Fim de semana
Já vou, já vou... Estou mesmo quase a chegar. Não te armes em parvo, nem amues, nem desates a chover como uma criança mimada.
sexta-feira, janeiro 30, 2004
Porquê?
Choveu como nos filmes. A propósito, ontem fui ao cinema ver o "Portugal SA". Para quem se lembra da simpática série "Os jornalistas" eu diria que, mais actor menos actor, o elenco é o mesmo e a qualidade ronda os 40% da série televisiva. Não tenho a mania de que "O que é nacional é mau", mas desta vez anda lá perto.
Por falar em cinema descobri um bom blog sobre a 7ª arte. Aqui está ele , e a entrada para a coluna da direita está assegurada.
Retomando o início do post. Choveu como nos filmes. Ao que parece, a chuva volta amanhã em abundância. Está bastante frio. Posto isto, digam-me se faz favor,
A neve é simpática e está na moda e eu adoro ver nevar e as crianças de quase todas as idades também e acho merdoso que, dadas as condições, não se possa ter uma dúzia de cm's de neve para nos divertirmos.
Dúvida: Se nevasse, a descida das Amoreiras para o Marquês era uma pista azul, vermelha, ou preta? Se calhar era laranja.
Choveu como nos filmes. A propósito, ontem fui ao cinema ver o "Portugal SA". Para quem se lembra da simpática série "Os jornalistas" eu diria que, mais actor menos actor, o elenco é o mesmo e a qualidade ronda os 40% da série televisiva. Não tenho a mania de que "O que é nacional é mau", mas desta vez anda lá perto.
Por falar em cinema descobri um bom blog sobre a 7ª arte. Aqui está ele , e a entrada para a coluna da direita está assegurada.
Retomando o início do post. Choveu como nos filmes. Ao que parece, a chuva volta amanhã em abundância. Está bastante frio. Posto isto, digam-me se faz favor,
PORQUE É QUE NÃO NEVA ? PORQUÊ ?
.A neve é simpática e está na moda e eu adoro ver nevar e as crianças de quase todas as idades também e acho merdoso que, dadas as condições, não se possa ter uma dúzia de cm's de neve para nos divertirmos.
Dúvida: Se nevasse, a descida das Amoreiras para o Marquês era uma pista azul, vermelha, ou preta? Se calhar era laranja.
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Que artista de jazz eu seria?

Voce seria John Coltrane (1926-1967). Apesar da
carreira (relativamente) curta, o saxofonista
John Coltrane impos-se entre as mais
importantes figuras do jazz, apoiado numa
militncia quase religiosa; desenvolveu o seu
estilo ao mesmo tempo que desbravou novos
caminhos para o jazz.
Que Artista de Jazz Seria Voce?
brought to you by Quizilla
Que honra caramba ....

Voce seria John Coltrane (1926-1967). Apesar da
carreira (relativamente) curta, o saxofonista
John Coltrane impos-se entre as mais
importantes figuras do jazz, apoiado numa
militncia quase religiosa; desenvolveu o seu
estilo ao mesmo tempo que desbravou novos
caminhos para o jazz.
Que Artista de Jazz Seria Voce?
brought to you by Quizilla
Que honra caramba ....
O Sol
antes de se esconder atrás das nuvens ainda deu um ar de sua graça.
- Pai. Olha, o Sol está a pôr-se.
- Não João, o Sol acordou ainda há pouco, e está a levantar-se.
- Mas está cor de laranja.
- É sempre assim. Depois de acordar e mesmo antes de se deitar o sol está cor de laranja, o resto do tempo é amarelo.
- O cor de laranja é o pijama do Sol, não é?
antes de se esconder atrás das nuvens ainda deu um ar de sua graça.
- Pai. Olha, o Sol está a pôr-se.
- Não João, o Sol acordou ainda há pouco, e está a levantar-se.
- Mas está cor de laranja.
- É sempre assim. Depois de acordar e mesmo antes de se deitar o sol está cor de laranja, o resto do tempo é amarelo.
- O cor de laranja é o pijama do Sol, não é?
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Obrigadinho
1. À Tasca pela mesa reservada. Sai uma sandes de coirato e uma bejeca bem gelada
2. À ministra da justiça pelos serviços prestados para a reforma de todos nós.
3. Aos restantes 119999 que assinaram a petição pela realização de novo referendo sobre o aborto.
4. À Pensativa pela ideia do bolo. Desconfio que nesta casa e nos próximos dois meses, vai-se gastar mais dinheiro em massapão do que em fraldas e toalhetes. O resultado vai ser toda a colecção da Lancel, Longchamp e Louis Vuitton com recheios magníficos.
5. À S. do Pinheirinho por tudo o que fez e aturou ao Manel Maria que vai mudar de escola e destruir o equilibrio emocional a mais uma professora. Que Deus a proteja minha senhora, que o rapaz não é bom de assoar, mas é um dos mais lindos principes do mundo.
1. À Tasca pela mesa reservada. Sai uma sandes de coirato e uma bejeca bem gelada
2. À ministra da justiça pelos serviços prestados para a reforma de todos nós.
3. Aos restantes 119999 que assinaram a petição pela realização de novo referendo sobre o aborto.
4. À Pensativa pela ideia do bolo. Desconfio que nesta casa e nos próximos dois meses, vai-se gastar mais dinheiro em massapão do que em fraldas e toalhetes. O resultado vai ser toda a colecção da Lancel, Longchamp e Louis Vuitton com recheios magníficos.
5. À S. do Pinheirinho por tudo o que fez e aturou ao Manel Maria que vai mudar de escola e destruir o equilibrio emocional a mais uma professora. Que Deus a proteja minha senhora, que o rapaz não é bom de assoar, mas é um dos mais lindos principes do mundo.
terça-feira, janeiro 27, 2004
Unhas
Que todos nós descendemos da classe baixa de um outro planeta, parece não haver dúvidas. Há muitos anos atrás, as chefias um planeta prestes a ser destruído, resolveu transferir toda a população para um outro planeta.
Para o efeito foram construídas várias naves, distribuidas pelas camadas sociais da respectiva população. Na base da pirâmide encontravam-se as manicures e os higienistas telefónicos (uns rapazes que andavam de cabine telefónica em cabine telefónica a limpar os auscultadores com um algodão ensopado em álcool). Ora duas dessas naves perderam-se das restantes e vieram aterrar num planeta desabitado que mais tarde se viria a chamar Terra (toda esta história é contada em promenor no Guia Galáctico do Pendura de Douglas Adams).
Sabendo isto, é com naturalidade que encaro os seguintes factos:
1. O ruído que mais odeio é o do corta unhas - isto explica muita coisa em mim.
2. O ruído que mais gosto é o dos frascos de verniz a bater nos anéis das manicures quando elas os rolam para aquecer ou misturar.
Que todos nós descendemos da classe baixa de um outro planeta, parece não haver dúvidas. Há muitos anos atrás, as chefias um planeta prestes a ser destruído, resolveu transferir toda a população para um outro planeta.
Para o efeito foram construídas várias naves, distribuidas pelas camadas sociais da respectiva população. Na base da pirâmide encontravam-se as manicures e os higienistas telefónicos (uns rapazes que andavam de cabine telefónica em cabine telefónica a limpar os auscultadores com um algodão ensopado em álcool). Ora duas dessas naves perderam-se das restantes e vieram aterrar num planeta desabitado que mais tarde se viria a chamar Terra (toda esta história é contada em promenor no Guia Galáctico do Pendura de Douglas Adams).
Sabendo isto, é com naturalidade que encaro os seguintes factos:
1. O ruído que mais odeio é o do corta unhas - isto explica muita coisa em mim.
2. O ruído que mais gosto é o dos frascos de verniz a bater nos anéis das manicures quando elas os rolam para aquecer ou misturar.
PEDAÇO DE MIM
(Chico Buarque)
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
(Chico Buarque)
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Miklos Fehér
A morte é sempre difícil. Por vezes tão próxima de nós, que nos esmaga a alma. Outras, tão afastada, nem chega a beliscá-la. Chega disfarçada em números e estatísticas, e quase me esqueço que cada um daqueles dados é para alguém, a maior das perdas, a gigante dor.
Ontem a morte deu em directo, a vida a esgueirar-se no sorriso, no tombo, na chuva e no desespero dos outros. Suficiente próxima para nos perturbar, à distância segura para não fazer mossa. Como a um livre de meia distância, fiz-lhe uma barreira de um só homem. Ainda nem sei se foi golo.
A morte é sempre difícil. Por vezes tão próxima de nós, que nos esmaga a alma. Outras, tão afastada, nem chega a beliscá-la. Chega disfarçada em números e estatísticas, e quase me esqueço que cada um daqueles dados é para alguém, a maior das perdas, a gigante dor.
Ontem a morte deu em directo, a vida a esgueirar-se no sorriso, no tombo, na chuva e no desespero dos outros. Suficiente próxima para nos perturbar, à distância segura para não fazer mossa. Como a um livre de meia distância, fiz-lhe uma barreira de um só homem. Ainda nem sei se foi golo.
domingo, janeiro 25, 2004
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Passaporte
Já aqui falei dos regressos a casa, quase sempre na companhia da TSF. Quando os afazeres o permitem e a vontade de casa o determina, aponto-o para as sete e mais uma fracção de hora. No primeiro cruzamento, dou boleia ao "Pessoal e... Transmissível". Sempre gostei de ouvir conversas no rádio. As conversas do CVM são, regra geral, um passaporte para a alma de quem com ele conversa. O meu post de 10 de Janeiro "A prenda mais desejada" não é mais que frases soltas da viagem à alma da Maria Rita. A par desta, lembro-me sempre da conversa com um Homem que mergulha no caos deixado pelos tremores de terra, e encontra sobreviventes. Fazedor de milagres, falou do triângulo da vida, da Cidade do México e do 11 de Setembro. Lembro-me também da conversa com Mário de Carvalho, guerras, medos e uma menina presa em lama, cinzas e lava de vulcão.
No 100nada descubro um passaporte para a casa do senhor das conversas de encantar. Hoje dou-lhe a boleia do costume, apanho-o logo no primeiro cruzamento no sentido de quem regressa aos seus.
Já aqui falei dos regressos a casa, quase sempre na companhia da TSF. Quando os afazeres o permitem e a vontade de casa o determina, aponto-o para as sete e mais uma fracção de hora. No primeiro cruzamento, dou boleia ao "Pessoal e... Transmissível". Sempre gostei de ouvir conversas no rádio. As conversas do CVM são, regra geral, um passaporte para a alma de quem com ele conversa. O meu post de 10 de Janeiro "A prenda mais desejada" não é mais que frases soltas da viagem à alma da Maria Rita. A par desta, lembro-me sempre da conversa com um Homem que mergulha no caos deixado pelos tremores de terra, e encontra sobreviventes. Fazedor de milagres, falou do triângulo da vida, da Cidade do México e do 11 de Setembro. Lembro-me também da conversa com Mário de Carvalho, guerras, medos e uma menina presa em lama, cinzas e lava de vulcão.
No 100nada descubro um passaporte para a casa do senhor das conversas de encantar. Hoje dou-lhe a boleia do costume, apanho-o logo no primeiro cruzamento no sentido de quem regressa aos seus.
quinta-feira, janeiro 22, 2004
O DNA
da Caixa de Costura é
.
A Blogotinha descobriu, e rodas não se reinventam. Obrigado.
Para descobrir o DNA de um qualquer site é favor seguir por aqui.
da Caixa de Costura é
A Blogotinha descobriu, e rodas não se reinventam. Obrigado.
Para descobrir o DNA de um qualquer site é favor seguir por aqui.
Apontamentos de outro mundo
1. NASA - (diário digital) "O site do Jet Propulsion Laboratory da NASA vai manter em aberto uma lista até 31 de Janeiro para que qualquer cibernauta possa incluir nela o seu nome que será gravado num CD que seguirá a bordo da sonda espacial «Deep Impact». A 4 de Julho de 2005, esta sonda vai lançar um projéctil de cobre, com cerca de 370 kg, contra a superfície do cometa «Temple 1», criando uma cratera do tamanho de um estádio de futebol. Quando o projéctil alcançar o cometa, a «Deep Impact» recolherá fotografias e dados que serão enviados para a Terra."
O CD ficará em bastante mau estado, mas tenho a certeza que, com alguma paciência, um qualquer extraterrestre o conseguirá recuperar. Eu vou por o meu nome nesse CD, e aproveito e espeto-lhe um link para a Caixa de Costura. Vão-se roer de inveja quando nos domínios dos visitantes aparecerem extensões do tipo ".mar" ou ".alfadecentaurus". O caminho para a conquista do espaço é por aqui
2. Folheei a Visão à hora de almoço e descobri uma frase muito semelhante a esta "Tenho dúvidas que se o Elton John tivesse nascido na Chamusca, conseguisse fazer uma carreira igual à minha em Portugal." O autor desta pérola é o grandioso José Cid. Curiosamente eu também tenho a mesma dúvida. E ainda tenho pelo menos mais duas ou três "Será que o José Cid conseguiria fazer a carreira do Elton John, se tivesse nascido em Inglaterra. " "Qual seria a música dedicada à Lady Di? Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti?".
1. NASA - (diário digital) "O site do Jet Propulsion Laboratory da NASA vai manter em aberto uma lista até 31 de Janeiro para que qualquer cibernauta possa incluir nela o seu nome que será gravado num CD que seguirá a bordo da sonda espacial «Deep Impact». A 4 de Julho de 2005, esta sonda vai lançar um projéctil de cobre, com cerca de 370 kg, contra a superfície do cometa «Temple 1», criando uma cratera do tamanho de um estádio de futebol. Quando o projéctil alcançar o cometa, a «Deep Impact» recolherá fotografias e dados que serão enviados para a Terra."
O CD ficará em bastante mau estado, mas tenho a certeza que, com alguma paciência, um qualquer extraterrestre o conseguirá recuperar. Eu vou por o meu nome nesse CD, e aproveito e espeto-lhe um link para a Caixa de Costura. Vão-se roer de inveja quando nos domínios dos visitantes aparecerem extensões do tipo ".mar" ou ".alfadecentaurus". O caminho para a conquista do espaço é por aqui
2. Folheei a Visão à hora de almoço e descobri uma frase muito semelhante a esta "Tenho dúvidas que se o Elton John tivesse nascido na Chamusca, conseguisse fazer uma carreira igual à minha em Portugal." O autor desta pérola é o grandioso José Cid. Curiosamente eu também tenho a mesma dúvida. E ainda tenho pelo menos mais duas ou três "Será que o José Cid conseguiria fazer a carreira do Elton John, se tivesse nascido em Inglaterra. " "Qual seria a música dedicada à Lady Di? Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti?".
Chinesices
Os chineses entraram no ano do macaco. Para assinalar a data o google está assim.
Os portugueses há quase dois anos, entraram no ano do cherne. Desde essa altura, que muitos portugueses assinalam este longo período assim:
Alegrem-se. Pior seria se a Manuela Ferreira Leite fosse ministra das finanças ou se o Paulo Portas fosse ministro da defesa, ou se a inflação fosse superior aos aumentos salariais, ....
Os chineses entraram no ano do macaco. Para assinalar a data o google está assim.
Os portugueses há quase dois anos, entraram no ano do cherne. Desde essa altura, que muitos portugueses assinalam este longo período assim:
Alegrem-se. Pior seria se a Manuela Ferreira Leite fosse ministra das finanças ou se o Paulo Portas fosse ministro da defesa, ou se a inflação fosse superior aos aumentos salariais, ....
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Com as 8 ...
... horas quase à vista e a acompanhar-me as primeiras e ensonadas actividades do dia, a TSF transmite pequenas reportagens. Nesta semana tenho-as apanhado a todas.
1. O Salgueiros ia edificar um novo estádio de futebol. Ficou-se pelas escavações. O enorme buraco deu lugar a um lago de condições de higiene duvidosas, onde, por obra do acaso e de alguns esgotos que por ali passam, existem milhares de peixes de aquário cheios de anticorpos que lhes conferem invulgar resistência. Ora, onde há peixe, há pescaria e ao que parece, bem no centro urbano, existe uma autêntica multidão a pescar peixes cor de laranja (conheço um peixe cor de laranja, mas é um Cherne, não se deve dar por ali). Má sorte para as lojas de animais do Porto.
2. O metro de Lisboa tem um WC em cada estação. Pelo sim pelo não, o melhor é tê-los fechados, para evitar a respectiva manutenção. Bem vistas as coisas, uma casa de banho precisa de limpeza e segurança. Ide urinar e defecar aos cafés que o metro é para transportar a malta.
3. As empresas de mediação de crédito mal parado estão em período favorável, tendência inversamente proporcional à saúde financeira familiar e empresarial. Cheios de dinheiro e de bens inúteis. Uma máquina de fabricar rolhas de cortiça era o exemplo. O pior de tudo, cheios de histórias que quase sempre acabam mal, quando as responsabilidades e a capacidade para as assumir, andam tão afastadas.
... horas quase à vista e a acompanhar-me as primeiras e ensonadas actividades do dia, a TSF transmite pequenas reportagens. Nesta semana tenho-as apanhado a todas.
1. O Salgueiros ia edificar um novo estádio de futebol. Ficou-se pelas escavações. O enorme buraco deu lugar a um lago de condições de higiene duvidosas, onde, por obra do acaso e de alguns esgotos que por ali passam, existem milhares de peixes de aquário cheios de anticorpos que lhes conferem invulgar resistência. Ora, onde há peixe, há pescaria e ao que parece, bem no centro urbano, existe uma autêntica multidão a pescar peixes cor de laranja (conheço um peixe cor de laranja, mas é um Cherne, não se deve dar por ali). Má sorte para as lojas de animais do Porto.
2. O metro de Lisboa tem um WC em cada estação. Pelo sim pelo não, o melhor é tê-los fechados, para evitar a respectiva manutenção. Bem vistas as coisas, uma casa de banho precisa de limpeza e segurança. Ide urinar e defecar aos cafés que o metro é para transportar a malta.
3. As empresas de mediação de crédito mal parado estão em período favorável, tendência inversamente proporcional à saúde financeira familiar e empresarial. Cheios de dinheiro e de bens inúteis. Uma máquina de fabricar rolhas de cortiça era o exemplo. O pior de tudo, cheios de histórias que quase sempre acabam mal, quando as responsabilidades e a capacidade para as assumir, andam tão afastadas.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Já para não falar ...
do frio de rachar que fez durante todo o santo dia, capaz de congelar o cérebro de qualquer um. Ora eu, que tenho rasgos de ininteligência, resolvi que, para além do agasalho de rua, uma camisa era mais que suficiente. Lá trabalhei o dia todo só de camisinha. Vou contar os pelos do peito para ver se o organismo se ajustou às condições adversas. Aproveito para descongelar as axilas.
do frio de rachar que fez durante todo o santo dia, capaz de congelar o cérebro de qualquer um. Ora eu, que tenho rasgos de ininteligência, resolvi que, para além do agasalho de rua, uma camisa era mais que suficiente. Lá trabalhei o dia todo só de camisinha. Vou contar os pelos do peito para ver se o organismo se ajustou às condições adversas. Aproveito para descongelar as axilas.
Arranquei-me
da cama, bastante mais cedo que queria. Começar a semana a horas, ganhar o dia logo nos primeiros minutos, ir à frente de todas as coisas, fazê-las acontecer. Segunda circular entupida. Os kilómetros feitos metros, os segundos em minutos, intermináveis. Tudo ao contrário, que merda. Chego atrasado outra vez, corro atrás das coisas que chamam por mim. O dia todo assim. Aterrei agora e não tarda deito-me. Amanhã tento outra vez e raios me partam se vou por aquela estrada. É inexplicável a tendência que tenho para escolher o trajecto mais filho da mãe. Amanhã dou cabo de ti Murphy. Engraçadinho.
da cama, bastante mais cedo que queria. Começar a semana a horas, ganhar o dia logo nos primeiros minutos, ir à frente de todas as coisas, fazê-las acontecer. Segunda circular entupida. Os kilómetros feitos metros, os segundos em minutos, intermináveis. Tudo ao contrário, que merda. Chego atrasado outra vez, corro atrás das coisas que chamam por mim. O dia todo assim. Aterrei agora e não tarda deito-me. Amanhã tento outra vez e raios me partam se vou por aquela estrada. É inexplicável a tendência que tenho para escolher o trajecto mais filho da mãe. Amanhã dou cabo de ti Murphy. Engraçadinho.
domingo, janeiro 18, 2004
Quarentena
A minha irmã é uns anos (não muitos) mais velha do que eu. Só não é a minha irmã mais velha, porque é a única. Isso explica o facto de toda a gente saber de quem estou a falar, quando falo d"a minha irmã". O facto de só ter uma poupa-me o trabalho de dizer "a minha irmã mais velha". Para equilibrar tenho uma trabalheira sempre que me perguntam o nome completo.
Dizia eu, que a moça é um pouco mais velha que eu. Isso garantiu-me algumas vantagens ao longo da infância e adolescência. À medida que as coisas lhe iam acontecendo, podia, com algum grau de certeza, prever quando é que me iam acontecer a mim. Estou a falar de, por exemplo, ter direito a ter chaves de casa ou andar sózinho de autocarro. Depois havia algumas coisas pelas quais ela passou, mas que eu consegui antecipar, à conta da boleia dela. Ir acampar ou a festas à noite ou obter o financiamento para tirar a carta de condução são um exemplo deste último grupo. Depois havia outras de sinal contrário, que a mim não me aconteram ou que não me foram permitidas ou concedidas, como receber um livro de educação sexual por ocasião da primeira menstruação, que nunca cheguei a ter. A propósito, esse livro fazia um tremendo sucesso sempre que levava os meus amigos lá a casa. Esse e a enciclopédia da vida - capítulo da sexualidade - com aquele casal tão simpático que ilustrava pelo menos 18 posições diferentes do coito.
(interrompo para dizer que me parece estar a ouvir o "sobe sobe balão sobe da Manuela Bravo". Que saudades dessa diva de caracóis)
Ora acontece que agora a coisa está grave. A minha irmã completa hoje 40 anos (isto até me custa a escrever). QUARENTA. O que eu queria pedir aos meus pais era se me podiam, de alguma forma, impedir de fazer essa coisa. Protejam-me disso sff, que ainda estão em muito boa idade de me proteger. Isto não quer dizer que não quero viver muitos e bons anos. Lagarto, lagarto, lagarto. Só não quero é passar dos trinta e tais que me agradam sobremaneira. Façam lá qualquer coisita. E DEPRESSSSSSSAAAAAAAAAAAA. Se, por uma fatalidade, fizer essa quantidade imoral de anos, em vez de ficar um quarentão fico de quarentena.
Para ti Maria querida, beijos imensos de parabéns.
A minha irmã é uns anos (não muitos) mais velha do que eu. Só não é a minha irmã mais velha, porque é a única. Isso explica o facto de toda a gente saber de quem estou a falar, quando falo d"a minha irmã". O facto de só ter uma poupa-me o trabalho de dizer "a minha irmã mais velha". Para equilibrar tenho uma trabalheira sempre que me perguntam o nome completo.
Dizia eu, que a moça é um pouco mais velha que eu. Isso garantiu-me algumas vantagens ao longo da infância e adolescência. À medida que as coisas lhe iam acontecendo, podia, com algum grau de certeza, prever quando é que me iam acontecer a mim. Estou a falar de, por exemplo, ter direito a ter chaves de casa ou andar sózinho de autocarro. Depois havia algumas coisas pelas quais ela passou, mas que eu consegui antecipar, à conta da boleia dela. Ir acampar ou a festas à noite ou obter o financiamento para tirar a carta de condução são um exemplo deste último grupo. Depois havia outras de sinal contrário, que a mim não me aconteram ou que não me foram permitidas ou concedidas, como receber um livro de educação sexual por ocasião da primeira menstruação, que nunca cheguei a ter. A propósito, esse livro fazia um tremendo sucesso sempre que levava os meus amigos lá a casa. Esse e a enciclopédia da vida - capítulo da sexualidade - com aquele casal tão simpático que ilustrava pelo menos 18 posições diferentes do coito.
(interrompo para dizer que me parece estar a ouvir o "sobe sobe balão sobe da Manuela Bravo". Que saudades dessa diva de caracóis)
Ora acontece que agora a coisa está grave. A minha irmã completa hoje 40 anos (isto até me custa a escrever). QUARENTA. O que eu queria pedir aos meus pais era se me podiam, de alguma forma, impedir de fazer essa coisa. Protejam-me disso sff, que ainda estão em muito boa idade de me proteger. Isto não quer dizer que não quero viver muitos e bons anos. Lagarto, lagarto, lagarto. Só não quero é passar dos trinta e tais que me agradam sobremaneira. Façam lá qualquer coisita. E DEPRESSSSSSSAAAAAAAAAAAA. Se, por uma fatalidade, fizer essa quantidade imoral de anos, em vez de ficar um quarentão fico de quarentena.
Para ti Maria querida, beijos imensos de parabéns.
sexta-feira, janeiro 16, 2004
Só com som
Quebrar um pouco as regras. Vou aproveitar um mail recebido para contrariar o apagão cerebral. Este link tem graça. Surge uma boneca virtual e uns campos para preencher:
1. Escolhe-se a lingua e a personagem (para português só existe uma mulher)
2. Escreve-se uma frase
3. Clica-se e a boneca fala a frase escrita.
è um pouco mais elaborada que o costume porque consegue entoar, por exemplo, os pontos de interrogação.
Tudo isto aqui para quem tiver placa de som se divertir um pouco.
Quebrar um pouco as regras. Vou aproveitar um mail recebido para contrariar o apagão cerebral. Este link tem graça. Surge uma boneca virtual e uns campos para preencher:
1. Escolhe-se a lingua e a personagem (para português só existe uma mulher)
2. Escreve-se uma frase
3. Clica-se e a boneca fala a frase escrita.
è um pouco mais elaborada que o costume porque consegue entoar, por exemplo, os pontos de interrogação.
Tudo isto aqui para quem tiver placa de som se divertir um pouco.
REBENTO
Rebento, substantivo abstrato,
o ato, a criação, o seu momento,
como uma estrela nova e seu barato
Que só Deus sabe lá, no firmamento.
Rebento, tudo que nasce é rebento,
Tudo que brota, que vinga, que medra,
Rebento raro como flor na pedra,
Rebento farto como trigo ao vento.
Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo,
Como a corrente de um cão furioso,
Como as mãos de um lavrador ativo.
Às vezes, mesmo perigosamente,
Como acidente em forno radioativo,
Às vezes, só porque fico nervoso,
Rebento,
Às vezes somente porque estou vivo.
Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento.
Rebento, o coração dizendo “bata”
A cada bofetão do sofrimento.
Rebento, esse trovão dentro da mata
E a imensidão do som desse momento.
Gilberto Gil
Rebento, substantivo abstrato,
o ato, a criação, o seu momento,
como uma estrela nova e seu barato
Que só Deus sabe lá, no firmamento.
Rebento, tudo que nasce é rebento,
Tudo que brota, que vinga, que medra,
Rebento raro como flor na pedra,
Rebento farto como trigo ao vento.
Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo,
Como a corrente de um cão furioso,
Como as mãos de um lavrador ativo.
Às vezes, mesmo perigosamente,
Como acidente em forno radioativo,
Às vezes, só porque fico nervoso,
Rebento,
Às vezes somente porque estou vivo.
Rebento, a reação imediata
A cada sensação de abatimento.
Rebento, o coração dizendo “bata”
A cada bofetão do sofrimento.
Rebento, esse trovão dentro da mata
E a imensidão do som desse momento.
Gilberto Gil
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Inverno
Esta chuva não se adequa ao lufa-lufa da semana. Não condiz com correrias, pressas e aquela sensação de estar uma hora atrasado para tudo. Gosto de a sentir no conforto, nas lareiras, música e leituras. Seguir-lhe num olhar despreocupado os trajectos de cada pingo na vidraça de uma janela. Embaciá-la e desenhar com a ponta de um dedo, uma estrada sinuosa. Pousada de São Bento na Caniçada. Um jogo de xadrez sem nexo. Cheque ao rei. Cheque mate ao cansaço. Troco o peão pelo teu abraço.
Esta chuva não se adequa ao lufa-lufa da semana. Não condiz com correrias, pressas e aquela sensação de estar uma hora atrasado para tudo. Gosto de a sentir no conforto, nas lareiras, música e leituras. Seguir-lhe num olhar despreocupado os trajectos de cada pingo na vidraça de uma janela. Embaciá-la e desenhar com a ponta de um dedo, uma estrada sinuosa. Pousada de São Bento na Caniçada. Um jogo de xadrez sem nexo. Cheque ao rei. Cheque mate ao cansaço. Troco o peão pelo teu abraço.
quarta-feira, janeiro 14, 2004
Este tasco
... tem de tudo. O dono metido a filósofo, empregadas ao despique, tis Manéis e Alentejanos. Tudo assim para o esverdeado (devem ter a concessão no Alvalade XXI). O linguajar é violento em forma e conteúdo. A ementa também não é pêra doce. É mais pastéis de bacalhau, pipis, pica-paus (valha-me Nossa Senhora), tremoços, orelha de porco, saladinha de polvo, vinagrete disto e daquilo, pregos e bifanas e (que Deus me perdoe) túbaros e punhetas de bacalhau.
Mau ambiente, mas para pesticar, parece não haver coisa melhor.
... tem de tudo. O dono metido a filósofo, empregadas ao despique, tis Manéis e Alentejanos. Tudo assim para o esverdeado (devem ter a concessão no Alvalade XXI). O linguajar é violento em forma e conteúdo. A ementa também não é pêra doce. É mais pastéis de bacalhau, pipis, pica-paus (valha-me Nossa Senhora), tremoços, orelha de porco, saladinha de polvo, vinagrete disto e daquilo, pregos e bifanas e (que Deus me perdoe) túbaros e punhetas de bacalhau.
Mau ambiente, mas para pesticar, parece não haver coisa melhor.
Gastronomia II
O problema de hoje continua a ser de solução desconhecida, ao jeito de enigma. Trata-se da confecção de chamuças. Não do recheio propriamente dito, do qual consigo aproximar-me se a vizinhança for generosa. Mas da massa. É que por muito que tente, não lhe consigo chegar perto. As minhas tentativas duraram seis meses e adiei o projecto.
Vencido pelo cansaço e pelo enjôo de comer uns triângulos manufacturados por mim, com uma massa que ora parecia tenra, ora parecia de rissol, ora parecia de pedreiro. Cheguei a dizer a um vendedor de flores que só as comprava se além das rosas, me vendesse um pacote que incluisse a receita da massa dos triângulos.
Retomo o assunto na forma de apelo. Dois impulsos para a retoma.
1. Hoje almocei com uma pessoa que veio da India. Toda a gente perguntava sobre o povo, os costumes, a arquitectura. Eu perguntava-lhe sobre o processo de fabrico da massa das chamuças.
2. No país dos matraquilhos, a Ana relatou o intercâmbio gastronómico promovido pelos pais, em tempos de viagem até à Índia. Pensei escrever-lhe a meter uma cunha mas não há como o fazer (referência ao movimento na net para que a Ana implemente a reciprocidade).
Haja neste mundo quem me ajude a descobrir o segredo do triângulo mais misterioso do mundo (logo seguido pelo das Bermudas).
O problema de hoje continua a ser de solução desconhecida, ao jeito de enigma. Trata-se da confecção de chamuças. Não do recheio propriamente dito, do qual consigo aproximar-me se a vizinhança for generosa. Mas da massa. É que por muito que tente, não lhe consigo chegar perto. As minhas tentativas duraram seis meses e adiei o projecto.
Vencido pelo cansaço e pelo enjôo de comer uns triângulos manufacturados por mim, com uma massa que ora parecia tenra, ora parecia de rissol, ora parecia de pedreiro. Cheguei a dizer a um vendedor de flores que só as comprava se além das rosas, me vendesse um pacote que incluisse a receita da massa dos triângulos.
Retomo o assunto na forma de apelo. Dois impulsos para a retoma.
1. Hoje almocei com uma pessoa que veio da India. Toda a gente perguntava sobre o povo, os costumes, a arquitectura. Eu perguntava-lhe sobre o processo de fabrico da massa das chamuças.
2. No país dos matraquilhos, a Ana relatou o intercâmbio gastronómico promovido pelos pais, em tempos de viagem até à Índia. Pensei escrever-lhe a meter uma cunha mas não há como o fazer (referência ao movimento na net para que a Ana implemente a reciprocidade).
Haja neste mundo quem me ajude a descobrir o segredo do triângulo mais misterioso do mundo (logo seguido pelo das Bermudas).
terça-feira, janeiro 13, 2004
PCP
Pode ser preconceito, mas achei curioso o PCP ter uma loja on-line.
Neste site propõe-se a aquisição de artigos com o mural da sede do Partido Comunista Português, pins, t-shirt's e várias edições discográficas que incluem versões da Internacional, do Avante Camarada e da Carvalhesa.
A oferta não parece muito diversificada, mas com um pouco de imaginação, acho que os camaradas poderiam torná-la bem mais interessante.
Não resisto a sugerir que pequenas réplicas da Odete Santos teriam, com certeza, muita saída.
Uma questão que me parece pertinente é a seguinte:
"Quiosque ? Mas porque raio se chama quiosque à loja on-line?" Quiosques há muitos por aí, replectos de jornais fascizóides. Banca on-line fica muito parecido com on-line banking. Vejamos .... Comité de vendas on-line. Isto sim parece-me um nome jeitoso.
Pode ser preconceito, mas achei curioso o PCP ter uma loja on-line.
Neste site propõe-se a aquisição de artigos com o mural da sede do Partido Comunista Português, pins, t-shirt's e várias edições discográficas que incluem versões da Internacional, do Avante Camarada e da Carvalhesa.
A oferta não parece muito diversificada, mas com um pouco de imaginação, acho que os camaradas poderiam torná-la bem mais interessante.
Não resisto a sugerir que pequenas réplicas da Odete Santos teriam, com certeza, muita saída.
Uma questão que me parece pertinente é a seguinte:
"Quiosque ? Mas porque raio se chama quiosque à loja on-line?" Quiosques há muitos por aí, replectos de jornais fascizóides. Banca on-line fica muito parecido com on-line banking. Vejamos .... Comité de vendas on-line. Isto sim parece-me um nome jeitoso.
Panados
1. Arrancam-se os pés aos cogumelos frescos e grandes.
2. Picam-se os pés dos cogumelos e refogam-se com cebola picada, bacon picado (cubos minusculos), sal e uma gota de molho picante. Deve-se obter um refogado consistente.
3. Recheiam-se os cogumelos (o pé, quando tirado deixa espaço para o recheio) com o refogado.
4. Passam-se por ovo batido e pão ralado e fritam-se em óleo.
Aldrabados - em caso falta de ovo, falta de pão ralado ou falta de pachorra para panar cogumelos.
Substituir o passo 4 por
4. Colocam-se num tabuleiro com o recheio voltado para cima e tapa-se o recheio com umas farripas ou um quadradinho de queijo. Levar ao forno (180 º) durante 20 minutos.
Já estou a aguar ...
1. Arrancam-se os pés aos cogumelos frescos e grandes.
2. Picam-se os pés dos cogumelos e refogam-se com cebola picada, bacon picado (cubos minusculos), sal e uma gota de molho picante. Deve-se obter um refogado consistente.
3. Recheiam-se os cogumelos (o pé, quando tirado deixa espaço para o recheio) com o refogado.
4. Passam-se por ovo batido e pão ralado e fritam-se em óleo.
Aldrabados - em caso falta de ovo, falta de pão ralado ou falta de pachorra para panar cogumelos.
Substituir o passo 4 por
4. Colocam-se num tabuleiro com o recheio voltado para cima e tapa-se o recheio com umas farripas ou um quadradinho de queijo. Levar ao forno (180 º) durante 20 minutos.
Já estou a aguar ...
TSF
O ticker da TSF informa:
AVEIRO - Tribunal prossegue julgamento sobre aborto ............................... ESTUDO - Lares de idosos sem condições .......................................................... FINANÇAS - David Justino esqueceu-se de declarar rendimentos ..................................................
Alguém me sabe dizer onde fica a fronteira do país civilizado a que pertencemos ?
O ticker da TSF informa:
AVEIRO - Tribunal prossegue julgamento sobre aborto ............................... ESTUDO - Lares de idosos sem condições .......................................................... FINANÇAS - David Justino esqueceu-se de declarar rendimentos ..................................................
Alguém me sabe dizer onde fica a fronteira do país civilizado a que pertencemos ?
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Caro Sr Bush:
Apesar da perspicácia que todos lhe reconhecemos, sinto ser meu dever comunicar-lhe que Sadam Hussain continua em liberdade, escondido numa pequena ilha atlântica. Junto, publico foto para que os seus homens possam, uma vez mais com sucesso, devolver ao mundo a paz tão desejada.
Obrigadinho George (posso tratá-lo assim ?). Um grande abraço.
Apesar da perspicácia que todos lhe reconhecemos, sinto ser meu dever comunicar-lhe que Sadam Hussain continua em liberdade, escondido numa pequena ilha atlântica. Junto, publico foto para que os seus homens possam, uma vez mais com sucesso, devolver ao mundo a paz tão desejada.
Obrigadinho George (posso tratá-lo assim ?). Um grande abraço.
No cantinho do Sofá
já existe uma Madalena. No cantinho do nosso coração já está um espaço reservado para ela. No canto de um sorriso já existe o sal de um canto de olho de mãe, sinal de encantamento. Parabéns.
já existe uma Madalena. No cantinho do nosso coração já está um espaço reservado para ela. No canto de um sorriso já existe o sal de um canto de olho de mãe, sinal de encantamento. Parabéns.
domingo, janeiro 11, 2004
Beatriz
quando me questiono sobre as mais bonitas canções que conheço, salta-me invariavelmente do baú das canções amadas, daquelas que se redescobre sempre que se escuta, a "Beatriz"de Chico Buarque e Edu Lobo. A Sofia da Operação Triunfo cantou-a, e é tão difícil cantar bem esta canção. Deixo por aqui a letra:
Olha,
Será que ela é moça,
Será que ela é triste,
Será que é o contrário,
Será que é pintura o rosto da actriz?
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Olha,
Será que é de louça,
Será que é de éter,
Será que é loucura,
Será que é cenário A casa da actriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Sim,
Me leva para sempre Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz.
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão,
Diz se é perigoso a gente ser feliz,
Olha,
Será que é uma estrela,
Será que é mentira,
Será que é comédia,
Será que é divina A vida da actriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis,
E se um arcanjo passar o chapéu,
E se eu pudesse entrar na sua vida...
quando me questiono sobre as mais bonitas canções que conheço, salta-me invariavelmente do baú das canções amadas, daquelas que se redescobre sempre que se escuta, a "Beatriz"de Chico Buarque e Edu Lobo. A Sofia da Operação Triunfo cantou-a, e é tão difícil cantar bem esta canção. Deixo por aqui a letra:
Olha,
Será que ela é moça,
Será que ela é triste,
Será que é o contrário,
Será que é pintura o rosto da actriz?
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Olha,
Será que é de louça,
Será que é de éter,
Será que é loucura,
Será que é cenário A casa da actriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?
Sim,
Me leva para sempre Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz.
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão,
Diz se é perigoso a gente ser feliz,
Olha,
Será que é uma estrela,
Será que é mentira,
Será que é comédia,
Será que é divina A vida da actriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis,
E se um arcanjo passar o chapéu,
E se eu pudesse entrar na sua vida...
A Madalena...
estás prestes a chegar ao mundo. A Titas do Canto do Sofá vai completar o trio tão desejado. O pai prometeu-lhe que no ano que nascesse, o Benfica ia ser campeão, e a menos que atrasem o parto umas dezenas (ou centenas de semanas) não me parece que vá conseguir cumprir a promessa. Não te preocupes homem, afinal o ano do centenário vai no décimo segundo dia e a nossa sala de troféus já conta com uma derrota, um empate e uma crise directiva. Isto é animador porque a maior parte das pessoas que completam 100 primaveras não consegue distinguir uma bola de futebol de uma arrastadeira.
Voltando à Madalena, tudo indica que vem via cesariana, tal qual os meus dois príncipes. Felizmente a direcção do hospital não autoriza que os pais assistam ao momento, por necessitar de prestar mais cuidados de enfermagem aos pais do que às mães das criancinhas e às próprias criancinhas. Portanto rapaz, ficas descansado na sala de espera à espera que os especialistas tratem do assunto.
Eu confesso que assisti às respectivas cesarianas e que também tenho um empate e uma derrota nesse capítulo. Vou deixar os detalhes para um post posterior.
Que corra tudo bem Titas e Madalena, que a malta está toda aqui à tua espera, ansiosa para te conhecer. Os rapazes já estão com as hormonas aos saltos pela chegada da primeira menina das redondezas.
estás prestes a chegar ao mundo. A Titas do Canto do Sofá vai completar o trio tão desejado. O pai prometeu-lhe que no ano que nascesse, o Benfica ia ser campeão, e a menos que atrasem o parto umas dezenas (ou centenas de semanas) não me parece que vá conseguir cumprir a promessa. Não te preocupes homem, afinal o ano do centenário vai no décimo segundo dia e a nossa sala de troféus já conta com uma derrota, um empate e uma crise directiva. Isto é animador porque a maior parte das pessoas que completam 100 primaveras não consegue distinguir uma bola de futebol de uma arrastadeira.
Voltando à Madalena, tudo indica que vem via cesariana, tal qual os meus dois príncipes. Felizmente a direcção do hospital não autoriza que os pais assistam ao momento, por necessitar de prestar mais cuidados de enfermagem aos pais do que às mães das criancinhas e às próprias criancinhas. Portanto rapaz, ficas descansado na sala de espera à espera que os especialistas tratem do assunto.
Eu confesso que assisti às respectivas cesarianas e que também tenho um empate e uma derrota nesse capítulo. Vou deixar os detalhes para um post posterior.
Que corra tudo bem Titas e Madalena, que a malta está toda aqui à tua espera, ansiosa para te conhecer. Os rapazes já estão com as hormonas aos saltos pela chegada da primeira menina das redondezas.
sexta-feira, janeiro 09, 2004
A Titas ...
está quase a dar de si e anda descaradamente a comentar os meus posts.
Ora já se sabe que já está na altura da Panças estar com contrações de 2 em 2 minutos e com, pelo menos, uma mão cheia de dedos de dilatação aos berros pela mãe, pelo pai, pelo marido e por um político conhecido da nossa praça (é preciso explicar que só a vi chamar aos berros por 2 homens. O marido por estar desatento aos filhos. E o político por solidariedade.)
Em vez de estar a fazer estas figuras para expelir a menina princesa, anda por aqui alegremente a comentar os meus posts. Est'agora !!!
Para a frente Panças, que a coisa faz-se.
está quase a dar de si e anda descaradamente a comentar os meus posts.
Ora já se sabe que já está na altura da Panças estar com contrações de 2 em 2 minutos e com, pelo menos, uma mão cheia de dedos de dilatação aos berros pela mãe, pelo pai, pelo marido e por um político conhecido da nossa praça (é preciso explicar que só a vi chamar aos berros por 2 homens. O marido por estar desatento aos filhos. E o político por solidariedade.)
Em vez de estar a fazer estas figuras para expelir a menina princesa, anda por aqui alegremente a comentar os meus posts. Est'agora !!!
Para a frente Panças, que a coisa faz-se.
A prenda mais desejada.
Tarde, muito mais tarde que a maioria. Pressão, resistências e dúvidas. A cidade que nunca dorme. A enorme maçã. Serena no olho do furacão. Tudo tão depressa. O local mais tranquilo é bem ao centro da confusão. Genética, fascinação e os tesouros. Entrega total. Identidade. Eu existo e sou assim. Trabalho, trabalho e trabalho. Consegue-se viver sem cantar? Mãe e mito. Menina da lua, “Vá escovar seus dentes Maria Rita.” Comparações e canções. Memórias poucas e só dela. “Prefiro não falar”. Muita sorte em tanto azar. Morre cedo demais, vive e vive e vive. Pai e mãe e muito eu. Risada fácil. Óculos que atrapalham, mais o suor e a maquilhagem. Respeito e cumplicidade. Simbiose. Olhos menina. Olhos nos olhos. Olhos de água. Os sapatos saltam fora, a voz que salta imensa. Nem toda a feiticeira é corcunda. Filho de peixe sabe é voar. Hoje no coliseu.
Tarde, muito mais tarde que a maioria. Pressão, resistências e dúvidas. A cidade que nunca dorme. A enorme maçã. Serena no olho do furacão. Tudo tão depressa. O local mais tranquilo é bem ao centro da confusão. Genética, fascinação e os tesouros. Entrega total. Identidade. Eu existo e sou assim. Trabalho, trabalho e trabalho. Consegue-se viver sem cantar? Mãe e mito. Menina da lua, “Vá escovar seus dentes Maria Rita.” Comparações e canções. Memórias poucas e só dela. “Prefiro não falar”. Muita sorte em tanto azar. Morre cedo demais, vive e vive e vive. Pai e mãe e muito eu. Risada fácil. Óculos que atrapalham, mais o suor e a maquilhagem. Respeito e cumplicidade. Simbiose. Olhos menina. Olhos nos olhos. Olhos de água. Os sapatos saltam fora, a voz que salta imensa. Nem toda a feiticeira é corcunda. Filho de peixe sabe é voar. Hoje no coliseu.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Molha tolos
... chamam à chuva que tem caído hoje por aqui. O café onde tomei a italiana tinha um cartaz que dizia “Vende-se este estabelecimento”. Os donos tinham o ar desgastado de quem quer definitivamente vender o estabelecimento. Paguei com uma nota de cinco euros e estou convencido que podia escolher entre receber o troco ou ficar com o trespasse comercial. Precisava de moedas para o parquímetro e por ora os parquímetros não aceitam estabelecimentos nem porta moedas electrónicos como pagamento.
Saí com as minhas moedas. O parquímetro estava fora de serviço.
Fui até às finanças pagar uma dívida das antigas. Dos tempos em que, por engano, o sujeito passivo B da declaração do IRS era o meu filho mais velho. Foi um trabalhão convence-los que era casado com a minha mulher e não com o João Maria. Se isto chega aos ouvidos de alguém ainda tenho problemas com a justiça.
Voltei para o carro. Encharcado. Raios parta esta chuva.
... chamam à chuva que tem caído hoje por aqui. O café onde tomei a italiana tinha um cartaz que dizia “Vende-se este estabelecimento”. Os donos tinham o ar desgastado de quem quer definitivamente vender o estabelecimento. Paguei com uma nota de cinco euros e estou convencido que podia escolher entre receber o troco ou ficar com o trespasse comercial. Precisava de moedas para o parquímetro e por ora os parquímetros não aceitam estabelecimentos nem porta moedas electrónicos como pagamento.
Saí com as minhas moedas. O parquímetro estava fora de serviço.
Fui até às finanças pagar uma dívida das antigas. Dos tempos em que, por engano, o sujeito passivo B da declaração do IRS era o meu filho mais velho. Foi um trabalhão convence-los que era casado com a minha mulher e não com o João Maria. Se isto chega aos ouvidos de alguém ainda tenho problemas com a justiça.
Voltei para o carro. Encharcado. Raios parta esta chuva.
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Televisão
Numa entrevista ao director de programas da dois, e à pergunta "O que é a televisão?", disse-se "É uma fogueira electrónica. Para uns é uma companhia, para outros uma necessidade."
Lembrei-me de outras fogueiras e acrescentava "Para uns uma tortura. Para outros uma condenação."
Não deve ser possível assar linguiça ou morcela na televisão. A coisa mais parecida com uma televisão em que é possível cozinhar algo é o micro-ondas. E já se sabe que não é, nem de longe nem de perto, um bom aparelho para esse fim.
Numa entrevista ao director de programas da dois, e à pergunta "O que é a televisão?", disse-se "É uma fogueira electrónica. Para uns é uma companhia, para outros uma necessidade."
Lembrei-me de outras fogueiras e acrescentava "Para uns uma tortura. Para outros uma condenação."
Não deve ser possível assar linguiça ou morcela na televisão. A coisa mais parecida com uma televisão em que é possível cozinhar algo é o micro-ondas. E já se sabe que não é, nem de longe nem de perto, um bom aparelho para esse fim.
terça-feira, janeiro 06, 2004
Pendentes
Antes que o Ano comece a sério, alguns recados atrasados.
Bom Ano Adriana, Ivan, João e Leo.
A panças fez anos e já na altura eXtra Large e gostámos muito. Parabéns e muito muito obrigado.
O almoço de primos lá por casa foi muito bom. Gostei muito da história da pronunchia do norte. Pochas, carachas e chicha penico. Gostei ainda da história da avó a pedir café ao Eduardo no único dia em que a máquina não estava operacional e a avó estava. Há dias assim.
Já em 2k4 jantar de tios e primos. Animado e saboreado. Comida e companhia.
Antes que o Ano comece a sério, alguns recados atrasados.
Bom Ano Adriana, Ivan, João e Leo.
A panças fez anos e já na altura eXtra Large e gostámos muito. Parabéns e muito muito obrigado.
O almoço de primos lá por casa foi muito bom. Gostei muito da história da pronunchia do norte. Pochas, carachas e chicha penico. Gostei ainda da história da avó a pedir café ao Eduardo no único dia em que a máquina não estava operacional e a avó estava. Há dias assim.
Já em 2k4 jantar de tios e primos. Animado e saboreado. Comida e companhia.
A dois
fazem-se tantas coisas e geralmente fazem-se com muito gosto. Ontem, e ao que parece com algum gosto, fizeram da RTP2 a Dois. Sete palmos de terra para começo de conversa ("sete que pena, chorai-as"). Abram alas par o Noddy e também Peanuts - Charlie Brown e Cª. Gosto de Charlie Brown e da voz da professora primária. Mais detalhes por aqui e a dois.
fazem-se tantas coisas e geralmente fazem-se com muito gosto. Ontem, e ao que parece com algum gosto, fizeram da RTP2 a Dois. Sete palmos de terra para começo de conversa ("sete que pena, chorai-as"). Abram alas par o Noddy e também Peanuts - Charlie Brown e Cª. Gosto de Charlie Brown e da voz da professora primária. Mais detalhes por aqui e a dois.
segunda-feira, janeiro 05, 2004
2004
Bom Ano a todos.
Ouvi hoje na rádio que a forma como passamos os doze primeiro minutos do ano indiciam o que se vai passar nos doze meses do ano que então se inicia.
Isso seria interessante se o primeiro minuto do ano não tivesse sido passado na total ignorância sobre o facto do ano já ter começado. No segundo segundo minuto apoderou-se de mim a desconfiança que algo importante estava a acontecer e que a barulheira na rua e o fogo de artifício no céu não correspondiam à precipitação dos restantes 9999988 portugueses. O terceiro minuto passei-o a percorrer que nem um louco tudo o que era canal de televisão para confirmar segundos, minutos, horas, dia, mês e ano. Os festejos ficaram algures entre o terceiro e o quarto minuto.
Segundo a teoria, o primeiro trimestre do ano vai ser inesquecível. Vivido entre a ignorância, a desconfiança e a loucura de zapping. Vou já comprar pilhas para o comando à distância.
Bom Ano a todos.
Ouvi hoje na rádio que a forma como passamos os doze primeiro minutos do ano indiciam o que se vai passar nos doze meses do ano que então se inicia.
Isso seria interessante se o primeiro minuto do ano não tivesse sido passado na total ignorância sobre o facto do ano já ter começado. No segundo segundo minuto apoderou-se de mim a desconfiança que algo importante estava a acontecer e que a barulheira na rua e o fogo de artifício no céu não correspondiam à precipitação dos restantes 9999988 portugueses. O terceiro minuto passei-o a percorrer que nem um louco tudo o que era canal de televisão para confirmar segundos, minutos, horas, dia, mês e ano. Os festejos ficaram algures entre o terceiro e o quarto minuto.
Segundo a teoria, o primeiro trimestre do ano vai ser inesquecível. Vivido entre a ignorância, a desconfiança e a loucura de zapping. Vou já comprar pilhas para o comando à distância.
quarta-feira, dezembro 31, 2003
2003
Agora que eu começava a ganhar alguma simpatia pelo rapaz, ele resolve sair de cena. Tempo de balanços. Escuso-me que balançar enjoa. Aposto que o próximo é par, e bisexto e cheio de peneiras. Só falta estar convencido que é o ano da retoma, já que os antecessores foram mais do "toma que é para aprenderes" (parece texto de revista popular). Tenho tantos desejos para este, e não vou dizê-los agora. Alguns, à medida que forem acontecendo ou esmurecendo, vou deixando aqui pela Caixa. Bom Ano Novo.
Agora que eu começava a ganhar alguma simpatia pelo rapaz, ele resolve sair de cena. Tempo de balanços. Escuso-me que balançar enjoa. Aposto que o próximo é par, e bisexto e cheio de peneiras. Só falta estar convencido que é o ano da retoma, já que os antecessores foram mais do "toma que é para aprenderes" (parece texto de revista popular). Tenho tantos desejos para este, e não vou dizê-los agora. Alguns, à medida que forem acontecendo ou esmurecendo, vou deixando aqui pela Caixa. Bom Ano Novo.
sexta-feira, dezembro 26, 2003
A PSP
... parte para o iraque já em Janeiro. Começo a desconfiar que preparamos a transferência de Portugal para aquelas bandas. Os Israelitas fizeram algo semelhante e a coisa não parece ser nada fácil. Mais a mais acabei de mudar de casa e não tenciono repetir a graça na próxima década. A como está o metro quadrado numa zona classe média em Bagdad?
... parte para o iraque já em Janeiro. Começo a desconfiar que preparamos a transferência de Portugal para aquelas bandas. Os Israelitas fizeram algo semelhante e a coisa não parece ser nada fácil. Mais a mais acabei de mudar de casa e não tenciono repetir a graça na próxima década. A como está o metro quadrado numa zona classe média em Bagdad?
terça-feira, dezembro 23, 2003
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Protestos estudantis
... na Alemanha, a propósito dos cortes orçamentais para a educação.
Trazidos pela "Semana em Imagens" na página da SIC com o seguinte comentário:
"De recordar que por cá a política educativa também é contestada..."
Não tenho nada a acrescentar sobre o assunto...
Bem, talvez acrescente.
E se a moda pega, e o governo resolver cortar nos gastos da RTP.
A propósito. O preço certo em euros da RTP 1 é apresentado por quem?
Ai meu Deus que horror. Acho que vou apagar este post.
... na Alemanha, a propósito dos cortes orçamentais para a educação.
Trazidos pela "Semana em Imagens" na página da SIC com o seguinte comentário:
"De recordar que por cá a política educativa também é contestada..."
Não tenho nada a acrescentar sobre o assunto...
Bem, talvez acrescente.
E se a moda pega, e o governo resolver cortar nos gastos da RTP.
A propósito. O preço certo em euros da RTP 1 é apresentado por quem?
Ai meu Deus que horror. Acho que vou apagar este post.
domingo, dezembro 21, 2003
O fim do mundo ...
... deve estar mesmo para breve. À saída de um intervalo da operação triunfo, passei pela SIC e deparei-me com o José Cid aos berros no meio de uma pista de circo montado num cavalo branco. Agora não sei se hei-de voltar para a OT, ou em alternativa, ficar na expectativa de ver o Joel Branco a na jaula dos leões a cantar-lhes "O mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão ...." ou o Vitor Espadinha no trapézio "Sim eu sei... que tudo são recordações" ou ainda a Mara Abrantes a rodopiar suspença pela trança "Diga em que dia em que mês voçê nasceu, para ver se o seu signo combina com o meu e o meu coração será seu".
... deve estar mesmo para breve. À saída de um intervalo da operação triunfo, passei pela SIC e deparei-me com o José Cid aos berros no meio de uma pista de circo montado num cavalo branco. Agora não sei se hei-de voltar para a OT, ou em alternativa, ficar na expectativa de ver o Joel Branco a na jaula dos leões a cantar-lhes "O mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão ...." ou o Vitor Espadinha no trapézio "Sim eu sei... que tudo são recordações" ou ainda a Mara Abrantes a rodopiar suspença pela trança "Diga em que dia em que mês voçê nasceu, para ver se o seu signo combina com o meu e o meu coração será seu".
sexta-feira, dezembro 19, 2003
Lisboa
A cidade voltou a velar-se em névoa, disfarçam-se os cansaços. Vizinha de fim de semana e deixa-se confundir nas nuvens e no rio. Por dentro, traçam-se contornos de luz geométricos, paralelos nos carris dos eléctricos e nas janelas feitas molduras. Os reflexos. Garante de formosura ao reflectido. Maluda também nos disse. Diz-lhe espelho meu, que não existe cidade mais bonita. Quando não se lhe vê a imensidão, torna-se mais aldeia. Quase aposto, que ainda há uma vizinha a emprestar um raminho de salsa à mais descuidada. E roupa pendurada junto às ruas.
A cidade voltou a velar-se em névoa, disfarçam-se os cansaços. Vizinha de fim de semana e deixa-se confundir nas nuvens e no rio. Por dentro, traçam-se contornos de luz geométricos, paralelos nos carris dos eléctricos e nas janelas feitas molduras. Os reflexos. Garante de formosura ao reflectido. Maluda também nos disse. Diz-lhe espelho meu, que não existe cidade mais bonita. Quando não se lhe vê a imensidão, torna-se mais aldeia. Quase aposto, que ainda há uma vizinha a emprestar um raminho de salsa à mais descuidada. E roupa pendurada junto às ruas.
terça-feira, dezembro 16, 2003
Medicina do Trabalho
Dez e meia da manhã. Hora marcada para mais uma sessão de medicina do trabalho. Para que o processo seja mais expedito, a empresa resolveu improvisar duas salas de consultório em salas de reuniões. Assim que bato à porta recebo de uma técnica de saúde, uma caixinha com um frasquinho de plástico lá dentro:
“Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?”. A frase pareceu-me estranha. Vamos recolher não significa uma actividade a dois em que ela recolhesse a minha urina, nem duas actividades a um em que cada um de nós ia com o seu frasquinho recolher a própria urina. “Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?” significa “Eu fico aqui sentada à espera e tu vais recolher o teu bocadinho de urina”.
Até aí tudo bem, pareceu-me a hipótese mais sensata. O problema foi que eu tinha antecipado a necessidade da dita recolha, e portanto desde as 7:30 que não dava alívio à bexiga. Devia precisar de uns 37 frasquinhos daqueles para o que ia na bexiga. Como a senhora não me pareceu muito interessada em dar-me 37 frasquinhos, lá fui eu com a minha dúvida existencial. Que tinha que praticar o urinar interrompido, não havia dúvidas, a questão prendia-se do timing da interrupção. Logo ao início para despachar a questão, lá para o meio para aliviar a pressão incial mas tendo que interromper duas vezes, ou tentar acertar só no fim porque é mais fácil mas correndo o risco de já não ter nada para despejar no frasco. No meio é que está a virtude e vai disto. Interrupção aos 5 segundos de jogo. “Ai Jesus que isto é muito pior do que parece”. Lá consegui. Agora muito devagarinho para dentro do frasco. Isso. Nova interrupção. Não fui feito para isto. E já me estou a contorcer todo. Pousar o frasco no autoclismo, acabar o processo muito mais descansado. Puxar o autoclismo e fechar o frasco.
A alavanca do autoclismo estava mal colocada, e acabo por pregar uma estalada no frasco que caiu aberto no chão. Porra e agora? O chão está uma vergonha, a mulher está lá fora à minha espera e eu não tenho nada para lhe entregar. E não estamos a falar de recolha de esperma em que é suficiente uma desculpa do tipo, “Olhe não consegui nada, paciência, fica para a próxima”. Limpo o chão com as tolhas de papel das mãos e ainda pensei expreme-las para o frasco, mas ainda acusava a presença de detergente ou algo semelhante.
Entra um colega do marketing da empresa. Olha que se lixe, não há-de ser nada:
“Desculpa lá, estou aqui numa embrulhada. Não me emprestas um bocado da tua urina?” A reacção foi mais natural do que eu podia pensar, e a cultura de empresa é um conceito muito mais lato do que eu esperava.
O exame à urina acusou um valor elevadíssimo de ácido úrico e parece que o colega do marketing deve evitar o marisco e a cerveja entre outras dezenas de alimentos. Não sei se lhe dê as boas novas.
Dez e meia da manhã. Hora marcada para mais uma sessão de medicina do trabalho. Para que o processo seja mais expedito, a empresa resolveu improvisar duas salas de consultório em salas de reuniões. Assim que bato à porta recebo de uma técnica de saúde, uma caixinha com um frasquinho de plástico lá dentro:
“Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?”. A frase pareceu-me estranha. Vamos recolher não significa uma actividade a dois em que ela recolhesse a minha urina, nem duas actividades a um em que cada um de nós ia com o seu frasquinho recolher a própria urina. “Vamos recolher um bocadinho de urina, sim ?” significa “Eu fico aqui sentada à espera e tu vais recolher o teu bocadinho de urina”.
Até aí tudo bem, pareceu-me a hipótese mais sensata. O problema foi que eu tinha antecipado a necessidade da dita recolha, e portanto desde as 7:30 que não dava alívio à bexiga. Devia precisar de uns 37 frasquinhos daqueles para o que ia na bexiga. Como a senhora não me pareceu muito interessada em dar-me 37 frasquinhos, lá fui eu com a minha dúvida existencial. Que tinha que praticar o urinar interrompido, não havia dúvidas, a questão prendia-se do timing da interrupção. Logo ao início para despachar a questão, lá para o meio para aliviar a pressão incial mas tendo que interromper duas vezes, ou tentar acertar só no fim porque é mais fácil mas correndo o risco de já não ter nada para despejar no frasco. No meio é que está a virtude e vai disto. Interrupção aos 5 segundos de jogo. “Ai Jesus que isto é muito pior do que parece”. Lá consegui. Agora muito devagarinho para dentro do frasco. Isso. Nova interrupção. Não fui feito para isto. E já me estou a contorcer todo. Pousar o frasco no autoclismo, acabar o processo muito mais descansado. Puxar o autoclismo e fechar o frasco.
A alavanca do autoclismo estava mal colocada, e acabo por pregar uma estalada no frasco que caiu aberto no chão. Porra e agora? O chão está uma vergonha, a mulher está lá fora à minha espera e eu não tenho nada para lhe entregar. E não estamos a falar de recolha de esperma em que é suficiente uma desculpa do tipo, “Olhe não consegui nada, paciência, fica para a próxima”. Limpo o chão com as tolhas de papel das mãos e ainda pensei expreme-las para o frasco, mas ainda acusava a presença de detergente ou algo semelhante.
Entra um colega do marketing da empresa. Olha que se lixe, não há-de ser nada:
“Desculpa lá, estou aqui numa embrulhada. Não me emprestas um bocado da tua urina?” A reacção foi mais natural do que eu podia pensar, e a cultura de empresa é um conceito muito mais lato do que eu esperava.
O exame à urina acusou um valor elevadíssimo de ácido úrico e parece que o colega do marketing deve evitar o marisco e a cerveja entre outras dezenas de alimentos. Não sei se lhe dê as boas novas.
TSF
Idas e vindas para o local dos afazeres. Tantas vezes a mesma companhia. Telefonia sem fios. Telefonia sem fim. Tempo sem fim. Na partida e no regresso, a mesma sabedoria, ora em sinais, ora em entrevistas. Os sinais de ontem falaram sobre o Sadam. As barbas que escondiam o gasto ditador, tão longe do simbolismo que as barbas têm. O respeito, a sabedoria, um ancião cheio de saber de vida. Nada disto nas barbas de um ás de espadas fora do baralho. Pensei nos baralhos, que por vezes têm Jokers. A ser verdade, neste baralho, há dois. Bush e Blair.
No regresso a entrevista com Adriana Lisboa. Escritora carioca. Prémio José Saramago. No percurso musical, a flauta transversal atravessou-se no emaranhado das letras e palavras que ela trasnforma com simplicidade.
Idas e vindas para o local dos afazeres. Tantas vezes a mesma companhia. Telefonia sem fios. Telefonia sem fim. Tempo sem fim. Na partida e no regresso, a mesma sabedoria, ora em sinais, ora em entrevistas. Os sinais de ontem falaram sobre o Sadam. As barbas que escondiam o gasto ditador, tão longe do simbolismo que as barbas têm. O respeito, a sabedoria, um ancião cheio de saber de vida. Nada disto nas barbas de um ás de espadas fora do baralho. Pensei nos baralhos, que por vezes têm Jokers. A ser verdade, neste baralho, há dois. Bush e Blair.
No regresso a entrevista com Adriana Lisboa. Escritora carioca. Prémio José Saramago. No percurso musical, a flauta transversal atravessou-se no emaranhado das letras e palavras que ela trasnforma com simplicidade.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Natal
Ouve-se tantas vezes "Natal é quando um homem quiser, como diz o Poeta". Para sabermos do que falamaos aqui está. O Poeta é o José Carlos Ary dos Santos, e o poema é este:
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Ouve-se tantas vezes "Natal é quando um homem quiser, como diz o Poeta". Para sabermos do que falamaos aqui está. O Poeta é o José Carlos Ary dos Santos, e o poema é este:
Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
domingo, dezembro 14, 2003
Por vezes
... tudo pára numa canção. É invulgar dar-se o corpo a desvaneios e a alma ao infinito. A canção toma-nos os sentidos e faz-nos dela como se não soubessemos em que escala vamos parar. Cantá-la e ouvi-la é tudo o mesmo e se eu pudesse tocá-la, era assim mesmo transbordante. E quando se ouve de novo, não é só a cadência, as notas que se refaz em nós. Tudo o que ela fez sentir, nem que duma ténue sensação, vem da pauta à voz, do refrão ao suspiro do ultimo verso. Há algumas assim. Felizmente.
... tudo pára numa canção. É invulgar dar-se o corpo a desvaneios e a alma ao infinito. A canção toma-nos os sentidos e faz-nos dela como se não soubessemos em que escala vamos parar. Cantá-la e ouvi-la é tudo o mesmo e se eu pudesse tocá-la, era assim mesmo transbordante. E quando se ouve de novo, não é só a cadência, as notas que se refaz em nós. Tudo o que ela fez sentir, nem que duma ténue sensação, vem da pauta à voz, do refrão ao suspiro do ultimo verso. Há algumas assim. Felizmente.
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Fora de Horas
Ao princípio nem a via. Lisboa estava envolta em nevoeiro. Deixo-os para trás. Já o sol ia pelo menos um palmo acima da linha do horizonte, ainda a lua se passeava descarada no céu.
Esta miúda anda a fazer uns horários pouco próprios. A que horas é que ela pensa iluminar os amores nos outros lados do mundo?
Ao princípio nem a via. Lisboa estava envolta em nevoeiro. Deixo-os para trás. Já o sol ia pelo menos um palmo acima da linha do horizonte, ainda a lua se passeava descarada no céu.
Esta miúda anda a fazer uns horários pouco próprios. A que horas é que ela pensa iluminar os amores nos outros lados do mundo?
quinta-feira, dezembro 11, 2003
Shot Televisivo
Pasme-se o que aconteceu ontem entre as 11 e a meia noite. Podia ficar uma semana a ver televisão e dificilmente conseguia ver tantas coisas boas e invulgares. Fiquei zonzo, bêbado de emoções, zap zap zap zap.
O Jorge Palma canta sóbrio no primeiro, e envia uma mensagem de Natal (estaria mesmo sóbrio ?). Até penteado o homem estava. Essa miúda é um exagero, prende-se à mente e põe-se a falar ...
Na SIC mulher o Nuno Markl fala sobre a sua vida, e confessa a sua admiração pelo Guia Galáctico do Pendura. Acho que é dos poucos que duvida que o relógio digital foi uma boa invenção.
No GNT, Ana Carolina canta ao som de isqueiros e fala com o Jô Soares. Aquele gordo sabe entrevistar, não tem o péssimo hábito de interromper os convidados, deixa-os fluir. Ana Carolina canta grosso mas bem. Com o Chico Buarque tiram o par ou impar das letras de palavras e frases. Par é ímpar e ímpar também. Par e ímpar é par.
Pasme-se o que aconteceu ontem entre as 11 e a meia noite. Podia ficar uma semana a ver televisão e dificilmente conseguia ver tantas coisas boas e invulgares. Fiquei zonzo, bêbado de emoções, zap zap zap zap.
O Jorge Palma canta sóbrio no primeiro, e envia uma mensagem de Natal (estaria mesmo sóbrio ?). Até penteado o homem estava. Essa miúda é um exagero, prende-se à mente e põe-se a falar ...
Na SIC mulher o Nuno Markl fala sobre a sua vida, e confessa a sua admiração pelo Guia Galáctico do Pendura. Acho que é dos poucos que duvida que o relógio digital foi uma boa invenção.
No GNT, Ana Carolina canta ao som de isqueiros e fala com o Jô Soares. Aquele gordo sabe entrevistar, não tem o péssimo hábito de interromper os convidados, deixa-os fluir. Ana Carolina canta grosso mas bem. Com o Chico Buarque tiram o par ou impar das letras de palavras e frases. Par é ímpar e ímpar também. Par e ímpar é par.
quarta-feira, dezembro 10, 2003
Volta...
não volta, vêm parar aqui à caixa pessoas desorientadas que ao pesquisarem as palavras Bey Blade são direccionadas para este site. Ora uma das coisas mais irritantes nos motores de busca é enviarem-nos para páginas que nada têm a ver com o que procuramos. Um dia, à procura de golfinhos do Sado, fui parar a sites de sadomasoquismo. Ainda há quem não acredite nesta versão.
1. Se alguém vier aqui parar à procura de bey blade siga viagem para BEY BLADE
2. Se veio aqui parar, por pesquisar o termo sadomasoquismo. Fez muito bem. É aqui mesmo. Aguarde só um momento que eu já chamo uma das nossas assistentes dominadoras para o atender.
3. Se veio para aqui propositadamente. Pegue na linha e agulha e ajude-me aqui nas baínhas.
4. Se nenhuma das anteriores, olhe também lhe digo que não é o pior dos sítios para ir parar. Podia ser bem pior. Volte sempre.
não volta, vêm parar aqui à caixa pessoas desorientadas que ao pesquisarem as palavras Bey Blade são direccionadas para este site. Ora uma das coisas mais irritantes nos motores de busca é enviarem-nos para páginas que nada têm a ver com o que procuramos. Um dia, à procura de golfinhos do Sado, fui parar a sites de sadomasoquismo. Ainda há quem não acredite nesta versão.
1. Se alguém vier aqui parar à procura de bey blade siga viagem para BEY BLADE
2. Se veio aqui parar, por pesquisar o termo sadomasoquismo. Fez muito bem. É aqui mesmo. Aguarde só um momento que eu já chamo uma das nossas assistentes dominadoras para o atender.
3. Se veio para aqui propositadamente. Pegue na linha e agulha e ajude-me aqui nas baínhas.
4. Se nenhuma das anteriores, olhe também lhe digo que não é o pior dos sítios para ir parar. Podia ser bem pior. Volte sempre.
terça-feira, dezembro 09, 2003
Estádio
Virámos o relógio para a parede. Pusémos de castigo as horas de ires para a cama. Fomos às caixas dos brinquedos buscar o estádio da Lego.
Ao contrário dos outros estádios do Euro, começámos pelo relvado, depois as balizas e guarda redes, a bancada e por fim os jogadores e a bola. Ficaste com os vermelhos e eu com os verdes. Deve ter sido por isso que não joguei grande espingarda. Perdi 10 a 6 e foste para a cama com um sorriso vitorioso. Ainda tiveste tempo para mais um desarme: "Não fiques triste pai. Jogar é que é bom. Pode ser que ganhes amanhã." . Não sei quem é que lhe ensina estas lamechices.
Virámos o relógio para a parede. Pusémos de castigo as horas de ires para a cama. Fomos às caixas dos brinquedos buscar o estádio da Lego.
Ao contrário dos outros estádios do Euro, começámos pelo relvado, depois as balizas e guarda redes, a bancada e por fim os jogadores e a bola. Ficaste com os vermelhos e eu com os verdes. Deve ter sido por isso que não joguei grande espingarda. Perdi 10 a 6 e foste para a cama com um sorriso vitorioso. Ainda tiveste tempo para mais um desarme: "Não fiques triste pai. Jogar é que é bom. Pode ser que ganhes amanhã." . Não sei quem é que lhe ensina estas lamechices.
Rubén Gonzáles
deixou de tocar por estes lados. Foi para salões maiores onde o tempo para o ouvir é infindável. Ouvi-o já tão tarde, e sobrava ritmo, emoção e magia.
Aos anjos mais modernaços, um conselho. Arranjem uns pianos e dêem um intervalo às arpas. É que o velho que está aí a chegar é um mestre do Jazz Latino e o paraíso com uma outra sonoridade, não sei, a mim parecia-me mais atraente.
deixou de tocar por estes lados. Foi para salões maiores onde o tempo para o ouvir é infindável. Ouvi-o já tão tarde, e sobrava ritmo, emoção e magia.
Aos anjos mais modernaços, um conselho. Arranjem uns pianos e dêem um intervalo às arpas. É que o velho que está aí a chegar é um mestre do Jazz Latino e o paraíso com uma outra sonoridade, não sei, a mim parecia-me mais atraente.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Neste Natal ...
ofereça um blog aos amigos e família. Há-os para todos os gostos e feitios. Se não esgotarem vou oferecer estes:
quarto_crescente.blogspot.com um blog em forma de lua (necessita de 2 pilhas AA não incluídas)
o_meu_ultimo_sonho.blogspot.com (um blog para quem tem dificuldade em lembrar-se dos sonhos, inclui artigos como a queda interminável e a fuga sem qualquer hipótese de vir a ser bem sucedida)
musica_de_encantar.blogspot.com (blog surround 5.1)
perlimpimpim.blogspot.com (blog de magia, o primeiro de 100 passos para se envolver com uma famosa modelo ou participar na festa do próximos estádio do dragão)
nuvem_algodão_doce.blogspot.com (algodão doce para diabéticos em barras de blog)
(versões em português também disponíveis para todos os modelos).
ofereça um blog aos amigos e família. Há-os para todos os gostos e feitios. Se não esgotarem vou oferecer estes:
quarto_crescente.blogspot.com um blog em forma de lua (necessita de 2 pilhas AA não incluídas)
o_meu_ultimo_sonho.blogspot.com (um blog para quem tem dificuldade em lembrar-se dos sonhos, inclui artigos como a queda interminável e a fuga sem qualquer hipótese de vir a ser bem sucedida)
musica_de_encantar.blogspot.com (blog surround 5.1)
perlimpimpim.blogspot.com (blog de magia, o primeiro de 100 passos para se envolver com uma famosa modelo ou participar na festa do próximos estádio do dragão)
nuvem_algodão_doce.blogspot.com (algodão doce para diabéticos em barras de blog)
(versões em português também disponíveis para todos os modelos).
domingo, dezembro 07, 2003
Panquecas
Arranque do dia a frio. A massa das panquecas não ficou consistente e para ajudar à festa o maple syroup não estava em condições, pelo que foi directo para o caixote do lixo. Preciso urgentemente disto
Olhando bem para a imagem, reparo que as panqucas em questão são muito mais altas e fofas que aquelas que eu faço. E não se trata de uma questão meramente estética, é que estas panquecas da figura parecem capazes de absorver uma quantidade imensa de syroup e de manteiga. Aceito sugestões e receitas de panquecas.
Arranque do dia a frio. A massa das panquecas não ficou consistente e para ajudar à festa o maple syroup não estava em condições, pelo que foi directo para o caixote do lixo. Preciso urgentemente disto
Olhando bem para a imagem, reparo que as panqucas em questão são muito mais altas e fofas que aquelas que eu faço. E não se trata de uma questão meramente estética, é que estas panquecas da figura parecem capazes de absorver uma quantidade imensa de syroup e de manteiga. Aceito sugestões e receitas de panquecas.
sábado, dezembro 06, 2003
Frio
...algum e muita chuva a espaços com o sol ineficaz. O dia passa devagar. Faz lembrar um gato gordo a gerir a distância à lareira. Preguiça. Deixei-a entrar logo a seguir à natação dos príncipes e temos estado de braço dado desde então. Talvez tenha vindo passar o fim de semana. Se abusar da minha paciência, ou se o tempo melhorar, dou-lhe um pontapé no rabo.
...algum e muita chuva a espaços com o sol ineficaz. O dia passa devagar. Faz lembrar um gato gordo a gerir a distância à lareira. Preguiça. Deixei-a entrar logo a seguir à natação dos príncipes e temos estado de braço dado desde então. Talvez tenha vindo passar o fim de semana. Se abusar da minha paciência, ou se o tempo melhorar, dou-lhe um pontapé no rabo.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
Quero
todas as notas da escala do olhar. Quero o sabor e o reino, e o tempo de te olhar de perto sem que percebas. Quero andar ás avessas dos compassos ininterruptos, quero o tempo todo do beijo, dos olhos nos olhos, das juras secretas. Quero a espiral de emoções em que bailamos incautos, a ida às luas de um planeta distante e a órbitra no teu corpo. Quero a letra de uma canção para te dar de presente embrulhada em papel de estrelas.
todas as notas da escala do olhar. Quero o sabor e o reino, e o tempo de te olhar de perto sem que percebas. Quero andar ás avessas dos compassos ininterruptos, quero o tempo todo do beijo, dos olhos nos olhos, das juras secretas. Quero a espiral de emoções em que bailamos incautos, a ida às luas de um planeta distante e a órbitra no teu corpo. Quero a letra de uma canção para te dar de presente embrulhada em papel de estrelas.
Termómetros
O Paulo do Blogo Social Português deu-se a conhecer e deparei-me com uma componente que me deixou roído de inveja. Este blog tem termómetros online. Nunca hei-de perceber o meu fascínio por termómetros. Qual será a graça de saber a temperatura de tudo e mais alguma coisa? Não faço ideia, mas que eu acho graçam, e muita, acho. No carro, no forno, no telemóvel, no lado de fora da janela, no lado de dentro da janela, no banho, no frigorífico, à porta dos apartamentos da neve, nas piscinas, na praia, junto à relva, debaixo do braço, na virilha das crianças e agora nos blogues, termómetros. Vivam os termómetros.
O Paulo do Blogo Social Português deu-se a conhecer e deparei-me com uma componente que me deixou roído de inveja. Este blog tem termómetros online. Nunca hei-de perceber o meu fascínio por termómetros. Qual será a graça de saber a temperatura de tudo e mais alguma coisa? Não faço ideia, mas que eu acho graçam, e muita, acho. No carro, no forno, no telemóvel, no lado de fora da janela, no lado de dentro da janela, no banho, no frigorífico, à porta dos apartamentos da neve, nas piscinas, na praia, junto à relva, debaixo do braço, na virilha das crianças e agora nos blogues, termómetros. Vivam os termómetros.
Lideranças - Batotas
Fiz o teste dos líderes históricos que encontrei na Pensativa. Juro que não fiz qualquer batota. Deu isto:
Parece que conheço esta cara aqui das redondezas...
Se, por uma infeliz coincidência, não conseguirem a combinação de respostas que dão o meu resultado, podem ir aqui ver todas os resultados possíveis. Há alguns muito bons.
Fiz o teste dos líderes históricos que encontrei na Pensativa. Juro que não fiz qualquer batota. Deu isto:
Parece que conheço esta cara aqui das redondezas...
Se, por uma infeliz coincidência, não conseguirem a combinação de respostas que dão o meu resultado, podem ir aqui ver todas os resultados possíveis. Há alguns muito bons.
quinta-feira, dezembro 04, 2003
Campismo Selvagem
Ontem na TSF ouvi uma notícia que me deixou, de alguma forma, mais animado. Vão retirar os parques de campismo da Costa da Caparica. Parece-me muito boa ideia, daquelas que só peca por tardia, e acho que para além dos parques deviam tirar muita da construção que por lá se faz. A ideia (não há bela sem senão) é recolocar os campistas (os campistas a sério que me perdoem o abuso) num megaparque no pinhal da Arueira. Há quem não goste da ideia, sobretudo aqueles que por lá têm casa e se preparam para partilhar o espaço com cerca de 17000 (dezassete mil sim) campistas, que além da roulote, transportam o avançado, a cozinha, a parabólica, o tanque da roupa, a cerca do canteiro, o canteiro, o grelhador, a casa de banho, a capoeira e toda a criação.
Estes rapazes parece que têm um espírito do desenrasca bem desenvolvido e poderiam ser preciosos na reconstrução do Iraque, em vez dos GNR que tanta falta nos fazem.
Ontem na TSF ouvi uma notícia que me deixou, de alguma forma, mais animado. Vão retirar os parques de campismo da Costa da Caparica. Parece-me muito boa ideia, daquelas que só peca por tardia, e acho que para além dos parques deviam tirar muita da construção que por lá se faz. A ideia (não há bela sem senão) é recolocar os campistas (os campistas a sério que me perdoem o abuso) num megaparque no pinhal da Arueira. Há quem não goste da ideia, sobretudo aqueles que por lá têm casa e se preparam para partilhar o espaço com cerca de 17000 (dezassete mil sim) campistas, que além da roulote, transportam o avançado, a cozinha, a parabólica, o tanque da roupa, a cerca do canteiro, o canteiro, o grelhador, a casa de banho, a capoeira e toda a criação.
Estes rapazes parece que têm um espírito do desenrasca bem desenvolvido e poderiam ser preciosos na reconstrução do Iraque, em vez dos GNR que tanta falta nos fazem.
quarta-feira, dezembro 03, 2003
O que é que se passa com a TVI ?
Os padrões de qualidade dos programas que passam nesta e noutras estações são efectivamente discutíveis, mas com a saga Big Brother, estamos a assistir a algo perfeitamente inédito: o desperdício de horas semanais de horário dito "nobre" gastos com um programa em coma profundo, moribundo, gasto e, pelo menos nesta série, condenado ao fracasso e à morte. Os directos de Terça Feira parecem autênticos velórios e a Teresa Guilherme transformou-se numa variação de Fernando Rocha mas sem a menor piada ou capacidade de provocar um sorriso que seja.
Há umas semanas atrás, numa das terças feiras, existia uma banca montada a aceitar inscrições para uma semana de férias na casa. A procura desenfriada de qualquer evento capaz de atrair um espectador que seja é triste e deprimente. Os concorrentes que saiem da casa transportam as ilusão da notariedade alcançada na primeira série. Que angústia vê-los a minutos de se aperceberem da tremenda ilusão.
Em situações semelhantes, a SIC denota alguma inteligência adicional, quando coloca as más apostas (entenda-se com pouca audiência) fora da grelha ou a horas de insónias nem que seja para ceder lugar à n-ésima reposição dos malucos do riso.
Que país este, em que a repetição de um episódio dos malucos do riso é o programa mais visto de televisão.
Os padrões de qualidade dos programas que passam nesta e noutras estações são efectivamente discutíveis, mas com a saga Big Brother, estamos a assistir a algo perfeitamente inédito: o desperdício de horas semanais de horário dito "nobre" gastos com um programa em coma profundo, moribundo, gasto e, pelo menos nesta série, condenado ao fracasso e à morte. Os directos de Terça Feira parecem autênticos velórios e a Teresa Guilherme transformou-se numa variação de Fernando Rocha mas sem a menor piada ou capacidade de provocar um sorriso que seja.
Há umas semanas atrás, numa das terças feiras, existia uma banca montada a aceitar inscrições para uma semana de férias na casa. A procura desenfriada de qualquer evento capaz de atrair um espectador que seja é triste e deprimente. Os concorrentes que saiem da casa transportam as ilusão da notariedade alcançada na primeira série. Que angústia vê-los a minutos de se aperceberem da tremenda ilusão.
Em situações semelhantes, a SIC denota alguma inteligência adicional, quando coloca as más apostas (entenda-se com pouca audiência) fora da grelha ou a horas de insónias nem que seja para ceder lugar à n-ésima reposição dos malucos do riso.
Que país este, em que a repetição de um episódio dos malucos do riso é o programa mais visto de televisão.
Vizinhos:
Hoje nas vizinhanças aparecem:
O Mundo Visto do Sofá
Olhos nos olhos
Este não está por perto, mas tem um irresistível ar de Danoninho.
Hoje nas vizinhanças aparecem:
O Mundo Visto do Sofá
Olhos nos olhos
Este não está por perto, mas tem um irresistível ar de Danoninho.
Que filme romântico representa a minha vida amorosa ?
Deu Casablanca

"You must remember this, a kiss is still a
kiss". Your romance is Casablanca. A
classic story of love in trying times, chock
full of both cynicism and hope. You obviously
believe in true love, but you're also
constantly aware of practicality and societal
expectations. That's not always fun, but at
least it's realistic. Try not to let the Nazis
get you down too much.
What Romance Movie Best Represents Your Love Life?
brought to you by Quizilla
"Play it again ... "
Deu Casablanca

"You must remember this, a kiss is still a
kiss". Your romance is Casablanca. A
classic story of love in trying times, chock
full of both cynicism and hope. You obviously
believe in true love, but you're also
constantly aware of practicality and societal
expectations. That's not always fun, but at
least it's realistic. Try not to let the Nazis
get you down too much.
What Romance Movie Best Represents Your Love Life?
brought to you by Quizilla
"Play it again ... "
terça-feira, dezembro 02, 2003
Dois para a frente, três para trás
A propósito da máquina do tempo de alguns artigos atrás, fui consultar o Vol II do guia galáctico do pendura para ver o que ele tem para nos dizer sobre o assunto:
"Um dos maiores problemas das viagens através do tempo não é o de nos podermos acidentalmente tornar-nos o nosso próprio pai ou mãe. O facto de isso acontecer não constitui dificuldade para qualquer família sem preconceitos e bem integrada. (...) O problema base é, muito simplesmente, de gramática, e a obra a consultar sobre este assunto chama-se Guia Prático das Mil e Umas Formas Verbais para o Viajante no Tempo, do Dr. Dan Guiador. O livro ensina-lhe, por exemplo, a descrever qualquer coisa que ia acontecer-lhe no passado, e que você evitou dando um salto de dois dias no futuro. "
"O Restaurante no Fim do Universo" de Douglas Adams
Isto dá que pensar, sobretudo por ter sido escrito astes do George Bush ser presidente dos EUA, não tendo sido, no entanto, o candidato mais votado. Segundo o que o livro indica Bush provavelmente não é o Presidente dos EUA. O tempo correcto do verbo ser a usar neste caso, é o futuro semicondicional modificado subinvertido do conjuntivo passado : Bush sereá sido o presidente dos EUA.
Digo eu, como nota do editor, que o melhor a fazer é não dizer nada ao senhor e deixá-lo convencido que é o tal de presidente eleito democraticamente. Parece que o pobre homem reage mal às pequenas contrariedades.
A propósito da máquina do tempo de alguns artigos atrás, fui consultar o Vol II do guia galáctico do pendura para ver o que ele tem para nos dizer sobre o assunto:
"Um dos maiores problemas das viagens através do tempo não é o de nos podermos acidentalmente tornar-nos o nosso próprio pai ou mãe. O facto de isso acontecer não constitui dificuldade para qualquer família sem preconceitos e bem integrada. (...) O problema base é, muito simplesmente, de gramática, e a obra a consultar sobre este assunto chama-se Guia Prático das Mil e Umas Formas Verbais para o Viajante no Tempo, do Dr. Dan Guiador. O livro ensina-lhe, por exemplo, a descrever qualquer coisa que ia acontecer-lhe no passado, e que você evitou dando um salto de dois dias no futuro. "
"O Restaurante no Fim do Universo" de Douglas Adams
Isto dá que pensar, sobretudo por ter sido escrito astes do George Bush ser presidente dos EUA, não tendo sido, no entanto, o candidato mais votado. Segundo o que o livro indica Bush provavelmente não é o Presidente dos EUA. O tempo correcto do verbo ser a usar neste caso, é o futuro semicondicional modificado subinvertido do conjuntivo passado : Bush sereá sido o presidente dos EUA.
Digo eu, como nota do editor, que o melhor a fazer é não dizer nada ao senhor e deixá-lo convencido que é o tal de presidente eleito democraticamente. Parece que o pobre homem reage mal às pequenas contrariedades.
Frio
caramba. O que hoje andou de frio por essas ruas, por essas vidas. Encolhem e escondem-se os rostos atrás de agasalhos. Passos sempre mais curtos apressados até ao conforto mais próximo. Chegar a casa é melhor do que o costume. Apetece-me um cigarro para aquecer e esquecer o frio de todo o dia. E o sono que não me largou? Acho mesmo que me vou enroscar e deixar-me levar até amanhã. Tomara que aqueça.
caramba. O que hoje andou de frio por essas ruas, por essas vidas. Encolhem e escondem-se os rostos atrás de agasalhos. Passos sempre mais curtos apressados até ao conforto mais próximo. Chegar a casa é melhor do que o costume. Apetece-me um cigarro para aquecer e esquecer o frio de todo o dia. E o sono que não me largou? Acho mesmo que me vou enroscar e deixar-me levar até amanhã. Tomara que aqueça.
segunda-feira, dezembro 01, 2003
Dia Mundial da Luta contra a SIDA
Ainda deixamos pessoas morrer sós. Ainda deixamos países morrerem aos poucos. Ainda achamos que só acontece aos outros.
Linka think.
Ainda deixamos pessoas morrer sós. Ainda deixamos países morrerem aos poucos. Ainda achamos que só acontece aos outros.
Linka think.
2004
Recebi a primeira agenda do ano que aí vem. Dezembro é o mês delas. Dezembro é o mês de tantas coisas, tudo em poucas dezenas de dias. As agendas portam-se como as máquina do tempo, dentro dos seus limites coitadas. Andamos umas páginas para a frente e outras tantas para trás, antevemos o que vai acontecer, revisitamos as que passaram. Nesta agenda não quero marcar reuniões, ou gastos, ou telefones, ou planos, ou projectos, ou listas de tarefas. Quero marcar os filmes que quero ver, as pessoas com quem quero estar, os abraços que quero dar, quero ter um capítulo de música, outro de sonhos, outro dos sorrisos das pessoas. Este ano só quero marcar compromissos com a vontade de sermos felizes.
Recebi a primeira agenda do ano que aí vem. Dezembro é o mês delas. Dezembro é o mês de tantas coisas, tudo em poucas dezenas de dias. As agendas portam-se como as máquina do tempo, dentro dos seus limites coitadas. Andamos umas páginas para a frente e outras tantas para trás, antevemos o que vai acontecer, revisitamos as que passaram. Nesta agenda não quero marcar reuniões, ou gastos, ou telefones, ou planos, ou projectos, ou listas de tarefas. Quero marcar os filmes que quero ver, as pessoas com quem quero estar, os abraços que quero dar, quero ter um capítulo de música, outro de sonhos, outro dos sorrisos das pessoas. Este ano só quero marcar compromissos com a vontade de sermos felizes.
domingo, novembro 30, 2003
sexta-feira, novembro 28, 2003
Curtíssimas
- PS ultrapassa PSD em queda livre - Lá em cima está o tiroliroliro, cá em baixo o tiroliroló.
- Abriu uma Grande Superfície por estas bandas - por mim faço lá todas as compras de Natal
- Recebi um Comment da Rita. Anunciaram-me que um dia ia ter direito a umas letrinhas da pensativa. Chegaram em elogio e souberam muito bem. Um destes dias retríbuo.
- Tenho um telemóvel novo com máquina fotográfica. Acho que vou, de vez em quando, ilustrar a Caixa de Costura.
- PS ultrapassa PSD em queda livre - Lá em cima está o tiroliroliro, cá em baixo o tiroliroló.
- Abriu uma Grande Superfície por estas bandas - por mim faço lá todas as compras de Natal
- Recebi um Comment da Rita. Anunciaram-me que um dia ia ter direito a umas letrinhas da pensativa. Chegaram em elogio e souberam muito bem. Um destes dias retríbuo.
- Tenho um telemóvel novo com máquina fotográfica. Acho que vou, de vez em quando, ilustrar a Caixa de Costura.
quinta-feira, novembro 27, 2003
Sofá
Sentou-se no sofá e deixou-se abraçar lentamente por ele até tornar imperceptível onde o corpo começa e o sofá acaba. As mãos embrulhavam a caneca de chá, calor de corpo e alma. Abriu o livro e entrou devagar, pé ante pé numa história de gente feliz. A música, sempre a música, compassava-lhe as frases lidas. O sorrir ténue alternado com maré cheia no olhar. Semáforos acesos sobre o que o livro conta, encruzilhadas de emoções, trânsito proibido ao real, sentido único para o sonho. Aproximei-me a medo para não a expulsar para o dia a dia. Sentei-me tão perto. Tomei-lhe o abraço e o corpo, deu-me uma boleia até à imaginação. No regresso apanhamos o primeiro beijo que por aqui passar.
Sentou-se no sofá e deixou-se abraçar lentamente por ele até tornar imperceptível onde o corpo começa e o sofá acaba. As mãos embrulhavam a caneca de chá, calor de corpo e alma. Abriu o livro e entrou devagar, pé ante pé numa história de gente feliz. A música, sempre a música, compassava-lhe as frases lidas. O sorrir ténue alternado com maré cheia no olhar. Semáforos acesos sobre o que o livro conta, encruzilhadas de emoções, trânsito proibido ao real, sentido único para o sonho. Aproximei-me a medo para não a expulsar para o dia a dia. Sentei-me tão perto. Tomei-lhe o abraço e o corpo, deu-me uma boleia até à imaginação. No regresso apanhamos o primeiro beijo que por aqui passar.
quarta-feira, novembro 26, 2003
Valência
Cidade eleita para a Taça da América. Confesso que até há uns tempos atrás nunca tinha ouvido falar deste evento. Ao que parece, além de marinheiros e veleiros, carrega consigo desenvolvimento, promoção, investimentos e postos de trabalho.
Faço votos que, apesar dos marinheiros e veleiros largarem amarras lá pelas Espanhas, a fértil imaginação dos nossos timoneiros, mantenha içadas as velas do desenvolvimento, investimentos e postos de trabalho. "Navegar é preciso" por estes lados, mesmo sem Taça América.
Nota: Existem outros instrumentos de navegação para lá da bussola do défice.
Cidade eleita para a Taça da América. Confesso que até há uns tempos atrás nunca tinha ouvido falar deste evento. Ao que parece, além de marinheiros e veleiros, carrega consigo desenvolvimento, promoção, investimentos e postos de trabalho.
Faço votos que, apesar dos marinheiros e veleiros largarem amarras lá pelas Espanhas, a fértil imaginação dos nossos timoneiros, mantenha içadas as velas do desenvolvimento, investimentos e postos de trabalho. "Navegar é preciso" por estes lados, mesmo sem Taça América.
Nota: Existem outros instrumentos de navegação para lá da bussola do défice.
terça-feira, novembro 25, 2003
Os mosqueteiros
deram por cumprida a sua missão. A árvore de Natal já está no local de eleição. Para agradecer a dica ao 100nada aqui ficam três poses da mesma árvore, criada por um dos mosqueteiros:


deram por cumprida a sua missão. A árvore de Natal já está no local de eleição. Para agradecer a dica ao 100nada aqui ficam três poses da mesma árvore, criada por um dos mosqueteiros:


Zap
Série interminável de publicidade. Oportunidade para percorrer uma escala de canais de televisão. No meio de tanto entulho, por vezes consegue-se um pouco de televisão. Numa série, num filme, numa conversa. No parapeito de um estúdio qualquer, conversas com adolescentes para quem ser mãe já não é a brincar. Um empurrão na meninice atira-as, quase perdidas, para a vida adulta. Falta-lhes compreensão, a doçura da gravidez vivida a dois, a emoção dos avós. Ao invés fazem quase sós o percurso lindo, feito dor. Há quem as ajude a estabelecer alguns dos equilíbrios, quem lhes dê as mãos e lhes devolva sorrisos ainda traquinas. Aprendem o amor o orgulho das mães, acreditam na felicidade e que da próxima vez vão ter direito a tudo o que as futuras mães têm direito. Festas e beijos na barriga, amor e um enorme sorriso.
“Espalhem a notícia do mistério, da delícia desse ventre ...”
Série interminável de publicidade. Oportunidade para percorrer uma escala de canais de televisão. No meio de tanto entulho, por vezes consegue-se um pouco de televisão. Numa série, num filme, numa conversa. No parapeito de um estúdio qualquer, conversas com adolescentes para quem ser mãe já não é a brincar. Um empurrão na meninice atira-as, quase perdidas, para a vida adulta. Falta-lhes compreensão, a doçura da gravidez vivida a dois, a emoção dos avós. Ao invés fazem quase sós o percurso lindo, feito dor. Há quem as ajude a estabelecer alguns dos equilíbrios, quem lhes dê as mãos e lhes devolva sorrisos ainda traquinas. Aprendem o amor o orgulho das mães, acreditam na felicidade e que da próxima vez vão ter direito a tudo o que as futuras mães têm direito. Festas e beijos na barriga, amor e um enorme sorriso.
“Espalhem a notícia do mistério, da delícia desse ventre ...”
segunda-feira, novembro 24, 2003
A um mês ...
... da véspera de Natal, deve estar na altura de mandar acender as luzes que a mãe espalhou pela cidade. O João, o Manel e eu somos os três mosqueteiros da raínha lá de casa. Por esta altura, costuma espalha magia por toda a cidade e sobra sempre uma mão cheia de encantos para uso doméstico.
Mosqueteiros. Esta é a hora da guarda real escalar a inacessível torre, que encerra a magia da quadra que se aproxima. Temos que voar em silêncio para não acordar o temível dragão Tectus Falsus Prestes a Desabarium. Só assim alcançaremos a poderosa fonte de energia Arvorium Natalias de Plasticum, essencial para os encantamentos da rainha.
Este post nada tem a ver com o recado deixado aqui ao acaso.
... da véspera de Natal, deve estar na altura de mandar acender as luzes que a mãe espalhou pela cidade. O João, o Manel e eu somos os três mosqueteiros da raínha lá de casa. Por esta altura, costuma espalha magia por toda a cidade e sobra sempre uma mão cheia de encantos para uso doméstico.
Mosqueteiros. Esta é a hora da guarda real escalar a inacessível torre, que encerra a magia da quadra que se aproxima. Temos que voar em silêncio para não acordar o temível dragão Tectus Falsus Prestes a Desabarium. Só assim alcançaremos a poderosa fonte de energia Arvorium Natalias de Plasticum, essencial para os encantamentos da rainha.
Este post nada tem a ver com o recado deixado aqui ao acaso.
domingo, novembro 23, 2003
Operação Triunfo
Na televisão, o Gonçalo vive o (meu) sonho antigo. Canta ao vivo com o Luis e com os seus músicos. No meu sonho os músicos, quase todos, eram diferentes e o Represas era um dos sete magníficos. Com o Manuel, o Artur, o José, o João, o Fernando e o José foram terra firme na linha do meu horizonte.
Na televisão, o Gonçalo vive o (meu) sonho antigo. Canta ao vivo com o Luis e com os seus músicos. No meu sonho os músicos, quase todos, eram diferentes e o Represas era um dos sete magníficos. Com o Manuel, o Artur, o José, o João, o Fernando e o José foram terra firme na linha do meu horizonte.
Estatísticas
Por cada vinte residentes em Portugal um é estrangeiro. Vêm, regra geral, à procura de melhores condições de vida e de emprego. A estória de tantos continua a ser feita de sonhos desfeitos e de vidas aos pedaços por colar. As angústias e tragédias vividas dia a dia por muitos deles dificilmente aparecem nas estatísticas.
Por cada vinte residentes em Portugal um é estrangeiro. Vêm, regra geral, à procura de melhores condições de vida e de emprego. A estória de tantos continua a ser feita de sonhos desfeitos e de vidas aos pedaços por colar. As angústias e tragédias vividas dia a dia por muitos deles dificilmente aparecem nas estatísticas.
sexta-feira, novembro 21, 2003
quinta-feira, novembro 20, 2003
511
As mudanças para a nova casa já foram há algum tempo. Para lá de um mês. Na secretária apareceu-me um livro chamado "Pequeno Livro de Instruções para a Vida - 511 sugestões, observações e advertências para viver uma vida feliz e compensadora". O que é que faz um livro destes por aqui ? Deve ser o resultado de um daqueles jantares de Natal em que se trocam prendas de valor pré-estabelecido entre amigos secretos. Folheio-o e não me parece que as 511 sugestões sejam suficientes para o objectivo a que se propõe:
Sugestão nº 112 Nunca discutas com agentes da polícia e trata-os por "Sr. Agente" - Com certeza "Sr. Livro"
Sugestão nº 226 Quando alguém te abraçar nunca sejas o primeiro a afastar-te. - Espero que não haja muita gente com este livro na cabeça ou um abraço corre o risco de tender para o infinito.
Sugestão nº 387 Usa sempre gravatas, sapatos e cintos que sejam caros, mas compra-os nos saldos. - Começo a desconfiar de algumas pessoas capazes de oferecer este livro.
Sugestão nº 418 Canta para os teus filhos. - Esta agora?!!! Já têm dias tão difíceis.
Sugestão nº 501 Quando negociares o teu salário, pensa no montante que desejas e pede 10% mais. - Se os sindicatos adoptam esta pérola de sabedoria vamos ter um inverno animado.
Mas afinal como é que isto veio parar cá a casa?
As mudanças para a nova casa já foram há algum tempo. Para lá de um mês. Na secretária apareceu-me um livro chamado "Pequeno Livro de Instruções para a Vida - 511 sugestões, observações e advertências para viver uma vida feliz e compensadora". O que é que faz um livro destes por aqui ? Deve ser o resultado de um daqueles jantares de Natal em que se trocam prendas de valor pré-estabelecido entre amigos secretos. Folheio-o e não me parece que as 511 sugestões sejam suficientes para o objectivo a que se propõe:
Sugestão nº 112 Nunca discutas com agentes da polícia e trata-os por "Sr. Agente" - Com certeza "Sr. Livro"
Sugestão nº 226 Quando alguém te abraçar nunca sejas o primeiro a afastar-te. - Espero que não haja muita gente com este livro na cabeça ou um abraço corre o risco de tender para o infinito.
Sugestão nº 387 Usa sempre gravatas, sapatos e cintos que sejam caros, mas compra-os nos saldos. - Começo a desconfiar de algumas pessoas capazes de oferecer este livro.
Sugestão nº 418 Canta para os teus filhos. - Esta agora?!!! Já têm dias tão difíceis.
Sugestão nº 501 Quando negociares o teu salário, pensa no montante que desejas e pede 10% mais. - Se os sindicatos adoptam esta pérola de sabedoria vamos ter um inverno animado.
Mas afinal como é que isto veio parar cá a casa?
Cinema Just For The Jazz
Perdemos, descaradamente de propósito, o concerto de Jazz e fizemos o óbvio percurso para a sala de cinema. Um filme só pelo puro prazer do entretenimento, lamechas para nos espevitar os superficiais risos e nós na garganta. Sabe tão bem ir ao cinema Just for the Jazz.
O amor acontece inevitavelmente entre homens e mulheres apaixonados, entre irmãos, entre amigos, entre estranhos, entre linhas, entre nós. A ideia é tranquilizadora. O amor predomina sobre o ódio e para isso basta consultar as chegadas de um qualquer aeroporto, ou os registos das chamadas feitas a partir dos aviões do ataque ao World Trade Center.
Preocupante a imagem que passa dos portugueses e de Portugal. Décadas de esforço de todos nós, para alterar o preconceito Fátima, Futebol e Fado, destruídos em 10 minutos de filme. Não adianta ter a Teresa Patrício Gouveia nos negócios estrangeiros, pelo que vi no filme a mulher portuguesa de meia idade será sempre, se não igual, muito parecida à camarada Odete Santos se rechonchuda ou à Manuela Ferreira Leite se subnutrida. Segundo o filme, os homens em Portugal beijam na boca. Que susto ! Resta-me um consolo. A Maria João casou com um inglês neste último verão. Se o casamento fosse depois da estreia deste filme, o estupor do bife que à saída, me prespegou um beijo na cara, ia de certezinha beijar-me na boca. Argggghhhhhh.
Perdemos, descaradamente de propósito, o concerto de Jazz e fizemos o óbvio percurso para a sala de cinema. Um filme só pelo puro prazer do entretenimento, lamechas para nos espevitar os superficiais risos e nós na garganta. Sabe tão bem ir ao cinema Just for the Jazz.
O amor acontece inevitavelmente entre homens e mulheres apaixonados, entre irmãos, entre amigos, entre estranhos, entre linhas, entre nós. A ideia é tranquilizadora. O amor predomina sobre o ódio e para isso basta consultar as chegadas de um qualquer aeroporto, ou os registos das chamadas feitas a partir dos aviões do ataque ao World Trade Center.
Preocupante a imagem que passa dos portugueses e de Portugal. Décadas de esforço de todos nós, para alterar o preconceito Fátima, Futebol e Fado, destruídos em 10 minutos de filme. Não adianta ter a Teresa Patrício Gouveia nos negócios estrangeiros, pelo que vi no filme a mulher portuguesa de meia idade será sempre, se não igual, muito parecida à camarada Odete Santos se rechonchuda ou à Manuela Ferreira Leite se subnutrida. Segundo o filme, os homens em Portugal beijam na boca. Que susto ! Resta-me um consolo. A Maria João casou com um inglês neste último verão. Se o casamento fosse depois da estreia deste filme, o estupor do bife que à saída, me prespegou um beijo na cara, ia de certezinha beijar-me na boca. Argggghhhhhh.
quarta-feira, novembro 19, 2003
Insónia
Hoje de madrugada o meu filho chamou-me. Quando começou a falar, tentei ensinar-lhe que a mãe se chamava mãe e o pai se chamava Ana. Assim quando precisasse de alguém durante a noite, nunca me calharia a mim.
- PAAAAAAIIIIIIII
Deve-se ter esquecido dos ensinamentos. O pesadelo de hoje envolvia picadas de abelhas e a vontade envolvia dormir entre o pai e a mãe. Lá o pousei mais ou menos a meio da cama. Estava lá o mais novo que deve ter chamado pela mãe, sem que eu desse por isso. Refilou claro está. Refilaram os dois na disputa do espeço e passados uns minutos dormiam como anjos. Eu não consegui adormecer.
Fui até à cozinha beber um leite e fumar um cigarro. As tartarugas devem andar com um problema de intestinos.
Deitei-me na cama de um deles, e no silêncio da casa descobri que um dos vizinhos tem um relógio que dá as horas e as meias horas. Demorei tanto a adormecer. Ainda hei-de sentir falta do tempo que perdi.
Hoje de madrugada o meu filho chamou-me. Quando começou a falar, tentei ensinar-lhe que a mãe se chamava mãe e o pai se chamava Ana. Assim quando precisasse de alguém durante a noite, nunca me calharia a mim.
- PAAAAAAIIIIIIII
Deve-se ter esquecido dos ensinamentos. O pesadelo de hoje envolvia picadas de abelhas e a vontade envolvia dormir entre o pai e a mãe. Lá o pousei mais ou menos a meio da cama. Estava lá o mais novo que deve ter chamado pela mãe, sem que eu desse por isso. Refilou claro está. Refilaram os dois na disputa do espeço e passados uns minutos dormiam como anjos. Eu não consegui adormecer.
Fui até à cozinha beber um leite e fumar um cigarro. As tartarugas devem andar com um problema de intestinos.
Deitei-me na cama de um deles, e no silêncio da casa descobri que um dos vizinhos tem um relógio que dá as horas e as meias horas. Demorei tanto a adormecer. Ainda hei-de sentir falta do tempo que perdi.
Errata
Não foi a ver a página do público que me deparei com as imagens que publiquei no post de ontem. Foi a ver a página da TSF. O seu a seu dono. O lapso foi meu, o reparo pertinente foi da Marina a quem agradeço.
Vou editar e corrigir o próprio post.
Não foi a ver a página do público que me deparei com as imagens que publiquei no post de ontem. Foi a ver a página da TSF. O seu a seu dono. O lapso foi meu, o reparo pertinente foi da Marina a quem agradeço.
Vou editar e corrigir o próprio post.
terça-feira, novembro 18, 2003
As coisas que me passam pela cabeça
Ao ver a página da TSF , apercebi-me que este homem, que respeito e que admiro pela defesa das suas convicções e inteligência
esteve, pelo menos, 15 anos sem conhecer este rato, por quem nutro alguma simpatia
.
Ao ver a página da TSF , apercebi-me que este homem, que respeito e que admiro pela defesa das suas convicções e inteligência
esteve, pelo menos, 15 anos sem conhecer este rato, por quem nutro alguma simpatia
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