quinta-feira, janeiro 20, 2005

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Quem foi

... o engraçadinho que me roubou os óculos? Preciso deles com urgência.

Desnorte

Este é o estado da coluna da direita aqui ao lado, tal qual a do nosso país. Já sabia que naquela coluna figuravam algumas interrupções voluntárias de blogs, mas descobri outras tantas. Isto quer dizer que nem todas as estações que ali estão fazem parte do meu circuito de manutenção de leituras. Não tarda muito e vou ter que fazer uma séria limpeza. Vão abrir umas dez vagas. A Maria dos Santos, os Olhos Azuis , a vida dos dias dela e o Pé de Meia vão com toda a certeza lá parar.
Menina Pensativa, ainda anda descontinuada ? Olhe que o seu, faz parte do circuito, e ainda tenho cá uma ténue esperança. Um destes dias estava-lhe a dar uma grande desanda nos seus comentários e quando carreguei no OK, descobri que a net também estava descontinuada aqui no meu PC. Volte lá a pensar se faz favor que lhe sinto a falta.
Para as restantes vagas, aceitam-se sugestões e inscrições.

terça-feira, janeiro 18, 2005

Socorro

Tenho uma impressora de agulhas aqui mesmo do meu lado esquerdo. Imprime cartas com códigos de acesso para enviar aos utilizadores. Faz aquele chinfrim típico das impressoras de agulhas e não raras vezes já me apeteceu calá-la para todo o sempre. Hoje está a imprimir em seco, não consegue puxar o papel. Está assim há uns bons 10 minutos. Tenho a impressão que vai continuar assim durante toda a hora de almoço. O que é bom. Assim escuso de ouvir os meninos que transformam esta mesa de reunião, do meu lado direito, no seu refeitório. Falam muito e é natural que o façam. Desde que o não façam com a boca cheia. Se bem que ouvir as conversas também não é mau de todo. Quando me distraio com as conversas deles, e com o cheiro dos tupperwares acabadinhos de aquecer no microondas, não me distraio com as pessoas que passam constantemente à minha frente. É que a minha secretária está no meio de um cruzamento de corredores.
É tão tranquilo este local de trabalho. Gosto imenso.

Lista de pequenos detalhes capazes de me conferir alguma alegria adicional ...

Ou a solução para o dilema "Apetece-me tanto oferecer alguma coisa ao autor da Caixa de Costura. O que é que ele gostaria de receber ?"


segunda-feira, janeiro 17, 2005

Teste ...

Encontrei-o no 100Nada e no Caracter Estranho.

fox.
You are the fox.


Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.
brought to you by Quizilla

A raposa, quem diria. A mais velha desta raça, é treinadora do Benfica.

Descubra as diferenças...

Recebi pelo menos três mensagens, com uma pequena nota de um jornalista brasileiro sobre o panorama eleitoral de Portugal. Se eu recebi três mensagens com essa apontamento jornalístico, é natural que já esteja em tudo o que é caixa de correio electrónico. Fui à procura do texto original e descobri-o aqui, chama-se "Fado Tropical". Entre o mail e o artigo existem subtis diferenças na forma. O conteúdo é, na sua essência, o mesmo. Uma merda. O mexerico tão português, chama-se fofoca em brasileiro e pelos vistos, lá, tem direito a destaque.

O fim de semana

já foi? Não dei por ele.
Ando aqui com um gosto de dias úteis contíguos. Não há-de ser nada.
Mas olha que porra. É que não me lembro mesmo do fim de semana.
O Sporting ainda é líder isolado da Super Liga? Se fôr é porque o fim de semana ainda não foi.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Pois tremo ...

Veio o tema à baila agora mesmo no café da manhã. O meu tremor essencial que faz com que, por defeito, as minhas mãos oscilem ora para a esquerda ora para a direita. Acho que nunca o disse de uma forma muito explícita aqui na Caixa de Costura. Digo de forma explícita porque volta não volta acerto na tecla ao lado daquela que quero acertar. Addim nesmp. São tremeliques e não há muito a fazer sobre o assunto. Isso afasta-me de algumas actividades como a da neurocirurgia (esta estória fica para outro post), a da electrónica e a de cortar as unhas ao bébé já que provavelmente lhe cortaria as pontas dos dedos.
Por outro lado tem imenso potencial. Consigo mexer o café, fazer gemadas, bater claras em castelo, tocar ferrinhos com destreza e sem grande esforço. Outras facilidades que a puberdade me foi revelando. Acho mesmo que deveria ter enveredado pela carreira da ginecologista e que se o fizesse ia ter uma carreira de sucesso.
Isto veio a propósito de termos falado do hino da alegria e de me ter lembrado de uma magnífica actuação, pela altura do sexto ano, comigo no xilofone. Três meninos com três xilofones. O si-dó-ré-ré-dó-si-lá sol sol lá si si lá lá a mim saiu-me um bocado fora de tom. Por certo o xilofone não estava bem afinado, mas , bem vistas as coisas, foi um momento raro de criação em contra melodia. Já depois disso vieram os tempos de geometria no quadro, com uns esquadros e umas réguas com dois metros de comprimento e um compasso que numa ponta tinha um prego e na outra uma garra para colocar o giz. Outro momento de glória. Ia matando metade da turma. As aulas de desenho e de trabalhos manuais também me conferiram algum protagonismo. Continuando a saga resolvi que no nono ano a opção mais adequada às minhas qualidades era de certeza a Quimicotecnia. Acho que a ainda hoje a professora se lembra de mim. Engraçou comigo, já se vê. Ainda devo estar a pagar a conta do laboratório. Semana que não desse direito a dois ou três tubos de ensaio e um termómetro partidos, não era semana não era nada. Depois do nono ano houve uns tempos sem grandes incidentes. Um jantarito ou outro em que, a comer sopa, espalhava algumas pinguitas num raio de dois metros, mas nada de muito relevante.
Finda a faculdade, já estava eu a trabalhar, veio a inspecção para o serviço militar obrigatório. Eu lá expliquei aos senhores Médicos Tenentes que tremia das mãos. Ora os senhores responderam-me que sim senhor, que nos dias que corriam todas as pessoas têm os seus tremeliques. Tenho a sensação que não ligaram muito à questão. Passado um ano dava entrada na Escola Prática de Infantaria em Mafra e aí sim. Já ligaram bastante. Não foi preciso muito tempo para ser chamado ao comandante de companhia para explicar a razão pela qual todo o pelotão se sentiu ameaçado aquando da minha magnífica prestação no tiro com pistola. Aquela coisa parecia ter vida própria e queria porque queria disparar em múltiplas direcções. Desconfio que também na tropa toda a gente engraçou comigo, e que ainda hoje sou recordado com muita saudade.
Esta coisa dos tremeliques às vezes não dá muito jeito, outras vezes não sei como há quem consiga viver sem eles, mas uma coisa é certa, faz com que a minha passagem por certas circunstâncias se torne inesquecível. Como daquela vez em que eu menti e disse que era neurocirurgião...

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Finalmente

Com quinze dias de atraso lá se trocaram as prendas para alegria da criançada (somos 5 crianças lá em casa e raramente temos alguém que tome conta de nós).
Recebi muitas prendas lindas e uma estação meteorológica que indica a temperatura no interior e exterior da casa(tem um emissor rádio que se coloca num local fora da casa). Esta maravilha da ciência faz ainda uma previsão do tempo (com 70 % de fiabilidade) para as próximas 24 horas. Já aqui falei do quanto gosto destes aparelhos mas ando cá desconfiado que ou aquilo faz previsões para outro sítio que não o da minha casa - os Açores por exemplo, ou faz para daqui a dois meses e não para o dia seguinte, ou então que 70% é muito menos do que eu imaginava. Aquela coisa anda há dois dias a dizer que vai chover e não há forma de cair nem uma gota de água vinda dos céus. A Ana está hà dois dias proibida de estender roupa lá fora, sempre que saímos de casa levamos guarda chuva, galochas e gabardine e vai-se a ver... nada.
Além disso recebi livros, discos e dvds e um headset (auscultador e microfone) para jogar playstation online e poder, em simultâneo, fazer com que o meu adversário ouça os insultos que lhe dirijo. Vou ter que comprar um conjunto igual para a Ana para que possamos falar um com o outro. Estou convencido que essa é a única forma de garantir o diálogo no nosso casamento.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

2005

Depois destes tempos de alguma agitação, dou por mim já atrasado em 2005. Ainda não tracei a minha lista de objectivos, tanto mais que o ano de 2004 ainda está por encerrar. O Pai Natal só logo à noite é que vai colocar as prendas nos sapatos e no Sábado à meia noite fazemos a passagem de Ano. Tomara que os vizinhos não se chateiem com os a barulheira dos tachos e tampas de panelas na varanda.

Mal dei por mim em 2005, descobri que o mundo anda às avessas, que durante todos estes dias nos têm entrado ondas de tragédia pela casa dentro, numa imparável contagem de mortes, cuidadosamente alternadas com um ou outro quase milagre. Há sempre mais um vídeo amador para mostrar, uma pessoa com uma boa história para contar. A destruição em mil e uma versões e histórias. Com a (quase nenhuma) informação adicional que trazem, estas histórias não valem o esforço e o dinheiro que custam. Ofereçam o esforço e o dinheiro na reconstrução da vida dos que ficaram.

Por cá a onda que parece estar na berra é a que rebenta no parlamento. A dança das listas partidárias para o grande baile do parlamento. Meninas ofendidas que afinal já não querem ir ao baile, outros que se portaram mal e que portanto já não merecem ir, convites distribuídos, retirados, trocados. Parece a festa na Casa do Castelo para o início de época Algarvia.

Enquanto isto o governo agoniza em incidentes. O défice que insiste em só baixar com artifícios de última hora. Ao fim destes anos de obcessão com o défice, nunca se conseguiu que a estrutura da economia o reduzisse. Chegado o fim do ano, fazemos uma lipoaspiração para ficarmos bem na fotografia da passagem de ano. Durante o ano engordamos, ganhamos banhas e rufegos, comemos gorduras e bolos, inchamos de calorias. Chegamos a Dezembro como umas lontras à espera da magia do Natal. Um destes dias não há lipoaspiração que nos valha. Talvez o melhor seja mesmo regrarmos a vida durante o ano.

Não obstante, encare-se 2005 com optimisto. O túnel das Amoreiras vai ficar pronto, as listas de espera nos hospitais vão desaparecer, as obras do metro na praça do comércio vão acabar, o desemprego vai baixar, a retoma vai finalmente acontecer de forma consistente, o Benfica vai ser campeão e o Sporting não vai dizer que a culpa é do sistema, o sistema vai rejeitar o Porto como o organismo rejeita um corpo estranho, a justiça vai ser rápida, séria e eficaz, a corrupção no futebol vai acabar e quem deve pagar impostos vai com certeza fazê-lo. Viva 2005.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Ufa ...

... que susto. Já passou.
Voltou para casa na Segunda à tardinha. Vem lindo, cheio de mimos e com umas entradas a fazer lembrar o Pai (o adesivo na tola trouxe consigo os parcos cabelos que o rapaz tinha). Os irmãos e os pais estão todos contentes com este regresso. A barafunda volta a reinar, e isso é considerado muito bom.
Feliz 2005 para todos.

terça-feira, dezembro 28, 2004

Já sabemos

a razão da febre. Infecção urinária. Meu príncipe malandro, a pregar sustos destes à família. O António resolveu passar a noite de Natal no Hospital, porque um bébé de 28 dias supostamente não tem febre, e já decidiu que é lá que vai passar o fim de ano. 12 dias no SPA Dona Estefânia a um preço muito camarada. Que luxo.
Este ano vai ser como os vizinhos de Espanha, abrimos as prendas com a chegada dos Reis. Até lá ficas internado, a antibiótico directamente naquele piercing em forma de tubinho que te puseram na cabeça. Para companhia à noite alternamos mãe e pai. Boa? Esta também foi a razão de não ter enviado nem respondido a sms's de Natal nem ter agradecido prendas nenhumas. Ainda não as abri.

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Antes das festas ....

1. No Sábado à noite, já em modo de preparação da quadra, tive um jantar de amigos. Os três Marias na casa da sogra (que ainda hoje se arrepende de ter aceite tal fardo) e umas horas muito bem passadas. Muito por culpa de um mini blogovívio que se formou numa das pontas da mesa. Estava lá a Carlota e a Teresa. E até estavam alguns leitores habituais e outros que finalmente quebraram o anonimato. Enfim, o evento cultural de referência do ano de 2004. A Carlota é uma habitué no meu dia a dia, a Teresa conheci-a nesse mesmo dia. É engraçado conhecer alguém de quem já se sabe uma boa parte. Sobretudo é engraçado sentir cumplicidade com alguém que nunca se viu antes. Encantado obviamente.
2. Ainda me faltam algumas compras e os centros comerciais estão cheios de gente. Estava aqui a pensar oferecer blogs este natal. Criava as contas no blogger e oferecia um cartãozinho com o username e a password. Punha logo uns links aqui na caixa e estavam as prendas resolvidas.
3. Há uns tempos atrás escrevi sobre um encosto de polaridade invertida no meu carro que ficou sem bateria. Comecei a desconfiar que, desde então, algo tinha ficado danificado. Não é normal o rádio deixar de tocar quando se abre a janela eléctrica ou quando se faz pisca. Nem faz muito sentido aquele acender da luz da bateria quando o carro está em andamento. Pois. Parece que o circuito de carga da bateria está avariado e hoje estou para aqui abandonado há espera de uma boleia. Se não chegar a tempo para a noite de Natal, Feliz Natal para a rainha e príncipes, guardem um bocadinho de perú para mim. Eu até tinha insultado aqui num post, o rapaz que tinha trocado os cabos da bateria e provocado as faiscas e tudo o resto e depois, face à possibilidade de poder magoar alguém que no fundo só quis ajudar, acabei por apagar as ofensas. Mas isto agora foi demais. Palhaço ignorante, merecias era ser chicoteado com os cabos que fizeste derreter e levar com a porcaria do alternador no meio dos cornos. Burro. Para além disso desejo-te um Santo Natal.
4. Pronto, e parece que mais não vou escrever durante uns dias, e desejo a todos um Feliz Natal

segunda-feira, dezembro 20, 2004

O post ...

... anterior bem podia tratar-se de um história para um dos meus cartões de boas festas. Há oito anos anos que deixei de os enviar. Fazia-o todos os anos, sempre à última da hora. Comprava postais com uns desenhos mais ou menos engraçados, escrevia uma história para cada desenho e enviava-os aos amigos.
Foi assim durante uns tempos e o feed back era sempre um alento para os fazer no ano seguinte.
Naquele ano foi mesmo em cima da hora. Dia 22 à tarde. A estação dos Correios era no mesmo edifício em que trabalhava e fechava às 17:30. Se a coisa desse para o torto, podia atravessar a rua e entregá-los até às 18:30 numa outra estação de horários mais generosos.
Lá escrevi as histórias, imprimi-as, colei-as nos postais, assinei-as com alguns escritos orientados aos destinatários, escrevi os envelopes, fechei-os e corri até lá abaixo para comprar os selos e enviá-los. Passavam dois minutos da hora e a senhora, invadida pelo espírito de Natal recusou-se a abrir a porta. Ainda a estou a ver de olhar frio e calculista, do lado de lá da porta de vidro, perante a minha figura, de joelhos a implorar-lhe que me aceitasse os cartões. Não o fez, a porca.
Lá resolvi atravessar a rua enquanto praguejava com a gorda dos correios. Na realidade não era uma rua, era uma avenida, e estava em obras, por causa de um túnel, e ainda não tinha alcatrão e chovia como nos filmes. Um mar de lama, uma ilha de cimento a meio e a parte final em gravilha. Era esse o desafio. No mar de lama fui um autêntico marinheiro e cheguei rapidamente a bom porto. A ilha de cimento. Reparo que o piso em gravilha está mais abaixo do que pensava e havia algo lhe parecia dar vida. Era a chuva, só podia ser. Preciso de saltar para a gravilha, que apesar do temporal tem um ar sólido. Saltei. E em vez de truf fez ploff.
Pois de sólido é que nada tinha. Era pastosa, quase liquída, a gravilha, mal iluminada, disfarçava uma piscina de lama na qual mergulhei até quase à cintura. Pés, pernas, mãos e braços. Os postais? Onde é que estão os postais? Que se lixem os postais. Estou com lama até à ponta dos cabelos. Como é que vou trabalhar naquela figura? Lá regresso eu com um rasto de lama atrás de mim. Entrei às escondidas no imenso átrio central. Corria de uma coluna, para a próxima evitando que alguém me visse me visse. Cada vez que dava um passo, saía dos meus sapatos um esguicho de lama. Consigo chegar a uma casa de banho. Lá me tentei recompor. Tirei a maior parte da lama dos sapatos, do corpo e das calças. Apanho o elevador já quase a chorar de desespero, a sangrar do joelho, com as calças rotas. Vou escondido até ao balcão perto da área onde a Ana trabalhava. Chamei-a baixinho, com a discrição que a situação exigia
"Pssst Ana ajuda-me aqui se faz favor, nem sabes o que me aconteceu."
Uma gargalhada sonora que se ouviu em todo o edifício. "Aiiiiiii que horror. O que te aconteceu. Estás tão giro. R, C, MC já viram o André?" Só não me apeteceu enfiar num buraco, porque de buracos já tinha a minha dose. Que engraçado que o André estava. O V., colega da Ana, foi o único que na realidade me ajudou. Apareceu com umas calças de fazenda e disse-me, "Troque lá de calças que até lhe faz mal andar assim. Não, não faz diferença nenhuma. Oh homem elas estão aqui para uma emergência, e se isto não é uma emergência, não sei o que será". Fui até à casa de banho, com as calças de fazenda do V. A questão é que o V mede uns bons 15 cm a menos do que eu e é bastante mais magro (o que obviamente não quer dizer que eu seja gordo, o V é muito magro). Quando me vi ao espelho dentro das bermudas por apertar é que me vieram as lágrimas aos olhos. Optei pelas calças rotas, sujas e encharcadas e devolvi as bermudas ao V. Nunca mais escrevi postais de Natal e os últimos estão depositados sob o alcatrão da João XXI.
Quando, daqui a uns milhares de anos, forem descobertos, pode ser que este documento possa dar-lhes o contexto histórico que merecem.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Natal

- Larga o espelho velho demente. Não vês um palmo à frente do nariz, e estás aí feito parvo há duas horas em frente do espelho. Não percebes o quanto és ridículo?
- Os meus óculos ? Quem é que me roubou os óculos.
- Até a memória já perdeste. Puseste os óculos no copo, ao lado da dentadura. Estás gordo, mal te consegues mexer, não te lembras de nada e continuas a vestir-te dessa forma ridícula. O vermelho está demodé e não te favorece. Essa barba é um covil de parasitas. Até o Sadam quando foi capturado estava com melhor aspecto que tu. Já não tens cabeça para isto, não percebo como ainda te dão a tarefa do Natal. Desde Julho que me perguntas se este é que é o mês de entregar as prendas à criançada.
- Cala-te cabra.
- Sou uma rena, estupor. Alguma vez viste um trenó a ser puxado por cabras?
- És mesmo mesquinha. Podes ficar descansada que este ano, nem trenó nem renas. Vou de mota. Sabes rena querida? As motas quase não falam, e nunca, mas nunca insultam o seu dono. Ao contrário de certos animais chifrudos que são aparentados de toda a comunidade gay - os chamados veadinhos. Por acaso o Bamby, esse maricas assanhado não será teu priminho, não?
- Não te admito que insultes o Bamby. Ele é muito macho. Vive com o coelho mas é muito macho.
- Pois pois. E diz-me lá, também acreditas no Pai Natal? Olha. Passa-me aí o capacete que tenho umas prendas para entregar ?
- Quais são as palavras mágicas ?
- Se faz favor.
- Vês como ainda sabes ser educado. Vais mesmo de mota? Olha que as crianças vão estranhar apareceres lá de mota, podem achar que és um Pai Natal falso.
- Podem achar o que quiserem, se não quiserem as prendas fico eu com elas. De trenó não vou. É que o trenó tem tido muitos problemas no motor. Já te disse que prefiro a mota.
- Toma lá a merda do capacete. Ingrato, espero que te espetes na primeira curva. Ordinário. Nem penses que fico aqui à tua espera. Vou ter com o Bamby e com o Tambor. Ao menos tratam-me com alguma dignidade.
- Vai filha. Vai lá ter com as meninas, aproveita e leva as tuas coisas. Agora tenho que ir. Se no regresso te encontrar por aqui envio-te numa madeirinha para ornamentares a parede de algum clube de caça. Assim a ver-se só o pescocinho, essa carinha de parva e os cornitos a apontar para o céu. Feliz Natal sim?
- Porco.
- Cabra.
- Sou uma Rena merda.
- Vai-te lixar.

terça-feira, dezembro 14, 2004

Hoje ...

.. fui dar sangue. Já não dava há quase três anos. Fico sempre à espera que venham ter comigo, nunca parte de mim a iniciativa de me deslocar a um sítio para dar sangue. Faz parte desta vertente perigosamente preguiçosa que me caracteriza.
Ainda por cima dar sangue é, de uma forma genérica, agradável. Excepto naquela parte em que nos picam o dedo para ver se estamos anémicos. Tá certo que tem a aquela coisa das agulhas, mas verdade verdadinha, somos muito bem tratados. Tão sempre a perguntar se nos estamos a sentir bem, oferecm-nos imensos sumos, leites, bolos, cafés e chocolates, tratam-nos bastante melhor do que a generalidade dos outros sítios.
Os senhores das finanças a quem nós entregamos as declarações do IRS são muito mais antipáticos, e ainda porr cima pagar os impostos custa bastante mais que dar sangue.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Est' agora ....

Parece que o chão estremeceu, assim ao de leve. As coisas abanaram e fizeram algum barulho. A porta, os biombos e as cadeiras. Ou os meus tremeliques pioraram e muito, ou a terra tremeu.

terça-feira, dezembro 07, 2004

Como ...

... andar de bicicleta é que não é. Há coisas que se esquecem e a memória é, concerteza (se esta palavra ainda não existe, com certeza que já devia existir) , selectiva. Obviamente que quando se tira uma fralda, a primeira coisa a fazer é colocar outra, mesmo antes de começar com as operações de limpeza para não correr o risco de sujar tudo à volta, num raio de 2 metros e meio. Aprendi-o com o JM, confirmei com o MM e continuo a asneirar com o AM. Que estupidez. Que merda.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Recém Nascido

Ao contrário do recém nascido do Santana Lopes, o António Maria vem com garantia para além de uma legislatura completa. Nestas coisas há detalhes que não se devem descurar.

António Maria