... no início deste blog também em época de mudança de casa, não pereço ter aprendido grande coisas em oito anos.
Em que raio de caixote está o papel higiénico ? Se não for esse, o dos rolos de cozinha ou lenços de papel também serve. O único rolo que me aparece é o da fita-cola gigante de fechar os caixotes. Por motivos óbvios prefiro nem experimentar.
domingo, outubro 30, 2011
22 de Outubro
Quase uma semana depois, príncipe do meio. Nem se pode dizer que tenha sido por falta de oportunidade, antes por indisponibilidade. Já se sabe que não ajudou coincidir com a altura ds casa nova, e com as mudanças à pressa para que o aluguer daquela em estivemos provisoriamente desde Fevereiro se concretizasse. O mundo em caixotes de cartão que nos transportou para um universo parecido ao do Chapi Chapo, com a particularidade que nestes caixotes cor de cartão, o que é curiosos uma vez que se trata de caixotes de cartão, habitam seres como serviços de chá, pokemons, dinossauros, banda desenhada, cassetes audio e VHS, escudos, fondues, fichas triplas, caixas de arfix, dóminós, pasta de dentes e de sardinha. Percebes portanto a indisponibilidade mental para escrever sobre o teu aniversário, o primeiro a ser festejado na nova casa ainda antes mesmo de nos termos mudado, mas já com tudo prontinho.
Desta vez, são precisas duas mãos cheias de dedos para mostrar a tua idade, o teu irmão mais novo vai admirar-te em dois dígitos e o mais velho vai-te ensinando tudo o que já aprendeu e sabe. De resto é tudo teu, a persistência, a teimosia, o charme, o mau feitio, o coração de manteiga e os sonhos a atropelarem-se uns aos outros a um ritmo alucinante, capazes de fazer a cabeça em água dos teus pais.
Fazes 10 anos e mais que merecidos sonhos feitos reais em prendas mimos e alegrias. Parabéns (atrasados) meu Amor
Desta vez, são precisas duas mãos cheias de dedos para mostrar a tua idade, o teu irmão mais novo vai admirar-te em dois dígitos e o mais velho vai-te ensinando tudo o que já aprendeu e sabe. De resto é tudo teu, a persistência, a teimosia, o charme, o mau feitio, o coração de manteiga e os sonhos a atropelarem-se uns aos outros a um ritmo alucinante, capazes de fazer a cabeça em água dos teus pais.
Fazes 10 anos e mais que merecidos sonhos feitos reais em prendas mimos e alegrias. Parabéns (atrasados) meu Amor
segunda-feira, outubro 24, 2011
Sorriso
Reparo nos cartazes que anunciam literatura do Miguel Sousa Tavares. Não me causa espécie os dotes de escrita dele, antes o ar ternurento e sorridente do autor. Não casa. É como se de repente aparecessem cartazes de Cavaco Silva a comer bolo rei de boca fechada e sem exibir o bolo alimentar. Qualquer coisa não bate certo.
quinta-feira, outubro 13, 2011
Já fechou?
O OE 2012 já fechou ou ainda vou a tempo? É que perante as dificuldades do governo eu queria dar umas sugestões, e espero ainda chegar a tempo. De maneiras que derivado da profunda reflexão... aqui vai.
Na coluna da Receita Acrescentar:
Taxar coisas. É necessário taxar coisas que nos fartam. As inaugurações do Alberto João Jardim, os discursos do Presidente da República, os golos do Futebol Clube do Porto, os programas televisivos de fraca qualidade, as galas da TVI, as canções do Tony Carreira, os azedumes do Miguel Sousa Tavares, as derrotas da selecção, as declarações do Cristiano Ronaldo (o menino é bom a jogar à bola, mas desligava-se a seguir aos jogos que não há cú), as variações do Carlos Queirós, os erros de português do Jorge Jesus e a utilização de título de Dr e Drª por quem não seja médico, advogado ou doutorado.
As comunicações do Vitor Gaspar são muito más. Forma e conteúdo esgrimam argumentos para ganhar o título do pior. Deviam ser taxadas também, mas muito.
Animação de Festas. A Cristas dá ares de Heidi suburbana, podia animar festas de crianças e fazia de Heidi. O Pedro pode fazer de Pedro. Tirando os óculos, passa bem por pastor de Massamá.
Os submarinos e os carros anti motim estão subaproveitados. Podiam fazer festas de anos temáticas para adolescentes: "Carrega sobre a Manif" e "20 mil euros submarinos".
A troika deve pagar a peso de ouro as horas que os portugueses gastam à conta da troika. A quantidade de reuniões, relatórios, mapas e auditorias que se fazem para a troika ou por causa da troika é gigantesca. Conheço tanta gente que já gastou tempo por causa da troika que devemos ajustar uma rate horária para lhes cobrarmos. Às tantas ia dar ela por ela, no que toca aos 75 mil milhões de euros.
Na coluna da Despesa:
Os ministros e secretários de estado passavam todos a trabalhar no mesmo edifício. Deixava de haver motoristas e carros e passava a haver carrinha. Como nos colégios. Apanhava-os a todos às 8, eles vinham de bibe para não gastarem dinheiro em fatos e tailleurs e assim, e traziam cesta com marmita e refeição.
Os deputados também iam e vinham de carrinha ou de bicicleta pronto.
O diário da república, passava a semanário da república. Neste país só a Bola é que tem fregueses suficientes para justificar uma tiragem diária.
Não fazer recepções oficiais depois das 11 da manhã nem depois das seis da tarde, senão com os atrasos, temos sempre que oferecer almoço ou jantar. Nem que seja por cerimónia, mas o pior é que os convidados aceitam sempre.
Os Magalhães andam aonde ? Os ministros não os usam porquê? Têm que vender os portáteis que usam no Cash Converters e voltar a usar os Magalhães. Não gostam do wallpaper do Teixeira dos Santos ? Não faz mal nenhum, mudam de wallpaper. Ponham umas laranjinhas assim muito espremidas.
Espero que algumas destas ideias contribuam para melhorar os números da nossa economia. Obrigados.
Na coluna da Receita Acrescentar:
Taxar coisas. É necessário taxar coisas que nos fartam. As inaugurações do Alberto João Jardim, os discursos do Presidente da República, os golos do Futebol Clube do Porto, os programas televisivos de fraca qualidade, as galas da TVI, as canções do Tony Carreira, os azedumes do Miguel Sousa Tavares, as derrotas da selecção, as declarações do Cristiano Ronaldo (o menino é bom a jogar à bola, mas desligava-se a seguir aos jogos que não há cú), as variações do Carlos Queirós, os erros de português do Jorge Jesus e a utilização de título de Dr e Drª por quem não seja médico, advogado ou doutorado.
As comunicações do Vitor Gaspar são muito más. Forma e conteúdo esgrimam argumentos para ganhar o título do pior. Deviam ser taxadas também, mas muito.
Animação de Festas. A Cristas dá ares de Heidi suburbana, podia animar festas de crianças e fazia de Heidi. O Pedro pode fazer de Pedro. Tirando os óculos, passa bem por pastor de Massamá.
Os submarinos e os carros anti motim estão subaproveitados. Podiam fazer festas de anos temáticas para adolescentes: "Carrega sobre a Manif" e "20 mil euros submarinos".
A troika deve pagar a peso de ouro as horas que os portugueses gastam à conta da troika. A quantidade de reuniões, relatórios, mapas e auditorias que se fazem para a troika ou por causa da troika é gigantesca. Conheço tanta gente que já gastou tempo por causa da troika que devemos ajustar uma rate horária para lhes cobrarmos. Às tantas ia dar ela por ela, no que toca aos 75 mil milhões de euros.
Na coluna da Despesa:
Os ministros e secretários de estado passavam todos a trabalhar no mesmo edifício. Deixava de haver motoristas e carros e passava a haver carrinha. Como nos colégios. Apanhava-os a todos às 8, eles vinham de bibe para não gastarem dinheiro em fatos e tailleurs e assim, e traziam cesta com marmita e refeição.
Os deputados também iam e vinham de carrinha ou de bicicleta pronto.
O diário da república, passava a semanário da república. Neste país só a Bola é que tem fregueses suficientes para justificar uma tiragem diária.
Não fazer recepções oficiais depois das 11 da manhã nem depois das seis da tarde, senão com os atrasos, temos sempre que oferecer almoço ou jantar. Nem que seja por cerimónia, mas o pior é que os convidados aceitam sempre.
Os Magalhães andam aonde ? Os ministros não os usam porquê? Têm que vender os portáteis que usam no Cash Converters e voltar a usar os Magalhães. Não gostam do wallpaper do Teixeira dos Santos ? Não faz mal nenhum, mudam de wallpaper. Ponham umas laranjinhas assim muito espremidas.
Espero que algumas destas ideias contribuam para melhorar os números da nossa economia. Obrigados.
terça-feira, setembro 27, 2011
Ano Lectivo
Eu gosto muito do Outono porque as folhas das árvores ficam com cores laranjas e castanhas e depois caiem. O Outono traz-nos as primeiras chuvas, os cadernos da escola por estrear e as castanhas assadas.
Por outro lado o Outono traz-nos o traje académico e as praxes o que me chateia. Sendo eu de Lisboa e achando que a missão dos estudantes do segundo ano e seguintes é fazer com que a integração dos caloiros seja tranquila e divertida, tenho alguma dificuldade em reconhecer competência para garantir a integração de quem quer que seja onde quer que seja, a atrasados mentais trajados como estudantes de Coimbra e que provavelmente nem metade das cadeiras do primeiro ano tem concluídas. Porque escrever CALOIRO a marcador na testa de um recém chegado e fazê-lo fazer figura de parvo, para divertimento de outros tantos ditos veteranos não eleva o estatuto de qualquer um, mesmo que envergue um traje apinguinzado. Serão veteranos na frequência universitária e muito pouco mais que isso. São pagantes de propinas e frequentadores das salas de alunos. Estudantes serão poucos.
Quando atravesso a Alameda com os meus filhos e vejo os desgraçados caloiros às ordens parvas dos veteranos, explico sempre:
Os maus e que estão a fazer figuras de parvo são os de capa preta. Eles chegam a lavar os trajes alguma vez ?
Por outro lado o Outono traz-nos o traje académico e as praxes o que me chateia. Sendo eu de Lisboa e achando que a missão dos estudantes do segundo ano e seguintes é fazer com que a integração dos caloiros seja tranquila e divertida, tenho alguma dificuldade em reconhecer competência para garantir a integração de quem quer que seja onde quer que seja, a atrasados mentais trajados como estudantes de Coimbra e que provavelmente nem metade das cadeiras do primeiro ano tem concluídas. Porque escrever CALOIRO a marcador na testa de um recém chegado e fazê-lo fazer figura de parvo, para divertimento de outros tantos ditos veteranos não eleva o estatuto de qualquer um, mesmo que envergue um traje apinguinzado. Serão veteranos na frequência universitária e muito pouco mais que isso. São pagantes de propinas e frequentadores das salas de alunos. Estudantes serão poucos.
Quando atravesso a Alameda com os meus filhos e vejo os desgraçados caloiros às ordens parvas dos veteranos, explico sempre:
Os maus e que estão a fazer figuras de parvo são os de capa preta. Eles chegam a lavar os trajes alguma vez ?
segunda-feira, setembro 26, 2011
Estreia
E se ela gostar do colar que lhe fizeste ?
E se ela te aceita as flores e te agradece com um beijo?
A determinação ganha-te à vergonha e hoje para a escola, levas um sorriso, um nervoso miudinho, um colar feito por ti e um ramo de flores. Assim pequeno, que escolheste com a mãe, porque a "mãe é que é perita" nestas coisas.
Loiro dos caracóis mais lindo, se ela, que faz anos hoje, não ficar da cor de um tomate e não te agradecer com um beijinho tu não te rales muito. A natureza das mulheres é um mistério indecifrável e reagem de uma maneira nunca evidente.
As mulheres são como o teu Sporting, nunca vais saber se vão reagir bem, se vais ter uma enorme alegria ou se sais com a aquela sensação frustrante do "fica para a próxima". Mas tomam sempre conta do nosso coração.
Boa estreia.
E se ela te aceita as flores e te agradece com um beijo?
A determinação ganha-te à vergonha e hoje para a escola, levas um sorriso, um nervoso miudinho, um colar feito por ti e um ramo de flores. Assim pequeno, que escolheste com a mãe, porque a "mãe é que é perita" nestas coisas.
Loiro dos caracóis mais lindo, se ela, que faz anos hoje, não ficar da cor de um tomate e não te agradecer com um beijinho tu não te rales muito. A natureza das mulheres é um mistério indecifrável e reagem de uma maneira nunca evidente.
As mulheres são como o teu Sporting, nunca vais saber se vão reagir bem, se vais ter uma enorme alegria ou se sais com a aquela sensação frustrante do "fica para a próxima". Mas tomam sempre conta do nosso coração.
Boa estreia.
sexta-feira, setembro 23, 2011
Não há mal que dure sempre ...
... nem bem que nunca acabe. Falar em bem.
A bem a bem era que o Outono além das castanhas, das folhas a cair das árvores e dos satélites a cair do espaço, nos presenteasse com o Jorge mais feliz que o Vitor.
Assim um 0 a algo maior que zero. Para variar. A noite acabava com este sisudo

e este a rir.

PS: Se por uma infelicidade o Benfica não ganhar, venho aqui e apago este post.
A bem a bem era que o Outono além das castanhas, das folhas a cair das árvores e dos satélites a cair do espaço, nos presenteasse com o Jorge mais feliz que o Vitor.
Assim um 0 a algo maior que zero. Para variar. A noite acabava com este sisudo

e este a rir.

PS: Se por uma infelicidade o Benfica não ganhar, venho aqui e apago este post.
quinta-feira, setembro 22, 2011
Agressões
Contou-me aquilo com os olhos rasos de água. Voz trémula e as mãos sobre as minhas. "Ai André nem queira saber agora deu em bater-me ... depois nega tudo se a minha Anabela o confronta. Anda com um feitio ... e então se bebe. Depois destes anos todos. Eu nem sei como lidar com ele."
Logo ele. Aquele homem que eu tanto respeitei. Aquele casal que sempre admirei. Não há vez que lhes falte a visita, se calha estar lá. Logo aqueles dois. É da doença, é da bebida, é da idade ! Nem sabia o que lhe dizer. Prometi não tocar no assunto à frente dele. Gosto deles e fez-me tanta espécie depois de lhes saber tanto respeito e amor.
E depois saio da aldeia e não vejo doença, nem idade, nem bebida nem amor, nem amor próprio, nem respeito, nem vergonha. Quando a meio do percurso já se está assim, que raio de fim há que esperar?
Logo ele. Aquele homem que eu tanto respeitei. Aquele casal que sempre admirei. Não há vez que lhes falte a visita, se calha estar lá. Logo aqueles dois. É da doença, é da bebida, é da idade ! Nem sabia o que lhe dizer. Prometi não tocar no assunto à frente dele. Gosto deles e fez-me tanta espécie depois de lhes saber tanto respeito e amor.
E depois saio da aldeia e não vejo doença, nem idade, nem bebida nem amor, nem amor próprio, nem respeito, nem vergonha. Quando a meio do percurso já se está assim, que raio de fim há que esperar?
quinta-feira, setembro 15, 2011
Sugestão
Aposto que o Passos Coelho ainda não se lembrou desta. Era se podia haver uma taxa para quem utilizasse a 4ª pessoa do singular. Que achas Pedro? Gostastes ? (Ui, 1 euro para o estado. Já estavas a ganhar. Vistes ? Ai, que já lá vão dois. Tramadinha esta taxa.)
Vista Cansada
Estas coisas da oftalmologia continuam a desagradar-me... e aparentemente a degradar-me. É a merda dos cartões matrizes segurança do homebanking. Aqueles algarismos são muito pequenos e depois de ter sido expulso do site porque falhei 2 vezes seguidas a porcaria do código de segurança, resolvi ir ver se era caso de ajustar as lunetas ou pedir ao banco um cartão com números mais óbvios.
O homem fez-me passar por umas três maquinetas, daquelas queixo_aqui_encoste_a_testa_e_olhe_para_a_luz e mostrou-me a minha vista de todas as formas e feitios. Nada mau, não fosse o discurso. "Tem astigmatismo, mais um coisótrofia qualquer e pela sua idade está a perder visão. A boa notícia é que este processo começa aos 40 mas aos 60 tende a diminuir drasticamente"
Aos quem ? Aos sessenta deixo de piorar da vista ? Mas que excelentes novas que o doutor me dá. Quando eu já não conseguir distinguir o tubo da algália com o do soro, o guardanapo da fralda e a arrastadeira da chaise longue, é que o processo tende a parar ? Tenha paciência homem !!!
E como se não bastasse, se vejo mal ao longe, de perto então é que não vejo nada e "essa diferença está mesmo a pedir uns óculos com lentes progressivas. É mais que normal na meia idade" Meióquantas ? Olha que estupor. Bem vistas as coisas (como se eu pudesse falar em bem vistas as coisas antes de mudar de lentes) até pode estar certo, mas fico doente com esta gente que a única vez na vida que compreende o conceito de fracção é para dizer meia idade.
Saído da consulta, vai que descubro que as actuais lunetas, não têm espaço para lentes progressivas. Tenho que comprar uma armação nova também. O homem que almoçou ao meu lado tinha umas armações jeitosas de massa com um raio de alguns 10 cm, estava capaz de lhe gamar os óculos mas ele nunca os tirou. Uma fortuna é o que me vai sair esta revisão. Ainda disse à mulher da loja "esqueça as lentes, mande vir o cão guia e a bengala e os óculos escuros sempre me sai mais em conta".
Há dias em que mais vale não ver um palmo è frente do nariz.
O homem fez-me passar por umas três maquinetas, daquelas queixo_aqui_encoste_a_testa_e_olhe_para_a_luz e mostrou-me a minha vista de todas as formas e feitios. Nada mau, não fosse o discurso. "Tem astigmatismo, mais um coisótrofia qualquer e pela sua idade está a perder visão. A boa notícia é que este processo começa aos 40 mas aos 60 tende a diminuir drasticamente"
Aos quem ? Aos sessenta deixo de piorar da vista ? Mas que excelentes novas que o doutor me dá. Quando eu já não conseguir distinguir o tubo da algália com o do soro, o guardanapo da fralda e a arrastadeira da chaise longue, é que o processo tende a parar ? Tenha paciência homem !!!
E como se não bastasse, se vejo mal ao longe, de perto então é que não vejo nada e "essa diferença está mesmo a pedir uns óculos com lentes progressivas. É mais que normal na meia idade" Meióquantas ? Olha que estupor. Bem vistas as coisas (como se eu pudesse falar em bem vistas as coisas antes de mudar de lentes) até pode estar certo, mas fico doente com esta gente que a única vez na vida que compreende o conceito de fracção é para dizer meia idade.
Saído da consulta, vai que descubro que as actuais lunetas, não têm espaço para lentes progressivas. Tenho que comprar uma armação nova também. O homem que almoçou ao meu lado tinha umas armações jeitosas de massa com um raio de alguns 10 cm, estava capaz de lhe gamar os óculos mas ele nunca os tirou. Uma fortuna é o que me vai sair esta revisão. Ainda disse à mulher da loja "esqueça as lentes, mande vir o cão guia e a bengala e os óculos escuros sempre me sai mais em conta".
Há dias em que mais vale não ver um palmo è frente do nariz.
segunda-feira, setembro 05, 2011
Regresso
Politicamente e com o contributo do Gaspar, este ano pareceu-me perfeito para regressar, passadas mais que duas épocas, à Festa do Avante. Naqueles dias, ainda havia muro de Berlim e bloco de Leste e muitas representações da Hungria, Checoslováquia, Polónia, Jugoslávia e associações de amizade Portugal União Soviética. Hoje o mundo mudou, o Partido Comunista nem por isso, e a Festa mudou de cenário, ganhou algumas virtudes, perdeu outras e manteve alguns defeitos (a saber em infraestruturas e organização - filas sempre filas para tudo, casas de banho abaixo do limiar do aceitável, e espaços estreitos para passagem de tanta gente).
O meu regresso acompanhou o regresso do Trovante, e a noite de Sábado foi assim mesmo, memórias e saudade do futuro. A dar sabor a este regresso, comida saboreada, e canções dos Clã e de Sérgio Godinho. Muita gente feliz. Gente a rir. Umas porque sim outras porque ganzas. No fim muita animação e fogo de artifício.
Gostei deste regresso. Desta vez não espero tantos anos para regressar.
O meu regresso acompanhou o regresso do Trovante, e a noite de Sábado foi assim mesmo, memórias e saudade do futuro. A dar sabor a este regresso, comida saboreada, e canções dos Clã e de Sérgio Godinho. Muita gente feliz. Gente a rir. Umas porque sim outras porque ganzas. No fim muita animação e fogo de artifício.
Gostei deste regresso. Desta vez não espero tantos anos para regressar.
quarta-feira, julho 27, 2011
Euro2004
Senhores investigadores que há 7 anos desmantelaram uma célula que se preparava para fazer um ataque ao estádio do Dragão (até me custa escrever este nome):
Muito obrigado. É que o atentado ia ser no único dia em que eu fui ao estádio coiso. E a coisa correu tão mal. Jogo de abertura do euro. Uns pompons azuis que é uma cor que não vai nada bem comigo no que toca a futebol. A descoberta que o estado do coiso é o mais bonito de todos. Uma equipa grega armada em parva que resolveu ganhar doisaum, e que depois ainda viria a repetir a graça na Catedral. Muita bem feita, levaram o caneco do Euro2004, mas agora andam às aranhas com a crise, o défice e a Moody’s que graças a Deus, são coisas que a nós portugueses, não afectam. Um dia para esquecer portanto, e só faltava mesmo ser apanhado num atentado e esticar o pernil nos escombros do estádio coiso. Eu já sofro pouco com o que ali se passa, seria de uma estúpida ironia, que tamanha desgraça me acontecesse.
Confesso que a mim também já me apeteceu implodir o estádio coiso sobretudo por causa daquela estranha mania que eles têm de ganhar tudo como se não houvesse amanhã que eles têm. E até pensei falar com a Sónia Brazão a ver se ela tinha alguma ideia de como implodir aquilo. Agora que ninguém me convence que ela e o Lord Voldemort não são a mesma pessoa, achei que um feitiçozinho a coisa fazia-se. É certo que me passaram essas ideias pela cabeça, mas rapidamente as afastei e acho por bem que o estádio do coiso fique por lá a ver se um dia eles desligam as luzes e ligam a relva quando o Glorioso ganhar lá um campeonatozinho.
Neste contexto queria agradecer portanto aos ilustres investigadores que desmantelaram a célula terrorista e deitaram por terra os planos de um ataque terrorista ao estádio coiso. Da única vez em que eu queria muito que a equipa da casa ganhasse. Pumba.
Muito obrigado. É que o atentado ia ser no único dia em que eu fui ao estádio coiso. E a coisa correu tão mal. Jogo de abertura do euro. Uns pompons azuis que é uma cor que não vai nada bem comigo no que toca a futebol. A descoberta que o estado do coiso é o mais bonito de todos. Uma equipa grega armada em parva que resolveu ganhar doisaum, e que depois ainda viria a repetir a graça na Catedral. Muita bem feita, levaram o caneco do Euro2004, mas agora andam às aranhas com a crise, o défice e a Moody’s que graças a Deus, são coisas que a nós portugueses, não afectam. Um dia para esquecer portanto, e só faltava mesmo ser apanhado num atentado e esticar o pernil nos escombros do estádio coiso. Eu já sofro pouco com o que ali se passa, seria de uma estúpida ironia, que tamanha desgraça me acontecesse.
Confesso que a mim também já me apeteceu implodir o estádio coiso sobretudo por causa daquela estranha mania que eles têm de ganhar tudo como se não houvesse amanhã que eles têm. E até pensei falar com a Sónia Brazão a ver se ela tinha alguma ideia de como implodir aquilo. Agora que ninguém me convence que ela e o Lord Voldemort não são a mesma pessoa, achei que um feitiçozinho a coisa fazia-se. É certo que me passaram essas ideias pela cabeça, mas rapidamente as afastei e acho por bem que o estádio do coiso fique por lá a ver se um dia eles desligam as luzes e ligam a relva quando o Glorioso ganhar lá um campeonatozinho.
Neste contexto queria agradecer portanto aos ilustres investigadores que desmantelaram a célula terrorista e deitaram por terra os planos de um ataque terrorista ao estádio coiso. Da única vez em que eu queria muito que a equipa da casa ganhasse. Pumba.
segunda-feira, julho 18, 2011
Berças
Este fim de semana fomos às berças. Berças de beiras, de berço, de origens, de tantos verões, de outras tantas Páscoas. Gosto de os ver parecidos comigo a passear na aldeia, sem rumo certo, a ver de cães e galinhas que por ali andam e a dizer bom dia a toda a gente. Gosto da conversa com quem gosto. No café que foi taberna, na casa do lado, na casa de cima. Gosto de casas com sotãos, adegas, histórias e afectos. Divirto-me nas dúvidas deles:
- Já estamos no meio rural? As pessoas aqui já se conhecem todas ?
- Tibaldinho com tanta coisa, abastece Lisboa ?
A ida ao rio, três quilómetros de estrada até às termas, ainda é o que mais entusiasma. Tantas idas a pé até lá, tantas vindas cansados a sonhar com a boleia de um tractor ou de um carro com espaço para muitos. Hoje, a ideia de pedirem boleia a estranhos até me arrepia. Há trinta e cinco anos era a mais desejada das ajudas, nem que fosse no último quilómetro.
Como qualquer ida às berças, o regresso fez-se com a companhia de sacas de legumes. Trouxemos batatas, cebolas e abóbora na saca, sorrisos na cara e cansaço no corpo.
- Já estamos no meio rural? As pessoas aqui já se conhecem todas ?
- Tibaldinho com tanta coisa, abastece Lisboa ?
A ida ao rio, três quilómetros de estrada até às termas, ainda é o que mais entusiasma. Tantas idas a pé até lá, tantas vindas cansados a sonhar com a boleia de um tractor ou de um carro com espaço para muitos. Hoje, a ideia de pedirem boleia a estranhos até me arrepia. Há trinta e cinco anos era a mais desejada das ajudas, nem que fosse no último quilómetro.
Como qualquer ida às berças, o regresso fez-se com a companhia de sacas de legumes. Trouxemos batatas, cebolas e abóbora na saca, sorrisos na cara e cansaço no corpo.
quarta-feira, julho 13, 2011
Medicina do Trabalho II
A culpa foi da enfermeira da medicina do trabalho:
"Vamos então despir da cintura para cima"
ao que não resisti a responder
"Vamos sim senhora. Quem é que começa? Eu ou você?"
"Não era isso que eu queria dizer !!!"
"Mas juro-lhe que foi isso que ouvi."
"É hábito da profissão."
"Antes assim, então dispo só eu."
Estranhamente a simpatia inicial desapareceu, mas aposto que vai ter muito mais atenção na conjugação verbal. O que é curioso é que há uns anos atrás com o "Vamos fazer xixi para este frasquinho, aconteceu a mesma coisa."
"Vamos então despir da cintura para cima"
ao que não resisti a responder
"Vamos sim senhora. Quem é que começa? Eu ou você?"
"Não era isso que eu queria dizer !!!"
"Mas juro-lhe que foi isso que ouvi."
"É hábito da profissão."
"Antes assim, então dispo só eu."
Estranhamente a simpatia inicial desapareceu, mas aposto que vai ter muito mais atenção na conjugação verbal. O que é curioso é que há uns anos atrás com o "Vamos fazer xixi para este frasquinho, aconteceu a mesma coisa."
terça-feira, julho 12, 2011
Viagens nos meus sentidos
Máquina do tempo. Memória a percorrer distâncias e num infinitésimo, estamos outra vez numa marca do tempo. São os sentidos que a disparam. Um cheiro, um som, uma imagem, um nó na garganta e depois um turbilhão de lembranças a construir um passado. Num passe de mágica as 5000 peças do puzzle da memória reúnem-se em encaixe perfeito no instante imensurável. E de puzzle feito entramos nele e despertam outros sentidos. Com a força da alavanca dura o tempo de um abraço. Sorrisos e nós na garganta. E nós sem sabermos que força é aquela. É a máquina do tempo, sem aviso. Apressada. Hoje estou que não me tenho
quarta-feira, julho 06, 2011
Grande Mulher
Os dois últimos deputados a abandonar o parlamento estão em extremos tão opostos e contudo integravam o mesmo grupo parlamentar. Ela íntegra, ele um fantoche político, ela a lutar para lá do que a força lhe permitia, ele a desistir à primeira contrariedade, ela fiel aos princípios, ele nos princípios da infidelidade ideológica, ela política a abraçar de forma imensa as causas sociais, ele desastrado na política a abandonar a função cívica. Ela a deixar-nos uma lição de vida e de força, ele a deixar-nos um tremendo equívoco. Ela foi tudo o que um político deve ser, ele não. Como sempre, brutal e arrasadora, a doença arrancou-a à força de uma vida plena. Genial e incomum. Grande Homem esta Maria José Nogueira Pinto.
quarta-feira, junho 29, 2011
Programa Paternal
Numa leitura casual do programa do governo, acabo de me deparar com a seguinte frase “O Governo desenvolverá uma relação adulta com os Portugueses por forma a superar a cultura dos paternalismos e das dependências”
Não querendo ser infantil, isto cheira a raspanete: “Meu rico filho, acabou a borga! Se queres estar cá em casa portas-te como adulto e ganhas o teu próprio dinheirinho, e pensando melhor até já devias ter vergonha de cada vez que pões a chave na porta para entrar em casa. Onde é que já se viu, um matulão desse tamanho a viver em casa dos pais? Cresce mas é, e vamos lá acabar com os paternalismos e com a dependência.”
Cabe aqui esclarecer, que não reconheço em Passos Coelho nenhum traço de figura paternalista. Mesmo que reconhecesse, viver em Massamá estava completamente fora de questão. Eu já teria saído de casa há séculos e jantares de família seriam algures em Lisboa. Só o que me faltava. Em segundo lugar, não estamos a falar da mesma dependência. Eu farto-me de por dinheiro nas mãos do Passos Coelho, e se é para ser adulto, ele que me explique muito bem em que é que gasta esse dinheiro que eu lhe coloco todos os meses nas mãos. Até pode gastá-lo com quem precisa, mas não se ponha a inventar submarinos e coisas que o valha que eu bem o conheço. A ele e mais ao tio Paulo que não pode passar numa montra de submarinos que começa logo a arfar. Também não adiantam as conversas que a Tia Troika tem muito mau feitio e já não vai para nova. Quem resolveu metê-la lá em casa não fui eu e quem concordou com a velha instalada no sofá cama da sala também não fui eu.
Portanto Pedrinho, ninguém aqui lhe pede para ser Pai de coisa nenhuma. Trate mas é de ser responsável que tem muito boa idade para isso e veja lá se gasta como deve ser a mesada que muitos lhe dão e aproveite para reclamar a mesada daqueles que insistem em não lha dar na proporção que deviam. Faça o que quiser à velha Troika, mas por mim, ela nem sequer metia o nariz onde não era chamada. E se não se importa não se preocupe tanto com as aparências e trate de ser responsável. Olhe, e mande um beijinho à tia Assunção Cristas que tem um je ne sais quoi que me agrada.
Não querendo ser infantil, isto cheira a raspanete: “Meu rico filho, acabou a borga! Se queres estar cá em casa portas-te como adulto e ganhas o teu próprio dinheirinho, e pensando melhor até já devias ter vergonha de cada vez que pões a chave na porta para entrar em casa. Onde é que já se viu, um matulão desse tamanho a viver em casa dos pais? Cresce mas é, e vamos lá acabar com os paternalismos e com a dependência.”
Cabe aqui esclarecer, que não reconheço em Passos Coelho nenhum traço de figura paternalista. Mesmo que reconhecesse, viver em Massamá estava completamente fora de questão. Eu já teria saído de casa há séculos e jantares de família seriam algures em Lisboa. Só o que me faltava. Em segundo lugar, não estamos a falar da mesma dependência. Eu farto-me de por dinheiro nas mãos do Passos Coelho, e se é para ser adulto, ele que me explique muito bem em que é que gasta esse dinheiro que eu lhe coloco todos os meses nas mãos. Até pode gastá-lo com quem precisa, mas não se ponha a inventar submarinos e coisas que o valha que eu bem o conheço. A ele e mais ao tio Paulo que não pode passar numa montra de submarinos que começa logo a arfar. Também não adiantam as conversas que a Tia Troika tem muito mau feitio e já não vai para nova. Quem resolveu metê-la lá em casa não fui eu e quem concordou com a velha instalada no sofá cama da sala também não fui eu.
Portanto Pedrinho, ninguém aqui lhe pede para ser Pai de coisa nenhuma. Trate mas é de ser responsável que tem muito boa idade para isso e veja lá se gasta como deve ser a mesada que muitos lhe dão e aproveite para reclamar a mesada daqueles que insistem em não lha dar na proporção que deviam. Faça o que quiser à velha Troika, mas por mim, ela nem sequer metia o nariz onde não era chamada. E se não se importa não se preocupe tanto com as aparências e trate de ser responsável. Olhe, e mande um beijinho à tia Assunção Cristas que tem um je ne sais quoi que me agrada.
terça-feira, junho 14, 2011
Quando

Quando o céu se escancara assim vê-se a ilha grande com o farol. Da minha janela, dos teus olhos vê-se todo o horizonte. Quando o mar se faz assim à nossa frente, é quando nos mostram o paraíso. E é vê-lo no farol, no casario, nos reflexos dos barcos na baía, na ida à praça para peixe fresco e flores, no fogo de artifício de Santo António, no passadiço de madeira por entre as dunas, nos passeios a cavalo. O paraíso tem um farol no horizonte, quando o céu se escancara, quando as memórias e o quotidiano se entrelaçam, quando um sorriso ...
sábado, junho 04, 2011
Janela Indiscreta
A televisão e as redes sociais têm sido canal de divulgação de imagens da violência do nosso quotidiano. O espacamento entra-nos casa dentro em versão de adolescente de liceu, de soldado na recruta, de crianças na creche. A novidade não está na pancadaria, mas na possibilidade de ser filmada, e na divulgação das imagens. Não nos revoltamos com a educação que temos, só o fazemos quando nos esfregam na cara as miseráveis evidências das tantas falhas na nossa própria educação. E havemos de assistir chocados à mulher espancada pelo marido, ao aluno que agride o professor, à violência sexual sobre a empregada, e havemos de condenar em uníssono tamanhos horrores.
E é sempre educação. É sempre a educação que nos falta. Somos fraquinhos no que toca a educar. Eduquemo-nos e eduquemo-los pois melhor.
Quanto à senhora da creche, se me pudesse mandar um mail sobre a forma de os manter naquele modo Zen, eu agradecia. É que enquanto escrevia esta posta, fui interrompido à razão de 200 vezes por linha e dava-me jeito que eles se comportassem como monges tibetanos. Chegou a passar-me pela cabeça dar-lhes um correctivo, mas ainda era apanhado por alguma camera indiscreta e tenho um fim de semana complicado pelo que detenções e tribunal iam ser uma maçada.
E é sempre educação. É sempre a educação que nos falta. Somos fraquinhos no que toca a educar. Eduquemo-nos e eduquemo-los pois melhor.
Quanto à senhora da creche, se me pudesse mandar um mail sobre a forma de os manter naquele modo Zen, eu agradecia. É que enquanto escrevia esta posta, fui interrompido à razão de 200 vezes por linha e dava-me jeito que eles se comportassem como monges tibetanos. Chegou a passar-me pela cabeça dar-lhes um correctivo, mas ainda era apanhado por alguma camera indiscreta e tenho um fim de semana complicado pelo que detenções e tribunal iam ser uma maçada.
sexta-feira, junho 03, 2011
Sem palavras
Nem sei o que diga quando o desespero tem o rosto de um amigo. Resta-me divulgar este pedido de ajuda. O Luís não sabe dos pais desde Sábado passado.
Divulguem se faz favor. Obrigado.
Divulguem se faz favor. Obrigado.
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