segunda-feira, outubro 27, 2008

Derby

Chego à escola de futebol do Manel e no início do treino descubro que as escolinhas do Benfica estão de visita à escolinha do Sporting. Formam-se as equipas, levantom-me da bancada e grito lá para baixo:
- NHÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ. Até deixo que sejas do Sporting, até te trago aqui aos treinos, mas se por um azar, uma infelicidade, acontecer marcares um golo a essa equipa, podes procurar outra família.
Ri-se e encolhe os ombros.
Marcou dois e eu, lá no fundo, todo feliz do meu Benfica ser goleado pelo eterno rival.

Verónica



A minha irmã, mais velha do que eu uns três anos e meio, proporcionava-me uma biblioteca que eu atacava de forma voraz. Além dos cinco e dos sete, mamava o colégio das quatro torres e as gémeas e mais tudo o que por lá parava. Acho que havia por lá umas Anitas, mas confesso que não lhes ligava patavina. Já o Diário de Verónica, a coisa tinha piada. Um cão bonifácio e um índio pigmeu que morava no fim do jardim, garantiam algumas horas de literatura muito bem passadas. Imagem e recordações encontrados neste blog da Sofia.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Recado

Continua assim caladinha, a manter o suspense por muito mais tempo, e depois admira-te se eu me chibar aqui.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Nhó

És de mim como eu sou de ti.
De que me importam os maus génios, se os sorrisos, de que me importa a cara cerrada se o abraço, de que me importa rezingão se principezinho, se é tua a ternura, se é teu o sorriso cúmplice, se são nossas as brincadeiras, se são nossos os momentos, as risadas, as escondidas e apanhadas e as fintas de bola bem junta ao pé. E se me fintas traquinas, também me fintas olhos doces e me desarmas. E se eu me armo em pai, é que também tropeço nos pés, nos nós da minha gravata, nos dias mais “não presta”, nos cansaços meios parvos. E se rasgas o riso na cara, e se a magia do teu beijo que sabe bem e faz barulho, me marca de feliz todo o dia.
És de mim filho como eu sou de ti pai. És de amor, daquele em tons de incondicional.
Parabéns muitos e tantos loiro dos caracóis.

terça-feira, outubro 21, 2008

PSD

Acredito que um mau governo merece uma má oposição, mas também não é caso para tanto empenho por parte do PSD. A Manela refila do protagonismo Santana numa agenda que se devia preocupar com o Orçamento de Estado. Mas foste(s) tu Manela quem abriu as portas ao protagonista. E aosdepois se o orçamento chega numa pen drive vazia, a oposição parece apresentar-se sem sistema operativo.
Nestes propósitos, coloquei uma sondagem aqui ao lado.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Pesadelo

O facto de ser loiro e de caracóis confere-lhe algum charme. A faceta sportinguista é algo com que tenho de aprender a viver. Um gajo habitua-se a quase tudo. Levá-lo duas vezes por semana, à escola do Sporting está no limiar da minha tolerância, que é rapidamente ultrapassado quando o oiço chamar mister a um gajo vestido de fato de treino verde e com sotaque espanhol sul americano:
- Ó mister, eu prefiro jogar nas alas.
O que quer que isto queira dizer não pode ser coisa boa.
Se o uruguaio é tratado por mister, eu quero passar a ser tratado por master:
- Bom dia master !!! O meu pequeno almoço pode ser leite branco e uma barra nesquik?
Não me soa mal. Já agora, jovem apendiz, em relação à pergunta feita durante a ida para a escola, hoje de manhã, a resposta é NÃO !!!
- Não, não podes. Quando o Barcelona te quiser para jogador, não podes dizer que só aceitas se o António também for.
Alguma dúvida ?

domingo, outubro 19, 2008

Caras

Depois desta alteração à Caixa de Costura, lembrei-me da tristeza com que assisti à aquisição, por parte dos livros dos cinco, de uma capa mais moderna. Eram mais brilhantes, com um ar teoricamente mais apelativo, mas não gostei da mudança.



Reflexão

... começo a ter a sensação que o meu cérebro, por vezes, também está instalado num servidor do Blogger.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Liberté, égalité, fraternité

Vá lá ver então. Para acabar com as discussões de quem ainda resiste à ideia da partilha, cada um tem a sua caderneta Liga de Futebol 2008-2009. A coleção coloca o Quaresma na equipa do Porto, o que pode ser um argumento para uma queixa à DECO e outra à ASAE.
A regra evidente, é que não existem repetidos pessoais, só existem repetidos da casa. Um cromo só é considerado repetido se sair a quarta vez. 'xa lá fazer umas contas:
400 cromos cada caderneta
1200 cromos lá para casa
Dobro dos cromos por causa dos repetidos: 2400 cromos
6 cromos por carteira: 400 carteiras de cromos
40 cêntimnos por carteira: 160 euros em cromos
O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ ?
Colecção da liga masé os tomates. A partir de agora, à primeira falha, hão-de ter o castigo que merecem "Acabou-se a caderneta e os cromos, tudo para o lixo"
O António há-se entornar sopa, o Manel vai levantar-se da mesa sem autorização, e se chamar o João baixinho, ele só vai ouvir à terceira ou à quarta.

terça-feira, outubro 14, 2008

JorgePalmear

Já não é novidade lá em casa, e vem do hábito de dar sempre a mesma resposta sempre que alguém pergunta por alguém lá em casa. Comecei por ser só eu a responder, mas quando eles perceberam que era tanga começaram também a fazê-lo. Vá lá ver. Se alguém pergunta pelo X todos respondemos "O X foi-se embora para nunca mais voltar". Isto em locais públicos causa algum sururu mas nós divertimo-nos à conta.
As idas ao Chiado dão normalmente uma separação: gajas para a H&M e gajos para a FNAC. Já no meio de livros, o António pergunta
"A mãe ?"
Todos em coro
"A mãe foi-se embora para nunca mais voltar"
Meia FNAC pára a olhar para o nós, e eis que o Sirenes desata a cantar Jorge Palma
"Mamã mamã. Onde estás tu mamã ? Nós sem ti não sabemos mamã, libertar-nos do mal"
Siras, és o maior.
A propósito, já consegui sacar a tua caderneta de futebol 2008 2009 para não ficares atrás dos outros dois. Agora que estás quase a fazer 4 anos, vais ter oportunidade de saber de cor o plantel do Trofense, com datas de nascimento e o peso de cada um dos jogadores. És o maior Siras.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Míele

... ou a outra ideia para a milésima postagem.

1000Folhas

Esta é também a caixa do João, do Manel e do António, da Ana, da Catarina, da Rita, da Teresa, do Manel, da Maria, do Bernardo, do Paulo, do Francisco, do Pedro, da Tota, do Turco, da Titas, do João, da Elis, do Chico, da Filipa, da Teresa, da Cristina, do Caetano, da Marisa, da Fernanda, do Cal, do Kaka, do Ludgero, do Marco, da Maria Manel, do Gonçalo, da Gota, do Molico, da Duende, da Margarida, da Maria Rita, do Pires, da Lu, da Maria João, da Isabel, da Madalena, da Vera, da Ritinha, da Lua, da Miss, da Sandra, da mãe galinha, da Filipa, da Fátima, do Roberto, da D. Gata, do Sérgio, do Luís, do Francisco, do Zé Manel, do João, da Manuela, do Francisco, da Joana, da Mena, do Féfé, do Jorge, da Alecrim, da Dulce, da @na, dos anónimos anónimos, dos anónimos assim assim, e dos que me esqueci. Esta é uma caixa de brinquedos, de heróis de todas as aventuras, das histórias mesmo antes do adormecer, a caixa das risadas e das brincadeiras e surpresas, a de risos e dos sonhos, das cumplicidades, a caixa de músicas e canções, a caixa de concertos, caixa de ferramentas, a caixa dos meus tempos, da minha infância e de outras como a minha, caixa de rascunhos, de teclas e de cordas, de cozinhados, de aventais, da neve, dos locais onde estive, de Paris, de Nova Iorque, da neve, dos locais onde nunca fui, de Cuba, e de São Francisco, caixa de mar e estrelas, de praia no inverno, de sabores, de panquecas, de carpaccio, de pipocas, de magias, de tapetes mágicos, de cores, da quadros doces, da Eva, do futebol, da alegria de golos marcados, da falsa euforia de golos anulados, das palavras engraçadas como displicência e Caetanear, caixa de amor, de abraços encharcados, de gestos, de mãos entrelaçadas, de pares de galhetas, caixa de cinema, e de filmes, do Piano, da Laranja Mecânica, das laranjas no ar. Esta é a caixa do que me faz rir, do que me faz chorar, do que faz sentir o mundo todo, que me faz gargalhar. Esta é uma caixa de linhas tortas e escritas direitas, e de vice versas, de mil palavras, dos mil sons, dos mil sonhos e dos mil escritos. Mil folhas. Ai o que eu gosto de mil folhas !!!

sexta-feira, setembro 19, 2008

Noticiar

Foi revelado um estudo sobre as mortes e os custos associados ao tabaco e álcool no ano de 2005.
Segundo este estudo, o tabaco é responsável por custos em saúde de quase 700 milhões de euros e por 12000 mortes.
Bem sei que não existe preço para a vida e que fumar está a anos luz de ser uma prática inteligente, mas parece-me que alguém se esqueceu de revelar o valor de receitas de impostos sobre o tabaco relativo a esse mesmo ano. A saber, gerou uma receita de 1322 milhões de euros.
PS: Segundo o blogger, esta é o post 999 aqui do atelier de costura, acho que vou encravar na escrita do milésimo.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Aviso

De há uma semana a esta parte, que este blog é escrito no browser da Google: o Cromo.
Este navegador, tem coisas simpáticas:
- A barra de endereço é também barra de pesquisa Google
- A página inicial tem miniaturas com ligações às páginas mais visitadas
- E o porno_modo, que permite abrir uma página sem deixar qualquer vestígio sobre a subsequente visita. Nada mal pensado para visitas que envolvam compras na net, homebanking e consultas de webmail
Estou rendido. Este blog passa a ser o blog de um cromo.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Serviço despertar

Não sei se foi alguma coisa que eu disse ontem à noite, talvez a promessa de irem ao café grande e aos peixinhos antes da escola. A bem da verdade ontem à noite, dei por mim a informá-los das prioridades matinais: tomar o pequeno almoço, vestir e lavar os dentes.
Esta informação, mais que sabida, mais que repetida, mais que relembrada, ontem causou-lhes um efeito estranho, sobretudo ao do meio. O tal loiro, sportinguista de caracóis, maufeitioslindos:
- Pai preciso que acertes o meu despertador e que ele toque às 7 da manhã.
- Mãe podes já preparar a minha roupa para amanhã ?
Estava demasiado entregue ao fim do dia para me deitar a advinhar a manhã seguinte e não me preocupei.
Estúpido.
Devia ter-me preocupado.
Hoje às 7 tudo o que podia tocar naquele quarto começou a tocar: 2 relógios, um rádio e o sirenes que foi acordado pelos irmãos.
Ainda eu estava a arrancar as ramelas dos cantos do olhos, já o bestial trio se encontrava na cozinha, meio vestido meio por calçar, a fazer voar pacotes de leite, cereais, cerelac, e a fazer novas experiências:
- Pai fui o primeiro cá de caja a primentar água de chocolate. Foi o Manel que inventou. Eu góto muito
Estupor do sirenes estava a beber suchard express com água.
Mal ou bem, a verdade, é que às sete e meia estavam prontos para ir até ao largo dos peixinhos já com saco com migalhas de panrico para os alimentar.
Hoje, pelo sim pelo não, deixo-lhes o pequeno almoço já adiantadinho. Só juntar leite. Ou água.

O Acelerador de Partículas

... parece já estar a funcionar, pelo menos na cabeça de alguns:
"JSD diz sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo", por outro lado parece estar ainda com alguns problemas. Na realidade, a notícia completa é "JSD diz sim ao casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não à adopção".
Este tema está na fronteira da minha visão do mundo, e certamente já tive opinião contrária à que aqui expresso.
A adopção deve ser analisada do ponto de vista do interesse da criança, e nunca do interesse dos casais. A sexualidade de um casal determinar a sua exclusão em processos de adopção é, no meu parco entendimento do assunto, um luxo a que não se pode dar uma sociedade que deixa milhares de crianças crescer entre paredes de instituições sem poderem chamar pãe e mãe a ninguém durante toda a vida. Ou pai e pai. Ou mãe e mãe.
Atenção aos casais heterosexuais. As estatísticas demosntram que é no seio de famílias heterosexuais que são educados grande parte dos homosexuais.

domingo, setembro 14, 2008

PS

Ao gajo_armada_em_gaja_histérica do casal gay espanhol que acabou o seu passeio turístico logo a seguir a nós, e que na GoCar, não se calava com facto do mapa ser muito pequeno e não ter o nome das calles:
¿Por qué no te callas?

Surpresa

Já já alguns dias que se falava numa surpresa, que me estava reservada para Sábado à tarde. Nesta última semana, o assunto vinha à baila com uma insistência preocupante, acompanhado da necessidade de nos livrar-mos das crianças durante duas horas. Comecei a achar que o tema era a sério, a circunstância assim o pedia, e a menos do par de galhetas pelas ventas adentro, não estava a ver do que se poderia tratar.
No início da tarde, já de criançada devidamente distribuída por várias freguesias, lá sou quase arrastado para a supra citada surpresa. Rumamos em direcção à baixa, o que me permite afastar algumas das hipóteses formuladas: não ia fazer o baptismo de pára quedas onde por uma infeliz coincidência o dito não se iria abrir, e não ia estrear-me no Bungee Jumping de uma ponte qualquer a mais a maçada do elástico rebentar logo quando seria necessário que se mantivesse intacto. Postas estas hipóteses de lado, restava-me a vergonha de uma aula de danças de salão, uma sessão ainda mais embaraçante de massagens eróticas, ou um curso de marmoreados esponjados e dourados. Sou encaminhado para a rua dos douradores e num repente este último cenário ganha dimensões aterrorizantes. Suo das mãos e fumo dois cigarros em menos de três quarteirões. Finalmente chegamos quase ao fim da rua onde vejo dois locais candidatos à surpresa: uma porta tipo oficina e uma outra com um símbolo do tipo "ying yang".
"Estou tramado, vai-me pôr a levitar e vai transformar-me numa espécie de monge tibetano. O que é que lhe deu ?"
Afinal a surpresa era a porta tipo de oficina, e lá dentro um arsenal de veículos com ar de Espaço 1999. Amarelos, divertidos e apelativos. Além dos veículos, o que aquela porta guarda é uma ideia - GoCar. Uma ideia tão simples quão genial e divertida. Um veículo diferente, descapotável, de baixo consumo. Conduz-se como uma acelera, e tem um GPS que nos guia em tom de brincadeira por um ou mais percursos da cidade. Não explode quando nos baldamos à rota, tem passe para as zonas de trânsito condicionado do castelo e de Alfama, e num repente, transforma-nos no centro das atenções enquanto o guiamos cidade fora.
Não sei se dos capacetes, se do veiculo, se do GPS a gritar "Yupiiii" em cada descida alucinante, se do som de lambreta, mas em cada rua, em cada largo, somos apontados, fotografados e acenados. Rimo-nos e redescobrimos Lisboa em veículos do Espaço 1999. Uma hora e várias peripécias depois, regressamos à base. Hora de recolher os Marias. Por mim, tinha lá deixado o monovolume e vinha no bólide amarelo descapotável de três rodas, mas cheira-me que o transporte para o colégio podia alongar-se para lá do desejado.
Grande surpresa rainhas, e o meu banco nunca me ejectou a uma altura de 200 metros como cheguei a desconfiar que iria fazer. Da próxima vez levamos os Marias atados a uma corda para ajudarem nas subidas e para as marchas atrás.