quinta-feira, julho 22, 2004
Conversa fora ...
... as coisas que se dizem:
"A moça já não vai para nova, e para quem quer ter filhos, cada ano que passa são doze ovulações que se desperdiçam."
Eu disse isto?
"A moça já não vai para nova, e para quem quer ter filhos, cada ano que passa são doze ovulações que se desperdiçam."
Eu disse isto?
quarta-feira, julho 21, 2004
Com a boca na ...
botija.
"O meu pai descobriu que tenho um blog". Disse-o como quem diz, "O meu filho descobriu que era adoptado", "A minha mulher descobriu que eu tenho uma amante", "O meu pai descobriu que eu fumo".
E é caso para isso, porque ter um blog não é nada de que nos possamos orgulhar.
Os meus pais sempre me disseram que se eu fumasse não queriam que o fizesse às escondidas, que devia falar com eles. Passei a adolescência a ouvir isto e quando a necessidade de afirmação deu de si, claro que me puz a fumar às escondidas, até ser apanhado à saída de uma aula de informática, altura em que a minha mãe decidiu ir falar com o director de turma.
Tiveram uma conversa séria sobre os malefícios do tabaco e propuseram aumentar a mesada para eu não andar ao crava. A vergonha era tanta que rejeitei. Erro.
Espero que quando descobrirem que tenho um blog, façam proposta semelhante.
"O meu pai descobriu que tenho um blog". Disse-o como quem diz, "O meu filho descobriu que era adoptado", "A minha mulher descobriu que eu tenho uma amante", "O meu pai descobriu que eu fumo".
E é caso para isso, porque ter um blog não é nada de que nos possamos orgulhar.
Os meus pais sempre me disseram que se eu fumasse não queriam que o fizesse às escondidas, que devia falar com eles. Passei a adolescência a ouvir isto e quando a necessidade de afirmação deu de si, claro que me puz a fumar às escondidas, até ser apanhado à saída de uma aula de informática, altura em que a minha mãe decidiu ir falar com o director de turma.
Tiveram uma conversa séria sobre os malefícios do tabaco e propuseram aumentar a mesada para eu não andar ao crava. A vergonha era tanta que rejeitei. Erro.
Espero que quando descobrirem que tenho um blog, façam proposta semelhante.
terça-feira, julho 20, 2004
Festival
... gastronómico. 100nada a apontar, ao que parece almocei também com a Sarah Mclachlan, que adorei conhecer. O que faltou em tempero no arroz, sobrou na conversa. Muito bom.
Trintaeseis
... foi o número de primaveras que o homem festejou.
Tudo como manda o figurino: festa surpresa, amigos, prendas carregadinhas de emoção, sorrisos de simpatia e de quem sabe ser feliz.
Tudo ali, à mão de semear, como um tesouro que se lhe escancarou a um palmo do nariz. Acorda homem, que pior cego é aquele que não quer ver.
Ainda não lhe dei a minha prenda. Estou seriamente a pensar num cão, numa bengala e num par de óculos escuros. Trolha. Burro. Trapalhão.
Tudo como manda o figurino: festa surpresa, amigos, prendas carregadinhas de emoção, sorrisos de simpatia e de quem sabe ser feliz.
Tudo ali, à mão de semear, como um tesouro que se lhe escancarou a um palmo do nariz. Acorda homem, que pior cego é aquele que não quer ver.
Ainda não lhe dei a minha prenda. Estou seriamente a pensar num cão, numa bengala e num par de óculos escuros. Trolha. Burro. Trapalhão.
domingo, julho 18, 2004
O filho do pai
Para além dos muitos heróis de Hollywood que realizaram tal façanha pela magia da sétima arte, João Soares é o único homem que eu conheço capaz de sobreviver a um desastre de avião. Na realidade, o irmão de uma amiga de uma outra amiga nossa (vou refir-me a ele como oi_dua_duoan), sobreviveu ao desastre de Faro, há uns dez anos atrás. Temos portanto um conjunto de pessoas que sobreviveu a um desastre de avião. O que é que estas pessoas têm em comum? Que dom especial têm elas? Que apetência para a sobrevivência lhes valeu ?
Na minha opinião todos fizeram um acordo com Deus, que lhes concedeu uma segunda hipótese de vida, desde que nunca se candidatassem à liderança do PS.
Na minha opinião todos fizeram um acordo com Deus, que lhes concedeu uma segunda hipótese de vida, desde que nunca se candidatassem à liderança do PS.
Ao que parece todos os heróis de Hollywood aspiram a duas coisas, um óscar e a liderança do PS, e não foi de ânimo leve que aceitaram as condições impostas por Deus. Oi_dua_duoan nunca pensou em óscares ou na liderança do PS.
João Soares, por seu lado, sempre sonhou com a estatueta dourada e só recentemente começou a considerar a liderança do PS. Esqueceu o acordo com Deus, e ei-lo cheio de ganas de se atascar ao poiso. O pior de tudo isto é que, do conjunto de sobreviventes, João Soares é o que menos qualidades tem para o ser. Oi_dua_duan não ficaria mal no cargo e Jeff Bridges ou Bruce Willis muito menos, mas João Soares não foi criado para liderar grandes coisas.
O caso de Manuel Maria Carrilho é em tudo diferente. Catarina Furtado fazia parte do imaginário e das fantasias de MMC. Também ele fez um pacto com Deus, abdicando da liderança do PS, caso lhe fosse dada a oportunidade de se enrolar com a apresentadora do Chuva de Estrelas. Acontece que Pinto Balsemão lhe trocou as voltas e quando deu por si a Catarina estava na RTP e calhou-lhe Bárbara Guimarães. Foi por muito pouco que Carrilho não se viu envolvido com Herman José ou com Jorge Gabriel (dizem as más línguas que por ele não haveria qualquer problema). Perante esta contrariedade, Manuel Maria Carrilho diz que a sua candidatura é legítima. Legítima poderá ser, mas benéfica para o PS eu duvido.
João Soares, por seu lado, sempre sonhou com a estatueta dourada e só recentemente começou a considerar a liderança do PS. Esqueceu o acordo com Deus, e ei-lo cheio de ganas de se atascar ao poiso. O pior de tudo isto é que, do conjunto de sobreviventes, João Soares é o que menos qualidades tem para o ser. Oi_dua_duan não ficaria mal no cargo e Jeff Bridges ou Bruce Willis muito menos, mas João Soares não foi criado para liderar grandes coisas.
O caso de Manuel Maria Carrilho é em tudo diferente. Catarina Furtado fazia parte do imaginário e das fantasias de MMC. Também ele fez um pacto com Deus, abdicando da liderança do PS, caso lhe fosse dada a oportunidade de se enrolar com a apresentadora do Chuva de Estrelas. Acontece que Pinto Balsemão lhe trocou as voltas e quando deu por si a Catarina estava na RTP e calhou-lhe Bárbara Guimarães. Foi por muito pouco que Carrilho não se viu envolvido com Herman José ou com Jorge Gabriel (dizem as más línguas que por ele não haveria qualquer problema). Perante esta contrariedade, Manuel Maria Carrilho diz que a sua candidatura é legítima. Legítima poderá ser, mas benéfica para o PS eu duvido.
Agora com o filho do pai Soares não houve qualquer ilegitimidade no contrato. E eis-nos perante um cenário de horror.
Ter João Soares como secretário geral do PS seria como ter Santana Lopes como primeiro ministro, ou Paulo Portas como ministro da defesa. Era mesmo muito mau. Tanto mais que sofreria as consequências de quebrar um pacto com Deus. Que desgosto para Maria Barroso. Que triste sina para todos nós.
Um homem que já esgotou toda a sorte que se pode ter numa vida, pensa que pode chegar onde?
sexta-feira, julho 16, 2004
Olhem só
o blogger melhorou a oferta ...
Centra o texto
Justifica à direita
à esquerda
- põe bullets
- e cores, muitas cores
E posso mudar de fonte sem grandes trabalhos
Vai começar uma fase de escritas nada interessantes, mas com muito melhor aspecto.
Tá giro sim senhora
A Suiça de Portugal
Não raras vezes me surpreendo ao descobrir as origens das pessoas com quem trabalho. Acho sempre que, dependendo do sotaque, ou são da Grande Lisboa ou são do Brasil. Não é verdade.
Há mesmo quem venha directamente das Berças, da zona Saloia, de Marrocos (Algarve) ou do Texas (Alentejo).
A R. vem claramente das Berças e ao que parece com muito orgulho. Pelo entusiasmo com que fala da aldeia, trata-se por certo, da capital da Serra da Estrela: Loriga (que até tem um Portal na Net e tudo).
Além do Portal na NET, Loriga tem um coreto, um jornal ("A Garganta de Loriga". A Garganta???!!!), uma flora especial, uma praia fluvial, uma padroeira, uma banda, bombeiros e regos. Regos ????!!! Loriga tem regos e isso parece-me um ponto claramente positivo (sendo que regos são cursos de água e não uma linha imaginária que divide um rabo em dois hemisférios).
Mais a mais, Loriga já foi chamada de "A Suiça de Portugal". Eu que pensava que a Suiça em Portugal era uma pastelaria no Rossio, descubro, nesta idade, que se trata de uma aldeia na Serra da Estrela.
Para saber mais de Loriga é ir por aqui ou por aqui.
Há mesmo quem venha directamente das Berças, da zona Saloia, de Marrocos (Algarve) ou do Texas (Alentejo).
A R. vem claramente das Berças e ao que parece com muito orgulho. Pelo entusiasmo com que fala da aldeia, trata-se por certo, da capital da Serra da Estrela: Loriga (que até tem um Portal na Net e tudo).
Além do Portal na NET, Loriga tem um coreto, um jornal ("A Garganta de Loriga". A Garganta???!!!), uma flora especial, uma praia fluvial, uma padroeira, uma banda, bombeiros e regos. Regos ????!!! Loriga tem regos e isso parece-me um ponto claramente positivo (sendo que regos são cursos de água e não uma linha imaginária que divide um rabo em dois hemisférios).
Mais a mais, Loriga já foi chamada de "A Suiça de Portugal". Eu que pensava que a Suiça em Portugal era uma pastelaria no Rossio, descubro, nesta idade, que se trata de uma aldeia na Serra da Estrela.
Para saber mais de Loriga é ir por aqui ou por aqui.
quinta-feira, julho 15, 2004
Pesquisas
Descobri que alguém veio visitar a "Caixa de Costura" porque procurou no Google a expressão "tamanho da pilinha de um bébé" e uma das páginas referenciadas foi a da Caixa de Costura.
Resolvi fazer a experiência no Google e de facto, a 2ª entrada que surge, é a de um velho post aqui da Caixa.
Para quem fez a pesquisa, os meus votos são de que o interesse seja meramente científico.
Resolvi fazer a experiência no Google e de facto, a 2ª entrada que surge, é a de um velho post aqui da Caixa.
Para quem fez a pesquisa, os meus votos são de que o interesse seja meramente científico.
Já é quinta feira ?
Ainda não me dei conta disso ... O dia está a ir tão depressa que estou com receio de não o conseguir apanhar.
terça-feira, julho 13, 2004
Agulhagem
[Nota do Autor:
Este post é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes e situações da vida real é uma mera e infeliz coincidência.
O autor deste post nutre profunda estima e respeito pela nobre ciência da agulhagem, pela ordem dos profissionais da agulhagem e pela sua bastonária Titas a quem desde já agradece pela excelência dos serviços prestados em nome de tão nobre causa.
Temos que transformar os momentos de crise em oportunidades de sucesso, e nunca ceder à primeira contrariedade, nem à segunda, nem à terceira. A agulhagem é uma ciência, não é um crime.
Um grande beijo para o Canto do Sofá]
A agulha a uma distância ínfima da mão descreveu pequenos círculos noa ar. Era a confirmação que faltava.
- Dois rapazes e a seguir a menina.
A cientista do método da agulha nunca falha.
Então não é que a porcaria do fio não era o adequado e os círculos afinal deviam ser um simples movimento pendular?
No aniversário da raínha foi um festim. Para cima de uma dúzia de clientes:
"Saiem três bébés para a mesa do canto, um é rapaz e duas meninas".
"O minha amiga, poupa o dinehirinho da pílula, que a agulha não mexe nem por nada."
"Olha a menina dupla, bem fresquinha."
Agora estão todas à porta da minha casa a exigir o dinheiro de volta. A da agulha paradinha, agita furiosamente um teste positivo no ar. Raios partam o fio, foi de certeza o fio.
Este post é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes e situações da vida real é uma mera e infeliz coincidência.
O autor deste post nutre profunda estima e respeito pela nobre ciência da agulhagem, pela ordem dos profissionais da agulhagem e pela sua bastonária Titas a quem desde já agradece pela excelência dos serviços prestados em nome de tão nobre causa.
Temos que transformar os momentos de crise em oportunidades de sucesso, e nunca ceder à primeira contrariedade, nem à segunda, nem à terceira. A agulhagem é uma ciência, não é um crime.
Um grande beijo para o Canto do Sofá]
A agulha a uma distância ínfima da mão descreveu pequenos círculos noa ar. Era a confirmação que faltava.
- Dois rapazes e a seguir a menina.
A cientista do método da agulha nunca falha.
Então não é que a porcaria do fio não era o adequado e os círculos afinal deviam ser um simples movimento pendular?
No aniversário da raínha foi um festim. Para cima de uma dúzia de clientes:
"Saiem três bébés para a mesa do canto, um é rapaz e duas meninas".
"O minha amiga, poupa o dinehirinho da pílula, que a agulha não mexe nem por nada."
"Olha a menina dupla, bem fresquinha."
Agora estão todas à porta da minha casa a exigir o dinheiro de volta. A da agulha paradinha, agita furiosamente um teste positivo no ar. Raios partam o fio, foi de certeza o fio.
segunda-feira, julho 12, 2004
Mais aviso ...
... que este blog está longe de ser democrático, e que o Ferro Rodrigues anda por aqui ligado por laços familiares e de muita estima, pelo que, qualquer comentário menos abonatório sobre a respectiva pessoa ou atitude, será naturalmente alvo do lápis de côr azul.
Ufa ...
... que o fim de semana acabou. Ver se aproveito a semana para descansar que a agitação foi para lá dos limites impostos para um fim de semana.
O presidente de todos nós tomou uma decisão e resolveu anunciá-la na sexta à noite. Ficou aquém do que eu esperava. O jeitosinho vai formar governo e espera-se para ver. Nunca tive grande opinião sobre o jeitosito, não acho nada sobre ele. No outro dia apresentaram-mo, só o cumprimentei, e pareceu-me um personagem de novela.
O Ferro Rodrigues deixou a líderança do PS. Não sei se é bom ou mau para a oposição, muito provavelmente depende da alternativa que o PS encontrar para líder. Ferro pegou no PS numa altura em que ninguém parecia muito interessado em fazê-lo. Tornou a liderança do PS de novo apetecível e ao que parece muito disputada. Tenham as bases a necessária sabedoria para a transição que se advinha.
Já que tudo está de pernas para o ar, o clio do meu pai resolveu fazer algo de semelhante com os meus pais e a minha sogra lá dentro. Quase virou, mas voltou à posição normal. Algumas escoriações, costelas e clavícula partidas mas tudo a recompor-se.
Vamos ver o que a semana nos trás. Mas tenho a sensação que desde sexta feira andámos à moda do caranguejo.
O presidente de todos nós tomou uma decisão e resolveu anunciá-la na sexta à noite. Ficou aquém do que eu esperava. O jeitosinho vai formar governo e espera-se para ver. Nunca tive grande opinião sobre o jeitosito, não acho nada sobre ele. No outro dia apresentaram-mo, só o cumprimentei, e pareceu-me um personagem de novela.
O Ferro Rodrigues deixou a líderança do PS. Não sei se é bom ou mau para a oposição, muito provavelmente depende da alternativa que o PS encontrar para líder. Ferro pegou no PS numa altura em que ninguém parecia muito interessado em fazê-lo. Tornou a liderança do PS de novo apetecível e ao que parece muito disputada. Tenham as bases a necessária sabedoria para a transição que se advinha.
Já que tudo está de pernas para o ar, o clio do meu pai resolveu fazer algo de semelhante com os meus pais e a minha sogra lá dentro. Quase virou, mas voltou à posição normal. Algumas escoriações, costelas e clavícula partidas mas tudo a recompor-se.
Vamos ver o que a semana nos trás. Mas tenho a sensação que desde sexta feira andámos à moda do caranguejo.
sexta-feira, julho 09, 2004
Presidente
- Jorge estava a pensar que este fim de semana podíamos dar uma saltada até ao Algarve.
- Cala-te mulher. Não me irrites, não sabes que estou a pensar e que tenho que decidir qualquer coisa este fim de semana. Por falar nisso já me voltei a esquecer sobre o que é que tenho que decidir.
- Ai filho, está lerdinho de todo. O Zé Mané vai abandonar a nação. E agora ou dissolves a assembleia, ou o jeitosinho forma novo governo.
- Pois. Tenho que decidir isso este fim de semana.
- Mas já é o terceiro fim de semana que não fazes outra coisa, homem. Pensar e receber estranhos em casa para falarem sobre o assunto. Nunca lavei tanto copo de água na minha vida. Queres saber? Eu vou para o Algarve. Vejo a novela da noite e depois disso vou pra baixo, se quiseres ficas cá a pensar.
- Mas que feitio Maria José. Eu vou, eu vou. Para onde é que vamos?
- ALGARVE.
- E isso fica onde.
- Longe Jorge, longe.
- Bem, está decidido. Hoje às 10:00 falo à Nação.
- Tu deves estar mas é parvo. Vais-me cortar um episódio da novela a meio. Fala às 9:15, que os gajos tiram os Malucos do Riso.
- Ás 9:15 será, minha flor.
- Cala-te mulher. Não me irrites, não sabes que estou a pensar e que tenho que decidir qualquer coisa este fim de semana. Por falar nisso já me voltei a esquecer sobre o que é que tenho que decidir.
- Ai filho, está lerdinho de todo. O Zé Mané vai abandonar a nação. E agora ou dissolves a assembleia, ou o jeitosinho forma novo governo.
- Pois. Tenho que decidir isso este fim de semana.
- Mas já é o terceiro fim de semana que não fazes outra coisa, homem. Pensar e receber estranhos em casa para falarem sobre o assunto. Nunca lavei tanto copo de água na minha vida. Queres saber? Eu vou para o Algarve. Vejo a novela da noite e depois disso vou pra baixo, se quiseres ficas cá a pensar.
- Mas que feitio Maria José. Eu vou, eu vou. Para onde é que vamos?
- ALGARVE.
- E isso fica onde.
- Longe Jorge, longe.
- Bem, está decidido. Hoje às 10:00 falo à Nação.
- Tu deves estar mas é parvo. Vais-me cortar um episódio da novela a meio. Fala às 9:15, que os gajos tiram os Malucos do Riso.
- Ás 9:15 será, minha flor.
Um pila, dois pilas, três pilas
Lá fomos à ecografia, verificar o estado e o género do habitante da barriga crescente.
Então não é que sai outro príncipe. Nem posso acusar a Ana de querer ser a única princesa lá de casa, porque ao que parece sou eu quem determina o sexo do dito cujo. Resultado: mais um Maria a juntar aos dois lá de casa. 3 príncipes da dinastia dos Marias Frazão.
A propósito, levámos o príncipe herdeiro para ver a ecografia e ainda desconfio que não conseguiu encontrar qualquer semelhança entre um bébé e as imagens do écran negro e branco emitidas a partir da barriga da mãe. Outra coisa que le ainda deve estar para perceber é a razão pela qual pai e mãe desataram aos pontapés à máquina e ao médico a dada altura da ecografia.
Então não é que sai outro príncipe. Nem posso acusar a Ana de querer ser a única princesa lá de casa, porque ao que parece sou eu quem determina o sexo do dito cujo. Resultado: mais um Maria a juntar aos dois lá de casa. 3 príncipes da dinastia dos Marias Frazão.
A propósito, levámos o príncipe herdeiro para ver a ecografia e ainda desconfio que não conseguiu encontrar qualquer semelhança entre um bébé e as imagens do écran negro e branco emitidas a partir da barriga da mãe. Outra coisa que le ainda deve estar para perceber é a razão pela qual pai e mãe desataram aos pontapés à máquina e ao médico a dada altura da ecografia.
quinta-feira, julho 08, 2004
Pasme-se
O Mundo ás avessas. Fazem quatorze anos de casado, e quem se esquece da data é a cônjuga. Ora esta merda, no meu tempo, seria razão suficiente para o resto da vida de maus tratos e escravidão sexual. Em vez disso o homem vai levá-la a jantar a um restaurante no Guincho.
Até aposto que há quatorze anos atrás, esteve pelo menos vinte minutos, à espera que a donzela se dignasse a aparecer na cerimónia. Vinte minutos inteirinhos, vestido de uma maneira meio estranha, de pé no altar, e pior de tudo, com uma flor paneleirosa na lapela, virado para pelo menos umas cem pessoas. Que constrangedor.
A verdade é que depois do casamento, um gajo nunca espera vinte minutos, é tudo para cima de três quinze dias. Não é à toa que existem relógios diferentes para homens e mulheres. Certamente o número de segundos de cada minuto é diferente. Tá certo que a malta as engana com a história dos centímetros, mas nada se compara ao que somos enganados em minutos.
Estou pra ver a ida para o Guincho. Ás tantas, ainda vai ter que ser o desgraçado a conduzir a viatura e a pagar a conta. Se fosse comigo, ia de barco a remos até ao Guincho, ou à Ericeira, e não ia com certeza ser eu a remar. Pobre Turco amigo.
Que estranho. Estou cá com uma sensação que hoje vou ser impedido de entrar em casa. Mas nada que me preocupe, peço abrigo aos noivos. Estou certo que não me vão deixar ao relento e me recebem de braços abertos.
Até aposto que há quatorze anos atrás, esteve pelo menos vinte minutos, à espera que a donzela se dignasse a aparecer na cerimónia. Vinte minutos inteirinhos, vestido de uma maneira meio estranha, de pé no altar, e pior de tudo, com uma flor paneleirosa na lapela, virado para pelo menos umas cem pessoas. Que constrangedor.
A verdade é que depois do casamento, um gajo nunca espera vinte minutos, é tudo para cima de três quinze dias. Não é à toa que existem relógios diferentes para homens e mulheres. Certamente o número de segundos de cada minuto é diferente. Tá certo que a malta as engana com a história dos centímetros, mas nada se compara ao que somos enganados em minutos.
Estou pra ver a ida para o Guincho. Ás tantas, ainda vai ter que ser o desgraçado a conduzir a viatura e a pagar a conta. Se fosse comigo, ia de barco a remos até ao Guincho, ou à Ericeira, e não ia com certeza ser eu a remar. Pobre Turco amigo.
Que estranho. Estou cá com uma sensação que hoje vou ser impedido de entrar em casa. Mas nada que me preocupe, peço abrigo aos noivos. Estou certo que não me vão deixar ao relento e me recebem de braços abertos.
terça-feira, julho 06, 2004
Procura-se
Desaparecido de casa dos seus pais desde o passado dia 29 de Junho. Sofre de alterações bruscas de vontade e de personalidade. Ultimamente afirmava com convicção ser o futuro presidente da Comissão Europeia, embora seja possível que afirme ser o primeiro ministro, havendo ainda quem jure que possa ser confundido com um cherne. Nos últimos dias usa insistentemente uma gravata verde e vermelha que apelida da gravata da sorte. A preocupação e o desespero dos que lhe são mais chegados levaram-me a colocar aqui na Caixa este apelo. Caso possua informações relevantes sobre o paradeiro deste homem, é favor contactar com urgência a tal da Comissão Europeia.
segunda-feira, julho 05, 2004
Estava
.. eu a iniciar a difícil digestão de um resultado adverso quando, à saída da catedral, sou apanhado por uma equipa da RTP que recolhia opiniões sobre o jogo, sobre eventuais culpados e a sobre a inevitável desilusão Lusa. Ainda pensei mandar o homem chatear outro, mas lá resolvi conceder-lhe algumas das minhas sábias palavras. Curiosamente depois das duas primeiras frase parecia-me não ter dito coisa com coisa e a meio da terceira frase sou atropelado por outro apoiante das quinas que me empurra enquadramento fora e desata aos berros escandalizado com a vergonha da pior equipa do campeonato ser a que leva o caneco para casa. O entrevistador e o camera esqueceram-se de mim e lá saí de mansinho.
E para cúmulo, não é que os cabrões passaram as declarações do animal que me cortou o pio, e das minhas nem uma palavra. Filhos da puta.
E para cúmulo, não é que os cabrões passaram as declarações do animal que me cortou o pio, e das minhas nem uma palavra. Filhos da puta.
quinta-feira, julho 01, 2004
Se é a favor ...
... da realização de eleições legislativas antecipadas, coloque na janela de sua casa, do seu carro, do seu computador ou do seu blog uma bandeira de portugal.
Afinal na final. Finalmente
Depois da tanga que temos usado, à conta da tanga do défice e da tanga do governo, inchamos agora de orgulho colectivo que nos atira para a rua. Somos mesmo assim, levamos ao extremo tudo o que sentimos e não há cá meias doses. É tudo sempre em doses completas, e se pudermos ainda repetimos. Ontem jogámos todos aquele jogo, falhámos todos os golos fáceis, fizemos todos os golos mais difíceis e ainda marcámos todos um autogolo porque não gostamos da vida facilitada. Domingo vamos finalmente à final. Todos juntos claro está.
Depois de Domingo, qualquer que seja o resultado, quando formos escolher a roupa, há-de lá estar a tanga e a bandeira. Talvez não seja má ideia escolher a bandeira, e marcar muitos golos destes aos próximos adversários: "Crise do Governo", "Déficite aguda", "Atraso na Retoma", "Desemprego" ... Somos Mais!
Depois de Domingo, qualquer que seja o resultado, quando formos escolher a roupa, há-de lá estar a tanga e a bandeira. Talvez não seja má ideia escolher a bandeira, e marcar muitos golos destes aos próximos adversários: "Crise do Governo", "Déficite aguda", "Atraso na Retoma", "Desemprego" ... Somos Mais!
quarta-feira, junho 30, 2004
Meias
...lá vou eu para o estádio. Torçam-se, esperneiem, esgatafunhem-se todos que nem uns malucos, berrem e apoiem que eu vou fazer o mesmo.
Alguém tem umas calças encarnadas e verdes que me possa emprestar?
Alguém tem umas calças encarnadas e verdes que me possa emprestar?
terça-feira, junho 29, 2004
Euro 2004
Já mandámos para casa os Espanhóis e os Ingleses. Agora os Laranjinhas ...
... NÃÃOOO. Não era esse! Esperem ... Esse é de cá.
Ai meu Deus que despachámos o treinador errado.
... NÃÃOOO. Não era esse! Esperem ... Esse é de cá.
Ai meu Deus que despachámos o treinador errado.
Remexer no passado
A pretexto de um certificado de habilitações, fui dar com velhos hábitos de escrita. Um diário de 1979 e 1980, o diário da minha primeira viagem a Inglaterra em 1984 e o original de "O Elevador do Sexo" - uma novela escrita a três nos primeiros tempos de faculdade com bolinha encarnada no canto superior direito. Reli algumas coisas do diário, e descobri que andava preocupado com a presença de tropas Soviéticas no Afeganistão e com o envio, por parte doa Amenricanos de dois porta aviões para as proximidades, "Tenho medo que comece uma guerra nuclear...". A viagem a Inglaterra estou capaz de a publicar aqui. O elevador vai-se manter no segredo dos poucos previligiados que tiveram acesso à sua leitura.
Ainda descobri parte da colecção de autocolantes revolucionários entre 1974 e 1980. PCP, PCP(R), APU, MDP CDE, UEC, MES, Associação Amizade Portugal-República Democrática da Alemanha, ... Fabuloso.
Ainda descobri parte da colecção de autocolantes revolucionários entre 1974 e 1980. PCP, PCP(R), APU, MDP CDE, UEC, MES, Associação Amizade Portugal-República Democrática da Alemanha, ... Fabuloso.
segunda-feira, junho 28, 2004
sábado, junho 26, 2004
Trinta e tal
Há uns anos atrás, para festejar os trinta anos, fizemos uma mega festa em S. Martinho. Fiz posters enormes a partir de fotos tuas em pequena que espalhei, pelo jardim e oferecemos um manjerico a cada convidado à saída. Estavas grávida do João, a nossa estreia de pais babados. Ficas sempre linda de barriga, e ficamos tão felizes dos príncipes, que passados uns anos voltámos a festejar grávidos o teu aniversário. Agora, obdientes a uma cadência bem certinha, cá estamos nós felizes e barrigudos. Amores de príncipes e amantes. Parabéns raínha.
sexta-feira, junho 25, 2004
Maria Rita
Ganhou o título de melhor cantora nos prémios Multishow de Música Brasileira. Está quase quase a ser mãe, e ao que parece, muito orgulhosa da sua redondice. Gosto disto nas brasileiras.
O de melhor cantor foi atribuído a Caetano Veloso.
O de melhor cantor foi atribuído a Caetano Veloso.
Portugal
Olha. Mais uma votação na net. Desta vez na BBC. E ao que parece a resposta que mais votos tem para a derrota de Inglaterra tem a ver com alguma parcialidade do árbitro. Vamos inverter isto aqui.
Publiquem o link no vosso blog e votem, votem muitos. Mais uma penalidade ....
GOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
Publiquem o link no vosso blog e votem, votem muitos. Mais uma penalidade ....
GOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
quinta-feira, junho 24, 2004
Fungágá da Bicharada
Resultado de uma febrão nocturno, de uma crise de tosse e de uma rejeição ao
leite acabadinho de beber, uma dança de camas, hoje de madrugada lá em casa.
A mim calhou-me dormir com o Manel Maria, dois elefantes, uma girafa, um
cavalo e um tiranossauro rex. Ao contrário do que seria de esperar quem se
portou mal foi a girafa, todos os outros passaram o que restava da noite
muito tranquilos. O animal do pescoço exagerado insistia em mexer-se e em
tentar ficar com a cama toda para ela. Cabra.
leite acabadinho de beber, uma dança de camas, hoje de madrugada lá em casa.
A mim calhou-me dormir com o Manel Maria, dois elefantes, uma girafa, um
cavalo e um tiranossauro rex. Ao contrário do que seria de esperar quem se
portou mal foi a girafa, todos os outros passaram o que restava da noite
muito tranquilos. O animal do pescoço exagerado insistia em mexer-se e em
tentar ficar com a cama toda para ela. Cabra.
quarta-feira, junho 23, 2004
Rabiscos
Ás vezes fazer uns rabiscos sabe bem. Faço-o normalmente enquanto estou ao telefone, ou numa aula de um curso qualquer. Hoje rabisquei ondas (todas as linhas mesmo direitas me saiem onduladas) e fogo de artifício. Há tanto tempo que não vejo fogo de artifício. Matei saudades.
Euro 2004
Ao que parece o estádio da luz, no jogo dos quartos de final, vai receber
mais Ingleses que propriamente Portugueses. Como diz um mail que quase todos
já recebemos "A seguir às tapas, venham os bifes", vamos ter bifes em
fartura. E de vacas loucas ...

mais Ingleses que propriamente Portugueses. Como diz um mail que quase todos
já recebemos "A seguir às tapas, venham os bifes", vamos ter bifes em
fartura. E de vacas loucas ...

terça-feira, junho 22, 2004
Nem de propósito ...
... foi da Rainha, a visita 10 000 (aposto que a 9996, 9997, 9998 e 9999 também). Ainda bem porque o que escrevi para hoje (em jeito de quem comemora), foi sobretudo para ela e para esta Caixa de Afectos. Obrigado por tantas visitas (1000 pelo menos que as restantes 9000 são minhas).
Caixa de Afectos
Caixa de Costura
Caixa de todas as Surpresas
Percorro a medo as redondezas
Vou disparar uma memória
Bem apontada ao teu sorriso
Conheces bem a nossa história
Muda o que for preciso
Caixa de Costura
Caixa de truques de magia
Não fosses tu, o que seria?
Vou transformar-me em teu desejo
Invento nova ilusão
Procuro então o beijo
Junta-lhe a tua mão
Caixa de Costura
Caixa de Segredos
Escapam-se letras entre os dedos
Quem é que as vai compor?
Quem é que conta um conto?
Revelo-to a uma só cor
Conta-o e acrescenta um ponto
Caixa de Alegria
Excessos e tristeza
Não são servidos nesta mesa
Vou costurar nas tuas linhas
Linha do amor, linha da vida
Ajeito o cós desço bainhas
Um sonho à nossa medida
André
Caixa de Afectos
Caixa de Costura
Caixa de todas as Surpresas
Percorro a medo as redondezas
Vou disparar uma memória
Bem apontada ao teu sorriso
Conheces bem a nossa história
Muda o que for preciso
Caixa de Costura
Caixa de truques de magia
Não fosses tu, o que seria?
Vou transformar-me em teu desejo
Invento nova ilusão
Procuro então o beijo
Junta-lhe a tua mão
Caixa de Costura
Caixa de Segredos
Escapam-se letras entre os dedos
Quem é que as vai compor?
Quem é que conta um conto?
Revelo-to a uma só cor
Conta-o e acrescenta um ponto
Caixa de Alegria
Excessos e tristeza
Não são servidos nesta mesa
Vou costurar nas tuas linhas
Linha do amor, linha da vida
Ajeito o cós desço bainhas
Um sonho à nossa medida
André
segunda-feira, junho 21, 2004
IKEA
Para as alminhas mais distraídas a Caixa de Costura informa que o IKEA abre amanhã. Associando-se a este evento único, que conduz o nome de Portugal, ao estrelato e à tão desejada linha da frente, a Caixa de Costura colocou um produto exclusivo nas prateleiras desta loja.
Parece que vão colocar camas no exterior da loja e oferecer um cheque de 100 euros aos primeiros ocupantes das respectivas. Estava aqui a pensar que por 100 euros ...
Qual Rock in Rio, qual Euro 2004, o que nos vai catapultar para o comando da Europa e do mundo é o IKEA.
Parece que vão colocar camas no exterior da loja e oferecer um cheque de 100 euros aos primeiros ocupantes das respectivas. Estava aqui a pensar que por 100 euros ...
Qual Rock in Rio, qual Euro 2004, o que nos vai catapultar para o comando da Europa e do mundo é o IKEA.
Sofrida
... esta vitória sobre os rapazes com quem partilhamos esta pequena península. Mas muito saborosa. Um pequeno travo amargo que percorreu toda a segunda parte.
Logo no intervalo do jogo, pelos sistema de som, anunciaram em inglês que o Michael (não me lembro do apelido) deveria pedir ajuda a um Stwart ou a um polícia. Pouco depois transmitiram em inglês, espanhol e português que um menino de dez anos de nome Michael se tinha perdido e pediam a quem o encontrasse que o levasse junto da polícia. Logo no início da segunda parte, o pedido foi para os assistentes de estádio estarem atentos à situação do pequeno Michael. Veio o golo de portugal, as angústias dos ataques de Espanha, o desespero nos ataques de Portugal, e continuavam os avisos pela instalação sonora sobre o desaparecimento do rapaz.
O fim do jogo foi uma embrulhada de emoções, golos falhado, o árbitro que não apita, a Espanha que não nos largava as canelas, as substituições.
Fim do Jogo. Portugal, Portugal, Portugal.
Estava o sonho feito real. Ainda a descer as escadas, ao primeiro Stwart com que me cruzei, perguntei se tinham encontrado o Michael. Encontraram. Que bom. PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL.
Logo no intervalo do jogo, pelos sistema de som, anunciaram em inglês que o Michael (não me lembro do apelido) deveria pedir ajuda a um Stwart ou a um polícia. Pouco depois transmitiram em inglês, espanhol e português que um menino de dez anos de nome Michael se tinha perdido e pediam a quem o encontrasse que o levasse junto da polícia. Logo no início da segunda parte, o pedido foi para os assistentes de estádio estarem atentos à situação do pequeno Michael. Veio o golo de portugal, as angústias dos ataques de Espanha, o desespero nos ataques de Portugal, e continuavam os avisos pela instalação sonora sobre o desaparecimento do rapaz.
O fim do jogo foi uma embrulhada de emoções, golos falhado, o árbitro que não apita, a Espanha que não nos largava as canelas, as substituições.
Fim do Jogo. Portugal, Portugal, Portugal.
Estava o sonho feito real. Ainda a descer as escadas, ao primeiro Stwart com que me cruzei, perguntei se tinham encontrado o Michael. Encontraram. Que bom. PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL.
sexta-feira, junho 18, 2004
Actualizações
à coluna da direita. Regressos, entradas novas e saídas. Um destes dias tenho que remodelar à séria.
Bem escondidos
num dos recantos da memória. Uns desenhos animados para os quais nunca tive grande pachorra. Aqui vai a imagem e as sábias palavras do genérico.
Do genérico gostava porque tinha a certeza que eles no meio da letra diziam Pixa, o que era divertido.
Chapi Chapo
Patapo
Chapo Chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
dada dada !!
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
La, la la la la la,
la la la,
La, la la la la la la la,
La la la la la
Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
Não fazia ideia que os personagens tinham estas cores. Sempre os vi a preto e branco. Por falar nisso outra fenómeno estranho e muito antigo de que me lembro, eram uns filtros em cores degradée para colocar em frente dos televisores a prento e branco. A um preço muito camarada, via-se televisão a cores. É verdade que as cores eram sempre as mesmas mas lá que se via a cores ninguém o pode negar.
Do genérico gostava porque tinha a certeza que eles no meio da letra diziam Pixa, o que era divertido.
Chapi Chapo
Patapo
Chapo Chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
dada dada !!
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
La, la la la la la,
la la la,
La, la la la la la la la,
La la la la la
Chapi Chapo
Patapo
Chapo chapi
Patapi
Biribibi
Rabada dada
Pacha pacho
Pitipo
Pacho pacha
Pitipa
Biribibirabadadida
Não fazia ideia que os personagens tinham estas cores. Sempre os vi a preto e branco. Por falar nisso outra fenómeno estranho e muito antigo de que me lembro, eram uns filtros em cores degradée para colocar em frente dos televisores a prento e branco. A um preço muito camarada, via-se televisão a cores. É verdade que as cores eram sempre as mesmas mas lá que se via a cores ninguém o pode negar.
quinta-feira, junho 17, 2004
Curtas
9746 Visitas
Estamos quase nas 10k. Quem vai ser? Quando vai ser? Devia oferecer um prémio a quem provasse ser o visitante 10000... Mas o quê?
Portugal
Lá fui eu ver os moços a jogar à bola. Um bocadinho melhor que o jogo do Dragão, mas não saí tranquilo. Domingo logo se vê com os nuestros hermanos em Alvalade.
Arriba Portugal.
Estamos quase nas 10k. Quem vai ser? Quando vai ser? Devia oferecer um prémio a quem provasse ser o visitante 10000... Mas o quê?
Portugal
Lá fui eu ver os moços a jogar à bola. Um bocadinho melhor que o jogo do Dragão, mas não saí tranquilo. Domingo logo se vê com os nuestros hermanos em Alvalade.
Arriba Portugal.
quarta-feira, junho 16, 2004
terça-feira, junho 15, 2004
Que vergonha
Ontem lá estavamos todos no pediatra. Pais e príncipes. Nisto o Dr. resolve que está na altura de puxar de uma vez por todas a pele do pirilau do João Maria. Mariquinhas como sou, e antes que a cena se desenrolasse, pego no Manel que já tinha acabado a consulta e digo:
- É melhor eu ir lá para fora com o Manel antes que ele comece a fazer asneiras.
E lá me afastei o suficiente para nem ouvir o desgraçado a guinchar.
Na verdade não guinchou, mas se lá estivesse, guinchava eu com certeza. Já por alturas das primeiras vacinas tentei-me em esbofetear a enfermeira. Meu rico filho.
Hoje os xisxis têm sido acompanhados de alguma berraria. Não sei quem é que vai por-lhe a pomada logo à noite. Talvez calhe mesmo na altura em que esteja a mudar a fralda ao Manel ou a levá-lo à rua por causa do calor.
- É melhor eu ir lá para fora com o Manel antes que ele comece a fazer asneiras.
E lá me afastei o suficiente para nem ouvir o desgraçado a guinchar.
Na verdade não guinchou, mas se lá estivesse, guinchava eu com certeza. Já por alturas das primeiras vacinas tentei-me em esbofetear a enfermeira. Meu rico filho.
Hoje os xisxis têm sido acompanhados de alguma berraria. Não sei quem é que vai por-lhe a pomada logo à noite. Talvez calhe mesmo na altura em que esteja a mudar a fralda ao Manel ou a levá-lo à rua por causa do calor.
Regressos
segunda-feira, junho 14, 2004
Cuspir na Sopa
Aqui na cantina ao lado da minha secretária, alguém diz (de boca cheia claro está):
- O que é que estás a implicar com o meu comer?
Será difícil entender que "Comer" é um verbo, não é um substantivo. Digam "comida"!
Prontos... agora que já escrevestes o que pensastes, cala-te e trabalha.
- O que é que estás a implicar com o meu comer?
Será difícil entender que "Comer" é um verbo, não é um substantivo. Digam "comida"!
Prontos... agora que já escrevestes o que pensastes, cala-te e trabalha.
Resultados Eleitorais
Partidos Quadrados - sempre iguais que não trazem emoção à política, nem escândalos, nem cenas de pancadaria ou fugas para o brasil - 10 deputados
Partidos de Geometria Variável - animados, recheadinhos de intrigas, mais atabalhoados que a própria renda de Bilros, responsáveis por garantir algum interesse à política - 14 deputados
Viva Portugal.
Partidos de Geometria Variável - animados, recheadinhos de intrigas, mais atabalhoados que a própria renda de Bilros, responsáveis por garantir algum interesse à política - 14 deputados
Viva Portugal.
domingo, junho 13, 2004
Santo António
Ainda não te ofereci, não porque não me viesse à memória, mas com a viagem e o calor e mais uma viagem do carro ao 3º andar, não me estava de todo a apetecer. Adiei.
Por enquanto vai um virtual.
Com quadra e tudo pois claro
"Lá vai a menina barriga
a mais linda da cidade
Vai ser menino ou menina?
que importa? é felicidade"
Não cheirar este post que murcha. Pouse a mão e depois cheire a mão. Regar todos os dias mas não directamente sobre a terra.
Por enquanto vai um virtual.
Com quadra e tudo pois claro
"Lá vai a menina barriga
a mais linda da cidade
Vai ser menino ou menina?
que importa? é felicidade"
Não cheirar este post que murcha. Pouse a mão e depois cheire a mão. Regar todos os dias mas não directamente sobre a terra.
Para onde vais?
Vou à festa
De onde vens ?
Venho da festa
O meu Sábado foi mais ou menos assim. Fui ver os moços jogar à bola. Vim da festa de humores trocados.
Valeu pela visita (rápida) ao Porto. E que bem lhe ficam as bandeiras nas janelas. Fui ao cais de Gaia ver a Ribeira de frente, e fui a pé desde o Dragão até à Trindade. Antes de lhe voltar costas ainda fui à Foz. Estava coberta de nevoeiro. Um D. Sebastião não sei se dava jeito, mas uma alminha nova para a selecção, não tenho a menor dúvida.
Ó carago joguem à bola rapazes.
sexta-feira, junho 11, 2004
Euro
... indo eu indo eu
a caminho do Dragão.
Preciso de saber o melhor local para estacionar e a melhor forma de chegar ao Murcódromo.
a caminho do Dragão.
Preciso de saber o melhor local para estacionar e a melhor forma de chegar ao Murcódromo.
quinta-feira, junho 10, 2004
A maioria
dos partidos políticos deu por terminada a campanha eleitoral na sequência da morte do cabeça de lista do Partido Socialista. De forma velada pareceu-me mais um caso típico da passagem de "besta a bestial", característicos nestas circunstâncias. Lamentável mas compreensível.
A bem da verdade esta campanha começou mal e acabou ainda pior. Mal se deu por ela e quando deu nas vistas aconteceu pelos piores motivos. Uma sequência de insultos, poucas e fracas ideias, nenhuma alegria. Os principais partidos a reclamarem a maternidade da categoria e a negarem a paternidade ao défice.
Pela primeira vez (talvez a segunda, não me lembro a que dia da semana morreu Sá Carneiro) vamos ter 11 dias de má campanha e quatro dias de reflexão. Com tanto tempo para reflectir, talvez o resultado seja decente.
A bem da verdade esta campanha começou mal e acabou ainda pior. Mal se deu por ela e quando deu nas vistas aconteceu pelos piores motivos. Uma sequência de insultos, poucas e fracas ideias, nenhuma alegria. Os principais partidos a reclamarem a maternidade da categoria e a negarem a paternidade ao défice.
Pela primeira vez (talvez a segunda, não me lembro a que dia da semana morreu Sá Carneiro) vamos ter 11 dias de má campanha e quatro dias de reflexão. Com tanto tempo para reflectir, talvez o resultado seja decente.
quarta-feira, junho 09, 2004
Ora Bolas
Erro no Blogger.
"Error
We apologize for the inconvenience, but we are unable to process your
request at this time. Our engineers have been notified of this problem and
will work to resolve it."
Se avisaram os engenheiros, estou muito mais descansado.
"Error
We apologize for the inconvenience, but we are unable to process your
request at this time. Our engineers have been notified of this problem and
will work to resolve it."
Se avisaram os engenheiros, estou muito mais descansado.
terça-feira, junho 08, 2004
Tem graça ...
... não consigo trabalhar e ouvir um relato de futebol ao mesmo tempo.
As esperanças perdem contra a Suécia e se assim continuar já não vão aos jogos olímpicos. Se fossem podiam levar até 3 jogadores mais velhos. Há quem diga que o Vítor Baía seria um deles, com o azar que ele tem tido este ano, o resultado, a mudar, é para 2 a zero a favor da Suécia. Tomara que não.
E isto não vira. Raios partam.
Mas porque é que não consigo trabalhar enquanto ouço o relato? Será que estou com o síndroma da Britney Spears que não consegue cantar e dançar ao mesmo tempo? Ai a minha vida.
Olha. PENALTY. Penalty a favor de Portugal. Olé olé olé olé. Lá vai o Baía para a Grécia. Prepara-te Vitinho que ainda vais aos Jogos Olímpicos. O Carlos Lopes também já não ía para novo quando ganhou a medalha na Maratona. Gooooooooolllllooooooooooooooooooo. Um a um.
As esperanças perdem contra a Suécia e se assim continuar já não vão aos jogos olímpicos. Se fossem podiam levar até 3 jogadores mais velhos. Há quem diga que o Vítor Baía seria um deles, com o azar que ele tem tido este ano, o resultado, a mudar, é para 2 a zero a favor da Suécia. Tomara que não.
E isto não vira. Raios partam.
Mas porque é que não consigo trabalhar enquanto ouço o relato? Será que estou com o síndroma da Britney Spears que não consegue cantar e dançar ao mesmo tempo? Ai a minha vida.
Olha. PENALTY. Penalty a favor de Portugal. Olé olé olé olé. Lá vai o Baía para a Grécia. Prepara-te Vitinho que ainda vais aos Jogos Olímpicos. O Carlos Lopes também já não ía para novo quando ganhou a medalha na Maratona. Gooooooooolllllooooooooooooooooooo. Um a um.
No país das maravilhas ...
Estadia de uma semana completa para a raínha e os príncipes em São Martinho. Tive que interromper o meu descanso com dois dias de trabalho. A mim parece-me que os deixei no país das maravilhas. A comprovar a minha convicção, a frase que ouvi ontem pouco antes de sair:
- O João Maria não pode vir ao telefone, porque está no jardim com o avô a preparar as ratoeiras para apanhar elefantes durante a noite.
- O João Maria não pode vir ao telefone, porque está no jardim com o avô a preparar as ratoeiras para apanhar elefantes durante a noite.
segunda-feira, junho 07, 2004
Oeiras
Tem feriado municipal hoje. E está-me a saber muito bem. Quando calhar a um fim de semana... viva o Santo António.
domingo, junho 06, 2004
Rock In Rio - Represas
Estive agora mesmo a ver o concerto do Luís Represas pela televisão. Seria um grande concerto se não fosse igualzinho ao de há sete ou oito anos atrás no CCB.
Homem acorda, que não é por aí. Desde o primeiro disco a solo que nada muda na tua música. Fórmula gasta, estás a ficar monótono e previsível. Até os arranjos das músicas são os mesmos. Chatalhão.
Homem acorda, que não é por aí. Desde o primeiro disco a solo que nada muda na tua música. Fórmula gasta, estás a ficar monótono e previsível. Até os arranjos das músicas são os mesmos. Chatalhão.
sábado, junho 05, 2004
Paradoxo
Não escrevi nada durante o dia de ontem e estou cansado com o frenesim na Caixa de Costura. Tudo de pernas para o ar. Olha para isto, quem é que andou a misturar estas linhas? Os alfinetes todos espalhados. Que confusão. Ai ! Merda piquei-me.
quinta-feira, junho 03, 2004
Quotas
Ora aqui está uma boa notícia "Defendidas quotas para travar entrada de mulheres nos cursos de Medicina". A Carlota e a Gotinha já a comentaram, se bem que a primeira diga que nem tem comentários a fazer(a verdade é que os comentários do blogger são tão mauzinhos que é quase o mesmo que não ter).
Toda a nossa cultura se baseia na existência de uma clara maioria de homens no exercício da nobre profissão de medicina. Sempre se brincou aos médicos, nunca ás médicas. E depois as enfermeiras vão-se embrulhar com quem? Com os seguranças dos hospitais? Com os convalescentes? Haja paciência.
Ainda por cima a média de entrada em medicina neste país é pornográfica. É preciso estar horas e horas fechado em casa a olhar para manuais de biologia, química e matemática para atingir os 19,9 necessários.
Qual é o rapaz de 18 anos que consegue estar mais que duas horas fechado em casa ? Nenhum. A menos que esteja em regime de prisão domiciliária. Resultado: os cursos de medicina estão repletos de raparigas que conhecem os nomes de tudo o que é orgão do nosso corpo, mas que não sabem fazer um bife com ovo a cavalo nem passar uma camisa. Sabem cozer mas as roupas ficam com cicatrizes. A vida sexual destas moças acaba sempre em tragédia porque aproveitam a primeira vez que estão em contacto directo com um orgão do corpo humano masculino para lhe fazer um exame científico mas muito constrangedor.
Qualquer dia, até na tropa vamos encontrar mulheres, ou na política. Alguém imagina o que é ter um primeiro ministro mulher. Pior ainda: uma ministra das finanças.
Se a minha mulher apanha este post não me deixa entrar em casa. Se a Carlota apanha este post não me deixa entrar no emprego. Ou dá-me uma tareia e vou parar ao hospital, e a probabilidade de ser examinado por uma mulher é altíssima. Ai Jesus. Socorro. Quero a minha mãe. Quer dizer. Quero o meu pai.
Toda a nossa cultura se baseia na existência de uma clara maioria de homens no exercício da nobre profissão de medicina. Sempre se brincou aos médicos, nunca ás médicas. E depois as enfermeiras vão-se embrulhar com quem? Com os seguranças dos hospitais? Com os convalescentes? Haja paciência.
Ainda por cima a média de entrada em medicina neste país é pornográfica. É preciso estar horas e horas fechado em casa a olhar para manuais de biologia, química e matemática para atingir os 19,9 necessários.
Qual é o rapaz de 18 anos que consegue estar mais que duas horas fechado em casa ? Nenhum. A menos que esteja em regime de prisão domiciliária. Resultado: os cursos de medicina estão repletos de raparigas que conhecem os nomes de tudo o que é orgão do nosso corpo, mas que não sabem fazer um bife com ovo a cavalo nem passar uma camisa. Sabem cozer mas as roupas ficam com cicatrizes. A vida sexual destas moças acaba sempre em tragédia porque aproveitam a primeira vez que estão em contacto directo com um orgão do corpo humano masculino para lhe fazer um exame científico mas muito constrangedor.
Qualquer dia, até na tropa vamos encontrar mulheres, ou na política. Alguém imagina o que é ter um primeiro ministro mulher. Pior ainda: uma ministra das finanças.
Se a minha mulher apanha este post não me deixa entrar em casa. Se a Carlota apanha este post não me deixa entrar no emprego. Ou dá-me uma tareia e vou parar ao hospital, e a probabilidade de ser examinado por uma mulher é altíssima. Ai Jesus. Socorro. Quero a minha mãe. Quer dizer. Quero o meu pai.
17º Lugar
"Portugueses são dos mais pobres da Europa. A riqueza por habitante em
Portugal é 17ª da UE 25"
Esta lista ordena os países pelo valor da riqueza por habitante. O que na
realidade se passa, é que os portugueses não se apegam aos bens materiais e
não acomulam riqueza, oferecem tudo uns aos outros. A nossa riqueza está no
Fado, em Fátima (na da Cova de Eiria e na Felgueiras) e no Futebol. Que
análise tendenciosa.
Portugal é 17ª da UE 25"
Esta lista ordena os países pelo valor da riqueza por habitante. O que na
realidade se passa, é que os portugueses não se apegam aos bens materiais e
não acomulam riqueza, oferecem tudo uns aos outros. A nossa riqueza está no
Fado, em Fátima (na da Cova de Eiria e na Felgueiras) e no Futebol. Que
análise tendenciosa.
quarta-feira, junho 02, 2004
Papo Seco
Nos festejos do oitavo aniversário da boda aparece um peixe dentro de um enorme pão. Não vos apoquentais almas inquietas, que não me refiro a práticas sexuais que envolvem gastronomia requintada, mas sim ao prato escolhido pelo casal que jantava na mesa à nossa frente. Um peixe no forno que em vez de ser envolto em cebola, ou num monte de sal, estava dentro de um pão. Perguntei ao senhor que nos servia, como é que se fazia tal iguaria e parece simples. Faz-se a massa do pão e envolve-se o peixe inteiro e cru na dita. Forno muito quente durante meia hora "et voilá".
Sal na massa do pão e sal no peixe?
Fermento na massa do pão?
O peixe escama-se ou nem por isso (como no peixe ao sal)?
Tantas dúvidas por esclarecer. Tenho a certeza que daqui a 10 peixes e 5 quilos de massa de pão vou obter todas as respostas.
Até lá sempre se podem comer sardinhas no pão que, no fundo, é praticamente a mesma coisa.
Sal na massa do pão e sal no peixe?
Fermento na massa do pão?
O peixe escama-se ou nem por isso (como no peixe ao sal)?
Tantas dúvidas por esclarecer. Tenho a certeza que daqui a 10 peixes e 5 quilos de massa de pão vou obter todas as respostas.
Até lá sempre se podem comer sardinhas no pão que, no fundo, é praticamente a mesma coisa.
Regresso
" Eu não disse?
Eu avisei que voltava. Não disse foi quando.
Serve então este post para dizer que voltei.
E estou contente :)))) "
E eu também, acrescento.
Afinal quem foi que voltou ?
Eu avisei que voltava. Não disse foi quando.
Serve então este post para dizer que voltei.
E estou contente :)))) "
E eu também, acrescento.
Afinal quem foi que voltou ?
Dia da Criança
Nada que não estivessemos à espera. Hoje a criançada estava coberta por camadas e camadas de sono, birras, choros e más disposições. Corolário do esticar do Dia da Criança até quase à meia noite. Ingratos.
Os festejos do aniversário de casamento foram antecipados para a véspera para que pudéssemos passar com eles o tal do Dia da Criança.
A feira popular foi a primeira ideia, mas ao que parece já não existe. E eu que gostava tanto daquela decadência. Sobretudo do carrocel dos póneis que se arrastavam com criancinhas ás costas e sujavam os pés dos pais com as mais básicas necessidades. O tratador dos pobres animais lá andava com uma vassoura, uma pá e um balde de serradura a tentar minimizar os estragos. Mais decadente que a feira popular só mesmo uma ida ao circo.
Não havendo feira optou-se por ir ao playcenter do Colombo. Uma versão moderna e atabalhuada da feira. Mas sem metade da graça. Eles nem notam a diferença.
Enfim, o resultado acabou por ser muita brincadeira, fast food e um despertar difícil hoje pela manhã. Da próxima, e para facilitar o arranque do dia seguinte, escolho muita food e fast brincadeira.
Os festejos do aniversário de casamento foram antecipados para a véspera para que pudéssemos passar com eles o tal do Dia da Criança.
A feira popular foi a primeira ideia, mas ao que parece já não existe. E eu que gostava tanto daquela decadência. Sobretudo do carrocel dos póneis que se arrastavam com criancinhas ás costas e sujavam os pés dos pais com as mais básicas necessidades. O tratador dos pobres animais lá andava com uma vassoura, uma pá e um balde de serradura a tentar minimizar os estragos. Mais decadente que a feira popular só mesmo uma ida ao circo.
Não havendo feira optou-se por ir ao playcenter do Colombo. Uma versão moderna e atabalhuada da feira. Mas sem metade da graça. Eles nem notam a diferença.
Enfim, o resultado acabou por ser muita brincadeira, fast food e um despertar difícil hoje pela manhã. Da próxima, e para facilitar o arranque do dia seguinte, escolho muita food e fast brincadeira.
segunda-feira, maio 31, 2004
Amanhã
... faço 8 anos de casado. Curiosamente, aquela rapariga que deixa aqui uns comentários de vez em quando, também faz os 8 anos de casada. Ele há com cada coincidência.
Estou a falar da moça que vende bimbys aqui na caixa de costura e que promove reuniões de tupperware "nas alfinetadas" com as amigas. Acho que a conheço dalgum lado, aquela cara não me é nada estranha.
Há oito anos quase chorei quando ela entrou na igreja. Não sei se de felicidade, se de alergia aos cavalos, já que chegou de charrete.
Foi um dia à velocidade da luz, com tanta coisa ao mesmo tempo, e tudo a convergir assim para os sorrisos de felicidade.
Estou bem capaz de renovar por mais umas épocas.
Estou a falar da moça que vende bimbys aqui na caixa de costura e que promove reuniões de tupperware "nas alfinetadas" com as amigas. Acho que a conheço dalgum lado, aquela cara não me é nada estranha.
Há oito anos quase chorei quando ela entrou na igreja. Não sei se de felicidade, se de alergia aos cavalos, já que chegou de charrete.
Foi um dia à velocidade da luz, com tanta coisa ao mesmo tempo, e tudo a convergir assim para os sorrisos de felicidade.
Estou bem capaz de renovar por mais umas épocas.
domingo, maio 30, 2004
Carlota
"Hoje acordei com uma vontade enorme de escrever..."
É assim que começa um novo blog. O blog de uma amiga o que é sempre uma coisa que dá muito prazer a ver nascer.
A Carlota é daquelas pessoas que têm o coração muito perto das cordas vocais, o que pode ser um atrativo para este blog.
As opiniões da Carlota sobre aquilo que eu próprio escrevo também me marcam bastante. Assim de repente lembro-me de duas situações. Uma em que leu um documento de trabalho que eu escrevi, que modéstia à parte, deve ser dos piores documentos de trabalho que alguma vez foram escritos na nossa empreasa (nunca me reconheceram este feito, e ainda bem que assim é). Pois a Carlota levou a segunda quinzena de um qualquer Agosto a fazer-me perguntas sobre o dito documento. Ainda me vêm as lágrimas aos olhos quando recordo esses dias. Na segunda situação, leu um post aqui na Caixa de Costura. Logo um dos primeiros e deu-me um abraço de parabéns. Fiquei tão feliz dela ter gostado, tanto mais que embirra com o Trovante e o post era sobre um livro do Manuel Faria, que eu tinha lido nessa semana.
Post(o) tudo isto, aqui estão os pensamentos da Carlota.
É assim que começa um novo blog. O blog de uma amiga o que é sempre uma coisa que dá muito prazer a ver nascer.
A Carlota é daquelas pessoas que têm o coração muito perto das cordas vocais, o que pode ser um atrativo para este blog.
As opiniões da Carlota sobre aquilo que eu próprio escrevo também me marcam bastante. Assim de repente lembro-me de duas situações. Uma em que leu um documento de trabalho que eu escrevi, que modéstia à parte, deve ser dos piores documentos de trabalho que alguma vez foram escritos na nossa empreasa (nunca me reconheceram este feito, e ainda bem que assim é). Pois a Carlota levou a segunda quinzena de um qualquer Agosto a fazer-me perguntas sobre o dito documento. Ainda me vêm as lágrimas aos olhos quando recordo esses dias. Na segunda situação, leu um post aqui na Caixa de Costura. Logo um dos primeiros e deu-me um abraço de parabéns. Fiquei tão feliz dela ter gostado, tanto mais que embirra com o Trovante e o post era sobre um livro do Manuel Faria, que eu tinha lido nessa semana.
Post(o) tudo isto, aqui estão os pensamentos da Carlota.
Rio In Lisboa
Lá fomos quase todos da família até à cidade do Rock. Ficámos num condomínio fechado com vista sobre a cidade e a festa. De vez em quando saíamos do conforto da gigante tenda e íamos lá a baixo viver a intensa festa.
É para lá de paradoxal a existência de um espaço VIP num festival "por um mundo melhor", mas lá que deu muito jeito, deu. Sobretudo porque pouco depois da 1/2 noite o JM adormeceu e se não fossem os gigatencos puff's o nosso dia de Rock in Rio tinha ficado mesmo por ali. Também criou a oportunidade do JM ser apresentado ao Rui Veloso (sorte para o Rui Veloso). Como recomendam os manuais da absoluta identidade Portuguesa, trouxemos todos os brindes que conseguimos reunir. O JM já não tinha espaço para mais penduricalhos, tatuagens e brindes. Estava mais cheio de patrocínios que o fato de um piloto de fórmula um.
Não sei porquê, lembrei-me de uma crónica do Miguel Esteves Cardoso sobre a forma como os portugueses se portam quando viajam de avião (destratar hospedeiras, limpar o conteúdo das casas de banho, trazer todos os postais de aviões que existem à disposição, roubar mantas, almofadas e auriculares).
No fim de festa, voltámos tomos com um sorriso genuíno para casa.
É para lá de paradoxal a existência de um espaço VIP num festival "por um mundo melhor", mas lá que deu muito jeito, deu. Sobretudo porque pouco depois da 1/2 noite o JM adormeceu e se não fossem os gigatencos puff's o nosso dia de Rock in Rio tinha ficado mesmo por ali. Também criou a oportunidade do JM ser apresentado ao Rui Veloso (sorte para o Rui Veloso). Como recomendam os manuais da absoluta identidade Portuguesa, trouxemos todos os brindes que conseguimos reunir. O JM já não tinha espaço para mais penduricalhos, tatuagens e brindes. Estava mais cheio de patrocínios que o fato de um piloto de fórmula um.
Não sei porquê, lembrei-me de uma crónica do Miguel Esteves Cardoso sobre a forma como os portugueses se portam quando viajam de avião (destratar hospedeiras, limpar o conteúdo das casas de banho, trazer todos os postais de aviões que existem à disposição, roubar mantas, almofadas e auriculares).
No fim de festa, voltámos tomos com um sorriso genuíno para casa.
sexta-feira, maio 28, 2004
Uns
Mais Caetano Veloso, nunca é demais Caetanear.
Lembrei-me dele quando, um dia, encontrei um blog chamado Uns-e-Outros.
Dedico-me um destes dias a estes blogues com mais cuidado. Por ora deixo a letra da canção
Uns (Caetano Veloso).
Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos
Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros
Ainda antes de fechar o post fui procurar um pouco mais e encontrei mais uma letra de Caetano, nem de propósito, caramba. A ver se não há coincidências:
Um dia (Caetano Veloso)
Como um dia numa festa
Realçavas a manhã
Luz de sol, janela aberta
Festa e verde o teu olhar
Pé de avenca na janela
Brisa verde, verdejar
Vê se alegra tudo agora
Vê se pára de chorar
Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo-me embora
Tou só preparando a hora
De voltar
No rastro do meu caminho
No brilho longo dos trilhos
Na correnteza do rio
Vou voltando pra você
Na resistência do tempo
No tempo que vou e espero
No braço, no pensamento
Vou voltando pra você
No Raso da Catarina
Nas águas de Amaralina
Na calma da calmaria
Longe do mar da Bahia,
Limite da minha vida,
Vou voltando pra você
Vou voltando como um dia
Realçavas a manhã
Entre avencas verde-brisa
Tu de novo sorrirás
E eu te direi que um dia
As estrelas voltarão
Voltarão trazendo todos
Para a festa do lugar
Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo embora
Tou só preparando a hora
De voltar
De voltar
Lembrei-me dele quando, um dia, encontrei um blog chamado Uns-e-Outros.
Dedico-me um destes dias a estes blogues com mais cuidado. Por ora deixo a letra da canção
Uns (Caetano Veloso).
Uns vão
Uns tão
Uns são
Uns dão
Uns não
Uns hão de
Uns pés
Uns mãos
Uns cabeça
Uns só coração
Uns amam
Uns andam
Uns avançam
Uns também
Uns cem
Uns sem
Uns vêm
Uns têm
Uns nada têm
Uns mal uns bem
Uns nada além
Nunca estão todos
Uns bichos
Uns deuses
Uns azuis
Uns quase iguais
Uns menos
Uns mais
Uns médios
Uns por demais
Uns masculinos
Uns femininos
Uns assim
Uns meus
Uns teus
Uns ateus
Uns filhos de Deus
Uns dizem fim
Uns dizem sim
E não há outros
Ainda antes de fechar o post fui procurar um pouco mais e encontrei mais uma letra de Caetano, nem de propósito, caramba. A ver se não há coincidências:
Um dia (Caetano Veloso)
Como um dia numa festa
Realçavas a manhã
Luz de sol, janela aberta
Festa e verde o teu olhar
Pé de avenca na janela
Brisa verde, verdejar
Vê se alegra tudo agora
Vê se pára de chorar
Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo-me embora
Tou só preparando a hora
De voltar
No rastro do meu caminho
No brilho longo dos trilhos
Na correnteza do rio
Vou voltando pra você
Na resistência do tempo
No tempo que vou e espero
No braço, no pensamento
Vou voltando pra você
No Raso da Catarina
Nas águas de Amaralina
Na calma da calmaria
Longe do mar da Bahia,
Limite da minha vida,
Vou voltando pra você
Vou voltando como um dia
Realçavas a manhã
Entre avencas verde-brisa
Tu de novo sorrirás
E eu te direi que um dia
As estrelas voltarão
Voltarão trazendo todos
Para a festa do lugar
Abre os olhos, mostra o riso
Quero, careço, preciso
De ver você se alegrar
Eu não estou indo embora
Tou só preparando a hora
De voltar
De voltar
Raínha
Andava eu à procura de uma mais valia para a certficação em Pinguço Da Caixa de Costura (porque acredito que entre Blog-Notas e Cagalhoum existe um vazio imenso, só comparável ao que existe entre alguns pares de orelhas). Envcontrei esta imagem
A mim lembra-me uma coroa, e coroa lembra-me raínha. Vai mais uma coroa para a raínha e deixa-se a certificação para mais tarde.
.
A mim lembra-me uma coroa, e coroa lembra-me raínha. Vai mais uma coroa para a raínha e deixa-se a certificação para mais tarde.
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quinta-feira, maio 27, 2004
Gil
"Lembro com muito gosto o modo como ela se referia a ele. pelo menos ela o fez uma vez e isso ficou marcado muito fundo, dizendo: caetano, venha ver o preto que você gosta. isso de dizer o preto, sorrindo ternamente como ela o fazia, o fez, tinha, teve, tem, um sabor esquisito, que intensificava o encanto da arte e da personalidade do moço no vídeo. era como se se somasse àquilo que eu via e ouvia, uma outra graça, ou como se a confirmação da realidade daquela pessoa, dando-se assim na forma de uma benção, adensasse sua beleza. eu sentia a alegria por Gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele, e por minha mãe saudar tudo isso de forma tão direta e tão transcendente. era evidentemente um grande acontecimento a aparição dessa pessoa, e minha mãe festejava comigo a descoberta."
Excerto do livro "Verdade Tropical" de Caetano Veloso
quarta-feira, maio 26, 2004
Curtas
a) Parabéns ao Porto, particularmente a Portugal (usando a lógica dos comentadores de futebol) pela vitória na final da Taça dos Campeões.
b) Os bilhetes para todos os jogos de Portugal no euro já chegaram. Com a crise ainda faço um leilão aqui na Caixa de Costura.
c) De surpresa chegou a oferta de uma ida ao Rock in Rio - Lisboa com bilhetes VIP. Viva. Viva. Viva. Eu vou, a rainha cá de casa também, e o príncipe maior é bem capaz de nos acompanhar.
b) Os bilhetes para todos os jogos de Portugal no euro já chegaram. Com a crise ainda faço um leilão aqui na Caixa de Costura.
c) De surpresa chegou a oferta de uma ida ao Rock in Rio - Lisboa com bilhetes VIP. Viva. Viva. Viva. Eu vou, a rainha cá de casa também, e o príncipe maior é bem capaz de nos acompanhar.
Golfinho
Juro que não foi por mal que disse antes de ontem ao almoço "Quero mais é
que o golfinho expluda" (a sério Carlota não te irrites comigo, que eu até
nutria alguma simpatia pela criatura). O que me irrita não é o golfinho, são
as horas de noticiário que giraram à sua volta.
Resultado: A única fatia de população que não estava deprimida com a crise
(a criançada), ficou hoje em estado de choque com as notícias vindas do Zoo
Marine.
Ainda há uma parcela da população que não está deprimida. Os esclerosados
que ainda acham que Mário Soares é o Presidente da República e Cavaco Silva
o primeiro Ministro e os Portistas que têm fé na conquista da Taça dos
Campeões. Para os primeiros, o meu aviso é que continuem a ver o noticiário
da TVI, já que as questões políticas não têm lugar naquele "jornalismo".
Portanto esclsrosados não mudem de canal, se é que sabem como isso se faz ou
ainda se lembram onde deixaram o comando da televisão. Para os segundos
muito boa sorte para logo à noite.
que o golfinho expluda" (a sério Carlota não te irrites comigo, que eu até
nutria alguma simpatia pela criatura). O que me irrita não é o golfinho, são
as horas de noticiário que giraram à sua volta.
Resultado: A única fatia de população que não estava deprimida com a crise
(a criançada), ficou hoje em estado de choque com as notícias vindas do Zoo
Marine.
Ainda há uma parcela da população que não está deprimida. Os esclerosados
que ainda acham que Mário Soares é o Presidente da República e Cavaco Silva
o primeiro Ministro e os Portistas que têm fé na conquista da Taça dos
Campeões. Para os primeiros, o meu aviso é que continuem a ver o noticiário
da TVI, já que as questões políticas não têm lugar naquele "jornalismo".
Portanto esclsrosados não mudem de canal, se é que sabem como isso se faz ou
ainda se lembram onde deixaram o comando da televisão. Para os segundos
muito boa sorte para logo à noite.
terça-feira, maio 25, 2004
Mil Pedaços
Este senhor sabe, em definitivo, brincar com as palavras. Anda aí quem
precise de um abraço e lembrou-me esta letra.
Letra e música de Sérgio Godinho
O tempo parece que foge
dura o tempo de um cigarro
e eu atrás dele e não o agarro
e vou de metro e vou de carro
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que correr, que ganhar
a maratona à lufa-lufa
iço a bandeira e o tambor rufa
e a recompensa é uma pantufa
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar p'ra toda a parte
e desço à terra, e subo a marte
E por falar em sobe e desce
ontem bebi falsificado
e estou com o corpo todo errado
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de um café
e o "antes fosse" já não é
e vou de carro e vou a pé
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que voltar a assistir
a discussões fundamentais
onde as pauladas são verbais
e as conclusões são sempre iguais
E tenho os dedos, e a cabeça
a telefonar p'ra toda a parte
e desço à terra e subo a marte
E a amiga do meu grande amigo
com o seu ex
anda há que anos, 5 ou 6
a tratar lá de uns papéis
E eu a tentar meter
o Rossio na Betesga
a andar de Herodes p'ra Pilatos
com o olho p'ra Belém
e outro para Sacavém
e eu a dar a volta ao mundo
embora sabendo no fundo
que nem Roma nem Pavia
se fizeram num só dia
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de um abraço
e eu atrás dele e não o caço
e eu a galope e ele a passo
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que dar de comer
à filharada e ao periquito
às plantas da selva em que habito
à tartaruga e ao mosquito
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar pra toda parte
e desço à terra e subo a marte
E compro cromos para os "piquenos"
é prá troca, e os repetidos
é pra colarem nos vidros
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de uma vida
e são dois dias de fugida
e é já tempo de partida
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que descer e abrir
a minha caixa do correio
a ver se é desta vez que veio
a contazinha que eu receio
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar pra toda a parte
e desço à terra e subo a marte
E subo à contabilidade
e pra maior desassossego
hoje não pagam no emprego
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
precise de um abraço e lembrou-me esta letra.
Letra e música de Sérgio Godinho
O tempo parece que foge
dura o tempo de um cigarro
e eu atrás dele e não o agarro
e vou de metro e vou de carro
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que correr, que ganhar
a maratona à lufa-lufa
iço a bandeira e o tambor rufa
e a recompensa é uma pantufa
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar p'ra toda a parte
e desço à terra, e subo a marte
E por falar em sobe e desce
ontem bebi falsificado
e estou com o corpo todo errado
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de um café
e o "antes fosse" já não é
e vou de carro e vou a pé
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que voltar a assistir
a discussões fundamentais
onde as pauladas são verbais
e as conclusões são sempre iguais
E tenho os dedos, e a cabeça
a telefonar p'ra toda a parte
e desço à terra e subo a marte
E a amiga do meu grande amigo
com o seu ex
anda há que anos, 5 ou 6
a tratar lá de uns papéis
E eu a tentar meter
o Rossio na Betesga
a andar de Herodes p'ra Pilatos
com o olho p'ra Belém
e outro para Sacavém
e eu a dar a volta ao mundo
embora sabendo no fundo
que nem Roma nem Pavia
se fizeram num só dia
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de um abraço
e eu atrás dele e não o caço
e eu a galope e ele a passo
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que dar de comer
à filharada e ao periquito
às plantas da selva em que habito
à tartaruga e ao mosquito
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar pra toda parte
e desço à terra e subo a marte
E compro cromos para os "piquenos"
é prá troca, e os repetidos
é pra colarem nos vidros
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
O tempo parece que foge
dura o tempo de uma vida
e são dois dias de fugida
e é já tempo de partida
Ai ó linda
será que ainda
Vou ter que descer e abrir
a minha caixa do correio
a ver se é desta vez que veio
a contazinha que eu receio
E tenho os dedos e a cabeça
a telefonar pra toda a parte
e desço à terra e subo a marte
E subo à contabilidade
e pra maior desassossego
hoje não pagam no emprego
Eu tenho a vida
partida
em mil pedaços
cola-os tu com dois abraços
segunda-feira, maio 24, 2004
Brincadeiras
Estava para aqui a brincar ás palavras. Fica pra próxima que a vida está difícil. A intenção é das melhores mas não estava a soar bem. Alguém sabe versejar como deve ser ?
Ser poeta é ser mais alto e a mim falta-me um bocadão assim. Até já me tinha convencido que "surpresas" rimava com "avessas". Se calhar em Açoreano até rima.
Estava para aqui a brincar ás palavras. Fica pra próxima que a vida está difícil. A intenção é das melhores mas não estava a soar bem. Alguém sabe versejar como deve ser ?
Ser poeta é ser mais alto e a mim falta-me um bocadão assim. Até já me tinha convencido que "surpresas" rimava com "avessas". Se calhar em Açoreano até rima.
A melhor frase
... que escutei sobre o casamento dos príncipes:
"A distância do príncipe Filipe áquela criatura é a mesma de um dos meus filhos a uma Nordestina qualquer lá no meio o nada. Pior ainda. Porque a nordestina ainda consegue fazer fogo com paus ou pedras, enquanto que aquela plebeia é filha de uma sindicalista comuna".
Quando penso que já nada me surpreende, eis que de repente...
... que escutei sobre o casamento dos príncipes:
"A distância do príncipe Filipe áquela criatura é a mesma de um dos meus filhos a uma Nordestina qualquer lá no meio o nada. Pior ainda. Porque a nordestina ainda consegue fazer fogo com paus ou pedras, enquanto que aquela plebeia é filha de uma sindicalista comuna".
Quando penso que já nada me surpreende, eis que de repente...
quinta-feira, maio 20, 2004
Luísa
(continuação)
Sentou-se na esplanada e abriu a revista enquanto esperava que a atendessem. Que raios, também nunca falta, e não lhe pareceu despropositada aquela pequena mentirinha no emprego. Uma mulher nem sempre se sente bem e as indisposições acontecem.
Hé tanto tempo que não ía aquela esplanada. Sendo das que mais gostava, nunca se lembrava que existia, nas alturas de decidir para onde ir. Uma varanda tranquila sobre o imenso oceano. A merecida paz, um abrigo. Além dela, só um casal de estrangeiros, a apanhar sol e a beber Cola com gelo e limão.
Os primeiros dias de Maio trouxeram-lhe o conforto adiado pelas chuvas de Abril. Que mês mais estúpido e frio. O calor fez-se finalmente sentir, sinal do sol a perder vergonhas.
Naquela manhã, acordou tarde, ganhou coragem e atirou-se ás mais longínquas zonas do roupeiro. Lá encontrou alguma roupa ajustada ás previsões do boletim meteorológico. Camisola de alsas e saia curta, o corpo todo ainda por dourar, mas que se lixe. Sempre mostra a tatuagem do ombro, que passa os invernos subterrada em agasalhos. Telefonou para o emprego e fez-se a um dia de descontração.
O empregado lá acabou por aparecer, registou o pedido e dirigiu-se para dentro.
Deixou-se levar pelas páginas da revista e irritou-se quando leu o signo. "No trabalho é chegado o tempo de se empenhar a sério". Olha que grande parvoíce.
Foi interrompida pela chegada do pequeno almoço. Sumo de laranja natural e um enorme pão de deus com queijo.
"Dá-me licença que me sente consigo ?" Perguntou o empregado.
Ia cuspindo o sumo de laranja. Olhou para ele e reconheceu aquela cara de algum lado.
"Desculpe?"
O empregado pousa mais um copo de sumo de laranja e um pastel de nata queimado. Esclarece-a:
"Pergunto-lhe se me posso sentar e tomar o pequeno almoço consigo."
Ainda surpresa acabou por lhe dizer que sim. Pareceu-lhe divertido.
"Não me importo, estava aqui a ler uma revista. Conversar também me parece bem. Diga-me lá, e se o seu chefe o apanha aqui ?"
"Estava a pensar em despedir-me. Pagam mal e fica muito longe de casa. Não vale o esforço de cá chegar todos os dias. Espero que ele apareça. Aproveito e comunico-lhe a minha decisão."
"Não se lembra de mim ?" Acrescentou.
Parecia-lhe tão ridículo estar ali sentada com um rapaz vestido de camisa branca, colete e laço preto, que nem se tentou lembrar donde o conhecia.
"Não estou bem a ver."
"Arranjei-lhe uma couve flor, uma vez na praça. Comprou legumes à minha mãe. Até se ía embora sem levar a couve flor."
Então era daí que o conhecia. O rapaz sedutor barato de olhar traquina, pois claro.
O senhor estrangeiro pediu a conta e ficou estupefacto quando ele lhe disse que já não trabalhava ali e que por ele, se podiam ir embora sem pagar.
"Ainda vai arranjar problemas com esta brincadeira, não quer retomar o emprego e tratar da conta dos senhores ?"
"Não se preocupe. Quero é tomar o pequeno almoço consigo."
E deixou-se ficar.
(continuação)
Sentou-se na esplanada e abriu a revista enquanto esperava que a atendessem. Que raios, também nunca falta, e não lhe pareceu despropositada aquela pequena mentirinha no emprego. Uma mulher nem sempre se sente bem e as indisposições acontecem.
Hé tanto tempo que não ía aquela esplanada. Sendo das que mais gostava, nunca se lembrava que existia, nas alturas de decidir para onde ir. Uma varanda tranquila sobre o imenso oceano. A merecida paz, um abrigo. Além dela, só um casal de estrangeiros, a apanhar sol e a beber Cola com gelo e limão.
Os primeiros dias de Maio trouxeram-lhe o conforto adiado pelas chuvas de Abril. Que mês mais estúpido e frio. O calor fez-se finalmente sentir, sinal do sol a perder vergonhas.
Naquela manhã, acordou tarde, ganhou coragem e atirou-se ás mais longínquas zonas do roupeiro. Lá encontrou alguma roupa ajustada ás previsões do boletim meteorológico. Camisola de alsas e saia curta, o corpo todo ainda por dourar, mas que se lixe. Sempre mostra a tatuagem do ombro, que passa os invernos subterrada em agasalhos. Telefonou para o emprego e fez-se a um dia de descontração.
O empregado lá acabou por aparecer, registou o pedido e dirigiu-se para dentro.
Deixou-se levar pelas páginas da revista e irritou-se quando leu o signo. "No trabalho é chegado o tempo de se empenhar a sério". Olha que grande parvoíce.
Foi interrompida pela chegada do pequeno almoço. Sumo de laranja natural e um enorme pão de deus com queijo.
"Dá-me licença que me sente consigo ?" Perguntou o empregado.
Ia cuspindo o sumo de laranja. Olhou para ele e reconheceu aquela cara de algum lado.
"Desculpe?"
O empregado pousa mais um copo de sumo de laranja e um pastel de nata queimado. Esclarece-a:
"Pergunto-lhe se me posso sentar e tomar o pequeno almoço consigo."
Ainda surpresa acabou por lhe dizer que sim. Pareceu-lhe divertido.
"Não me importo, estava aqui a ler uma revista. Conversar também me parece bem. Diga-me lá, e se o seu chefe o apanha aqui ?"
"Estava a pensar em despedir-me. Pagam mal e fica muito longe de casa. Não vale o esforço de cá chegar todos os dias. Espero que ele apareça. Aproveito e comunico-lhe a minha decisão."
"Não se lembra de mim ?" Acrescentou.
Parecia-lhe tão ridículo estar ali sentada com um rapaz vestido de camisa branca, colete e laço preto, que nem se tentou lembrar donde o conhecia.
"Não estou bem a ver."
"Arranjei-lhe uma couve flor, uma vez na praça. Comprou legumes à minha mãe. Até se ía embora sem levar a couve flor."
Então era daí que o conhecia. O rapaz sedutor barato de olhar traquina, pois claro.
O senhor estrangeiro pediu a conta e ficou estupefacto quando ele lhe disse que já não trabalhava ali e que por ele, se podiam ir embora sem pagar.
"Ainda vai arranjar problemas com esta brincadeira, não quer retomar o emprego e tratar da conta dos senhores ?"
"Não se preocupe. Quero é tomar o pequeno almoço consigo."
E deixou-se ficar.
Declarações Electrónicas
... do IRS. Modelos e Anexos, campos, códigos, labels que nada me dizem, listas de valores inexistentes. O que é que vai na cabeça de quem faz estas aplicações. Devem-se achar muito espertinhos esses informáticos. Aposto que cobraram quantias pornográficas ao ministério das finanças para fazerem aquela coisa a que chamam aplicação (e devem ter demorado muito mais que o prazo estipulado). Bandidos.
... do IRS. Modelos e Anexos, campos, códigos, labels que nada me dizem, listas de valores inexistentes. O que é que vai na cabeça de quem faz estas aplicações. Devem-se achar muito espertinhos esses informáticos. Aposto que cobraram quantias pornográficas ao ministério das finanças para fazerem aquela coisa a que chamam aplicação (e devem ter demorado muito mais que o prazo estipulado). Bandidos.
quarta-feira, maio 19, 2004
Trezentos
Segundo o blogger este é o meu post número trezentos, o que transforma a Caixa de Costura numa espécie de loja dos trezentos. Conteúdos acessíveis mas de qualidade duvidosa. Nããããã. Acho que vou ter que aumentar os preços. Mais a mais porque estamos a lidar com tecnologia de ponta.
Por falar em tecnologia, tentei enviar um post via telemóvel e outro por mail. Até à data não apareceram na Caixa. Se aparecerem é uma boa notícia.
Segundo o blogger este é o meu post número trezentos, o que transforma a Caixa de Costura numa espécie de loja dos trezentos. Conteúdos acessíveis mas de qualidade duvidosa. Nããããã. Acho que vou ter que aumentar os preços. Mais a mais porque estamos a lidar com tecnologia de ponta.
Por falar em tecnologia, tentei enviar um post via telemóvel e outro por mail. Até à data não apareceram na Caixa. Se aparecerem é uma boa notícia.
terça-feira, maio 18, 2004
segunda-feira, maio 17, 2004
Coisas Simples
Actualização mais que merecida na coluna da direita. As palavras simples, arrumadas de forma serena pela Maria. Não resisto ao trocadilho de lhe chamar Simplesmente Maria.
Muito penou a minha irmã, com o nome desta rádionovela.
Actualização mais que merecida na coluna da direita. As palavras simples, arrumadas de forma serena pela Maria. Não resisto ao trocadilho de lhe chamar Simplesmente Maria.
Muito penou a minha irmã, com o nome desta rádionovela.
Gastronomia
Adiamento atrás de adiamento, lá chegou o dia da equipa se mudar para o piso de cima. Computadores, cadeiras, módulos de gavetas, telefones, tralha muita tralha e papelada. Lá nos instalámos no nosso novo local de trabalho, não muito convencidos de que íamos para melhor.
Bem vistas a coisas, no novo local, e ali mesmo à mão de semear, logo atrás do biombo, uma sala de reuniões. Ideal para discutir tarefas, planos, objectivos, avaliações, documentos.
Não passou muito tempo até chegar o nosso primeiro (não) convidado. Trazia um tuperware com comida acabadinha de aquecer no micro ondas. Pelo cheiro era um guisado. Contornou o biombo e começa o piquenicão na mesa de reuniões. Foi assim com muitos outros durante três horas. Iguarias que nem ne atrevo a advinhar pelo cheiro. Talheres, comida, hamburgers do MC Donalds e conversa de almoço. Toda a equipa de atendimento telefónico almoçou ali mesmo ao lado e o cheiro, pelas cinco da tarde, ainda estava presente. Mas que bom.
Sempre achei que um dia ia trabalhar num restaurante. Só não imaginava que o dia estava para tão breve, e que fosse afastado da cozinha. A trabalhar num restaurante sempre achei que fosse na cozinha, nunca no escritório ao lado do salão de banquetes. Amanhã, se tudo correr, bem vou tentar servir à mesa, numa cena de rara beleza. E já que não há restrições quanto aos odores, vou sugerir um fondue, ou um bife na pedra, ou no chapéu.
Ai que saudades do bife no chapéu de Ferreira do Zêzere.
Adiamento atrás de adiamento, lá chegou o dia da equipa se mudar para o piso de cima. Computadores, cadeiras, módulos de gavetas, telefones, tralha muita tralha e papelada. Lá nos instalámos no nosso novo local de trabalho, não muito convencidos de que íamos para melhor.
Bem vistas a coisas, no novo local, e ali mesmo à mão de semear, logo atrás do biombo, uma sala de reuniões. Ideal para discutir tarefas, planos, objectivos, avaliações, documentos.
Não passou muito tempo até chegar o nosso primeiro (não) convidado. Trazia um tuperware com comida acabadinha de aquecer no micro ondas. Pelo cheiro era um guisado. Contornou o biombo e começa o piquenicão na mesa de reuniões. Foi assim com muitos outros durante três horas. Iguarias que nem ne atrevo a advinhar pelo cheiro. Talheres, comida, hamburgers do MC Donalds e conversa de almoço. Toda a equipa de atendimento telefónico almoçou ali mesmo ao lado e o cheiro, pelas cinco da tarde, ainda estava presente. Mas que bom.
Sempre achei que um dia ia trabalhar num restaurante. Só não imaginava que o dia estava para tão breve, e que fosse afastado da cozinha. A trabalhar num restaurante sempre achei que fosse na cozinha, nunca no escritório ao lado do salão de banquetes. Amanhã, se tudo correr, bem vou tentar servir à mesa, numa cena de rara beleza. E já que não há restrições quanto aos odores, vou sugerir um fondue, ou um bife na pedra, ou no chapéu.
Ai que saudades do bife no chapéu de Ferreira do Zêzere.
Taça
Lá nos enfiámos os quatro no carro, com a cumplicidade dos dois sportinguistas lá de casa. Por necessidades familiares e laboriais temos dois carros, cada um mais velho que o outro. Lá fomos os quatro, vestidos a rigor, e na viatura mais decadente, para dar mais realismo á festa.
Bandeira e cachecóis pendurados, percorremos as principais artérias da cidade ao som das buzinadelas. Quatro piscas ligados, muitos acenos a quem se entusiasmava com a nossa passagem, sinais de vitória e de luzes. No Marquês de Pombal cantámos juntos uns cânticos de estádio estilo "Glorioso Benfica" e voltámos felizes para casa.
A alergia da Ana piorou consideravelmente.
Será alergia de uma Sportinguista ao Benfica, ou (como dizem as más línguas) ao cheiro a mofo e a naftalina dos milhares de cachecóis, há muito esquecidos nos roupeiros da Nação Benfiquista ?
Lá nos enfiámos os quatro no carro, com a cumplicidade dos dois sportinguistas lá de casa. Por necessidades familiares e laboriais temos dois carros, cada um mais velho que o outro. Lá fomos os quatro, vestidos a rigor, e na viatura mais decadente, para dar mais realismo á festa.
Bandeira e cachecóis pendurados, percorremos as principais artérias da cidade ao som das buzinadelas. Quatro piscas ligados, muitos acenos a quem se entusiasmava com a nossa passagem, sinais de vitória e de luzes. No Marquês de Pombal cantámos juntos uns cânticos de estádio estilo "Glorioso Benfica" e voltámos felizes para casa.
A alergia da Ana piorou consideravelmente.
Será alergia de uma Sportinguista ao Benfica, ou (como dizem as más línguas) ao cheiro a mofo e a naftalina dos milhares de cachecóis, há muito esquecidos nos roupeiros da Nação Benfiquista ?
sexta-feira, maio 14, 2004
Frases Publicitárias
Assim de repente lembrei-me de:
"Distron para a higiene íntima da mulher. Distron liquído dentro de casa, Distron toalhetes fora de casa."
"Lindor para adultos incontinentes."
"A família Prudêncio guarda os pesticidas com cuidado."
"Bic Laranja Bic Cristal
Bic Laranja escrita fina
Bic Cristal escrita normal
Bic Bic Bic
Bic Bic Bic"
"Brasa é a bebida que aquece o coração" O nome Brasa foi escolhido a partir de uma gigantesca listagem de computador com combinações de letras quatro a quatro e cinco a cinco. Trouxe-a o meu pai da Tofa para darmos uma ajuda. Foi bem divertido.
E dos Meltis, alguém se lembra? "Meltis é o gesto de tudo se entender num simples gesto."
Assim de repente lembrei-me de:
"Distron para a higiene íntima da mulher. Distron liquído dentro de casa, Distron toalhetes fora de casa."
"Lindor para adultos incontinentes."
"A família Prudêncio guarda os pesticidas com cuidado."
"Bic Laranja Bic Cristal
Bic Laranja escrita fina
Bic Cristal escrita normal
Bic Bic Bic
Bic Bic Bic"
"Brasa é a bebida que aquece o coração" O nome Brasa foi escolhido a partir de uma gigantesca listagem de computador com combinações de letras quatro a quatro e cinco a cinco. Trouxe-a o meu pai da Tofa para darmos uma ajuda. Foi bem divertido.
E dos Meltis, alguém se lembra? "Meltis é o gesto de tudo se entender num simples gesto."
quinta-feira, maio 13, 2004
1000 à hora
Nos últimos dois dias, ás voltas com as contas do mês passado. Puta que as pariu. No intervalo, e é isso que quero registar, uma ecografia de 11 semanas.
Aos pulos e alheio ao que se passa cá fora, o projecto de bébé parece crescer como se quer. Ora de perfil, ora de costas, lá mostrou que a prega da nuca tinha as dimensões dentro dos parâmetros. Pulava muito dentro da barriga, daí os enjôos (acho eu). Lembrou-me o João Baião no Big Show Sic de tanta agitação.
Tomara que após a expulsão venha mais sossegado. Pelo sim pelo não, vou preparar o canto dos castigos para mais um habitante.
Nos últimos dois dias, ás voltas com as contas do mês passado. Puta que as pariu. No intervalo, e é isso que quero registar, uma ecografia de 11 semanas.
Aos pulos e alheio ao que se passa cá fora, o projecto de bébé parece crescer como se quer. Ora de perfil, ora de costas, lá mostrou que a prega da nuca tinha as dimensões dentro dos parâmetros. Pulava muito dentro da barriga, daí os enjôos (acho eu). Lembrou-me o João Baião no Big Show Sic de tanta agitação.
Tomara que após a expulsão venha mais sossegado. Pelo sim pelo não, vou preparar o canto dos castigos para mais um habitante.
quarta-feira, maio 12, 2004
terça-feira, maio 11, 2004
Socorro
Estou no escritório a tentar trabalhar. A rapariga da barriga crescente está com uma descompensação hormonal, e espera pelas novelas da noite. Enquanto não chegam ouço, a poucos metros de mim, o humor hilariante e inteligente dos malucos do riso. Só de ouvir o separador musical fico com os nervos em franja. Oh mulher mete a porcaria do concurso da RTP enquanto a novela não começa. Acudam-me.
Estou no escritório a tentar trabalhar. A rapariga da barriga crescente está com uma descompensação hormonal, e espera pelas novelas da noite. Enquanto não chegam ouço, a poucos metros de mim, o humor hilariante e inteligente dos malucos do riso. Só de ouvir o separador musical fico com os nervos em franja. Oh mulher mete a porcaria do concurso da RTP enquanto a novela não começa. Acudam-me.
Vamos ?
" Os vinte mil bilhetes disponíveis para "Cats", musical de Andrew Lloyd Webber que estreia em Outubro em Lisboa, vão estar à venda ao público a partir do dia 15, anunciou quinta-feira a organização do evento."
O João Maria também gosta e vai de certeza. O Manel pode reagir de duas maneiras:
1. Ter Medo, e aos 2 minutos um de nós vem cá fora espancá-lo até que perca os sentidos para poder assistir em sossego ao musical.
2. Entusiasmar-se com a gataria e aos 5 minutos um de nós tem que ir até ao palco convencê-lo a largar os gatos, espancá-lo até que perca os sentidos para poder assistir em sossego ao musical.
Ora espancar crianças, parece que já é crime público, e nada nos diz que na assistência não haja ninguém da APAV. Talvez seja melhor deixar o Manel em casa.
" Os vinte mil bilhetes disponíveis para "Cats", musical de Andrew Lloyd Webber que estreia em Outubro em Lisboa, vão estar à venda ao público a partir do dia 15, anunciou quinta-feira a organização do evento."
O João Maria também gosta e vai de certeza. O Manel pode reagir de duas maneiras:
1. Ter Medo, e aos 2 minutos um de nós vem cá fora espancá-lo até que perca os sentidos para poder assistir em sossego ao musical.
2. Entusiasmar-se com a gataria e aos 5 minutos um de nós tem que ir até ao palco convencê-lo a largar os gatos, espancá-lo até que perca os sentidos para poder assistir em sossego ao musical.
Ora espancar crianças, parece que já é crime público, e nada nos diz que na assistência não haja ninguém da APAV. Talvez seja melhor deixar o Manel em casa.
segunda-feira, maio 10, 2004
O Campeonato
acabou. O campeonato nacional de Futebol. A tal da Super Liga e não se trata de roupa interior da Super Mulher.
Esta é a altura em que troco a codificação da Sport TV pelos canais de cinema. Nunca escrevo muito sobre o assunto, porque não é nada de que me orgulhe muito, mas gosto de futebol. Gosto muito. Fico de humor alterado quando a minha equipa perde ou empata, fico em casa só para ver um jogo, vou ao estádio de quando em vez.
Gosto daquilo. Gosto, gosto e gosto.
Da altura em que não havia transmissões televisivas, lembro-me da emoção de ouvir os relatos pela telefonia. Lembro-me de um senhor que disse sobre um golo "Se eu tivesse namorada, oferecia-lhe este golo.".
É assim que eu gosto de futebol, sempre tendencioso, sempre irracional e com muito mau perder. E a quantidade de vezes que eu perco não têm tido conta.
O Euro2004 vem aí, e vou até onde for a selecção. Se não chegarem (chegarmos que eu também lá vou estar) à final, devolvem a pipa de massa correspondente, mas quero que me fiquem com o dinheirinho todo que lá deixei.
acabou. O campeonato nacional de Futebol. A tal da Super Liga e não se trata de roupa interior da Super Mulher.
Esta é a altura em que troco a codificação da Sport TV pelos canais de cinema. Nunca escrevo muito sobre o assunto, porque não é nada de que me orgulhe muito, mas gosto de futebol. Gosto muito. Fico de humor alterado quando a minha equipa perde ou empata, fico em casa só para ver um jogo, vou ao estádio de quando em vez.
Gosto daquilo. Gosto, gosto e gosto.
Da altura em que não havia transmissões televisivas, lembro-me da emoção de ouvir os relatos pela telefonia. Lembro-me de um senhor que disse sobre um golo "Se eu tivesse namorada, oferecia-lhe este golo.".
É assim que eu gosto de futebol, sempre tendencioso, sempre irracional e com muito mau perder. E a quantidade de vezes que eu perco não têm tido conta.
O Euro2004 vem aí, e vou até onde for a selecção. Se não chegarem (chegarmos que eu também lá vou estar) à final, devolvem a pipa de massa correspondente, mas quero que me fiquem com o dinheirinho todo que lá deixei.
sábado, maio 08, 2004
quinta-feira, maio 06, 2004
Nova Democracia
No tranquilo regresso a casa, deparo-me com um cartaz de campanha política da Nova Democracia. Pergunta-nos o que queremos mudar e indica-nos um endereço de um site. Trata-se de uma espécie de discos pedidos, de quando o telefone toca, de pai natal da política pronto a fazer os portugueses fellizes no dia em que ganhar as eleições, de fonte dos desejos.
Já de listinha feita das coisas que quero mudar lá fui até ao site para dizer ao Manel da minha justiça. Surpresa. Horror. O site ainda está em construção.
Ainda mal resuscitou, e já me sinto enganado.
E agora? O que é que faço a esta lista?
"
Sr Manel, eu queria mudar:
- as pastilhas do carro;
- as cores lá em casa;
- o trem de cozinha que está uma vergonha;
- a lâmpada das escadas;
- de nariz;
- de companhia de seguros;
- de ministra das finanças;
- de cabelo;
- de canal quando não encontro o comando à distância;
- de estação do ano que esta está avariada;
- de sapatos (a menos que o sr também ponha meias solas e então não se justifica porque os sapatos são muito confortáveis)
- de computador;
- os cortinados da sala (na verdade não é bem mudar é pôr uns novos, mas se não puder paciência).
"
No tranquilo regresso a casa, deparo-me com um cartaz de campanha política da Nova Democracia. Pergunta-nos o que queremos mudar e indica-nos um endereço de um site. Trata-se de uma espécie de discos pedidos, de quando o telefone toca, de pai natal da política pronto a fazer os portugueses fellizes no dia em que ganhar as eleições, de fonte dos desejos.
Já de listinha feita das coisas que quero mudar lá fui até ao site para dizer ao Manel da minha justiça. Surpresa. Horror. O site ainda está em construção.
Ainda mal resuscitou, e já me sinto enganado.
E agora? O que é que faço a esta lista?
"
Sr Manel, eu queria mudar:
- as pastilhas do carro;
- as cores lá em casa;
- o trem de cozinha que está uma vergonha;
- a lâmpada das escadas;
- de nariz;
- de companhia de seguros;
- de ministra das finanças;
- de cabelo;
- de canal quando não encontro o comando à distância;
- de estação do ano que esta está avariada;
- de sapatos (a menos que o sr também ponha meias solas e então não se justifica porque os sapatos são muito confortáveis)
- de computador;
- os cortinados da sala (na verdade não é bem mudar é pôr uns novos, mas se não puder paciência).
"
O novo
código da estrada anda nas notícias do dia. Multas e penas mais pesadas, prestações para multas e novas regras. Uma destas regras proíbe o arremesso de beatas pela janela das viaturas. As beatas podem ser muito aborrecidas, e alguns membros do clero sentem-se tentados a atirá-las janela fora. Agora terão que ser mais discretos e tratar-lhes da saúde noutros locais que não a via pública.
código da estrada anda nas notícias do dia. Multas e penas mais pesadas, prestações para multas e novas regras. Uma destas regras proíbe o arremesso de beatas pela janela das viaturas. As beatas podem ser muito aborrecidas, e alguns membros do clero sentem-se tentados a atirá-las janela fora. Agora terão que ser mais discretos e tratar-lhes da saúde noutros locais que não a via pública.
quarta-feira, maio 05, 2004
Entrevista
De repente, aqui há uns dias, entram-nos pela casa dentro, a convite da Maria João Avilez, Pedro Burmester, Bernardo Sasseti e Mário Laginha. Trapalhões na fala, gagos, engasgados, divertidos, inteligentes, gestos largos, desastrados à conversa, generosos uns com os outros. Divinos quando deixam a mesa da entrevista e se sentam em frente ao teclado branco e negro. Cúmplices, meigos, precisos, geniais.
Em casa da minha avó havia um piano que foi vendido, antes de eu saber que gostava muito de o ter tocado. A minha mãe aprendeu a nadar no banco do piano. Nunca percebi bem esta história, diz que se deitava de barriga em cima do banco e bracejava e esperneava em movimentos mais ou menos síncronos. Não me parece que seja capaz de nadar fora de pé, mas também não se pode exigir muito a quem aprendeu a nadar num banco de piano.
O piano foi-se embora e eu nem dei muito pela falta dele porque era demasiado novo para o fazer. Á medida que crescia, ia-lhe sentindo a falta e ficava senmpre feliz quando em casa de um amigo existia um piano, ou um orgão. Não sei porquê, mas gosto daqueles teclados, da percursão nas cordas, dos sons, de advinhar as notas certas para encontrar a melodia. Mal sei onde é o dó, e não toco nada, mas continuo a gostar de encontrar um piano.
De repente, aqui há uns dias, entram-nos pela casa dentro, a convite da Maria João Avilez, Pedro Burmester, Bernardo Sasseti e Mário Laginha. Trapalhões na fala, gagos, engasgados, divertidos, inteligentes, gestos largos, desastrados à conversa, generosos uns com os outros. Divinos quando deixam a mesa da entrevista e se sentam em frente ao teclado branco e negro. Cúmplices, meigos, precisos, geniais.
Em casa da minha avó havia um piano que foi vendido, antes de eu saber que gostava muito de o ter tocado. A minha mãe aprendeu a nadar no banco do piano. Nunca percebi bem esta história, diz que se deitava de barriga em cima do banco e bracejava e esperneava em movimentos mais ou menos síncronos. Não me parece que seja capaz de nadar fora de pé, mas também não se pode exigir muito a quem aprendeu a nadar num banco de piano.
O piano foi-se embora e eu nem dei muito pela falta dele porque era demasiado novo para o fazer. Á medida que crescia, ia-lhe sentindo a falta e ficava senmpre feliz quando em casa de um amigo existia um piano, ou um orgão. Não sei porquê, mas gosto daqueles teclados, da percursão nas cordas, dos sons, de advinhar as notas certas para encontrar a melodia. Mal sei onde é o dó, e não toco nada, mas continuo a gostar de encontrar um piano.
terça-feira, maio 04, 2004
A propósito
da adesão de dez novos estados membros à União Europeia, lembrei-me de um mail que recebi há muito tempo atrás sobre o peso alemão na dita União. Quase ninguém acha muita piada ao texto, mas ponho-o aqui, porque este é o espaço para colocar aquilo que gosto e, deste texto, gosto bastante:
"Evolution of the English Language
Having chosen English as the preferred language in the EEC (now officially the European Union, or EU), the European Parliament has commissioned a feasibility study in ways of improving efficiency in communications between Government departments.
European officials have often pointed out that English spelling is unnecessary difficult; for example: cough, plough, rough, through and thorough. What is clearly needed is a phased programme of changes to iron out these anomalies. The programme would, of course, be administered by a committee staff at top level by participating nations.
In the first year, for example, the committee would suggest using 's' instead of the soft 'c'. Sertainly, sivil servants in all sities would resieve this news with joy. Then the hard 'c' could be replaced by 'k' sinse both letters are pronounsed alike. Not only would this klear up konfusion in the minds of klerikal workers, but typewriters kould be made with one less letter.
There would be growing enthusiasm when in the sekond year, it was anounsed that the troublesome 'ph' would henseforth be written 'f'. This would make words like 'fotograf' twenty persent shorter in print.
In the third year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible.
Governments would enkourage the removal of double letters which have always been a deterent to akurate speling.
We would al agre that the horible mes of silent 'e's in the languag is disgrasful. Therefor we kould drop thes and kontinu to read and writ as though nothing had hapend. By this tim it would be four years sins the skem began and peopl would be reseptive to steps sutsh as replasing 'th' by 'z'. Perhaps zen ze funktion of 'w' kould be taken on by 'v', vitsh is, after al, half a 'w'.
Shortly after zis, ze unesesary 'o' kould be dropd from words kontaining 'ou'. Similar arguments vud of kors be aplid to ozer kombinations of leters.
Kontinuing zis proses yer after yer, ve vud eventuli hav a reli sensibl riten styl. After tventi yers zer vud be no mor trubls, difikultis and evrivun vud fin it ezi tu understand ech ozer. Ze drems of the Guvermnt vud finali hav kum tru"
da adesão de dez novos estados membros à União Europeia, lembrei-me de um mail que recebi há muito tempo atrás sobre o peso alemão na dita União. Quase ninguém acha muita piada ao texto, mas ponho-o aqui, porque este é o espaço para colocar aquilo que gosto e, deste texto, gosto bastante:
"Evolution of the English Language
Having chosen English as the preferred language in the EEC (now officially the European Union, or EU), the European Parliament has commissioned a feasibility study in ways of improving efficiency in communications between Government departments.
European officials have often pointed out that English spelling is unnecessary difficult; for example: cough, plough, rough, through and thorough. What is clearly needed is a phased programme of changes to iron out these anomalies. The programme would, of course, be administered by a committee staff at top level by participating nations.
In the first year, for example, the committee would suggest using 's' instead of the soft 'c'. Sertainly, sivil servants in all sities would resieve this news with joy. Then the hard 'c' could be replaced by 'k' sinse both letters are pronounsed alike. Not only would this klear up konfusion in the minds of klerikal workers, but typewriters kould be made with one less letter.
There would be growing enthusiasm when in the sekond year, it was anounsed that the troublesome 'ph' would henseforth be written 'f'. This would make words like 'fotograf' twenty persent shorter in print.
In the third year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible.
Governments would enkourage the removal of double letters which have always been a deterent to akurate speling.
We would al agre that the horible mes of silent 'e's in the languag is disgrasful. Therefor we kould drop thes and kontinu to read and writ as though nothing had hapend. By this tim it would be four years sins the skem began and peopl would be reseptive to steps sutsh as replasing 'th' by 'z'. Perhaps zen ze funktion of 'w' kould be taken on by 'v', vitsh is, after al, half a 'w'.
Shortly after zis, ze unesesary 'o' kould be dropd from words kontaining 'ou'. Similar arguments vud of kors be aplid to ozer kombinations of leters.
Kontinuing zis proses yer after yer, ve vud eventuli hav a reli sensibl riten styl. After tventi yers zer vud be no mor trubls, difikultis and evrivun vud fin it ezi tu understand ech ozer. Ze drems of the Guvermnt vud finali hav kum tru"
segunda-feira, maio 03, 2004
Hospital Santa Maria
O João Maria, a contas com umas alergias manhosas que lhe deixaram as pernas em várias tonalidades de vermelho, foi comigo à urgência pediátrica de Santa Maria. A gorda não se calava, e queria saber tudo sobre a vida da cigana e da mulher que dava colo a um quase recém nascido. A cigana, mãe de cinco filhos que, só não tinha mais porque não podia. Mãe coragem com certeza. As perguntas eram cretinas e quase ofensivas. O que é que a gorda tinha a ver com a opção por ser mãe de cinco, até de mais assim pudesse. Perguntava-lhe se gostava de crianças, só dos dela, que idade tinha, que idades tinham os filhos, se iam à escola. À outra perguntava se era o único, porque é que tinha esperado 14 anos para ter o segundo filho, se tinha mais paciência para este do que para o mais velho, se eram parecidos, porque é que eram de pais diferentes, como é que engravidou aos 18 e depois aos 32, se estava à espera de voltar a ser mãe. Estupor da gorda só me apetecia mandá-la calar. Falava o que lhe vinha à parca cabeça. Retardada. Incontinente verbal. Estúpida. Mete-te na tua vida.
A cigana e a mulher respondiam como se falassem para uma assembleia, porque os filhos são a maior riqueza e orgulho de uma mãe e destas riquezas não há que haver receio de anunciar.
Fui-me embora porque o João Maria melhorou e foi mandado para casa. O que iria na cabeça daquela gorda para querer saber assim, da vida dos outros.
O João Maria, a contas com umas alergias manhosas que lhe deixaram as pernas em várias tonalidades de vermelho, foi comigo à urgência pediátrica de Santa Maria. A gorda não se calava, e queria saber tudo sobre a vida da cigana e da mulher que dava colo a um quase recém nascido. A cigana, mãe de cinco filhos que, só não tinha mais porque não podia. Mãe coragem com certeza. As perguntas eram cretinas e quase ofensivas. O que é que a gorda tinha a ver com a opção por ser mãe de cinco, até de mais assim pudesse. Perguntava-lhe se gostava de crianças, só dos dela, que idade tinha, que idades tinham os filhos, se iam à escola. À outra perguntava se era o único, porque é que tinha esperado 14 anos para ter o segundo filho, se tinha mais paciência para este do que para o mais velho, se eram parecidos, porque é que eram de pais diferentes, como é que engravidou aos 18 e depois aos 32, se estava à espera de voltar a ser mãe. Estupor da gorda só me apetecia mandá-la calar. Falava o que lhe vinha à parca cabeça. Retardada. Incontinente verbal. Estúpida. Mete-te na tua vida.
A cigana e a mulher respondiam como se falassem para uma assembleia, porque os filhos são a maior riqueza e orgulho de uma mãe e destas riquezas não há que haver receio de anunciar.
Fui-me embora porque o João Maria melhorou e foi mandado para casa. O que iria na cabeça daquela gorda para querer saber assim, da vida dos outros.
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