedora das eleições do Sporting. Por patriotismo obviamente e por interesse.
Paulo Futre é o garante de muito material de cariz humorístico, isso é evidente. Mas não nos ficamos por aqui, Paulo Futre é um homem com visão e isso deve servir de exemplo para toda uma classe política, tão escassa em qualidade como em ideias inovadoras.
Com uma só declaração, Paulo arruma a questão do aeroporto. Não hajam dúvidas, o novo aeroporto é para construir, e já. Não temos tempo para esperar pelas eleições, e não sei se um aeroporto é suficiente. Por mim construía-se de uma só vez Alcochete e Ota. Os charters carregadinhos de chineses estão já no nosso espaço aéreo, e faltam-nos infra-estruturas para os receber.
A ideia 19 + 1 é genial e serve para quase tudo. Temos que ter um chinês em cada organização e depois criar um departamento só para o chinês. No governo - 15 ministros + 1 Chinês para trazer chineses aos debates quinzenais, nas empresas 8 Administradores + 1 Chinês para trazer chineses aos conselhos de administração, mas sobretudo às famílias: tenho 3 filhos + 1 Chinês que vai arrastar charters e charters de chineses aos Natais e à Páscoa que está aí à porta. E depois é cobrar as comissões nos restaurantes, nos centros comerciais, nos museus e nos transportes públicos que os chineses pelam-se por andar de transportes públicos. E não queremos uns chineses quaisquer, queremos só os melhores. Pessoalmente e cá para casa prefiro o melhor chinês a fazer mudanças de casa, por razões que são evidentes.
No caso do Sporting, ainda existe a possibilidade de, em alternativa ao Chinês, comprar toda a equipa de Japoneses. Actualmente os Japoneses abanam as estruturas e o Sporting precisa disso como do ar que respira, e têm a vantagem de brilhar no escuro, o que, convenhamos, é uma poupança em iluminação nos jogos à noite.
Se a equipa do Sporting tomar os mesmos comprimidos que Paulo Futre tomou antes destas declarações, temos Sporting campeão. E não é para o ano, é já neste.
Sportinguistas, votai em massa na lista que integra o Paulo Futre que eu estou cá em casa à espera do resultado. E como estou em casa, adopto uma postura 3-4-3, como me aconselhou em conversa o meu amigo Frank Radjkar. Bola baixa que o guarda redes é ... chinês.

terça-feira, março 22, 2011

Os outros

O aparelho televisivo aqui da sala é rico em séries. Se a Clínica Privada e a Anatomia de Grey são fartas em batas e toucas de cirurgia, a "Donas de casa desesperadas" e "Irmãos e irmãs" estão repletas de homens da minha idade ou mais novos, com barbas mal feitas, corpos trabalhados, camisola interior de alças e muitas das vezes suados ou sujos porque acabaram de arranjar aquela coisa que tritura os restos da comida e que está ligada ao lava loiças. E ela baba-se de olhá-los nestes preparos.
A mim, não há chave inglesa que me valha, nódoa de óleo de motor que me salve, trincha que me acuda. Se resolvesse aparecer suado, com barba por fazer, e de camisolinha interior de alças à frente da rainha cá de casa, estava tão, mas tão condenado a seis meses de abstinência. Talvez conseguisse uma redução de pena se tivesse acabado de arranjar um cano roto ou lhe aparecesse com os poucos cabelos de pé por ter apanhado um esticão a fazer um servicinho no quadro eléctrico. Mas Deus me livre e guarde de lhe aparecer à frente naqueles preparos.

quinta-feira, março 17, 2011

Apple

A Apple decidiu contratar o Engº Sócrates para o lançamento do iPec4. A única condição para aceitar o cargo imposta pelo primeiro ministro foi ser tratado por PECMAN

segunda-feira, março 14, 2011

As trocas do meu mail

Logo após o início deste blog, aqui há uns 6 anos atrás, recebi um convite do Google para abrir uma conta de mail no gmail. Na altura, o gmail oferecia muito mais espaço que qualquer outro serviço de mail, e só se tinha conta por convite de outro utilizador ou por subscrição de um serviço como o blogger, pelo que era fácil escolher o utilizador que nos desse na veneta. Escolhi um nome de utilizador simples, que é publico e acessível a partir desta página: afrazao
Passados todos estes anos tenho assistido a um crescente volume de mensagens que, sendo dirigidas à minha conta de mail, não me são dirigidas.
É as finanças para a Srª Edulinda Frazão, é o colégio dos maristas de São Paulo para o António Frazão, é uma Elsa Ching que quer falar com o Arlindo Frazão, é uma estudante que me envia o rascunho da tese por eu ser o Arnaldo Frazão. Enfim, todos parecem usar a minha caixa de correio.
Nada a fazer, tenho várias pessoas a morar neste endereço, mas infelizmente essas pessoas não sabem. Só os remetentes conhecem o endereço de mail da minha conta. Já respondi aos mails que me chegam a dizer que não era a pessoa em causa e a reacção varia entre o pedido de desculpas, o agradecimento pelo cuidado e o coisa nenhuma.
É que me preocupa a vida das pessoas que habitam comigo no afrazao@gnmail.com :
A Edulinda não sei se já pagou ou recebeu das Finanças, o António é um estupor anti-social que não liga pevide aos convites dos convívios da turma de 1976 dos Maristas de São Paulo, o Arlindo é um atadinho e não quer saber da Elsa e a aluna do Arnaldo já deve estar à beira de um ataque de nervos que eu respondi-lhe a dizer que aquela tese não tinha ponta por onde se pegasse e dei-lhe 2 dias para refazer tudo.
Se quarta feira não me responder, dou-lhe uma desanda que a desgraçada até muda de orientador. Não me entendo com ela.
Já agora, se as finanças não param de massacrar a Edulinda, também vão ter a resposta que merecem. Chatos.

quarta-feira, março 09, 2011

Dúvida II

Se no próximo sábado a manifestação for pouco concorrida, estamos perante a geração à rasquinha?

Dúvida

Não sei o que mais me impressiona. Se o filme Hannibal se o discurso de tomada de posse Aníbal

segunda-feira, março 07, 2011

Homens da luta

no rescaldo da vitória no festival da canção, um dos homens da luta dizia "todos temos um José Mário Branco e um Marcelo Rebelo de Sousa dentro de nós".
Ó Professor Marcelo, se não lhe causar muito transtorno ponha os livros lá para fora que o José Mário quer trazer a viola e não há espaço para tudo.
Obrigadinho, sim.

Um passaporte para sonhar

Confesso que não nutro grande afeição pela obra dos Deolinda. Aparentemente têm alguns ingredientes que me fariam gostar das canções acontece que a sonoridade meio faducha meio tuna académica combinada com a melodia sinusoidal me causam alguns desconfortos semelhantes à irritação.
A canção "Parva que sou" deste grupo, transformou-se num hino de sucesso, para uma geração com formação académica e desempregada ou precariamente empregada. "A letra é sobre mim" reclamam jovens doutores que ocupam a linha da frente dos call centers e dos estágios não ou mal remunerados de empresas de maior ou menor renome.
Não é novidade que o paradigma mudou, como não era há cinco anos atrás. Já então se sabia que um curso superior não seria o garante de uma vida profissional de sucesso na área de formação ou de vocação. Já então se sabia que uma licenciatura não seria nunca um passaporte para uma vida profissional realizada. Já então se sabia que sem espírito empreendedor, sem iniciativa para a concretização de ideias inovadoras, sem arriscar, dificilmente esta geração irá conseguir singrar num mercado de trabalho saturado de licenciados à espera de um lugar de quadro médio numa empresa consolidada. Mais que uma geração à rasca, esta é uma geração que precisa de tomates, de pôr a cabeça a prémio, de arriscar, de inovar, de ter iniciativa, de dar o litro, sem contar com apoios do estado, ou medidas de incentivo. Esta geração tem que mudar de atitude ou arrisca-se a ficar a atender o telefone e a dissertar sobre pacotes de TV Voz e Net o resto dos dias.
Se os Deolinda conseguem motivar uma geração, que seja pelo exemplo de que a inovação consegue vingar, não por um hino derrotista e conformado com a condição de quase escravatura após anos de estudo.

domingo, março 06, 2011

Mudanças II

Serve o presente para avisar que este blog passa a ser escrito num portátil novo, apesar de não ter um teclado retro_coiso_iluminado, tem muita pinta.
Em que caixote estão os ratos ? Querem ver que vou ter que ligar o hamster ao portátil? Ele tem um certo ar de USB 2.0