terça-feira, junho 14, 2005

PREC

Desses tempos, no meio da minha colecção de autocolantes, existe um cartaz assim

A frase "Força força companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço" fazia parte da letra de uma canção de apoio ao então primeiro ministro. Verão quente de 1975.
Para mim, esses tempos foram marcados pelas imagens, os relatos e as músicas que chegavam lá a casa. Os autocolantes, os cartazes, os discos, a televisão, as histórias dos confrontos MRPP / PCP no Pedro Nunes contadas pela minha mãe e os sons das notícias na rádio.
Todos os dias entrava casa dentro um mundo de informação. Eu vivia as histórias de então, como se vive um derby Benfica Sporting e discutia os assuntos como se de um Benfica Sporting se tratasse. Lá em casa éramos todos do Benfica e os vizinhos de baixo eram todos do Sporting. Animadas as conversinhas nas escadas de serviço.

Vasco Gonçalves sempre foi, para mim, um Homem íntegro.

quarta-feira, junho 08, 2005

Estou sim

Bem sei que a senhora não se cala e que, regra geral, sem qualquer excepção conhecida, as conversas telefónicas duram para lá de uma hora.
Isto requer que o telefonema seja feito em local confortável, de preferência deitado, com mantimentos suficientes, kit de sobrevivência, algália e arrastadeira ao lado.
Eu nem estava focado no telefonema, vi que A. se deitou no sofá, comando numa mão, telefone na outra, e quando diz "estou M. ?" percebi que era coisa para durar horas.
Estava a trabalhar na sala ao lado e, de vez em quando, ouvia os "hum hum", os "pois claro" e os "sins", que permitem ao interlocutor perceber que está a ser ouvido, enquanto despeja as carradas de informação. Falar com aquela senhora é como fazer download de um ficheiro de vários giga, mas requer que, de vez em quando, se vá dizendo que a informação está a chegar.
Houve qualquer coisa na televisão que me fez sair da secretária, dirigir-me à sala do lado e ir ver o que se passava no pequeno écran. Fiquei uns cinco minutos e quando me desconcetrei percebi que não só a A. tinha deixado de fazer "Hum huns" como estava a respirar com algunm ruído a tender para o ressono. Do lado de lá da linha ouvia-se "Estou ! Aaaaaa. Estouuuu. Oh Aaaaa."
"Desculpa acordar-te A., mas não estás ao telefone?"
"Hum ... Ahhhhh Pois estou. Aiiiii desculpa M. Adormeci"
Depois deste incidente, que levou algum tempo a contextualizar, seguiu-se uma hora de download.

terça-feira, junho 07, 2005

A Cidade

... estive parado no trânsito. Por alguma razão, um acidente à tardinha do lado de lá da ponte, parou o trânsito na cidade. Lembrei-me de um programa na TSF "O homem que gostava de cidades". Não sei se é este o nome do programa, mas lembro-me das conversas entre dois cumplices do urbanismo, que passeavam pela cidade. Falavam das geometrias, das histórias e da vida das pessoas. Dos silêncios, dos desertos urbanos e da solidão. O homem que gostava de cidades foi um bom programa.
A rua em que parei não é direita, antes tem geometria variável e desliza pela colina aos ésses. Bestial para conduzir. Tangente ao bairro em que cresci. Um bairro de paralelas e perpendiculares, nada dessas maluqueiras de serpentear colina abaixo, muito certinho e quase sempre plano, a contrastar com os artistas, os filósofos e os doutores que por lá moram. Agora é um bairro da moda, franchizado e a mercearia do sr António há muto que já nem existe.
A rua em que parei está muito igual ao que sempre foi. Vem quase do rio e só pára nos arcos do aqueduto, tem uma estação de caminho de ferro, depois vêm muros longos e casas baixinhas com roupa pendurada para a rua, conversas de vizinhas balofas à janela, tem a meia laranja vigilante do casal ventoso, ainda se descobre a fonte, o frenesim e a miséria. Quando passa pelo meu bairro alinda-se e ganha espaço. Logo a seguir ao prédio roxo da TV Marcelo retoma a forma estreita e curva, a esquadra já não existe e não sei porque se chamava dos terramotos, no fim divide-se em duas, uma por baixo de cada arco.
Nunca passei para lá desta rua. Para mim era a fronteira áté onde podia ir. O que estava do lado de lá, só sabia pelas histórias dos meus colegas de primária e do ciclo. Tinha uma certa inveja quando me contavam que percorriam todo o túnel do combóio a correr. Nunca descobri se era verdade, o Paulo era um bocado exagerado e o Fernando não era flor que se cheirasse, mas que me arrepiava com a aventura, isso arrepiava. A Dona Inês, a minha professora primária, de sotaque Açoreano, provavelmente também separava os dois lados da rua. Os meninos do lado de cima e os meninos do lado de baixo.

sexta-feira, junho 03, 2005

Dei uma volta ...

... pelas redondezas. Resolvi postar uma letra do Jorge Palma que me veio à cabeça enquanto lia alguns posts. Não espelha o que sinto pelo que escrevem, ou pelo que sentem. Tenho muita vontade de continuar a ler-lhes a alma. Acho que lhes ficam bem melhor os sorrisos.


Minha Senhora da Solidão

Minha senhora da solidão
Minha senhora das dores
Quanto tempo falta para te ver sorrir
Quantas misérias ainda vais exibir
Quanto tempo mais vou ter de te ouvir queixar?

Minha senhora da solidão
Vê como o Sol brilha hoje
Odeio ver-te sempre de luto
Gostava de ver o teu olhar enxuto
De descobrir alguma graça no teu andar

O teu crucifixo não me ilumina
E o teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Huuum, não ajudas ninguém...

Minha senhora da solidão
Minha senhora dos prantos
Tens um "ai" encravado na boca
Que dia após dia te sufoca
Precisas de bem mais que uma simples oração

Minha senhora da solidão
Minha senhora das culpas
Tenho que evitar o teu contágio
Não quero mais saber do teu naufrágio
A praia esteve sempre ao alcance da tua mão

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Huuum, não ajudas ninguém...

sexta-feira, maio 27, 2005

Histórias em dia ...





Já refeito de 15 dias de licença parental, cabe contar aqui na CdC a ida à Disney. A saber, o António ficou entregue à Avó e o João e o Manel, estavam entusiasmados com uma suposta ida de avião para o Porto. Não sabiam a tia Nini também ia connosco, que levava as primas e que o destino era a terra do Nunca. E que por magia, haviamos de ficar no mesmo hotel da tia R e do tio D que levavam o M. e o L. Com tanta surpresa no mesmo dia, comecei a ficar com a sensação de que já nada os surpreenderia. No aeroporto descobriram as primas e a tia, no avião descobriram que o destino era Paris, ainda a sabedeuseocomandantequantos pés de altitude souberam da Disney e finalmente no hotel encontramo-nos com os amigos. Pareceu-me que já não reagiam a surpresas, e que se lhes disséssemos que na verdade íamos de foguetão até à lua, ou passar o fim de semana em sobral de monte agraço que já tem um parque infantil, a reacção ia acabar por ser muito parecida. Quase nenhuma.
O problema do hotel era a loja disney lá dentro, e as repentinas aparições de personagens conhecidas. Qualquer uma destas coisas afastava-os de qualquer tipo de controlo e desapareciam com alguma regularidade. Bendita hora em que as primas resolveram ir. São mais velhas e conseguem descobri-los com facilidade, empurrar o carrinho de bébé e surropiar, com discreção, dúzias de croissants no hotel, responsáveis por assegurar algum conforto gastronómico durante o dia. Minhas ricas meninas que tanto jeito deram.
Em poucos dias, tantas surpresas e emoções. Ali à mão de semear a branca de neve, a bela adormecida, o dragão, o peter pan, o capitão gancho, os carrocéis, os piratas das caraíbas, os incríveis, a montanha russa da mina (sabe Deus porquê o João não quis repetir esta viagem), as casas na árvore, o país das maravilhas, mais combóios, mais barcos, mais piscina do hotel, mais sala de jogos do hotel, algumas prendas, autógrafos e fotos com os personagens (a Minnie no último dia estava a modos que armada em parva e não nos ligou nenhuma). Houve ainda tempo para uma tarde em Paris com direito a passeio turístico de autocarro, com a Torre Eiffel a insistir em aparecer ao longe ao perto ou mesmo por cima das nossas cabeças - à conta disso agora chama-se torre belharc.
Quando confrontados com um balanço final e com o top do que mais gostaram, a resposta é surrpreendente
- a piscina do hotel;
- a sala de jogos do hotel;
- as prendas.
Afinal uma ida até ao novo Sheraton no Porto era bem capaz de ter tido o mesmo efeito e ia com toda a certeza sair mais em conta.

sexta-feira, maio 20, 2005

Regresso...

... ao trabalho depois de 15 dias de trabalhos parentais. A Caixa de Costura atingiu os 30 mil visitantes, sem que eu desse por isso. Devia estar a tentar que uma parcela significativa daquela sopa de legumes feita com água de cozer borrego lhe chegasse ao estômago. Eu compreendo-o. Aquilo não pode saber senão mal.
Não sei porque raio de carga de águia isto está escrito a vermelho, mas até me parece bem. Estava capaz de apostar a côr do
100nada em como a águia volta campeã da visita à pantera. Mais uma vez, se a coisa der para o torto, é só apagar este post, alterar-lhe a côr e voar baixinho até à próxima época.

domingo, maio 15, 2005

10 mandamentos

Não acordarás antes das 7 da manhã
Não cagarás mais que três vezes por dia
Dormirás uma sesta de duas horas todos os dias
Não chorarás quando o progenitor descansar
Não espalharás a sopa que te dou, num raio superior a dois metros
Não te sentirás trocado pela Playstation, e se o sentires não o darás a conhecer ao mundo
Não guincharás a torto e a direito
Não recusarás o biberon acabadinho de aquecer
Não acordarás com o barulho do computador a ligar
Não farás um sorriso de contente sempre que me vêsa e que me faz esquecer dos 9 mandamentos anteriores.

terça-feira, maio 03, 2005

Era uma vez ...

... uma peça de fantoches criada para o dia da mãe. Texto, encenação e figurinos todods criados pela R. que é a baby sitter dos Marias nos finais de tarde. É a história da Raínha Ana e do Rei André e dos Príncipes das Bochechas, dos Caracóis e dos Choros. A peça acaba com a demonstração de que a raínha Ana é uma super mãe com fantoche de capa a voar pelo cenário. A estreia foi na véspera do dia da mãe, contou com a presença de algumas avós e de um avô, o palco foi a parte de trás do sofá grande em casa da avó.
Mais uma vez, tudo parecia estar a correr bem. O JM lia o texto e geria os fantoches dos Rei, da Raínha e da Raínha Grávida, o MM geria os fantoches dos príncipes, da casa, do coração, e do esparguete à "golomesa". Na última cena, quando aparecia a super mãe, não existe consenso sobre quem ia manusear o fantoche. Enquanto a plateia estava comovida com a peça e com a performance dos principes, já de lágrima no canto do olho, os dois começaram a puxar o fantoche cada um para o seu lado. Cena de gritaria, pancadaria nos bastidores, insultos, fantoches a voar por cima do sofá, páginas do texto rasgadas e um fim de festa animado. Lá acabaram por agarrar os dois na super mãe e fecharam a peça. Eu diverti-me muito e a Ana ficou embevecida com tudo aquilo, a R. vai ter uma avaliação positiva neste semestre.

Agora vou estar uns dias quietinho, sem postar, porque na quinta feira vamos levar os actores à Disney (eles acham que vão ao Porto de avião) e depois entro em licença parental (fim da licença da mãe) e tenho milhares de coisas para tratar e não tenho tempo para tudo o que há a fazer. Até ao meu regresso ...

quarta-feira, abril 27, 2005

Zoológico

Lá foi a família inteira ao Zoo. As cobras, os tigres, os leões, os macacos, os ursos, as girafas. Grande euforia, estava tudo a correr tão bem até chegarmos aos elefantes.
O que ali se passou vai-lhes custar, a cada um, pelo menos uma década de psicanálise. Estavam quase todos a alimentar-se dos excrementos de um dos elefantes, utilizando a tromba para se abastecerem directamente na fonte. Queeeeeeeeeeee nojo.
- Paiiiii. Olha que porcos os elefantes. Estão a por a tromba no r...
- Cala-te que ainda levas uma chapadona.
- Pai, mas o Manel está a dizer a verdade. Que nooojo.
- Não está nada. Queres apanhar também ?
- Mas pai ...
- Meniiiiiinos. Vamos embora, vamos ver as girafas.
- Mas já as vimos há bocadinho.
- Pois já, mas agora elas estão ainda mais altas porque já cresceram um bocadinho. Vamos embora já disse. Saiam daí.

Da próxima vez que quiserem ver animais compro um livro da verbo sobre a vida selvagem.

terça-feira, abril 26, 2005

A revolta do Fadista

De passagem pelo aterro sanitário televisivo, entra-me sala dentro a quinta das celebridades. Gonçalo da Câmara Pereira, mostrava-se alterado, distante do habitual ar folião, voz alterada e expressão de “caso mal resolvido”. Pensei tratar-se da difícil digestão de mais uma expulsão, ao que sei de Elsa Raposo, na véspera. Até que perante a frase “Desculpem mas a mim o Cravo Vermelho dá-me vómitos.”, descobri que a indigestão do fadista é bem mais antiga. Tem trinta e um anos. Ele contextualizou: “Eu fiz o 25 de Abril, um dos meus irmão estava na coluna do Salgueiro Maia, e eu estava no quartel. Depois do 25 de Abril fomos para Angola e quando regressámos, a minha família tinha sido expropriada das herdades. Ficámos sem nada, até fome passámos. Por isso, a mim, o Cravo Vermelho dá-me vómitos”. A revolta do fadista foi provocada pela distribuição de cravos na noite de 24 de Abril aos concorrentes de tão democrático concurso.
Sou o primeiro a admitir que o período pós revolucionário é rico em excessos, resultado óbvio da contenção de décadas, das ideias reprimidas e perseguidas, da imensa (mas nunca demais) liberdade reconquistada. E dos excessos, surgem os contra excessos, também em formatos pouco recomendáveis aos nossos sensatos olhos.
Não arranjo justificação para muito do que se fez em nome da Revolução de Abril. Acho tacanha, redutora e, por vezes, muito conveniente, a confusão entre a conquista da liberdade e os excessos cometidos em nome dessa liberdade. È mesquinho, e no mínimo, desinteligente.
Aproveito para radicalizar o raciocínio.
Jesus Cristo morreu pelos homens, por todos nós. Trouxe ao mundo uma boa nova, trouxe esperança e ensinou-nos o amor a Deus e aos Homens. Em nome de Jesus Cristo, da fé e da Igreja Católica, já se cometeram todo o tipo de atrocidades. O princípio básico mantém-se o mesmo: amar a Deus e ao próximo. Em nome deste amor já se guerreou, já se colonizaram continentes sem qualquer respeito por quem neles já habitava, já se colocou o sol na órbita da terra, já se queimaram os pensamentos contraditórios. Não acredito que o fadista sinta vómitos perante qualquer símbolo religioso, nem acho que o deva fazer. O essencial é a revolução no coração dos homens trazida por Jesus Cristo. O que se fez em nome dessa revolução deve ser objecto de reflexão para que não se repitam os mesmos erros. Com Abril, e com os Cravos Vermelhos a separação é exactamente pelo mesmo tracejado.

terça-feira, abril 19, 2005

Post

... a nove dedos.
- Posso ficar com a cabeça do dedo descoberta?
- Porque ...
- Para conseguir escrever no teclado
- Não vai ser possível. E duvido que consiga usar a mão direita porque o dedo ainda lhe vai doer durante, pelo menos, o dia de hoje.
Toma. Aqui está um post a nove dedos. Sete, porque os mindinhos raramente entram ao barulho e não contam, e os polegares só vêm à tecla de espaços ao alt e às flechas que apontam para o monitor.

Isto é o resultado de ter arrancado uma pele junto da unha, e da infecção subsequente.
Anelar da mão direita enfaixado. Se fosse o da esquerda tínhamos chatice em casa.

segunda-feira, abril 18, 2005

Mas que raio

de substância terei eu ingerido, que me forçou a estreitar a minha relação com a casa de banho no último sábado ? Má disposição e trânsito desregulado levou-me várias vezes a precipitar-me até à tal divisão da casa. Nem acompanhei o jogo do Benfica, e ao que parece, ainda bem. Parece que temos os Spontings à perna, o de Braga e provavelmente o de Portugal também.
Terá sido da ida familiar à loja do cidadão, na vã esperança de conseguir bilhetes de identidade para os Marias ? Terá sido resultado da festa de 60 anos de um familiar na noite de Sexta Feira no páteo alfacinha (não gosto daquele sítio, faz-me lembrar a decadência do Portugal dos Pequenitos em Coimbra)? Não faço ideia o que foi, mas eu e a minha casa de banho estamos muito mais próximos desde este fim de semana. Não é uma relação que me interesse aprofundar.
No rescaldo da indisposição, uma fogaz ida até à zona sul da expo para um almoço de amigos. O João calçou os patins em linha e manteve-se equilibrado. O Manel não largou a mota de plástico e quase desaparecia em direcção a Norte, quando o descobri era um pontinho encarnado longe no horizonte, quase no oceanário. Rweclamam para si os títulos de príncipe da mota de Power Ranger Azul e príncipe dos patins. Para o próximo sábado está prometida uma descida da Alameda, pelo sim pelo não é melhor mandar cortar o trÂnsito da Almirante de Reis.

sexta-feira, abril 15, 2005

Mandatos

O Governo quer limitar o número de mandatos exxercido por uma figura em determinados cargos políticos. Presidências de Câmara e de Governos Regionais fazem parte da lista proposta, deputados nem por isso. O PSD acusa o governo de legislar à medida de Alberto João Jardim. Mesmo que seja o caso, até concordo que se faça.
A limitação deveria ser imposta apenas a presidentes inflamados e com alguma tendência para a palhaçada de regiões autónomas e de arquipélagos com menos de 5 ilhas, com uma economia dominada pela produção de bananas, bordados, vinho, espetadas, défice democrático, corrupção e off shore.
Estão também abrangidos por esta lei, os presidentes de clubes de futebol da região Norte do país e que tenham, na presente época, trocado pelo menos duas vezes de terinador.
A lei deveria ser aplicada no imediato com efeitos retroactivos.

terça-feira, abril 12, 2005

Despedidas

Aí há uns dias atrás, antes de umas compras atribuladas, jantámos num restaurante franchisado indiano e ficámos relativamente perto (quase ao colo) de dois casais. Um desses casais tinha dois filhos e outro se os tinha, deixou-os sabiamente ao cuidado de alguém. O João e o Manel também ficaram com a avó e connosco só estava o António, que não sendo propriamente bonito, acaba por chamar a atenção por ser bébé.
Dez minutos depois de nos termos sentado já sabíamos o nome de toda a família e já tínhamos anunciado que o António era o mais novo de três. Quando os casais se levantaram para sair, desejaram-nos felicidades, que nós obviamente retribuímos, e partiram.
Ora este é um estranho fenómeno. De repente as pessoas que conhecemos acidentalmente, deixam de se despedir com uma Boa Tarde, ou Boa Noite ou Bom Fim de Semana e passam a desejar felicidades. Isto começou a notar-se quando nos preparavamos para casar e agravou-se com o aparecimento dos filhos. Existem duas teorias sobre o assunto:
Teoria I
As pessoas desconfiam dos projectos de vida a dois e ainda desconfiam mais se envolverem descendência. Quando se despedem de pessoas nestas condições dizem "Felicidades", mas o que querem dizer é "Felicidades. Vão precisar delas, casados e com crianças. Se pudesse ficava aqui a desejar felicidades o resto do dia, mas infelizmente não posso e mesmo que pudesse não ia adiantar grande coisa. O vosso destino já está traçado. Imaginem. Casados e com filhos." Nestes caso os votos de felicidades são dados do fundo do coração, com conhecimento de causa, mas escondendo a razão pela qual precisamos tanto dela.
Teoria II
As pessoas preferem desejar felicidades a quem aparentemente já se encontra numa das rotas certas para a felicide e dizem-no por redundância. Neste caso o que querem dizer é "Mesmo que eu fique para aqui caladinha, já nada vos safa da felicidade, portanto olha. Felicidades"´. Os outros que não dão sinais externos de rumo à felicidade, que não aparentam ter encontrado as almas gémeas ou que não ostentam crianças ao colo, continuam a levar com o boa tarde, boa noite e bom fim de semana.
Isto se tiverem sorte, porque se derem sinais externos de infelicidade, um sem abrigo por exemplo, arrisca-se a ser ignorado ou pior ainda maltratado. Segundo esta teoria deseja-se felicidade a quem menos precisa e deseja-se ver pelas costas quem mais precisa de votos de felicidade.

Não sei qual das teorias é a correcta, mas estou muito tentado a acreditar na primeira. A segunda é tão absurda.

segunda-feira, abril 11, 2005

Tanto mar

Apanhaste-nos a todos de surpresa
- Sabes quem fala?
- Adriana
- Estou em Lisboa
Fiquei escasso em palavras, perdi o pé.
- O Ivan e a criançada?
- Ficaram no Rio. Vim cá em formação.
Bem sei que à velocidade a que acontecem os dias, nem reparamos nos letreiros da nossa distância, do tanto mar. Nem sei há quanto tempo partiram. Só sei a falta que nos faz ter-vos mais perto.
Agora, sem aviso, à mão de semear. Ainda nessa manhã, a Ana tinha falado com o Manel sobre os tios que moram na terra do português com sotaque.
Combinámos que te ia buscar. Levei o João Maria, que ensaiou a canção da Maria Rita para te cantar. Ele adorou o gato das redondezas. Eu sou alérgico a gatos e provavelmente foi isso que me encheu os olhos com água salgada. Por azar, logo na altura em que abracei.
A casa nova, o Manel que só tinhas visto em bébé, o António que não conhecias, as fotos do João a andar de mota e do Leo com os caracóis loiros, o telefonema para o Ivã. Há ainda tanto a sincronizar. Descobri que houve quem gostasse do vosso jantar de despedida, aquele a que não pudeste ir porque tinhas milhares de coisas para tratar antes do vôo e que custou os olhos da cara. Eu hem!!!
Vamos ver-nos mais nestes dias que faltam, e vamos fazer uma almoço ou um jantar de despedida outra vez. Se puderes comparecer vai ser bom. Legal se voçê pintar.
"Qualquer dia, amigo, eu volto, para te encontrar ..."

terça-feira, abril 05, 2005

(Ela na fotocopiadora a cantarolar Djavan)
- "Meu bem querer... é segredo, é sagrado, está sacramentado em meu coração... "
Vira-se para mim
- Sabes André, que eu sou uma grande frustrada.
- Eu sei.
- Eu nasci com um microfone na mão. Eu nasci para viver na ribalta.
- Já imaginava isso.
- Então e tu André, quando é que vais à menina ?
- Desculpa ?
- Quando é que encomendas a Constança ?
Risos meus
- Estou a falar a sério. Quando é que vem lá a menina ?
- Desculpa. Estou a rir-me por já teres nome para uma filha minha.
- É que tu tens ar de tio, o que é bom aqui no meio de nós. Nós somos todos roskof é sempre bom haver assim pessoas distintas.
- Ó rapariga, que disparate
- A sério. Mas diz-me lá tens dois rapazes, não é?
- Três. O último nasceu há quatro meses.
- Ai não sabia, parabéns. Chama-se como?
- António ...
- Maria. Não é verdade ? Os teus filhos são todos Marias. Vês como és muito tio.
- Essa agora !!!
- Mas agora a sério. Diz-me lá, és muito devoto da Virgem Maria?
Risos meus. Muitos
- Agora a falar a sério.(muda de expressão) È que uma tia minha era muita devota à Virgem Maria e chamou Maria aos filhos todos.
Ataque den riso meu
- Desculpa estar a rir, mas não me estou a aguentar. Mas não tem nada a ver com a Virgem Maria.
- Pois, mas olha que podia ser. Tenho muitos primos e primas Marias
(já a lacrimejar de tanto rir)
- Ai desculpa, mas tenho que ir fazer xi xi. Não me estou a aguentar.
- Vês que bom que é rir. Faz bem André. Vai lá antes que te mijes aqui.

segunda-feira, abril 04, 2005

Compras do Mês

Os Marias mais velhos estavam entregues à avó. Grande oportunidade do António Maria saborear as raras oportunidades de filho único. Para mal dos pecados de todos nós, a dispensa, congelador e preteleiras de bens essenciais estão em ruptura de stocks. Estamos naquele período em que quase todas as necessidades são resolvidas por soluções de contingência. Torradas com margarina porque a manteiga acabou, tomar duche com fairy e amaciador da roupa porque o gel e o shampô acabaram, lavar a loiça com detergente da roupa porque o fairy nunca está no sítio dele. Posto isto, tornava-se urgente uma ida a um qualquer hipermercado tratar de repôr as existências.
Levamos o António a jantar fora e se a coisa estiver a correr bem, damos uma voltinha no hipermercado, trazemos o essencial, e pedimos para nos entregarem o resto em casa no Sábado de manhã.
Certo e sabido que, se a lista não estiver parametrizada, as compras excedem sempre as espectativas. Fenómeno engraçado, álgebra revolucionária, o número de coisas que pensamos comprar, nunca é igual ao número de coisas que colocamos no carrinho, que por sua vez nunca coincide com o número de coisas que pagamos e que nada tem a ver com o número de coisas que nos entregam em casa.
Meia hora no talho para o senhor preparar a carne e dividi-la em saquinhos, mais fiambre e queijo cortado à medida, mais umas gambarolas que estavam a um preço camarada, peixinho também pedido na peixaria, e frutas e legumes devidamente escolhidas e pesadas. Tudo o resto foi da prateleira directamente para o carrinho, que muito a custo lá arrastámos até à caixa.
Quando solicitámos a entrega em casa, já com o António aos guinchos porque estava em cima da hora do beberon, a senhora surpreende-nos com uma notícia invulgar "Este fim de semana já não temos disponibilidade para entregas. Talvez na segunda de manhã seja possível."
"Lamento imenso, mas assim sendo, pago esta´garrafa de água donde já bebi e deixo-lhe aqui o carro com as compras."
Ainda preenchi uma reclamação pela demora do serviço e por não existir qualquer informação destinada a esclarecer quem se proponha a gastar duas preciosas horas de fim de semana nas compras do mês.
No Sábado de manhã, num hipermercado da concorrência, voltámos a fazer as compras. Às três e meia já estavam entregues e às cinco já estavam artrumadinhas nas prateleiras. O fairy regressou ao lava loiças e as torradas já não provocam vómitos.

sexta-feira, abril 01, 2005

Ufffff !!!

Que semana...
Tanto temopo sem costurar. Nem alinhavar eu alinhavei.
Terça Feira foi dia de Gala da entrega dos prémio do Webcedário, e lá fui buscar o traje a um canto do armário, retirei-lhe o pó, o bolor e os cogumelos que entretanto tinham crescido dentro dos bolsos. Valeu a pena. A minha frase teve direito a um dos restritos lugares da Shorlist:

Espreitem todos os prémios que vale a pena.

Depois foi um corre-corre, uma lufa-lufa sempre a queimar deadlines (se as linhas estão mortas, não entendo porque é nos preocupamos tanto com elas), sempre no limite.
Eis-me de volta. Lembrei-me de uma frase que bem podia fazer patrte de uma canção do Jorge Palma, ou dos Toranja (ainda ninguém me convenceu que não são a mesma pessoa):
"A luz do sol, por si só, não justifica tanta fantasia no teu olhar"

segunda-feira, março 28, 2005

Hoje ao almoço ...

... feira do sexo.
Como tema de conversa entenda-se. Lisboa vai receber uma feira erótica segundo o modelo praticado há treze anos em Barcelona.

Se a fil decoração, e a fil casa, e a fil noivas levam milhares de casais à feira, e se a fil auto e a nauticampo levam outros tantos não vejo razão evidente para que a fil ssss ssssseee sssseeexxxxx sssssssss sssssss coisa e tal não leve muitos mais.
É sabido que quem vai à fil casa ou à fil decoração regressa a casa de mãos a abanar muto satisfeita com o seu T2 na tapada das merçês e com as suas paredes verde azeitona de Elvas e castanho merda. Mais certo ainda que mais que metade dos casais que vai à fil noivas sai de lá em pânico com os custos da boda, ou a discutir a cascata de gambas e o leitão do copo de água, e que o mais provável é nem chegarem a casar. Que quem vai à fil auto, o faz pelas gajas e pelos autocolantes das marcas, e regressa a casa de trombas no seu fiat uno de 1990 equipado com volante, cintos e pedais desportivos. E que a nauticampo é a melhor altura para comprar um fogareiro a gás e uma geleira de 50 litros, porque o avançado da roulote da caparica está a precisar de uma séria remodelação e o Silva do 34F, que por azar fica mesmo à beira das casas de banho, já tem uma mesa de picnic das mais modernas. E que para além disso ainda oferecem uns sacos muito giros e dá para ver uns barcos e umas caravanas donde se podem tirar umas ideias lá para o parque.
Ora se 95 por cento das pessoas saiem destas feiras sem nada de novo nas suas vidas, estou convencido que a ida à feira da tal coisa do sssssssssssssssssss seeeeeeeeeeeeee ssseeeeeeeeexxxxooooooo, do coiso, só pode devolver casais satisfeitos, cheios de vontade de chegar ao T2 ou ao avançado da Caparica e de experimentar os novos conhecimentos e adereços. É com certeza a garantia de mais dez anos de felicidade em qualquer relação. Uma autêntica lufada de ar fresco.
Eu quero ir, só tenho que ter uma conversinha rápida aqui com Ana. Se começar a falar hoje, talvez lá para Julho já esteja convencida.
- Juro-te que achei que era a Fil decoração. Até estava a pensar ir ver a exposição da Graça Viterbo que ouvi dizer que estava o máximo. Não percebo. Devo ter trocado as datas. É pena já ter comprado os bilhetes, mas se não quiseres ir, eu respeito a tua vontade. Levas o carro que eu depois apanho um taxi à saída, ou se calhar até vou de boleia com aquelas mam... com aquelas senhoras que estão ali a olhar para mim.

Chegou e disse

Agora já nem consigo viver no silêncio. Estranho-o.


Também eu

Balbúrdia no Oeste

- Pedro. Olhas por eles aí fora que eu estou a fazer aerosóis ao Manel.
- Estou na sala a olhar pelos bébés. Fecha a porta do quarto que a máquina dos aerosóis não me deixa ouvir se eles lá fora estão a asneirar. A doida da Madalena estava trepar para o berço do António.
(...)
- Pai. Estou um bocadinho, molhado. Estamos na rega e a mangueira é muito maluca.
- Peeeeeedrrrro. Eles estão lá fora a brincar com a mangueira. Vai lá que eu fico a tomar conta dos bébés.
- Madalena sai de cima do António. Senta-te aqui na cadeira. Esta tua filha já se mostra um bocado tarada.
(... lá fora ...)
- Olhem para o vosso estado, todos encharcados. Voçês são enxertados de parvos. Como é possível. Já lá para dentro que têm que trocar todos de roupa. Que estupidez.
(... cá dentro ...)
- Buáááááááá.
- Cala-te António é só uma miúda mais assanhada que te trepou para o berço.
- Buáááááááaáááááááá
- Ai Madalena granda cambalhota. Então com quase 15 meses não te aguentas na cadeira sem mergulhar de cabeça no chão ?
- Buáááááááááá.
- João Maria quem é que teve a ideia da Mangueira.
- Foram eles que estavam a brincar com a mangueira.
- Eu perguntei de quem foi a ideia?
- Foi minha.
(...)
- Mas onde é que elas foram?
- Acho que foram a uma loja ver umas coisas.
- Isto assim não dá, vou telefonar-lhes para voltarem.
(...)
Moral da história:
João Maria: Um dia sem Gameboy pela autoria moral do crime da rega descontrolada
Gonçalo e Gui: Um dia sem Gameboy pela prática do crime da rega descontrolada
André e Pedro: Uma a tarde a ouvir piadas e insinuações sobre o facto das respectivas serem, na realidade, indispensáveis.
Madalena e António: Proibição de partilharem o mesmo metro quadrado sem vigilância.

quarta-feira, março 23, 2005

Páscoa

Depois da quaresma, eis que finalmente chega a Páscoa. Além da penitência e das muitas Aleluias, a páscoa traz-nos uns coelhos especiais que põem ovos de chocolate. Os mais sofisticados ainda põem ovos de chocolate com brinquedos lá dentro. Estes coelhos são provavelmente o resultado do cruzamento de uma galinha, com um cangurik (o animal do Nesquick que se assemelha a um canguru e fabrica chocolate em pó) e um action man. Além de tudo isto, a Páscoa antecipa o fim de semana com uma santa Sexta Feira Santa, e nada melhor que ir com a família até São Martinho. O primeiro fim de semana fora a cinco. E pelos preparativos, prevejo aventuras capazes de fazer inveja a qualquer obra da Enid Blyton.
A primeira aventura é fazer com que a casa caiba no carro. A Bimby vai porque sem Bimby é impossível sobreviver, a máquina de costura também vai para ver se se consegue dar um bom avanço ao negócio das t-shirts que tem mais encomendas que a capacidade de produção - o sector textil está em crise mas aqui não se nota nada disso. Além destas máquinas (a Playstation fica, onde já se viu levar a Playstation para fim de semana), é preciso levar a cama de bébé, mais a roupa se estiver frio e a roupa se estiver calor (por azar São Martinho tem um microclima como Sintra e nunca se sabe) e o melhor é fazer aqui as compras do supermercado e levá-las para lá para não perdermos tempo em compras. Depois é só mais as bicicletas, as trotinetas e os patins. E pronto, agora é só enfiar tudo numa carrinha de cinco lugares (espero que o novo código de estrada não proíba que uma criança viaje, com capacete e colete reflector obviamente, numa bicicleta atrelada a um ligeiro). Pôr os cintos de segurança entre aquelas cadeiras de criança é uma tormenta para os dedos, acabo sempre por partir um ou dois a colocar os cintos e os restantes a tirá-los:
- Ó sr Guarda, o senhor não me enerve. Eu sei que as crianças têm que viajar de cinto, mas aquelas coisas partem-me as mãos. Mas já que está aí sem nada para fazer, faça-me o favor de colocar os apetrechos aos petizes.
Posto isto, e depois de pelo menos três paragens, porque um quer biberon, o outro quer chichi e o outro vomitou por cima de toda a carga, lá chegamos à casa de fim de semana. A casa é pequena, mas graças a Deus tem um terreno enorme à volta, onde eles se divertem muito quando não chove, o que não é o caso segundo a opinião dos meteorologistas (esses aldrabões). Numa casa com alguns 40 metros quadrados, ter três crianças fechadas mais que meia hora, é sinónimo de uma vontade irresistível de nos atirarmos de um penhasco. E se os há por aquelas bandas.
Para não vivermos esta aventura sózinhos, levamos um casal de amigos para repartirmos o eventual desespero. Claro que estes amigos também são os progenitores de três crianças encantadoras que vão partilhar connosco aquela imensidão de espaço.
Alguém conhece uma ama comparticipada pela Segurança Social, para os lados das Caldas da Raínha, que gostasse de passar a Páscoa com seis criaturas dóceis e bem comportadas ?

E Deus disse ...

"O Benfica merece ganhar o campeonato"

Ora se Deus disse, quem sou eu para duvidar.
Amen.

terça-feira, março 22, 2005

Actualizações...

... à direita.
Ginja com ela ... num duplex perto de si.



Webcedário ... imperdível ... genial.



Tem-me feito pensar muito, nestes últimos dois meses, à conta de um concurso.

Dia da Água

Parabéns à Gota e à Sereia pela parte que lhes toca.

A imagem vem do canto da segunda.

segunda-feira, março 21, 2005

Explicação

Já descobri a razão da Caixa de Costura ser um blog popular entre as gajas (por quem obviamente nutro toda a afeição).
Fiz aquele teste sobre que tipo de cérebro é o meu.
Só não coloco aqui o resultado por vergonha.
Quero divociar-me da minha cabeça. Por fora é meio que assim a atirar para o careca. E agora descubro que por dentro ...

Poesia e (obviamente) a chuva


Una os pontos descubra a imagem una as palavras descubra os sentidos
tic tac nítido gota pinga pinga tic tudo sem sentido tac corpo curva tic baço tac brilho pingo une água véu límpido contorno tic toque tac chuva choro pele luz
alma corpo nu tic tac tic

Sugestão
Tic tac tic tac tic tac
E se desligas o limpa pára brisas
O teu corpo nítido perde-se aos poucos
Uma pinga, uma gota, outra pinga, unem-se em fios
desfazem-se os contornos, iludem-se os sentidos
já nem sei se chove,
se é a água da chuva que te percorre em curvas o corpo nú
se é o teu choro que te traceja a pele na contra-luz
anda, mostra-me aos poucos a alma velada, faz-te em brilho
o bater do coração é só a certeza dos dias azuis
abraço-te

sexta-feira, março 18, 2005

Outdoor

... da Benetton. Concebido pelos designers Marithé e François Girbaud, este cartaz representa a última ceia. Cristo e os Apóstolos são mulheres com roupa da marca, e o único homem encontra-se à direita de Cristo (há quem defenda que Leonardo da Vinci pretendeu representar nesse mesmo lugar, Maria Madalena).

A conferência episcopal francesa conseguiu a proibição deste cartaz na promoção da nova colecção primavera verão da marca.

Vi esta nottícia na Visão, lembrei-me de um post não muito antigo, e não resisti a colocar aqui o cartaz.



Desta vez vejo-me obrigado a dar razão à hierarquia católica. É inadmissível brincar com a obra de tão grande mestre

quarta-feira, março 16, 2005

João Maria

A tua educação tende a preocupar-me

Episode I
Na sala de aulas
- Então meninos, digam lá quem é a pessoa mais importante do mundo
Comecei logo a ter espasmos "O que é que eles vão responder ? O Bush? O Bill Gates ? O Mourinho ? "
(todos em coro)
- É o Papa. (pode ser que se trate de um erro de acentuação associado a uma pieguice, se calhar querem dizer "é o Papá")

Episode II
- O meu melhor amigo, ora o meu melhor amigo. humm. Deixa-me cá ver. É Deus.
Auto-estima príncipe, o teu melhor amigo és tu.

Episode III
- O André Antunes deu-me um murro na pila.
- (estupor do míudo) Ainda te dói?
- Já não, mas se calhar já não posso ter filhos.
- Não me vais dar um netinho que seja ?
- Não. Não posso.
- Porquê ?
- Porque não me quero casar.
- E então ?
- E só se pode ter filhos se se for casado.
(resposta possível)
- Hummmmm. Ora deixa cá ver duas ou três tias que não sendo casadas têm filhos. A Tia I, mais a Tia T, .... O que é que dizes a isto ?

Um dia vens aqui ao bloguinho do pai e vês as respostas certas.
Mais importante do mundo:


Melhor amigo(a):


Filhos e casamentos:

terça-feira, março 15, 2005

Conversa telefónica

Eu - Então está combinado. Sexta Feira encontramo-nos na reunião. Um abraço
Ele - Adeus André. Um abracinho.

O que é isto ???!!! Eu ouvi bem ? Um abracinho ???? Onde é que este gajo pensa que está? No país dos Teletubbies ? Quem é que ele pensa que eu sou ? O Tinky Winky ?
Como é que vai acabar a reunião na Sexta Feira ? "Os Tubbies dizem adeus, os tubbies dizem adeus ..." Acho que vou estar maldispoto e infelizmente não vou poder comparecer.

segunda-feira, março 14, 2005

Falta de água

... desde do meio da manhã aqui no edifício. Não sei se efeito da falta de chuva, se do cano roto no parque de estacionamento se doutra coisa qualquer. Consequência imediata. Uma contínua vontade de urinar e os intestinos hiperactivos. Faço-me à estrada em direcção ao Núcleo Central para aliviar os sintomas numa casa de banho com águas correntes. Descubro uma romaria de gente a fazer exactamente a mesma coisa. Os que partem vão apressados, pequenas corridinhas, mãos nos joelhos, dobrados sobre o ventre, expressão de nervoso miudinho. Os que regressam vêm de cara alegre, passo certo, sorriso largo, mãos lavadinhas e consciência tranquila. Fiquei abismado com a quantidade de gente que encontrei. Nunca pensei que fosse possível ver tanta gente conhecida numa ida à casa de banho. Pessoas que trabalham no mesmo edifício que eu e que não via há semanas, encontrei-as finalmente na ida à casa de banho. Está certo que não falei grande coisa com elas, já que me cruzei com elas e portanto, ou eu ou elas estávamos prestes a atingir os limites da incontinência. Já estive em festas, em que me cruzei com menos conhecidos do que nesta ida à casa de banho. Inclusivé em houve uma festa dos meus anos em que não tinha tantos conhecidos quantos os que encontrei.
Não sei quanto tempo isto vai durar, mas se se prolongar por alguns dias, estou bem capaz de aproveitar para resolver um série de assuntos pendentes que tenho com algumas dessas pessoas. Levo o meu caderninho dos assuntos a tratar e posiciono-me ali, mesmo à entrada da casa de banho para as apanhar aflitinhas. Pode ser que digam que sim a tudo e que assim consiga resolver grande parte dos meus pendentes.

sexta-feira, março 11, 2005

Sirene

...se este barulho que vem do parque de estacinamento fôr do meu carro, vou ficar sem bateria. Final de tarde em beleza. Garantido.

quarta-feira, março 09, 2005

Pesquisas

O SAPO no fim da sua página apresenta as palavras mais pesquisadas naquele motores de busca. A saber fotos, mulheres, brasil, irs, mulher, dgci, gratis, portugal, imagens e porto. Ora vamos lá aumentar o número de visitas neste blog (tá bem tá bem estou a cometer plágios simultâneos):
- Mulher, ó mulher, viste as minhas fotos ?
- Fotos, quais fotos ?
- As fotos
- Mas que fotos ?
- As fotos
- Quais fotos ?
- As fotos
- As fotos ?
- As fotos das mulheres
- Mas que mulheres ?
- As mulheres ?
- Quem?
- As mulheres do Brasil
- Donde ?
- Do Brasil.
- Tu és mesmo um irs.
- Um irs??
- Sim, um irs. Individuo realmente stúpido.
- Então porquê?
- Porque não são fotos, são imagens
- Imagens, quais imagens ?
- Imagens que recortas das revistas das mulheres todas descacadas que tu lês às escondidas. Descascadas não. Nuas, completamente nuas.(esta palavra não está na lista, mas aposto que também é muito procurada)
- São fotos.
- São imagens.
- Fotos.
- Imagens.
- Tu és mesmo uma dgci.
- Uma dgci?
- Sim uma dgci. Uma dessas gajas completamente istúpidas.
- E porque é que eu sou uma dgci ?
- És uma dgci porque eu não preciso de andar a gastar dinheiro em revistas, podendo ter os originais grátis.
- Ai essa é boa. Grátis !!!!!
- Ai pois é grátis, pois é grátis. As mulheres não me largam.
- Quais mulheres ?
- As mulheres
- Mas que mulheres ?
- As mulheres
- Não te largam ?
- Não.
- Isso foi até à noite das eleições. Ultimamente não as tenho visto a rondar como era costume.
- Vão voltar. Quando eu fôr o presidente de Portugal
- Do quê ?
- De Portugal.
- Como ?
- De Portugal.
- Nunca vais ser Presidente de Portugal homem
- Já fui uma vez de um clube de futebol e hei-de ser de Portugal.
- Já me esquecia, foste presidente do Porto.
- Do Sporting.
- Foste do Porto.
- Fui do Sporting.
- Porto.
- Sporting.
- Olha já se acabaram as palavras. Vamos acabar com esta discussão ?
- Vamos.
- És um irs.
- E tu uma dgci, mas amo-te muito.
- E eu a ti meu irs.

(agora vou pesquisar no sapo a ver se aparece)

terça-feira, março 08, 2005

Mulher


Não sou grande defensor dos dias institucionalizados. Sei que ainda há distâncias a esbater. Sobretudo ainda me seduzem os encantos e que assim continuem flores. Esta mulher flor fica aqui para a Ana, para a minha mãe, para a minha irmã, para as minhas amigas, para as mulheres aqui da coluna ao lado, para as mulheres dos comentários em baixo, para as mulheres que por aqui passam.

segunda-feira, março 07, 2005

Esclarecimento


Para que conste, e no que diz respeito ao último post que publiquei, resolvi dar dois exemplos das muitas etiquetas que tento colocar quando observo pessoas. Não é minha intensão ofender nem as Testemunhas de Jeová nem os Serial Killers. Os Serial Killers que instanciam estas grupos têm por regra uma capacidade intelectual superior à da maioria das pessoas e normalmente são personagens de ficção (Hannibal por exemplo), os Testemunhas de Jeová são muito menos perigosos que os primeiros. Longe de mim querer ofender alguém destes grupos. Ofender um serial killer pode trazer dissabores, ofender uma testemunha de Jeová pode transformar as manhãs de Domingo num autêntico inferno.
Po fim, e para que tudo se esclareça, além destas duas categorias (o eventual erro do post anterior foi não ter dado mais exemplos), já imaginei que as pessoas que observo são:
- fotógrafos;
- delegados de propaganda médica;
- espiões de Leste;
- caixas de supermercado;
- agentes da CIA;
- estrelas de filme porno;
- tranficantes de droga;
- cirurgiões plásticos;
- bloggers;
- autarcas;
- jogadores de futebol em fim de carreira.

quinta-feira, março 03, 2005

De Costas

Não gosto de ficar de costas para a agitação de um restaurante. Não sofro de nenhum trauma mafioso, nem dou particular atenção à possibilidade de ser assassinado pelas costas enquanto como uma pizza. Para falar com franqueza, a ser assassinado em actividades gastronómicas, que seja com um conceito culinário duvidoso – como Carpaccio de Polvo. Enfim, decididamente não gosto de estar de costas para o movimento de um restaurante.
Pela ignorância, pelo ar entusiasmado com que a pessoa que está comigo olha para a acção que eu perco, e pelos torcicolos.
Cabendo-me a mim o papel de interagir com o empregado, fico sempre naquela postura a três quartos, sem estar realmente virado para coisa nenhuma. Uma perna debaixo da mesa, a outra para o lado, o braço em cima da cadeira do lado e a cara à procura do empregado. Parece que estou sempre à espera de uma oportunidade para fugir do restaurante, ou para ir vomitar à casa de banho.
O que gosto mesmo, é de ficar ao lado da(s) pessoa(s) com quem partilho a refeição, assistir à mesma realidade, e ir comentando tudo o que se vê. De preferência fazer Corte e Costura, inventar histórias sobre os outros casais, descobrir assassinos em série e testemunhas de Jeová entre a restante população. Acho que foi isso que se passou na última ceia. Todos se recusaram a ficar de costas, tal não era o espectáculo que perderiam. Daí aquela agitação toda. O foco da última ceia está atrás da câmara, quero dizer, do pincel de Da Vinci. Aí é que está a animação, o frenesim, o forrobodó. Isso mesmo, nas costas do pintor. Aqueles rapazes mais não fazem que comentar e dizer piadas sobre o que se passa. O barbudo do meio deve ter muita graça, já que todos os rapazes parecem estar interessados na piadinha que ele está a mandar.O que é que realmente se passou à frente daquela mesa ? Que restaurante é aquele ? Que outras pessoas participaram na última ceia ? Acho que vou escrever um livro sobre este assunto e criar um novo código de Da Vinci.

quarta-feira, março 02, 2005

Publicidade

ao concerto dos U2. Para vender o quê ? Quem foi a alminha ilumidada que decidiu arrancar com a campanha do concerto, nos outdoors da cidade ?



Nota do autor: Se alguém vier parar a este blog por pesquisar "bilhetes U2 concerto Portugal" peço desde já imensa desculpa. As únicas fila da FNAC que eu tolero são as de Natal e da BP só a bilha de gás para o aquecedor que mantém a sala acima dos 20 graus.
Lamento, mas não tenho bilhetes.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Antebison


Então e desta vez? Também acham que a bola não entrou ? Que vergonha senhores vesgos batoteiros. Aprendei a jogar à bola e depois vinde jogar com o Glorioso.
Mais uma vez, se isto daqui a pouco, correr para o torto, voa a Águia, voa a Iguana com asas, voa o post, voam os comentários, vai tudo a eito.

domingo, fevereiro 27, 2005

Duas Irmãs



Encontrei-as assim na Lisboa já velha. Duas janelas que nada reflectem, viradas para lado nenhum, costas para o rio. Uma ausente, morta, camuflada na degradada parede, envergonhada e entregue à sorte. A outra de luz fraca, a recortar a roupa de Sábado à noite...
As mesmas desculpas de sempre para aquelas saídas. Que é só um copo para acompanhar a bola com os amigos. Já sabe tudo de cor sobre os Sábados. Já lhe conhece o final. Sabe que o banho da tardinha e a camisa pendurada com cuidado o levam muito para lá da tasca do Alfredo. Depois é a barba acabada de fazer e aquele cheiro a Old Spice que a faz vomitar. Evitou a despedida e assim que ele foi para o banho, avisou-o das dores de cabeça e abrigou-se no quarto. Fechou as portadas, deitou-se e ficou para ali a ouvi-lo cantarolar baboseiras. Só queria adormecer e acordar no dia seguinte. Pode até acontecer, se a noite lhe oferecer um corpo de abrigo, senão são os copos sempre a mais, o regresso casa feito de gestos bruscos, o bater da porta, os gritos, os insultos que lhe rasgam a alma, o amor à bruta que lhe rasga o corpo, a porrada e o cheiro a vinho. Ainda o ouviu sair e acabou por adormecer. Acordou sobressaltada com o estrondo da porta.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Calma !!!

Falam como se não houvesse oportunidade para a frase seguinte. Mais depressa que a voz off do final dos anúncios de automóveis. Como se a pausa para respirar ou o ponto final significasse o fim da sua existência. São como o Sérgio Godinho, colocam uma frase em metade do espaço que esta normalmente ocupa. Mas não encantam, antes enerva e cansa ouvi-las. É preciso guardar cada frase que se lhes ouve, colocar-lhe um travão, e juntar-lhe os pontos e as vírgulas em número suficiente. Depois sim, consegue-se interpretar o conteúdo. Cada vez que respiram para dizer as 20 frases seguintes, parece que vão criar vacum.
Quis o destino que no meu dia de ontem me cruzasse duas vezes com duas destas pessoas: a mulher da farmácia que não tinha preparado o xarope que devia estar pronto há dois dias mas como o componente principal estava esgotado teve que esperar que o fornecedor o levasse e agora já tem para vários meses e não não podia ter avisado porque infelizmente não tinha o meu contacto mas se eu esperasse um quarto de hora ela pedia ao colega que é quem faz os xaropes que tratasse da minha encomenda que pedia imensa desculpa mas que da próxima vez não volta a acontecer porque me vai dar um cartão para eu telefonar e encomendar. (pausa para respirar com todos os clientes da farmácia agarrados a objectos pesados para não serem sugados pela diferença de pressão) e que se eu soubesse quanto é que o bebé tomava ela saberia quanto havia que preparar mas também não vale a pena fazer mais que 60 porque os bebés tomam cerca de 1 por dia e a validade do xarope são 40 se forem mantidos em local fresco e seco ao abrigo da luz e que portanto se fizesse mais que sessenta era deitar xarope fora porque a validade é curta e isso não valia a pena.
A miúda do condomínio porque o que eu fiz não se faz onde é que já se viu eu só pagar depois dela me mandar arranjar a parede que só se estragou porque ela demorou cinco semanas a tratar de um cano rebentado e que isso é chantagem e que não percebe que seja um estimulo para ela tratar mais depressa dos assuntos do condomínio que também é verdade que só não trata porque trabalha de manhã e estuda à noite e quando recebeu a pasta tinham-lhe garantido que aquilo era só receber o dinheiro dos condóminos e pagar à Florinda das escadas e que aquilo dá muito trabalho e que também acha mal eu recusar-me a pagar um mês sem que ela me tenha entregue o recibo do mês anterior e que ali era tudo gente séria e que aquilo dá tanto trabalho e que ela estuda e trabalha.
Fiquei estafadinho depois destas conversas e desculpem lá não ter escrito mais esta semana porque andei de um lado para o outro e vice versa e chegava tarde e ainda por cima tive que assistir a uma aula do João e outra do Manel que ficaram tão felizes os príncipes meus queridos filhos e passei a semana de um cliente para o outro e cheio de afazeres e mais a rapariga que agora lhe deu para fazer t shirts de criança e quando chego a casa tenho a minha secretária cheia de recortes de tecidos e t shirts e não tenho pachorra para arrumar tudo e ligar o portátil para escrever umas letras aqui no blogue e tenham um bom fim de semana que eu vou desmaiar e volto já.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Pronto

Está bem ... eu não me re-candidato.


Estou com o mesmo amargo de boca que tive, aquando da substituição dos últimos dois treinadores do FCP.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Elevadores

Não é novidade que são o local ideal para os desbloqueadores de conversa. Douglas Adams, no guia Galáctico do Pendura (uma obra prima essencial, uma triologia em cinco volumes), descreve um elevador que se deprime cada vez que tem que subir e suspira de alívio cada vez que desce.
Há duas coisas que me deixam com os meus parcos cabelos em pé, no que toca a elevadores. A primeira é dar passagem a uma senhora acompanhada, e ser o marido ou o namorado ou o amigo da senhora a passar primeiro, só depois a senhora e por fim eu próprio. Houve uma vez em que um destes cavalheiros resolveu agradecer e eu , que devia estar num dia mais para o irritado, respondi-lhe que a intensão era dar passagem à senhora. Também é verdade que pior que um homem não dar prioridade à mulher, é uma mulher que não sabe que deve passar primeiro e resolve ficar ali, a fazer sapateado sem saber se avança ou não.
Mais irritante ainda são as almas que resolvem chamar o elevador carregando aleatoriamente num dos dois botões, ou pior ainda, carregando nos dois. Enfiam-se no primeiro que aparece, fazem excursões pelos vários andares, e pasmam-se quando o elevador não toma a direcção pretendida. Arrrrrgggghhhhhh que nervos.
Hoje nas Amoreiras apanhei um casal que fez estas duas brincadeiras. Estava bem disposto, não me manifestei. Ficou entaladinho até agora.
Já me sinto mais aliviado .....

domingo, fevereiro 20, 2005

Primeira vez

... dizem que há sempre, e para tudo. Fui apanhado à boca de urna para as sondagens de mais logo. Foi o João Maria quem preencheu o boletim de voto, tal qual tinha me visto a preencher o verdadeiro.
Não sei se a senhora que me caçou, tinha intenção de o fazer. Desconfio que se dirigiu ao senhor que ia ao meu lado, mas tamanho o estrabismo, a independência linear dos olhos, que se o olho esquerdo aponto à doca, o direito apontou ao cais e eu, na direcção deste último, arranquei-lhe o papel das mãos e entreguei-o ao João para ele pôr a cruz no local certo.
Regressámos a casa com o orgulho do dever cumprido.

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Sondagem Caixa de Costura

Após o tratamento dos dados recolhido na passada Terça Feira, sobre a intenção de voto de um elevado número de eleitores, a Caixa de Costura encontra-se em condições de divulgar os resultados do próximo domingo:
O PS vai ganhar porque cresceu em número de votos e de mandatos
O PSD vai ganhar porque cresce significativamente face aos resultados das europeias. E como é que o PSD chega a essa conclusão? Basta retirar o número de votos obtidos pelo CDS nestas eleições ao valor obtido pelos dois em conjunto nas eleições eutropeias e descobrir que os votantes no PSD quase duplicaram. O PSD ganha ainda uma nova liderança.
O PP vai ganhar porque partiu para estas eleições com intenções de voto abaixo dos 5% e porque, face às trapalhadas dos ministros laranja, este pode ser considerado um resuultado que os enche de confiança para as próximas batalhas.
O bloco vai ganhar porque aumentou o número de deputados e de votos, sendo que a maioria dos seus apoiantes desconhece que existiu um senhor chamado Trostky.
A CDU vai ganhar porque a direita saiu derrotada e porque, apesar do líder estar sem voz, ninguém cala a voz da classe operária.
Quem pode sair derrotado nestas eleições é o Sporting e o Benfica. Depois da noite eleitoral de Domingo, Santana e Bagão podem tentar-se ao regresso.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Descubra as diferenças

... de há trinta anos para cá.
A televisão tinha dois canais, era a preto e branco, a consola de jogos era a tv-brinca, ainda não havia novelas e para as crianças tínhamoso pequeno Vicking e a Heidi. Para compensar as eleições eram bastante mais animadas. Consegue encontrar algumas diferenças?

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Falta de educação

- Anda lá com o carro pá
- Paiiiii. Pá não se diz.
- Mas é que este carro está parado à espera sabe Deus do quê e não anda.
- Mas Pá não se diz.
- Tens razão. Desculpa
- Não é a mim que tens que pedir desculpa. É ao carro da frente.
- Desculpa carro da frente.
- Ahhhhh. 'to bem
(a culpa é minha, que o obrigo a pedir desculpa ao João sempre que resolve espancá-lo)

Eleições 2

O Expresso do sábado passado apresentou os resultados de uma sondagem sobre as preferências dos Portugueses em diversas situações tipo, com os dois candidatos a Primeiro Ministro. Aqui estão os resultados:

No meu entender, há aqui perguntas que deveriam constar:
Quem gostaria de ver na quinta das celebridades ?
Quem gostaria de encontrar na sauna ?
A quem entregava os seus animais de estimação durante a sua ausência ?
Quem convidaria para padrinho dos seus filhos ?
Com quem gostaria de ir ao futebol ?
A quem dava emprego ?
Quem gostaria que fosse seu médico de família ?
A quem era capaz de se confessar ?
A quem pedia emprego ?

Lamentável a ausência destas perguntas no inquérito do expresso.

Eleições 1

Aqui à volta a 19 eleitores de ambos os sexos, de diversas idades e distritos. Aqui estão os resultados em bruto.

Participaram 19 pessoas
Votaram 17 pessoas:
PS - 6 votos
PSD - 3 votos
CDU - 1 Voto
BE - 1 voto
Branco - 4 votos
Nulos - 2 votos

Vou trabalhar sobre estes dados e apresentar as minhas previsões para a noite de dia 20. Aceitam-se intenções de voto pelos comentários para corrigir estes dados.

Mais pobre

É como, na minha modesta opinião, vai ficar a blogosfera na próxima segunda feira. Tenho a impressão que, a partir desta data, estes quatro blogues vão deixar de ser actualizados. Que pena...
O Paulo, o Pedro, o José e o Jerónimo têm, cada um, o seu blog.
Curiosamente, nenhum destes ilustres bloggers, permite que os leitores comentem os seus posts (parece ser uma prática corrrente hoje em dia). Curiosamente todos eles manifestam a profunda convicção que estão a subir nas intenções de voto. Se isso for verdade o Francisco, o Manel, o António (Garcia Pereira que nem página tem) e a Carmelinda vão ficar sem qualquer voto. Coitados. Também, quem os manda não ter um blog ?
Por falar nisto, ainda não dei pela Carmelinda nestas eleições, o António mal se vê, o Francisco quer ser terceiro, e o Manuel quer ser Monteiro.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Gosto ...

... de sentir a música de Caetano levar-me direitinho à agitada boa disposição. Já ouço

Língua (Caetano Veloso)

Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixa os Portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala Mangueira! Fala!


Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?


Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmen Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate! - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé


Flor de Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?


Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
( - Será que ele está no Pão de Açúcar?
- Tá craude brô
- Você e tu
- Lhe amo
- Qué queu te faço, nego?
- Bote ligero!
- Ma' de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
- Ó Tavinho, põe esta camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
- I like to spend some time in Mozambique
- Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixe que digam, que pensem, que falem

Outra Vez ???

Há um ano atrás, andava eu a tentar irritar a Blogotinha com comentários jocosos sobre o seu countdown para o dia dos namorados, alguém perguntava no seu blog como seria a blogosfera passado um ano. Agora portanto. Esse blogger (não tenho a certeza quem era) sugeria que se fizesse um post sobre o assunto.
Lembro-me que pensei fazê-lo, e que não me iria esquecer de dizer que a Cat já teria deixado de escrever e voltado a escrever pelo menos umas 5 vezes, e que a Gotinha ia estar numa euforia descontrolada com a aproximação do dia dos namorados. Acabei por não escrever as minhas previsões, mas se o fizesse não me ia enganar muito.
Continuo sem perceber este fascínio pelo dia dos namorados e esta tendência para o casa descasa, bloga desbloga, comenta descomenta. Também, verdade seja dita, não estou minimamente preocupado com o assunto. A verdade é que, passado um ano, a Gota e a Cat continuam a ser paragem obrigatória nos meus alinhavos.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Desculpem lá

mas não tenho escrito nestes dias. É verdade que o blog se encontra activo mas também não deixa de ser verdade que eu tenho um cargo para exercer e que durante estes últimos dias foi Carnaval. Ora eu defendo que durante o Carnaval, um blogger, deve dar prioridade ao exercício das suas actividades profissionais e preocupar-se com os assuntos familiares. Terei todo o gosto em receber os leitores da Caixa de Costura aqui no meu local de trabalho, para acompanharem de perto a minha actividade profissional.
Mias informo que se durante o Carnaval, a minha postura se pauta pela seriedade e por dignificar compromissos profissionais e familiares, durante a quaresma o zelo no cumprimento destes compromissos é ainda maior. Senhor Lopes ponha os olhos em mim e honre a quaresma com a mesma seriedade com que honra o Carnaval. Faça retiros espirituais. Faça um retiro de silêncio.
Fico-me por aqui. É que tenho o Falcon Clio ali a aquecer os motores e tenho que ir assinar um protocolo com o Carrefour: Eu dou-lhes uns euros e eles dão-me uma bicha para o chuveiro que a minha está rota (para evitar especulações caluniosas desde já aviso isto não se trata de nenhuma piada sobre a vida privada de ninguém).

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Campanha Eleitoral

Já começou, para alívio de todos nós, quanto mais não seja porque é o garante que daqui a duas semanas, tudo volta ao normal no país de tanga ocidental.
O que mais me anima nas campanhas eleitorais é poder apitar a todos os carros de campanha com que me cruzo, qualquer que seja a sua côr política. Depois, e conforme a côr, faço um punho erguido ou um V com o médio e indicador, e recebo, com um sorriso nos lábios, por parte dos entusiastas das campanhas o cumprimento eufórico de quem me identifica como sendo mais um dos seus. Viva o BDSP Bloco Democrata Socialista Popular. Vivaaaaa !!!

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Capicua

É possível que ainda hoje ali em cima à direita apareça 22222. Nada de especial, nem prémio nem nada, mas gostava de saber a quem ...

Indeciso


A Favor
A posição sobre as drogas leves, o aborto, o desemprego e a prostitução.

Contra
Pouco passar para além da posição sobre as drogas leves, o aborto, o desemprego e a prostitução.


A favor
A resistência ao fascismo. A mudança de líder. Terem-se livrado a Zita Seabra. Poderem manter na linha um governo PS não maioritário.

Contra
A resistência à mudança. O líder da linha dura. A linha dura. A cassete gasta. Terem corrido com os renovadores.


A favor
Poderem chegar à maioria absoluta. A obrigação de não errar se o conseguirem. O valor de algumas figuras.

Contra
Poderem chegar à maioria absoluta. A possibilidade de errarem se o conseguirem. O fraco valor de algumas figuras.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Canto e Castro

... morreu ontem com 75 anos. Além de grande actor, faz parte do meu longínquo imaginário infantil. Foi quem deu voz ao gafanhoto Flip da Abelha maia e ao, não tão longínquo, sábio de barbas brancas do Era uma vez o homem... Era uma vez o espaço ... Era uma vez a vida ...

terça-feira, fevereiro 01, 2005

E se repensássemos ...

... uma ida à neve este ano ?

Ainda ?

Já se notam os dias mais longos. O que fazes às sobras de luz ? Como te excedes para as merecer? A que velocidade fazes a manhã chegar à noite? Quantas oportunidades de sorriso desperdiças, quantas palavras poupaste, de que te vale a velocidade infinita? Ainda te lembras dos olhares, ainda sabes das ternuras, ainda apertas os braços à volta de alguém? De quantas cores se faz o arco-íris? Sabes quais são? A quanto bate o coração? È de cansaço? é de emoção? é do ritmo acelerado a que foges da solidão? Não há sonho que valha a pena se não lhe permites existir. A quem acodes tu nesse desatino? Há quanto tempo não te ofereces a canção? Consegues cantá-la de cor ? Há quantas corridas não saboreias a vitória? Há quantos golos não festejas com a multidão ? Ainda pressentes o mar ? Ainda brilham os teus olhos quando celebras o sol ? Ainda deixas a chuva brincar-te no rosto? Diz-me uma coisa, ainda sabes gargalhar? ainda consegues chorar?

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Termostato

Já me esquecia como era quando estão todos de boa saúde. Um saudável caos. Nestas últimas semanas quando não é o outro, é o um ou ainda o outro. Umas febres, uns ranhos umas caras mais para o murchito.
As crianças, à semelhança do que passa com os ares condicionados, frigoríficos, aquecedores e fornos, deviam trazer instalado um mecanismo para regular a temperatura. A escolha da temperatura dos filhos deveria fazer parte das competências dos pais.
Eu cá por mim ia colocá-los com alguma frequência nos 38 graus. É aquela temperatura que, não sendo alarmante, os deixa com o grau certo de moleza. É a temperatura do sossego.

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Est' Agora ???



Não é que a Rita me fez o favor de me nomear para respoder ao inquérito do Dildo.
Ora então vejamos ...

1. Have you ever used toys or other things during sex?
No outro dia pareceu-me que o burro do Shrek estava lá deixado ao acaso na mesa da cozinha e acabou por ser atirado para o chão juntamente com o pote da farinha e com a bimby. Ao contrário do herói do filme, assumiu uma postura muito voyeur e pouco participativa.

2. Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Existe a forte possibilidade de dar uso à máscara do Hugh Grant que usei nas festas de Carnaval da embaixada de Espanha. Sempre confere uma animação adicional e exponencia o meu sex appeal. De qualquer forma, só o vou fazer se a Ana usar uma máscara de Andie McDowell.

3. What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Um motel daqueles de cama de água redonda, luzes encarnadas, espelhos no tecto, jaccuzi no chão, espaldar na parede, trampolins, paralelas assimétricas, barra fixa, trave olímpica e argolas.

4. Who gave you this dildo?
A Rita, que tenho em muita conta e estima, e que de repente se lembrou de me embaraçar perante a comunidade bloguística.

5. Who are the ones to receive this dildo from you?
Carlota,
Teresa (que me perdoe),
Sofia,
Mariana,
Papa Figos

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Premonição

Tomem lá que é para aprenderem seus lagartóides convencidos. Pensavam que lá porque tinham ganho uma vez, que agora ia ser sempre assim. Favas contadas não é verdade ? Nunca se esqueçam que as mulheres dão à LUZ não dão à Alvalade. E Jesus Cristo é Deus ENCARNADO, não é Deus esverdeado. A Taça de Portugal já era, é o que é.
.... eh eh eh .... e agora ponho aquela foto que a doendinha encontrou .... e se hoje à noite, por um azar, a coisa der para o torto, amanhã de manhã voa tudo... o post, os comentários, .... hi hi hi hi

Não se admite

Está pra chegar (no meio de tantas promessas também desta duvido) um frio glaciar. Então e há direito que, se os tais dos 5 graus negativos acontecerem, não haja neve em Lisboa ? Mas que merda é esta ? Nunca está frio suficiente para nevar e quando finalmente este se faz anunciar, não há uma porcaria de uma nuvem capaz de dar de si? Hã ? Isto faz-se ? Logo este ano que não vou até lá, não me podiam fazer o favor de transformar Lisboa numa enorme estância de ski. A calçada da Estrela e a calçada do Combro, o parque eduarde VII, a avenida da Liberdade para os principiantes, Alfama para os snow boarders. Não acham que era um boa ideia. Se algum partido prometer um nevão em Lisboa, tem o meu voto assegurado (no caso do PSD e do CDS-PP, além do nevão, quero que prometam que o Benfica vai ser campeão este ano. Campeão não, penta-campeão que é para calar a morcolândia).
Ai que saudades do campeonato. E da neve ...

terça-feira, janeiro 25, 2005

A Fuga da Cabeleireira

Fiquei agora a saber que a cabeleireira dela se foi embora sem dizer para onde.
Ainda me explicou que no caso das mulheres,o problema da fuga das cabeleireiras para o desconhecido, é uma verdadeira tragédia. Que uma cabeleireira conhece o cabelo da cliente como a palma das suas mãos e sabe onde cortar e o que cortar e que tesoura usar para as pontas não espigarem. Deus a livre e guarde de não descobrir rapidamente o paradeiro da artista, o mais certo é entregar a cabeça às mãos de uma tosquiadora de ovelhas. Acabou por me dizer que, como quase tudo na vida, o cabelo é uma questão muito mais complicada para as mulheres do que para os homens.
Estas generalizações são precipitadas e redutoras da realidade. Tenho a acrescentar que, também no meu caso, o meu barbeiro encontra muitas semelhanças entre as palmas das mãos e a minha cabeça.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Em contramão ...

... com o dia mais deprimente do ano, é hoje colocado à venda o primeiro DVD de Elis Regina.
Mais vale tarde ...

Neura

Ao que parece hoje é o dia mais neura do ano. Brilhante conclusão de um cientista britânico com base numa fórmula, que me escuso a colocar aqui uma vez que não só não a entendo, como também parece não ser única (nem equivalente). As várias que encontrei publicadas não batiam certo e duvido que quem as publicou faça ideia de como se usam as propriedades entre as operações matemáticas (distribuição, colocar um factor em evidência, operações com denominadores).
As variáveis que permitem chegar ao dia de hoje são:
W é o tempo,
D é a quantia em dívida
d o ordenado de Janeiro
T é o tempo que passou desde o Natal.
Q o período desde que se falhou numa tentativa de deixar um vício
M níveis de motivação
NA a necessidade de agir e fazer alguma coisa quanto à situação.

Perante variáveis que misturam dinheiro com dias com o valor do estado do tempo (frio do catano), muito me estranha que o resultado seja uma data. O que se pretende achar é um máximo local para esta função. Para isso basta achar a primeira e segunda derivada, achar os zeros das derivadas, usar um Rolle, ou um Lagrange, ou um Cauchy ou um Bolzano-Weierstrass (não me lembro bem) e consegue-se achar o máximo local. Mas deriva-se em função de que variável ?

Outro exercício a fazer, consiste em atribuir valores às variáveis e tentar calcular algo com eles:
W é o tempo - frio dos tomates
D é a quantia em dívida - demasiada
d o ordenado de Janeiro - mínimo
T é o tempo que passou desde o Natal - 30 dias
Q o período desde que se falhou numa tentativa de deixar um vício - 0 dias (nem quero tentar deixar de blogar)
M níveis de motivação - altos
NA a necessidade de agir e fazer alguma coisa quanto à situação - muita
Agora expliquem-me como é que se multiplicam, somam ou dividem "frio dos tomates" com "30 dias" ou com "mínimo".

Por fim acho muito estranho que não se tenha em consideração valores importantíssimos como:
número de dias que se é governado por um governo demissionário
número de dias para as eleições antecipadas
valor do défice antes de receitas extraordinárias
nmúmero de anos que faltam para o Bush se reformar
número de pontos do Benfica no campeonato nacional
quantidade de políticos imcompetentes e sem ideias inovadoras

Posto isto, vê-se logo, que aquela fórmula não serve rigorosamente para nada.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Irritação

São doidas. É a conclusão a que chego. Só podem ser doidas. Nunca hei-de entender as mulheres. Lembro-me de uma frase de um filme (creio que era "o Meu querido século XX")em que alguém dizia:
"As mulheres não são lógicas, nem ilógicas. São completamente alógicas."
Vejo-me obrigado a concordar. Senão vejamos.
Cada vez que me dá na bolha de me desleixar um bocadinho no arrumo (entenda-se o arrumo da minha própria pessoa), chovem os comentários lisonjeiros do estilo
"Vai-te arranjar que já estamos atrasados"
"Se pensas que vais sair comigo assim estás muito enganado"
"Eu até em casa tenho vergonha de ficar contigo nesses preparos"
Há uns tempos atrás, quando educadamente me ofereci para acompanhar uma amiga à festa da empresa, ela exigiu que eu, no meio do caminho, tirasse a t-shirt e pusesse a camisa bem abotoadinha e com as fraldas por dentro das calças, porque nem lhe passava pela cabeça entrar numa festa comigo assim vestido. Estacionámos numa rua escura da Lapa para eu fazer a troca. Estava eu de tronco nú, ela resolve perder um brinco. Dou por mim numa rua escura da Lapa, de tronco nu, com uma mulher que não era a minha, debruçada sobre mim à procura sabe Deus do quê. Eu só procurava a minha dignidade. Rezei tanto às alminhas que ninguém me descobrisse naquela figura, e ao que parece as minhas preces foram ouvidas.
Isto leva-me a pensar que o mulherio tem alguma afeição pelo gajo, senão arrumadinho, pelo menos ordeiramente desarrumado. ERRADO.
Assim que vêem uns iluminados quaisquer de t-shirt ou, ainda pior, de camisinha de alças e de calças de ganga todas porcas e routas, começa-lhes a dar os calores, os suores nos bigodes, uma tremedeira nas pernas e as hormonas agitadissimas, e desatam a arfar. Enfim, perdem toda a compostura. Se o animal, ainda por cima, tiver a barba por fazer há pelo menos três dias, então é um desespero. Até gritam se for preciso.
A primeira vez que notei isto foi com o tal do Brad Pitt


E agora é com este gajo


Sim menina Gota, isto também se aplica a si que anda cá com uma Georgeclooneite aguda, que me dá cabo do sistema nervoso.

Tomada de Posse III

Lê-se na página da SIC:

Segundo a Casa Branca, Bush dirá que ”A nossa conclusão retirada da experiência e do senso comum é que a sobrevivência da liberdade no nosso país depende cada vez mais do sucesso da liberdade nos outros países”.

Segundo a Caixa de Costura, Bush pensará "Quem é que escreveu esta frase? O que é que isto quererá dizer?"

Tomada de Posse II

Tomada de posse



O nosso Jorge não tem poderes para demitir o George deles ?

quarta-feira, janeiro 19, 2005