sexta-feira, novembro 14, 2008

Os Pochetes

A regra está bem definida: "Não se mexe na mala de uma senhora"
A pergunta que fica no ar é: Porquê?
A resposta é simples: Porque se corre o risco de não voltar.
As chamadas malas de senhora, pelas quais tanto sonham e anseiam e se detêm nas montras das lojas mais ou menos especializadas, não devem ser manuseadas por homens porque elas pertencem a um complexo mundo que só agora se começa a revelar.
Nada tem a ver o facto do mulherio guardar, nas ditas malas, objectos de índole pessoal, capazes de criar desconforto ou embaraço ao serem descobertos por um homem. Nada disso. Trata-se de algo realmente assustador. As malas das senhoras são portais para um espaço comum, partilhado por todas e habitado pelos pochetes. Os pochetes são uns seres capazes de ler as mentes das mulheres e encontrar um objecto em décimas de segundo e o enviar para a mão acabada de enfiar na mala. Todas as aberturas das malas vão dar a uma gigantesca sala, imagino que maior que o estádio da luz, onde caiem e são guardados todos os objectos que elas colocam na mala.
No processo inverso, quando elas querem algo da mala, sempre que a mão de uma mulher entra na respectiva abertura, acciona um alarme num pochete que lhe lê a mente, descobre o objecto que ela quer, vai buscá-lo e atira-o para a mão feminina.
Se os pochetes estão todos ocupados na altura em que uma mulher procura um objecto, o sinal que recebemos é uma frase do estilo:
"Adoro esta mala, mas não é nada funcional. Levo horas, cada vez que tento encontrar alguma coisa."
Se um pochete se engana na entrega:
"Tem graça, já nem me lembrava que tinha guardado isto e volta a enviá-lo para o espaço partilhado."
Caso não consigam disfarçar a surpresa, é possível ouvir:
"Mas o que é que isto faz na minha mala???"
Quando o sistema está em ruptura, por excesso de pedidos, inicia-se uma reacção em cadeia e os objectos são distribuídos por todas as malas. Estes momentos são perceptíveis, porque vemos uma mulher a virar a mala do avesso e a despejar uma quantidade inqualificável de tralha (a maior parte não lhe pertence) em cima da mesa ou da cama, ou de qualquer outro local.
Os pochetes, que habitam o espaço partilhado e sabem muito mais sobre as mulheres que nós, sofrem de intolerância à testosterona e se detectam uma mão masculina enfiada no portal tentam sugá-lo. Casos há de desaparecimentos atribuídos a outras causas que não foram mais que tentativas masculinas de procurar algo no portal do mulherio. Suspeita-se Marques Mendes, Luis Pereira de Sousa, Fernando Memede e Rui Guesdes tenham sido vítimas mais ou menos recentes dos pochetes.
Posto isto, meus caros, nunca se deixem levar por qualquer tentativa de irem buscar coisas à mala de uma mulher. A menos, claro, que queiram passar o resto da vida numa imensa piscina repleta de lenços, carteiras, pensos, tickets de desconto das gasolineiras e hipermercados, talões, batons, espelhos, pinças, tampões, escovas, telemóveis, pós, pincéis, telemóveis, frascos, óculos e eventualmente pares de meias suplentes.

quinta-feira, novembro 13, 2008

WLW

Windows Live Writer - Ferramenta Microsoft para publicar na rede - com direito a mariquices. Bóralá experimentar as tabelas:

Classificação

Equipa

Pontos

Benfica 15
Sporting 13
Porto 11

Pode vir a ser útil.

 

Boa Nova

Segundo o diário económico "A crise financeira deflagrada dos Estados Unidos vai arrastar todo o mundo desenvolvido para uma recessão".
Ainda há, portanto, uma esperança para nós, tanto mais que pelo calendário, devemos estar quase com aquele tique de país subdesenvolvido de criar a maior Árvore de Natal do mundo.
Desta vez sugiro que a coloquem na sede do BPN, ou no Ministério da Educação, ou no Parlamento da Madeira, ou no Banco de Portugal, ou no raio que os parta mais a maior árvore de Natal do mundo.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Olho por olho ....

Sempre que passo nas prateleiras dos pensos higiénicos, lembro-me da minha aventura de há um ano atrás. Continua a acontecer-me. Cada vez que tenho que comprar pensos, lá me deparo eu com aquele exagero de opções e aposto que não há-de tardar muito até existirem uns ecológicos bio-degradáveis feitos com flocos de aveia ou com fibras de barbas de milho super absorventes. A propósito, o Manel no outro dia, perante a ausência de papel no rolo, resolveu limpar-se a um penso que enfiou na sanita. Foi o João que deu por ela, quando foi à casa de banho:
"Paiiiiii. Está um penso higiénico na sanita."
O meu espanto ficou repartido entre o João saber o nome do coiso, o Manel se ter limpo ao coiso, e o facto de ter usado o lado errado do coiso para se limpar.
Adiante. Na segunda feira fui comprar um acessório para a máquina de barbear do meu pai, e deparo-me com uma mulher a olhar para as prateleiras com a mesma cara de parva que eu ponho quando olho para as prateleiras dos pensos. Usar e deitar fora, ou de substituição de lâminas, uma, duas ou três lâminas, com ou sem vibracall, com ou sem faixa lubrificante, cabeça fixa ou adaptável, cabeça rija ou flexível. Fiquei a fingir que procurava um desodorizante, enquanto a mulher varria as prateleiras estupefacta com a variedade de combinações. Nisto, e em quase tudo o resto, são mais práticas que os homens. Pegou no telefone, marcou o número e com a delicadeza das mulheres apaixonadas que fazem tudo pelos seus homens, perguntou "Ouve lá, qual é a porcaria de máquina que queres que eu compre?". Passados dois segundos, tirou a máquina da prateleira e foi À vida dela. Homem nenhum telefonaria a perguntar que pensos é que a mulher quer. Se não quiser arriscar, pega numa caixa de cada e vai embora. Mesmo assim continuo a achar que os pensos são desafios mais difíceis que as máquinas de barbear. É que elas têm uma variante mais arredondada, de cor rosa ou azul bebé para se depilarem, e a única altura em que nós comprámos algo parecido a pensos higiénicos, foi precisamente pensos higiénicos. Na tropa, para reforçar as alças da mochila, ou forrar a parte interior do capacete porque aquilo magoa como um raio. E eram daqueles que pareciam umas fraldas.

terça-feira, novembro 11, 2008

Atendedor de Chamadas

Aqui há uns anos atrás, comecei a escrever um outro blog, o Atendedor de Chamadas. Perdi-lhe o interesse quando na minha cabeça a história chegou ao fim. Retirei todos os recados excepto os dois primeiros que actualizei agora ... a ver se desta a história chega a bom porto.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Despertares

Número um
- Deixa-me ficar só mais um bocadinho. Está bem ?
Número dois
- A mãe ontem disse que depois de eu dormir podia ir brincar com os Legos. Posso pai ?
Número três
- O Sporting ganhou ?
Nenhum dos três gostou das respectivas respostas.

domingo, novembro 09, 2008

28 anos depois

hoje fiz isto.

Um acha que eu sou mágico, o outro que eu desmontei e voltei a montar e o último que eu fiz batota e fui ver à net como é que se fazia.
Ninguém coloca a hipótese de eu ter conseguido resolver o cubo sem ajuda.
De repente lembrei-me de uma canção da Lara Li "O rapaz do cubo mágico"

sexta-feira, novembro 07, 2008

Hoje...



ando atrás de horas extra.
A juntar ao dia de ontem que foi daqueles dias em que tudo correu pelo avesso. Se não fosse a vitória do glorioso a salvá-lo...

quarta-feira, novembro 05, 2008

E agora ...

... que para escrever a tua idade precisas de mais um número? E agora, que não percebo os Tokio Hotel na tua lista de prendas (que raio João Maria, o vocalista parece o Sangoku do Dragon Ball e aquilo roça o fraquinho), e agora que te vejo na equidistância de bebé e menino, e agora João Maria? Para o que quer que seja, és o mais velho e o primeiro, e eu, que sei tanto disto como tu, não pesco nada desta coisa de pais e filhos. Contigo serão sempre caminhos por desbravar, primeiros passos, primeiras falas, primeiras falhas. Contigo é sempre novidade, bem que podes dar um desconto. Queres tanto ser o melhor cozinheiro do mundo como eu quero ser o melhor pai do mundo. É certo que por vezes, exageramos nos condimentos, ou nos falha a mão no sal, mas o resultado é quase sempre bem apurado. Parabéns bochechas, és um dos três melhores filhos do mundo.

terça-feira, novembro 04, 2008

Eu vou-me é deitar...

isto é como os óscares. Amanhã de manhã logo se confirma que o homem ganhou. O tal que é assim mais moreno. Ainda bem que ganha o mais morenito, porque os camones têm tiques de ser ligeiramnete resistentes à mudança:
- elegem à terça porque há duzentos anos os eleitores tinham que votar nas capitais de estado e a deslocação até à capital demorava mais que um dia e como Domingo era dia do Senhor, só conseguiam chegar à Terça;
- elegem com uma espécie de cartões perfurados e picotados;
- elegem em Novembro à conta do calendário agrícola.
É que não me faz sentido (o que eu embirro com esta expressão "não me faz sentido") deitar-me mais tarde para assistir ao resultado das eleições de um país que se rege pelas dicas do borda de água lá da terra: "water bordate".
Olhem lá o aspecto dos boletins de voto:

Na onda da depilação masculina

... a tatuagem feminina. Para equilibrar ...

segunda-feira, novembro 03, 2008

Hásdes Hásdes

A mulher cala-se, que não há quem a faça escrever uma linha sobre o que quer que seja. Nuns repentes, abre a matraca, e resolve questionar sobre depilação integral masculina. Droga-se.
As imagens que eu vi para encontrar estas ...



Porque aqui...

... se festeja e se fica feliz com as coisas boas que acontecem a quem se gosta. Parabéns.
A miúda ali ao lado está embarazada, e isso é genericamente cosiderado muito bom. Chibou-se finalmente.
Vais ficar uma panças tão gira ... irremediavelmente irritada, mas linda:
"Que chatice esta barriga, não consigo ver os pés, mas que coisa, ... agora pareço uma parva ao volante. Que raios ..."
Beijos e um abraço de parabéns ao desgraçado_que_te_vai_aturar_de_hormonas_aos_saltos_nos_próximos_meses_ que_com_as_gajas_sossegadas_já_é_o_que_é_fosga-se_não_queria_estar_na_pele_dele, quer dizer ao pai.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Magalhócrates

Na intervenção de ontem na cimeira ibero-americana, o nosso primeiro, apresentou o Magalhães aos seus parceiros. Começou por o comparar ao Tintim, evidenciando a sua utilização dos 7 aos 77 anos, e acabou por afirmar que todos os seus assessores o usam.
Quanto à comparação ao Tintim, parece-me, além de triste para o herói de banda desenhada, tanga. Primeiro: Existe Tintim de capa mole e Tintim de capa dura, e que eu saiba o Magalhães só existe em capa dura. Segundo: o Tintim foi à Lua e o Magas só foi até à cimeira ibero americana. Terceiro: o Tintim está sempre acompanhado pelo Capitão Haddock conhecido por ter mau feitio, pouco tolerante, dizer palavrões que incluem caveiras e espirais e por abusar da bebida e o Magalhães está sempre acompanhado pelo Sócrates.
Quanto ao facto de todos os assessores de Sócrates usarem o Magalhães porque não precisam de outro, bem... , quer dizer ..., como é que eu hei-de colocar isto ... Pronto é verdade e até podiam usar só um Tamagochi que ninguém ia dar pela diferença.
Aqui está a foto do nosso primeiro exibindo o Magas.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Expressão Oral

- Então João, esta história o que diz, para além da história em si ?
- Diga ?!!!!
- Já te contei a história, tu recontaste-me a história. Agora queria que me dissesses se achas que além da história, o autor quer ensinar alguma coisa a quem a lê.
- Quer de certeza, mas eu não sei bem o quê?
- Então vamos lá ver. A princesa estava com bom aspecto quando o rei a viu ?
- Não. Estava toda ensopada.
- E no entanto deixaram-na entrar e deram-lhe abrigo.
- Pois foi.
- E depois descobriram tratar-se de uma verdadeira princesa. Porquê?
- Porque era muito sensível, e só as verdadeiras princesas são assim sensíveis.
- Então. Às vezes fazemos juízos errados pelo aspecto das pessoas. Não é ? E no entanto elas têm valor, e são boas, e sensíveis e amigas.
- Como o Jesus.
- Achas que Jesus não tinha bom aspecto.
- Não tem lá muito.
- Por causa das barbas ? E de andar assim vestido com umas coisas estranhas. Isso era a forma como se vestiam há dois mil anos atrás.
- Não é esse pai. É o Jesus aqui da rua.
- Ahhhhh. O arrumador. Pois, esse não tem muito bom ar.
- E é boa pessoa e nosso amigo.
- Pois é.
- E simpático.
- Pois é. Bem meu menino, horas de ir deitar. Não te esqueças da mensagem dentro da história. "Não julgar os outros pela aparência"
- Como quando me chamam bolinha na escola ?
- Quem é que te chama bolinha ?
- Um menino do sexto ano, ele é meio parvo.
- Deve ser, tanto mais que já não estás assim tão bolinha.
- Não é de ser gordo. É das minhas bochechas.
- Nesse caso, não faz mal. Ele só não sabe é que essas bochechas são as melhores para dar beijos.
Ataque de beijos às bochechas do bolinha... e noites felizes.

A carga pronta e metida nos contentores


A Administração do Porto de Lisboa (APL) apresenta hoje em reunião pública da Câmara da capital o projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara, contestado por um movimento de cidadãos apresentado esta semana.
Este movimento, que tem o original nome de "Lisboa é das pessoas. Mais contentores, não.", inclui nas suas fileiras, entre outros nomes sonantes o jornalista, escritor, vitima da informática, fumador, portista Miguel Sousa Tavares.
Faço aqui o apelo sincero:
"Por favor, não lixem a vida ao homem".
Mesmo bem disposto o homem parece estar com os azeites, se o chateiam fica com uns azedumes que ninguém o atura. Nem é tanto pela zona ribeirinha, mas mais pelo mau feitio do Miguel, deixem lá o terminal sossegadinho e não o enervem. Caramba, parece que gostam deste mau ambiente no país. No início do ano, a perseguição aos fumadores, o homem acabou de perder o conteúdo do disco ou o disco do computador, o Porto perdeu duas vezes consecutivas no Dragão, e ainda querem tapar o Tejo com contentores ? Mas não há quem perceba que o país só se anima se o homem não estiver dos avessos ? Não embirrem com o Miguel, deixem-no em paz. Parece que fazem de propósito. Xiça que é demais. Irrraaa.
Vou criar um novo movimento de cidadãos:"Portugal é dos Portugueses. Pelo amor da Santa, por tudo o que vos é sagradinho, não me enervem mais o homem."

segunda-feira, outubro 27, 2008

Derby

Chego à escola de futebol do Manel e no início do treino descubro que as escolinhas do Benfica estão de visita à escolinha do Sporting. Formam-se as equipas, levantom-me da bancada e grito lá para baixo:
- NHÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ. Até deixo que sejas do Sporting, até te trago aqui aos treinos, mas se por um azar, uma infelicidade, acontecer marcares um golo a essa equipa, podes procurar outra família.
Ri-se e encolhe os ombros.
Marcou dois e eu, lá no fundo, todo feliz do meu Benfica ser goleado pelo eterno rival.

Verónica



A minha irmã, mais velha do que eu uns três anos e meio, proporcionava-me uma biblioteca que eu atacava de forma voraz. Além dos cinco e dos sete, mamava o colégio das quatro torres e as gémeas e mais tudo o que por lá parava. Acho que havia por lá umas Anitas, mas confesso que não lhes ligava patavina. Já o Diário de Verónica, a coisa tinha piada. Um cão bonifácio e um índio pigmeu que morava no fim do jardim, garantiam algumas horas de literatura muito bem passadas. Imagem e recordações encontrados neste blog da Sofia.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Recado

Continua assim caladinha, a manter o suspense por muito mais tempo, e depois admira-te se eu me chibar aqui.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Nhó

És de mim como eu sou de ti.
De que me importam os maus génios, se os sorrisos, de que me importa a cara cerrada se o abraço, de que me importa rezingão se principezinho, se é tua a ternura, se é teu o sorriso cúmplice, se são nossas as brincadeiras, se são nossos os momentos, as risadas, as escondidas e apanhadas e as fintas de bola bem junta ao pé. E se me fintas traquinas, também me fintas olhos doces e me desarmas. E se eu me armo em pai, é que também tropeço nos pés, nos nós da minha gravata, nos dias mais “não presta”, nos cansaços meios parvos. E se rasgas o riso na cara, e se a magia do teu beijo que sabe bem e faz barulho, me marca de feliz todo o dia.
És de mim filho como eu sou de ti pai. És de amor, daquele em tons de incondicional.
Parabéns muitos e tantos loiro dos caracóis.

terça-feira, outubro 21, 2008

PSD

Acredito que um mau governo merece uma má oposição, mas também não é caso para tanto empenho por parte do PSD. A Manela refila do protagonismo Santana numa agenda que se devia preocupar com o Orçamento de Estado. Mas foste(s) tu Manela quem abriu as portas ao protagonista. E aosdepois se o orçamento chega numa pen drive vazia, a oposição parece apresentar-se sem sistema operativo.
Nestes propósitos, coloquei uma sondagem aqui ao lado.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Pesadelo

O facto de ser loiro e de caracóis confere-lhe algum charme. A faceta sportinguista é algo com que tenho de aprender a viver. Um gajo habitua-se a quase tudo. Levá-lo duas vezes por semana, à escola do Sporting está no limiar da minha tolerância, que é rapidamente ultrapassado quando o oiço chamar mister a um gajo vestido de fato de treino verde e com sotaque espanhol sul americano:
- Ó mister, eu prefiro jogar nas alas.
O que quer que isto queira dizer não pode ser coisa boa.
Se o uruguaio é tratado por mister, eu quero passar a ser tratado por master:
- Bom dia master !!! O meu pequeno almoço pode ser leite branco e uma barra nesquik?
Não me soa mal. Já agora, jovem apendiz, em relação à pergunta feita durante a ida para a escola, hoje de manhã, a resposta é NÃO !!!
- Não, não podes. Quando o Barcelona te quiser para jogador, não podes dizer que só aceitas se o António também for.
Alguma dúvida ?

domingo, outubro 19, 2008

Caras

Depois desta alteração à Caixa de Costura, lembrei-me da tristeza com que assisti à aquisição, por parte dos livros dos cinco, de uma capa mais moderna. Eram mais brilhantes, com um ar teoricamente mais apelativo, mas não gostei da mudança.



Reflexão

... começo a ter a sensação que o meu cérebro, por vezes, também está instalado num servidor do Blogger.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Liberté, égalité, fraternité

Vá lá ver então. Para acabar com as discussões de quem ainda resiste à ideia da partilha, cada um tem a sua caderneta Liga de Futebol 2008-2009. A coleção coloca o Quaresma na equipa do Porto, o que pode ser um argumento para uma queixa à DECO e outra à ASAE.
A regra evidente, é que não existem repetidos pessoais, só existem repetidos da casa. Um cromo só é considerado repetido se sair a quarta vez. 'xa lá fazer umas contas:
400 cromos cada caderneta
1200 cromos lá para casa
Dobro dos cromos por causa dos repetidos: 2400 cromos
6 cromos por carteira: 400 carteiras de cromos
40 cêntimnos por carteira: 160 euros em cromos
O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ ?
Colecção da liga masé os tomates. A partir de agora, à primeira falha, hão-de ter o castigo que merecem "Acabou-se a caderneta e os cromos, tudo para o lixo"
O António há-se entornar sopa, o Manel vai levantar-se da mesa sem autorização, e se chamar o João baixinho, ele só vai ouvir à terceira ou à quarta.

terça-feira, outubro 14, 2008

JorgePalmear

Já não é novidade lá em casa, e vem do hábito de dar sempre a mesma resposta sempre que alguém pergunta por alguém lá em casa. Comecei por ser só eu a responder, mas quando eles perceberam que era tanga começaram também a fazê-lo. Vá lá ver. Se alguém pergunta pelo X todos respondemos "O X foi-se embora para nunca mais voltar". Isto em locais públicos causa algum sururu mas nós divertimo-nos à conta.
As idas ao Chiado dão normalmente uma separação: gajas para a H&M e gajos para a FNAC. Já no meio de livros, o António pergunta
"A mãe ?"
Todos em coro
"A mãe foi-se embora para nunca mais voltar"
Meia FNAC pára a olhar para o nós, e eis que o Sirenes desata a cantar Jorge Palma
"Mamã mamã. Onde estás tu mamã ? Nós sem ti não sabemos mamã, libertar-nos do mal"
Siras, és o maior.
A propósito, já consegui sacar a tua caderneta de futebol 2008 2009 para não ficares atrás dos outros dois. Agora que estás quase a fazer 4 anos, vais ter oportunidade de saber de cor o plantel do Trofense, com datas de nascimento e o peso de cada um dos jogadores. És o maior Siras.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Míele

... ou a outra ideia para a milésima postagem.

1000Folhas

Esta é também a caixa do João, do Manel e do António, da Ana, da Catarina, da Rita, da Teresa, do Manel, da Maria, do Bernardo, do Paulo, do Francisco, do Pedro, da Tota, do Turco, da Titas, do João, da Elis, do Chico, da Filipa, da Teresa, da Cristina, do Caetano, da Marisa, da Fernanda, do Cal, do Kaka, do Ludgero, do Marco, da Maria Manel, do Gonçalo, da Gota, do Molico, da Duende, da Margarida, da Maria Rita, do Pires, da Lu, da Maria João, da Isabel, da Madalena, da Vera, da Ritinha, da Lua, da Miss, da Sandra, da mãe galinha, da Filipa, da Fátima, do Roberto, da D. Gata, do Sérgio, do Luís, do Francisco, do Zé Manel, do João, da Manuela, do Francisco, da Joana, da Mena, do Féfé, do Jorge, da Alecrim, da Dulce, da @na, dos anónimos anónimos, dos anónimos assim assim, e dos que me esqueci. Esta é uma caixa de brinquedos, de heróis de todas as aventuras, das histórias mesmo antes do adormecer, a caixa das risadas e das brincadeiras e surpresas, a de risos e dos sonhos, das cumplicidades, a caixa de músicas e canções, a caixa de concertos, caixa de ferramentas, a caixa dos meus tempos, da minha infância e de outras como a minha, caixa de rascunhos, de teclas e de cordas, de cozinhados, de aventais, da neve, dos locais onde estive, de Paris, de Nova Iorque, da neve, dos locais onde nunca fui, de Cuba, e de São Francisco, caixa de mar e estrelas, de praia no inverno, de sabores, de panquecas, de carpaccio, de pipocas, de magias, de tapetes mágicos, de cores, da quadros doces, da Eva, do futebol, da alegria de golos marcados, da falsa euforia de golos anulados, das palavras engraçadas como displicência e Caetanear, caixa de amor, de abraços encharcados, de gestos, de mãos entrelaçadas, de pares de galhetas, caixa de cinema, e de filmes, do Piano, da Laranja Mecânica, das laranjas no ar. Esta é a caixa do que me faz rir, do que me faz chorar, do que faz sentir o mundo todo, que me faz gargalhar. Esta é uma caixa de linhas tortas e escritas direitas, e de vice versas, de mil palavras, dos mil sons, dos mil sonhos e dos mil escritos. Mil folhas. Ai o que eu gosto de mil folhas !!!

sexta-feira, setembro 19, 2008

Noticiar

Foi revelado um estudo sobre as mortes e os custos associados ao tabaco e álcool no ano de 2005.
Segundo este estudo, o tabaco é responsável por custos em saúde de quase 700 milhões de euros e por 12000 mortes.
Bem sei que não existe preço para a vida e que fumar está a anos luz de ser uma prática inteligente, mas parece-me que alguém se esqueceu de revelar o valor de receitas de impostos sobre o tabaco relativo a esse mesmo ano. A saber, gerou uma receita de 1322 milhões de euros.
PS: Segundo o blogger, esta é o post 999 aqui do atelier de costura, acho que vou encravar na escrita do milésimo.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Aviso

De há uma semana a esta parte, que este blog é escrito no browser da Google: o Cromo.
Este navegador, tem coisas simpáticas:
- A barra de endereço é também barra de pesquisa Google
- A página inicial tem miniaturas com ligações às páginas mais visitadas
- E o porno_modo, que permite abrir uma página sem deixar qualquer vestígio sobre a subsequente visita. Nada mal pensado para visitas que envolvam compras na net, homebanking e consultas de webmail
Estou rendido. Este blog passa a ser o blog de um cromo.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Serviço despertar

Não sei se foi alguma coisa que eu disse ontem à noite, talvez a promessa de irem ao café grande e aos peixinhos antes da escola. A bem da verdade ontem à noite, dei por mim a informá-los das prioridades matinais: tomar o pequeno almoço, vestir e lavar os dentes.
Esta informação, mais que sabida, mais que repetida, mais que relembrada, ontem causou-lhes um efeito estranho, sobretudo ao do meio. O tal loiro, sportinguista de caracóis, maufeitioslindos:
- Pai preciso que acertes o meu despertador e que ele toque às 7 da manhã.
- Mãe podes já preparar a minha roupa para amanhã ?
Estava demasiado entregue ao fim do dia para me deitar a advinhar a manhã seguinte e não me preocupei.
Estúpido.
Devia ter-me preocupado.
Hoje às 7 tudo o que podia tocar naquele quarto começou a tocar: 2 relógios, um rádio e o sirenes que foi acordado pelos irmãos.
Ainda eu estava a arrancar as ramelas dos cantos do olhos, já o bestial trio se encontrava na cozinha, meio vestido meio por calçar, a fazer voar pacotes de leite, cereais, cerelac, e a fazer novas experiências:
- Pai fui o primeiro cá de caja a primentar água de chocolate. Foi o Manel que inventou. Eu góto muito
Estupor do sirenes estava a beber suchard express com água.
Mal ou bem, a verdade, é que às sete e meia estavam prontos para ir até ao largo dos peixinhos já com saco com migalhas de panrico para os alimentar.
Hoje, pelo sim pelo não, deixo-lhes o pequeno almoço já adiantadinho. Só juntar leite. Ou água.

O Acelerador de Partículas

... parece já estar a funcionar, pelo menos na cabeça de alguns:
"JSD diz sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo", por outro lado parece estar ainda com alguns problemas. Na realidade, a notícia completa é "JSD diz sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não à adopção".
Este tema está na fronteira da minha visão do mundo, e certamente já tive opinião contrária à que aqui expresso.
A adopção deve ser analisada do ponto de vista do interesse da criança, e nunca do interesse dos casais. A sexualidade de um casal determinar a sua exclusão em processos de adopção é, no meu parco entendimento do assunto, um luxo a que não se pode dar uma sociedade que deixa milhares de crianças crescer entre paredes de instituições sem poderem chamar pãe e mãe a ninguém durante toda a vida. Ou pai e pai. Ou mãe e mãe.
Atenção aos casais heterosexuais. As estatísticas demosntram que é no seio de famílias heterosexuais que são educados grande parte dos homosexuais.

domingo, setembro 14, 2008

PS

Ao gajo_armada_em_gaja_histérica do casal gay espanhol que acabou o seu passeio turístico logo a seguir a nós, e que na GoCar, não se calava com facto do mapa ser muito pequeno e não ter o nome das calles:
¿Por qué no te callas?

Surpresa

Já já alguns dias que se falava numa surpresa, que me estava reservada para Sábado à tarde. Nesta última semana, o assunto vinha à baila com uma insistência preocupante, acompanhado da necessidade de nos livrar-mos das crianças durante duas horas. Comecei a achar que o tema era a sério, a circunstância assim o pedia, e a menos do par de galhetas pelas ventas adentro, não estava a ver do que se poderia tratar.
No início da tarde, já de criançada devidamente distribuída por várias freguesias, lá sou quase arrastado para a supra citada surpresa. Rumamos em direcção à baixa, o que me permite afastar algumas das hipóteses formuladas: não ia fazer o baptismo de pára quedas onde por uma infeliz coincidência o dito não se iria abrir, e não ia estrear-me no Bungee Jumping de uma ponte qualquer a mais a maçada do elástico rebentar logo quando seria necessário que se mantivesse intacto. Postas estas hipóteses de lado, restava-me a vergonha de uma aula de danças de salão, uma sessão ainda mais embaraçante de massagens eróticas, ou um curso de marmoreados esponjados e dourados. Sou encaminhado para a rua dos douradores e num repente este último cenário ganha dimensões aterrorizantes. Suo das mãos e fumo dois cigarros em menos de três quarteirões. Finalmente chegamos quase ao fim da rua onde vejo dois locais candidatos à surpresa: uma porta tipo oficina e uma outra com um símbolo do tipo "ying yang".
"Estou tramado, vai-me pôr a levitar e vai transformar-me numa espécie de monge tibetano. O que é que lhe deu ?"
Afinal a surpresa era a porta tipo de oficina, e lá dentro um arsenal de veículos com ar de Espaço 1999. Amarelos, divertidos e apelativos. Além dos veículos, o que aquela porta guarda é uma ideia - GoCar. Uma ideia tão simples quão genial e divertida. Um veículo diferente, descapotável, de baixo consumo. Conduz-se como uma acelera, e tem um GPS que nos guia em tom de brincadeira por um ou mais percursos da cidade. Não explode quando nos baldamos à rota, tem passe para as zonas de trânsito condicionado do castelo e de Alfama, e num repente, transforma-nos no centro das atenções enquanto o guiamos cidade fora.
Não sei se dos capacetes, se do veiculo, se do GPS a gritar "Yupiiii" em cada descida alucinante, se do som de lambreta, mas em cada rua, em cada largo, somos apontados, fotografados e acenados. Rimo-nos e redescobrimos Lisboa em veículos do Espaço 1999. Uma hora e várias peripécias depois, regressamos à base. Hora de recolher os Marias. Por mim, tinha lá deixado o monovolume e vinha no bólide amarelo descapotável de três rodas, mas cheira-me que o transporte para o colégio podia alongar-se para lá do desejado.
Grande surpresa rainhas, e o meu banco nunca me ejectou a uma altura de 200 metros como cheguei a desconfiar que iria fazer. Da próxima vez levamos os Marias atados a uma corda para ajudarem nas subidas e para as marchas atrás.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Estupidez

... ou o pânico de ser acusado de insuficiência testicular, vulgo falta de tomates.
As coisas estúpidas da afirmação pessoal. O que leva um homem a fazer algo que nem lhe apetece muito, só para não correr o risco de ser apelidado de menina.
Não sei que raio me passou pela cabeça, para o fazer num dia em que me revirava com dores musculares. Analgésico e relaxante muscular em cima, e vai disto
Que estupidez


sexta-feira, agosto 22, 2008

Dupla

Para a viagem e a semana que se advinha quase de férias, fui à FNAC e Simone e Zélia ...
Zélia é muito boa onda, Simone ao vivo transfigura-se e ganha outra dimensão.
Coitados dos marias, vão ficar fartinhos. Eh eh eh
A propósito, que concertos haverá na feira de São Mateus ?

Triatlo

A par da medalhada Vanessa, vou fazer o meu triatlo de verão. Este fim de semana, pego nos três Marias e levo-os até Tibaldinho. Verdade seja dita estas duas últimas semanas estive na paz de Lisboa, enquanto eles azucrinavam, vida e a cabeça materna. Calha-me a mim agora, que é para aprender.
Há tanto tempo que não vou até lá. O António nem conhece o lugar. Vamos divertir-nos e os avós vão ficar de rastos.
Quando era pequeno passava lá tantas férias. O atletismo, as jogatanas no campo da bola, brincar com um pau e um pneu de mota, ir aos pássaros com uma fisga, ou simplesmente ir de bicicleta até Tibalde de Baixo, conferiam-me sempre tempos bem passados. Com os primos e com os Geadas, fizemos concursos de galinhas voadoras, de subida aos pinheiros, e até ficámos uma tarde a chocar ovos na fé que os pintos nascessem. Não resultou, mas divertimo-nos sempre. Serão aqueles selvas capazes de se divertir como eu me divertia ? Quem dera sim ...

segunda-feira, agosto 18, 2008

Encontros de verão

Com o vendedor das bolas de berlim da praia
Nunca vou entender o fenómeno das bolas de berlim na praia. Parece que ganham outro sabor. Sabem bem que se fartam. Uma por dia parece-me justo. São eles que o avistam ao longe e fazem tamanho carnaval que o homem corre até nós, não vá qualquer brigada fiscal, do SEF, da ASAE ou de qualquer outra entidade dar pela transação. O azar daquele vendedor brasileiro foi o nome:
- Bom dia senhor
- Uma com creme e duas bolachas americanas se faz favor
- Como é que se chama?
- Oi?
- Ele está a perguntar o seu nome
- Ahhh. Eu me chamo Zé Carlos
- Pumba. Mesmo nas nádegas. Foi ou não foi Zé Carlos?
- Oi?
- PSh Cala-te
- De que eles estão rindo ?
- É um sketch com um personagem chamado zé carlos. O melhor é não ligar. Quanto lhe devo ?
- 4 euros senhor.
- PSh Cala-te
- Mesmo nas nágas. Mascala-te.
- Aqui tem.
- Muito obrigado senhor. Até amanhã.
- Foi ou não foi Zé Carlos ? Psh cala-te.
Curiosamente aquele vendedor nunca mais apareceu por aqueles lados.

Com um miúdo na piscina que foi ver os brinquedos do António
Perante o assédio, o Manel foi fazer guarda aos bonecos e o petiz olhava com um ar guloso para o homem aranha e para o super homem. O António começou logo a juntá-los certificando-se que não sobrava nenhum para brincadeiras com estranhos. O Manel tentou uma jogada mais diplomática:
- Querias brincar com os bonecos?
O miúdo encolhia os ombros por não entender as perguntas.
- Manel, o menino não percebe Português, deixa estar.
- És donde ?
O miúdo entendeu e respondeu:
- España
- Ai é ? Porque não te callas ?
- Manel, vamos ver se o João está no escorrega. Anda.
- Olá. Quiero um vaso de água, por favor. Porque não te callas?
- Maneeeeelll. Anda. Vamos embora.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Fim...

... de férias.
Nesta altura já com sabor de fim de festa, tempo para ir a Altura visitar tios e primos, e tempo para ir a um outro Algarve, tão diferente na forma e nos sabores. Cacela a velha, a ria, petiscos na rua, ostras e conquilhas. É deste Algarve que tenho ganas, costas voltadas para aglomerados de cimento pintados a branco com uma muito típica chaminé espetada na tola. E como está caro este Algarve. Por este andar, cheira-me que, para o ano, praia de Algés e geladinhos de gelo que sabem muito bem.

PS. Hoje a dona da Leiraria faz anos. Parabéns Mãe.

terça-feira, agosto 05, 2008

Cócó

Não gosto particularmente de gaivotas. São um bocado porcas, comem lixo, e conseguem voar e evacuar ao mesmo tempo. As gajas são maquiavélicas, nenhum humano consegue voar e evacuar ao mesmo tempo, sobretudo porque o peso das sanitas não ajuda. Mas em compensação conseguimos efectuar actividades muito mais intelectuais.

quarta-feira, julho 30, 2008

Apontamentos

... de férias
1. Os mais velhos sobreviveram à semana de colónia de férias. Vinham com mais anticorpos e envoltos numa nuvem de pó e numa camada de sujidade própria destas coisas. Há um personagem do Charlie Brown que anda sempre com um nuvem de sujidade e mosquitos à volta. Num repente associei-os ao personagem.
2. "O André parece cada vez mais descapotável" ouvi hoje a um habitué aqui das férias. Pois claro que estou. Cortei o cabelo tão rente que até as sobrancelhas estão mais crescidas que o cabelo. É inacreditável conseguir ter as sobrancelhas mais despenteadas que o cabelo, mas é verdade. Estão a precisar de cuidados específicos, ou ainda me chamam de desgrenhado à conta delas.

domingo, julho 27, 2008

Soltas

Samba meu não é o meu disco de eleição, saltei-lhe o concerto. Pela primeira vez, à melhor de três, dou-lhe o espaço de a ver com todas as calmas em DVD no primeiro album, ou no segundo.



quinta-feira, julho 24, 2008

Clandestino


És o MAIOR Manel. Genial teres escondido o TMN Imaginarium na altura da entrega dos telemóveis à chegada ao campo de con... digo... à colónia de férias. Boa conseguires ligar aos pais, Às escondidas, para amainar as (nossas) saudades. Agora atreve-te a seres apanhado, levas com uma toalha molhada que magoa e não deixa marcas. Eh eh eh

quarta-feira, julho 23, 2008

Senhores Monitores e Monitoras

da colónia de férias da catequese, onde deixei os meus filhos mais velhos durante uma semana:
Serve a presente para vos informar de uma série de questões que me parecem importantes esclarecer:
Apesar de eles terem nascido quase há 10 e há 7 anos respectivamente, eles na realidade são muito pequenos e precisam dos mimos do pai, como do ar que respiram. E não coloco o pai com p maiúsculo para não me confundirem com o Pai sobejamente referenciado nas aulas de catequese. Por falar em pai e em Pai, não percebo porque é que lhes retiraram os telemóveis. Apesar de serem bebés, são muito precoces e já sabem atender telemóveis e precisam dos aparelhos para falar ao pai. Isto de regrar a comunicação com o pai é inadmissível. Também estão limitados nas conversas com o Pai? Aposto que não. E porque é que os meninos estão sem telemóveis? Porque não precisam de telemóvel para falar com Ele. Aposto que se o Pai fosse pioneiro da Optimus ou coisa que O valha, os meninos tinham obrigatoriamente que usar telemóvel e que Lhe mandar dezenas de sms’s e mms’s dia. Mas não, o Senhor embirrou que não havia de ter cartão SIM, nem PIN nem PUK e vai daí desata a falar e a ouvir toda a gente ao mesmo tempo, sem que a ANACON possa sequer opinar sobre o tema. Acho injusto e pouco equilibrado. Os meus príncipes precisam muito de mimos do pai (eu !!!) e de brincadeiras palermas, e de beijos antes de adormecerem, e de mimos do pai, e de histórias. Não se esqueçam de os adormecer com histórias. Eles gostam da história do crocodilo do jardim, do menino que queria andar de balão, da menina do trenó com (a)buzinadelas, dos leões que fogem do circo, da rã saltitona muito chata, do elefante distraído, enfim qualquer uma serve desde que tenham uma parte em que uma senhora manda um chapadão ao filho para ele não ser mentiroso. Exemplo para os senhores monitores e senhoras monitoras perceberem: “Os leões fugiram do circo e foram à procura do caminho para a selva. Na cidade escondiam-se atrás dos carros para não serem descobertos. Estava uma senhora com o seu filho a comer um gelado, e o menino viu os sete leões a passar e gritou – Mãe olha sete leões atrás daquele carro. E a mãe PUMBA pregou-lhe um chapadão – Toma que é para não seres mentiroso”. Eles só ouvem as histórias para se rirem muito nesta parte.). Portanto se lhes contarem histórias bíblicas, não se esqueçam sempre da parte do chapadão. É muito importante. E na bíblia até parece ser fácil:
- Ó mãe aquele barbudo multiplicou os papos secos
E a mãe PUMBA. – Toma que é para não seres mentiroso.
Além de histórias, precisam de mimos do pai, e de panquecas de manhã, ou croissants com fiambre. O loiro gosta de torradas com doce de morango mas não pode comê-las ao pé do bochechas porque o bochechas enjoa com o cheiro do doce, dos morangos, dos rebuçados, das pastilhas e da pasta de dentes de criança.
Ficam então estas recomendações e fico à espera de tratamento e atenção dada a todos os pais e Pais. Não sei se referi que eles precisam muito do mimo do pai, e de falar ao telemóvel. Devolvam-lhes os telemóveis se faz favor.
Obrigados.

segunda-feira, julho 21, 2008

Oceanário


Sábado. Mãe feirante no jardim da Parada. O jardim da Maria da Fonte e o paraíso do Manel Maria que em menos de uma hora, vendeu os seus colares e delirou com os lucros aparentemente fáceis. O que o preocupa agora, é a agenda das próximas feiras. A feira prolongou-se pela tarde, levei-os ao fresco do Oceanário. Estava bom para visitas preguiças nas zonas mais frescas. No final da visita, um pequeno auditório mostrava a vida dos oceanos. Correram para a primeira fila e brigaram para se instalar nos melhores lugares. O António sentou-se e disse: "Então agora, quem é que vai buscar as pipocas?".

sexta-feira, julho 18, 2008

Quente e frio

Por vezes, no meu local de trabalho, é isto que existe lá fora. Gosto de sentir o rio por perto, cheira a Lisboa. Cheira à mais moça das Lisboas. Cá dentro no fresco do ar condicionado, vejo nas pessoas, o calor que aperta lá fora. Depois se lhes leio as feições, nas que por aqui andam ao fresco, e nas que por lá andam no sufoco do calor. Sisos e risos. Parece que as pessoas aqui andam com um ar condicionado.

segunda-feira, julho 14, 2008

Éter

Ouvi-a à conversa na rádio sobre a Substância da Vida. Noventa e cinco ponto sete. Gosto de a ouvir falar sobre estes espaços, sobre palavras, sobre imagens, amores e ódios escancarados. Diz coisas bonitas de forma despretensiosa. Ó Laurinda linda linda, é mesmo por isso, vale a pena porque nos coloca uma caneta nas mãos, e o pensamento no que nos rodeia.

"(...)
Como tampouco sabia
que a casa que ele fazia
sendo a sua liberdade
era a sua escravidão
(...)"

O operário em construção
Vinicius de Moraes

domingo, julho 06, 2008

Está tudo ao contrário

(Ou o sol alentejano transforma o cérebro dos homens)

De que falariam(os) cinco homens após uma sardinhada, no meio do Alentejo:
- basicamente tem três funções: pesar, misturar e aquecer
- Mas também tritura ? Tem pás diferentes para misturar e triturar ?
- Não. São as mesmas, regulas as velocidade das pás em função do que precisas. Por exemplo, para a massa de piza, pões as pás a rodarem no sentido inverso para as lâminas não cortarem a massa.
- A lá de casa só roda num sentido.
- Mas tu tens um medelo mais velho que o cagar de cócoras. Este modelo roda nos dois sentidos.
- Mas não leva a piza ao forno?
- Não, forno é forno e isso ela não faz. Mas tem um acessório para cozinhar em vapor lá em cima. Pode fazer sopa no rés do chão e peixe no primeiro andar.
- E que aspecto tem ?
- Parece um copo misturador, mas com um ar mais arraçado.

Digam-me se isto é conversa de gajos ? Expliquem-me que eu não consigo. Um grupo de homens, de copo numa mão, cigarro na outra, à conversa sobre uma máquina de cozinha. E nenhum deles é capaz de dizer algo mais adequado ao contexto:
- Então e faz broches ? É que se não faz, prefiro manter a cozinheira.

quarta-feira, julho 02, 2008

Alguém me arranja um buraco onde eu me possa enfiar ?

Hoje na aula de música do António Maria com os pais a assistirem:

Colega do António, aponta para mim e desata aos berros:
- És careca, és careca, és careca
Eu, ainda meio extasiado com os problemas de visão da petiz, suficientemente baixo para ela não ouvir, suficientemente alto para as pessoas ao meu lado ouvirem:
- Vê lá, vê lá miúda, ainda te sujeitas a levar com a máquina fotográfica nos cornos
O senhor ao meu lado, dirigindo-se para ela:
- Ó filha isso não se chama ao Pai do António
Eu a imaginar a minha próxima deixa:
- Cornos no bom sentido. Como os touros, cheios de raça e de bravura. Eu pelo sim pelo não levava-a ao oftalmologista, a menina não deve andar a ver bem.

quinta-feira, junho 26, 2008

A Raínha...

... lá de casa faz anos hoje. A coisa genericamente agrada-me porque até final de Agosto temos a mesma idade e não há cá espaço para a piada absurda de "eu sou muito mais nova que tu". Neste caso em particular, e desde Agosto último, que a piada agudizou-se com a tónica na diferença na década "eu ainda tenho trintas e tu, lamento informar-te, já tens quarenta".
Mas como diz o povo, "Deus escreve directo, por trás das portas", eis que, quando acordo, se me deparo com uma mulher de quarenta anos na minha cama. Parece em tudo igualinha à tal dos trintas com quem me deitei, mas a bem a bem, é uma mulher de quarenta. Já avisámos os Marias que a canção oficial de verão é a Ternura dos Quarenta do Paco Bandeira e que, agora que os pais são, em conjunto, octogenários, eles vão ter que se dotar de uma imensa paciência e ser muito, mas muito bem comportados.
Baldas generalizadas a empregos e escolas, programas de família e verão sem horários e eis-nos regressados, cansados, sorridentes e ligeiramente dourados, a casa. Um regresso a umas horas mais ou menos tardias, que, já se sabe, a idade não ajuda. Parabéns Rainha.

Nota do Autor: Desde já aviso os leitores deste blog que, depois da festa de finalistas do João Maria, que acabou com duas dezenas de miudos de 10 anos a chorar por sairem da escola, a lamechice está esgotada e banida por estes lados até 2012.

terça-feira, junho 17, 2008

Holanda

No jogo Holanda - Itália, perguntava-me eu o que raio quer dizer van em Holandês:
- é que estes laranjas chaman-se todos van. Van der Sar, van Nistelrooy, van der Vaart, van Basten, van Bronckhorst.
- não tarda muito entra o Van essa, pai.

Tiveste alguma graça Manel.

segunda-feira, junho 16, 2008

Precisava de um destrava posts entalados

... e veio com este fim de semana.
Fui de comboio. O fuso horário entre Lisboa e Oeiras desfasou os feriados municipais, pelo que na sexta feira, ao fim da tarde, apanhei o comboio para me juntar a eles.
O tempo de uma viagem de comboio é sempre tempo ganho. Tempo de leituras, de músicas, ou só de olhar para a paisagem, ou só de olhar-me. Sem pressas, sem atrasos, somente à tabela. Gosto de observar os edifícios ao longo das paralelas linhas. Armazéns em ruínas, casas simples, casas senhoriais, ou pequenas casinhas para o guarda da passagem de nível. Janelas de vidros partidos ou janelas emolduradas em era bem cuidada. Pouca terra pouca terra que não tenho pressas.
Lembro-me da linha da beira alta, as viagens para Tibaldinho naquelas carruagens com compartimentos de meias dúzias. Fazia-me confusão metade do comboio ir para um lado e a outra metade para o outro. Donde vinha a certeza da carruagem certa ? Saíamos em Mangualde e depois ía-mos de táxi até Tibaldinho. Prefácio dumas férias sempre saboreadas.
Cheguei a Coimbra-B quase um par de horas depois da partida. Ouvi com atenção o último álbum da Maria Rita, ainda o não tinha feito. Não me entusiasma. Uma ou outra como excepção de uma regra que me irrita. Ajudei a mulher que tinha um braço estranho a carregar a mala para fora do comboio e olhei em volta. Lá estavam elas à minha espera. Demos umas voltas a mais numas rotundas de Coimbra que insistiam em levar-nos ao o centro da cidade, e por fim, a estrada pretendida.
A casa atrás do portão verde era imensa e um relvado gigantesco e uma simpatia ainda maior. Isto soa ao "review" dum turismo de habitação - " a senhora do turismo de habitação era muito simpática, solícita e conhecedora dos encantos da região ". Nada disso. A verdade é que nunca tinha convivido mais do que uma horas com a Catarina, e gostava dela por partilharmos a mesma mulher. Pouco mais do que isso. A verdade é que a Ana não se enganou. A Catarina é tendencialmente um gajo porreiro.
Fim de semana tal qual ela contou ali. Risadas, conversas, criançada por todos os lados, ping pong, piscina e matraquilhos. Príncipes e princesas felizes. Brincar aos cruzamentos e aos remates. Faço um centro ao segundo poste e eles voam todos para o golo. Falhamos todos, rimo-nos e insultamo-nos. "Nabo". "Palhaço". "Que zarolho, vê-se mesmo que és do Sporting". Cigarros, café, cerveja, petiscos, vinhos, comidas e risos. Ténias, polícias, ladrões, etiquetas, alarmes, pinceladas e quadros. Aquele barco ficou-me na retina. Se um dia comprar um barco, há-de ser um daqueles. E risos e cumplicidades e guincharia com os selvagens. Ainda a porcaria da alergia que se arrasta e que mantêm a Rainha de nariz e olhos vermelhos, mas de boas ondas. Muitas, tantas crianças para algumas mães, todas galinhas, e depois a própria, a genuína e verdadeira. Veio de pai, de princesas, de barrigas, de doces regionais e mais conversas a velocidades estonteantes. Parece que se aproxima uma primeira comunhão que envolve uma coreografia de ballet clássico e três dias de festa como os casamentos ciganos. Se assim não for, algo de parecido será. Que a força esteja contigo no próximo fim de semana (e a Singer também).
Soube tão bem e a pouco, que deixo pontas soltas. Os troncos de videira, e se calhar um pulinho à Mealhada, à conta dos porcos-bonsai.

QUAL FOI A PARTE DO "GOSTEI DE ESTAR LÁ E DE TI E DE TI E DE TI E SIM QUERO VOLTAR" QUE NÂO PERCEBERAM?

quinta-feira, maio 15, 2008

Asneirada

Bem sei que levaste com os ferros no sobrolho, quando o médico te tirava da barriga da mãe, mas isso não pode servir de desculpa para tudo. Arrancar parede da escola? Mas que raio de ideia. O que é que querias que eu dissesse à directora?
“Sabe lá. Aquilo lá em casa é um fartote de rir. Fazemos concursos a ver quem arranca o maior bocado da parede. O Manel estava a treinar, é natural. Mas fique descansada, não volta a acontecer. É que estamos a começar com um concurso de repuxos com as torneiras do lavatório.”
Ou então Manel, sempre posso usar a lógica Socrática:
“Eu peço imensa desculpa, mas a verdade é que ninguém lá casa sabia que era proibido arrancar bocados de parede da escola. Olhe, ele aproveita este mal entendido para deixar este vício de arrancar bocados de parede.”
Portanto Manel, como acredito que nenhum destes discursos tenha sucesso, a bem a bem, o melhor é tratares de arranjar tinta e pincel e pores mãos à obra. E não se trata só do bocado que arrancaste. É a parede toda para não se notar.

sexta-feira, maio 09, 2008

Festival da Canção

dos tempos em que era um evento para ver em família, a preto e branco no ecrã, a cores nas emoções e no entusiasmo.
No festival de 78, esta mulher veio cá pela última vez e cantou durante quase uma hora. Caramba, o que me impressionou a raça e a força e a manha. Ainda hoje...
Cartomante
Sinal Fechado e Transversal do Tempo
Deus lhe pague

quinta-feira, maio 08, 2008

Sr Ladrão

Espero que se encontre de boa saúde, e que os euros obtidos na venda do auto rádio do meu carro lhe tenham proporcionado algum conforto. Escrevo-lhe novamente porque pode dar-se o caso do senhor se encontrar nas imediações do Tagus Park e de eventualmente me poder ajudar aqui num problemazinho que me anda a apoquentar. É que, como sabe, o bólide que assaltou não tem fecho centralizado e vai daí as portas só fecham quando se põe o pinchavelho para baixo.
Acontece que hoje pela manhã, chegado ao emprego, cometi a proeza de fechar a porta com a chave lá lentro e agora não consigo chegar ao interior da viatura.
Tendo o senhor demonstrado tamanha destreza na abertura da porta do condutor naquele episódio do auto rádio, solicito-lhe que dê um saltinho até aqui para poder ajudar-me. Mais informo que auto rádios é o que não falta nas redondezas, e dos bons, pelo que a sua viagem nunca seria em vão.
Obrigadinho e desculpe o incómodo.

terça-feira, maio 06, 2008

Festejos

É mais que sabido que a criançada gosta de celebrações. Lá em casa, o dia da Mãe é celebrado efusivamente com um moche à mãe e com prendas clonadas provenientes da escola. Este ano, foram uns blocos A76 com um lápis do ikea colados com muito amor a uma tábua de madeira decorada com muito amor e embrulhados com muito amor, e ainda com uma dedicatória e um poema. Tudo com muito amor.
Para adiantar serviço, a carne guisada do jantar já estava pronta de véspera, só precisava de um bocadinho mais de fogão para ficar tenrinha porque nós já não vamos para novos, e os marias não têm uma relação fácil com a carne rija.
Saímos de casa para almoçarada com as mães na casa da matriarca paterna, não sem antes, entregar os mais velhos no Banco Alimentar para o turno das 11 às 13. Não sei bem porquê, mas tenho uma certa embirração pelo Banco Alimentar. É muito cócó. Uma espécie de solidariedade fashion, solidariedade Gucci. Não gostei assim tanto de ver os fedelhos de queixo colado às caixas do supermercado na esperança de um saco de bens alimentares não perecíveis e de marca branca. Por muito pouco, mesmo por muito pouco, não me vi, eu próprio, a fazer o turno das 19 às 23.
Finda a solidariedade, super almoço do dia da Mãe a entrar tarde fora como convém nestas ocasiões.
Eis que num repente, para lá das 4 da tarde, veio-me à memória uma ponta solta:
"Apagaste o lume da carne ?"
"Sim, fui lá e vi que o tacho não estava no lume onde o tinhas posto. Não precisei apagar porque já o tinhas tirado do lume"
"Eu mudei para um bico do fogão mais pequeno, para não se pegar. Não o tirei do lume."
"Estou Lurdes ? Desculpe lá estar a incomodar, mas pode-me dizer se cheira a queimado na escada, é que o André não tem a certeza se deixou a carne ao lume e ,... COMO??? CHEIRA MUITO A QUEIMADO?????? "
Já saí muitas vezes à pressa de vários locais, mas garanto que desta vez caíram recordes.
Lembro-me mal da viagem até casa a menos de algumas frases soltas:
"Liga os quatro piscas e buzina pai, como quando eu parti a cabeça"
"Vai mais devagar, pior que a casa incendiada é ficarmos todos entrevadinhos e sem carro"
"Ai o meu porta moedas está no quarto dos brinquedos mesmo ao lado da cozinha. Estou tramado."
"... e os meus xapatos e os chinelos novos ... e ... e ...e ... o ómaranha"
"Pode ser que os meus trabalhos de casa já estejam todos queimadinhos. Dava jeito."
Larguei o carro à porta de casa, subi as escadas de 16 em 16 degraus e o cheiro, que no rés do chão era de apurado cozinhado, no segundo andar já era de churrascada de algo que não é suposto churrascar, estilo churrasco de pastéis de bacalhau.
Chave na porta e senhor nos acuda. Pelo nevoeiro parecia Londres, pelo cheiro parecia uma incineradora de pneus. Voei até à cozinha, e com toda a certeza, graças à ajuda que os Marias deram no Banco Alimentar, Deus protegeu-nos do incêndio, e os danos limitaram-se à carne, ao tacho e ao cheiro absorvido por tudo o que é roupa lá de casa.
O fim de tarde tranquilo a que nos propunhamos, acabou por ser farto em afazeres estranhos que envolveram velas acesas, vapores de água e canela, edredons e roupa a arejar na varanda. Ainda bem que o Benfica recuperou o segundo lugar, senão diria que se titnha tratado de um fim de tarde infernal. Ainda pensámos ir pedinchar uma janta ao Banco Alimentar, mas eu optei por fazer um frango assado no forno. Bem sei que a casa fica a cheirar, mas perdido por cem perdido por mil. Pior não haveria de ficar.
Acabei por não fazer o meu turno no BA, ficará para uma próxima oportunidade. Quem é que iria entregar um saco de bens alimentares não perecíveis, a uma pessoa que cheira a churrasco de pastéis de bacalhau ?

quarta-feira, abril 30, 2008

Sr Ladrão

É certo que aquela rua está mesmo a pedi-las. Deserta, quase sombria, com um ou outro sem abrigo quase ao relento, não fora a o prédio que se debruça sobre o passeio e lhes proporciona algo que se assemelha a um tecto. É certo também que o poderoso bólide de fabrico sul coreano não é um icone de protecção anti roubo, e que o rádio estava ali mesmo a acenar a quem o quisesse levar. É ainda certo que nutro alguma simpatia pelo seu modus operandi: sem quebra de vidros, sem fechaduras estragadas, o painel cuidadosamente desmontado para não causar grandes estragos. Felicito-o por isso e acho que mereceu o rádio que levou, tanto mais que a parte da frente, que era suposto eu levar sempre comigo, estava lá encaixada porque eu acredito nos robins dos bosques e nos zés dos telhados. Não sei se o rádio necessita do código, depois de desligado da bateria, mas se se der o caso de ser leitor deste blog, o código é 3872. Afinal é foleiro gamar-me o rádio e não conseguir dar-lhe algum uso. Merece o rádio sim senhor, fique lá com ele. Se quiser o manual e a garantia, deixe-me aqui uma mensagem que combinamos um dia e eu deixo a porta aberta e a documentação no porta luvas. Agradeço-lhe ainda não ter levado os patins da mala, porque são meus e comercialmente não têm qualquer valor. Talvez para investigação científica, por causa dos cogumelos que têm no fundo da bota, resultado da transpiração e da falta de ar renovado no seu interior.
Com tantos factores que me agradaram na sua actuação, senhor Ladrão, permita que lhe diga que o senhor foi um grande filho, enfim um grande palhaço, que não tinha nada que me levar os discos do Caetano Veloso e do Jorge Palma e ainda estou para ver se me levou o concerto em Colónia do Keith Jarrett. É que se for esse o caso, então terei que tomar medidas mais drásticas como dizer-lhe que o sr Ladrão é, na realidade, um palhaço da pior espécie, com todo o respeito que tenho pela nobre profissão abraçada por Alberto João.
Agradeço portanto que quando for buscar a documentação do rádio, tenha o cuidado de lá deixar os CD's que teve o descaramento de roubar. Palhaço.
Obrigados.

quinta-feira, abril 17, 2008

Caro Manel

Serve o presente para o informar, que na casa em que coabitamos, não são toleradas práticas de bruxaria ou de magia negra. Estão desta forma banidas as folhas de papel A5 cheias de autocolantes de jogadores vestidos às risquinhas verdes e brancas e com escritos de incentivo à equipa que dessa cor traja. A prática de esfregar essas folhas no ecrã da televisão será duramente punida, podendo o delinquente incorrer em castigos que podem ir do chapadão ao pagamento de multas de centenas de euros.

quarta-feira, abril 09, 2008

Miragem

Se algum líder do PSD consultar a página da metereologia, vai ter uma agradável surpresa. Tudo laranja de uma ponta a outra, parece a capa do expresso depois da segunda maioria avbsoluta de Cavaco o Silva.
Trata-se apenas da côr utilizada para sinalizar a existência de ventos fortes, e não ventos de mudança como seria da vontade do Meneses. A bem da verdade se o mapa representasse a agitação causada pelo líder laranja, nem uma brisa apareceria.
O PSD sofre do mesmo mal que o Benfica, historicamente é um adversário de respeito, mas não passa disso. Tem uma direcção miserável, um treinador condenado à saída e um plantel fraquinho...muito fraquinho.

segunda-feira, abril 07, 2008

Atmosferas


Gostei daquele apartamento. Sóbrio recto e muito boa onda. Atmosferas. Paredes meias com o Elevador da Glória, a vistas com a glória elevada do castelo, traseiras escancaradas para uma pensão de poucas estrelas, quase familiar e de águas correntes. Perto do Maxim's e do Hotclub (parabéns ao Hot que fez anos aqui há uns dias).
Gostei de encontrar as pessoas, do cartaz do MOMA's emoldurado, e do Hugo Pratt de alguns álbuns de BD (dos tempos em que BD queria dizer banda desenhada e não base de dados). O Expresso de Sábado perto da cedeira de design, e dentro do Expresso um gadget que me chamou a atenção. Uma janela_varanda desenhada e patenteada pela Hofman Dujardin Architects. Grande ideia, já reconhecida com um reddot design award (que desconhecia existir).
Cá em Portugal, a coisa faria mais sucesso, se se tratasse de uma Janela_Marquise_de_Alumínio, porque o conceito de varanda cheira sempre a espaço mesmo a pedir para ser transformado em marquise, e portanto, a bem a bem, o que eu gostava de saber, era da possibilidade de alterarem o projecto para o mercado português. Não querendo pedir demais, se fosse possível a marquise vir já alcatifada, porque as marquises são muito frias e uma alcatifa fica sempre bem. Parece-me.

Patinhas II

Ontem o Manel Maria pediu-me para lhe trocar as modas que tinha por uma nota de 5 euros. A conversa do dinheiro preocupa-me, mas o dia não lhe estava a correr bem. Estatelou-se a andar de bicicleta e esfolou a bochecha esquerda (“Com a cara tão encarnada, amanhã na escola vão pensar que estou apaixonado.”). Perguntei-lhe onde tinha arranjado as moedas. 2,5 € da semanada e 2,5 da aposta com o João.
- Como????
- Apostei em como lhe ganhava no pro evolution soccer. E ganhei.
A juntar às regras já existentes, estão desde então proibidos os jogos de azar, as apostas e qualquer actividade que envolva penalizações ou compensações financeiras. É melhor estender esta regra à escola também. Não deve ser preciso muito, para o loiro de caracóis e de bochecha esfolada, inaugurar na escola uma sala de jogo clandestino, com roleta, mesas de jogo, jogo do bicho, e banca de apostas.
Loiro, vamos lá a ver se nos entendemos. Isto de arranjar dinheiro é tradicional e (quase) exclusivamente da competência parental.
Tenho a sensação que se um dia descobres que se pode vender tralha na feira da ladra, acabas por limpar o já parco recheio lá de casa.

sexta-feira, abril 04, 2008

Andorra III

E vai um



E vão dois



E vão três



O sirenes está num monte de neve provocado pela avalanche que a guincharia provocou.

quinta-feira, abril 03, 2008

$$$$

O Manel é o tio Patinhas lá de casa. Só a ordem cronológica me convence que o personagem não foi inspirado nele.
Os dias de semanada são aguardados com contagem decrescente e quando o descaramento está solto, quase sempre, pede dinheiro a quem quer que seja. Há tempos, a recusa da avó, veio acompanhada de explicação:
"A avó não pode dar-te mais uma nota porque já deu na passada semana e o dinheiro tem que chegar para comprar tudo o que é preciso até ao fim do mês. É preciso ter muito cuidado e atenção quando se trata de gastar dinheiro."
"E é assim a vida toda ?"
"É sim Manel."
"O que é que hei-de fazer para ganhar dinheiro ? Estou tramado."
Em Andorra, depois de uns meses de poupanças, gastou as economias numa Nintendo DS prateada, colocando a zeros o saldo da sua carteira. A bem da verdade sobraram-lhe 2 euros mas ele não parece ter uma relação feliz com as moedas.
A ausência de fundo de maneio tem vindo a preocupá-lo e ontem a olhar desolado para o imenso vazio do porta moedas, comunicou-nos:
"- Vou ter que ir pedir dinheiro à saída da missa. Não estou a ver outra saída"
Se ele descobre que pode arrumar carros, ou baby siting, é capaz de nos dar uns dias difíceis.

quarta-feira, abril 02, 2008

Andorra II - Carajillo


A descida para Grau Roig, como quem vem de Soldeu, começa sempre com uma queda. Quem sai das cadeiras, depara-se com o início de uma pista preta mesmo à frente do nariz, e quanto mais não seja, apanha um susto e cai. O João Maria chamou-lhe preta avermelhada antes de a fazer, e retirou-lhe o avermelhada quando, depois de a fazer, se gaba do feito. Descendo o início da preta e virando logo à direita pelo caminho do lago, encontra-se passados dois quilómetros uma cabana onde se bebe, entre outras coisas, um Carajillo. Metade café metade brandy (ou outra bebida com alcool).
Parece que a expressão carajillo, vem de coragem. "Vamos a coger corajillo", daí a carajillo. Pelo menos, para a abordagem às pistas mais difíceis, parece ter funcionado.

segunda-feira, março 31, 2008

Andorra I

Bela ideia esta de, passados 4 anos de abstinência, regressar aos Pirinéus. Melhor ainda, se para chegar a Andorra, uma paragem em Madrid, nos proporciona a exposição de Picasso.
Tenho em mim que o velho do pincel, nuns repentes oftalmológicos passou a usar óculos bifocais, o que explica a fase cubista, seguida de uma adaptação muito conturbada às lentes graduadas, por alturas da Guernica.
Genial, portanto, a exposição, ainda que os selvas se tenham separado tornando difícil o controlo parental. O mais novo, recentemente apelidado de Sirenes (diminutivo Siras), era de localização imediata graças à guincharia com que insistiu em nos presentear durante a semana. Já o Lunetas e Loiro faziam comentários pouco adequados à obra do pintor e insistiam em perguntar porque é que ele tinha cortado a própria orelha (desconheço quem foi o animal que, de propósito, lhes misturou a história dos pintores – eh eh eh eh).
Rumamos por fim a Andorra, longe demais, na minha modesta opinião. Tenho cá para mim que o Afonso Henriques foi burro na escolha do rectângulo Luso. Ou foi burro ou nada percebia de Ski e Snowboard.
Bem que podia ter começado por Guimarães e ia para a nordeste até França, ou então começava pelos Algarves e ia para Leste até pelo menos Granada. Em qualquer um dos casos, estávamos safos da Serra da Estrela que envergonha qualquer praticante de desportos de inverno, e ficávamos com umas estâncias de inverno decentes. Axandrem-se os amantes do queijo da serra que em Andorra ou em Serra Nevada haveria espaço para cabras e ovelhas a perder de vista. A segunda opção (Algarve Granada) ainda traz a vantagem de o Futebol Clube do Porto não estar no nosso campeonato, e levar umas tareias do Real e do Barcelona.
Este formato que o Afonso escolheu, além de triste, coloca o nosso esqui, ao nível da participação na Eurovisão – segundos a contar do fim logo a seguir a Malta.
Por falar no Henriques, regressado ao nosso querido Portugal, reparo que anda tudo empertigaitado porque uma aluna bateu numa professora à conta de um telemóvel. Mas seria de esperar outra coisa? O nosso primeiro Rei andava ao estalo à mãe, e ficamos boquiabertos porque uma miúda disputa energicamente a posse do telemóvel com a professora ? E a padeira de Aljubarrota ? Andou a afiambrar nos espanhóis que nem uma doida, e nem uma voz se levantou a condenar a sua incapacidade para o diálogo. Estátuas existem do Afonso e da Padeira, no entanto querem levar a moça do telemóvel ao tribunal de menores ? Estão todos parvos ?

quarta-feira, março 19, 2008

Triplicado

Vai que cada vez que é dia do Pai, pela manhã, depois do moche ao Pai, recebo requintadas peças de artesanato escolar, preparadas nos dias que o antecedem com muito carinho, amor e dedicação.
Tenho cá para mim que a imaginação de um professor primário é tão fértil quanto a do Major Valentim em tempos de campanha. Se este último opta por electrodomésticos, os primeiros disponibilizam uma panóplia infindável de brindes: t-shirts, suportes para canetas, canecas, aventais, molduras, suspensórios, pisa papéis e até bases para os quentes.
Tratando-se de uma oferta de filho para pai, descubro-me claramente agradado com o esforço e empenho dos petizes e de suas educadoras. A bem, a bem, só mudava uma coisa. Cada classe faria a sua própria lembrança ao invés de a repetirem em todas as idades. É que se três t-shirts nao soa mal, já três canecas é mais difícil de enquadrar, e três porta chaves ainda pior. Se a primeira é para o carro e a segunda para as chaves de casa, à terceira estará destinado um protagonismo duvidoso, como as chaves da arrecadacao. Esta relaçao de ordem entre as prendas do dia do pai, causa obviamente focos de reebeliao entre ois marias, e a bem da verdade é o que menos me faz falta. Para facilitar as vida dos professores da escola dos marias deixo algumas sugestoes para futuros dias do pai:
uma PS3 pintada a aguarela pelos meninos;
uma bicicleta todo o terreno com a fotografia deles no quadro;
um plasma de cinquenta e tal polegadas com um plástico à frente a dizer "és o melhor pai do mundo"
Fica entao a sugestao e o desafio para me dizerem o destino a dar aos tres porta chaves e aos três aventais do ano passado e às três canecas de há dois anos.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Às vezes

pareço esquecer-me o quanto gosto do disco "Por este rio acima" do Fausto, que o acho um dos melhores discos de música portuguesa. E quando um acaso, me leva por este rio acima, é como um sonho acordado ...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Ziguezaguear

É na rotina que me surpreendem. A rua comprida de vivendas de um lado e do outro, quase quase a chegar à escola, curvas suaves e alegrias. As poças de água a pedirem uma onda com as rodas do carro, e a gritaria lá atrás: “para a esquerda, para a direita” e lá vou eu ziguezagueando o carro para euforia dos ocupantes lá de trás. Agora o mais pequeno desenvolveu o gosto pela buzina e também ordena buzinadelas entre cada ziguezague: “Buzina pai, buzina”. Se um dia for multado às oito e meia por andar aos esses, a buzinar, e a fazer ondas nas poças da rua, será certamente uma multa bem merecida, mas por causas muito saboreadas.
Hoje, além das poças estarem particularmente apetitosas, capazes de ondas mais altas que o carro, a conversa assumiu contornos difíceis de explicar:
Maria1 – Eu quando era pequeno achava que os bebés apareciam do nada
Maria2 – Não sabias que vinham do sexo ?
(aqui ia tendo um desastre)
Maria1 – Não. Achava que vinham do nada. Agora já sei que vêm do sexo, não é pai ?
Eu – Pouco barulho que eu quero ouvir as notícias.
Maria1 – É do sexo sim.
Maria2 – É por causa disso que eu vou viver sozinho.
Maria1 – Eu não. Que eu quero ter filhos, e depois, se fores viver sozinho não tens ninguém para brincar. Acabas por te chatear e ficar triste.
Maria2 – Não chateio nada.
Eu – Já chegámos meninos, vamos para a escola.
Mais do que o teor da conversa, preocupou-me o silêncio atento e cognitivo do Maria3.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Semana que passou

Eventualmente, um acto de preguiça, não escrevi na semana passada.

Não escrevi que levei o Manel Maria ao futebol. Eu, Benfiquista dos sete costados, levei-o ao Sporting Porto. Isto do amor incondicional aos filhos, leva um homem a contrariar as suas crenças estruturantes, o seu ADN, a sua cadeia de valores. Bem sei que se tratava de uma oportunidade para camarote VIP, o que trazia alguma novidade à forma de ir ao futebol, mas sem hesitações, peguei no mais novo Sportinguista lá de casa e cumpri a promessa feita já há algum tempo. Camarote connosco, buffet, varanda no estádio e a festa do loiro dos caracóis. Contagiante pois claro, ao ponto de festejar os golos como se fossem do Rui Costa e do Nuno Gomes. Euforia de seis anos a delirar com o ambiente. "É a minha camisola que dá muita sorte pai." Foi de certeza a camisola Nhó, porque sorte foi o que não faltou naquela noite.

Uma semana vivida a mil, turbilhões e burburinhos. E de repente, é o sol que me surpreende, anda a pôr-se perto das seis, garantia da luz estonteante por entre as nuvens e o mar. Parecem trivelas do Quaresma, a magia dos fins de tarde.

Falar em Sol, falar em Sporting, há um leão lá por casa. Uma grande juba laranja e uma cauda, que na rua vai sempre na mão para não se sujar. Uma vez mascararam-me com um fato de gato que tinha uma grande cauda, da qual eu tinha pavor e da qual fugia de uma ponta à outra da casa. No fim de cada fuga olhava para trás e lá estava a cauda agarrada ao fato, razão suficiente para nova correria e berreiro. Já com três anos o meu QI era em tudo semelhante ao de um poste telefónico. Além do Leão, há um Luke Skywalker e um Darth Vader, sabres de luz para todos, até para o Leão. Na sexta feira foram assim mascarados para o colégio, devidamente acompanhados de serpentinas e papelinhos. Se alguma vez me passasse pela cabeça ser professor primário, a existência desta sexta feira resolvia eventuais dúvidas. Não faz parte do meu feitio encontrar papelinhos na roupa e no cabelo durante toda a Quaresma. No cabelo ? Qual cabelo ?

Tenho estado na cozinha às voltas com os tachos. Gosto e tendo a sujar roupa a menos que me coloquem um avental. Nunca sou eu a fazê-lo, não me lembro nunca de ir buscar o avental. Só depois de asneirar é que me lembro da sua utilidade. Nos últimos dias, a novidade é verde, influência garantida do Sporting. Tenho feito saladas, com queijo parmesão, cogumelos e nozes. Ficam boas se temperadas com vinagre balsâmico, quase que nem se dá pelas folhas verdes da alface e da rúcula.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Sou

Sou a favor do sabor do vento, sou a favor das ruas desertas, sou a favor de céus apinhados de estrelas, sou a favor dos risos das crianças e dos mimos, sou a favor das canções ouvidas, e das que ainda não ouvi, sou a favor das asneiradas e disparates, sou a favor dos sonhos, sou a favor das máquinas do tempo, sou a favor do cinema, sou a favor das mãos baralhadas, sou a favor dos risadas, sou a favor do mar, sou a favor dos patins e da neve, sou a favor das coisas saboreadas, sou a favor das noites acordadas, sou a favor do futebol à chuva, e dos golos marcados com a mão, sou a favor das brincadeiras nas poças de água, e dos raspanetes, sou a favor dos abraços, sou a favor das margens do rio, sou a favor do riso e do choro, sou viajante na própria imaginação, passageiro sem bilhete.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Que eu não pago

- Eu não pago porque está constantemente a cair lixo no meu quintal, águas sujas, beatas e no outro dia até um preservativo lá foi parar.
- Todos temos as nossas dores, de certeza que cada um de nós, usando a lógica "sinto-me prejudicado então não pago", iria encontrar uma centena de razões para não pagar. A verdade é que além dos problemas de cada um, existem problemas comuns, que só são solúveis se todos cumprirmos as nossas obrigações.
- Pois, mas eu já fui informar-me e não pago, porque está sempre a cair lixo no meu quintal e água suja e até um preservativo já lá foi parar.
(uma hora e meia depois)
- Então posto isto, a A. vai cumprir as suas obrigações junto do condomínio ?
- Eu não pago porque está constantemente a cair lixo no meu quintal, águas sujas, beatas e no outro dia até um preservativo lá foi parar.
- Pronto eu confesso. O preservativo fui eu. A Ana entrou pela casa sem que eu estivesse à espera e só me deu tempo para esconder a miúda no armário e deitar o preservativo janela fora. Peço imensa desculpa, não volta a acontecer.

É que às vezes falta-me assim um bocadinho a pachorra para as mãos na cintura e a canasta à cabeça.

Corolário:
Hoje o pai vai levar para casa uns balões muito giros que se enchem de água e se podem atirar para o quintal da vizinha de baixo.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

AVISO

João Maria: Se eu descubro, sonho, ouço falar ou desconfio que voltaste a olhar para este blog, barro-te o acesso à internet. Gajas nuas, vá que não vá, agora este blog. Nem pensar.

Bom Domingo

Foi se calhar o sol o primeiro a dizer que aquele Domingo se faria gente. Que importa. Vamos todos para os patins e (quase) todos patinar. O Manel e o António em estreia, o João já meu cúmplice. O Domingo estava decididamente de estação trocada. Foi se calhar o mar que se fez fabuloso. Que importa. Aproveitamos-lhe a proximidade para o almoço. Às tantas os amigos, o passeio na vila bonita. Patins outra vez, e o Manel cada vez mais afoito apesar da evidente tendência do rabo se encontrar com o chão. Às tantas as queijadas da vila bonita.
As saudades que eu tinha de patinar. E de um Domingo decidido à medida que apetece. E do mar.

domingo, janeiro 13, 2008

Parabéns

Ao 13º dia do mês de Janeiro, a Caixa de Costura tem o prazer e a imensa alegria de anunciar o nascimento do priméiro bébé de 2008 numa sala de partos de um hospital nacional.
Após 12 dias de recém nascidos que encheram as páginas dos jornais, por terem nascido em Badajoz, em ambulâncias, em serviços de urgência, em salas de espera, e em casa, hoje (face à ausência de notícias desta natureza) nasceu, com toda a certeza, um bébé numa sala de parto.
Aos pais e ao recém nascido, os meus mais sinceros parabéns. O bébé que não se preocupe por não ter sido notícia, já se sabe que não se pode ter sempre sorte (excepção feita para o João Soares que sobreviveu a um desastre de avião e ainda assim vai dando que falar aqui e ali), e portanto pode ser que seja notícia por frequentar uma escola que seja fechada.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Música

Tocou-lhe ao de leve, com a gentileza da fricção da crina do arco sobre as cordas, e na gentileza das cordas se fez música. E o coração a bater desconcertante, na euforia dos dedos sobre as teclas, na intensa inquietude dos martelos a percutir as cordas.
E sempre o som de melodias, cheias e imensas nas partituras, infinitas notas encruzilhadas entre espaços e linhas. Ténues as linhas de fronteira que sugerem o mar à terra, que propõem o sonho à realidade, que entregam as palavras à melodia. Reinventam-se então canções bonitas, letras e sons enredados, mãos cúmplices de dedos entrelaçados, confundem-se os instrumentos e soam assim magníficos. Como violinos e pianos.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Trailler





Nova aventura da mulher elástica dos incríveis, pelo António Maria.

Nos braços do sofá da sala, a mulher elástica bate-se heroicamente contra o maior dos dinossauros do cesto dos brinquedos. O dinossauro ameaça:
- Vou-te comer.
A ameaça não parece intimidar a heroína da história
- Olha que eu tenho umas mamas.
Com um golpe da mulher elástica, o dinossauro salta de uma altura de um braço de um sofá e cai inanimado no soalho, com um enorme estrondo.

Mamas elásticas. Aposto que ainda ninguém tinha pensado nisto.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Actualizações

na coluna da direita.

Um egómetro, para me darem muitas estrelas de votação, e acrescentei a Mad, que anda lá fora a lutar pela vida.

Que alívio

... senti quando soube desta notícia: "O PSD concorda com o cancelamento do Lisboa Dakar". Ainda bem, que eu estava muito preocupado com a opinião do PSD sobre o cancelamento. Já agora, gostava de saber quais são os partidos que concordam ou não com:
- O oceano Atlântico
- O oceano Pacífico (o oceano propriamente dito e o programa de rádio)
- A baía de Cascais (a canção dos delfins e a baía)
- O desaparecimento da Maddie
- O Natal em Dezembro
- A inexistência de Forcados Amadores no concelho de Mangualde
- A chave do Euromilhões

Obrigados

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Mãe Natal

Guerra Junqueiro acima, com os três Marias soltos a pular entre carrinhos do Noddy, cavalos e eléctricos, daqueles que, com uma moeda de um euro, abanam durante dois minutos ao som de uma música infantil. Até que de repente a uns cinquenta metros lá estava a mãe Natal a distribuir qualquer coisa que não me apercebo.
Lá vão os três aos guinchos a chamar pela mãe Natal e uma vez junto dela dão-lhe abracinhos, fazem-lhe uma festa, perguntam pelo Pai Natal, querem explicações sobre o conteúdo das cartas que não foi atendido.
À medida que me aproximo da festa, noto que a mãe Natal tem um vestido estranhamente curto, um decote generoso, e aparentemente mais curvas que o próximo troço da CRIL. Algo mais me chama atenção, apesar dos miúdos lhe estarem a pedir um exemplar dos panfletos que ela generosamente distribui, ela insiste em vedar-lhes o acesso à publicidade. Grande cabra, já me está a irritar. Aproximo-me e digo-lhe:
- Bom dia Mãe Natal, não me diga que estes selvas não têm direito às lembrancinhas que está a distribuir.
A mãe Natal, com pouco mais de vinte anos se é que os tem, olha para mim, esboça um sorriso amarelado e diz num português atabalhoado com sotaque de Leste:
- Toma o senhor.
Estende-me um panfleto. Olho-o incrédulo. É de um clube de strip que promove a noite de fim de ano com um show erótico.
- Bom Ano então. MENINOS, deixem lá a Mãe Natal em paz, ela está muito cansada e já deve estar farta de meninos.
- Pois teve a ajudar o Pai Natal com as prendas. Pois foi pai?
Pois foi filho, pois foi.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Nada melhor

... que os últimos dias do ano para fechar casos mal resolvidos.
A mesa da televisão estava desde 2006 assente em cima de revistas. A televisão é pesada, o IKEA não é famoso pela qualidade das madeiras. Conclusão: as rodas da mesa tinham afundado dentro da tábua de algo que parece ser pouco mais que cartão prensado folheado a faia.
Eu, que tenho tanta queda para a bricolage, como para o macramé, resolvi pôr mãos à obra e tratei de voltar a colocar a mesa em cima de rodas. Ainda pendurei uma prateleira que insistia em inclinar qual torre de Pizza. Na onda da bricolage, a Ana pintou um quadrado da parede do escritório dos Marias com uma tinta magnética. A ideia é pendurar na parede mariquices com uns imans sem precisar de quadro. Os pincéis foram lavados no lava loiças.
De volta para a minha zona de conforto, fui fazer o almoço. A bolonhesa estava com o molho demasiado espesso, pelo que aquele copo que estava no lava-loiças, era o recipiente ideal para despejar água no cozinhado. Parece-me ter visto alguma tinta magnética entrar para dentro do tacho. Não tenho a certeza. Se alguém encontrar uma família inteira agarrada ao frigorífico pelo estômago ou pelos intestinos, a explicação está dada.
Para terminar, algo que nunca falei. Por vergonha. Tem a ver com esta faceta de conseguir estar meia hora a babar-me em frente a um recepiente cheio de água e de algas. Fica aqui a imagem do aquário que montei este ano



Bom ano para todos.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

70 anos

Como é costume acontecer por esta altura, o meu pai fez anos, é uma mania que ele tem desde criança esta história de fazer anos mesmo coladinho ao Natal. Acontece que desta vez, por se tratar de um daqueles números redondos, múltiplos de dez, teve direito a uma imensa festa de amigos e famílias. Reencontrar pessoas que já não se vê há tantos anos, primos que mal nos lembramos, histórias das nossas vidas. Também teve direito a discursos, de sobrinhos, filhos e netos e como sempre, quando se discursa, falta-nos a serenidade e o tempo que nos oferece a escrita, e quando discursei falei sobre um rascunho de um post que haveria de colocar aqui:

Gosto Tanto de Cinema
Gosto do cinema pronto a consumir, como gosto dos outros cinemas, de outros lados, de outros autores, de outros sotaques de outras cores e luzes.
O meu pai tem responsabilidade nisto. Acho que foi no cinema Europa, ali mesmo ao lado de casa, no intervalo do filme. “André tenta perceber o que nos mostra o filme para lá do que o filme nos mostra.”
Aquilo soou-me a conversa da treta. “Lá vem este gajo com merdas estranhas. O que é que ele quer dizer com isto ? O que é isto de ver para lá do filme ?”
Ao longo dos anos, e de quando em vez, a frase vinha-me à cabeça enquanto assistia a um filme e casava com o que eu pensava enquanto via o filme. Para lá do filme.
Um dia levou-me a ver as filmagens de anúncios. Um anúncio de Sugus no Portugal dos pequeninos. Dois dias de 40 graus a filmar miúdos armados em gente grande, com a banda a passar. Sempre a mesma música, “SUGUS de fruta tanto sabor”. O que eu porém cantarolava durante esses dias, era sempre Chico. Para mim, aquele anúncio merecia a Banda do Chico:

“A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor”

Acabei por trabalhar durante alguns verões numa produtora de filmes publicitários. Definitivamente eu gostava daquilo. Dos reflectores, dos carris, das claquetes, das luzes, da fita, das pessoas, das girafas, das gruas, dos mini brut, das pancadas das pessoas. Aqueles gajos dos 35 mm têm muitas pancas, mas têm muita piada. São chatos, minuciosos, geniais, divertidos, mal criados, cuidadosos e sobretudo loucos. Quase todos sem excepção, cultivam uma saudável dose de loucura. Se assim não é, era assim que os via dos meus treze anos.

Para além do cinema, do Chico, do Jazz, foi sobretudo ver o filme para lá do filme que o meu pai me ensinou. Tentar chegar além do óbvio. Acho que foi isso que ele quis dizer. Parabéns Manecas.

domingo, dezembro 16, 2007

Monstros e Companhia

Abro a cortina do banho e o mais novo está mesmo ali especado. Reparo que não me olha para a cara, antes para a pila. Ainda pensei perguntar-lhe para onde é que estava a olhar, mas mantive-me calado, na vã esperança que desse meia volta e fosse à sua vida.
- O pai também tem pila.
- Pois é. E o João e o Manel também. Cá em casa só a mãe é que não tem pilinha.
- É grande
(Mau mau, isto vai acabar mal. O miudo tem três anos acabadinhos de fazer, além das cá de casa, não há-de ter visto muito mais pilas, é normal que a ache grande.)
- Parece um monstro
(O quêêêêêêêêêêê ???? Um monstro ???? Mas o quê ??? E o que é que a mãe está ali a rir-se que nem uma perdida? Que estupidez. Este miúdo deve ter uma deficiência cognitiva qualquer)
A conversa ficou por ali mesmo, saí a correr da casa de banho.
Depois de uma investigaçãozinha descobri que ele só conhece meia dúzia de monstros. Afinal a qual deles é que ele se estaria a referir ?

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Fora de tempo

Não era de se deter frente ao espelho para lhe observar os sinais. Perdeu facilmente conta às rugas, aos cabelos brancos, e às manchas na pele. Nunca foi seu propósito, sempre o viu como um companheiro. É que a boa companhia deixa sempre marcas. Mais do que as marcas, era a perca ocasional de mais um gesto que incomodava. Ainda há dias foi a abotoar os cordões dos sapatos, teve que se sentar para o fazer. Riu-se como se lhe desculpasse o dano “O preço da sabedoria. Só com o passar tempo se consegue o saber, e o passar do tempo leva tanto tempo a passar. “
A cumplicidade conquistada ao sentido dos ponteiros do relógio assegurava-lhe a imensa serenidade. Tomava-lhe o gosto a cada volta de cada um dos ponteiros, e em cada volta, o tempo das coisas a que se entregava a gosto. Como num trapézio sem rede balouçava nos afectos, no amor, nas coisas simples, e em cada triplo salto mortal agarrava com firmeza, o balanço da próxima barra, sabendo-a com a exactidão dos impossíveis. Tic Tac Tic Tac. Era sempre assim que se entregava ao tempo, em voos de tempos certos, nas certezas de páginas bem vividas. Como os trapezistas, via lá em baixo na pista, os malabaristas a contas com as laranjas no ar, de ritmos alucinantes, dos tempos perdidos, de tempos em falta, de tempos desperdiçados e inexistentes. Sorriu ao vê-los desbaratando contra o tempo. “Contra o tempo não se luta, é sempre a favor. É o que nos permite voar no trapézio, é o que nos confere os super poderes”. Quase garanto que ainda lhe dava o privilégio de um sorriso feliz de criança num rosto amadurecido.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Literatura

José Veiga vai lançar um livro com o título "Como tornar o Benfica Campeão".
A CaixadeCostura está em condições de avançar que este livro faz parte de uma colecção de duas dezenas de títulos, de onde se destacam os seguintes:
"Como tornar José Castelo Branco num Zézé Camarinha"
"Como tornar um político num engenheiro" (aqui o maricas cortou-se nos nomes)
"Como tornar a OTA num aeroporto"
"Como tornar a TVI numa estação de televisão de qualidade"
"Como tornar uma profissional da vida nocturna numa escritora de sucesso" (com prefácio de um presidente de um clube do norte)
"Como tornar a Madeira num país independente" (Co-autoria de João ALberto)
"Como tornar um corrupto num Presidente de Câmara" (antes de sair já esgotaram as 3 primeiras edições)

Aguardamos anciosos o lançamento destes títulos.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Gosto

da forma pões a franja em cima do arranhão para o esconder de todos, e que a coles à testa com cuspo,
de descer contigo sentados no corrimão da escada,
de te ver contrariar as partidas dos teus irmãos, dos pontapés na bola, e dos festejos de todos os golos, gosto quando apoias a tua inexistente equipa Benficaaaasportinnnnn”
quando agradeces “Obrigadodenada”,
de te ver a transportar dezenas de bonecos e carrinhos no cós da camisola para que os outros Marias não te assaltem,
dos mergulhos que dás, e dos assaltos que fazes às goluseimas,
de te ver adormecer numa das camas dos mais velhos enquanto te contam histórias, de ver dançar as músicas que gostas e de te ouvir cantar o “feitiço” no salão do hotel das férias acompanhado pelo pianista piroso,
quando reclamas o jantar assim que sais do banho, e de te ver comer chamuças,
que comas as migalhas do chão da cozinha, e que esfregues os dvd’s e os jogos da playstation no soalho da sala e ainda do requinte de colocares a parte gravada virada para baixo,
que mordas os cães do avô, e que varras as peças do tabuleiro de xadrez,
dos teu beijos e dos mimos, da maneira como te destapas à noite e de dormires com um braço para cima como eu,
de te ver despejar a comida dos peixes no aquário
da te ouvir pedir desculpa e de te fazer cócegas
de te perseguir no corredor para conseguir por soro fisiológico nas narinas ranhosas
de te balouçar embrulhado no toalhão de banho
quando imitas tudo o que o Manel faz
de te ver crescer, mas devagar
de te ver quase queimar a franja quando sopras as velas, como fizeste na segunda feira
tanto de ti meu amor. Parabéns.

A linha editorial

deste blog foi alterada. Até nem gosto de pressões no sentido de a alterar, mas o desconforto do post para o António andava a criar um certo ruído aqui perto da zona da consciência. Emendo a mão, mas sem criar hábitos de o fazer a pedido.

quarta-feira, novembro 28, 2007

O que te deu agora António?

... que andas a fazer xixi pelas pernas abaixo às duas e três vezes por dia.
Tenho cá para mim, que andas a ver televisão em demasia, o National Geographic sobretudo. Percebo que os teus irmãos te roubam todas as prendas que tens recebido e que sintas necessidade de afirmar alguns direitos de usufruto sobre as mesmas. Se, como desconfio que seja, estás a tentar marcar território como fazem algumas espécies selvagens que tanto aprecias, não o estás a fazer da forma correcta. O soalho lá de casa não é um bom local para o fazer, já que é de fácil acesso para a esfregona, que acaba por anular o efeito da tua marcação. Da próxima vez que quiseres marcar território com alguma eficácia, faz o seguinte. Arruma todos os teus pertences dentro dos cestos de brinquedo. Usa os de verga e não os de plástico, sempre são mais difíceis de lavar e a verga absorve a urina. Pões os carrinhos, as peças de lego, os peluches, as cartas de jogar, os bonecos de wrestling e as canetas todas lá para dentro. Aproveita para colocar também algumas coisas, que não sendo tuas, gostarias que fossem. As consolas dos manos, a PSP do pai e os sapatos da mãe com os quais tanto gostas de brincar. Depois baixas as calças de pijama e fazes o teu xixizinho lá para dentro. Assegura-te que regas todo o teu espólio abundantemente. Aposto que daqui a um ano ainda todos nos lembramos que aqueles são os teus pertences.

Título acidental: Novidades, novidades só o Incontinente.