A ala direita deste blog foi renovada (à semelhança do que se passa com a política deste país). Agora, que já apareci pela segunda vez na "Única" deste Sábado (mais uma portanto que o coislog da gaja), não há inveja mesquinha que justifique a inexistência de um link para o Rei na Barriga. Além deste novo link, retirei links moribundos, actualizei outros, acrescentei aqui e ali, e vai daí que a coluna da direita está mais elegante.
Mas axandrai-vos garinas, aqui nos comentários da Caixa de Costura não serão toleradas encomendas, pedidos de esclarecimentos de dúvidas e coisas que tal sobre aquelas coisas que são disponibilizadas no site do Rei na Barriga.
Tenho dito.
Portantos.
quarta-feira, outubro 17, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
Graxa e Dedução
Mãe - hoje arranjei-me tão à pressa que nem tenho coragem de me olhar ao espelho.
João M - estás linda mãe
Mamel M - mãe, vais a algum casamento ?
António M - e eu também póxo i ?
O António, além de ter aquela particularidade um bocado irritante de nunca se calar, o que o torna bastante chato, tem outra coisa que o coloca na fronteira do desespero paternal. Tem a mania que é esperto:
- António, como se chama o teu irmão das bochechas e caixa de óculos ?
- João Maiia Fajão
- E outro ? O maluquinho dos caracóis ?
- Meneli Maiia Fajão
- E o alucinadinho dos bonecos de wrestling ?
- António Maiia Fajão
- E o pai alto, bonito e extremamente inteligente ?
- Pai Maiia Fajão
- E um chapadão? Marias são vocês, o pai não usa nomes larilas. Camandro.
João M - estás linda mãe
Mamel M - mãe, vais a algum casamento ?
António M - e eu também póxo i ?
O António, além de ter aquela particularidade um bocado irritante de nunca se calar, o que o torna bastante chato, tem outra coisa que o coloca na fronteira do desespero paternal. Tem a mania que é esperto:
- António, como se chama o teu irmão das bochechas e caixa de óculos ?
- João Maiia Fajão
- E outro ? O maluquinho dos caracóis ?
- Meneli Maiia Fajão
- E o alucinadinho dos bonecos de wrestling ?
- António Maiia Fajão
- E o pai alto, bonito e extremamente inteligente ?
- Pai Maiia Fajão
- E um chapadão? Marias são vocês, o pai não usa nomes larilas. Camandro.
sexta-feira, outubro 12, 2007
A pequena Maddie
Depois do que ouvi hoje sobre o facto da Maddie não ser filha do Gerry mas sim de um doador de esperma, resolvi revelar tudo o que sei sobre este caso. Assim como assim, o que eu vou aqui contar, há-de acabar por ser revelado por este marco do jornalismo ibérico, que um dia já teve, pasme-se, dois computadores apreendidos pela polícia judiciária. Nesses tempos, a polícia chegou a ponderar, a apreensão de três máquinas de café e das máquinas que têm aqueles garrafões de água invertidos, por forma a verificar se existiam substâncias ilícitas maliciosamente distribuídas aos elementos da redacção do jornal, tal não é o rácio de asneirada por edição que ali podemos encontrar.
A pequena Maddie, embora aparente ter três anos, é na realidade uma irlandesa anã, tia-avó da Kate. Acontece que era a Maddie quem assegurava, além das tarefas caseiras e de babysitting, a droga para o casal e para os gémeos dormirem sossegados. A droga, que era obtida por intermédio de um suposto contacto em Marrocos, tinha vindo a piorar de qualidade desde o Natal de 2006. O casal McCann já tinha ameaçado a pobre senhora de expulsão do agregado, mas sempre adiou esta decisão, muito graças às panquecas e o syrup que a irlandesa assegurava todo o santo pequeno almoço. Ora naquela fatídica manhã, verificando que não havia syrup suficiente para a família McCann, a irlandesa de baixa estatura resolveu acrescentar um resto de Atarax no frasco do xarope. Quando, ao pequeno almoço, Maddie é confrontada com a alteração de sabor do syrup, acaba por confessar o seu acto. É na sequência desta confissão que Kate resolve expulsar a tia avó anã lá de casa. No meio da discussão, já sob o efeito do Atarax, o casal e os gémeos adormecem e só voltam a acordar a meio da tarde. Nesta altura, a velha ainda se encontrava no apartamento da praia da Luz embora tivesse consciência que o seu fim estava próximo. Para evitar problemas e discussões resolveu esconder-se na Bimby (foi num fórum de pessoas pequenas que um tinha lido um artigo sobre o tema “Bimby – um carrossel por descobrir” assinado por um tal de Marques Mendes). Kate acorda cheia de fome, procura a tia-avó, e como não a descobre resolve fazer um leite creme em 17 segundos na Bimby. É nesta altura que a senhora é atingida pela pá da máquina assassina, soltando um grito de horror. Ao ouvir o grito, Kate, que nutre uma afeição ímpar pela Bimby resolve ligar para a linha de apoio da Bimby. É nesta altura que Kate se apercebe do que acabara de fazer e confronta o fabricante sobre o perigo que a máquina pode representar para irlandesas anãs, porquinhos da índia e para ex-líderes partidários. As conversações entre o fabricante e a jovem Kate não são complicadas. A Kate promete simular o desaparecimento da Maddie em troca de uma mala de transporte da Bimby e o livro de receitas orientais.
Este, meus caros, é o princípio trágico da história que tem inundado os media nos últimos seis meses.
A pequena Maddie, embora aparente ter três anos, é na realidade uma irlandesa anã, tia-avó da Kate. Acontece que era a Maddie quem assegurava, além das tarefas caseiras e de babysitting, a droga para o casal e para os gémeos dormirem sossegados. A droga, que era obtida por intermédio de um suposto contacto em Marrocos, tinha vindo a piorar de qualidade desde o Natal de 2006. O casal McCann já tinha ameaçado a pobre senhora de expulsão do agregado, mas sempre adiou esta decisão, muito graças às panquecas e o syrup que a irlandesa assegurava todo o santo pequeno almoço. Ora naquela fatídica manhã, verificando que não havia syrup suficiente para a família McCann, a irlandesa de baixa estatura resolveu acrescentar um resto de Atarax no frasco do xarope. Quando, ao pequeno almoço, Maddie é confrontada com a alteração de sabor do syrup, acaba por confessar o seu acto. É na sequência desta confissão que Kate resolve expulsar a tia avó anã lá de casa. No meio da discussão, já sob o efeito do Atarax, o casal e os gémeos adormecem e só voltam a acordar a meio da tarde. Nesta altura, a velha ainda se encontrava no apartamento da praia da Luz embora tivesse consciência que o seu fim estava próximo. Para evitar problemas e discussões resolveu esconder-se na Bimby (foi num fórum de pessoas pequenas que um tinha lido um artigo sobre o tema “Bimby – um carrossel por descobrir” assinado por um tal de Marques Mendes). Kate acorda cheia de fome, procura a tia-avó, e como não a descobre resolve fazer um leite creme em 17 segundos na Bimby. É nesta altura que a senhora é atingida pela pá da máquina assassina, soltando um grito de horror. Ao ouvir o grito, Kate, que nutre uma afeição ímpar pela Bimby resolve ligar para a linha de apoio da Bimby. É nesta altura que Kate se apercebe do que acabara de fazer e confronta o fabricante sobre o perigo que a máquina pode representar para irlandesas anãs, porquinhos da índia e para ex-líderes partidários. As conversações entre o fabricante e a jovem Kate não são complicadas. A Kate promete simular o desaparecimento da Maddie em troca de uma mala de transporte da Bimby e o livro de receitas orientais.
Este, meus caros, é o princípio trágico da história que tem inundado os media nos últimos seis meses.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Higiene Intima
Quando se trata da higiene das vergonhas, um gajo não tem muito para pensar. Ou usa sabão e pedra pomes, ou, no caso dos meninos s mais sensíveis, sabonetinho com cheiro. No limite da metrosexualidade recorre-se ao gel de banho (esfoliante obviamente para deixar tudo aquilo num lustre).
Ontem, quando me dirigia a casa, recebi um telefonema da minha mulher a solicitar a aquisição de jantar e de pensos higiénicos. Havendo cerveja no frigorífico, e sendo dia de jogo do glorioso, era necessário assegurar umas fatias de presunto, um queijo da serra e uns tremoços. Tudo muito simples de escolher, em 5 minutos o jantar estava tratado.
Faltava portanto a questão dos pensos. A insistência telefónica sobre o facto da embalagem dizer Normal decorre de dois fracassos nas últimas duas vezes que me prestei a executar esta tarefa. Ao que parece, não tinha acertado no objectivo do penso e isso teria trazido alguns constrangimentos menstruais à miúda. Lá fui até à prateleira dos ditos. Deparo-me com cinco prateleiras. A primeira dificuldade com que me deparei foi a diversidade das marcas, e reparem que não estou a falar de uma simples escolha entre Sagres e Super Bock, estou a falar de pelo menos uma dezena de marcas. Segunda questão: tipo de cueca. Aqui a coisa complica-se. Há para cueca tanga, para fio dental, para cueca normal, para cinta e para o raio que os parta. Depois ainda há a intensidade, que ao que parece se mede entre uma e cinco gotas (como as estrelas das críticas dos filmes) . Ainda há os dias. O início do ciclo o meio do ciclo, o fim do ciclo e os restantes dias do contra ciclo. A forma. A forma é muito importante. Há em forma de triângulo, em forma de rectângulo e em forma de cápsula. Ainda podem vir com ou sem asas. E com uma ou mais faixas aderentes. A somar a tudo isto ainda há umas variantes que têm a ver com a absorção, com os efeitos anti-transpiração e anti-odores. Quedei-me uns bons dez minutos perante o leque de opções, e cheguei a considerar pedir ajuda a uma mulher que parecia entender do assunto.
Por fim, rendi-me. Tirei uma embalagem à sorte e desabafei “Fónix. Não hão-de as gajas ser complicadas.”
Ontem, quando me dirigia a casa, recebi um telefonema da minha mulher a solicitar a aquisição de jantar e de pensos higiénicos. Havendo cerveja no frigorífico, e sendo dia de jogo do glorioso, era necessário assegurar umas fatias de presunto, um queijo da serra e uns tremoços. Tudo muito simples de escolher, em 5 minutos o jantar estava tratado.
Faltava portanto a questão dos pensos. A insistência telefónica sobre o facto da embalagem dizer Normal decorre de dois fracassos nas últimas duas vezes que me prestei a executar esta tarefa. Ao que parece, não tinha acertado no objectivo do penso e isso teria trazido alguns constrangimentos menstruais à miúda. Lá fui até à prateleira dos ditos. Deparo-me com cinco prateleiras. A primeira dificuldade com que me deparei foi a diversidade das marcas, e reparem que não estou a falar de uma simples escolha entre Sagres e Super Bock, estou a falar de pelo menos uma dezena de marcas. Segunda questão: tipo de cueca. Aqui a coisa complica-se. Há para cueca tanga, para fio dental, para cueca normal, para cinta e para o raio que os parta. Depois ainda há a intensidade, que ao que parece se mede entre uma e cinco gotas (como as estrelas das críticas dos filmes) . Ainda há os dias. O início do ciclo o meio do ciclo, o fim do ciclo e os restantes dias do contra ciclo. A forma. A forma é muito importante. Há em forma de triângulo, em forma de rectângulo e em forma de cápsula. Ainda podem vir com ou sem asas. E com uma ou mais faixas aderentes. A somar a tudo isto ainda há umas variantes que têm a ver com a absorção, com os efeitos anti-transpiração e anti-odores. Quedei-me uns bons dez minutos perante o leque de opções, e cheguei a considerar pedir ajuda a uma mulher que parecia entender do assunto.
Por fim, rendi-me. Tirei uma embalagem à sorte e desabafei “Fónix. Não hão-de as gajas ser complicadas.”
quarta-feira, outubro 03, 2007
Também ...
catanos. Há certas promessas que só servem para ser quebradas. Um gajo quer dar alento à sua equipa e pensa assim "Só volto a escrever quando o Benfica ganhar."
Ora foda-se, aqueles coxos sul americanos, com muito respeito que eu nutro por muitos sul americanos, nem devem saber ler a Bola quanto mais a Caixa de Costura. caguei nos paraplégicos.
Volto a escrever e prontos.
Panaleiros.
Ora foda-se, aqueles coxos sul americanos, com muito respeito que eu nutro por muitos sul americanos, nem devem saber ler a Bola quanto mais a Caixa de Costura. caguei nos paraplégicos.
Volto a escrever e prontos.
Panaleiros.
quinta-feira, setembro 27, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
Virgílio e Valentina
Do que ele gostava era a luz a brindar as linhas metálicas até à longínqua curva. Deixava que o sol se aproximasse do horizonte, para que os brilhos se alaranjassem e os trilhos se tornassem oiro. O maior dos segredos da alquimia estava ali aos seus olhos mesmo antes do sol se pôr. A linha de combóio toda ela feita de oiro durante uns minutos. Não pensava em mais nada. Tinha-se habituado àquela vida, guarda cancela num dos tantos fins do mundo, onde tudo acontece à tabela. O combóio correio, o nascer do sol, e ao fim da manhã o regional. A tarde desfaz tudo o que a manhã constrói, e sempre pela mesma ordem excepto em Julho que o pôr do sol tarda. O combóio correio de regresso à capital de distrito, o sol a pôr-se e por fim o regional. A cada passagem do combóio, o mesmo ritual, o apito ao longe, as cancelas fechadas e a bandeira. Se à curva não se notasse pressa na locomotiva, ele adivinhava-lhe a maquinista. Era ela quem guiava o destino da fileira de carruagens, sorriso aberto e olhos pequenos. Jamais lhe dirigiu a palavra, antes o sorriso, sempre retribuído e o brilho nos olhos que só ela percebia na fracção de tempo que a tangente da locomotiva à cancela permitia. Pouca terra, pouco tempo, e o coração compassado com o combóio. Bate que bate, pouca terra pouca terra. Foi assim durante tanto tempo, sempre igual, sempre diferente a cada passagem, a cada sorriso. E quando a chuva lhe abençoava a passagem, escancarava o sorriso molhado.
Hoje, as ervas mal deixam perceber a linha, do casebre sobram as ruínas. O homem que até estudou na faculdade, tinha feito as contas e voltou a fazê-las. Inviabilidade financeira para aquele troço, podia ler-se no relatório de rigor inatacável. Não se referia ao guarda cancela, tampouco à maquinista. Era o número de passageiros e os poucos milhares de escudos dos bilhetes que lhe inferiram o parecer. Mesmo junto à linha, já caída, a placa com o aviso “Pare escute e olhe. Cuidado ao atravessar a linha. Um combóio pode esconder outro.” Um combóio pode esconder um grande amor.
Hoje, as ervas mal deixam perceber a linha, do casebre sobram as ruínas. O homem que até estudou na faculdade, tinha feito as contas e voltou a fazê-las. Inviabilidade financeira para aquele troço, podia ler-se no relatório de rigor inatacável. Não se referia ao guarda cancela, tampouco à maquinista. Era o número de passageiros e os poucos milhares de escudos dos bilhetes que lhe inferiram o parecer. Mesmo junto à linha, já caída, a placa com o aviso “Pare escute e olhe. Cuidado ao atravessar a linha. Um combóio pode esconder outro.” Um combóio pode esconder um grande amor.
segunda-feira, setembro 24, 2007
A Noite
É sabido que o grupo K muito tem feito pela noite lisboeta e algarvia, e pela promoção de grunhos a porteiros de bares e discotecas, dotando-os da capacidade de distinguir, quem deve entrar ou ser barrado à porta dos respectivos. O poder de análise e decisão destes rapazes continua a surpreender-me. Escolhem clientes com a mesma mestria que o PSD usa para escolher lideres. Acertam uma vez de 10 em 10 anos.
O Kais, a Kapital, a Kasa da Praia, o Kasablanca, o Klube, o Konvento, o Kremlim, o Kubo e os Skones são o paraíso destes grunhos de ego e musculos inflados.
Não me querendo alongar sobre o tema dos moços, gostava de partilhar a ideia que se me deparou para a abertura de um novo espaço em Lisboa ou na Linha: o Konas da Tia. O nome tem tudo para dar certo e pode ser uma tasca, uma casa de fados, um bar de alterne ou a um casino de jogo ilegal.
Além destesucesso garantido, estou também a pensar am abrir o Katanus, o Kamandrus, o Kabroes (bar de divorciados) e um bar de swing o "Kônjuges Kornudus".
O Kais, a Kapital, a Kasa da Praia, o Kasablanca, o Klube, o Konvento, o Kremlim, o Kubo e os Skones são o paraíso destes grunhos de ego e musculos inflados.
Não me querendo alongar sobre o tema dos moços, gostava de partilhar a ideia que se me deparou para a abertura de um novo espaço em Lisboa ou na Linha: o Konas da Tia. O nome tem tudo para dar certo e pode ser uma tasca, uma casa de fados, um bar de alterne ou a um casino de jogo ilegal.
Além destesucesso garantido, estou também a pensar am abrir o Katanus, o Kamandrus, o Kabroes (bar de divorciados) e um bar de swing o "Kônjuges Kornudus".
quinta-feira, setembro 20, 2007
Quem é quem
Passatempo.
Para a Ana, o André, o João, o Manel e o António, quem é que fez o quê?
Um de nós fez-se convidado(a) para tomar chá e bolachinhas com uma enfermeira.
Um de nós vê um lagarto da Imaginarium no chão e quando o vai arrumar descobre que é uma osga vivinha da silva (paz à sua alma, porque o animal teve um enfarte quando viu o tubo do aspirador a dirigir-se a ele).
Um de nós dorme agarrado a um homem bem constituído e musculado.
Um de nós anda feliz com um novo gadget que chegou lá a casa no final da tarde de ontem.
Um deles disse-me “Não sei porque te penteias. Não há nada para pentear.” e ficou com uma escova de cabelo entalada na garganta.
Para a Ana, o André, o João, o Manel e o António, quem é que fez o quê?
Um de nós fez-se convidado(a) para tomar chá e bolachinhas com uma enfermeira.
Um de nós vê um lagarto da Imaginarium no chão e quando o vai arrumar descobre que é uma osga vivinha da silva (paz à sua alma, porque o animal teve um enfarte quando viu o tubo do aspirador a dirigir-se a ele).
Um de nós dorme agarrado a um homem bem constituído e musculado.
Um de nós anda feliz com um novo gadget que chegou lá a casa no final da tarde de ontem.
Um deles disse-me “Não sei porque te penteias. Não há nada para pentear.” e ficou com uma escova de cabelo entalada na garganta.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Sugestão
Para a equipa dos Lobos.
Bem sei que a Nova Zelândia vai ser a modos que para o impossível, daí que na última meia hora de treino diário desta semana, aproveitavam para ensaiar os pauliteiros de miranda. Sempre ficava bonito. Quando os gorilas fizessem o Haka, os nossos Lobos dançavam os pauliteiros de miranda.
Bem sei que a Nova Zelândia vai ser a modos que para o impossível, daí que na última meia hora de treino diário desta semana, aproveitavam para ensaiar os pauliteiros de miranda. Sempre ficava bonito. Quando os gorilas fizessem o Haka, os nossos Lobos dançavam os pauliteiros de miranda.
terça-feira, setembro 11, 2007
Desce e Sobe

A inconsciência do ciclista existe no prazer das descidas. O prazer do vento e da velocidade, a inconsciência da queda, esquecem a previsível penosa subida do regresso. Também de que valeria a vertiginosa descida, ensombrada pela contrapartida? Cada qual a seu tempo. Primeiro deixem-nos ir à beira mar sem esforço, só mesmo o cuidado da velocidade a que se corta o vento, e os risos e as alegrias. Depois, para o regresso, olhar de frente a inclinação que nos contraria a vontade, pedalar de pé, gerir o esforço e a certeza que uma vez lá chegados, estamos em casa. Só mais um pequeno esforço. És o maior. Não há descida que dure sempre, nem subida que nunca acabe.
No Domingo, do alto da casa de São Martinho até às Dunas de Salir. Ir e voltar. Só os mais velhos. Uma e outra vez. Afinal as descidas fazem-nos rir e as subidas nunca nos fizeram chorar.
quinta-feira, setembro 06, 2007
Frase
ontem, no pessoal e transmissível, esta frase (ou algo que se assemelha a ela) deixou-me inquieto:
"Mal está o país onde há mais astrólogos que astrónomos"
"Mal está o país onde há mais astrólogos que astrónomos"
terça-feira, setembro 04, 2007
Pino Cambalhota

Fazia-lhes bem a ginástica, daí a visita ao ginásio para saber os preços e os horários.
Ir a um ginásio faz-me entrar nos sentidos contrários das sensações. Saudades, mas sobretudo vontade da ardósia nas mãos, da pirueta, do mortal empranchado, a certeza de gargalhar e depois. Bem, depois vem aquela sensação de que há movimentos presos que não valem o risco de os tentar. Foi numa aula de ginástica, depois de algo que ficou equidistante entre o mortal e o duplo mortal, que aprendi, que a seguir à falha, se repete o gesto, para que o medo não nos assalte. Aquele dia vem tantas vezes à memória, quando fico a meio de um salto. É também isso que lhes quero ensinar, a fazer flique-flaque quando é necessário, ou uma dupla pirueta. E depois nunca se sabe quando é que um pino faz a diferença.
Por mim eles vão. Deixa-me cá olhar para os eurários.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Este...
blog torna-se hoje e oficialmente um blog de um quarentão. Desculpem a baba e os posts repetidos. Não tarda começo a falar sobre o despiste do cancro da próstata.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Fim
Foi o corpo que o carregou até a casa. Na sua vontade, nunca ali estaria, antes noutro qualquer local onde pudesse expurgar a dor que sentia. A casa está cheia de armadilhas. Em cada canto, cada cadeira, cada lugar do sofá, cada quarto das crianças, cada moldura, a marca de uma presença que já não é. Aquele é o ponto de partida para reaprender tudo de novo, e no entanto, nada se conjuga com o início de algo. Tudo lhe surge abruptamente amputado de vida, sem remédio, sem sentido, sem vontade. Nem o tempo parece ter a força suficiente para alguma vez lhe acalmar a agonia.
Nunca acreditou no fim. Em cada passo, o chão a esvair-se sem o deixar respirar, de cada vez que se erguia, um outro rombo o deitava por terra. Caramba, um homem deve ter direito a um milagre por vida, e ele estava disposto a gastá-lo naquela altura.
Puta e cruel doença, deve ter-te dado um gozo brutal. O que é que gostaste mais, hem ? Foram as dores com que lhe minaste o corpo ? Foram as três miúdas sem mãe ? Foi a morfina ? A quimioterapia ? Qual foi o teu gozo, cabra de merda ? É o desespero que te alimenta não é ? É o desespero. Há-de chegar o teu dia.
Pedir ajuda é um sinal de inteligência, e ele, que é um homem genericamente inteligente pediu. Não sei o peso que carrega, nem lhe imagino a dimensão, mas eu seguro daquele lado, e outros há que também ajudam. Muitos ao que sei. De alguma forma o peso há-de aliviar, de alguma forma. E o tempo ...
Deixa lá a miúda mandar uns sms’s de desespero, tenho a certeza que ela acaba por as ler.
Nunca acreditou no fim. Em cada passo, o chão a esvair-se sem o deixar respirar, de cada vez que se erguia, um outro rombo o deitava por terra. Caramba, um homem deve ter direito a um milagre por vida, e ele estava disposto a gastá-lo naquela altura.
Puta e cruel doença, deve ter-te dado um gozo brutal. O que é que gostaste mais, hem ? Foram as dores com que lhe minaste o corpo ? Foram as três miúdas sem mãe ? Foi a morfina ? A quimioterapia ? Qual foi o teu gozo, cabra de merda ? É o desespero que te alimenta não é ? É o desespero. Há-de chegar o teu dia.
Pedir ajuda é um sinal de inteligência, e ele, que é um homem genericamente inteligente pediu. Não sei o peso que carrega, nem lhe imagino a dimensão, mas eu seguro daquele lado, e outros há que também ajudam. Muitos ao que sei. De alguma forma o peso há-de aliviar, de alguma forma. E o tempo ...
Deixa lá a miúda mandar uns sms’s de desespero, tenho a certeza que ela acaba por as ler.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Hoje à noite
Mc Lento
Sábado à noite mesmo antes do regresso a Lisboa. Nós os cinco mais a Catarina e as filhas (primas dos Marias), companhia habitual de férias. Abençoadinhas que trazem, além da picanha para várias refeições, uma pachorra invulgar para os meus filhos.
Vamos ao Mc Donalds de Albufeira, disfarçar a pressa de uma refeição com comida de plástico.
A Ana fica com os menores na esplanada e eu a Catarina tratamos da aquisição. Filas até à porta. Estupor do Murphy tirou a noite para me chatear na escolha da fila. Meia hora de fila com os clientes a sairem atendidos a conta gotas. O empregado da caixa, não parecia estar a atender, antes contava moedas. Quem atendia era um outro que de quando em vez lá aparecia para fazer uma pergunta ao cliente e voltava a recolher à cozinha. Reparo que em dez minutos, só saiu um cliente com dois Sundaes de caramelo e que a próxima pessoa está longe de estar atendida. Peço licença e salto para dentro do balcão:
- Desculpe, pode-me explicar o que está a acontecer nesta fila? Como é que em dez minutos, com fila até à porta a única coisa que saiu foram dois Sundaes de caramelo.
- Eu não estou a atender. Estou aqui a ...
- Eu já percebi que não está a entender, chame a pessoa que está a atender se faz favor.
Chega uma miúda com uma farda diferenciadora.
- Boa noite.
- Boa noite, gostava que me explicasse o que se passa nesta fila. Estão 20 pessoas só nesta fila, e nos últimos dez minutos, o único pedido satisfeito, foram dois Sundaes de chocolate. Minto, de caramelo. Vocês têm níveis de serviço que são obrigados a cumprir e segundo sei (não sabia nada) é suposto que em média saia um cliente atendido em cada três minutos. Explique-me se faz favor o que é que se está aqui a passar.
- Está muita gente na loja, demora mais um bocadinho.
- Está muita gente na loja porque não estão a cumprir com o estipulado. Repare nas mesas que estão vazias, ou com pessoas a guardar mesa. Assim é fácil ter a loja cheia. Tenho cinco crianças lá fora, há mais de meia hora e ainda tenho cinco pessoas à minha frente. Faça o favor de fazer esta fila segundo o nível de serviço que são obrigados a cumprir.
- Diga-me o que quer, que eu atendo já o seu pedido.
(Aqui passei para os berros)
- Está a dizer que me passa à frente destas pessoas que estão há mais tempo à espera ? Não é isso que quero, quero é que cumpram o que está definido. Três minutos por pedido. Daqui um quarto de hora quero estar atendido na minha vez.
Num repente aquela caixa começou a atender como raras vezes vi, e em menos de 10 minutos já era o primeiro da fila. Ainda fui cumprimentado por alguns dos meus parceiros de fila : “Bem jogado”. A Ana apareceu no fim do diálogo, porque a Catarina lhe telefonou a denunciar-me:
- O teu marido, acabou de passar para o lado de dentro do balcão e está a fazer um escândalo.
(que exagero)
Alguém sabe se existe algum nível de serviço definido para o atendimento no Mc Donalds? De repente passei a achar interessante ter acesso a essa informação.
Vamos ao Mc Donalds de Albufeira, disfarçar a pressa de uma refeição com comida de plástico.
A Ana fica com os menores na esplanada e eu a Catarina tratamos da aquisição. Filas até à porta. Estupor do Murphy tirou a noite para me chatear na escolha da fila. Meia hora de fila com os clientes a sairem atendidos a conta gotas. O empregado da caixa, não parecia estar a atender, antes contava moedas. Quem atendia era um outro que de quando em vez lá aparecia para fazer uma pergunta ao cliente e voltava a recolher à cozinha. Reparo que em dez minutos, só saiu um cliente com dois Sundaes de caramelo e que a próxima pessoa está longe de estar atendida. Peço licença e salto para dentro do balcão:
- Desculpe, pode-me explicar o que está a acontecer nesta fila? Como é que em dez minutos, com fila até à porta a única coisa que saiu foram dois Sundaes de caramelo.
- Eu não estou a atender. Estou aqui a ...
- Eu já percebi que não está a entender, chame a pessoa que está a atender se faz favor.
Chega uma miúda com uma farda diferenciadora.
- Boa noite.
- Boa noite, gostava que me explicasse o que se passa nesta fila. Estão 20 pessoas só nesta fila, e nos últimos dez minutos, o único pedido satisfeito, foram dois Sundaes de chocolate. Minto, de caramelo. Vocês têm níveis de serviço que são obrigados a cumprir e segundo sei (não sabia nada) é suposto que em média saia um cliente atendido em cada três minutos. Explique-me se faz favor o que é que se está aqui a passar.
- Está muita gente na loja, demora mais um bocadinho.
- Está muita gente na loja porque não estão a cumprir com o estipulado. Repare nas mesas que estão vazias, ou com pessoas a guardar mesa. Assim é fácil ter a loja cheia. Tenho cinco crianças lá fora, há mais de meia hora e ainda tenho cinco pessoas à minha frente. Faça o favor de fazer esta fila segundo o nível de serviço que são obrigados a cumprir.
- Diga-me o que quer, que eu atendo já o seu pedido.
(Aqui passei para os berros)
- Está a dizer que me passa à frente destas pessoas que estão há mais tempo à espera ? Não é isso que quero, quero é que cumpram o que está definido. Três minutos por pedido. Daqui um quarto de hora quero estar atendido na minha vez.
Num repente aquela caixa começou a atender como raras vezes vi, e em menos de 10 minutos já era o primeiro da fila. Ainda fui cumprimentado por alguns dos meus parceiros de fila : “Bem jogado”. A Ana apareceu no fim do diálogo, porque a Catarina lhe telefonou a denunciar-me:
- O teu marido, acabou de passar para o lado de dentro do balcão e está a fazer um escândalo.
(que exagero)
Alguém sabe se existe algum nível de serviço definido para o atendimento no Mc Donalds? De repente passei a achar interessante ter acesso a essa informação.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Bloco de Notas
Nas férias, além de me transportar para outro local, transporto-me para outras rotinas. Pomposamente chamam-lhe “mudança de ares”. Servem para muscular os sentidos, habituá-los a novos estímulos ou rever velhos conhecidos. Reencontro outros sabores, odores, sons, texturas, luzes cores e formas. Às vezes apanham-me em falso, outras vezes coincidem com um padrão há tanto tempo gravado na memória. A memória olfactiva é a que mais me surpreende. Num café, lembrei-me de cada detalhe do cheiro da casa do Carlos, meu amigo durante a preparatória.
O próprio conhecimento muda de rotina. De ares portanto. Se hoje não sei quando é a “praia mar e a baixa mar”, há uns dias sabia. Era importante para os levar aos caranguejos com os novos camaroeiros. Se são camaroeiros, porque é que não os levava aos camarões ? Não sei a resposta para esta pergunta.
Viajei de combóio até ao Algarve. Passar a ponte, ter tempo para leituras e para as conversas dos outros. Não ia mal, de quando em vez, ir de transportes públicos trabalhar. Abre brechas para outros prazeres.
Fiz um escândalo no McDonalds, não me orgulho nem me arrependo, mas fui felicitado pelos meus momentâneos parceiros de fila. Hei-de escrever os detalhes.
Durante estes tempos, sempre a mesma aflição. Preciso de um bloco de notas para apontar isto. Uma frase, uma memória, uma luz, uma outra frase, um riso ou uma irritação. Nunca andei com um bloco de notas e senti-lhe sempre a falta. Resta-me guardar o que quero na cabeça, mas nesta idade, torna-se difícil.
A propósito de idade, e isto é um aviso que eu espero prematuro:
O primeiro anormal que se lembrar de, num transporte público, se levantar para me oferecer o lugar sentado, leva com a bengala nos cornos.
O próprio conhecimento muda de rotina. De ares portanto. Se hoje não sei quando é a “praia mar e a baixa mar”, há uns dias sabia. Era importante para os levar aos caranguejos com os novos camaroeiros. Se são camaroeiros, porque é que não os levava aos camarões ? Não sei a resposta para esta pergunta.
Viajei de combóio até ao Algarve. Passar a ponte, ter tempo para leituras e para as conversas dos outros. Não ia mal, de quando em vez, ir de transportes públicos trabalhar. Abre brechas para outros prazeres.
Fiz um escândalo no McDonalds, não me orgulho nem me arrependo, mas fui felicitado pelos meus momentâneos parceiros de fila. Hei-de escrever os detalhes.
Durante estes tempos, sempre a mesma aflição. Preciso de um bloco de notas para apontar isto. Uma frase, uma memória, uma luz, uma outra frase, um riso ou uma irritação. Nunca andei com um bloco de notas e senti-lhe sempre a falta. Resta-me guardar o que quero na cabeça, mas nesta idade, torna-se difícil.
A propósito de idade, e isto é um aviso que eu espero prematuro:
O primeiro anormal que se lembrar de, num transporte público, se levantar para me oferecer o lugar sentado, leva com a bengala nos cornos.
segunda-feira, julho 23, 2007
Inércia
É que anda confuso este verão. Diz que é do anti-ciclone. Talvez seja, tenho para mim que o tempo parou, contempla-se. Também as pessoas consomem os dias sem lhes tirar o proveito. Quantos dias se transformam em mais do que só dias ? O que mudaste no mundo hoje? Onde está a marca da tua mão ? Em que sonhos deixaste a tua voz ? Deixa-te ficar então, e nota os dias passar
Bibliografia:
Esplanada: “o tempo é quase nada", "o tempo é quase nada", "o tempo é quase nada”
Operário em Construção “e em cada coisa que via, misteriosamente havia, a marca da sua mão”
Bibliografia:
Esplanada: “o tempo é quase nada", "o tempo é quase nada", "o tempo é quase nada”
Operário em Construção “e em cada coisa que via, misteriosamente havia, a marca da sua mão”
sexta-feira, julho 20, 2007
Ideia peregrina
Está ali no forum da aquariofilia, um aquário que é uma verdadeira pechincha. Desconfio é que não exista lá em casa, espaço para outro aquário daquele tamanho.
Talvez se o pusesse no sítio do fogão, ou como centro de mesa, ou então, .... hum ... se a Bimby tivesse um destino trágico ... se de repente se evaporasse, ficava ali um espaço mesmo à medida.
É melhor não, o desespero seria tão grande, que a progenitora da Bimby seria recebida pelo Papa e pelo Dalai Lama, e a fotografia da Bimby apareceria na próxima edição das aventuras de Harry Potter.
Talvez se o pusesse no sítio do fogão, ou como centro de mesa, ou então, .... hum ... se a Bimby tivesse um destino trágico ... se de repente se evaporasse, ficava ali um espaço mesmo à medida.
É melhor não, o desespero seria tão grande, que a progenitora da Bimby seria recebida pelo Papa e pelo Dalai Lama, e a fotografia da Bimby apareceria na próxima edição das aventuras de Harry Potter.
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