quarta-feira, agosto 24, 2005

The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

... em filme.

A tradução de "Guia Galáctico do Pendura" para "Uma boleia pela galáxia" não deixa de ser decepcionante. O filme, espero que não seja.

"O Guia Galáctico do Pendura"
"O Restaurante no Fim do Universo"
"A Vida, o Universo e tudo mais" .
Esta triologia que só se completa com o quarto livro "So long, and thanks for all the fish" são a minha leitura de eleição. Li-os quando andava na faculdade há 15 anos atrás e consulto-os com regularidade para assegurar a sobrevivência. As frases "A terra é um planeta (na realidade não é) habitado por uns seres vagamente humanóides que acreditam que o relógio digital foi uma boa invenção.", "Voar não é mais que atirar-se para o chão e conseguir falhar" e "Se viajares no tempo, nunca tentes telefonar-te a ti próprio" fazem parte das máximas que me permitem perceber melhor este mundo e esta vida.

terça-feira, agosto 23, 2005

Séries

A contas com a família ainda em São Martinho, ponho-me em dia com duas séries que me divertem, pela ordem apresentada a seguir.

Coupling


Desperate Housewives


A propósito das Donas de Casa Desesperada, o site oficial da série, inclui o teste Wich housewife Are You?

Pois claro que o fiz e nem pensar que revelo aqui o resultado. Há verdades que mais vale ficarem só para nós.

Durante as Férias



Alguém me explica porque é que sabem muito melhor na praia ?

segunda-feira, agosto 22, 2005

Voar como os pássaros

Desde que a ouvi, que aquela história anda a brincar com os meus silêncios. Foi-me contada por quem fez parte dela. Com um sorriso de tão bonita, com os olhos inundados, da dor de quem perde alguém que ama.
A doença fatal num homem que nunca entregaria o seu fim a uma cama de hospital, a liberdade que os pássaros têm quando voam. Um só vôo. A conversa com os filhos. Os sentimentos contrários que se cruzam.
"Pai. Se quando o avião estiver bem lá em cima, lhe faltar a coragem, nós prometemos que não gozamos consigo nem lhe chamamos medricas. Até lhe pagamos um jantar."

quinta-feira, julho 28, 2005

Férias

Que pesadelo os três primeiros dias antes das férias. A contas com pontas soltas e casos mal resolvidos. O que se tem que resolver, o que na realidade se resolve e o que fica para resolver depois. Fazer as malas e tratar das tartarugas. Quero lá saber das tartarugas. Sanita fora ou bolhão pato com elas. Cortar o cabelo. Mas qual cabelo? Ainda ontem era careca, hoje já tenho que cortar o cabelo. Pouca terra, pouca terra.
Que horror os dois primeiros dias de férias. Encher o portabagagens do carro com a casa toda. Rossios em Petesgas. Desfazer as malas, reordenar a vida e compras de supermercado para os dias que se avizinham. Alugar o toldo, e passar horas a encher o corcodilo, o barco, os colchões, as bóias, as braçadeiras e os cilindros do parque insulflável. Sopro mais nestes dias que um operário da Marinha Grande numa semana de trabalho.
Que inferno os dois últimos dias de férias. A depressão do regresso, os problemas deixados por resolver a darem sinal. Tirar areia de milhares de objectos, dos bolsos dos fatos de banho e das baínhas. Esvaziar tudo tudo o que enchi à chegada mais umas bolas e uma orca gigante que resolvi comprar durante as férias. A viagem de regresso e o cheiro das tartarugas abandonadas.
Que tragédia os três primeiros dias depois das férias, os problemas que não se resolveram por si, os que surgiram durante a ausência e os que nem me tinha lembrado que era preciso tratar. A falta de ritmo, a casa de pantanas do desfazer das malas. As contas e as despesas descontroladas. Mas quem é que manda gastar dinheiro na orca insuflável ?
Vejamos. Três e dois cinco, cinco e cinco dez. Ora em três semanas de férias...
Socorrroooooo. Se alguém tiver diarreia, febre, dor de dentes, otite ou uma intoxicação alimentar (seja o diabo cego, surdo, mudo e tetraplégico) ... fica ela por ela.

quarta-feira, julho 27, 2005

Máquina do Tempo II

Ontem cheguei a casa ensopado. Soube-me bem a chuva e não apressei passos para lhe fugir. O homem do restaurante cumprimentou-me "Já viu esta chuva senhor André?". Não via eu outra coisa. Gosto de coisas fora de tempo. Morangos e cerejas no inverno. Gosto dos cheiros das chuvas de Verão. E de trovoadas.
Estas chuvas levam-me sempre até às tardes de Outouno, primeiros dias de escola, cadernos e livros por estrear, colegas e professores novos. As trovoadas até à Beira Alta. O velho sotão da casa. Quente e abafado. A janela aberta para o vale e os relâmpagos no ziguezaguear de luz. Ainda hoje conto os segundos até ao trovão, para lhes medir a distância. Trezentos e quarenta metros por cada segundo de silêncio. Estrondo.
Acho que o que gosto mesmo é de quebrar a rotina. É o que fazem as coisas fora de tempo. No Brasil o Natal é no verão e a lua nunca mente.

terça-feira, julho 26, 2005

Máquina do tempo

Quase dez anos depois de ter casado, ainda sou surpreendido pelos meus pais, com alguns pertences que deixei lá por casa. Da última vez, umas disquetes 5 1/4, umas cassetes de vídeo e um cartão militar, em que apareço com um ar de polícia, mas em versão cinzento (a farda era a mesma para a fotografia tipo passe de todos os oficiais, o que obviamente animou a sessão fotográfica).
Aqui há umas semanas, às voltas com a necessidade de uma cassete para filmar as aulas dos Marias, dou de caras com uma dessas cassetes vindas de casa dos meus pais. Uma trovoada de verão no sul de França, Lago do Como, Veneza, Pizza, Marselha, Barcelona. Vi-a ontem de trás para a frente. É o original da viagem de autocaravana com quatro amigos. Diagonal do tempo e uma vontade de Barcelonear outra vez. 20 dias de uma imensa aventura há uma dúzia de anos atrás. Aprendi tantas coisas nessa viagem: "Não se toma banho com a caravana inclinada para o lado contrário ao ralo do duche. Se o fizer agarre-se bem ao chuveiro na altura de inversão de marcha."

sexta-feira, julho 22, 2005

Rapaz ...

Não é que não nutra alguma afeição por ti, que até nutro, não fosses tu meu filho. Mas francamente. Berrar às duas da manhã é uma actividade considerada ilícita lé em casa. Se o menino quiser berrar a essas horas, tem bom remédio, sai porta fora e vai berrar para a rua. Se não tem condições para sair de casa porque não sabe andar, ou porque não chega ao trinco da porta, ou porque nem sequer se consegue manter sentado mais do queia hora sem cair, então vai ter que rever a sua postura e optar pelo silêncio total. Aquele local onde o menino habita, embora muitas vezes possa não parecer, mas é um lar. E um lar, como o menino sabe, tem que ter os seus momentos de harmonia. Acontece que esses raros momentos de alguma harmonia ocorrem tendencialmente entre a uma e as seis da manhã. Portanto se isso não o incomodar sobremaneira, mantenha-se calado durante esse período, ou vai dormir para o tanque das tartarugas. Agradeço a compreensão.

quinta-feira, julho 21, 2005

Praga

Desde que o seu uso é obrigatório, os coletes reflectores e florescentes transformaram-se na nova praga da estrada. Ele é vê-los aí aos milhares a forrar os bancos das viaturas. Está bem que há estofos que não merecem existir, mas o amarelo florescente não é solução.
Se não quiserem ocupar o porta luvas com o colete reflector, usem-no como tapete do carro. Aquilo não foi feito para forrar os bancos. Aquilo é florescente e faz mal à vista. Deve estar fora do alcance dos outros condutores. Bem sei que nalguns episódios do Espaço 1999, aparecem seres florescentes, mas esses largavam um líquido viscoso e venenoso, e era pura ficção. Nunca houve uma base lunar chamada Alpha, nem naves espaciais chamadas Eagle.
Há ainda que esclarecer uma coisa, que pode fazer confusão nas cabeças dos mais distraídos. Quando alguém nos diz que temos que reflectir sobre algo, não quer dizer que temos que andar com o colete reflector à vista.
- Nãaaao ????
- Não. Apenas quer dizer que temos que pensar.
Se tivessem um barco, iam colocar os coletes salvavidas espalhados pelos bancos do barco ? Acham isso bonito ? E porque é que acham que os colete nos aviões estão escondidinhos debaixo dos bancos ? Acham que os aviões ficavam bonitos com os coletes todos penduradinhos nas costas dos bancos ? Ai é? Havia de ser lindo. Era desastre atrás de desastre.
E já que gostam tanto de expor o colete, porque é que não andam sempre com ele vestido ? Hã ? Ir trabalhar de florescente e a reflectir que nem um doido. Que coisa mais linda. Ir para a cama só de colete. As lojas de roupa interior é que ainda não se lemnbraram deste nicho de mercado. Tudo florescente a irradiar como se não houvesse amanhã. Sexo extraterrestre.
Tomem juízo senhores. Guardem os reflectores. (Versejei)

terça-feira, julho 19, 2005

Socorro

Acordei cedo demais. Isso não é bom sinal. Estava a sonhar com a coisa mais parva que alguma vez sonhei. Luke Skywalker e Darth Vader lutavam ali mesmo à minha frente. Era a primeira batalha entre pai e filho e o Luke parecia mais preocupado em admirar o sabre de luz do que em fazer frente ao senhor de escuro. Mais a mais o rapaz não sabia que tinha poderes de Jedi e por mais que eu me esforçasse em lhe dizer "Usa a merda da força", o rapaz continuava com cara de parvo a olhar para o sabre de luz. Que irritante. Acabei de me lemnbrar que antes da luta com o pai, o Luke tinha salvo o andróide dourado que estava transformado em varinha mágica de bater sopa. Carregava-se num botaão e ele batia com os pés e fazia maionese. Acordei no meio da luta e não sei quem é que acabou por ganhar. Mas que raio de sonho. Aposto que Freud tem uma ou duas obras dedicadas ao tema "Sabres de Luz e Andróides transformados em pequenos electrodomésticos".
Acho que preciso de férias.

quinta-feira, julho 14, 2005

Os cinco

Hoje vou estar sózinho com os Marias mais um amigo. A mãe tem um jantar, e para me facilitar a vida, resolveu convidar um amigo do João Maria a passar lá a noite. De repente lembrei-me deste livro.

Não me agradeças Pedro, porque

quarta-feira, julho 13, 2005

Sudoku

Sempre desconfiei das palavras orientais acabadas em ku. O herói infantil son-goku ou san-goku, ou lá como é que ele se chama, sempre soou a hemorróidas. E sinceramente, não acho natural, que um herói de ficção se chame hemorróidas.
Agora surgem os sudokus. São puzzles numéricos. Quem me apresentou um livrinho destes puzzles foi o P. e a verdade é que demorei mais tempo do que esperava para resolver um de dificuldade média.
As regras são simples
Distribuir os numeros de 1 a 9 em cada linha
Distribuir os numeros de 1 a 9 em cada coluna
Distribuir os números de 1 a 9 em cada quadrado de 3 x 3
Para cada problema a solução é única.
Para estas férias, levo um livrinho de sudokus comigo. A alternativa é o DN que traz um em cada edição.
Este que aqui está é de dificuldade elevada.

Vergas

Era assim que chamávamos ao salão de jogos Monumental, no mesmo edifício do Jardim Cinema. Escape obrigatório para os furos no Pedro Nunes. O segundo toque sem que o professor aparecesse era o convite a mais uma ida à sala de jogos. Matraquilhos, ping pong, space invaders, ou simplesmente observar os outros a jogar. Gostava de o fazer, e gostava daquela atmosfera. A arquitectura da sala encantava-me. Ainda hoje me encanta, e quando por lá passo, tento-me a olhá-la para a revisitar. Se fosse cineasta rodava lá algumas cenas. Tem sonho aquele lugar.
Tem três pisos. O mais elevado é uma varanda central que percorre todo o comprimentp da sala. Desta varanda saiem de vez em quando lances de escadas simétricos para o piso do meio que ocupa as faixas laterais, cá em baixo um enorme salão. Acho que o piso central tinha umas gaiolas, para se poder jogar ping pong sem que as bolas saíssem do seu espaço. Não consigo explicar melhor. Só consigo dizer que a sala encanta. Quem puder que passe por lá.
Agora, de vez em quando, surge num anúncio publicitário, percebe-se que é o Vergas mas não se consegue perceber toda a beleza. Desfocada.

segunda-feira, julho 11, 2005

A Florinda

... é um daqueles personagens que existe em Lisboa. Deve ter uns 60 anos mas aparenta ter 70, resultado de uma vida, que imagino, levada a pulso.
É porteira de todos os prédios da rua. Põe o lixo e lava as escadas de quase todos e sabe a vida de toda a gente. Tem um orgulho imenso nos filhos, e quando o carro do INEM por lá pára, não se cansa de repetir que é o carro do trabalho do filho.
A primeira vez que fui à mercearia lá da rua, ainda nem morava lá, apresentou-me à mulher do merceeiro e disse coisas que nem eu sabia sobre a minha vida. Sabia para que número e andar eu ia viver, o nome dos antigos donos, quantos filhos eu tinha, com quem eu era casado e provavelmente quanto dinheiro dei pela casa. Os Marias adoram-na e correm para ela sempre que a vêem, excepção para o mais novo que não corre para ninguém a contas com a tenra idade. Quando os vê lá se põe aos gritos do meio da rua "Olha o meu Manel. Olá Manel." "Olha o Zé. Olá Zé." Chama sempre Zé ao João à conta de um Zé Maria que era filho dos antigos donos da minha casa. Além de trocar o nome ao João, também troca os olhos. Tem os olhos linearmente independentes e um deles parece ter vida própria. Não me chateia nada, a não ser o facto de nunca saber se está a falar comigo se com o Jesus que anda sempre por perto. Não por ser omnipresente, antes por ser o arrumador de carros lá da rua. Anda de muletas e bebe para lá da conta. Depois do meio dia deixa de ser seguro entregar-lhe as chaves para ele arrumar o carro. Mas se deixar o carro em 2ª fila e se aparecer o dono do carro que tapei, a polícia, ou um lugar vago em primeira fila, o Jesus trata de tocar à campaínha para nos avisar. Ainda bem que o nome dele não é Judas. O que não seria em despesas de reboque e em multas.
Cada um deles é mais cusco que o outro, sabem a vida de toda a gente, e no fim do dia actualizam-se mutuamente com as últimas novidades. Este post é precisamente para eles não interpretarem mal as minhas idas à sex-shop.
Acontece que às horas a que chego a casa, a sex-shop é o local mais perto para comprar tabaco. E sinceramente não estou para ir até ao outro lado da rua só porque posso ser apanhado a sair da sex shop com o António ao colo. Ele tem sete meses e aquilo que por lá vê, é muito parecido com aquelas torres para enfiar argolas às cores. Aposto que ele nem consegue destinguir uma coisa da outra. Juro que com os outros dois nunca vou lá comprar tabaco nem nadica de nada. Tá bem Florinda? Tá bem Jesus?
Pronto. Estou muito mais descansado. Foi um peso que me saiu das costas.

domingo, julho 10, 2005

David e Golias

"O sr Marques Mendes já é a segunda que me faz. Da primeira ainda passa mas agora ..."
Irrita-me quando insinuam que cada povo tem os políticos que merece. Mas a verdade é que o Golias é eleito de forma aparentemente democrática desde o 25 de Abril. O que terá feito aquele povo para merecer este homem ?

quarta-feira, julho 06, 2005

Olha

Faço parte dos amigos do Gil. Dito assim, soa a nome instituição sem fins lucrativos, criada por alturas da Expo.
Nada disso.
O João tem um blog para desabafos, e colocou a Caixa de Costura, nas redondezas mais próximas.
Curiosamente dou com um dos primeiros posts deste blog. Foi precisamente sobre ele e meia dúzia de amigos. Velado, muito velado.
Agora apresenta-nos uma filarmónica. Longo e bom caminho.
Fico, obviamente cheio de orgulho, desta vizinhança. Boa sorte para o blog. Não tenhas medo.

Agora escolha ...

Destas três, se tivesse que viver sem uma delas, marchavam os touros.







Factos
O Ballet Gulbenkian vai ser extinto
O Gato Fedorento e a SIC estão de costas voltadas
Apesar dos protestos, os touros mantêm-se

terça-feira, julho 05, 2005

37

Vá lá entender-se esta história dos números com significado. Trinta e sete. Surgiu na brincadeira de não querer confessar o preço de uma estravagância. Trinta e sete contos de reis pelas sessões de massagens. Credo.
Desde essa altura sempre que nos cruzamos com um trinta e sete sorrimos cúmplices feitos meninos com segredos. Agora é a idade que nos situa no sétimo ano depois de três dezenas. Primeiro eu, agora tu. Bem sei que já foi há uns dias mas tenho andado muito atarefado a fazer malas a partir de fechos éclaires. Além dos fechos, estive a inscrever a nossa família nas familias candidatas a famílias-incríveis. Aqui estão as provas que não me deixam mentir.
Parabéns meu amor.

Fechos


Incríveis

Catano

fosga-se ... raios partam mais a porcaria dos templates e do blogger.
Fica assim. Azul e de mamas à mostra. Com o tempo vão descaindo e acabam por passar à história.
Haloscan commenting and trackback have been added to this blog.

segunda-feira, junho 27, 2005

Os textos ....

dos meus posts estão a afundar-se, e eu não percebo porquê?

Blooooggggggeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer

sexta-feira, junho 24, 2005

Tarado. Eu ?



Recebi um mail (da Ana e mais outro da Titas do Canto do Sofá ) com este texto. Fui à procura de um local onde estivesse publicado, para me poupar a escrita de todo o artigo, e nessa procura descubro que o Júlio Machado Vaz tem este blog. O texto fica já aqui, o link há-de ir parar à coluna da direita.

Este artigo deixa-me mais tranquilo quanto a um eventual desvio de personalidade. Como o próprio Júlio Machado Vaz afirma, eu apenas me preocupo com a minha saúde. Senão vejamos o conteúdo de um artigo, por certo retirado de uma revista científica. Só falta encontrar o blog da Maria Teresa Horta que há-de, por certo, confirmar os benefícios desta prática:
"
Agora já existe mais uma justificação!!!

Contemplar o peito das mulheres, é bom para a saúde dos homens e ajuda-os a viver mais tempo!... Foi o que revelou um estudo realizado por um grupo de pesquisadores alemães. Eles concluiram que olhar fixamente todos os dias, durante 10 minutos, para os seios de uma mulher, é tão benéfico como uma boa meia-hora de exercícios físicos. Este estudo, efectuado ao longo de 5 anos, num grupo de 200 homens (voluntários), demonstrou que todos os que aproveitaram o espectáculo entusiasmante e diário de belos seios femininos, sofriam menos de doenças cardio-vasculares e tinham menos problemas de hipertensão do que os que não olharam para os seios todos os dias. O Dr. Karen Weatherby, que dirigiu os estudos, afirmou que: "Olhar para os seios de uma bela mulher durante 10 minutos, em cada dia, é o equivalente a uma meia-hora de aeróbica. A excitação sexual aumenta a frequência cardíaca, e é benéfica para a circulação do sangue. Nós pensamos que, com tal prática diária, os homens podem aumentar a esperança de vida em pelo menos 5 anos."
"


Eu, à conta disto, vou abrir um health club inovador, 10 minutos de mam..., de sei.., de contemplação do peito de uma mulher é tão benéfico quanto 30 minutos de exercício. E nome para o meu health club ? Breasts Place, pois claro.

De repente deu-me uma vontade de deixar de fumar e me dedicar em exclusivo à actividade física.

Agora, desculpem lá, mas tenho que acabar de escrever, que acabaram de passar aqui à frente, um par de quartos de hora de exercício, 36 copa C.

Barómetro

...da TSF. A serem hoje, as eleições, garantiam ao PCP 11 % dos votos. Somos lamechas já se vê. Eu sou, confesso. e a imagem do homem inteligente, antifascista, fiel aos ideais, forte nas suas convicções ganha à imagem do homem que não se demarcou de forma clara dos crimes de Estaline, dos podres evidentes na instanciação feita à ideologia comunista.
Admiro o seu passado de luta contra o Estado Novo, lamento que nunca tenha reconhecido que não era aquela a fórmula. Mas também acredito, que se ao fim de tantos anos, tivesse reconhecido os erros cometidos em nome do ideal comunista, provavelmente não merecia a admiração quase unânime e que certamente perdia o respeito de muitos que sempre defendeu.

quinta-feira, junho 23, 2005

Baptismo

Já aqui escrevi que o António Maria foi baptizado no Domingo passado.
A cerimónia foi rica em incidentes, mas até que nem correu mal:
O missal não estava disponível e tivemos que forçar uma espera de cinco minutos para que se encontrasse algum suporte às leituras;
O salmo não tinha leitor prédefinido;
A segunda leitura foi mesmo à segunda tentativa;
Não havia certeza sobre a água benta ser de facto benta. Pelo sim pelo não, foi benzida ali mesmo à frente de todos;
Quando se anuncia a necessidade de passar óleo no peito, ninguém abriu a veste do António expondo-lhe o peito (pior seria se achassemos que era para pais e padrinhos passarem óleo no próprio peito e dessemos início a uma sessão de strip);
Os desenhos que as crianças fizeram para o ofertório nada tinham a ver com o baptismo do António (assim de repente vi uma baliza e um jogador da bola, vários carros e o desenho tipico da casa com chaminé a deitar fumo e uma árvore cá fora)
A vela tinha um pavio de alguns 30 cm que ia incendiando as vestes da criança, dos pais, dos padrinhos e do padre;
Não apaguei a vela quando era suposto;
Os pais comungaram do corpo e do sangue de Cristo e a mãe comentou de forma audível "Huuummm. É bom. O que era ? Vinho do Porto ?" Vampira.
O discurso final dos pais não fazia parte da coreografia ensaiada e foi mesmo de improviso (auxiliado pelo consumo de vinho do Porto com o estômago vazio)
(esta já contei) a criança ia ficando com o fumeiro ou o candeeiro encastrado no crâneo
À parte estes pequenos detalhes, tudo correu de feição.
Ora, quando vamos à sacristia para as assinaturas, a senhora além de recolher as assinaturas, recolheu alguns euros, sendo que parte deles lhe eram devidos. xx euros pelas flores e, segundo ela, yy euros pelo tempo. Qual tempo ? O tempo dela ou tempo fresco de Sintra em contraste com o calorão de Lisboa. Será que a mulher de peruca e óculos escuros da sacristia tem uma relação previligiada com São Pedro. Se sim, como se atreve a pedir dinheiro à conta dessa proximidade ? E depois ainda nos induz a participar com "o que quisermos dar" para ajudar. Ajudar o quê ? Ai a maçada. A senhora nem as leituras tinha colocado no seu devido lugar. Tome juízo minha senhora. Peça dinheiro aos noivos que iam casar a seguir e que deram instruções para que as flores do casamento só fossem colocadas depois do baptismo para nós não nos aproveitarmos das flores dela. Há-de ser um casamento muito feliz.

terça-feira, junho 21, 2005

Metros quadrados

Algo me leva a desconfiar que a distribuição do espaço lá em casa é desiquilibrada
O quarto de casal tem 9 m2, ainda por cima, nos últimos meses, tem um terceiro habitante. Isto dá, em média, três metros quadrados para cada um.
O quarto dos Marias mais velhos e o quarto de brinquedos têm juntos 32 m2. Dá 16 metros quadrados para cada um. Além disso usam a cozinha, o escritório do João, o corredor a sala e o meu escritório-gamezone para brincar. Dá alguns 60 m2 para cada um.
A casa de jantar está ocupada pela produção das t-shirts. No País das Fantasias há uma menina linda que tem uma dessas t-shirts vestida.
Uma das casas de banho foi recentemente ocupada pelas tartarugas que insistem em crescer. Estão numa banheira de bébé dentro do poliban. São os seres que proporcionalmente ao seu tamanho, ocupam maior espaço.
Dispensa e marquise são território da Srª das Limpezas que anda a braços com uma crise sindical. Não tarda muito vai de esfregona em punho protestar para a rua.
Resta-me o meu escritório nas horas em que eles não estão a jogar ou a ver um dvd na playstation.
Vou ter que agir. Começo pelos bichos de casca dura. Aposto vão adorar o slide&splash que o autoclismo lhes vai garantir.

segunda-feira, junho 20, 2005

Coração na Boca

Episódio I
Festa de anos do G., na piscina da Tia S. e do Tio P. O Manel estava doido com a prancha e saltava alegremente para a água. Sempre de braços juntinho ao corpo, para as braçadeiras não serem arrancadas dos braços pelo mergulho.
Eu estava a acompanhar o João nas suas tentaivas de nadar sem pé. Meio para o tosco, mas lá se ia mantendo à tona de água. De repente começo a ouvir alguns sons de aflição, até que Ana grita: André olha o Manel. Olho para a prancha, lá estava ele, já com os pés na pontinha a ganhar impulso. "Nãããããããõoooo. Manel, faltam as braçadeiras." Riu-se e recuou. "Ah pois faltam". Enquanto lhe punha as braçadeiras avisava-o que ele não pode ir para a água sem as bóias. Uma tia disse-me. Eu avisei-o que ele se ia afogar, mas ele respondeu que já tinha feito aquilo várias vezes.


Episódio II

Baptismo do António Maria. Fim da celebração. Benção final. Padre com a criança na mão a descrever um enorme sinal de cruz. Quando o eleva, é por milímetros que não acerta com a cabeça do António, no candeeiro de ferro (não sei se não seria o botafumeiro) da Igreja com fundo ponteagudo.
Foi mesmo por tão pouco.


Em dois dias, foi por muito pouco que não ficámos a conhecer as urgências pediátricas de Cascais e Amadora-Sintra. Ufa.

sexta-feira, junho 17, 2005

Joana Vasconcelos

Já disse que gosto das entrevistas ao fim da tarde do Carlos Vaz Marques. São um quebra-limpa-mente. Impedem que o trabalho entre comigo casa dentro depois de fazer girar a fechadura. Faz-me um desvio de preocupações. São cuidadas, deixam todo o protagonismo no entrevistado (tanta gente para aprender com CVM).
Antes de ontem entrevistou uma escultora da chamada nova geração: Joana Vasconcelos. Não conhecia a Joana mas conhecia-lhe algumas das peças. Peças de repetição até à exuastão. Espanadores, comprimidos, tampões e gravatas a multiplicar por milhares arrumados numa forma conhecida. Acho graça e reconheço originalidade. Não concordo com os extremos amor ódio sobre as peças. Gosto delas.
O lustre é é de tampões, o sofá de tabletes de aspirina, a baliza é impossível e os direitos são necessáriamente da autora.








quinta-feira, junho 16, 2005

A terceira face

Retratos da vida de um médico aqui, em forma de desabafos.
Bomblogue.
Da vida dos médicos só conheço duas faces.
A que recebo de alguns amigos e familiares que são médicos, e com quem falo sobre tantas coisas. Conheço-lhes os gostos, a vida, o que os alegra e que os chateia. De quando em vez, só porque a conversa passa por ali, fala-se de uma ou outra história profissional.
A outra face é a que os pacientes ou que os pais dos pacientes conhecem nos consultórios e nos hospitais. Da bata branca, com estetoscópio pendurado com uma pessoa lá dentro, que assume, auxiliado por outros técnicos de saúde, a pequena responsabilidade de nos manter saudáveis ou de nos reconduzir a um estado perto do saudável. Tudo isso com uma margem de erro perto de zero.
Neste blog de desabafos, surgem os contornos de uma terceira face, e se eu tivesse tempo ia ler tudo desde Outubro de 2004.

quarta-feira, junho 15, 2005

Apanhados II (ou o que eu oiço a quem passa por perto)

- Dizem que o período da história que mais gostamos, é aquele em que vivemos nas vidas anteriores. E eu adoro os anos 50. Para gostar tanto desse período é porque nessa altura estava no fim da adolescência.
Ora se voltei a nascer em 1973, ... Morri muito nova. Coitada de mim.

Apanhada

- Tou. Tou. Não percebo como é que ficas sem rede no telefone fixo de casa.

Entrevistado

A socióloga entrou casa dentro sentou-se explicou o enquadramento da entrevista e ligou o gravador. Anunciou uma hora e meia de entrevista e espeta-me com duas horas e três quartos sem que eu pudesse fazer grande coisa. Tema do estudo: "O homem, a família, o emprego", para equilibrar com as centenas de estudos iguais já realizados sobre as mulheres. Ela perguntou, perguntou e perguntou e eu respondi, respondi e respondi.
Flashes da entrevista ...

- O que é para si a chave de um casamento feliz ?
- Uma playstation.
(quando ela perguntou eu pus-me a olhar em volta à procura da chave. Estávamos mesmo sentados à frente da máquina de jogos. Ia responder o quê?)

- A infidelidade é diferente se fôr o homem ou a mulher a cometer ?
- A gravidade é mesma mas os homens são mais filhos da puta. Têm aquela mania de separar a questão física da emocional.
(Eu disse isto? Disse.)

- O casamento sobrevive à infidelidade ? Era capaz de perdoar ?
(Ah ah esta resposta não ponho, se ela descobre a resposta, e se depois. É melhor não responder)

- Quando os seus filhos crescerem como vai gerir as questões relacionadas com a sexualidade, a droga, as doenças ?
- Nós tivemos o cuidado de ter filhos que não crescem. Chamam-se bebés bonsai, são difíceis de arranjar, mas nós tivemos sorte.

- Concorda com o casamento de homosexuais ?
- Não me faz confusão. Concordo.
- E com a adopção de crianças por casais homosexuais ?
- Devia concordar, mas causa-me alguma confusão elas poderem ser alvo da crueldade com que os outros miúdos tratam tudo o que foge aos estereótipos. Deste ponto de vista, causa-me a mesma confusão que os casais que permitem que os filhos se tornem crianças obesas.
(eu não posso ter respondido isto, mas respondi)

- Ainda pensa ter mais filhos ?
- Ainda hoje estava a arrumar o fervedor dos biberões e anunciei que era a última vez que o tínhamos usado. Ela respondeu-me que não tinha nada essa ideia. Não sei responder. É quase meia noite, se não estivesse a responder a estas perguntas, talvez a próxima criança estivesse na calha. Obrigadinho senhora socióloga. Nem tenho palavras para lhe agradecer.
(Só dei metade da resposta mas gostava de ter dado a resposta completa)

- O que falta fazer para que a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres seja uma realidade ?
- Acabar com este flagelo dos homens não poderem engravidar.

terça-feira, junho 14, 2005

PREC

Desses tempos, no meio da minha colecção de autocolantes, existe um cartaz assim

A frase "Força força companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço" fazia parte da letra de uma canção de apoio ao então primeiro ministro. Verão quente de 1975.
Para mim, esses tempos foram marcados pelas imagens, os relatos e as músicas que chegavam lá a casa. Os autocolantes, os cartazes, os discos, a televisão, as histórias dos confrontos MRPP / PCP no Pedro Nunes contadas pela minha mãe e os sons das notícias na rádio.
Todos os dias entrava casa dentro um mundo de informação. Eu vivia as histórias de então, como se vive um derby Benfica Sporting e discutia os assuntos como se de um Benfica Sporting se tratasse. Lá em casa éramos todos do Benfica e os vizinhos de baixo eram todos do Sporting. Animadas as conversinhas nas escadas de serviço.

Vasco Gonçalves sempre foi, para mim, um Homem íntegro.

quarta-feira, junho 08, 2005

Estou sim

Bem sei que a senhora não se cala e que, regra geral, sem qualquer excepção conhecida, as conversas telefónicas duram para lá de uma hora.
Isto requer que o telefonema seja feito em local confortável, de preferência deitado, com mantimentos suficientes, kit de sobrevivência, algália e arrastadeira ao lado.
Eu nem estava focado no telefonema, vi que A. se deitou no sofá, comando numa mão, telefone na outra, e quando diz "estou M. ?" percebi que era coisa para durar horas.
Estava a trabalhar na sala ao lado e, de vez em quando, ouvia os "hum hum", os "pois claro" e os "sins", que permitem ao interlocutor perceber que está a ser ouvido, enquanto despeja as carradas de informação. Falar com aquela senhora é como fazer download de um ficheiro de vários giga, mas requer que, de vez em quando, se vá dizendo que a informação está a chegar.
Houve qualquer coisa na televisão que me fez sair da secretária, dirigir-me à sala do lado e ir ver o que se passava no pequeno écran. Fiquei uns cinco minutos e quando me desconcetrei percebi que não só a A. tinha deixado de fazer "Hum huns" como estava a respirar com algunm ruído a tender para o ressono. Do lado de lá da linha ouvia-se "Estou ! Aaaaaa. Estouuuu. Oh Aaaaa."
"Desculpa acordar-te A., mas não estás ao telefone?"
"Hum ... Ahhhhh Pois estou. Aiiiii desculpa M. Adormeci"
Depois deste incidente, que levou algum tempo a contextualizar, seguiu-se uma hora de download.

terça-feira, junho 07, 2005

A Cidade

... estive parado no trânsito. Por alguma razão, um acidente à tardinha do lado de lá da ponte, parou o trânsito na cidade. Lembrei-me de um programa na TSF "O homem que gostava de cidades". Não sei se é este o nome do programa, mas lembro-me das conversas entre dois cumplices do urbanismo, que passeavam pela cidade. Falavam das geometrias, das histórias e da vida das pessoas. Dos silêncios, dos desertos urbanos e da solidão. O homem que gostava de cidades foi um bom programa.
A rua em que parei não é direita, antes tem geometria variável e desliza pela colina aos ésses. Bestial para conduzir. Tangente ao bairro em que cresci. Um bairro de paralelas e perpendiculares, nada dessas maluqueiras de serpentear colina abaixo, muito certinho e quase sempre plano, a contrastar com os artistas, os filósofos e os doutores que por lá moram. Agora é um bairro da moda, franchizado e a mercearia do sr António há muto que já nem existe.
A rua em que parei está muito igual ao que sempre foi. Vem quase do rio e só pára nos arcos do aqueduto, tem uma estação de caminho de ferro, depois vêm muros longos e casas baixinhas com roupa pendurada para a rua, conversas de vizinhas balofas à janela, tem a meia laranja vigilante do casal ventoso, ainda se descobre a fonte, o frenesim e a miséria. Quando passa pelo meu bairro alinda-se e ganha espaço. Logo a seguir ao prédio roxo da TV Marcelo retoma a forma estreita e curva, a esquadra já não existe e não sei porque se chamava dos terramotos, no fim divide-se em duas, uma por baixo de cada arco.
Nunca passei para lá desta rua. Para mim era a fronteira áté onde podia ir. O que estava do lado de lá, só sabia pelas histórias dos meus colegas de primária e do ciclo. Tinha uma certa inveja quando me contavam que percorriam todo o túnel do combóio a correr. Nunca descobri se era verdade, o Paulo era um bocado exagerado e o Fernando não era flor que se cheirasse, mas que me arrepiava com a aventura, isso arrepiava. A Dona Inês, a minha professora primária, de sotaque Açoreano, provavelmente também separava os dois lados da rua. Os meninos do lado de cima e os meninos do lado de baixo.

sexta-feira, junho 03, 2005

Dei uma volta ...

... pelas redondezas. Resolvi postar uma letra do Jorge Palma que me veio à cabeça enquanto lia alguns posts. Não espelha o que sinto pelo que escrevem, ou pelo que sentem. Tenho muita vontade de continuar a ler-lhes a alma. Acho que lhes ficam bem melhor os sorrisos.


Minha Senhora da Solidão

Minha senhora da solidão
Minha senhora das dores
Quanto tempo falta para te ver sorrir
Quantas misérias ainda vais exibir
Quanto tempo mais vou ter de te ouvir queixar?

Minha senhora da solidão
Vê como o Sol brilha hoje
Odeio ver-te sempre de luto
Gostava de ver o teu olhar enxuto
De descobrir alguma graça no teu andar

O teu crucifixo não me ilumina
E o teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Huuum, não ajudas ninguém...

Minha senhora da solidão
Minha senhora dos prantos
Tens um "ai" encravado na boca
Que dia após dia te sufoca
Precisas de bem mais que uma simples oração

Minha senhora da solidão
Minha senhora das culpas
Tenho que evitar o teu contágio
Não quero mais saber do teu naufrágio
A praia esteve sempre ao alcance da tua mão

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Huuum, não ajudas ninguém...

sexta-feira, maio 27, 2005

Histórias em dia ...





Já refeito de 15 dias de licença parental, cabe contar aqui na CdC a ida à Disney. A saber, o António ficou entregue à Avó e o João e o Manel, estavam entusiasmados com uma suposta ida de avião para o Porto. Não sabiam a tia Nini também ia connosco, que levava as primas e que o destino era a terra do Nunca. E que por magia, haviamos de ficar no mesmo hotel da tia R e do tio D que levavam o M. e o L. Com tanta surpresa no mesmo dia, comecei a ficar com a sensação de que já nada os surpreenderia. No aeroporto descobriram as primas e a tia, no avião descobriram que o destino era Paris, ainda a sabedeuseocomandantequantos pés de altitude souberam da Disney e finalmente no hotel encontramo-nos com os amigos. Pareceu-me que já não reagiam a surpresas, e que se lhes disséssemos que na verdade íamos de foguetão até à lua, ou passar o fim de semana em sobral de monte agraço que já tem um parque infantil, a reacção ia acabar por ser muito parecida. Quase nenhuma.
O problema do hotel era a loja disney lá dentro, e as repentinas aparições de personagens conhecidas. Qualquer uma destas coisas afastava-os de qualquer tipo de controlo e desapareciam com alguma regularidade. Bendita hora em que as primas resolveram ir. São mais velhas e conseguem descobri-los com facilidade, empurrar o carrinho de bébé e surropiar, com discreção, dúzias de croissants no hotel, responsáveis por assegurar algum conforto gastronómico durante o dia. Minhas ricas meninas que tanto jeito deram.
Em poucos dias, tantas surpresas e emoções. Ali à mão de semear a branca de neve, a bela adormecida, o dragão, o peter pan, o capitão gancho, os carrocéis, os piratas das caraíbas, os incríveis, a montanha russa da mina (sabe Deus porquê o João não quis repetir esta viagem), as casas na árvore, o país das maravilhas, mais combóios, mais barcos, mais piscina do hotel, mais sala de jogos do hotel, algumas prendas, autógrafos e fotos com os personagens (a Minnie no último dia estava a modos que armada em parva e não nos ligou nenhuma). Houve ainda tempo para uma tarde em Paris com direito a passeio turístico de autocarro, com a Torre Eiffel a insistir em aparecer ao longe ao perto ou mesmo por cima das nossas cabeças - à conta disso agora chama-se torre belharc.
Quando confrontados com um balanço final e com o top do que mais gostaram, a resposta é surrpreendente
- a piscina do hotel;
- a sala de jogos do hotel;
- as prendas.
Afinal uma ida até ao novo Sheraton no Porto era bem capaz de ter tido o mesmo efeito e ia com toda a certeza sair mais em conta.

sexta-feira, maio 20, 2005

Regresso...

... ao trabalho depois de 15 dias de trabalhos parentais. A Caixa de Costura atingiu os 30 mil visitantes, sem que eu desse por isso. Devia estar a tentar que uma parcela significativa daquela sopa de legumes feita com água de cozer borrego lhe chegasse ao estômago. Eu compreendo-o. Aquilo não pode saber senão mal.
Não sei porque raio de carga de águia isto está escrito a vermelho, mas até me parece bem. Estava capaz de apostar a côr do
100nada em como a águia volta campeã da visita à pantera. Mais uma vez, se a coisa der para o torto, é só apagar este post, alterar-lhe a côr e voar baixinho até à próxima época.

domingo, maio 15, 2005

10 mandamentos

Não acordarás antes das 7 da manhã
Não cagarás mais que três vezes por dia
Dormirás uma sesta de duas horas todos os dias
Não chorarás quando o progenitor descansar
Não espalharás a sopa que te dou, num raio superior a dois metros
Não te sentirás trocado pela Playstation, e se o sentires não o darás a conhecer ao mundo
Não guincharás a torto e a direito
Não recusarás o biberon acabadinho de aquecer
Não acordarás com o barulho do computador a ligar
Não farás um sorriso de contente sempre que me vêsa e que me faz esquecer dos 9 mandamentos anteriores.

terça-feira, maio 03, 2005

Era uma vez ...

... uma peça de fantoches criada para o dia da mãe. Texto, encenação e figurinos todods criados pela R. que é a baby sitter dos Marias nos finais de tarde. É a história da Raínha Ana e do Rei André e dos Príncipes das Bochechas, dos Caracóis e dos Choros. A peça acaba com a demonstração de que a raínha Ana é uma super mãe com fantoche de capa a voar pelo cenário. A estreia foi na véspera do dia da mãe, contou com a presença de algumas avós e de um avô, o palco foi a parte de trás do sofá grande em casa da avó.
Mais uma vez, tudo parecia estar a correr bem. O JM lia o texto e geria os fantoches dos Rei, da Raínha e da Raínha Grávida, o MM geria os fantoches dos príncipes, da casa, do coração, e do esparguete à "golomesa". Na última cena, quando aparecia a super mãe, não existe consenso sobre quem ia manusear o fantoche. Enquanto a plateia estava comovida com a peça e com a performance dos principes, já de lágrima no canto do olho, os dois começaram a puxar o fantoche cada um para o seu lado. Cena de gritaria, pancadaria nos bastidores, insultos, fantoches a voar por cima do sofá, páginas do texto rasgadas e um fim de festa animado. Lá acabaram por agarrar os dois na super mãe e fecharam a peça. Eu diverti-me muito e a Ana ficou embevecida com tudo aquilo, a R. vai ter uma avaliação positiva neste semestre.

Agora vou estar uns dias quietinho, sem postar, porque na quinta feira vamos levar os actores à Disney (eles acham que vão ao Porto de avião) e depois entro em licença parental (fim da licença da mãe) e tenho milhares de coisas para tratar e não tenho tempo para tudo o que há a fazer. Até ao meu regresso ...

quarta-feira, abril 27, 2005

Zoológico

Lá foi a família inteira ao Zoo. As cobras, os tigres, os leões, os macacos, os ursos, as girafas. Grande euforia, estava tudo a correr tão bem até chegarmos aos elefantes.
O que ali se passou vai-lhes custar, a cada um, pelo menos uma década de psicanálise. Estavam quase todos a alimentar-se dos excrementos de um dos elefantes, utilizando a tromba para se abastecerem directamente na fonte. Queeeeeeeeeeee nojo.
- Paiiiii. Olha que porcos os elefantes. Estão a por a tromba no r...
- Cala-te que ainda levas uma chapadona.
- Pai, mas o Manel está a dizer a verdade. Que nooojo.
- Não está nada. Queres apanhar também ?
- Mas pai ...
- Meniiiiiinos. Vamos embora, vamos ver as girafas.
- Mas já as vimos há bocadinho.
- Pois já, mas agora elas estão ainda mais altas porque já cresceram um bocadinho. Vamos embora já disse. Saiam daí.

Da próxima vez que quiserem ver animais compro um livro da verbo sobre a vida selvagem.

terça-feira, abril 26, 2005

A revolta do Fadista

De passagem pelo aterro sanitário televisivo, entra-me sala dentro a quinta das celebridades. Gonçalo da Câmara Pereira, mostrava-se alterado, distante do habitual ar folião, voz alterada e expressão de “caso mal resolvido”. Pensei tratar-se da difícil digestão de mais uma expulsão, ao que sei de Elsa Raposo, na véspera. Até que perante a frase “Desculpem mas a mim o Cravo Vermelho dá-me vómitos.”, descobri que a indigestão do fadista é bem mais antiga. Tem trinta e um anos. Ele contextualizou: “Eu fiz o 25 de Abril, um dos meus irmão estava na coluna do Salgueiro Maia, e eu estava no quartel. Depois do 25 de Abril fomos para Angola e quando regressámos, a minha família tinha sido expropriada das herdades. Ficámos sem nada, até fome passámos. Por isso, a mim, o Cravo Vermelho dá-me vómitos”. A revolta do fadista foi provocada pela distribuição de cravos na noite de 24 de Abril aos concorrentes de tão democrático concurso.
Sou o primeiro a admitir que o período pós revolucionário é rico em excessos, resultado óbvio da contenção de décadas, das ideias reprimidas e perseguidas, da imensa (mas nunca demais) liberdade reconquistada. E dos excessos, surgem os contra excessos, também em formatos pouco recomendáveis aos nossos sensatos olhos.
Não arranjo justificação para muito do que se fez em nome da Revolução de Abril. Acho tacanha, redutora e, por vezes, muito conveniente, a confusão entre a conquista da liberdade e os excessos cometidos em nome dessa liberdade. È mesquinho, e no mínimo, desinteligente.
Aproveito para radicalizar o raciocínio.
Jesus Cristo morreu pelos homens, por todos nós. Trouxe ao mundo uma boa nova, trouxe esperança e ensinou-nos o amor a Deus e aos Homens. Em nome de Jesus Cristo, da fé e da Igreja Católica, já se cometeram todo o tipo de atrocidades. O princípio básico mantém-se o mesmo: amar a Deus e ao próximo. Em nome deste amor já se guerreou, já se colonizaram continentes sem qualquer respeito por quem neles já habitava, já se colocou o sol na órbita da terra, já se queimaram os pensamentos contraditórios. Não acredito que o fadista sinta vómitos perante qualquer símbolo religioso, nem acho que o deva fazer. O essencial é a revolução no coração dos homens trazida por Jesus Cristo. O que se fez em nome dessa revolução deve ser objecto de reflexão para que não se repitam os mesmos erros. Com Abril, e com os Cravos Vermelhos a separação é exactamente pelo mesmo tracejado.

terça-feira, abril 19, 2005

Post

... a nove dedos.
- Posso ficar com a cabeça do dedo descoberta?
- Porque ...
- Para conseguir escrever no teclado
- Não vai ser possível. E duvido que consiga usar a mão direita porque o dedo ainda lhe vai doer durante, pelo menos, o dia de hoje.
Toma. Aqui está um post a nove dedos. Sete, porque os mindinhos raramente entram ao barulho e não contam, e os polegares só vêm à tecla de espaços ao alt e às flechas que apontam para o monitor.

Isto é o resultado de ter arrancado uma pele junto da unha, e da infecção subsequente.
Anelar da mão direita enfaixado. Se fosse o da esquerda tínhamos chatice em casa.

segunda-feira, abril 18, 2005

Mas que raio

de substância terei eu ingerido, que me forçou a estreitar a minha relação com a casa de banho no último sábado ? Má disposição e trânsito desregulado levou-me várias vezes a precipitar-me até à tal divisão da casa. Nem acompanhei o jogo do Benfica, e ao que parece, ainda bem. Parece que temos os Spontings à perna, o de Braga e provavelmente o de Portugal também.
Terá sido da ida familiar à loja do cidadão, na vã esperança de conseguir bilhetes de identidade para os Marias ? Terá sido resultado da festa de 60 anos de um familiar na noite de Sexta Feira no páteo alfacinha (não gosto daquele sítio, faz-me lembrar a decadência do Portugal dos Pequenitos em Coimbra)? Não faço ideia o que foi, mas eu e a minha casa de banho estamos muito mais próximos desde este fim de semana. Não é uma relação que me interesse aprofundar.
No rescaldo da indisposição, uma fogaz ida até à zona sul da expo para um almoço de amigos. O João calçou os patins em linha e manteve-se equilibrado. O Manel não largou a mota de plástico e quase desaparecia em direcção a Norte, quando o descobri era um pontinho encarnado longe no horizonte, quase no oceanário. Rweclamam para si os títulos de príncipe da mota de Power Ranger Azul e príncipe dos patins. Para o próximo sábado está prometida uma descida da Alameda, pelo sim pelo não é melhor mandar cortar o trÂnsito da Almirante de Reis.

sexta-feira, abril 15, 2005

Mandatos

O Governo quer limitar o número de mandatos exxercido por uma figura em determinados cargos políticos. Presidências de Câmara e de Governos Regionais fazem parte da lista proposta, deputados nem por isso. O PSD acusa o governo de legislar à medida de Alberto João Jardim. Mesmo que seja o caso, até concordo que se faça.
A limitação deveria ser imposta apenas a presidentes inflamados e com alguma tendência para a palhaçada de regiões autónomas e de arquipélagos com menos de 5 ilhas, com uma economia dominada pela produção de bananas, bordados, vinho, espetadas, défice democrático, corrupção e off shore.
Estão também abrangidos por esta lei, os presidentes de clubes de futebol da região Norte do país e que tenham, na presente época, trocado pelo menos duas vezes de terinador.
A lei deveria ser aplicada no imediato com efeitos retroactivos.

terça-feira, abril 12, 2005

Despedidas

Aí há uns dias atrás, antes de umas compras atribuladas, jantámos num restaurante franchisado indiano e ficámos relativamente perto (quase ao colo) de dois casais. Um desses casais tinha dois filhos e outro se os tinha, deixou-os sabiamente ao cuidado de alguém. O João e o Manel também ficaram com a avó e connosco só estava o António, que não sendo propriamente bonito, acaba por chamar a atenção por ser bébé.
Dez minutos depois de nos termos sentado já sabíamos o nome de toda a família e já tínhamos anunciado que o António era o mais novo de três. Quando os casais se levantaram para sair, desejaram-nos felicidades, que nós obviamente retribuímos, e partiram.
Ora este é um estranho fenómeno. De repente as pessoas que conhecemos acidentalmente, deixam de se despedir com uma Boa Tarde, ou Boa Noite ou Bom Fim de Semana e passam a desejar felicidades. Isto começou a notar-se quando nos preparavamos para casar e agravou-se com o aparecimento dos filhos. Existem duas teorias sobre o assunto:
Teoria I
As pessoas desconfiam dos projectos de vida a dois e ainda desconfiam mais se envolverem descendência. Quando se despedem de pessoas nestas condições dizem "Felicidades", mas o que querem dizer é "Felicidades. Vão precisar delas, casados e com crianças. Se pudesse ficava aqui a desejar felicidades o resto do dia, mas infelizmente não posso e mesmo que pudesse não ia adiantar grande coisa. O vosso destino já está traçado. Imaginem. Casados e com filhos." Nestes caso os votos de felicidades são dados do fundo do coração, com conhecimento de causa, mas escondendo a razão pela qual precisamos tanto dela.
Teoria II
As pessoas preferem desejar felicidades a quem aparentemente já se encontra numa das rotas certas para a felicide e dizem-no por redundância. Neste caso o que querem dizer é "Mesmo que eu fique para aqui caladinha, já nada vos safa da felicidade, portanto olha. Felicidades"´. Os outros que não dão sinais externos de rumo à felicidade, que não aparentam ter encontrado as almas gémeas ou que não ostentam crianças ao colo, continuam a levar com o boa tarde, boa noite e bom fim de semana.
Isto se tiverem sorte, porque se derem sinais externos de infelicidade, um sem abrigo por exemplo, arrisca-se a ser ignorado ou pior ainda maltratado. Segundo esta teoria deseja-se felicidade a quem menos precisa e deseja-se ver pelas costas quem mais precisa de votos de felicidade.

Não sei qual das teorias é a correcta, mas estou muito tentado a acreditar na primeira. A segunda é tão absurda.

segunda-feira, abril 11, 2005

Tanto mar

Apanhaste-nos a todos de surpresa
- Sabes quem fala?
- Adriana
- Estou em Lisboa
Fiquei escasso em palavras, perdi o pé.
- O Ivan e a criançada?
- Ficaram no Rio. Vim cá em formação.
Bem sei que à velocidade a que acontecem os dias, nem reparamos nos letreiros da nossa distância, do tanto mar. Nem sei há quanto tempo partiram. Só sei a falta que nos faz ter-vos mais perto.
Agora, sem aviso, à mão de semear. Ainda nessa manhã, a Ana tinha falado com o Manel sobre os tios que moram na terra do português com sotaque.
Combinámos que te ia buscar. Levei o João Maria, que ensaiou a canção da Maria Rita para te cantar. Ele adorou o gato das redondezas. Eu sou alérgico a gatos e provavelmente foi isso que me encheu os olhos com água salgada. Por azar, logo na altura em que abracei.
A casa nova, o Manel que só tinhas visto em bébé, o António que não conhecias, as fotos do João a andar de mota e do Leo com os caracóis loiros, o telefonema para o Ivã. Há ainda tanto a sincronizar. Descobri que houve quem gostasse do vosso jantar de despedida, aquele a que não pudeste ir porque tinhas milhares de coisas para tratar antes do vôo e que custou os olhos da cara. Eu hem!!!
Vamos ver-nos mais nestes dias que faltam, e vamos fazer uma almoço ou um jantar de despedida outra vez. Se puderes comparecer vai ser bom. Legal se voçê pintar.
"Qualquer dia, amigo, eu volto, para te encontrar ..."

terça-feira, abril 05, 2005

(Ela na fotocopiadora a cantarolar Djavan)
- "Meu bem querer... é segredo, é sagrado, está sacramentado em meu coração... "
Vira-se para mim
- Sabes André, que eu sou uma grande frustrada.
- Eu sei.
- Eu nasci com um microfone na mão. Eu nasci para viver na ribalta.
- Já imaginava isso.
- Então e tu André, quando é que vais à menina ?
- Desculpa ?
- Quando é que encomendas a Constança ?
Risos meus
- Estou a falar a sério. Quando é que vem lá a menina ?
- Desculpa. Estou a rir-me por já teres nome para uma filha minha.
- É que tu tens ar de tio, o que é bom aqui no meio de nós. Nós somos todos roskof é sempre bom haver assim pessoas distintas.
- Ó rapariga, que disparate
- A sério. Mas diz-me lá tens dois rapazes, não é?
- Três. O último nasceu há quatro meses.
- Ai não sabia, parabéns. Chama-se como?
- António ...
- Maria. Não é verdade ? Os teus filhos são todos Marias. Vês como és muito tio.
- Essa agora !!!
- Mas agora a sério. Diz-me lá, és muito devoto da Virgem Maria?
Risos meus. Muitos
- Agora a falar a sério.(muda de expressão) È que uma tia minha era muita devota à Virgem Maria e chamou Maria aos filhos todos.
Ataque den riso meu
- Desculpa estar a rir, mas não me estou a aguentar. Mas não tem nada a ver com a Virgem Maria.
- Pois, mas olha que podia ser. Tenho muitos primos e primas Marias
(já a lacrimejar de tanto rir)
- Ai desculpa, mas tenho que ir fazer xi xi. Não me estou a aguentar.
- Vês que bom que é rir. Faz bem André. Vai lá antes que te mijes aqui.

segunda-feira, abril 04, 2005

Compras do Mês

Os Marias mais velhos estavam entregues à avó. Grande oportunidade do António Maria saborear as raras oportunidades de filho único. Para mal dos pecados de todos nós, a dispensa, congelador e preteleiras de bens essenciais estão em ruptura de stocks. Estamos naquele período em que quase todas as necessidades são resolvidas por soluções de contingência. Torradas com margarina porque a manteiga acabou, tomar duche com fairy e amaciador da roupa porque o gel e o shampô acabaram, lavar a loiça com detergente da roupa porque o fairy nunca está no sítio dele. Posto isto, tornava-se urgente uma ida a um qualquer hipermercado tratar de repôr as existências.
Levamos o António a jantar fora e se a coisa estiver a correr bem, damos uma voltinha no hipermercado, trazemos o essencial, e pedimos para nos entregarem o resto em casa no Sábado de manhã.
Certo e sabido que, se a lista não estiver parametrizada, as compras excedem sempre as espectativas. Fenómeno engraçado, álgebra revolucionária, o número de coisas que pensamos comprar, nunca é igual ao número de coisas que colocamos no carrinho, que por sua vez nunca coincide com o número de coisas que pagamos e que nada tem a ver com o número de coisas que nos entregam em casa.
Meia hora no talho para o senhor preparar a carne e dividi-la em saquinhos, mais fiambre e queijo cortado à medida, mais umas gambarolas que estavam a um preço camarada, peixinho também pedido na peixaria, e frutas e legumes devidamente escolhidas e pesadas. Tudo o resto foi da prateleira directamente para o carrinho, que muito a custo lá arrastámos até à caixa.
Quando solicitámos a entrega em casa, já com o António aos guinchos porque estava em cima da hora do beberon, a senhora surpreende-nos com uma notícia invulgar "Este fim de semana já não temos disponibilidade para entregas. Talvez na segunda de manhã seja possível."
"Lamento imenso, mas assim sendo, pago esta´garrafa de água donde já bebi e deixo-lhe aqui o carro com as compras."
Ainda preenchi uma reclamação pela demora do serviço e por não existir qualquer informação destinada a esclarecer quem se proponha a gastar duas preciosas horas de fim de semana nas compras do mês.
No Sábado de manhã, num hipermercado da concorrência, voltámos a fazer as compras. Às três e meia já estavam entregues e às cinco já estavam artrumadinhas nas prateleiras. O fairy regressou ao lava loiças e as torradas já não provocam vómitos.

sexta-feira, abril 01, 2005

Ufffff !!!

Que semana...
Tanto temopo sem costurar. Nem alinhavar eu alinhavei.
Terça Feira foi dia de Gala da entrega dos prémio do Webcedário, e lá fui buscar o traje a um canto do armário, retirei-lhe o pó, o bolor e os cogumelos que entretanto tinham crescido dentro dos bolsos. Valeu a pena. A minha frase teve direito a um dos restritos lugares da Shorlist:

Espreitem todos os prémios que vale a pena.

Depois foi um corre-corre, uma lufa-lufa sempre a queimar deadlines (se as linhas estão mortas, não entendo porque é nos preocupamos tanto com elas), sempre no limite.
Eis-me de volta. Lembrei-me de uma frase que bem podia fazer patrte de uma canção do Jorge Palma, ou dos Toranja (ainda ninguém me convenceu que não são a mesma pessoa):
"A luz do sol, por si só, não justifica tanta fantasia no teu olhar"

segunda-feira, março 28, 2005

Hoje ao almoço ...

... feira do sexo.
Como tema de conversa entenda-se. Lisboa vai receber uma feira erótica segundo o modelo praticado há treze anos em Barcelona.

Se a fil decoração, e a fil casa, e a fil noivas levam milhares de casais à feira, e se a fil auto e a nauticampo levam outros tantos não vejo razão evidente para que a fil ssss ssssseee sssseeexxxxx sssssssss sssssss coisa e tal não leve muitos mais.
É sabido que quem vai à fil casa ou à fil decoração regressa a casa de mãos a abanar muto satisfeita com o seu T2 na tapada das merçês e com as suas paredes verde azeitona de Elvas e castanho merda. Mais certo ainda que mais que metade dos casais que vai à fil noivas sai de lá em pânico com os custos da boda, ou a discutir a cascata de gambas e o leitão do copo de água, e que o mais provável é nem chegarem a casar. Que quem vai à fil auto, o faz pelas gajas e pelos autocolantes das marcas, e regressa a casa de trombas no seu fiat uno de 1990 equipado com volante, cintos e pedais desportivos. E que a nauticampo é a melhor altura para comprar um fogareiro a gás e uma geleira de 50 litros, porque o avançado da roulote da caparica está a precisar de uma séria remodelação e o Silva do 34F, que por azar fica mesmo à beira das casas de banho, já tem uma mesa de picnic das mais modernas. E que para além disso ainda oferecem uns sacos muito giros e dá para ver uns barcos e umas caravanas donde se podem tirar umas ideias lá para o parque.
Ora se 95 por cento das pessoas saiem destas feiras sem nada de novo nas suas vidas, estou convencido que a ida à feira da tal coisa do sssssssssssssssssss seeeeeeeeeeeeee ssseeeeeeeeexxxxooooooo, do coiso, só pode devolver casais satisfeitos, cheios de vontade de chegar ao T2 ou ao avançado da Caparica e de experimentar os novos conhecimentos e adereços. É com certeza a garantia de mais dez anos de felicidade em qualquer relação. Uma autêntica lufada de ar fresco.
Eu quero ir, só tenho que ter uma conversinha rápida aqui com Ana. Se começar a falar hoje, talvez lá para Julho já esteja convencida.
- Juro-te que achei que era a Fil decoração. Até estava a pensar ir ver a exposição da Graça Viterbo que ouvi dizer que estava o máximo. Não percebo. Devo ter trocado as datas. É pena já ter comprado os bilhetes, mas se não quiseres ir, eu respeito a tua vontade. Levas o carro que eu depois apanho um taxi à saída, ou se calhar até vou de boleia com aquelas mam... com aquelas senhoras que estão ali a olhar para mim.

Chegou e disse

Agora já nem consigo viver no silêncio. Estranho-o.


Também eu

Balbúrdia no Oeste

- Pedro. Olhas por eles aí fora que eu estou a fazer aerosóis ao Manel.
- Estou na sala a olhar pelos bébés. Fecha a porta do quarto que a máquina dos aerosóis não me deixa ouvir se eles lá fora estão a asneirar. A doida da Madalena estava trepar para o berço do António.
(...)
- Pai. Estou um bocadinho, molhado. Estamos na rega e a mangueira é muito maluca.
- Peeeeeedrrrro. Eles estão lá fora a brincar com a mangueira. Vai lá que eu fico a tomar conta dos bébés.
- Madalena sai de cima do António. Senta-te aqui na cadeira. Esta tua filha já se mostra um bocado tarada.
(... lá fora ...)
- Olhem para o vosso estado, todos encharcados. Voçês são enxertados de parvos. Como é possível. Já lá para dentro que têm que trocar todos de roupa. Que estupidez.
(... cá dentro ...)
- Buáááááááá.
- Cala-te António é só uma miúda mais assanhada que te trepou para o berço.
- Buáááááááaáááááááá
- Ai Madalena granda cambalhota. Então com quase 15 meses não te aguentas na cadeira sem mergulhar de cabeça no chão ?
- Buáááááááááá.
- João Maria quem é que teve a ideia da Mangueira.
- Foram eles que estavam a brincar com a mangueira.
- Eu perguntei de quem foi a ideia?
- Foi minha.
(...)
- Mas onde é que elas foram?
- Acho que foram a uma loja ver umas coisas.
- Isto assim não dá, vou telefonar-lhes para voltarem.
(...)
Moral da história:
João Maria: Um dia sem Gameboy pela autoria moral do crime da rega descontrolada
Gonçalo e Gui: Um dia sem Gameboy pela prática do crime da rega descontrolada
André e Pedro: Uma a tarde a ouvir piadas e insinuações sobre o facto das respectivas serem, na realidade, indispensáveis.
Madalena e António: Proibição de partilharem o mesmo metro quadrado sem vigilância.

quarta-feira, março 23, 2005

Páscoa

Depois da quaresma, eis que finalmente chega a Páscoa. Além da penitência e das muitas Aleluias, a páscoa traz-nos uns coelhos especiais que põem ovos de chocolate. Os mais sofisticados ainda põem ovos de chocolate com brinquedos lá dentro. Estes coelhos são provavelmente o resultado do cruzamento de uma galinha, com um cangurik (o animal do Nesquick que se assemelha a um canguru e fabrica chocolate em pó) e um action man. Além de tudo isto, a Páscoa antecipa o fim de semana com uma santa Sexta Feira Santa, e nada melhor que ir com a família até São Martinho. O primeiro fim de semana fora a cinco. E pelos preparativos, prevejo aventuras capazes de fazer inveja a qualquer obra da Enid Blyton.
A primeira aventura é fazer com que a casa caiba no carro. A Bimby vai porque sem Bimby é impossível sobreviver, a máquina de costura também vai para ver se se consegue dar um bom avanço ao negócio das t-shirts que tem mais encomendas que a capacidade de produção - o sector textil está em crise mas aqui não se nota nada disso. Além destas máquinas (a Playstation fica, onde já se viu levar a Playstation para fim de semana), é preciso levar a cama de bébé, mais a roupa se estiver frio e a roupa se estiver calor (por azar São Martinho tem um microclima como Sintra e nunca se sabe) e o melhor é fazer aqui as compras do supermercado e levá-las para lá para não perdermos tempo em compras. Depois é só mais as bicicletas, as trotinetas e os patins. E pronto, agora é só enfiar tudo numa carrinha de cinco lugares (espero que o novo código de estrada não proíba que uma criança viaje, com capacete e colete reflector obviamente, numa bicicleta atrelada a um ligeiro). Pôr os cintos de segurança entre aquelas cadeiras de criança é uma tormenta para os dedos, acabo sempre por partir um ou dois a colocar os cintos e os restantes a tirá-los:
- Ó sr Guarda, o senhor não me enerve. Eu sei que as crianças têm que viajar de cinto, mas aquelas coisas partem-me as mãos. Mas já que está aí sem nada para fazer, faça-me o favor de colocar os apetrechos aos petizes.
Posto isto, e depois de pelo menos três paragens, porque um quer biberon, o outro quer chichi e o outro vomitou por cima de toda a carga, lá chegamos à casa de fim de semana. A casa é pequena, mas graças a Deus tem um terreno enorme à volta, onde eles se divertem muito quando não chove, o que não é o caso segundo a opinião dos meteorologistas (esses aldrabões). Numa casa com alguns 40 metros quadrados, ter três crianças fechadas mais que meia hora, é sinónimo de uma vontade irresistível de nos atirarmos de um penhasco. E se os há por aquelas bandas.
Para não vivermos esta aventura sózinhos, levamos um casal de amigos para repartirmos o eventual desespero. Claro que estes amigos também são os progenitores de três crianças encantadoras que vão partilhar connosco aquela imensidão de espaço.
Alguém conhece uma ama comparticipada pela Segurança Social, para os lados das Caldas da Raínha, que gostasse de passar a Páscoa com seis criaturas dóceis e bem comportadas ?

E Deus disse ...

"O Benfica merece ganhar o campeonato"

Ora se Deus disse, quem sou eu para duvidar.
Amen.

terça-feira, março 22, 2005

Actualizações...

... à direita.
Ginja com ela ... num duplex perto de si.



Webcedário ... imperdível ... genial.



Tem-me feito pensar muito, nestes últimos dois meses, à conta de um concurso.

Dia da Água

Parabéns à Gota e à Sereia pela parte que lhes toca.

A imagem vem do canto da segunda.

segunda-feira, março 21, 2005

Explicação

Já descobri a razão da Caixa de Costura ser um blog popular entre as gajas (por quem obviamente nutro toda a afeição).
Fiz aquele teste sobre que tipo de cérebro é o meu.
Só não coloco aqui o resultado por vergonha.
Quero divociar-me da minha cabeça. Por fora é meio que assim a atirar para o careca. E agora descubro que por dentro ...

Poesia e (obviamente) a chuva


Una os pontos descubra a imagem una as palavras descubra os sentidos
tic tac nítido gota pinga pinga tic tudo sem sentido tac corpo curva tic baço tac brilho pingo une água véu límpido contorno tic toque tac chuva choro pele luz
alma corpo nu tic tac tic

Sugestão
Tic tac tic tac tic tac
E se desligas o limpa pára brisas
O teu corpo nítido perde-se aos poucos
Uma pinga, uma gota, outra pinga, unem-se em fios
desfazem-se os contornos, iludem-se os sentidos
já nem sei se chove,
se é a água da chuva que te percorre em curvas o corpo nú
se é o teu choro que te traceja a pele na contra-luz
anda, mostra-me aos poucos a alma velada, faz-te em brilho
o bater do coração é só a certeza dos dias azuis
abraço-te

sexta-feira, março 18, 2005

Outdoor

... da Benetton. Concebido pelos designers Marithé e François Girbaud, este cartaz representa a última ceia. Cristo e os Apóstolos são mulheres com roupa da marca, e o único homem encontra-se à direita de Cristo (há quem defenda que Leonardo da Vinci pretendeu representar nesse mesmo lugar, Maria Madalena).

A conferência episcopal francesa conseguiu a proibição deste cartaz na promoção da nova colecção primavera verão da marca.

Vi esta nottícia na Visão, lembrei-me de um post não muito antigo, e não resisti a colocar aqui o cartaz.



Desta vez vejo-me obrigado a dar razão à hierarquia católica. É inadmissível brincar com a obra de tão grande mestre

quarta-feira, março 16, 2005

João Maria

A tua educação tende a preocupar-me

Episode I
Na sala de aulas
- Então meninos, digam lá quem é a pessoa mais importante do mundo
Comecei logo a ter espasmos "O que é que eles vão responder ? O Bush? O Bill Gates ? O Mourinho ? "
(todos em coro)
- É o Papa. (pode ser que se trate de um erro de acentuação associado a uma pieguice, se calhar querem dizer "é o Papá")

Episode II
- O meu melhor amigo, ora o meu melhor amigo. humm. Deixa-me cá ver. É Deus.
Auto-estima príncipe, o teu melhor amigo és tu.

Episode III
- O André Antunes deu-me um murro na pila.
- (estupor do míudo) Ainda te dói?
- Já não, mas se calhar já não posso ter filhos.
- Não me vais dar um netinho que seja ?
- Não. Não posso.
- Porquê ?
- Porque não me quero casar.
- E então ?
- E só se pode ter filhos se se for casado.
(resposta possível)
- Hummmmm. Ora deixa cá ver duas ou três tias que não sendo casadas têm filhos. A Tia I, mais a Tia T, .... O que é que dizes a isto ?

Um dia vens aqui ao bloguinho do pai e vês as respostas certas.
Mais importante do mundo:


Melhor amigo(a):


Filhos e casamentos:

terça-feira, março 15, 2005

Conversa telefónica

Eu - Então está combinado. Sexta Feira encontramo-nos na reunião. Um abraço
Ele - Adeus André. Um abracinho.

O que é isto ???!!! Eu ouvi bem ? Um abracinho ???? Onde é que este gajo pensa que está? No país dos Teletubbies ? Quem é que ele pensa que eu sou ? O Tinky Winky ?
Como é que vai acabar a reunião na Sexta Feira ? "Os Tubbies dizem adeus, os tubbies dizem adeus ..." Acho que vou estar maldispoto e infelizmente não vou poder comparecer.

segunda-feira, março 14, 2005

Falta de água

... desde do meio da manhã aqui no edifício. Não sei se efeito da falta de chuva, se do cano roto no parque de estacionamento se doutra coisa qualquer. Consequência imediata. Uma contínua vontade de urinar e os intestinos hiperactivos. Faço-me à estrada em direcção ao Núcleo Central para aliviar os sintomas numa casa de banho com águas correntes. Descubro uma romaria de gente a fazer exactamente a mesma coisa. Os que partem vão apressados, pequenas corridinhas, mãos nos joelhos, dobrados sobre o ventre, expressão de nervoso miudinho. Os que regressam vêm de cara alegre, passo certo, sorriso largo, mãos lavadinhas e consciência tranquila. Fiquei abismado com a quantidade de gente que encontrei. Nunca pensei que fosse possível ver tanta gente conhecida numa ida à casa de banho. Pessoas que trabalham no mesmo edifício que eu e que não via há semanas, encontrei-as finalmente na ida à casa de banho. Está certo que não falei grande coisa com elas, já que me cruzei com elas e portanto, ou eu ou elas estávamos prestes a atingir os limites da incontinência. Já estive em festas, em que me cruzei com menos conhecidos do que nesta ida à casa de banho. Inclusivé em houve uma festa dos meus anos em que não tinha tantos conhecidos quantos os que encontrei.
Não sei quanto tempo isto vai durar, mas se se prolongar por alguns dias, estou bem capaz de aproveitar para resolver um série de assuntos pendentes que tenho com algumas dessas pessoas. Levo o meu caderninho dos assuntos a tratar e posiciono-me ali, mesmo à entrada da casa de banho para as apanhar aflitinhas. Pode ser que digam que sim a tudo e que assim consiga resolver grande parte dos meus pendentes.

sexta-feira, março 11, 2005

Sirene

...se este barulho que vem do parque de estacinamento fôr do meu carro, vou ficar sem bateria. Final de tarde em beleza. Garantido.

quarta-feira, março 09, 2005

Pesquisas

O SAPO no fim da sua página apresenta as palavras mais pesquisadas naquele motores de busca. A saber fotos, mulheres, brasil, irs, mulher, dgci, gratis, portugal, imagens e porto. Ora vamos lá aumentar o número de visitas neste blog (tá bem tá bem estou a cometer plágios simultâneos):
- Mulher, ó mulher, viste as minhas fotos ?
- Fotos, quais fotos ?
- As fotos
- Mas que fotos ?
- As fotos
- Quais fotos ?
- As fotos
- As fotos ?
- As fotos das mulheres
- Mas que mulheres ?
- As mulheres ?
- Quem?
- As mulheres do Brasil
- Donde ?
- Do Brasil.
- Tu és mesmo um irs.
- Um irs??
- Sim, um irs. Individuo realmente stúpido.
- Então porquê?
- Porque não são fotos, são imagens
- Imagens, quais imagens ?
- Imagens que recortas das revistas das mulheres todas descacadas que tu lês às escondidas. Descascadas não. Nuas, completamente nuas.(esta palavra não está na lista, mas aposto que também é muito procurada)
- São fotos.
- São imagens.
- Fotos.
- Imagens.
- Tu és mesmo uma dgci.
- Uma dgci?
- Sim uma dgci. Uma dessas gajas completamente istúpidas.
- E porque é que eu sou uma dgci ?
- És uma dgci porque eu não preciso de andar a gastar dinheiro em revistas, podendo ter os originais grátis.
- Ai essa é boa. Grátis !!!!!
- Ai pois é grátis, pois é grátis. As mulheres não me largam.
- Quais mulheres ?
- As mulheres
- Mas que mulheres ?
- As mulheres
- Não te largam ?
- Não.
- Isso foi até à noite das eleições. Ultimamente não as tenho visto a rondar como era costume.
- Vão voltar. Quando eu fôr o presidente de Portugal
- Do quê ?
- De Portugal.
- Como ?
- De Portugal.
- Nunca vais ser Presidente de Portugal homem
- Já fui uma vez de um clube de futebol e hei-de ser de Portugal.
- Já me esquecia, foste presidente do Porto.
- Do Sporting.
- Foste do Porto.
- Fui do Sporting.
- Porto.
- Sporting.
- Olha já se acabaram as palavras. Vamos acabar com esta discussão ?
- Vamos.
- És um irs.
- E tu uma dgci, mas amo-te muito.
- E eu a ti meu irs.

(agora vou pesquisar no sapo a ver se aparece)

terça-feira, março 08, 2005

Mulher


Não sou grande defensor dos dias institucionalizados. Sei que ainda há distâncias a esbater. Sobretudo ainda me seduzem os encantos e que assim continuem flores. Esta mulher flor fica aqui para a Ana, para a minha mãe, para a minha irmã, para as minhas amigas, para as mulheres aqui da coluna ao lado, para as mulheres dos comentários em baixo, para as mulheres que por aqui passam.

segunda-feira, março 07, 2005

Esclarecimento


Para que conste, e no que diz respeito ao último post que publiquei, resolvi dar dois exemplos das muitas etiquetas que tento colocar quando observo pessoas. Não é minha intensão ofender nem as Testemunhas de Jeová nem os Serial Killers. Os Serial Killers que instanciam estas grupos têm por regra uma capacidade intelectual superior à da maioria das pessoas e normalmente são personagens de ficção (Hannibal por exemplo), os Testemunhas de Jeová são muito menos perigosos que os primeiros. Longe de mim querer ofender alguém destes grupos. Ofender um serial killer pode trazer dissabores, ofender uma testemunha de Jeová pode transformar as manhãs de Domingo num autêntico inferno.
Po fim, e para que tudo se esclareça, além destas duas categorias (o eventual erro do post anterior foi não ter dado mais exemplos), já imaginei que as pessoas que observo são:
- fotógrafos;
- delegados de propaganda médica;
- espiões de Leste;
- caixas de supermercado;
- agentes da CIA;
- estrelas de filme porno;
- tranficantes de droga;
- cirurgiões plásticos;
- bloggers;
- autarcas;
- jogadores de futebol em fim de carreira.

quinta-feira, março 03, 2005

De Costas

Não gosto de ficar de costas para a agitação de um restaurante. Não sofro de nenhum trauma mafioso, nem dou particular atenção à possibilidade de ser assassinado pelas costas enquanto como uma pizza. Para falar com franqueza, a ser assassinado em actividades gastronómicas, que seja com um conceito culinário duvidoso – como Carpaccio de Polvo. Enfim, decididamente não gosto de estar de costas para o movimento de um restaurante.
Pela ignorância, pelo ar entusiasmado com que a pessoa que está comigo olha para a acção que eu perco, e pelos torcicolos.
Cabendo-me a mim o papel de interagir com o empregado, fico sempre naquela postura a três quartos, sem estar realmente virado para coisa nenhuma. Uma perna debaixo da mesa, a outra para o lado, o braço em cima da cadeira do lado e a cara à procura do empregado. Parece que estou sempre à espera de uma oportunidade para fugir do restaurante, ou para ir vomitar à casa de banho.
O que gosto mesmo, é de ficar ao lado da(s) pessoa(s) com quem partilho a refeição, assistir à mesma realidade, e ir comentando tudo o que se vê. De preferência fazer Corte e Costura, inventar histórias sobre os outros casais, descobrir assassinos em série e testemunhas de Jeová entre a restante população. Acho que foi isso que se passou na última ceia. Todos se recusaram a ficar de costas, tal não era o espectáculo que perderiam. Daí aquela agitação toda. O foco da última ceia está atrás da câmara, quero dizer, do pincel de Da Vinci. Aí é que está a animação, o frenesim, o forrobodó. Isso mesmo, nas costas do pintor. Aqueles rapazes mais não fazem que comentar e dizer piadas sobre o que se passa. O barbudo do meio deve ter muita graça, já que todos os rapazes parecem estar interessados na piadinha que ele está a mandar.O que é que realmente se passou à frente daquela mesa ? Que restaurante é aquele ? Que outras pessoas participaram na última ceia ? Acho que vou escrever um livro sobre este assunto e criar um novo código de Da Vinci.

quarta-feira, março 02, 2005

Publicidade

ao concerto dos U2. Para vender o quê ? Quem foi a alminha ilumidada que decidiu arrancar com a campanha do concerto, nos outdoors da cidade ?



Nota do autor: Se alguém vier parar a este blog por pesquisar "bilhetes U2 concerto Portugal" peço desde já imensa desculpa. As únicas fila da FNAC que eu tolero são as de Natal e da BP só a bilha de gás para o aquecedor que mantém a sala acima dos 20 graus.
Lamento, mas não tenho bilhetes.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Antebison


Então e desta vez? Também acham que a bola não entrou ? Que vergonha senhores vesgos batoteiros. Aprendei a jogar à bola e depois vinde jogar com o Glorioso.
Mais uma vez, se isto daqui a pouco, correr para o torto, voa a Águia, voa a Iguana com asas, voa o post, voam os comentários, vai tudo a eito.