quarta-feira, janeiro 14, 2004

Este tasco
... tem de tudo. O dono metido a filósofo, empregadas ao despique, tis Manéis e Alentejanos. Tudo assim para o esverdeado (devem ter a concessão no Alvalade XXI). O linguajar é violento em forma e conteúdo. A ementa também não é pêra doce. É mais pastéis de bacalhau, pipis, pica-paus (valha-me Nossa Senhora), tremoços, orelha de porco, saladinha de polvo, vinagrete disto e daquilo, pregos e bifanas e (que Deus me perdoe) túbaros e punhetas de bacalhau.
Mau ambiente, mas para pesticar, parece não haver coisa melhor.
Gastronomia II
O problema de hoje continua a ser de solução desconhecida, ao jeito de enigma. Trata-se da confecção de chamuças. Não do recheio propriamente dito, do qual consigo aproximar-me se a vizinhança for generosa. Mas da massa. É que por muito que tente, não lhe consigo chegar perto. As minhas tentativas duraram seis meses e adiei o projecto.
Vencido pelo cansaço e pelo enjôo de comer uns triângulos manufacturados por mim, com uma massa que ora parecia tenra, ora parecia de rissol, ora parecia de pedreiro. Cheguei a dizer a um vendedor de flores que só as comprava se além das rosas, me vendesse um pacote que incluisse a receita da massa dos triângulos.
Retomo o assunto na forma de apelo. Dois impulsos para a retoma.
1. Hoje almocei com uma pessoa que veio da India. Toda a gente perguntava sobre o povo, os costumes, a arquitectura. Eu perguntava-lhe sobre o processo de fabrico da massa das chamuças.
2. No país dos matraquilhos, a Ana relatou o intercâmbio gastronómico promovido pelos pais, em tempos de viagem até à Índia. Pensei escrever-lhe a meter uma cunha mas não há como o fazer (referência ao movimento na net para que a Ana implemente a reciprocidade).
Haja neste mundo quem me ajude a descobrir o segredo do triângulo mais misterioso do mundo (logo seguido pelo das Bermudas).
Porto
Rivoli. Hoje e amanhã. 21 e trinta.
Vera Mantero extende o corpo à voz para caetanear. Se o fizer como baila, parece imperdível. Gentes do Norte, esqueçam o Deco. Vera Mantero é que é, pelo menos hoje e amanhã.

terça-feira, janeiro 13, 2004

PCP
Pode ser preconceito, mas achei curioso o PCP ter uma loja on-line.
Neste site propõe-se a aquisição de artigos com o mural da sede do Partido Comunista Português, pins, t-shirt's e várias edições discográficas que incluem versões da Internacional, do Avante Camarada e da Carvalhesa.

A oferta não parece muito diversificada, mas com um pouco de imaginação, acho que os camaradas poderiam torná-la bem mais interessante.
Não resisto a sugerir que pequenas réplicas da Odete Santos teriam, com certeza, muita saída.
Uma questão que me parece pertinente é a seguinte:
"Quiosque ? Mas porque raio se chama quiosque à loja on-line?" Quiosques há muitos por aí, replectos de jornais fascizóides. Banca on-line fica muito parecido com on-line banking. Vejamos .... Comité de vendas on-line. Isto sim parece-me um nome jeitoso.
Panados

1. Arrancam-se os pés aos cogumelos frescos e grandes.
2. Picam-se os pés dos cogumelos e refogam-se com cebola picada, bacon picado (cubos minusculos), sal e uma gota de molho picante. Deve-se obter um refogado consistente.
3. Recheiam-se os cogumelos (o pé, quando tirado deixa espaço para o recheio) com o refogado.
4. Passam-se por ovo batido e pão ralado e fritam-se em óleo.

Aldrabados - em caso falta de ovo, falta de pão ralado ou falta de pachorra para panar cogumelos.

Substituir o passo 4 por
4. Colocam-se num tabuleiro com o recheio voltado para cima e tapa-se o recheio com umas farripas ou um quadradinho de queijo. Levar ao forno (180 º) durante 20 minutos.

Já estou a aguar ...
TSF
O ticker da TSF informa:
AVEIRO - Tribunal prossegue julgamento sobre aborto ............................... ESTUDO - Lares de idosos sem condições .......................................................... FINANÇAS - David Justino esqueceu-se de declarar rendimentos ..................................................
Alguém me sabe dizer onde fica a fronteira do país civilizado a que pertencemos ?

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Caro Sr Bush:
Apesar da perspicácia que todos lhe reconhecemos, sinto ser meu dever comunicar-lhe que Sadam Hussain continua em liberdade, escondido numa pequena ilha atlântica. Junto, publico foto para que os seus homens possam, uma vez mais com sucesso, devolver ao mundo a paz tão desejada.
Obrigadinho George (posso tratá-lo assim ?). Um grande abraço.
No cantinho do Sofá
já existe uma Madalena. No cantinho do nosso coração já está um espaço reservado para ela. No canto de um sorriso já existe o sal de um canto de olho de mãe, sinal de encantamento. Parabéns.
Atrasados ...
... como quase sempre. Parabéns ao repórter mais famoso de planeta. Cúmplice em tantas aventuras. Levou-me à lua, a Àfrica e ao Tibete. Perfez, no passado sábado, a bonita marca dos 75 anos. Bem conservadinho o rapaz.

domingo, janeiro 11, 2004

Beatriz
quando me questiono sobre as mais bonitas canções que conheço, salta-me invariavelmente do baú das canções amadas, daquelas que se redescobre sempre que se escuta, a "Beatriz"de Chico Buarque e Edu Lobo. A Sofia da Operação Triunfo cantou-a, e é tão difícil cantar bem esta canção. Deixo por aqui a letra:

Olha,
Será que ela é moça,
Será que ela é triste,
Será que é o contrário,
Será que é pintura o rosto da actriz?
Se ela dança no sétimo céu,
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?

Olha,
Será que é de louça,
Será que é de éter,
Será que é loucura,
Será que é cenário A casa da actriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz,
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida?

Sim,
Me leva para sempre Beatriz,
Me ensina a não andar com os pés no chão,
Para sempre é sempre por um triz.
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão,
Diz se é perigoso a gente ser feliz,

Olha,
Será que é uma estrela,
Será que é mentira,
Será que é comédia,
Será que é divina A vida da actriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis,
E se um arcanjo passar o chapéu,
E se eu pudesse entrar na sua vida...
A Madalena...
estás prestes a chegar ao mundo. A Titas do Canto do Sofá vai completar o trio tão desejado. O pai prometeu-lhe que no ano que nascesse, o Benfica ia ser campeão, e a menos que atrasem o parto umas dezenas (ou centenas de semanas) não me parece que vá conseguir cumprir a promessa. Não te preocupes homem, afinal o ano do centenário vai no décimo segundo dia e a nossa sala de troféus já conta com uma derrota, um empate e uma crise directiva. Isto é animador porque a maior parte das pessoas que completam 100 primaveras não consegue distinguir uma bola de futebol de uma arrastadeira.
Voltando à Madalena, tudo indica que vem via cesariana, tal qual os meus dois príncipes. Felizmente a direcção do hospital não autoriza que os pais assistam ao momento, por necessitar de prestar mais cuidados de enfermagem aos pais do que às mães das criancinhas e às próprias criancinhas. Portanto rapaz, ficas descansado na sala de espera à espera que os especialistas tratem do assunto.
Eu confesso que assisti às respectivas cesarianas e que também tenho um empate e uma derrota nesse capítulo. Vou deixar os detalhes para um post posterior.
Que corra tudo bem Titas e Madalena, que a malta está toda aqui à tua espera, ansiosa para te conhecer. Os rapazes já estão com as hormonas aos saltos pela chegada da primeira menina das redondezas.
Ainda estou ...
meio bêbado daquela mulher.
"Vocês adoram quando a cantora se esgatafanha a cantar, né?"
"É sim Maria Rita"
Voçê é abençoada

sexta-feira, janeiro 09, 2004

A Titas ...
está quase a dar de si e anda descaradamente a comentar os meus posts.
Ora já se sabe que já está na altura da Panças estar com contrações de 2 em 2 minutos e com, pelo menos, uma mão cheia de dedos de dilatação aos berros pela mãe, pelo pai, pelo marido e por um político conhecido da nossa praça (é preciso explicar que só a vi chamar aos berros por 2 homens. O marido por estar desatento aos filhos. E o político por solidariedade.)
Em vez de estar a fazer estas figuras para expelir a menina princesa, anda por aqui alegremente a comentar os meus posts. Est'agora !!!
Para a frente Panças, que a coisa faz-se.



A prenda mais desejada.
Tarde, muito mais tarde que a maioria. Pressão, resistências e dúvidas. A cidade que nunca dorme. A enorme maçã. Serena no olho do furacão. Tudo tão depressa. O local mais tranquilo é bem ao centro da confusão. Genética, fascinação e os tesouros. Entrega total. Identidade. Eu existo e sou assim. Trabalho, trabalho e trabalho. Consegue-se viver sem cantar? Mãe e mito. Menina da lua, “Vá escovar seus dentes Maria Rita.” Comparações e canções. Memórias poucas e só dela. “Prefiro não falar”. Muita sorte em tanto azar. Morre cedo demais, vive e vive e vive. Pai e mãe e muito eu. Risada fácil. Óculos que atrapalham, mais o suor e a maquilhagem. Respeito e cumplicidade. Simbiose. Olhos menina. Olhos nos olhos. Olhos de água. Os sapatos saltam fora, a voz que salta imensa. Nem toda a feiticeira é corcunda. Filho de peixe sabe é voar. Hoje no coliseu.

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Molha tolos
... chamam à chuva que tem caído hoje por aqui. O café onde tomei a italiana tinha um cartaz que dizia “Vende-se este estabelecimento”. Os donos tinham o ar desgastado de quem quer definitivamente vender o estabelecimento. Paguei com uma nota de cinco euros e estou convencido que podia escolher entre receber o troco ou ficar com o trespasse comercial. Precisava de moedas para o parquímetro e por ora os parquímetros não aceitam estabelecimentos nem porta moedas electrónicos como pagamento.
Saí com as minhas moedas. O parquímetro estava fora de serviço.
Fui até às finanças pagar uma dívida das antigas. Dos tempos em que, por engano, o sujeito passivo B da declaração do IRS era o meu filho mais velho. Foi um trabalhão convence-los que era casado com a minha mulher e não com o João Maria. Se isto chega aos ouvidos de alguém ainda tenho problemas com a justiça.
Voltei para o carro. Encharcado. Raios parta esta chuva.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Televisão
Numa entrevista ao director de programas da dois, e à pergunta "O que é a televisão?", disse-se "É uma fogueira electrónica. Para uns é uma companhia, para outros uma necessidade."
Lembrei-me de outras fogueiras e acrescentava "Para uns uma tortura. Para outros uma condenação."
Não deve ser possível assar linguiça ou morcela na televisão. A coisa mais parecida com uma televisão em que é possível cozinhar algo é o micro-ondas. E já se sabe que não é, nem de longe nem de perto, um bom aparelho para esse fim.
Educação
Resisti aos apelos desesperados do despertador. Cheguei para lá de atrasado. Tenho que sair cedo, para a reunião de avaliação do príncipe maior. Se a professora Paula não me der nenhuma novidade (boa ou má), vou-lhe às trombas.

terça-feira, janeiro 06, 2004

Pendentes
Antes que o Ano comece a sério, alguns recados atrasados.
Bom Ano Adriana, Ivan, João e Leo.
A panças fez anos e já na altura eXtra Large e gostámos muito. Parabéns e muito muito obrigado.
O almoço de primos lá por casa foi muito bom. Gostei muito da história da pronunchia do norte. Pochas, carachas e chicha penico. Gostei ainda da história da avó a pedir café ao Eduardo no único dia em que a máquina não estava operacional e a avó estava. Há dias assim.
Já em 2k4 jantar de tios e primos. Animado e saboreado. Comida e companhia.
A dois
fazem-se tantas coisas e geralmente fazem-se com muito gosto. Ontem, e ao que parece com algum gosto, fizeram da RTP2 a Dois. Sete palmos de terra para começo de conversa ("sete que pena, chorai-as"). Abram alas par o Noddy e também Peanuts - Charlie Brown e Cª. Gosto de Charlie Brown e da voz da professora primária. Mais detalhes por aqui e a dois.

segunda-feira, janeiro 05, 2004

2004
Bom Ano a todos.
Ouvi hoje na rádio que a forma como passamos os doze primeiro minutos do ano indiciam o que se vai passar nos doze meses do ano que então se inicia.
Isso seria interessante se o primeiro minuto do ano não tivesse sido passado na total ignorância sobre o facto do ano já ter começado. No segundo segundo minuto apoderou-se de mim a desconfiança que algo importante estava a acontecer e que a barulheira na rua e o fogo de artifício no céu não correspondiam à precipitação dos restantes 9999988 portugueses. O terceiro minuto passei-o a percorrer que nem um louco tudo o que era canal de televisão para confirmar segundos, minutos, horas, dia, mês e ano. Os festejos ficaram algures entre o terceiro e o quarto minuto.
Segundo a teoria, o primeiro trimestre do ano vai ser inesquecível. Vivido entre a ignorância, a desconfiança e a loucura de zapping. Vou já comprar pilhas para o comando à distância.