quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Escrevia
ontem sobre a luta pela guarda de uma criança e veio-me à memória a primeira peça de teatro para "crescidos" a que os meus pais me levaram. Tinha 7 anos quando fui ver o "Círculo de giz caucasiano" ao Teatro Aberto. Lembro-me da Irene Cruz e de dois meninos, um louro outro moreno que se repartiam na tarefa de representar todas as noites. Na noite em que fui, acho que era noite de menino louro. Fazia-me falta rever esta obra de Bertolt Brecht .

terça-feira, fevereiro 10, 2004

É permitida...
a utilização, por parte das leitoras deste blog, do véu islâmico.
.
Caramba
que hoje apetece-me ouvir isto.

Caramba

Letra e música: Sérgio Godinho

Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dor

E já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor

E já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando for desesperar

Já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
Caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
(Refrão)

Ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar

Mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar

E já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear

(Refrão)

Ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar

E já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar

E já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu

(Refrão)
Iruan
Uma disputa imbecil em tribunal sobre a guarda de uma criança. Orfão primeiro de mãe, depois de pai, vê-se no meio de uma guerra cega, estúpida e insensível que lhe potencia a dor. Não haverá quem veja que se pode evitar isto ? Que merda de mundo.

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Esta noite
vou-te sobrevoar os sonhos. Aterro no primeiro beijo que encontrar
Sexómetro
Instigado pela Blogotinha, lá fui até ao Sexómetro.
Os procedimentos são simples, escreve-se o nome do casal e é apresentado o resultado numa escala de 0 a 100.
Os resultados foram dúbios:
1. Se se considerar apenas o primeiro nome da minha mulher o resultado é mediano:
49 pontos em 100, com o seguinte comentário
Your sex life is kind of average. May be you're satisfied with it, but remember that there is more.
2. Se considerar os dois nomes próprios da minha mulher:
99 pontos em 100, com o seguinte comentário
Ooh la la! You have a great sex life, but may be you do it just too often! Don't forget life offers more than just sex!

Perante este dilema, resolvi investigar outros casais fictícios:

Bárbara e Manuel Maria - 19 pontos.
Maria José e Jorge - 38 pontos.
Manuela e José Eduardo - 56 pontos.
Judite e Fernando - 76 pontos.
Isabel e Duarte - 57 pontos.

Confundiu-me, esta investigação. Desculpem não escrever mais nada mas tenho umas coisas a tratar em casa.



Acne ?
Nasceu-me uma borbulha bem ao lado da narina direita. Se for da puberdade chegou pelo menos com 20 anos de atraso.

domingo, fevereiro 08, 2004

Luísa
Uma coisa é garantida. As cores e os sons são os de quem vende e os de quem compra. As mulheres gordas e de avental atropelam as vozes para chegar primeiro aos ouvidos das freguesas. A fruta cheira a fruta, os legumes a legumes e o peixe, meu Deus, cheira tanto a peixe. Todos apregoados como os mais frescos das redondezas e baratos, que a vida está tão difícil para todos. A salsa e os coentros são por nossas conta, e se levar este restinho da caixa, até se faz um preço especial. Os trocos levam para as carteiras os cheiro e as escamas. As prateleiras não têm espelhos nem ordem e os produtos nunca viram códigos de barras. A Sr.ª Teresa dos legumes até já tem uma balança das modernas, mas não há balanço como o dos pratos e dos pesos gastos no tempo.
Tantas idas aos hipermercados fizeram-na esquecer aquele estranho aconchego. As gordas rosadas chamam-na de “menina” e de “amor” e de repente apeteceu-lhe comprar de tudo um pouco. E regatear. O que lhe apetecia regatear. Há muito que não se deixava banhar de tanta cor. Os dias cinzentos atrás das costas e as feridas abertas da última relação velaram-lhe a alma. Tudo lhe parecia em contraluz e era assim que tinha que ser. “Filho da puta. No que me tornei”. Agora, o arco íris naquele mercado de um acaso, esbofeteava-lhe, um por um, os sentidos. Deixou-se levar pelo ardor, porque o que arde geralmente, tende a curar. E a possibilidade da cura, era para ela, algo que não se podia dar ao luxo de desprezar.
Aproximou-se das bancas de peixe, palco de tantas as campanhas eleitorais. Deixaram autocolantes nas balanças e aventais e beijos mal amanhados às peixeiras. Comprou muito peixe, em concordância com uma mão cheia de recomendações colhidas por alturas da última visita à médica de família. De certeza que da próxima vez, a peixeira se lembraria dela. Essa é outra vantagem do mercado, para além do dinheiro, ficam-nos com o rosto na memória. As freguesas também as decoram, sempre podem pedir contas à frescura da mercadoria, caso a coisa dê para o torto.
Foi até aos legumes. Verificou que tudo o que queria estava naquelas caixas. Batatas, cebolas, brócolos e couve flor. Não encontrou a couve flor. Dirigiu-se à vendedora e perguntou-lhe por ela. A mulher chamou o filho e pediu-lhe a caixa da couve flor.
“Acabou-se-me a que aqui tinha, e ainda não fui buscar mais. O meu filho já a traz. Está no segundo ano de turismo. É muito bom rapaz e ainda melhor filho. Ao Sábado dá-me sempre uma mãozinha aqui na praça a atender as freguesas.”
De trás dos caixotes, um rapaz traz a caixa pretendida. O olhar dele intrigou-a. Muito fixo, sem desvios. Olhar enorme e traquino, paredes meias com um sedutor tosco e vulgar. Baixou os olhos, pegou nos legumes e pagou sem olhar. Virou costas e saiu quase apressada. O rapaz chamou-a.
“Minha flor, esqueceu-se da sua couve, senhora”.
“Desculpe ?”
“A senhora ... Esqueceu-se da sua couve flor.”
Estava capaz de jurar que não foi aquilo que ele disse. Ainda pensou atirar-lhe a couve flor aos cornos. Acabou por lhe agradecer, pegou no saco e fez-se confundir na multidão.
Resultado
da sondagem sobre a candidatura portuguesa ao Nobel da Paz. Parece que o Alberto João Jardim ganha, mas sem maioria absoluta que aqui na Caixa de Costura não há défice democrático.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Então ????
Passou por aqui o visitante 4000 e nem levou o troféu? Um dedal e uma agulha em ouro branco e uma mão cheia de botões em madre pérola. O que é que eu faço a isto ?
Junto-lhe mais uma tesoura e 10 metros de tecidos do Vidal e ofereço ao 5000.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Querem-me
...lá ver. Que agora se nos der para largar um arroto nesta tasca, ainda temos que pedir licença. Aquilo vai para ali uma revolução. E está tudo assim para o rosinha. Não tarda muito, em vez do calendário com as miúdas, põem um contador com o número de dias que falta para o Euro, ou para o dia dos Namorados. :-)
Pesquisas
Mais uma vez me surprrendo quando percorro a lista de palavras pesquisadas na internet e que originaram uma visita à Caixa de Costura. Desta vez, no meio de muitas Caixas e Costuras, encontrei:
1. Gravidez
2. Receitas para Bifanas
3. Trajecto Urbano do Metro do Porto.
Para não desiludir os potenciais visitantes aqui vai
Gravidez - normalmente dá nas mulheres para alívio de quase todos os homens. Há-de ser sempre um dos pontos fracos do homem, já que confere uma relação previligiada com o feto que se há-de tornar bébé. Dura mais coisa menos coisa 40 semanas e ficam lindas, enormes, hiper sensíveis (capazes de chorar a ver o TV Rural) e carregadinhas de hormonas.
Bifanas (receitas de) - é muito simples. Louro, colorau, alho, vinho branco e sal. Deixam-se marinar uma hora nestes temperos e fritam-se em banha de porco. Fritar bem para não correr o risco de apanhar uma bicha solitária.
Porto (Trajecto Urbano do Metro do) - não faço a menor ideia. Se eu mandasse, passava no Salão de Chá de Leça da Palmeira, no forte de Matosinhos, na Praia da Luz, na Casa de Serralves, na Ribeira, na Câmara Municipal, na Rua de Santa Catarina, no Marquês e na Praça Velasquez.

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

No post anterior
referi uma ida à Serra da Estrela há dois anos atrás, antes de terem renovado toda a estância de esqui, melhorando substancialmente as infraestruturas. Resolvi espreitar a webcam e decidi. Ainda não é este ano que lá vou.
Olé

Eis que aos poucos se aproxima o Carnaval. A Gotinha que me perdoe mas o mês de Fevereiro lembra-me duas coisas. O Carnaval e uma ida à Serra da Estrela donde voltei deprimido, já que fui na clara disposição de esquiar, e mal consegui ver neve. Nunca me lembro do dia dos namorados que está, para mim, na mesma classe do “Dia Internacional da Uva Mijona” ou do “Dia Mundial do Canhoto”, com o devido respeito pelos namorados, pelos canhotos e pela incontinência do fruto.
O Carnaval é como o festival da Canção, quando nasci era muito importante e foi perdendo prestígio, sendo que, de vez em quando recupera alguma importância. A propósito, parabéns à Sofia da Operação Triunfo sobretudo por ser assim. Aqui há uns poucos anos, quase já nem me lembrava do Carnaval, apareceram na minha vida umas festas de Carnaval muito animadas e ímpares.
Ímpares porque eram na residência dos embaixadores de Espanha, e porque nunca eram no Carnaval. Eram sempre umas três semanas depois para que todos os filhos dos embaixadores pudessem juntar-se em Lisboa. Isto atirava o Carnaval para a segunda metade da quaresma, animando-a definitivamente. Ainda hoje os vizinhos comentam aquelas saídas lá de casa, eventualmente no final de Março, de um grupo de mascarados para uma noite que prometia farra. A animação era garantida pela quantidade de bebida disponível na festa sem que a mesma fosse acompanhada de comida. Prevenido, no segundo ano, já levava os bolsos carregadinhos de batatas fritas e aperitivos, para serenar a taxa de álcool.
Não consigo contar muito mais dessas festas porque de facto, só me lembro da primeira meia hora, tudo o resto está naquela zona híbrida que não consigo destinguir se era verdade ou mentira. Uns cães muito feios, um senhor que veio ter comigo porque eu estava a desafinar o piano do salão nobre (ora eu nem sei tocar piano), um lago com peixinhos mal dispostos, uma cozinha com um Pata Negra mesmo a pedi-las (mas eu era incapaz de comer alguma coisa que me não tenha sido oferecida). Tudo isto deve ser fruto da minha fértil imaginação. Seguro que sim.
De qualquer forma retomei o gosto pelo Carnaval, o que me leva a ter alguma compreensão pelo João e Manuel Marias que ficaram doidos no Domingo com as máscaras que apareceram lá por casa.

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Bibas
O Bernardo é meu sobrinho e faz hoje 13 anos. Tão próximo da data de aniversário da avó Céu que ainda me visita tantas vezes o sorriso. O Bibas está adolescente e é louco pelo Benfica. Se pudesse oferecer-te algo de imenso, oferecia-te tudo o que hoje de bonito se viveu no estádio da Luz. Parabéns.
Já tá
quase tudo, na ordem natural das coisas.
Mas quem me manda
a mim meter-me nestas coisas dos computadores. Eu até nem sou formado nisto da informática nem nada.
Ai que me lembrei do termómetro. Onde é que morava o termómetro ???? Que se lixe o termómetro. Querem saber a temperatura ? Vão à rua e advinhem.
Vou-me deitar que estou desfeito.
Só falta
os links e o mail e a imagem que era um link para o cinema. A que é que eu chamava aos blogues comunitários? Alfinetes de dama, botões, e o quê???????
E os comentários
valham-me os anjinhos todos. Onde é que se enfiaram comentários? Isto foi obra da senhora do terceiro post a contar daqui como quem desce. Raios parta a velha. Bruxaaaaaaaaa. Ó minha senhora devolva-me lá os comentários que eu dou-lhe uma esmola generosa da próxima vez que a encontrar.
E os links ????
onde é que andam a porcaria dos links? E agora como é que .... Aiiiii Tenho que ir tomar o frasco de Atarax que anda cá por casa. O Atarax? Viram o Atarax