quarta-feira, agosto 29, 2012

Carta ao Vitor Gaspar


Exmo. Sr. Ministro das Finanças

No âmbito das recentes notícias que dão conta do desaparecimento de mais de duas centenas de milhar de crianças das declarações de IRS, serve a presente para o informar que os três dependentes menores de vinte e cinco anos que declaro anualmente, se encontram esta semana numa colónia de férias, pelo que, caso os seus serviços de verificação de dependentes visitarem a minha residência fiscal com o intuito de validar a existência dos mesmos, o devem fazer na referida colónia.

Gostaria ainda de saber como posso obter número de contribuinte, e as respectivas deduções fiscais , para todos os elementos da coleção de Gormittis e dois coelhos de peluche ou lá o que é aquilo, uma vez que coabitam  na minha residência.

Percebo que esteja muito ocupado à procura das 200 mil crianças em falta, mas vossa Excelência não se preocupe que ainda vai agradecer este contratempo. Às vezes quando andamos a procurar uma coisa acabamos por achar outra perdida há mais tempo, pelo que tenho muita fé que é desta que vão encontrar a pequena Maddie e os documentos em falta da compra dos submarinos. Olhe Excelência, se encontrar a factura da balança do Pingo Doce que comprei quando a minha mulher foi de viagem, agradeço-lhe, porque a porcaria da balança gasta duas pilhas por semana e aquilo tem que ser trocado e não há maneira de encontrar a porcaria da factura.

Sem outro assunto despeço-me atenciosamente.

Por acaso ainda tenho outro assunto. Trata-se na realidade de uma dúvida. Antes do acordo ortográfico Vossa Excelência chama-se Vítor ou Victor ? Agradeço antecipadamente o esclarecimento.

sábado, agosto 04, 2012

Os jogos

Portugal não tem perfil para esta coisa dos Jogos Olímpicos. Aquilo é tudo levado muito a sério e tem muito pouco de desenrasca. Os americanos e os chineses vivem enclausurados em centros de alto rendimento durante anos para chegarem lá e fazerem a triste figura de se atascarem a tudo o que é medalha, deixando algumas migalhas para outras nações. Ora os portugueses não são moçoilos para levar uma coisa que é amadora como se profissional se tratasse. Os portugueses vão lá aos centros fazer uns biscates sempre que podem e fazem-no com toda a boa vontade, que afinal de contas aquilo é amador não é profissional. E ainda bem, porque se fosse profissional, com estes resultados e com a nova lei laboral, já estava tudo no olho da rua.  Há modalidades que em princípio nos dão maiores esperanças. O Judo à partida tem mais a ver connosco porque se trata de dar uns safanões agarrando as lonas que os adversários vestem, mas até neste caso a coisa corre menos bem porque não deixam nem puxar cabelos, nem dar uns tabefes, nem tampouco insultar a família dos adversários. Já fizemos boa figura no atletismo, mas não me venham cá com lançamentos do disco, e do dardo ou com saltos. Nós sabemos correr, às vezes, porque esperamos sempre pela última hora para fazer as coisas e depois vamos a correr fazê-las. A correr é que somos bons, às vezes, ao contrário desse disparate de atirar coisas longe. Convém dizer que os tipos dos jogos também não nos ajudam em nada porque não há maneira de incluírem nas modalidades olímpicas, o jogo da malha a beber umas bejecas . Deviam fazer um esforço para se aproximarem das nossas competências amadoras, e deixarem-se destas coisas muito técnicas porque assim  temos tendência a não aparecer nas provas, ou a cair dos trampolins, ou a adormecer a meio das provas. Eu já nem falo de incluírem pegas de touros porque aí é que íamos ver quem é que era mais medalhado, se o Michael Phelps se os Forcados Amadores do Aposento da Chamusca.

domingo, julho 22, 2012

Os porquês e outras interrogações

Ou são eles que se apuram sempre que a mãe se ausenta, ou isto de ser mãe pia mesmo mais fino.
Pai a que praia vamos ? Que horas são em Nova Iorque? Podes fazer Hamburguers para levarmos ? Pai não há presunto para as sandes. Preciso de dois fatos de banho porque um é de substituição. Posso telefonar à mãe a saber onde está o meu fato? Podemos levar croquetes da Versalles ? Não sei dos meus chinelos. Agora és tu quem passa a ferro ? Posso levar a prancha ? O João diz que faz body-board melhor que eu, é verdade ? O que quer dizer "sem espinhas " ? Posso levar uma bola ? Eu sei lá pôr creme no António !!! Posso ir à frente ? Há Pringles ? Posso ser eu a ir à frente, o João é quem vai sempre. Hoje sou eu a dormir contigo. Ganda lata, hoje era eu. Falta muito para chegar? Que horas são em Nova Iorque? Posso ir para a água ? Tenho fome. Pões-me creme ? Tenho sede. Não sei da roupa. Quero o meu hamburguer. Vem comigo à água. A que horas a mãe acorda ? Posso ir com a prancha para aquele lado ? Qual é a minha sandes ? Quero ir fazer cocó. Estendes-me a toalha? Posso comer um gelado ? Aqueles navios são os que vimos antes de ontem ? Que avião é aquele ? Que horas são em nova iorque? A mãe já me comprou uma prenda ? Dás-me as batatas ? O que é o jantar ? Pode ser Sushi? Eu cá não gosto de Sushi. Primeiros a jogar quando chegarmos a casa. Temos que ser nós a arrumar as coisas da praia ? Já vamos embora ? Posso ir a última vez à água ? O meu fato de banho suplente ? Podemos convidá-los para dormir lá em casa ? Porque é que ele disse um pequeno passo para o homem um grande passo para a universidade ? Que horas são em Nova Iorque ? Então e agora, posso ser eu a ir à frente? Levas-me a prancha ? Porque é que há sempre fila ? Posso pôr as mudanças ? Posso jogar primeiro e arrumar depois ? A prancha pode ficar nas escadas ? A minha sandes de presunto ? Últimos a tomar banho. Temos mesmo que arrumar isto tudo ? Posso comer do jantar do António que o Sushi deixa-me com fome? Porque é que temos que ir já para a cama? Que horas são em Nova Iorque ?
Pronto. Estou convencido. As dores de cabeça ao fim do dia, não são mesmo desculpa esfarrapada.

quarta-feira, julho 18, 2012

Linha Vermelha

Demorou tanto que cheguei a pensar que mais depressa o Aeroporto chegava ao Metro que vice-versa. Afinal de contas era só fazer mais uns terminais e Entrecampos era quase ali. Acabou por ser uma extensão da linha vermelha, o que é bom porque liga o Aeroporto ao El Corte Inglês, permitindo que este funcione como câmara de compensação antes de vir à superfície da realidade nacional. Intriga-me o silêncio dos taxistas, porque os imaginava em protestos e em greves quando acontecesse a mais que necessária ligação. Ou sou eu que não os ouço, ou estão todos a concorrer a lugares de condutores de Metropolitano, para manterem o hábito de insultar todos os passageiros, que tendo entrado no Aeroporto, resolvam sair no bairro da Encarnação ou em Moscavide.

quinta-feira, julho 12, 2012

A democracia segue dentro de momentos

Por vezes a reflexão é como um novelo entrelaçado de ideias que puxam ideias. No meu caso é uma renda de Bilros, só para conferir uma certa animação suplementar ao acto de pensar. Reflectia eu sobre a greve dos médicos e sobre a pretensa insanidade de contratar médicos tarefeiros com base em critérios perigosos como o "mais baixo custo". Isto levou-me a pensar que a medicina foi, até aos dias de hoje, das poucas áreas poupadas às perversas práticas de body shopping. A medicina e a política. Mas a política ? Então porquê ? Porque os políticos ocupam cargos de duas maneiras: ou são eleitos ou são nomeados. Mas não podiam ser colocados por concurso segundo o critério "mais baixo custo"? Seria um atropelo à democracia, até inconstitucional. Acontece que este ano, a inconstitucionalidade de algumas medidas que contribuam para a redução do défice, é uma prática permitida pelo próprio tribunal constitucional e deixa de ser problema suspendermos a democracia por uns tempos. Façam-se concursos para o governo, para a assembleia, para todos os jobs dos boys, para as estruturas partidárias e para a presidência da república, e como critério de adjudicação escolha-se apenas e só o preço mais barato. Qual é o problema ? Corremos o risco de ver lugares determinantes para o futuro da nossa nação serem ocupados por pessoas sem qualificações para o fazer ou mesmo incompetentes ? Pois, isso seria uma grande novidade. Não sei se iríamos conseguir sobreviver a uma crise que envolvesse políticos incapazes, só para poupar uns milhões de euros. E depois o que faríamos a estes ? O gozo imenso de transformarem a adversidade numa oportunidade de vingarem no estrangeiro ? Pensando bem, isto de interromper a democracia por uns momento, é mesmo capaz de ser uma boa ideia. A Manuela Ferreira Leite é que sabia.

segunda-feira, julho 09, 2012

RABOS

Logo eu que sou tão liberal nisto da orientação sexual havia de me irritar com esta coisa da provocação gay. Como me irritaria a provocação heterossexual se esta roçasse o mau gosto e a brejeirice. Sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da adopção por casais homossexuais, tenho amigos e amigas homossexuais, cresci sem sequer questionar a relação entre pessoas do mesmo sexo, e no limite até sou a favor do divórcio entre pessoas do mesmo sexo (embora neste caso tenha as minhas reservas). Mas façam-me o favor. Tal como para os Camarinhas que em cada gesto certificam a sua orientação sexual, ou como para as Jessicas Rabbits deste mundo, não tenho a menor pachorra para homossexuais que em cada gesto fazem questão de marcar a sua orientação sexual: em cada frase dita para uma audiência imaginária, a comer caracóis, a pegar no copo, a dobrar a toalha, a chamar o empregado para pedir a conta, a calçar os chinelos, a sentar-se, a abrir o chapéu de sol, a espalhar creme. Senhores, não é preciso um arco íris em cada gesto. Que mariquinhas pés de salsa. Não comento a questão estética das depilações mal amanhadas nem o guarda roupa de gosto questionável. Também não relaciono com outra coisa que não seja falta de educação a imprópria e desajeitada simulação de sexo oral em público. O gosto depende de cada um e a educação ainda não está ao alcance de todos. O que me tira do sério não são os homossexuais nem os heterossexuais, o que me tira do sério é esta mania de, hiperbolizar a orientação sexual. Senhores RABOS - Rabetas Assanhadas Bestialmente Orientadas Sexualmente - deixem-se de mariquices e portem-se como Homens Homossexuais. H maiúsculo nos dois casos caramba.

quarta-feira, julho 04, 2012

Quarteto de Cordas

Caro Pedro, Estimado Miguel, Querido Paulo, Excelentíssimo Aníbal Vamos lá ver se nos entendemos neste tema de servir a nação e representar a Pátria Lusa. Em primeiro lugar, ao aceitar ou ao candidatar-se para ocupar um cargo público custa-me a crer, que não estejam cientes que vão ter os olhos postos sobre o desempenho nesse mesmo cargo, e que estão sujeitos a elogios e a críticas. Nem todos os elogios são sentidos porque existe quem elogie por conveniência e nem todas as críticas são justas por haver quem critique por despeito. Não obstante, cabe a cada um de vocês distinguir trigos de joios e tirar lições daquelas que forem as críticas sustentadas. Ao Pedro relembro que, na condição de opositor ao governo e até de candidato ao lugar de primeiro-ministro, nunca se coibiu de acusar o seu antecessor de muitas das falhas que agora lhe apontam a si, nomeadamente de desrespeito pela palavra dada, de desatenção ao país real, de exagero nos sacrifícios exigidos ao povo, de ineficácia das medidas pouco reformistas que agravavam o estado da nação de PEC em PEC. Sendo verdade que não se esquiva no anúncio das duras medidas cujos resultados são tão maus como os do seu antecessor, esquiva-se a manifestações de desagrado e opta por portas dos fundos para não enfrentar o desconforto que a governação descuidada, ineficaz e cruel provoca no povo Português. Pedro, servir a nação é sobretudo uma honra e seria muito bom que usasse H maiúsculo. Veja o drama de cada um dos Portugueses e aja em conformidade. Quando, na rua, houver protestos dos que ilicitamente enriquecem e possuem fortunas e reformas imorais, talvez aí possa entrar em muitos locais pela porta da frente. Ao Miguel relembro que não basta ser sério, é preciso parecê-lo. E a sensação que dá é que nem uma coisa nem outra. Poucos acreditam que está isento de culpas na questão da jornalista do público, e que o curso num ano é uma derivação pouco conseguida das licenciaturas de fim de semana. Mais uma vez servir a nação é uma Honra e é condição necessária que se faça honrar, e que se essa honra estiver alguma vez em causa tudo deve ser feito para esclarecer dúvidas. Explique o Público, as Secretas, a licenciatura. Explique-se homem que é o seu dever. Ao Paulo que levou a seleção de futebol até à meia-final quero dar a mesma novidade que dei ao Paulo e ao Miguel. Servir a Nação é uma Honra e ao contrário do que disse, não há direitos e deveres nem a sua posição é de equilíbrio com a dos jornalistas. Como selecionador praticamente só tem deveres e poucos direitos. Tem o dever de honrar Portugal, o dever de saber ouvir críticas e não ficar ofendido porque sabia de antemão que elas iam acontecer, tem o direito de dar a sua opinião, mas tem o dever de não amuar e de impedir amuos das prima donnas que dirige. Faz parte do papel que desempenha e não está a fazer nenhum favor a ninguém. Ninguém lhe pede a outra face, apenas e mais uma vez que cumpra com o dever de sair da competição com a consciência do dever cumprido, de fazer jogar 23 artistas como uma equipa, e de esclarecer os seus pontos e vista e as suas opiniões sem amuos, irritações e partes gagas de duas orelhas e uma boca. Não me parece que ninguém o tenha obrigado a ser selecionador e todos os deveres são para cumprir, é que caso não tenha reparado, estiveram milhões de portugueses entusiasmados com a seleção e os seus amuos e os silêncios dos jogadores não contribuíram para coisa nenhuma. Aníbal, que raramente se engana e nunca tem dúvidas, o que se passa consigo? Não se lembra quem esbanjou fundos comunitários e em vez de nos tornar um país competitivo, transformou-nos numa rede de auto estradas sem agricultura e sem indústria? E não se lembra que há um limite para os sacrifícios? Deixou novamente de ter tempo para ler jornais? Não fuja dos desagrados como o Pedro, não deixe de explicar como o Miguel e não amue como o Paulo. Olhe lá por nós e emende essa mão. Lembre-se caramba.

quarta-feira, junho 20, 2012

Zarolhos

As agências financeiras internacionais entretêm-se a rever os ratings dos países europeus, dos bancos europeus, das empresas dos países europeus e das regiões dos países europeus, sem grande preocupação seja na fundamentação das suas apreciações seja nas consequências das mesmas (a menos que tenham algum interesse menos transparente na degradação financeira dos países da zona euro). Segundo estas agências, a europa converge para a categoria de lixo o que, convenhamos, é deselegante e não dá jeito nenhum, sobretudo em Lisboa, que até pararam com a recolha de lixo e estou convencido que foi por não estarmos preparados para a reciclagem de espanhóis e irlandeses. Ora os países, a banca, as empresas e as regiões classificadas por estas agências até podem ter algumas dificuldades financeiras, mas em contraciclo têm história, valores, capital intelectual, iniciativa, cultura e pessoas com valor e algumas com princípios, o que, para uma agência financeira mais do que lixo, é um luxo. Pasme-se, que lixo e luxo só diferem numa letra que no teclado estão mesmo ao lado uma da outra e, como todos sabemos, estas agências escrevem todas em português. O que aconteceu é que eles queriam dizer luxo mas acertaram na tecla errada. São vesgos portanto. Sofrem da mesma doença que o Cristiano Ronaldo sofreu até ao jogo com a Holanda. Zarolhos com mau feitio. A solução é pôr a Moody's, a Standard & Poor’s e a Fitch a jogar contra a Holanda e vão ver que calibram logo o olho director e lhes passa a síndrome dos olhos linearmente independentes. Acertem lá na porcaria das teclas, que nós agradecemos. E se quiserem rever algum rating aqui da Europa, esperem pelo festival da Eurovisão que tem sempre muita oferta para as vossas apreciações. Ou dêem cotação à balofa alemã, assim do ponto de vista do utilizador.

quarta-feira, junho 13, 2012

Rentrée

Finda a época futebolística e a primavera, parece que os jogadores iniciam a época das separações e dos divórcios. Passeio os olhos por um quiosque e deparo-me com revistas cor de rosa que falam de traições, amuos, desilusões. Rui Patrício e Djaló pelo menos. A dúvida constrói-se em mim de forma persistente. A ser verdade, o Djaló e a Lucy vão divorciar-se ou djyvurkiarçe ?

segunda-feira, junho 11, 2012

Forget it

Sr Primeiro Ministro de Inglaterra Serve a presente para manifestar a minha solidariedade com o facto de estar a ser alvo de indignação generalizada por se ter esquecido do seu filho no restaurante e só ter dado por isso em casa 15 minutos depois de ter saído do restaurante. Também já me aconteceu, e não é nada de outro mundo. Acontece. 7 crianças e 5 adultos, um rácio até equilibrado para a época. À saída do restaurante, o do meio vai à casa de banho. Uns ainda no restaurante, outros na rua, começamos a dirigir-nos até aos carros. A meio do quarteirão da frente: "O Loiro ?" "Não está com as primas lá à frente?" "Julguei que estavas com ele" "Também eu, julguei que estava contigo" Varrida a rua com um olhar rápido, lá chegamos à conclusão que ficou para trás. Quarteirão no sentido inverso e lá vem ele rua fora ter connosco. Nem fizemos comentários aparvalhados, embora tal cenário não fosse impossível: "Deve ter encontrado um café onde está a dar o jogo do Sporting" "Se calhar foi comprar tabaco" "Ou uma cerveja" "Já lhe disse para largar as drogas" Olhe senhor prime minister, só não acontece a quem não cá anda. O nosso primeiro ministro ainda é mais cabeça no ar que o senhor, ainda há um ano fez uma série de promessas e por muito que seja lembrado, o raio do catraio não há maneira de se lembrar delas. E as pessoas gostam muito de comentar estes pequenos lapsos. Há duas décadas que, por altura da quadra natalícia, não perdem o "Sozinho em casa". Há duas décadas que acham graça ao caos da família em viajem, deliram com o miúdo a fazer a vida negra aos atrasados mentais dos ladrões e deixam cair uma lágrima quando a mãe reencontra o fedelho no Rockfeller Center. Sempre sempre a mesma coisa. Quando a vida imita a ficção, por quinze minutos, cai o Carmo e a Trindade. No seu caso falls Picadilly and Trafalgar. Vá lá dormir descansado. Forget it.

terça-feira, junho 05, 2012

Euro2012

Devo estar distraído e aparentemente a selecção está a candidatar-se a património imaterial da humanidade sem que eu soubesse. Só isso justifica a quantidade de horas de emissão sobre a selecção e o seu exigente quotidiano. O que comem, o que bebem, o que fazem nos tempos livres e nas folgas, que carros têm, com quem andam, o que os diverte, o que os fascina, se são recebidos pelo presidente, se o tratam por você, quantas horas de vôo até à ucrânia. Horas de notícias, litros de tinta sobre este tema. Só presenciei tanta atenção a um tema em duas ocasiões: "Os 50% do Pingo Doce" e a "candidatura do fado a património mundial da humanidade". Embora até aprecie algum fado, foi tamanha a dimensão do fenómeno, que esgotei a quota de 2011, 2012 e 2013 para fado, tudo num só mês. Perante estas duas hipóteses, excluo o facto da selecção estar a repetir o fenómeno 50% do Pingo Doce. A selecção a 50% já aconteceu várias vezes e nunca foi motivo para tamanho frenesim jornalístico. Não interessa porquê, porque Saltillo, porque Coreia Japao ou porque o cão estava a olhar, a verdade é que 50% não é novidade para a selecção. Assim sendo, resta a hipótese do património imaterial da humanidade. Está bem que tem um par dos melhores jogadores do mundo, mas será caso para ser património imaterial da humanidade? O João Pereira deve ser património mundial de alguma coisa ? Do bom feitio, só se for. Santa paciência. Toda a gente comenta o Gaspar por ele ser o mais monocórdico dos ministros a falar, mas já viram como o Ronaldo fala ? E o mais triste, é que precisamos mais do talento do Gaspar que do do Ronaldo. Por muito que uma boa figura no Euro nos sabia muito bem, nós precisamos é de boas figuras no €uro. Rapazes, ide pois à Ucrânia e à Polónia e façam-nos mais felizes, mas sem que para isso tenhamos que saber que pasta de dentes usam, que carro têm, se pediram licença para se levantarem da mesa e se gostam mais de playstation ou de xbox. Façam o que têm a fazer e façam-no com brio. Nós aqui fazêmo-lo todos os dias. Por vezes sai-nos mais Moldávia, outras vezes Turquia e outras tantas Espanha, mas sempre com brio. Façam o mesmo que nós já ficamos satisfeitos se não regressarem com um traumatismo Ucraniano. A maioria dos Portugueses gosta muito de vos ver jogar, mas não está minimamente interessada em saber o que dizem os olhos do Bruno Alves, nem nas superstições do Patrício, nem no jogo de consola favorito do Coentrão. Antes fado caramba ...

terça-feira, maio 29, 2012

Faites vos jeux

Motivo até para canção, o estigma do marido das outras cheio de virtudes, em contra-ciclo com a realidade doméstica. Com os filhos passa-se tanto o mesmo. No recato do nosso lar, apontamos os filhos dos outros como o modelo a seguir. Porque estudam, porque comem com modos, porque têm notas fantásticas, porque falam a toda a gente quando chegam a casa de alguém, porque não embirram com os irmãos, porque não fazem parcas figuras de crianças mimadas, porque não interrompem, porque pedem licença e raramente arrotam e nunca se peidam. E porque não passam a vida agarrados à porcaria das consolas. Junto a terceiros, mães e pais, sobre os próprios filhos, publicitam de ego inchado, as qualidades dos seus filhos modelos: "os meus filhos ? Devo ter sido bafejado pela sorte, mas os meus filhos são estudiosos, não que precisem que são super inteligentes, mas estudam tanto que acabam por tirar notas dignas do quadro de honra. E, modéstia à parte, são educadíssimos. Sabem estar à mesa e assim que chegam a casa de alguém, não deixam de falar a quem quer que seja. Têm as suas coisa de criança, já se vê, mas dão-se lindamente uns com os outros. Nunca vi irmãos assim. Nunca foram de fazer birras e pedem sempre licença. Gases não têm nunca. Puns e arrotos são uma espécie em extinção lá em casa, não fosse a empregada. Divertem-se imenso a fazer desporto e a jogar Scrabble e batalha naval. Confesso, os meus Marias, estão longe de ser modelos de comportamento. Viciados em consolas, discutem por dá cá aquela palha e mesmo o mais democrático dos jogos de consola, acaba com um deles a atirar o comando à cabeça de outro. Berros e bofetão acontecem com frequência e em jogos de tabuleiro a coisa ainda é pior: no Monopólio, à segunda volta já voam casas e hotéis e se alguém compra o Rossio o tabuleiro voa. Quem ganha faz pouco de quem perde e quem perde chora desalmadamente. Esta ideia da terapia de substituição da consola por jogos de tabuleiro está a revelar-se pouco eficaz. Excepto a partir de Domingo passado que o mais velho foi à loja dos chineses comprar um conjunto de fichas de poker e baralho de cartas. Com direito a feltro verde e tudo. Tenho uma zona da casa transformada em casino ilegal e as discussões acabaram. Nem para escolher o Dealer eles discutem. Fazem apostas e jogam alegremente, com alguns entusiasmos sempre que arrecadam pequenas fortunas. Os filhos dos outros jogam Cluedo e Scrabble enquanto os meus jogam Black Jack e Poker. A única preocupação é como hão-de levar o jogo para a Disney, uma vez que é ilegal e que envolve controlo alfandegário. O que é que se segue ? Uma plantação de droga no jardim vertical da cozinha ? Uma casa de alterne no escritório ? Só ainda não percebi se para lavar o dinheiro vão usar a máquina da loiça ou da roupa. Se alguém da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens tiver o infortúnio de ler este post, desde já aviso que se trata de ficção. Agora vou lá dentro comprar umas fichas que hoje sinto-me com sorte.

sábado, maio 26, 2012

De improviso

Nem se pode dizer que sejamos amigos. Ele foi mais um daqueles miúdos que me habituei a ver lá em casa, a ter explicações de Francês e Português dadas pela minha mãe. Tantos miúdos mais ou menos da minha idade passaram por ali. Duns gostava mais, outros nem por isso. Depois desses tempos, encontrava-o de tempos a tempos no bairro e íamos sabendo da vida um do outro em conversas de poucos minutos. Contava-me das músicas dele, e de quando em vez falava-me do irmão: "O meu irmão Bernardo anda doido com o Jazz e perdeu a cabeça por um piano" Desta frase, dita com um brilho nos olhos e um riso de equidistante entre a alegria a admiração e o entusiasmo, lembro-me. Lembro-me bem. Já em adultos, por coincidências de amigos comuns, fomos jantar juntos e falámos um bom bocado. Boa onda o raio do miúdo. Finalmente decoro-lhe o nome: Francisco Sassetti. Agora encontro-o todos os anos na festa do colégio dos filhos e lá usamos uns minutos para nos por-mos a par das novidades. Ontem foi o dia da festa do colégio. E lá estava ele. Nem sabia bem o que lhe dizer. Dei-lhe um abraço e uma palmada amigável na cara. Perguntei-lhe como estava ele e a mãe. Fico sempre fora de pé nestas coisas. Falámos dos filhos e do trabalho de cada um, e aquela merda daquele nó na garganta a insistir. Nunca sei o que fazer. Falta-me o improviso nestes casos. Como o improviso de um músico de Jazz. Como o Bernardo.

quinta-feira, maio 24, 2012

Este governo relva-se ... só pode

Este governo é melhor que o anterior porque consegue carregar mais nas cores em todos os erros que o anterior fez. Em todos os defeitos. Lesto no aumento de impostos, perro a reduzir despesa, um conceito pobre de diálogo, venera uma Alemanha autoritária e desrespeita o parlamento e a oposição, condiciona a acção da comunicação social, atrapalha-se em casos mal explicados. Este governo apesar do desemprego, lá consegue fazer algumas coisa. Chegou a acordo com a UGT e até conseguiu chuva em dois meses. Além disso este governo herdou uma situação dificílima do governo anterior. Com as contas públicas de rastos como as encontrou, cada dia de governação é um milagre. Este governo levou 300 mil a Fátima e levou o Benfica a campeão nacional de basket. Este é um supergoverno que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Difícil é escolher qual o melhor ministro, tal é a qualidade da equipa. Parece a selecção nacional. E se houver um Cristiano Ronaldo nesta equipa governativa, esse título pertence ao Miguel Relvas. O verdadeiro líder que é vítima de injustiça e de invejas descabidas. Deviam é ter orgulho no que de melhor existe em Portugal. Viva o governo. Viva Portugal. Sr Ministro espero que assim já esteja bem o texto. Por favor senhor Miguel Relvas não revele informação da minha vida pessoal na internet. Viva Portugal e o seu herói. Vivó Relvas.

terça-feira, maio 15, 2012

Frutas Flores Hortaliças e Peixe

A vida profissional leva-me todos os dias para o MARL Mercado Abastecedor da Região de Lisboa. Para quem trabalha em TI a proximidade do sector primário entusiasma-me ao ponto de equacionar ir trabalhar de tractor, enxada e com chapéu a condizer. O MARL, que há uns anos, era pouco mais que um quarteirão em entre campos, é agora do tamanho de aeroporto na zona saloia e começa a fervilhar ao final da tarde, mesmo na hora do meu regresso a casa. A primeira incursão na actividade mercantil, foi no mercado das flores. Uma aventura em família que permitiu encher todas as jarras de duas casas com uma vintena de euros. A rainha e as crianças têm muito mais jeito que eu para estas coisas do que eu, porque da segunda vez que lá fui, arrisquei ir sozinho e não vim para Lisboa com a viatura semelhante a um carro funerário como aconteceu na estreia. Ainda assim consegui fazer bons negócios. Hoje fui espreitar o pavilhão dos pequenos produtores e saí de lá com uma caixa de morangos por escassos euros. Agora tenho excesso de morangos em casa, mas não faz mal nenhum porque a ingestão de morangos é uma actividade saudável. As espetadas de morango com arroz de morango ficaram fantásticas. Ainda tenho muito a explorar mas entusiasma-me a possibilidade de carregar o bólide com couves, batatas, grelos e nabiças. Tudo é vendido a quantidades um tudo nada acima da economia familiar, por um preço um tudo nada abaixo do que se paga por um décimo da quantidade no supermercado. Por fim, e de madrugada, há o mercado do peixe. Aparentemente fazem-se bons negócios junto de quem pode comprar no próprio mercado. Já ouvi falar de sapateira a um preço muito camarada. Assim que me profissionalizar nestas práticas, ainda faço concorrência a qualquer campanha do Pingo Doce. Agora vou para a cozinha fazer ensopado de morango para o almoço de amanhã. Por falar em amanhã ... talvez cerejas não. As abóboras tinham bom ar.

terça-feira, maio 08, 2012

Calendário Coelhiano

Ainda não é este ano que os quatro feriados saem do calendário. O estado laico adiou, a convite da igreja Católica, a entrada em vigor desta medida para 2013. Este governo parece dar-se mal com a contagem dos anos. Não lhe entra na cabeça esta coisa do dois mil e doze e do dois mil e treze e por aí fora. É muito complexo e a passagem de ano não é taxável. Começou por não saber ao certo em que ano voltavam a pagar os subsídios de Natal e de Férias. Ficou o ano que sucede a 2013 que, como é do conhecimento geral, é 2015. Para complicar ainda mais, existe a possibilidade de ser retomado para todos em simultâneo ou de forma progressiva como o apagão da TV analógica, mas muito mais devagar, prolongando até 2018 o processo. 2018 é o ano que sucede a 2016 e que antecede 2021. Este ano acabam os 4 feriados, e como estamos em 2012, pode-se dizer que acabam em 2013 porque são anos equivalentes. A alteração do mapa autárquico deve acontecer em 2017, não porque seja uma medida que mexe com muitos interesses, mas porque o ano que vem é, se não me engano 2017. A redução do número de processos nos tribunais para números viáveis, é já este ano: 2023. Enquanto as eleições não chegam, daqui a quatro anos, 2019 e uma vez que a Grécia está em dificuldades com os resultados das eleições deste ano (2009) e como os treinadores portugueses fazem tanto sucesso nos clubes gregos, parece-me que a solução mais indicada é colocar lá o Mister Passos Coelho, com o seu adjunto Gaspar e preparador físico Relvas. Só por um ano, até 2019 portanto. Se for necessário um treinador de guarda redes, há um Aníbal muito jeitoso que também está há uma série de temporadas em Belém, no clube da Cruz de Cristo, e podia fazer milagres na Grécia. O mundo ia ficar eternamente (2022) agradecido e os Portugueses também.

sábado, maio 05, 2012

Demais a menos

Aquela frase "Mal vai o país que tem mais astrólogos que astrónomos" que já citei por aqui, parece tão a propósito. Esta semana revista, e os temas que sobram por excesso (para o qual contribuo, já se vê), resumem-se a uma campanha promocional que excedeu as expectativas, uma edição fotográfica que defraudou as expectativas, e o futebol, sempre o futebol nos seus exageros. O milionário Real de além fronteiras e o miserável Leiria dentro de portas. A morte do cineasta, e a sua vida cheia, pareceu atrapalhar o alinhamento dos noticiários. O debate eleitoral de França, tão pouco condicente, excepto na dureza, com as linhas editoriais. Parecia que o jornalismo esta semana, se entregou por instantes à guerra de audiências, deixando o dever de informar convenientemente para trás. Perdoada a interrupção, voltem a informar-me como deve ser. Esta semana foi só um engano.

terça-feira, maio 01, 2012

Pingo Doce Venha Cá e Fique pelo menos umas 12 Horas

Em cada estação televisiva, no respectivo noticiário das oito, o tema Pingo Doce ocupou pelo menos 15 minutos. Desde ontem à noite que raras foram as conversas que tive e que não envolveram o desconto de 50% que o Pingo Doce fez a compras de valor superior a 100 euros. Uma volta pelo Facebook e pelo Twitter confirmam o tema do dia. Até a blogosfera se rendeu ao tema da cadeia de super mercados. Começaram com as receitas e com o “sítio do costume”, continuaram com a canção irritante cantada por empregados que têm três vezes mais dentição que os verdadeiros e com o “sabe bem pagar tão pouco” e agora conseguem ser visitados falados e escritos durante pelo menos uns dois ou três dias. As opiniões coincidem no escândalo de pedir aos colaboradores para trabalharem no 1º de Maio, no crime de vender abaixo do preço de custo, no facto dos super mercados não terem infra estruturas para aguentar a afluência de pessoas que se verificou, nas horas perdidas nas filas, nas prateleiras vazias, nas cenas de pugilato entre clientes e nos artigos espalhados pelo chão da loja. No outro prato da balança está a possibilidade de, em tempos de crise, fazer compras a metade do preço. Para outros a satisfação de terem sobrevivido a uma ida ao supermercado é um motivo de orgulho e satisfação. Não me apetece fazer juízo de valores, teria ido fazer compras que precisava à mistura com outras que não precisava tanto, se a confusão não fosse tanta. Descobri que a Comissão Nacional de Eleições é pouco imaginativa e que uma cadeia de super-mercados consegue mobilizar mais portugueses que a dita Comissão para umas eleições ao Domingo. Confirmei que esta coisa faz parte de nós. Tudo o que cheire a grátis é irresistível. Sejam amostras de mini queijos, sejam brindes, sejam descontos de 50%. Eu por mim estendia esta campanha e fazia um desconto de 50% na legislatura deste governo, e as eleições, em vez de serem nas escolas e nas juntas de freguesia, eram nas mercearias, nos super-mercados e nas grandes superfícies. Quem votasse ganhava um vale desconto e habilitava-se a um novo governo.

segunda-feira, abril 30, 2012

Estreia da bicicleta

O primeiro passeio foi por aqui 
Não tem grande graça mostrar num mapa a volta que se deu, mas queria perceber esta tecnologia por isso resolvi publicar o mapa. Andar de bicicleta fica entre cansativo, chato, divertido e relaxante. A melhor parte é cumprimentar quem se cruza connosco e assustar os peões da ciclovia. A segunda melhor parte é que o capacete esconde a careca, mas agrava a cara de parvo. A terceira melhor parte é perceber que Lisboa é mais pequena do que se imagina e que ir à Feira do Livro, ao estádio da Luz ou à Expo leva pouco mais que uma centena de calorias.

Faça-se luz

A coisa parecia ser simples. Trocar a lâmpada da escada. Tirar o olho-de-boi substituir a lâmpada e voltar a colocar o olho-de-boi. Bem sei que eu tenho o dom de arruinar as mais simples tarefas e transformar a troca de uma lâmpada numa chamada para o piquete da EDP, é um cenário viável quando a tarefa me cabe a mim. Foi neste contexto, que aceitei de bom grado a disponibilidade do meu amigo para executar a tarefa. Afinal de contas, ainda na sexta-feira e porque fui ao mercado das flores do MARL, enchi-lhe a casa de flores o que, segundo ele, elevou para patamares difíceis a fasquia das surpresas florais que ele faz à sua mulher. Estava portanto na hora de ele retribuir o mimo e elevar a fasquia da bricolage, envergonhando-me na substituição de uma lâmpada. E a verdade é que ficou lá perto. Mea culpa que comecei por lhe dar uma lâmpada de dimensões exageradas para o olho de boi, e claro está, quando colocou o olho de boi, estalou o vidro da dita e o baixo consumo transformou-se em consumo nenhum. Nada demais, uma lâmpada partida. Venha outra, agora de dimensões adequadas. Aquilo não é fácil. Envolve estar em cima do escadote, lâmpada numa mão, chave de parafusos na outra, tirar o olho de boi, ainda por cima com o acordo ortográfico ele não sabia se havia de colocar hífens no olho-de-boi, e irritou-se com aquilo de tal maneira que, com estrondo, partiu o olho de boi e por pouco, os cacos não foram parar ao patamar da escada onde está o aquário dos vizinhos com uns 5 discos que valem centenas de euros. Antes assim que ia ser difícil explicar ao vizinho, que aquele novo ornamento em vidro ficava a matar no aquário. Ora sem a questão do acordo ortográfico tudo ficou mais simples. Lá está mesmo por cima da minha porta, um casquilho com uma lâmpada sem essas mariquices de olho de boi. Não fosse a lâmpada ser de 25 w, que a outra mais poderosa partiu-se no processo de troca, e o meu patamar ficava com tanta luz que parecia o estádio da Luz. Lá está. Outra razão para o homem estar enervado, logo ontem o glorioso entregou o título ao rival nortenho (tomara que o sistema de rega e a iluminação dos aliados estejam afinados). Não me inquieto, a coisa está bonita sem olho de boi e a minha mulher está convencida que afinal eu tenho alguma perícia para a troca de lâmpadas.