sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Check List
Carregar o Telemóvel
Pagar a TV Cabo
Pagar o ADSL
Pagar à Mulher a Dias.
Acabar de Fazer o Necessaire
Colocar a comida no saco térmico.
Fazer as 10 tarefas do trabalho. Passar as coisas para as mãos certas.
Encher o depósito de gasolina do carro que fica cá.
Levar carregadores.
Dizer aos leitores da Caixa de Costura que me vou ausentar por uma semana. Achar estúpido dizer o que quer que seja porque é evidente pelos posts anteriores.
Dizer no blog, mais uma vez, que as alfinetadas não servem para deixarem recadinhos umas às outras. Ouviu menina Ana?
Dizer à Caixa de Costura que também lhe vou sentir as faltas.
Dar milhões de beijos ao Manel e à Ana.
Até ao meu regresso.
Ai já me esquecia. Pôr o João no carro.
Lá vamos nós com os Cantos do Sofá.



quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Não te esqueças ...
... que ele sua horrores dos pés e depois do Ski é preciso trocar-lhe logo as meias.
... de lhe dar comida. Que não é para andar que nem um maluco a fazer pistas e me esquecer que o miúdo precisa de almoçar.
... de lhe dar banho logo a seguir ao ski, antes de te ires enfiar com o Pedro a beber cervejas e a comer patatas bravas.
... que ele precisa de comer sopinhas e carne e peixe, que uma criança não se alimenta a Jamon Serrano. Não????
... de lhe pôr as meias e as 3 dúzias de camisolas que estão uns tantos graus abaixo de zero.
... de nos telefonar pelo menos umas quinze vezes por dia, que ele vai ter muitas saudades minhas e do Manel.
... de o pôr a fazer xixi antes de deitar, senão vais ter que levar mudas de lençóis. (talvez a criança não se importe de ser algaliada, mesmo durante o dia, que ir à casa de banho com aquelas calças é muito chato).
... de ir com todo o cuidadinho na estrada que o meu coração já está minusculo de estar uma semana sem voçês.
Não me vou esquecer de nada disso, podes ficar descansada Mãe Amor.
(Aposto que amanhã escrevo um post chamado "Levas aqui ... uma embalagem de Brufen e outra de Benuron para o caso de ele ter febre").

terça-feira, fevereiro 24, 2004

No parapeito
Já sabia que o 100nada andava no ar, visitava-o por vezes e calculava o prazer da escrita pelo enorme gozo da leitura. Disseram-me um dia para espreitar o parapeito, onde uma menina grande, à janela, fazia estendal de coisas bonitas. Li um post "Tu primeiro, eu depois". Disse-me tanto. Os irmãos deviam ser assim. Como Bethânia e Caetano, como Rita e João. Foi depois deste post que nasceu a Caixa de Costura e a responsabilidade, além de muito minha, é repartida entre um Parapeito e o Absolutamente Vazio. A menina deixou a janela e escreveu-o na vidraça, o parapeito está mais vazio. Sei que quando passar por baixo dele, vou sempre levantar os olhos a ver se há roupa pendurada ou flores nas floreiras, sei que um dia hão-de acabar por aparecer.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Humor por mail
Não costumo colocar piadas recebidas por mail no meu blog. Acho que vou abrir uma excepção para esta Cotovelada:

Eu costumava odiar ir a casamentos, porque havia sempre aquele momento, no final, em que todas as avós e tias velhas vinham ter comigo, davam-me uma coteveladazita e diziam com um ar todo derretido:
"O próximo és tu !"
Mas pararam de fazer essa merda... quando eu passei a fazer-lhes a mesma coisa nos funerais !...

domingo, fevereiro 22, 2004

Os domingos
têm destas coisas. Um acordou com uma tremenda vontade de brincar com todos os carros ao mesmo tempo, e o autocarro não podia faltar. A mesa da cozinha tem mais trânsito que a ponte em fim de semana de verão. Todos os acessos estão caóticos. O outro não conseguia beber o leite por ter o nariz entupido. Queria pingos mas não queria pô-los. Choradeira garantida, mas lá lhe enfiei o leite goela abaixo.
Estou em pânico. Não sei do voucher dos apartamentos da neve. Partimos na 6ª. Só os rapazes mais velhos cá de casa com os rapazes mais velhos do canto do sofá. Gajas e menores que cinco anos ficam por cá, a poupar o dinheirinho dos forfaits para a abertura do IKEA. Vá um homem entender estas coisas. Amanhã se o não encontrar, tenho que perder algum tempo a conseguir uma coisa chamada "terceira via do voucher que os dois primeiros evaporaram-se". As boas notícias é que tem nevado muito pelos pirinéus.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Cuidado
Hoje à saída do banho tinha um Elefante trombudo e um feroz Leão a olhar para mim com um ar ameaçador. Corri o mais que pude até ao quarto.
Mais tarde na rua, passou à frente do meu carro, o Zorro que perseguia uma Fada Madrinha. O polícia assistia a tudo como se nada fosse com ele, e não não se impressionou com o Homem Aranha, o Hulk e um Power Ranger encarnado que estavam por perto.
A Enfermeira ia de mão dada com o Cowboy, e a Espanhola não estava a gostar nada da brincadeira. O Cozinheiro, a Vaca e o Pirata estavam com um ar tão feliz, provavelmente por ser Sexta-Feira. Será que aquela Cigana me quer ler a sina?
Há dias em que a realidade se deixa embrulhar de fantasias.

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Lagos
As primeiras férias no Algarve foram em Lagos. E as segundas e as terceiras. Só muito depois descobri o Algarve para lá de Lagos. É cidade em muralhas que lhe protege o coração. É pequena como a Dona Ana e imensa como a Meia Praia. É a cara de um Algarve de aconchego e tem os melhores folhados de salsicha que conheço. Tem a estátua de um rei Menino, recém chegado dos nevoeiros. Conduzi lá o Honda da tia Zé muitos anos antes de poder conduzir, na ponta da Piedade. É uma cidade menina, mas sem paneleirices. Tem cinema, exposições, cafés e gente todo o ano. E a praia da Luz fica por perto. E o mar recortou-lhe a silhueta de encantos.
Idade
Descobri que nunca posso comemorar os meios anos porque do lado oposto a Agosto fica Fevereiro, que não tem fim do mês. Por outro lado decidi adoptar a métrica da criançada. Quando perguntarem a idade digo-a em meses. Parto do princípio que assim, actualizando-a todos os meses, me vou habituando a esta fase de crescimento. Por agora tenho quatrocentos e trinta e muitos meses.
Se calhar adopto a escala da gravidez e converto isto em semanas. Não estou bem certo, mas rondam as 1900. Mas essas começam a contar desde a última menstruação. A sério que não me lembro. A menopausa já foi há tanto tempo.
E se veio aqui parar porque resolveu pesquisar "menopausa" no Google e lhe apareceu um link para esta página, eu só tenho que lhe pedir desculpas minha senhora.

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

A pesquisa
que fiz por imagens do Acácio Barreiros e pela UDP levou-me ao Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra. Digo-vos que há relíquias por lá. Lembrei-me de umas fotografias dos tios, sobre os murais de Lisboa. E de umas colecções de autocolantes também.
Acácio Barreiros
Morreu. Vítima de doença prolongada, um conceito tão lato, onde cabem tantas histórias. Nos últimos anos (alguns vinte e tal) foi deputado pelo Partido Socialista. Não é da bancada rosa que me vêm as memórias. Era ainda antes disso. Do tempo em quera um dos (se calhar o) deputado(s) da UDP. Era irreverente e nada compatível com os formalismos da nossa assembleia. Estava sempre a ser repreendido e por vezes era expulso do hemiciclo. Divertia-me assistir a essas sessões, como quem via futebol só pelos cartões amarelos e vermelhos, ou ainda pior, ver a F1 por causa dos acidentes.
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Hoje
pela manhã, além dos afazeres do costume, pediram-me para fazer chantilly. E eu tudo bem.
Fiz. A percepção que tenho é que, quando chegar a casa, já não vou encontrar o resultado da minha árdua tarefa.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Aquele abraço
Esqueci o cigarro em cima do cinzeiro, acompanhava-me na contemplação. A música de Jobim, a luz cerrada que contrasta com o elevador de Santa Justa, a silhueta de Lisboa, de formas generosas. Tão sensual a minha cidade.
Nem tinha reparado nele, entregue ao jornal, com a idade e a cadência dos sábios. O rapaz aproximou-se dele quase a pedir licença, sem motivo e sem grandes forças, entregue à vida. Assim que o viu, levantou-se como uma mola, e abraçou-o com tanta força. O rapaz escondeu o rosto no ombro que o consolou. Nada disseram, parecia que não precisavam de dizer nada, tudo se falou no rosto abrigado e no abraço. Quando dois homens se abraçam assim, Deus anda com certeza por perto. Fui-me embora por não me dizer repeito.
Lembrei-me de um abraço antigo que vi há muitos muitos anos atrás por uma porta entreaberta. Era um pai a contar ao filho meu amigo, que a mãe, bem a mãe que estava doente, ... Nunca me vou esquecer desse abraço.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Sexta 13
Se por obra do acaso, algo correu mal no dia de hoje, sempre pode descontrair um pouco com mais um episódio da saga do espacamento dos pinguins. Serve também como alternatitava para o dia de são Valentim.
Se o pinguim não ajudar os casais de namorados, e por amanhã ser também o Dia Europeu da Disfunção Sexual, a Sociedade Portuguesa de Andrologia disponibiliza uma Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento aos problemas sexuais que estará na Praça da Figueira, em Lisboa entre as 10h00 e as 20h00.
Divirtam-se.
Qual é coisa
qual é ela Qual o filme, qual o sonho fabricado, que viagem, que depressa, que sossego, vou sorrir, quero chorar, vou fugir, onde me levas, vou contigo, quero ir, quero quero e quero, vou dormir vou-te abraçar.


quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Será
que ontem deixei uma cerveja no congelador? Acho que hoje fico a trabalhar até que todos estejam a dormir lá por casa. Com sorte consigo descongelar, limpar e voltar a congelar sem que ninguém dê pelo sucedido.
Aprendi hoje
que para se decidir os desenhos da calçada lisboeta se procedeu a um estudo. Desse estudo conclui-se que na rua, homens e mulheres têm comportamentos diferentes. Os homens andam em linha recta e as mulheres andam aos círculos. Desse estudo decidiu-se que os motivos dos passeios seriam tendencialmente rectilíneos e os motivos das praças seriam tendecialmente curvos.



É engraçado
o dia de hoje corre-me como um prato de esparguete. Caótico se visto de perto, harmonioso à distância, mas muito saboroso.
Atrasado
Saí até um pouco mais cedo do que costume, cheguei depois da hora pretendida. Normalmente isto irrita-me, resultado da contabilidade às meias horas não dormidas. Hoje foi um atraso muito saboroso. Estacionei no largo, longe do colégio dos príncipes, fomos à esplanada beber café e comer sanduiches de fiambre e manteiga aparadas. O preço nas esplanadas está pela hora da morte. Fomos até à escola pelo jardim das escadas e rampas e corremos a assustar os pombos. Quando chegámos à porta da escola berrámos muito alto que não queríamos ir à escola e todos nos ouviram.
Oásis de fim de semana criados por nós.
Vivaldi
Rapaz. Eu sei que a culpa não é tua, tanto mais que não és do tempo das chamadas em espera, mas a verdade é que metade das vezes que uma chamada fica em espera, sou brindado com a tua Primavera que se está a tornar insuportável.
Já tinham feito a mesma brincadeira com o genérico do boletim meteorológico, mas passou-lhes. A bem da verdade, o segundo lugar do top chamadas em espera, é ocupado pelos Madredeus. Já esses conheciam a realidade das chamadas em espera, e não se preocuparam nada com isso. Compuseram músicas capazes de levar qualquer um ao desespero após o primeiro minuto em espera.
Daqui vai o meu apelo para todos os compositores. Na altura da criação da obra, por tudo o que vos é sagradinho, pensem neste flagelo que são as chamasdas em espera. Obridadinha pá.