quinta-feira, março 26, 2009

é o browser

... ou lá como isto se chama. Nuns browsers vejo o blog direitinho, nos outros desaparecem as cores de fundo e depois os textos e a caixa de costura parece um monte de ... cócó. Cada vez mais acho que existe uma relação directa entre a minha cabeça e o grau de merdelim com que a caixa de costura aparece.
Vocês também vêem isto tudo mal parido ?

quarta-feira, março 25, 2009

Havias de surpreender

Havias de ser só silêncio e escusar-te às palavras, havias de ter brilhos e maresias ou evidências de ti. Escusa-te a frases desconexas e dá-me a surpresa dos silêncios que enchem salas e ocupam o espaço dos abraços. Havias de ser música de improviso, havias de te dar ao riso, havias de regressar. Havias de ser para lá da teimosia das raízes da árvore, havias de te encher de folhas, havias de te fazer flor, havias de arriscar a Primavera.

domingo, março 22, 2009

Trocadilhos

Colar uma semana à outra, resultados óbvios de uma semana para lá dos limites legais. Um fim de semana quase inexistente, das coisas boas saboreadas às pressas. E uma noite de arromba na Sexta Feira. Concerto do maior poeta zarolho a seguir ao Camões no Maxime. Não fossem estes pequenos intervalos e o mar que daqui se vê tinha pulado o fim de semana. Talvez no próximo o tempo ajude e o relógio também.

quinta-feira, março 19, 2009

Dia do Pai

Tripla pois então. Como um já difere na escola dos outros dois já só devo receber dois lindos cagalhões de barro pintados a guache e envernizados a servirem de pisa papéis.
O mistério da paternidade é que fico estupidamente feliz de os receber, com o acréscimo de mimos que os embrulham. Olhos brilhantes, diz-se ser incondicional. E é.

quarta-feira, março 18, 2009

Murphy

Tanta máquina boa para se avariar que existe naquela cozinha. Inclusive uma assim balofa armada em fina que tem manias de dondoca e que pesa e que tem pás rotativas e que aquece e que usa chapéu de abas, mesmo a pedir uma insuficiência no sistema de turbo_rotação_aquecida. Tanta bimb..., tanta máquina que podia ter-se finado, e tinha logo que ser o cubo da Nespresso a dar de si. Está em coma induzido e só faz café com auxílio à Nespresso da cozinha da vizinha. Parece-me que o sentido da derivada se está a inverter.
Só faltava agora o tempo piorar para o fim de semana, logo neste que ia experimentar os meus novos rolamentos ABEC7 nos patins de passeio. Ou ir a um concerto do José Cid no Maxim's.

terça-feira, março 17, 2009

A subir de mansinho

Foi bonita a festa pá, um sábado de feição a patinar, e o sol no abano até me esqueceo gelo da água como que a querer estalar-me os ossos. A segunda veio como que por bem, e no fim de tarde se fez canção ou artigo de jornal brutal (quem disse que a dor da gente não sai no jornal?) A terça aos tropeções mas sempre de olho nos sabores de casa. Há semanas assim, com sorrisos. Há semanas de derivada positiva. Há sempre coisas bonitas no fundo da minha rua que me esperam.

domingo, março 15, 2009

Pedaço de alma

Não é nada por causa das crianças, é quando as histórias nos arrancam um bocado da alma, que me deixam em agonia. A alma não se consegue regenerar de todos as perdas, de todas as histórias.
Lembro-me de te ter ido buscar a casa dos Geadas para irmos juntos para o Liceu. Já todos sabíamos, e quando a porta entreaberta mos permitiu espreitar, percebemos que o teu pai te estava a contar naquele mesmo instante. A ti e á tua irmã. Foi a primeira vez que senti que a alma nem sempre se regenera. E que grande bocadão nos arrancaram dessa vez. Desde esse dia, se a história me lasca a alma, é como se num repente, as palavras ganhem voz off e fiquem só imagens que me invadem. A imagem das crianças na cresce à espera quwe o pai ou a mãe as vão buscar, no 11 de Setembro. A imagem dos meninos a beber urina durante o assalto à escola primária no Cáucaso em busca de uma sobrvivência terminada à bruta.
E agora , a fechar a passada semeana, este pai de quem nem vi imagem, do filho de meses morto no carro porque dele se esqueceu. De que ar vai este homem encher os pilmões quando alma se lhe foi de uma só vez arrancada à culpa. De dentro da minha cobardia, só me reencontrava com um balázio nos próprios cornos. Algo para além disto será sempre um ganho para o mundo, mas nunca para ele.

quarta-feira, março 11, 2009

terça-feira, março 10, 2009

Twitter Aciedental


Foi a Ana que me falou do Twitter, porque a Catarina... e foi assim com o facebook, e com os blogs, e foi assim com o sexo a três (pronto há aqui umas partes inventadas). Fui espreitar e registei-me no dito cujo e a saber, trata-se de quatro conceitos:
- mensagens mais pequenas que 140 caracteres o que desenvolve uma de duas coisas a capacidade de sintetizar ou a estupidez
- seguidores - pessoas que lêem tudo o que escreves para alguém desse grupo ou que escreves para o mundo
- seguidos - pessoas que escolhes para ler tudo o que escrevem ao mundo ou a alguém que seja seguido por ti
- reenvio de mensagens quando queres divulgar ao conjunto dos teus seguidores algo que leste escrito por alguém que segues
De forma simples o twitter segue o paradigma da imensa matilha: Um conjunto de cães que cheiram os rabos uns dos outros mantendo uma certa ordem em algo que tem tudo para ser um caos.
Depois há uns truques para indicar que se quer ser cheirado só por este ou estes indivíduos da matilha, ou para partilhar com os que cheiram o teu rabo, um cheiro que se cheirou no rabo de outro.
Rabos e cheiros à parte, é simples, engraçado, por vezes útil, por vezes viciante.

domingo, março 08, 2009

8 de Março

A meio caminho de as festejar na importância da minha vida, e a ausência de festa pela necessidade de lhes reservar uma casa do calendário. Não obstante a mais linda das casas.
Para elas vai uma canção de Chico Buarque
Caixa de Música aqui ao lado.

quinta-feira, março 05, 2009

Dúvida

António - Olha pai, a minha pilinha está a crescer. Do que é ?
Eu - eh ... hum ... bem ... é de felicidade António. Normalmente é de felicidade


Existem fundos poupança-acompanhamento-psiquiátrico para os filhos?

Magalhães I

Viva José
Olha rapaz, este post é para te agradecer o facto de teres enviado a Magalhães Maria lá para casa. Depois de três rapazes a vestirem coeiros, finalmente chegou a rapariga. Porque ninguém me convence que, com aquele baby grow em arco-íris que o embrulha, aquela criança não é uma menina.
Mesmo que por infortúnio e falta de discernimento meu, se trate de um rapaz, a Magalhães Maria, é com toda a certeza gay, e até nesse caso, fico à beira da felicidade suprema. Sempre sonhei levar uma filha ao altar para a entregar ao homem que a fará feliz, e a Magalhães Maria é a instanciação desse sonho. Hei-de entregá-la no mais de sorriso nos lábios e a certeza de missão cumprida, e mesmo tratando-se de um gay – intellsexual - o casamento entre pessoas do mesmo sexo mantém acesa a chama da minha felicidade.
Porreiro pá

Magalhães II

- Pai !!! Como é que se desliga esta porcaria ?
- Manel, não fales assim da tua irmã, senão o tio José vem cá e retira-nos a guarda.

segunda-feira, março 02, 2009

Shoping Cultura

O que eu mais gosto nas visitas aos museus, é a parte final quando se vai à loja comprar uma lembrança sobre a exposição. Aliás, se for possível ir à loja, poupando na xaropada da exposição, tanto melhor.
Não obstante, ontem lá fomos à exposição do Darwin, e no fim na loja do museu, comprei uma destas. Cheira-me que a evolução desta minha espécie, tem os dias contados.

Da hora de almoço


saiu-me esta frase:
É importante que no mundo haja quem use tempo para coisas aparentemente inúteis, e no entanto belas.
Veio a propósito do moto contínuo, mas serve(-me) para tantas poesias.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Ensaio

Agora o que quero é patinar, correr ao acaso na praia quase deserta, rebolar numa encosta, perder-me numa floresta, num livro ou numa canção. Agora quero é os instrumentos da orquestra na minha cabeça, a um compasso certo, no contratempo das tuas palmas. Agora quero o parapente sobre colinas, ou sobre o mar, ou na maré dos teus olhos, agora o estoiro do riso das crianças, e o gosto do teu abraço, e o mundo todo e por inteiro nele. Agora são as águas do meu março, agora quero a promessa de vida no teu coração. Agora quero os filmes mais lindos que houver, e um quadro onde me apeteça entrar e a aguarela infinita.
Agora quero a inatingível escrita, as formas da escultura de Moore e o jazz de Duke, agora quero escrever sem soar a publicidade ao azeite galo, ou à vodafone, agora quero os contornos de nuvens certas no céu.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Caixa Registadora

do Pingo Doce.
Eu - desculpe pode indicar-me em que corredor encontro os cubos Knorr ?
Srª da Caixa - é aqui. Tem que mos pedir a mim quando chegar a sua vez de pagar.
Eu - Aí, na caixa? Sabe de é que eu estou a falar ? Daqueles cubos que existem em vários sabores: carne, de peixe, de galinha.
Srª da Caixa - Precisamente. Tem que mos pedir a mim.
Eu - Caramba quem diria. Os cubos knorr. Que estranho.
Mulher atrás de mim - Sabe porque é ?
Eu - Porque as pessoas roubam.
Mulher atrás de mim - Porque vendem como se fosse haxixe.
Eu - Essa agora. Tiram-nos da prateleira para os clientes não os venderem como droga ? Mas eu agora posso comprar e a seguir ir vendê-los à mesma como se fosse haxixe. O que adianta tirá-los das prateleiras ?
Mulher atrás de mim - mas o senhor tem um ar respeitável
Eu - Essa é uma questão dúbia, mas a verdade é que muitos vendedores de droga têm um ar respeitável. Eu posso muito bem comprar os meus cubos knorr e a seguir ir vendê-los a adolescentes cheios de vontade de fumar umas ganzas.
Mulher atrás de mim - lá isso é verdade
Srª da Caixa - Valha-me Deus. Diga-me quer de que marca ? Pingo Doce ou Knorr ? Galinha, carne, peixe ou marisco ? 8, 16 ou 24 ?
Eu - Uma caixa de 16, galinha, marca Pingo Doce. Espere lá, esses cubos são fumáveis ? Levo 10 caixas de carne e 10 de galinha. Todas as caixas de 24.

Tem o seu quê de nonsense

quase sádico, mas hoje o dia acabou com uma sessão de patinadelas no parque de estacionamento do centro de Alcoitão.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Associação de ideias

Estava sentada numa mesa à minha frente, virada para mim. Trato gentil, pele cuidada, gestos delicados, quase sensuais, riso franco e sempre contido, contornos suaves. Num repente, pega no garfo, passa-o por baixo da gema do ovo estrelado, levanta a dita gema (já separada da clara) de uma só vez e .... zungas abocanha-a numa só dentada, fazendo-a explodir dentro da boca. Fiquei petrificado, ali a vadiar algures entre as zonas da surpresa e da admiração.
E confesso, que de forma despropositada, sem que nada tivesse a ver, comecei a congeminar uma possível relação entre a capacidade para comer em público a gema de um ovo estrelado de uma só vez e a qualidade do respectivo sexo oral. Bem sei que uma coisa nada tem a ver com outra, mas numa fracção quando vi a gema a desaparecer, cheguei mesmo a pensar ... esqueçam. Que estupidez, tanto mais que depois lembrei-me que já tinha visto outra pessoa a fazer aquilo com o ovo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

D-1

Sai um abandonador de cigarros ali para a direita. Será que existe um irritómetro ? Amanhã não estou para ninguém !!!